O Palácio sob o Grande Carvalho
— Oh, vocês horríveis criaturas! Vão embora. Vão embora! Disse Rosália, batendo o pezinho. As lágrimas saltaram de seus olhos, e com lábios trêmulos repetia: “Vão embora!”.
Naquele momento, os Pensamentos Secretos a beijaram, dizendo:
— Oh! Rosália, querida, lembre-se, esta manhã você prometeu: Eu serei bondosa com todas as criaturas viventes. Depois, os Pensamentos Secretos enxugaram delicadamente suas lágrimas, sussurrando: peça desculpas às formigas por não ter sido delicada.
Rosália estava envergonhada; ficou em silêncio por alguns minutos e depois admitiu:
— Sinto muito, de verdade; mas, vocês sabem, eu nunca tive uma fatia de bolo de casamento. Eu o deixei por um minuto e, quando voltei para pegá-lo, ele estava coberto de formigas pretas.
Uma risada vinda de algum lugar fez o rosto da menina brilhar e ela chamou, sorrindo:
— Onde está você, duende Elkin.
— Se der mais um passo eu estarei embaixo de seu pé, disse ele.
Isso fez Rosália gargalhar. Depois, ela olhou, parecendo um pouco triste quando comentou:
— Você ouviu o que eu disse há um minuto atrás, Elkin?
— Sim, eu ouvi, respondeu o duende. Mas, já que você está mesmo arrependida, é melhor esquecer tudo. O problema é que você não conhece as coisas maravilhosas que estão ao seu redor. Venha comigo e eu a levarei a um verdadeiro palácio real. Não deixe de levar a Bondade do Coração, pois o Amor reina neste palácio da colina.
Rosália atravessou o jardim, seguindo Elkin e tentando imaginar em que lugar poderia haver um palácio. Ela nunca tinha ouvido falar que existia um por ali, mas, nem por um minuto, duvidou do duende. Finalmente, pararam embaixo do carvalho grande. Rosália olhou ao redor e depois para Elkin. Ele estava sorrindo e olhando para frente.
— Onde está o palácio?, ela sussurrou.
Elkin apontou para o formigueiro embaixo do grande carvalho.
— Um palácio!, exclamou Rosália.
— Sim, um palácio, riu Elkin, e nós chegamos bem na hora do casamento.
Acima do solo, o palácio de formigas era feito de uma estranha mistura de pedaços de folhas, talos de plantas, um pouco de musgo e pedrinhas, tudo unido com um pouco de terra. No subsolo, havia túneis, longas passagens, grandes salões e galerias, cada um com uma utilidade especial. O interior do formigueiro parecia uma cidade em miniatura, com suas ruas e muitas casas.
— Dentro do palácio, disse Elkin, existem muitos cômodos e as formigas que moram aí são muito atarefadas. No palácio moram muitas formigas-rainhas e centenas de formigas crianças. Elas já foram minúsculos ovos, depois transformaram-se em formiguinhas engraçadinhas, brancas e roliças, sem mãos, nem pés. Elas tinham que ser alimentadas como filhotes de passarinhos. Não tomavam banho sozinhas e precisavam de alguém que tomasse conta delas. Mas agora já estão crescidas e hoje é o dia de seu casamento. As noivas estão radiantes em seus vestidos pretos com detalhes vermelhos, calçando minúsculos sapatinhos, também vermelhos. Preste atenção em suas asas transparentes, Rosália, pois elas usam asas no lugar de véus. Os noivos estão todos vestidos de preto. Eles também têm asas. Tudo é reboliço dentro do palácio escuro, pois esta será a primeira viagem das princesas reais ao vasto mundo.
— Princesas! Exclamou Rosália.
— Sim, princesas, disse Elkin. Cada noiva é uma princesa de sangue real. Sente-se, Rosália, e fique atenta quando os portões do palácio se abrirem.
— Quem toma conta das rainhas, das princesas e dos bebês? – Perguntou Rosália.
— Os escravos fazem todo o trabalho, respondeu Elkin. Há milhares deles em todos os formigueiros, pois há sempre muito trabalho a ser feito. Eles não têm asas e assim não podem fugir. Alguns são construtores, cavam túneis e constroem pontes. Eles estão ajudando o reino mineral, transformando a terra em pó. Outros conservam as ruas limpas. Alguns trabalham no palácio e servem as outras formigas. Outros ainda, saem para tirar leite das formigas-vacas para alimentar as bebês formigas. Esse leite é tão doce que é chamado de gotas de mel, e os filhotes gostam muito dele. Os escravos alimentam as rainhas e princesas, mantendo-as sempre felizes. Outros arrumam os enormes salões, limpando os pedacinhos de grama e palha!
Nesse momento, os portões do palácio se abriram e por eles entraram os escravos, deixando tudo em ordem para a festa do casamento. Quando tudo estava pronto, centenas de casais deixaram o palácio alegremente. Oh, como as formigas estavam contentes por verem, pela primeira vez, a luz do Sol! Elas subiram nas mais belas flores, esticaram-se e abriram suas asas transparentes. Como era bom sentir o ar morno! Oh, como era lindo lá fora. Então, todas elas levantaram voo ao mesmo tempo e voaram alto, alto, cada vez mais alto, a perder de vista.
— Onde elas foram? – Sussurrou Rosália para Elkin.
Para muito longe daqui, mas elas voltarão amanhã disse Elkin. E, quando voltarem, as noivas estarão diferentes, pois terão perdidos suas lindas asas, seus véus de núpcias. Elas voltarão para o palácio escuro e viverão exatamente como as outras rainhas têm vivido. Elas botarão ovos e terão seus filhotes formigas.
— E o que os noivos formigas farão?
— Oh, eles nunca mais entrarão no palácio. Só rainhas e escravos vivem neste palácio embaixo do grande carvalho.
— Eu realmente sinto muito por ter sido tão tolinha. Imagine, Elkin, eu não sabia que as formiguinhas eram tão maravilhosas. Pensei que elas fossem apenas insetos rastejantes.
De repente, um pensamento surgiu na mente de Rosália:
— Elkin, deve ter sido algum escravo que pegou o meu bolo — eles queriam migalhas para a festa do casamento, você não acha?
— Bem, eu não ficaria surpreso se assim fosse! De qualquer modo, vamos fingir que foi. Vá agora, Rosália, eu tenho que continuar o meu trabalho. Tchau.
E Elkin foi embora.
(Do Livro Histórias da Era Aquariana para Crianças – Vol. IV – Compiladas por um Estudante – Fraternidade Rosacruz)
O Ecos de um Centro Rosacruz tem como objetivo informar as atividades públicas de um Centro, bem como fornecer material de estudo sobre os assuntos estudados durante o mês anterior.
Para acessá-lo (formatado e com as figuras): ECOS nº 46 – Março de 2020 (Situação que estamos vivendo/Balanço 2019/Significância Quaresmal/Nascimento dos Planetas/Astrologia: simpatia-antipatia/Tessalonicenses- Cap. 3/Evolução da Terra-Época Polar)
Para acessar somente os textos:
A Fraternidade Rosacruz é uma escola de filosofia cristã, que tem por finalidade divulgar a filosofia dos Rosacruzes, tal como ela foi transmitida ao mundo por Max Heindel. Exercitando nosso papel de Estudantes da Filosofia Rosacruz, o Centro Rosacruz de Campinas, edita o informativo: Ecos.
De acordo com as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS e visando a prevenção do avanço da pandemia de Corona vírus (Covid 19) suspendemos as atividades presenciais em nossa sede em Campinas por tempo indeterminado. As atividades não presenciais como cursos on line (inscrições e correções das lições), Cura (solicitação e recebimento dos relatórios mensais e divulgação de materiais para leitura em nosso site) permanecem em atividade, para que possamos manter a chama acesa do aprendizado e serviço.
Uma visão Rosacruz da situação atual externa a nós e interna em nós
Antes de mais nada, lembremos sempre: “os Anjos do Destino estão acima de todo o erro e dão a cada um e a todos exatamente o que necessitam para o seu desenvolvimento”. E esse “dar” significa garantir que os efeitos das causas colocadas em prática por cada um, seja sentido por cada um: Causa boa implica em efeito bom. Causa má implica em efeito mal. Simples assim!
Lembrem-se sempre que a doença é a consequência da violação das Leis da Natureza. Podemos dizer que a doença é uma manifestação da ignorância, o único pecado, e que a cura é uma demonstração do conhecimento aplicado, que é a única salvação.
Quando a pessoa busca apenas remediar a doença e continua fazendo as mesmas coisas que fazia, violando as Leis da Natureza, a doença poderá retornar. O remediar é um processo físico. “Curar definitivamente” é radicalmente diferente porque, neste caso, se exige que o paciente coopere espiritual e fisicamente com quem cura. Com a quantidade de “remédios” que temos hoje é muito mais fácil remediar do que buscar a cura definitiva, né? No entanto, para manter o equilíbrio das Leis da Natureza, um “dia a conta chega”.
Onde está o problema em cada um de nós?
Em pessoas que “remediam”, ou seja, que “tomam remédios”, ao invés de buscar a cura definitiva (como a preconizada pela Fraternidade Rosacruz – se você quiser mais informações sobre ela, clique aqui: https://fraternidaderosacruz.com/category/cura/como-curam-os-rosacruzes-os-enfermos/)
Estudando a Filosofia Rosacruz (já no seu Curso Preliminar de Filosofia Rosacruz) a gente aprende que o Corpo Vital interpenetra o Corpo Denso, estendendo-se além da sua periferia cerca de quatro centímetros. Os pontos do Corpo Vital entram nos centros vazios dos átomos densos, enchendo-os com força vital, o que os faz vibrar em grau muito mais intenso do que o dos minerais da Terra, que não estão assim animados nem acelerados.
Durante o dia o Corpo Vital especializa o fluido solar incolor que nos rodeia, por meio do baço. Esta vitalidade impregna todo o Corpo e pode ser vista, pelo Clarividente, como um fluido de cor rosa pálido, sendo transmutado depois de penetrar no Corpo físico. Flui por todos os nervos e quando é irradiado pelos centros cerebrais em grandes quantidades, move os músculos para os quais os nervos se dirigem.
O excesso é irradiado e ao se estender além do Corpo Denso (cerca de 4 centímetros) o protege contra a entrada de bactérias, fungos, vírus e outras doenças. No entanto, quando estamos doentes, essa especialização do fluido solar pelo Corpo Vital não é tão eficiente. Não há excesso para ser irradiado e, assim, ficamos a mercê da entrada de bactérias, fungos, vírus e outras doenças. (Ver mais no Livro: Princípios Ocultos de Saúde e Cura – Max Heindel).
Agora vamos ver um pouco sobre as “causas” específicas das doenças desencadeadas por esse vírus (que diga-se de passagem, sempre existiu!).
