Resposta: Os astrólogos materialistas consideram Urano, Saturno e Marte como Planetas maléficos, enquanto Vênus e Júpiter são considerados benéficos. No Reino de Deus não existe “maléfico” ou “mal”. Aquilo que aparenta ser o mal é apenas o bem em processo de formação. Tampouco se deve imaginar que as influências de qualquer Planeta atuem para nos atormentar. Viemos a este mundo para obter certas experiências necessárias ao nosso desenvolvimento espiritual, e quando buscamos compreender as influências astrais (ou seja: do Sol, da Lua e dos Planetas), descobriremos que elas são fatores poderosos para nos ajudar a obter justamente essa experiência. Saturno é o punidor. Quando nos desviamos do caminho da retidão, intencionalmente ou não, não nos é permitido continuar no mal, pois Saturno vem para nos deter. Talvez tenhamos recebido uma herança; nós a usamos mal e a desperdiçamos totalmente. Ao fazermos isso, geralmente também maltratamos nosso Corpo Denso. Então, surge um Aspecto (Conjunção adversa, Quadratura e/ou Oposição) com Saturno, uma doença é ativada – ou seja: se manifesta no nosso Corpo Denso – e ficamos debilitados. Somos forçados a fazer dieta alimentar e a dar um descanso ao nosso Corpo Denso e, como resultado, nos recuperamos da doença como um novo homem ou uma nova mulher. Mas a questão é: aprendemos a lição? Durante nosso repouso como um doente acamado, tivemos tempo para refletir sobre a vida que temos levado. Será que analisamos nossa vida a ponto de compreender as causas que nos levaram a esse estado de doença? Se sim, saímos dessa com lucro. Pois assim saberemos como agir melhor e evitar as armadilhas que podem causar a ativação de mais doenças no futuro. Ou, tendo nossa herança sido completamente dilapidada, nos encontramos de bolsos vazios na rua. Talvez não tenhamos a quem recorrer em busca de ajuda; somos então forçados a pensar e a abrir caminho por nós mesmos. Nossos talentos foram inúteis enquanto desperdiçávamos nossos recursos financeiros. Na pobreza, nossos talentos se tornam úteis, somos forçados a usá-los para fazer nossa parte no trabalho do mundo. Perdemos nossa herança, mas o mundo ganhou um trabalhador, e se aprendemos nossa lição dessa maneira, então a influência de Saturno foi uma bênção disfarçada.
E assim é com tudo no horóscopo que possa parecer “maléfico”. Além disso, quanto mais espiritualizados (ou seja, priorizemos a espiritualidade na nossa vida cotidiana) nos tornamos, menos esses chamados Planetas ou Aspectos adversos nos afetarão promovendo obstáculos ou bloqueios que nos fazem sofrer. Eles são transmutados para o bem. Saturno não trará desastre a uma pessoa espiritualizada, mas persistência; não doença, mas qualidades e estados que nos mantém fisicamente fortes; e assim, ao nos conformarmos às Leis da Natureza, vivendo nossas vidas em harmonia com os Astros, nós os dominamos e transformamos nossas vidas como nós desejarmos.
A maior parte da Humanidade segue a correnteza e age de acordo com as tendências implantadas pelas influências astrais. Portanto, um astrólogo pode prever o que farão com uma precisão admirável. Mas quanto mais um homem ou uma mulher vive a vida espiritual (ou seja, prioriza a espiritualidade na vida cotidiana dele ou dela), mais se torna um fator a ser levado em consideração, e as previsões do astrólogo falharão, no que lhe concerne, na medida em que atingir esse nível de espiritualidade.
Os Astros (o Sol, a Lua e os Planetas) são nossos auxiliares na evolução. Eles não são corpos mortos de matéria, mas sim corpos vivos, pulsantes e vibrantes de Grandes Inteligências Espirituais chamadas, na Religião Cristã, de os Sete Espíritos diante do Trono. À medida que mudamos, a influência deles sobre nós também muda, mas não escapamos dessa influência pelo simples fato da morte. Quando a aurora de uma nova vida despontar para nós, despertaremos com um novo horóscopo, e se tivermos buscado o crescimento espiritual, ter aprendido as lições que os Anjos Astrais nos ensinaram na vida passada, teremos novos Aspectos e novas posições astrais para nos auxiliar ainda mais no Caminho de Evolução. Por outro lado, se tivermos lutado inutilmente para não aprendermos as lições, nos rebelando ou resistindo a dores e os infortúnios provocados justamente pela nossa teimosia, descobriremos que as pressões serão maiores, que estaremos sob influências mais fortes e restritivas, de modo que, no fim, teremos que aprender as lições nessas condições piores do que nas vidas passadas. Assim, quanto mais rápido aprendermos, melhor para nós.
(Pergunta nº 161 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)