O Discípulo Felipe se correlaciona com Signo de Sagitário
O Discípulo Felipe se correlaciona com Sagitário. Antes de encontrar ao Senhor, não tinha ideia do que significaria em sua vida a mente espiritualizada ou Cristificada. Era essencialmente mentalista antes, mas uma vez que a luz de Cristo se derramou sobre ele, teve o mérito de ser contado entre os Doze Imortais.
Filipe era o Discípulo de Betsaida, que em Hebreu, significa a casa das redes. Esotericamente, isso significa o despertar ou infundir-se com espiritualidade. A história de vida de Filipe contém o processo ou fórmula para espiritualização da Mente. Este é um longo e árduo processo de aceitação da divindade do Senhor. Muitas vezes, durante este processo de despertar espiritual, a Mente grita e protesta: “Mostra-nos o Pai e isso bastará”. Difícil é o ensinamento que nos faz compreender a resposta do Mestre: “Não crês que eu estou no Pai e o Pai em Mim?”.
Filipe era filho de um pai Hebreu e uma mãe Grega. Tornou-se o primeiro evangelista para o mundo Grego. Ele foi a mão que abriu a porta para o Cristianismo na Europa; e foi nomeado o Hermes de Cristo.
A maior influência em sua vida, com exceção do Mestre, foi a amizade de Natanael. Eles constituem um inseparável dois – o Davi e o Jônatas (1Sam 20; 16) do Novo Testamento. Eram inseparáveis na vida e juntos, enfrentaram o martírio. Filipe trouxe Natanael para Cristo e Natanael viu a passagem do espírito luminoso de Filipe, em seu martírio, ao encontro do Mestre. Filipe viajou pela terra, compartilhando a luz dos novos ensinamentos do Messias que ele tão ardentemente defendia, e por causa da multidão de seus seguidores e das muitas curas maravilhosas que realizava, ele foi crucificado em frente ao Templo. Fortalecido por uma visão do Cristo glorioso e pela presença terrena de seu amado Natanael, o espírito radiante de Filipe deixou seu corpo na terra, voando a caminho ascendente da alegria daqueles que permaneceram fiéis até a morte.
(Do Livreto: Corinne Heline – Os 12 Dias Santos; A Bíblia: o Maravilhoso Livro das Épocas)
Coisas que as flores branco-rosadas contam à Elza
Elza adorava sentar-se debaixo da macieira e apreciar as lindas pétalas branco-rosadas. Isto a fazia pensar em belas coisas que ela nunca pensara em nenhum outro lugar.
– Não sei como alguém poderá não amar você, coisa linda – exclamou uma tarde, abraçando a árvore.
– Estamos muito felizes que você nos ame pequena Elza, porque a maioria das garotinhas parecem nem olhar para nós – ouviu alguém dizer.
Ela olhou para cima para ver de onde vinha à voz, e ficou muito surpresa ao ver um Espírito da Natureza olhando através de cada flor branco-rosada.
– Ora, ora! Vocês são fadas – exclamou Elza – Nunca imaginei que vocês morassem aí em cima.
– Moramos onde é belo – respondeu o Espírito da Natureza que falara antes.
– Isso deve ser bonito – suspirou Elza – Gostaria de ser uma fada.
– Mas não é estranho? – Replicou o Espírito da Natureza – Eu estava exatamente desejando ser apenas uma garotinha.
– Oh, você…você gostaria de trocar de lugar comigo? – disse Elza, ansiosamente.
– Teremos que pedir à Princesa das Fadas – replicou o Espírito da Natureza – Aqui está ela! – exclamou, enquanto uma fada, com vestes brilhantes deslizava pelo caminho.
– Princesa das Fadas – disse Elza timidamente – eu desejaria ser fada e há uma fada lá em cima que desejaria ser uma menininha. Você poderia nos trocar, por uma no lugar da outra?
– Você tem certeza que desejaria ser fada? – perguntou a Fada Princesa, olhando fixamente para Elza.
– Oh, eu adoraria – disse a garotinha com uma expressão de júbilo em sua face.