Resumindo: uma bela mistura de “fugir” da cura definitiva e viver por meio de “remédios” para continuar criando e vivendo a base da grande quantidade dos desejos, sentimentos e emoções que enumerei acima. Chegando a um nível onde há que ter uma sacudida para voltar ao equilíbrio das Leis da Natureza. Veja, que como sempre aconteceu: haverá aqueles que sofrerão e aqueles que não sofrerão. Aqueles que repensarão e se corrigirão e aqueles que insistirão no erro (“dessa eu escapei). Aqueles que estarão envolvidos totalmente e aqueles que “nem escutarão sobre – apesar de ter ouvido falar”.
De qualquer modo, nós, Cristãos esotéricos, oremos por todos os irmãos e irmãs, sejam em que situação estejam e sempre, mas sempre mesmo, terminemos a nossa oração com: “seja feita a Sua vontade, meu Deus, e não a minha”.
Tomemos todos os cuidados físicos necessários, conforme muito bem colocados pelos nossos irmãos e irmãs profissionais da saúde, que tanto se sacrificam pelos irmãos e irmãs que estão sofrendo e sofrerão e oremos por eles também. Se formos alvo desse vírus, obedeçamos fielmente às instruções dos nossos irmãos e irmãs profissionais da saúde, nos remediando, e depois com toda a nossa vontade busquemos a cura definitiva para as causas acima apontadas na nossa vida.
Com a proximidade da Era de Aquário, esse tipo de evento vai se tornando cada vez mais constante, pois sempre haverá dois caminhos para progredirmos: pelo amor ou pela dor. Sempre cabe a cada um de nós escolher – livre arbítrio – mas também devemos, cada um de nós, lidar com as consequências da escolha. Deus é infinitamente bom para garantir isso!
QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ
Atividades gerais ocorridas no mês de fevereiro:
Curso Preliminar: 555
Curso Suplementar: 60
Ensinamentos da Sabedoria Ocidental: 91
Curso de Astrologia: 69
Resumo das Atividades em forma de Estudos e Reuniões ocorridas em nosso Centro:
Dia 01/Mar – 16 h: Estudo de Corinne Heline: Significado Espiritual da Estação Quaresmal – Parte 2
Dia 01/Mar – 17 hs: Estudo de Filosofia Rosacruz: Nascimento dos Planetas
Dia 08/Mar – 16 hs: Astrologia Rosacruz: Simpatia/Antipatia – Fortalezas e Interpretações
Dia 08/Mar – 17 hs: Estudo da Bíblia segundo os ensinamentos Rosacruzes – Epístola de São Paulo aos Tessalonicenses/ Cap. 3
Dia 15/Mar – 15hs: Mini Oficina – Exercitando a interpretação da Astrodiagnose na Astrologia Rosacruz
Dia 15/Mar – 17 hs: Evolução da Terra – Época Polar
Realização dos Rituais Devocionais (incluindo os Hinos de Abertura; Signo do mês solar e Encerramento).
Dias: 4, 11, 17, 24/março– Rituais do Serviço de Cura e demais dias do mês – Rituais do Serviço do Templo
Assuntos abordados durante os Estudos desse mês:
Estudo usando como base o Livro: Mistério dos Cristos de Corinne Heline: Significado Espiritual da Estação Quaresmal – Parte 2
Filosofia – Capítulo X – O Período Terrestre / Nascimento dos Planetas
Nos períodos anteriores, todas as diferentes subclasses ou raios encontraram um ambiente adequado para sua evolução no mesmo Planeta. Mas, no Período Terrestre, as condições tornaram-se tais que, para fornecer a cada classe o grau de calor e a vibração necessários para sua fase específica de evolução, elas foram segregadas em diferentes Planetas, a distâncias variadas do Sol – o centro fonte da vida. Esta é a razão de ser do nosso sistema e de todos os outros sistemas solares do universo.
A matéria é o espaço cristalizado ou o Espírito. O espírito em manifestação é duplo, o que vemos como Forma é a manifestação negativa do Espírito – cristalizada e inerte. O polo positivo do Espírito se manifesta como Vida, galvanizando a Forma negativa em ação, mas a Vida e a Forma se originaram no Espírito, Espaço, Caos!
Para ter uma ideia da vida cotidiana que ilustre, podemos pegar o ovo para chocar. O ovo é preenchido com um fluido moderadamente viscoso. Esse fluido, ou umidade, é submetido ao calor, e da substância fluida e macia surge um pintinho vivo, com ossos duros e carne relativamente dura, e com penugem que possui uma pena relativamente dura, etc.
Os sete Planetas que circundam o Sol são os Corpos Densos dos Sete Gênios Planetários. Seus nomes são: Urano com um satélite, Saturno com oito luas, Júpiter com quatro luas, Marte com duas luas, a Terra e sua lua, Vênus e Mercúrio. (As descobertas astronômicas desde a redação deste livro atribuem 4 satélites a Urano, 9 a Saturno e 11 a Júpiter)
O vermelho, azul e amarelo.
A luz branca do Sol divide-se nas sete cores do espectro: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo e violeta. Os ocultistas veem até doze cores, sendo cinco entre vermelho e violeta. Quatro dessas cores são indescritíveis, mas a quinta – a do meio das cinco – é semelhante à tonalidade de uma nova flor de pêssego soprada. É de fato a cor do corpo vital. Clarividentes treinados que o descrevem como “cinza azulado” ou “cinza avermelhado” etc. estão tentando descrever uma cor que não tem equivalente no mundo físico; e, portanto, são obrigados a usar os termos descritivos mais próximos oferecidos pela nossa linguagem.
Urano Saturno Júpiter Marte Lua Vênus Mercúrio.
Vermelho Amarelo Azul Violeta Laranja Verde Índigo
Respostas.: A cor de Marte é vermelha; a de Vênus, amarela; a de Mercúrio, violeta; a da Lua, verde; a do Sol, alaranjada; a de Júpiter, azul; a de Saturno, índigo; e a de Urano, amarela.
Quando esses habitantes que estavam atrasados e também impedindo o progresso de seus pioneiros, recuperaram sua posição, ou seja, alcançaram o mesmo estágio de evolução dos seres que habitavam seus Planetas progenitores.
À medida que o tempo passa e o poder de atração exercido pelo Planeta pai diminui, sua órbita aumenta, até atingir o limite do nosso Sistema Solar. A lua abandona, é então expulsa para o espaço interestelar e dissolvida no caos.
Extras:
Resposta:
“Luz Branca do Sol contém as sete cores do espectro.”
“Tal como Deus contém em Si todas as coisas do nosso Sistema Solar”
| Medite um pouco e rescreva a frase abaixo com as expressões entre parênteses: | |
| “Branco de um Triângulo Surge de um Fundo Negro” | |
| (Síntese, Divina Trindade, Deus Manifestado, Verbo, Caos, Deus não Manifestado). |
Fontes de Pesquisa:
Estudo de Astrologia Rosacruz
Simpatias e Antipatias – Fortalezas e Interpretações
A fim de compreender quais Aspectos entre 2 horóscopos temos mais tendências a responder, e quais a tendência é mais fraca, é imprescindível utilizar a técnica das forças astrais, bem como se estão se aproximando ou se distanciando.
Essa técnica advém do fato dos Astros, quando estão em determinados Signos, estarem fortalecidos ou enfraquecidos.
A Tabela abaixo resume a intensidade dessas Forças. Com elas conseguimos entender: onde o relacionamento entre 2 pessoas é reforçado – Regente e Exaltado – beneficamente nos assuntos envolvidos, onde há mais atritos quando o Aspecto é adverso e onde é enfraquecido – Detrimento e Queda – e aqui, também, pouco reforçado ou pouco atrito.
Caso haja “empate” nas forças, então partamos para o critério de aproximação/distanciamento: se há aproximação, então a tendência é mais forte (para o bem ou para o mal) do que quando há distanciamento. Com isso se traça o mapa de relacionamento em cada assunto entre 2 pessoas.
Estudos da Bíblia sob a óptica dos Ensinamentos Rosacruzes
1ª Epístola de S. Paulo aos Tessalonicenses – Cap. 3
O envio de Timóteo a Tessalônica —
Ação de graças pelas notícias recebidas —
Introdução:
Acredita-se que a Primeira Epístola aos Tessalonicenses seja a mais antiga epístola escrita por Paulo que ainda exista hoje e é possível que seja o livro mais antigo do Novo Testamento. Durante a segunda viagem de Paulo, ele e seus companheiros, Silas, Timóteo e Lucas, cruzaram o Mar Egeu e seguiram para a Macedônia (ver Atos 16 :6–12) chegando a Tessalônica no início do ano 52 DC e partindo no final de maio, continuando até Atenas e Corinto. Tessalônica tinha duas importantes características era a cidade mais populosa e próspera do antigo reino grego da Macedônia: fora edificada no melhor porto natural do Mar Egeu e por ali passava a principal estrada de ligação entre Roma e a Ásia.
Paulo escreveu 1 Tessalonicenses para os membros da Igreja que moravam em Tessalônica. Com isso iniciou-se a pregação do evangelho na Europa (Os seguidores de Cristo em Tessalônica estão entre os primeiros convertidos europeus da Igreja.). Na Europa, Paulo encontrou um mundo diferente e condições diferentes. As epístolas aos Tessalonicenses são a mensagem da ressurreição para a nova era – não, como as igrejas exotérica ou ortodoxa 1 a interpretam, ressuscitando a vida após a morte (no último dia), mas para a entrada na nova era, na era do ar (aquário) ou na era dos éteres.
Depois de pregarem em Filipos (ver Atos 16:12–40), Paulo e Silas seguiram para Tessalônica, mas foram expulsos da cidade por um grupo de líderes judeus (ver Atos 17:1–9). Os seguidores tessalonicenses de Cristo continuaram a serem perseguidos mesmo depois que Paulo e seus companheiros partiram.
Os ensinamentos de Paulo nessa epístola concentram-se principalmente nas questões relacionadas à:
* Segunda Vinda de Cristo
* Nas tribulações que os seguidores de Cristo enfrentarão:
* antes que Ele volte ( 1 Tessalonicenses 3:3 )
* por ocasião da Segunda Vinda ( 1 Tessalonicenses 4: 13-14 )
* no momento da Segunda Vinda ( 1 Tessalonicenses 5: 1-2 ).
Em 1 Tessalonicenses 3, Timóteo informou a Paulo que os seguidores de Cristo Tessalonicenses permaneceram fiéis apesar da perseguição e que sua boa influência estava se espalhando (1 Tessalonicenses 3: 6-8). Paulo enviou Timóteo de volta a Tessalônica para fortalecer a fé dos novos convertidos e ver se tudo ia bem com eles.
Estudo:
Em 1 Tessalonicenses 3: 1-7: Timóteo informou a Paulo:
Que os seguidores de Cristo haviam permanecido fiéis a despeito das perseguições.
Que os seguidores de Cristo (provavelmente) tinham muitas dúvidas quanto à Segunda Vinda de Cristo.
Assim, Paulo escreveu, também 1 Tessalonicenses 3, aos seguidores tessalonicenses de Cristo, para tirar suas dúvidas e dar a eles mais informações de como se prepararem para a segunda vinda de Cristo.
Em 1 Tessalonicenses 3: 9-10, Paulo disse que pedia em oração durante o tempo que passou longe dos membros tessalonicenses. (Colocando no campo egóico daquelas pessoas, os benefícios espirituais que a oração do Pai Nosso traz a todos).
Em 1 Tessalonicenses 3: 11-13, Paulo para fortalecer a fé dos membros da Igreja de Tessalônica, pedindo a Deus Pai e a Cristo aplainarem o caminho até Deus (caminho do meio), e a entenderem melhor como desenvolverem seus Corpo-Almas (ajudando aos outros através do amor mútuo (sem separatividade) ou a caridade) e prepararem-se para a Segunda Vinda de Cristo (“o que ainda falta à vossa fé” (a habilidade de funcionar conscientemente fora do Corpo Denso)).
1 – Religiosos exotéricos trabalham um Deus externo; as religiões esotéricas dirigem a busca de encontrar o deus interior.
Época Polar
Estudando o caminho da evolução podemos ver que uma das características marcantes do Processo Evolutivo é a recapitulação de condições análogas as que já experimentamos antes. Por isso que hoje repetimos tanto que a evolução é uma espiral, sempre para cima em níveis crescentes de perfeição. Podemos observar o tempo, as diversas fases de nossa vida, pois tudo está em constante mudança.
Quando a Terra surgiu do Caos no começo do Período Terrestre a Época Polar a cor era um vermelho escuro. Estávamos no Globo D e foi nesta época, mas exatamente na 4ª Revolução do Período Terrestre que teve início o verdadeiro trabalho deste período.
Esta época foi realmente uma recapitulação do Período de Saturno e a terra ainda fazia parte do Sol. Nós como Espíritos Virginais estávamos nos polos que era o lugar menos quente e o mais apropriado para nossos corpos. Uma vez que não suportávamos viver mais próximo do centro do Sol. Onde o calor era imenso para nós, devido ao fato de não estarmos evoluído a níveis que suportássemos o calor daquele ambiente.
Nesta época o ser humano passou através do estado mineral. E o nível de consciência do ser humano nesta época era semelhante ao estado de transe profundo. Nesta parte da evolução não estávamos preocupados com o que pudesse acontecer com nosso corpo. Por isto tivemos a importante ajuda dos Senhores da Forma para ajudar na construção do primeiro corpo mineral. É claro que o corpo não era uma maravilha que hoje conhecemos como corpo físico, contudo era o que conseguimos construir com a ajuda da Hierarquia, uma vez que já tínhamos o livre arbítrio.
Éramos algo enorme e pesado, semelhante a um óvulo gelatinoso. Tínhamos um órgão que projetava na parte superior deste esquisito corpo. Que eram os nossos olhos e ouvidos e que hoje conhecemos como Glândula Pineal e toda energia era dirigida para dentro com o objetivo de construir os órgãos com a ajuda das hierarquias divinas.
Nosso contato naquela época era direto com os seres superiores até porque não tínhamos consciência do ambiente externo. Este órgão que era parecido a um flexível tentáculo que auxiliava na locomoção e na sensação é que nos orientava quando tentávamos nos deslocar. No início quando fazíamos esta tentativa e deparávamos com o calor o corpo se desintegrava. E assim, com o passar de milhares de anos este órgão foi se desenvolvendo e até que se tornou sensitivo as condições de perigo e se tornava mais fácil saber o lugar mais seguro para transitar ou se locomover.
Éramos uma criatura imensa e gelatinosa e para se propagar a espécie, dividíamos em duas espécies gelatinosa menor e com isto tínhamos a oportunidade de criarmos novos corpos para evoluir. Uma vez que se morria muito rápido e então precisa aproveitar este tempo para melhorar os corpos. A Época Polar na Bíblia está relacionada com a figura simbólica de ‘Adão – formado de barro’.
SERVIÇO DE AUXÍLIO E CURA
Todas as semanas, quando a Lua se encontra num Signo Cardeal (Áries, Câncer, Libra ou Capricórnio), reunimo-nos com o propósito de gerar a Força Curadora por meio de fervorosas preces e concentrações. Esta força pode depois ser utilizada pelos AUXILIARES INVISÍVEIS, que trabalham sob a direção dos IRMÃOS MAIORES com o propósito de curar os doentes e confortar os aflitos.
Nessas datas, as 18h30, os Estudantes podem contribuir com esse serviço de ajuda, conforto e cura, sentando-se e relaxando-se na quietude do seu lar ou onde quer que se encontre, fechando os olhos e fazendo uma imagem mental da Rosa Branca e Pura situada no centro do Emblema Rosacruz. Em seguida leia o Serviço de Cura e concentre-se intensamente sobre AMOR DIVINO E CURA, pois só assim, você poderá fazer de si um canal vivo por onde flui o Poder Divino Curador que vem diretamente do Pai. Após o serviço de cura, emita os sentimentos mais profundos do amor e gratidão ao Grande Médico para as bênçãos passadas e futuras da cura.
Datas de Cura:
Abril: 7, 13, 21, 28
Dizendo-lhes: “Se vocês derem atenção ao Senhor, o seu Deus, e fizerem o que ele aprova, se derem ouvidos aos seus mandamentos e obedecerem a todos os seus decretos, não trarei sobre vocês nenhuma das doenças que eu trouxe sobre os egípcios, pois eu sou o Senhor que os cura”. Êxodo 15:26
O Ecos de um Centro Rosacruz tem como objetivo informar as atividades públicas de um Centro, bem como fornecer material de estudo sobre os assuntos estudados durante o mês anterior.
Para acessá-lo (formatado e com as figuras): ECOS nº 45 – Fevereiro de 2020 (Quaresma, Repouso entre duas Revoluções de um Período Evolutivo, Conjunções boas e adversas, 1ª Epístola aos Tessalonicenses – Cap. 2 – Gênese e Evolução do nosso Sistema Solar-Caos)
Atividades gerais ocorridas no mês de fevereiro:
Resumo das Atividades em forma de Estudos e Reuniões ocorridas em nosso Centro:
Dia 02/fevereiro – 16 h: Estudo de Corinne Heline: Significado Espiritual da Estação Quaresmal – Parte 1
Dia 02/fevereiro – 17 h: Estudo de Filosofia Rosacruz – Período de Repouso entre Revoluções – 4ª Revolução do Período Terrestre
Dia 09/ fevereiro – 16 h: Astrologia Rosacruz: Simpatia/Antipatia – Conjunções boas e adversas mútuas
Dia 09/ fevereiro – 17 h: Estudo da Bíblia segundo os ensinamentos Rosacruzes – Epístola de São Paulo aos Tessalonicenses/ Cap. 2
Dia 16/ fevereiro – 16 h: Reunião de Estudante Regular – Apenas para Estudantes Regular
Dia 16/ fevereiro – 17 h: Estudo de Filosofia Rosacruz – Gênese e Evolução do nosso Sistema Solar – Caos
Realização dos Rituais Devocionais (incluindo os Hinos de Abertura; Signo do mês solar e Encerramento).
Dias 6, 12, 19, 26/fevereiro– Rituais do Serviço de Cura e demais dias do mês – Rituais do Serviço do Templo
Assuntos abordados durante os Estudos desse mês:
Significado Espiritual da Estação Quaresmal – parte I
Os principais acontecimentos da vida de Cristo Jesus, configuram o Caminho da Iniciação
Períodos de Repouso entre Revoluções e A Quarta Revolução do Período Terrestre.
Entre cada período existe um intervalo de repouso e assimilação
As espirais dentro de espirais impediram que o trabalho principiasse imediatamente depois da chegada da onda de vida do Globo D, porque o germe da Mente só foi obtido na quarta Época, sendo as três primeiras Épocas recapitulações dos Períodos de Saturno, Solar e Lunar, sempre numa escala superior.
Estudo de Astrologia Rosacruz – Simpatias e Antipatias
Consolidando os conceitos para o sistema de comparação dos horóscopos natais de duas pessoas, para se ter um maior entendimento e compreensão sobre os potenciais de relacionamento entre os dois.
Conjunções boas e adversas mútuas:
Estudos da Bíblia sob a ótica dos Ensinamentos Rosacruzes
1ª Epístola de São Paulo aos Tessalonicenses – Cap. 2
Quem foi São Paulo:
Síntese do Capítulo 2
São Paulo menciona sobre a volta de Cristo e sobre a necessidade de nossa união com ele, ou seja, o esforço de imitarmos e sermos um Cristo em formação:
No princípio da sua pregação, São Paulo faz um alerta para que não se sintam enganados sobre o que está dizendo e para que o seu trabalho não fosse feito em vão. Ele zela por seus irmãos e geme por eles até que Cristo neles seja formado.
Baseado no Texto: Cristianismo: o que é e o que deixa de ser – Publicado na revista Serviço Rosacruz – 07-08/87)
Eles não estavam preocupados em fazer amigos, ganhar dinheiro, ou ter reconhecimento dos homens.
São Paulo adverte-nos contra os falsos Pregadores
Extraído do texto: Interpretação Esotérica do Evangelho de São Mateus – https://www.rosicrucianfellowship.org
Estudos de Filosofia Rosacruz: Os Mundos
O Material
Deus atrai sua esfera imediata da Substância Raiz Cósmica, tornando-a mais densa que o espaço exterior (entre os Sistemas Solares). A seguir, organiza essa esfera compenetrando-a com sua Consciência, diversificando cada parte dessa divisão em que a Substância Raiz Cósmica é posta em vibração a diversos Graus e assim fica diferenciada em várias divisões.
Da mesma forma que dividimos os ambientes de uma casa para cada função de vida de seus moradores, assim os diferentes Mundos são projetados e adaptados para cada propósito do esquema evolutivo.
Os 7 Mundos
Existem sete Mundos, cada qual com um grau diferente de vibração. Como exemplo o texto ita a extrema rapidez do Mundo do Desejo (o mais próximo do Físico).
Esses Mundos não estão, como os Planetas, separados no espaço. Eles são estados de matéria com variadas densidades e vibrações. Também não são criados, nem aniquilados em um mesmo dia de manifestação.
Deus vai diferenciando em Si mesmo, um Mundo após outro, conforme as necessidades da evolução. Portanto, todos os 7 mundos vão se diferenciando gradualmente uns dos outros.
Os Mundos Superiores
Os Mundos Superiores são criados em primeiro lugar e, durante a Involução, vão se condensando gradualmente, então Deus vai diferenciando novos Mundos (O elo entre Ele e os Mundos que se consolidam)
No tempo adequado esses Mundos chegam ao Nadir da materialidade, e a vida começa então a ascender para os Mundos mais sutis.
Os Mundos mais densos vão se despovoando, e quando não têm mais serventia, Deus retira deles a atividade que os trouxe à existência.
Assim, os Mundos Superiores são os primeiros a serem criados e os últimos a serem aniquilados. Os três Mundos mais densos são na verdade fugazes no processo evolutivo.
SERVIÇO DE AUXÍLIO E CURA
Todas as semanas, quando a Lua se encontra num Signo Cardeal (Áries, Câncer, Libra ou Capricórnio), reunimo-nos com o propósito de gerar a Força Curadora por meio de fervorosas preces e concentrações. Essa força pode depois ser utilizada pelos AUXILIARES INVISÍVEIS, que trabalham sob a direção dos IRMÃOS MAIORES com o propósito de curar os doentes e confortar os aflitos.
Nessas datas, às 18h30, o Estudante pode contribuir com esse serviço de ajuda, conforto e cura, sentando-se e relaxando-se na quietude do seu lar ou onde quer que se encontre, fechando os olhos e fazendo uma imagem mental da Rosa Branca e Pura situada no centro do Emblema Rosacruz. Em seguida, leia o Serviço de Cura e concentre-se intensamente sobre AMOR DIVINO E CURA, pois só assim, você poderá fazer de si um canal vivo por onde flui o Poder Divino Curador que vem diretamente do Pai. Após o serviço de cura, emita os sentimentos mais profundos do amor e gratidão ao Grande Médico para as bênçãos passadas e futuras da cura.
Datas de Cura:
Março: 4, 11, 17, 24
Jesus, porém, ouvindo-o, respondeu-lhe, dizendo: Não temas; crê somente, e será salva.
(Lucas 8:50)
Não se deve dar crédito a nenhuma palavra, nem obedecer a todo o movimento interior; mas, com prudência e vagar se deve, segundo Deus, examinar as coisas. Mas, infelizmente, muitas vezes cremos e dizemos mais facilmente dos outros o mal que o bem. Tão fracos somos! Porém, os seres humanos perfeitos não creem facilmente em nenhuma coisa que se lhes conte, porque conhecem a fraqueza do ser humano, inclinado ao mal e leviano em suas palavras.
Do livro: Imitação de Cristo – Tomás de Kempis
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A Primeira Páscoa
Raquel encostou na grande oliveira e olhou para a colina. Que linda manhã de domingo! As colinas estavam todas avermelhadas pelo Sol matinal e as pequenas flores púrpuras, que cresciam ao redor da árvore, pareciam excepcionalmente vivas e bonitas. E havia uma brisa suave que parecia soprar para longe toda a tristeza dos dois dias anteriores.
Os dois últimos dias foram realmente muito tristes, pensou Raquel. Lembrou-se de como se sentiu infeliz na sexta-feira, enquanto trabalhava no jardim. E, mesmo quando seu cordeirinho de estimação, que seu pai lhe havia dado de presente pulava sobre ela e lambia sua orelha, ela tristemente afagava-o no nariz e o empurrava gentilmente, pois nem brincar com ele ela queria. Então, ele saía tristonho, com o rabo e as orelhas abaixadas. Ela não entendia porque não tinha vontade de brincar com o doce cordeirinho.
E, mais tarde, o céu ficou tão escuro que ela teve medo que caísse uma grande tempestade. Ficou escuro e nublado por muito tempo. Finalmente, sua mãe chegou em casa, pegou Raquel no colo e deu-lhe a triste notícia. Eles tinham matado Jesus — o mesmo Jesus que, há um ano atrás, tinha curado a perna de Raquel fazendo com que ela pudesse correr e brincar.
Raquel não podia acreditar. Por que alguém mataria Jesus, que só tinha feito coisas boas? Ela lembrou-se de novo daquele dia em que seu pai a levou ao campo onde Jesus estava ensinando. Havia uma enorme multidão e naquele tempo Raquel não gostava de multidões porque estava doente e fraca e muita gente ao seu redor deixava-a mais cansada ainda.
Seu pai acomodou-a em um cobertor, perto de onde Jesus estava sentado e, ao olhar-Lhe o rosto, Raquel sentiu o cansaço passar e ao mesmo tempo desaparecer a terrível dor em sua perna. Seu rosto era tão bondoso que Raquel teve vontade de ir sentar-se em Seu colo. Ele não sorria muito, mas Seus olhos transbordavam amor quando olhava para às pessoas. Às vezes, Ele olhava as pessoas triste e ansiosamente, como se quisesse fazer ou dizer-lhes alguma coisa, mas, por qualquer razão, não o fazia. Uma luz brilhava ao Seu redor enquanto Ele olhava para Raquel e para as outras crianças. Oh, como ela O adorou!
Na realidade, ela não entendeu direito o que Ele dizia, — mas recordou-se de uma história que gostou muito. Era a história de um menino que saiu da casa de seu pai e gastou todo o dinheiro que este lhe havia dado. Meteu-se em confusões, ficou doente e, quando sentiu-se tão infeliz que não pôde mais suportar, resolveu voltar para a casa de seu pai e pediu-lhe para aceitá-lo como empregado — porque estava certo de que tendo sido tão mal, seu pai não o receberia mais como filho. Mas, quando o pai o viu chegar, ficou muito contente e o recebeu com um grande abraço e imediatamente preparou uma festa para ele. Raquel pensou no quanto aquele pai amava o filho, sendo até capaz de perdoá-lo por todas as coisas ruins que este havia feito e de recebê-lo de volta com uma festa. E ela sabia — mesmo sem ter certeza se Jesus havia dito isso ou não — que esta é a maneira como Deus ama todos os Seus filhos. Não importa quão terríveis eles sejam, se estiverem arrependidos, querendo voltar para casa, Deus ficará muito feliz.
Raquel nunca esqueceria como Jesus, depois de acabar de falar, a olhara. Ela estava sentada no tapete. As pessoas aglomeravam-se ao Seu redor, esperando que Ele falasse algo mais. Mas, Ele foi até Raquel, olhando-a tão carinhosamente que ela teve vontade de levantar-se e abraçá-Lo. Ele curvou-Se, tocou delicadamente sua testa e passou a mão em seus cabelos. Disse qualquer coisa que ela não se lembrava mais, porque, de repente, sentiu-se como se estivesse em um outro mundo, cheio de Anjos, luzes e uma linda música.
Então, Raquel percebeu que podia mover sua perna e até ficar em pé. A mesma perna que doía sempre e há tanto tempo… e que tinha uma forma esquisita, tão diferente da outra. Mas agora essa perna estava igual a outra, podia movê-la como quisesse. Primeiro, ela ficou de pé e até andou, sem mancar e sem sentir dores. Depois, começou a pular e rir. Lembrou-se de haver chamado seus pais para verem e, de repente, tudo parecia acontecer ao mesmo tempo. Sua mãe — por alguma razão, — estava chorando. As outras crianças estavam ao seu redor, pulando e rindo com ela, e quando procurou seu pai não pode achá-lo, mas logo o viu ajoelhado diante de Jesus — e estava chorando também! — Jesus estava dizendo alguma coisa e sorrindo para ele.
Então, Raquel quis ir até Jesus para Lhe agradecer por tê-la curado, mas havia uma multidão em volta dela e sua mãe a abraçava e algumas crianças a puxavam pela mão para ir brincar, que ela não pode passar. Quando conseguiu, Jesus já estava longe e novamente havia muita gente a Seu redor. Mas, de repente, Ele a olhou novamente e ela, olhando dentro de Seus olhos reluzentes, murmurou: “Obrigada” e, apesar da distância, ela tinha certeza que Ele tinha entendido o que ela disse. Depois, quando Ele a olhou novamente e sorriu, Ele lhe transmitiu uma luz e calor maravilhosos, que a envolveram e ficaram com ela para sempre. E agora Ele se foi e ela nunca mais O veria. Parecia-lhe simplesmente impossível que o povo O tivesse matado. E, se Ele se foi, por que ela estava tão feliz naquela manhã? E, por que o dia estava tão bonito e o ar tão doce?
Raquel quase sentia-se envergonhada por estar tão feliz. Durante todo o dia anterior, ela teve vontade de chorar, mas esta manhã ela não conseguia ficar triste. Tudo o que ela conseguia pensar sobre Jesus é que, na realidade, Ele não tinha ido embora. Ele estava exatamente ali, onde sempre estivera desde que ela O conhecera. Ela sabia que isso era verdade, não importava o que seu pai, sua mãe ou qualquer outra pessoa dissesse. Percebeu que não sentia falta de Jesus porque ela não O tinha perdido. Ele estava ali!
Raquel tentou discutir consigo mesma. Como podia estar ali, se O mataram? E por que tinha tanta certeza de que Ele não tinha ido embora? Sabia que se contasse aos pais como se sentia, eles apenas sorririam para ela com amor e sua mãe provavelmente ficaria com os olhos cheios de lágrimas. Mas, eles certamente não acreditariam nela.
Meu Deus, como as coisas são confusas! Raquel tentou ficar triste de novo, mas não conseguiu. O Sol brilhava mais do que nunca, as pequeninas flores púrpuras balançavam-se alegremente e a brisa suave ainda estava soprando e trazia com ela uma doce e especial fragrância. Ela não podia ficar triste!
Então, Raquel teve de novo a sensação de estar naquele outro mundo, cheio de Anjos, luzes e uma linda música. Sentia-se exatamente como no dia em que Jesus a curou. Olhou então para cima — havia Anjos no céu, uns poucos deles. Era quase como se eles devessem estar lá e ela teria ficado surpresa se não os tivesse visto.
Um dos Anjos desceu e parou ao lado dela, sorrindo. Parecia ser um Anjo especial, rosado como aquela manhã ensolarada. Vestia-se de cor-de-rosa e uma maravilhosa luz da mesma cor brilhava ao seu redor.
— Raquel, querida — ele disse — você tem razão de estar feliz hoje. Não tente mais ficar triste. Hoje é o dia mais maravilhoso que já existiu na Terra e todas as pessoas em todos os lugares deveriam estar mais felizes do que nunca.
— É um dia maravilhoso — concordou Raquel — Eu posso senti-lo. Mas por que é tão maravilhoso? E por que eu não fico triste quando penso em Jesus?
O Anjo sorriu mais docemente ainda.
— Porque não há razão para ficar triste por causa d’Ele. Você estava absolutamente certa ao pensar que Ele não se foi. Na realidade, as pessoas não O mataram. Elas não poderiam ter feito isso. Você não pode vê-lo agora porque Ele não precisa mais viver num corpo físico, de carne e osso, como você e as outras pessoas. Seu corpo é tão luminoso, que Ele pode fazer esta luz brilhar sobre o mundo todo, e até através do mundo, e é isso que Ele vai fazer de agora em diante. Sua luz é tão reconfortante e tão cheia de amor e bênçãos, que as pessoas não poderão evitar de serem aquecidas por ela e fazerem só coisas boas e amorosas. E Jesus deixará sempre Sua luz brilhar na Terra, até que um dia — daqui a muitos e muitos anos quando as pessoas tiverem se tornado melhores — todos terão corpos de luz.
— Até eu? — Perguntou Raquel, com os olhos arregalados.
— Especialmente você — sorriu o Anjo ternamente.
— Meu Deus! — Suspirou Raquel, pensando no que o Anjo lhe tinha dito. E havia tanto em que pensar, que Raquel só podia dizer: “Meu Deus! ” — Depois suspirou de novo e disse: “Meu Deus! ” — Pela terceira vez.
O Anjo sorriu carinhosamente:
— Sim, Raquel, há muito para pensar, não é? Este é o presente mais bonito que Deus já deu ao mundo. Cristo Jesus, você sabe, é o próprio Filho de Deus. A luz de Cristo brilhará sobre todos os seres humanos a partir de agora. Ela é tão bonita e tão cheia do amor de Deus que ninguém pode imaginar quanta coisa boa será feita com ela, um dia.
Raquel sentou, olhando para o Anjo com os olhos ainda arregalados. Era difícil entender, de uma só vez, o que o Anjo dizia e ela teria que pensar sobre aquilo muitas e muitas vezes mais. Sabia também que tinha entendido o mais importante: o querido Jesus (que o Anjo chamara de Cristo Jesus) não fora embora e ela poderia continuar amando-O, como sempre o fez desde o primeiro dia.
E agora de um modo até melhor do que quando Ele andava pela Terra, porque, se Sua luz brilhava sobre ela o tempo todo, isso significava que Ele estava sempre com ela, e se Ele estava com ela todo o tempo, ela poderia falar com Ele quando quisesse, sem precisar esperar sua vinda até ao povoado. E certamente Ele a ouviria, não é?
Raquel quis perguntar isso ao Anjo, mas ele a entendeu antes que ela falasse:
— Claro que Ele pode ouvi-la, querida. Ele sabe tudo o que você faz, tudo o que pensa, todos os problemas que tem e tudo o que a faz feliz. E quer que você converse com Ele. E, quanto mais você acreditar Nele e deixar Sua luz brilhar sobre você e tentar ser tão boa, tão generosa e tão amorosa como Ele era quando você O viu atuar na Terra, mais Ele poderá ajudá-la a transformar seu corpo em luz brilhante.
De repente, Raquel deu um salto e exclamou: |
— Sinto-me tão bem! Posso até sentir a luz brilhando sobre mim agora. Tudo está tão agradável e brilhante.
Mal posso esperar para contar tudo à mamãe e papai.
Então, ela parou e olhou para o Anjo com o rosto preocupado:
— Você acha que eles vão acreditar em mim?
O Anjo parecia um pouco sério quando respondeu:
— Tenho certeza que seus pais acreditarão em você. Mas receio que hajam muitas e muitas pessoas no mundo que levarão muito tempo sem acreditar na luz de Cristo, e cabe a você e as pessoas que acreditam, serem tão boas e amorosas para que as descrentes vejam, através de vocês, esta luz brilhando e saibam o quanto isto é maravilhoso.
— Oh, eu serei boa — exclamou Raquel — Amo tanto a Jesus e quero ser exatamente como Ele, tornando as pessoas boas e felizes como Ele fez.
— Você vai conseguir, Raquel — disse o Anjo — Lembre-se e peça sempre a ajuda de Cristo Jesus. Ele também a ama muito e quer ajudá-la.
Com isso, o Anjo sorriu uma vez mais para a menina e, elevando-se do solo, juntou-se aos outros Anjos que esperavam por ele no céu. Raquel olhou-os até que desaparecessem.
Depois, ela correu para casa o mais rápido que pôde. Quando estava quase chegando, seu cordeirinho de estimação veio correndo encontrá-la. Desta vez, ela ajoelhou-se e abraçou-o. Ele lambeu sua bochecha com sua língua áspera e rosada fazendo-lhe cócegas e, então, Raquel riu e segurou-o forte e carinhosamente.
Ela olhou para o céu e pensou que seria fácil ser boa e amorosa. Tudo o que ela teria de fazer era lembrar-se da luz de Cristo. Enquanto essa luz estivesse brilhando sobre ela, enquanto lembrasse das coisas maravilhosas que Jesus tinha feito, enquanto O amasse como O amava, enquanto estivesse pedindo Sua ajuda e enquanto desse o melhor de si todos os dias, ela sabia que Ele lhe daria toda a ajuda e força que ela precisasse.
(Do Livro Histórias da Era Aquariana para Crianças – Vol. IV — Compiladas por um Estudante – Fraternidade Rosacruz)
O Ecos de um Centro Rosacruz tem como objetivo informar as atividades públicas de um Centro, bem como fornecer material de estudo sobre os assuntos estudados durante o mês anterior.
Para acessá-lo (formatado e com as figuras): ECOS nº 44 – Janeiro de 2020 (Corpo Denso, Astrologia Rosacruz, 1ª Epístola aos Tessalonicenses – Cap. 1 – Revoluções Solares e Lunares do Período Terrestre)
Para acessar somente os textos:
A Fraternidade Rosacruz é uma escola de filosofia cristã, que tem por finalidade divulgar a filosofia dos Rosacruzes, tal como ela foi transmitida ao mundo por Max Heindel. Exercitando nosso papel de Estudantes da Filosofia Rosacruz, o Centro Rosacruz de Campinas, edita o informativo: Ecos.
Inauguração do novo modelo do Ecos
Estamos inaugurando esse mês o novo modelo do Ecos do Centro Rosacruz de Campinas, baseado no propósito que tinha Max Heindel quando criou o boletim periódico “Echoes” em Junho, 1913 que era manter os Estudantes dos Ensinamentos Rosacruzes em conexão com a atividades realizadas na Sede em Oceanside, e dessa forma mantê-los unidos em um propósito comum: construir, “sem o som de martelo”, o templo da Alma que é a verdadeira Ecclesia.
O objetivo desse periódico será o de informar aos Estudantes e interessados nos Ensinamentos Rosacruzes, as atividades e estudos que acontecem na nossa sede em Campinas, e convidar os interessados a unirem-se a nós presencialmente ou através desse conteúdo.
Atividades gerais ocorridas no mês de Janeiro:
Resumo das Atividades em forma de Estudos e Reuniões ocorridas em nosso Centro:
Dia 12/janeiro – 16 h: Estudo de Astrologia Rosacruz
Dia 12/janeiro – 17 h: Estudo da Bíblia segundo os ensinamentos Rosacruzes
Dia 19/janeiro – 16 h: Reunião do Estudante Regular – Apenas para Estudantes Regualres
Dia 19/janeiro – 17 h: Estudo de Filosofia Rosacruz – (Conceito Rosacruz): Revolução Solar
Dia 16/janeiro – 16 h: Reunião de Probacionistas– Apenas para Probacionistas
Dia 26/janeiro – 17 h: Estudo de Filosofia Rosacruz – (Conceito Rosacruz): Revolução Lunar
Realização dos Rituais Devocionais (incluindo o Hino de Abertura, o Signo do mês solar e Hino de Encerramento).
Dia 02, 10, 16 e 22/janeiro – Rituais do Serviço de Cura e demais dias do mês – Rituais do Serviço do Templo
Assuntos abordados durante os Estudos desse mês:
Estudo de Astrologia Rosacruz
Simpatias e Antipatias – Física, Moral e Espiritual
São Paulo diz: o ser humano é espírito, alma e corpo. Assim, a simpatia/antipatia deve ser considerada nas 3 dimensões: física, moral e espiritual.
FÍSICA – pela comparação do Signo Ascendente dos 2 e suas respectivas Triplicidades: Signos de Fogo (Áries, Leão e Sagitário) combinam com os de Fogo e de Ar (Gêmeos, Libra e Aquário); os de Terra (Touro, Virgem e Capricórnio) com os Terra e de Água (Câncer, Escorpião e Peixes). Demais combinações não combinam. Ou seja: Fogo e Ar não combinam com Água e nem com Terra.
MORAL – Marte e Vênus. Se Vênus no horóscopo de uma pessoa estiver no mesmo Signo e grau que Marte no horóscopo da outra pessoa: simpatia, ainda que com riscos de “posse”.
ESPIRITUAL – Sol e Lua. Se o Sol no horóscopo de uma pessoa estiver no mesmo Signo e grau que da Lua no horóscopo da outra pessoa: simpatia.
(*) respeitando os 6 graus (entre Planetas) e 8 graus (com Lua e Sol) de órbita de influência.
Relacionamento ideal simpático: combinação dos dois horóscopos em todos esses particulares, sendo que a felicidade dependerá do grau de concordâncias, conforme indicado. Existem uniões em que as pessoas se harmonizam fisicamente, mas possuem características totalmente diferentes em outros aspectos, e vice-versa. Portanto, os dois horóscopos devem ser examinados globalmente para se ter uma interpretação confiável.
Outras causas para Relacionamentos localizados: Configurações entre os 2 horóscopos benéficas em determinadas Casas: interesses em comum levam a “relacionamentos de interesse, simpáticos ou antipáticos”.
Em geral: ASC em Gêmeos são, de modo geral, de uma disposição muito gentil e afável, com muita facilidade de relacionamento. São capazes de se adaptar a outras pessoas e a circunstâncias, de modo que se tornam tudo para todos.
Estudos da Bíblia sob a óptica dos Ensinamentos Rosacruzes
1ª Epístola de S. Paulo aos Tessalonicenses – Capítulo 1
Nesse capítulo São Paulo faz uma introdução, para falar sobre a importância dos ensinamentos oferecidos por Cristo. Ele prepara os Tessalonicenses para receber algumas verdades como:
São Paulo escreveu essa epístola sobre a importância de viver para Cristo, ou seja, de viver sob os nossos ensinamentos, principalmente no que se refere a mudança de comportamento diante das coisas do mundo.
O que é esperado de nós para a segunda vinda de Cristo?
Baseado no texto: A Segunda Vinda de Cristo – Publicado na Revista Serviço Rosacruz de março/72 – Fraternidade Rosacruz SP
Ele fala também sobre dar Graças à Deus.
Qual a relação entre a Lei e a Graça?
Baseado no texto: A LEI E A GRAÇA – Qual a relação entre elas e como utilizá-las no dia a dia? Do site https://fraternidaderosacruz.com/
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Estudos de Filosofia Rosacruz:
O que é o Corpo Denso?
É nossa ferramenta para a ação.
Primeiro veículo construído, tendo passado por grande período de evolução.
Está atualmente no seu quarto estágio de desenvolvimento e alcançou maravilhoso grau de eficiência e oportunamente atingirá a perfeição.
É o corpo mais perfeito que temos.
É o mais organizado dos veículos do ser humano.
Lembrando que o Germe do Corpo Denso foi dado pelos Senhores da Chama, durante a primeira Revolução do Período de Saturno.
Construído na matriz do Corpo Vital, durante a vida pré-natal, é cópia exata, molécula por molécula do Corpo Vital.
O Corpo Denso não poderia se formar se não houvesse um Corpo Vital para modelar a sua forma física.
Há também um Átomo-semente do Corpo Denso para atuar como determinador da quantidade e qualidade da matéria designada para construir esse Corpo Denso.
A Revolução Solar do Período Terrestre
Em forma de Estudo Dirigido (tente responder essas perguntas – as respostas estão no fim desse texto)
https://fraternidaderosacruz.com/tag/ocultismo/ – Para acessá-lo, clique O Conceito Rosacruz do Cosmos
Desde a Revolução Solar do Período Terrestre, o _____________ ligou-se muito firmemente com o _____________ na maioria das pessoas, porém não tanto nas chamadas ___________. Nessa débil conexão está a diferença entre a pessoa psíquica e a comum ou ___________ de tudo que não sejam as impressões dos cinco sentidos.
Respostas:
Mais Referência, Estudo dirigido da Elsa Glover:
https://rosanista.users4.50megs.com/library02/rourcc01.htm
A Revolução Lunar do Período Terrestre
É uma recapitulação do Período Lunar – e muitas de suas condições prevaleceram (em escala superior) idênticas às do Globo D daquele Período.
No Período Lunar o objetivo era adquirir o germe do Corpo de Desejos, e iniciar a atividade germinal do terceiro aspecto do tríplice espírito no ser humano – o Espírito Humano – o Ego.
Na revolução do Globo D daquele Período os Senhores da Individualidade irradiaram de si a substância com que ajudaram o inconsciente ser evolucionante, a construir e adaptar-se a um Corpo de Desejos germinal. Ajudaram-no também a incorporar este Corpo de Desejos germinal ao conjunto Corpo Vital-Corpo Denso que já possuía.
Na Revolução Lunar do Período Terrestre houve a mesma divisão do Globo em duas partes, com o objetivo de permitir aos seres mais altamente evoluídos, a oportunidade de progredir em seu próprio passo e ritmo, progresso esse impossível a seres como os da nossa humanidade. O primeiro germe da personalidade separada foi implantado na parte superior do corpo de Desejos pelos Senhores da Mente.
Nesta Revolução os Arcanjos e os Senhores da Forma se encarregaram de reconstruir o Corpo de Desejos. Este Corpo foi dividido em duas partes tendo assim o Corpo de Desejos Superior e o de Desejos Inferior. Os Desejos Inferiores são os desejos de procriação e sobrevivência. Os Arcanjos atuaram nesta parte imprimindo os desejos puramente animais.
Os desejos de gratidão e altruísmo são exemplo de desejos superiores.
O Corpo de Desejos é um ovoide inorganizado, tendo em seu centro o Corpo Denso como uma gema de ovo com sua clara ao redor. No ovoide há certo número de centros sensoriais, os quais foram surgindo a partir de princípios do Período Terrestre. Esses centros se assemelham a remoinhos em uma corrente.
A preparação nesta Revolução Lunar foi a de fazer uma concentração do maior número de vórtices na cabeça para o Espírito Humano poder se conectar mais facilmente ao Corpo de Desejos.
SERVIÇO DE AUXÍLIO E CURA
Todas as semanas, quando a Lua se encontra num Signo Cardeal (Áries, Câncer, Libra ou Capricórnio), reunimo-nos com o propósito de gerar a Força Curadora por meio de fervorosas preces e concentrações. Esta força pode depois ser utilizada pelos AUXILIARES INVISÍVEIS, que trabalham sob a direção dos IRMÃOS MAIORES com o propósito de curar os doentes e confortar os aflitos.
Nessas datas, as 18h30, os Estudantes podem contribuir com esse serviço de ajuda, conforto e cura, sentando-se e relaxando-se na quietude do seu lar ou onde quer que se encontre, fechando os olhos e fazendo uma imagem mental da Rosa Branca e Pura situada no centro do Emblema Rosacruz. Em seguida leia o Serviço de Cura e concentre-se intensamente sobre AMOR DIVINO E CURA, pois só assim, você poderá fazer de si um canal vivo por onde flui o Poder Divino Curador que vem diretamente do Pai. Após o serviço de cura, emita os sentimentos mais profundos do amor e gratidão ao Grande Médico para as bênçãos passadas e futuras da cura.
Datas de Cura: Fevereiro: 6, 12, 19, 26
E servireis ao Senhor, vosso Deus, e ele abençoará o vosso pão e a vossa água; e eu tirarei do meio de ti as enfermidades. (Ex 23:25)
Reflexão para o mês de Fevereiro:
“Muitos tíbios ou fracos dizem”:
Que vida feliz leva aquele homem! Como é rico e grande! Quão poderoso e elevada posição!
Considera, porém, os bens celestes e verás que as coisas temporais são nada, muito incertas e incômodas, porque nunca vivem sem temores e cuidados os que as possuem.
A felicidade do homem não consiste na abundância dos bens temporais; basta-lhe a mediania.
Verdadeira miséria é viver na terra.
Quanto mais espiritual um homem quiser ser, tanto mais amarga se lhe torna a presente vida, porque melhor conhecerá e mais claramente verá as fraquezas da natureza humana corrompida.
Comer, beber, velar, dormir, descansar, trabalhar e estar sujeito a muitas outras necessidades da natureza, é grande miséria e aflição para o homem fervoroso que, de boa vontade, desejaria estar isento e livre de todo pecado.
Thomas de Kempis
Como o Burro conseguiu suas orelhas e sua voz
Era um domingo, e o claro céu azul sobre o deserto do Arizona tinha começado a adquirir suas costumeiras cores de arco-íris, de fim de tarde, enquanto o Sol se aproximava cada vez mais do horizonte a oeste da Montanha Tucson.
Bernardo Pierre, de cinco anos, que estava convalescendo de uma doença, tinha sido enrolado em um cobertor e levado para o alpendre da casa, onde descansava feliz nos braços de seu pai, admirando cenas que há muito tempo não via — as flores viçosas do jardim, a grama recém cortada, os lindos matizes alternantes do céu e as distantes montanhas do Norte.
De repente, ele disse:
— Papai, você sabe uma história nova?
— Acho que não, Bernardo, respondeu o pai. Penso que já contei todas as histórias que sei.
Naquele instante, a mula de Bernardo, Saltitante, começou a bradar no curral, atrás da casa. O som alto e peculiar, na noite silenciosa, assustou o Senhor Pierre. Então, ele riu baixinho e disse:
— Lá está o seu rouxinol do Arizona reclamando a comida, Bernardo.
— Ah, papai, isso não é um rouxinol. O rouxinol é um pássaro. Isso é a minha mulinha bramindo. Por que você a chamou de rouxinol do Arizona?
— Os vaqueiros lá das pastagens chamam os burros assim, para fazer piada sobre suas vozes desafinadas. Os rouxinóis cantam noite e dia; os burros também bradam noite e dia. Mas, que eu saiba, nós não temos rouxinóis no Arizona, mas temos muitos burros. Por isso, os vaqueiros acham engraçado chamá-los de nossos rouxinóis, porque a voz dos burros é horrível comparada ao doce canto dos rouxinóis. De qualquer forma, isto me faz lembrar uma história há muito tempo esquecida. Meu avô costumava contá-la para mim, quando eu tinha a sua idade.
— É uma história verdadeira, pai?
— Não, filho. É uma história que chama nossa atenção para o fato de que até as mães dos animais protegem e ensinam seus filhotes, a fim de que eles possam saber como cuidar de si próprios quando estiverem crescidos e saindo para o mundo. Mostra-nos também como devemos desenvolver nossos órgãos, para que eles possam ser mais úteis, como a voz, por exemplo, para que possamos expressar nossos sentimentos e pensamentos com maior clareza. Meu avô dizia que o nome da história era: “Como o Burro Conseguiu Suas Orelhas e Sua Voz”.
Bernardo sorriu, aconchegou-se nos braços do pai e pediu:
— Parece engraçado, papai. Por favor, conte para mim.
*******
Essa história aconteceu há muito tempo, e é sobre a mamãe mula e seu filho Coiote. O nome da mãe era Senhora Genny. Ela pertencia a um mineiro que, numa linda manhã de primavera pôs uma sela de carga em seu lombo, e carregou-a com picaretas, pás, feijão, farinha e outros suprimentos e conduziu-a até sua mina, nas Montanhas da Catalina, lá no Norte. E ali, o mineiro esperava manter a Senhora Genny trabalhando para ele, o tempo todo, durante o verão.
Contudo, ela tinha outros planos para si mesma. Não gostava de trabalhar e tinha planejado longas férias na sombra fresca das árvores da montanha, onde a grama era farta e macia e o rio descia da montanha, frio e refrescante, até o deserto em baixo.
Uma noite, quando seu dono pensou que a Senhora Genny tinha começado a gostar tanto de sua nova casa que ficaria contente em ficar lá sem objeções, não a amarrou e nem lhe colocou o sino, como costumava fazer. A Senhora Genny tinha esperado muito tempo por essa liberdade e, antes do amanhecer, estava na floresta há quilômetros de distância, onde tinha certeza de que nunca seria descoberta. Lá, ela fez uma morada para si numa velha e abandonada cabana de mineiros, onde seu filho Coiote nasceu.
Tudo correu bem com o filhote e sua mãe, até Coiote completar quatro meses. Aí, a Senhora Genny começou a ficar preocupada com o fato de Coiote ser muito novinho para enfrentar o rigoroso frio do inverno.
Então, começou a ensiná-lo como se cuidar sozinho, para que ele pudesse descer a montanha até a casa de seus parentes, no deserto, onde ela decidiu que ele passaria o inverno. Levou-o até lugares onde a grama era mais macia, pois seus dentes ainda estavam crescendo, e onde havia riachos de água mais limpa e fresca para ele beber.
Entre outras coisas, a Senhora Genny ensinou Coiote a importância de escutar, para ter a capacidade de detectar sons que o advertissem em caso de algum perigo. A movimentação contínua de aguçar e virar suas orelhas para cá e para lá para ouvir sons de advertência, fizeram com que as orelhas de Coiote crescessem mais longas do que o normal nos burros. A Senhora Genny não ligou para isso. Ela achou melhor para ele ter orelhas longas, mesmo que não fossem bonitas, do que curtas e belas que não pudessem captar sons à distância, como Coiote era capaz de fazer agora.
Numa fria manhã, quando a Senhora Genny viu Coiote tremendo e se aconchegando ao seu lado, decidiu que já era hora dele ir para um lugar que fosse mais quente.
Então, recomendou, no seu jeito silencioso de falar:
— Coiote, está mais agradável e mais quente lá no deserto onde mora sua avó. Decidi que você deve ir e fazer-lhe uma longa e agradável visita.
— Será ótimo, mamãe, disse Coiote, em palavras que ainda não aprendera como fazê-las audíveis. Teremos dias muito bons lá embaixo no calor gostoso do Sol, não é?
— Mas eu não posso ir com você, disse sua mãe. Meu dono estará em casa esperando por mim. Depois deste longo período de liberdade, a ideia de voltar para uma vida de trabalho duro não me agrada.
— Mas eu não quero ir sozinho, resmungou Coiote.
— Sei que será uma longa e difícil viagem para você, querido, concordou a Senhora Genny, mas você já está grandinho e eu tenho certeza de que, com tudo o que aprendeu de mim, você conseguirá chegar lá com grande orgulho para mim e para você também.
— Tenho de ir imediatamente? – Suplicou Coiote.
— Seria melhor, querido. Mas nós nos divertiremos e não nos preocuparemos com isso hoje. Amanhã tomaremos uma bela refeição ao amanhecer e, quando o Sol quentinho tiver empurrado um pouco o frio do ar, tenho certeza de que achará uma boa ideia ir embora daqui. As noites serão cada vez mais quentes, à medida que você for descendo a montanha. E, quando você passar por onde o Senhor João, o eremita, mora, estará bem seguro.
Coiote estremeceu e disse:
— Se o Senhor João me pegar, vai me comer?
— Não, a menos que ele esteja com muita, muita fome, respondeu sua mãe. Mas, você deve prestar atenção para que nenhum animal selvagem o pegue no caminho. Você seria um alimento gostoso e macio para eles agora, mas quando estiver com um ano, você será tão valente e robusto que nenhum animal tentará comê-lo.
— Acho que seria melhor eu esperar até ter um ano, afirmou Coiote apavorado.
— Oh, não! Você estaria morto e congelado antes da primavera, porque o inverno daqui é terrivelmente frio. Você deve prestar atenção, como eu o ensinei, a cada passo do caminho e, se escutar algum som perturbador, deve agachar-se no chão, esconder a cabeça, a cauda e os cascos debaixo da barriga, ficar bem quietinho, e com o pelo cinzento que tem, você pode ser confundido com uma pedra.
Na manhã seguinte, logo depois do nascer do Sol, a Senhora Genny acordou Coiote, deu-lhe uma boa refeição da manhã, levou-o até um atalho bem marcado na encosta da montanha, esfregou seu nariz no dele e apressou-se em voltar, emocionada.
Coiote viajou e viajou durante o dia todo e, quando a noite veio, deitou-se perto de uma árvore onde ficou tremendo de medo de que algum animal selvagem descobrisse que ele não era uma pedra, apesar de fazer como a mamãe mandou, tentando imitar uma.
Por volta do entardecer do dia seguinte, ele estava próximo da casa do Senhor João, que ficava perto do atalho, numa estreita clareira da montanha, exatamente como sua mãe tinha dito, e Coiote pode ver claramente um homem perto da casa. Usava um velho chapéu de palha e tinha uma longa barba grisalha. Naquele momento estava curvado, serrando madeira.
Coiote sentiu seu coração quase parar de bater de medo quando viu o velho, porque a Senhora Genny havia dito que o Senhor João seria, com certeza, seu dono e o faria trabalhar duro se ele não conseguisse passar por sua casa sem ser capturado.
Tentando dominar o medo. Coiote pensou: “Talvez, se eu me deitar e descansar um pouco, dará tempo de o Senhor João acabar de serrar e entrar em casa. Então, poderei facilmente escapar sem ser visto”.
Mas Coiote estava cansado, o dia estava quente e, assim que se acomodou, ele adormeceu profundamente.
Já havia dormido por algum tempo quando o senhor João, andando de mansinho com seus pés calçados em um mocassim, descobriu-o.
— Ha, ha!, exclamou satisfeito. Aqui está um belo burro de carga para o trabalho do ano que vem! Levante-se e venha para casa comigo!
Acordado de surpresa, Coiote não conseguia abrir os olhos para ver que aquela voz estrondosa era a do Senhor João.
— Farei você levantar, disse ele, aproximando-se da cabeça de Coiote e em seguida, agarrou suas orelhas e puxou-as com força, até que elas se esticaram mais de quinze centímetros em sua direção. Ele ficou tão surpreso com o que viu, que largou as orelhas, perplexo.
Imediatamente Coiote ficou em pé e desceu correndo a montanha, o mais rápido que suas pernas conseguiram. Quando já tinha alcançado o que considerou uma distância razoável para se achar seguro, deu uma olhada para trás e viu o Senhor João parado no mesmo lugar. Seu velho chapéu de palha estava caído para um lado e ele parecia tão espantado por ver as enormes orelhas daquele animal tão pequeno, que ainda não tinha conseguido mover-se.
Coiote estava tão contente agora por estar salvo, longe do Senhor João que seu coração não pôde suportar toda a emoção. Ele abriu bem a boca para deixar escapar um pouco de sua alegria. E, para sua surpresa, um “He-he-hee-e!” – saiu de sua garganta.
Alarmado com aquele som, Coiote respirou fundo e um “Haw-aw-aw!”, veio de onde o “Hee-heee” tinha vindo.
Por um momento, Coiote ficou assustado demais para poder se mexer. E, ao continuar descendo a montanha para se afastar ainda mais do Senhor João, decidiu:
— Não há motivo para ficar alarmado. Esses sons estavam dentro de mim! A força que os produz deve estar dentro de todos os da minha espécie. Agora, cabe a mim aperfeiçoá-los para que, quando eu chegar à casa de minha avó, possa ensinar-lhe e a toda a família como fazer isso. Assim, nós seremos capazes de comunicarmo-nos uns com os outros, sem importar qual a distância que nos separa.
Durante o resto do caminho para descer a montanha, Coiote foi praticando várias vezes a sua nova descoberta, até chegar ao curral onde sua avó e alguns dos seus parentes estavam; pareceu-lhe a coisa mais fácil do mundo expressar sua alegria ao vê-los. Ele o fez com um “Hee-ha! ”.
A vovó mula trotou rapidamente para esfregar seu focinho no dele.
— Coiote, querido, estou tão feliz em vê-lo! – Expressou sem emitir sons – Mas suas orelhas! Sua voz! Uma coisa maravilhosa aconteceu com um burro! Você deve ter feito algo maravilhoso para merecer ganhar coisas tão espantosas!
— Não fiz nada de maravilhoso, Vovó – respondeu Coiote – Só deixei sair o que havia dentro de mim. E não há nada de extraordinário sobre essas coisas, vovó. Pois o que existe em mim, existe em todos nós. Só precisa ser trazido para fora. Você já ouviu dizer que “o que não usamos, perdemos”?
— Muitas vezes, querido!
— Bem, eu decidi que há outro ditado, tão verdadeiro quanto esse: “o que nós não desenvolvermos dentro de nós mesmos, nunca poderemos usar!”, então, amanhã, depois que eu descansar, vou contar para todos que queiram saber, como eu consegui minhas longas orelhas e minha voz!
Coiote cumpriu sua palavra. No dia seguinte, juntou todos os seus parentes ao seu redor e começou a contar como desenvolveu suas orelhas e sua voz. Seus parentes contaram a seus filhos e amigos.
Logo, os burros de todos os lugares estavam seguindo o conselho de Coiote e praticando o autodesenvolvimento. E eles certamente continuam praticando porque, hoje, todos os burros têm voz ruidosa e orelhas compridas.
(Do Livro “Histórias da Era Aquariana para Crianças – Vol. IV” – Compiladas por um Estudante – Fraternidade Rosacruz)
O Tomate
O tomate, popularmente, alguns o chamam de “maçã do paraíso”; outros o têm qualificado como o “pomo de ouro” de onde os italianos fizeram o seu “pomidoro” para demonstrar seu enorme valor.
O tomate é um magnífico purificador do sangue e excelente revigorante do organismo em geral, por sua riqueza em vitaminas e sais minerais.
Está classificado como o primeiro entre os alimentos protetores, tanto por defender-nos contra as infecções de bactérias, a debilidade geral, as perturbações digestivas e pulmonares, como por exercer, dentro do nosso corpo, um efeito antisséptico e neutralizar poderosamente os resíduos ácidos. Também possui a propriedade de dissolver a fleuma, os coágulos de mucosidade sanguínea, de amolecer os conteúdos endurecidos do intestino e do fígado e até de ajudar a desintegrar as massas de tumor, as pedras e os cálculos renais. Atua, portanto, como um forte dissolvente junto ao limão, pinhão e outros.
O maior valor do tomate reside na sua riqueza em magnésio, pois contém, mais do que qualquer outro alimento comum, esse importante mineral orgânico que endurece os ossos e os dentes humanos.
Enquanto o cálcio forma a base da estrutura óssea, o magnésio endurece o cálcio para fazer os ossos resistentes e firmes. Nossos dentes contêm somente 0,5% a mais de sais de magnésio que nossos ossos, mas essa pequena fração faz com que os dentes sejam muito duros.
Com a insuficiência de magnésio, os ossos perdem a firmeza e são facilmente fraturados. O magnésio deve funcionar de acordo com o cálcio; na realidade, se não houver cálcio suficiente, a ingestão do magnésio não alimentará o organismo; por isso, nós, especialmente as crianças, precisamos de alimentos à base de magnésio como o tomate, junto de alimentos ricos em cálcio como a laranja, o espinafre, o queijo e muitos outros. Isso ajuda na construção óssea, previne o enfraquecimento dos ossos e a queda prematura dos dentes. O magnésio também fornece energia, porque ajuda a formar a vitalizante albumina do sangue. Além disso, destrói, elimina os resíduos do organismo que não foram digeridos, opera na construção das células pulmonares e nervosas e é necessitado em grandes quantidades nos músculos e tecidos do cérebro.
O tomate contém também uma rica provisão de vitaminas C, A, B, G e algo da D, essa preciosa vitamina “solar”. Ademais, há no tomate indícios de ácido tartárico, ácido salicílico e ácido succínico.
A substância colorante do tomate, segundo as investigações de Arnaud, seria idêntica ao caroteno, cuja fórmula é C40 H56, porém com propriedades diferentes, as quais Willistatter e Escher denominaram licopeno.
Qualidades terapêuticas do tomate:
O tomate tem as habilidades de: eliminar os coágulos da mucosidade sanguínea; dissolver o catarro; amolecer os conteúdos endurecidos do intestino e do fígado; ajudar a desintegrar as massas de tumor e as pedras nos rins.
O tomate cru é essencialmente um alcalinizador do sangue, razão por que o recomendamos àqueles que padecem de um sangue carregado de ácido, sendo excelente para os que sofrem de reumatismo, artrites, gota, eczema ou erupções da pele originados pela acidez do sangue.
Como contém todas as vitaminas, mas especialmente a importante vitamina C, que é responsável pela construção de ossos fortes e dentes, é magnífico contra o raquitismo, polineurites, escrofulismo, escorbuto ou outras doenças afins e para todos aqueles transtornos causados por deficiência de vitamina, devendo, nesses casos, ser ingerido diariamente em sua forma natural.
O tomate igualmente é excelente para os intestinos e, com esse fim, deve ser comido depois de ser cozido.
É um grande ativador dos fermentos digestivos, dos quais depende o bom processo do metabolismo em nosso organismo. É também um laxante de grande benefício em qualquer transtorno do fígado. Igualmente, o tomate contém iodo.
Uma combinação que se deve evitar é tomate com leite cru, com açúcar, com mel ou com frutas ácidas.
CONTRAINDICAÇÕES: o tomate é contraindicado para as pessoas que sofrem de fermentações gástricas e acidez do estômago.
As folhas dessa planta também têm suas aplicações na medicina popular, pois com elas prepara-se o cataplasma, que fornece ótimos resultados contra as inflamações. Nesse caso, aplica-se à parte afetada a folha do tomate triturada e ligeiramente assada.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de Setembro/1970)
Boas Razões para Ser Vegetariano
Muitas vezes me pedem para escrever algo sobre esse assunto. De fato, em uma ocasião recebi de nada menos que quarenta Oficiais Locais um pedido para que explicasse tudo o que eu quis dizer com o que chamei, ao falar em um dos Conselhos, de Evangelho de Mingau. Não creio que eu seja capaz de elucidar isso tudo, mas tentarei responder brevemente a uma pergunta que ouço com frequência: “Por que você recomenda o vegetarianismo?”.
Aqui estão, de qualquer forma, algumas das minhas razões para isso:
Espero que este assunto seja digno da séria consideração de nossos Estudantes. Ele é importante não apenas para sua própria saúde e felicidade, mas para sua influência entre as pessoas, como homens e mulheres livres da escravidão dessa gratificação egoísta que frequentemente aflige os professos servos de Cristo. Lembremo-nos da direção do apóstolo: “Se você come ou bebe, ou o que quer que faça, faça para a glória de Deus”.
Pensem nessas coisas!
(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross em 05/1915 e traduzido pela Fraternidade Rosacruz – Campinas – SP – Brasil)
A Princesa Sibele
Era uma vez uma solitária Fada princesinha que ansiava por alguém para brincar com ela. Morava no Reino do Faz de Conta e fiava completamente sozinha com seu pai, o Rei Amor, e sua mãe, a Rainha Beleza. Claro que haviam muitas pessoas no castelo onde ela morava e ela tinha muitas damas de companhia para servi-la. Mesmo assim, ficava sozinha, porque era a única criança no reino. As outras pessoas eram adultas e crianças não conseguem brincar muito bem com adultos, não é? Claro que se eles são apenas crianças grandes, é diferente.
Bem, ela estava cada dia mais triste por estar sozinha e finalmente foi até seu pai, o Rei Amor, e lamentou-se para ele:
— Oh, Majestade, meu Pai, eu não quero mais ser uma princesa Fada! Eu sou tão solitária e infeliz aqui nesse castelo enorme, sem ninguém para brincar comigo!
A Rainha Beleza, que estava sentada ao lado do Rei num trono dourado, pegou a princesa nos braços e tentou acalmá-la. O Rei Amor pensou um pouco e disse:
— Você sabe, Sibele querida, há uma lei que diz que ninguém pode ficar aqui se não estiver satisfeito e feliz, e eu não posso mudar essa lei, nem para minha própria filha princesa. Por isso, tente ficar contente ou terei que expulsá-la para o Mundo Terra, para viver como uma das crianças da Terra.
Ele disse isso com amargura, pois o deixava infeliz saber que sua única princesinha estava descontente no seu lindo reino. Ele sabia que seria melhor para ela ficar lá, onde estava protegida de qualquer perigo, mas por outro lado, ela ganharia muita experiência se saísse do seu lar.
A princesa pediu ansiosa:
— Oh, deixe-me ir, deixe-me ir. Eu imploro! Deixe-me ser uma menininha da Terra, ter irmãos e irmãs e brincar com outras crianças. Por favor, Majestade.
— Meu amor, o Rei respondeu tristemente. Você nem imagina que terá muitas mágoas e muitos problemas se for morar na Estrela Triste (Às vezes, no Reino do Faz de Conta, as pessoas chamavam a Terra assim).
— Mas vocês, Amor e Beleza, não podem ir comigo?, perguntou Sibele. Certamente vocês dois compensariam toda a infelicidade.
— Não, querida, nós devemos ficar aqui para governar este reino – Afirmou Amor.
— Mas, nós podemos mandar uma centelha de nossa varinha de condão para iluminar os lugares escuros de seu coração, se ela realmente quiser ir, disse a Rainha Beleza para o Rei Amor.
Então, eles enviaram à Terra a Princesa Sibele, que queria ir à busca da felicidade. Todos lhe disseram que ela esqueceria seus amigos Fadas quando se tornasse uma criança da Terra. Isso a preocupou, porque ela os amava e não queria esquecê-los, nem a seus pais. Por isso, ela procurou sua mãe, a Rainha, que lhe deu um conselho enquanto a abraçava docemente:
— Querida, ouça-nos na canção dos pequenos riachos que correm por entre as árvores. Procure-nos nas flores dos bosques. E sinta-nos nas suaves mantas de musgo verde.
Assim, Sibele tornou-se uma pequena criança da Terra, como todos nós.
* * * * * *
Alguns anos se passaram e ela já estava crescida o suficiente para correr, brincar e querer conhecer as coisas quando, um dia, enquanto colhia margaridas, encontrou uma minúscula criaturinha, cheia de brilho, de orvalho e de graça, dançando no centro amarelo da maior margarida que Sibele já havia visto. Dançando, cantando, e acenando uma varinha de condão, a pequena Fada cantou para Sibele, com exuberante alegria:
“Deus me ama e a você eu tenho amor.
Oh, diga que me ama, por favor”.
Depois a Fada saltou da margarida, arrastou-se para dentro do ouvido de Sibele e sussurrou:
“Não se esqueça de nós, querida,
Nunca, nunca à esqueceremos.
Amor, Beleza e as Fadas também,
Nunca, nunca a deixaremos”.
Dessa forma, a faísca da varinha de condão que o Rei Amor e a Rainha Beleza haviam colocado dentro do coração de Sibele resplandeceu por um momento e a partir de então, a princesa na Terra sentia a presença deles para protegê-la e alegrá-la sempre que ficava sozinha; pois ela muitas vezes estava só, porque na Terra as crianças também ficam sozinhas. De vez em quando, Sibele sentia-se triste porque as crianças que brincavam com ela não acreditavam em Fadas. Ela sabia que as Fadas eram bem reais e ficava preocupada ao pensar na alegria e felicidade que estas crianças estavam perdendo.
Bem, todos os dias, Sibele encontrava uma mensagem do Rei Amor e da Rainha Beleza — sim, todos os dias. Um dia, ela viu uma pequena nuvem branca sendo lentamente perseguida por duas nuvens cor de rosa no céu azul; e ela riu docemente ao ver as nuvens brincando.
— Obrigada, Rainha Beleza, por me mostrar uma coisa tão bela hoje.
Um outro dia, ela estava passeando, um pouco cansada e descontente — era um dia escuro e abafado e todos pareciam estar muito ocupados para brincar com ela — quando viu uma mocinha passando. Tinha aproximadamente dezoito anos e havia um brilho de felicidade em seus olhos. Talvez alguém lhe tivesse dito alguma coisa agradável. Ela sorriu-lhe tão docemente, que Sibele sentiu um estranho arrepio por todo o corpo. Ninguém poderia sentir-se triste ao receber um tal sorriso, cheio de amor, felicidade e compreensão.
Então, Sibele sorriu também com toda a coragem que possuía. Ela gostaria de saber se aquela jovem sabia que estava sendo enviada pelo Rei para trazer-lhe uma mensagem de amor.
Amor e Beleza se comunicam conosco todos os dias e de várias maneiras. Se abrirmos os olhos e o coração e deixarmos que eles transmitam o que desejam, saberemos que existe um Deus maravilhoso que nos ama e que nos deu esse mundo para vivermos, para sermos felizes e para crescermos em sabedoria, que é o conhecimento com amor.
À medida que Sibele crescia, procurava cada vez mais ajudar as pessoas a perceberem que ninguém é esfarrapado, sujo ou feio demais para ser ajudado, pois não podemos avaliar, pela aparência de uma pessoa, que alma brilhante possa ter. Jesus Cristo disse que o que fizermos para os outros, estamos fazendo para Ele. Não é maravilhoso podermos servir a quem faz tanto por nós? A melhor maneira de demonstrarmos nosso amor por Ele é procurarmos ajudar e sermos bons para todos.
Sibele cresceu e tornou-se adulta. Todos que se aproximavam dela abençoavam-na por sua doçura, sabedoria e bondade. Quando chegou a hora de deixar a Terra, Sibele voltou para o Reino do Faz de Conta. Quanta alegria e felicidade houve quando a Princesa Sibele voltou; ela aprendera que a verdadeira felicidade está em servir os outros!
(Do Livro Histórias da Era Aquariana para Crianças – Vol. IV – Compiladas por um Estudante – Fraternidade Rosacruz)
A Mensagem das Fadas
Amélia C. Ellioti
Sob as árvores em um dia de verão ensolarado,
Uma criança estava a brincar alegremente
Por entre as flores, e então arrancou rapidamente
Um lírio de cálice dourado.
Nesse cálice uma fada estava sentada.
O que é isto? Diz a criança espantada.
Uma fada! Uma fada! Com alegria gritou,
Quando vindo de outra árvore, um outro vulto pulou.
O que veio da árvore era verde e marrom:
Não teria sido visto se não houvesse escorregado.
Tão pequenino era que se colocado em uma taça,
Uma folha da árvore tê-lo-ia ocultado.
Suas calças eram verdes e sua jaqueta marrom,
Suas asas coloridas; minúscula coroa usava.
Sua voz muito fininha, mas era clara como um sino,
Sua mensagem rapidamente ele a pronunciava.
“Menininha, menininha não fuja de nós, por favor,
Fique conosco e ouça o que lhe vamos dizer:
Nós chegamos de um vale, cheio de paz e de amor,
E uma mensagem de fadas e duendes nós viemos lhe trazer.
“Um dia, em um vale distante, você brincava,
E do fundo de um poço, ouviu uma voz que chamava;
Você correu, com o coração batendo apressado,
E salvou um gatinho que os cães haviam caçado.
“Viemos recompensá-la por sua tão boa ação,
Ao proteger um ser de Deus e todos os que são mudos, como esta criaturinha.
Vamos coroá-la com flores, que jamais perecerão;
Sempre a protegeremos, querida e bondosa amiguinha”.
“Vá dizer as criancinhas, onde quer que elas estejam,
Para serem sempre boas com os gatos e os cães que vejam.
Pois Deus manda minúsculas fadas para com elas brincarem
Para ouvirem suas vozes e assim as entenderem.
“Esta mensagem deixamos e nosso caminho seguimos:
O amor deve ser o lema, quando brincando estiverem,
Nunca, por palavras e ações, seus companheiros ofendam
E as fadas ajudarão vocês, quando delas precisarem”.
(Do Livro Histórias da Era Aquariana para Crianças – Vol. IV – Compiladas por um Estudante – Fraternidade Rosacruz)