A Fada Princesa pareceu muito satisfeita e em poucos minutos Elza encontrava-se entre as flores branco-rosadas – uma verdadeira Fada- e, em volta dela, estavam outras pequenas fadas ou Espíritos da Natureza.
Elza já se encontrava na madeira há algum tempo quando sentiu sono e começou a se aninhar nas flores para dormir, quando uma Fada que estava perto dela sussurrou-lhe:
– Você não pode dormir. Esta é a hora de fazermos o nosso trabalho.
Em poucos momentos, quando todas as estrelas despontavam e a Lua espalhava seus raios prateados sobre a Terra, todos os Espíritos da Natureza saíam das flores e corriam para cá e para lá em tal velocidade que Elza perdeu a respiração só de olhá-las. Ela notou que por onde eles passavam o local irradiava uma nova beleza.
– O que devo fazer Fada Princesa? – ela perguntou – Todos parecem estar ocupados, menos eu.
– Você poderia dar uma chegadinha à casa de campo da velha senhora, na descida da estrada e pôr o lugar em ordem para ela – disse a Fada Princesa com um sorriso.
– Mas, Princesa – protestou Elza – eu quero fazer algo bonito. Limpar uma casa – ora – qualquer um pode fazer isso.
– Bem, Elza – disse a Fada Princesa seriamente – se você vai tornar-se uma fada, deve estar preparada para fazer qualquer coisa que beneficie os outros. Vocês não fazem coisas semelhantes para ajudar uns aos outros no mundo de onde você veio?
– Não exatamente como isso – disse Elza vagarosamente – Sábado eu levei um ramo de lilases aSra. Medeiros, que tem reumatismo. Eu podia ter lavado os pratos para ela, mas não fiz porque eu...
– Oh, eu entendo – disse a Fada Princesa – Você achou que cumpriu seu dever quando levou-lhe as flores.
– Sim – disse Elza – foi exatamente como me senti.
– Bem, tenho certeza que a Sra. Medeiros ficaria muito mais agradecida se você tivesse arrumado a casa para ela – disse a Princesa – Lembre-se, Elza, pequenas coisas como essa são muito mais belas do que fazer coisas que não exigem sacrifício.
– Nunca pensei nisso antes – disse Elza pensativamente – E estou tão feliz, Princesa, que você me mostrou como eu posso ajudar as pessoas corretamente.
– Está ficando tarde, Elza – disse a Fada Princesa – Rápido! Precisamos nos esconder.
Então, ela soprou suavemente uma corneta de prata e imediatamente todos os Espíritos da Natureza começaram a voltar, subindo para dentro das flores branco-rosadas. Pareciam tão engraçados que Elza parou e riu até que lágrimas lhe escorreram pela face.
– Rápido, rápido! – disse a Fada Princesa para Elza – ou vão pegar você.
Mas o aviso chegou muito tarde, pois já vinha em sua direção uma mulher muito velha, apoiando-se numa bengala.
– Quem é a senhora? – perguntou Elza, com muito medo.
– Certamente você me conhece muito bem – disse a velhinha numa voz trêmula – Sou a velha Sra. Medeiros que mora na descida da rua. Aquela a quem você leva flores de vez em quando. Eu sempre desejei que você me ajudasse um pouco nos afazeres da casa.
– Eu nunca soube disso, Sra. Medeiros, nunca – disse Elza honestamente – Não, até que a Fada Princesa me contou; a primeira coisa que farei pela manhã será ajudá-la. Espere para ver.
– Você tem um bom coração, isso você tem realmente – murmurou a velha Sra. Medeiros – enquanto ia embora, apoiada na sua bengala.
Nesse momento, Elza sentiu algo leve em sua face e acordou, encontrando-se deitada ao pé da árvore, coberta pelas flores branco-rosadas.
– Acho que estive sonhando – disse Elza – olhando para a árvore. Mas as flores somente sorriram e balançaram suas lindas cabecinhas.
(do Livro Histórias da Era Aquariana para Crianças – Vol. I – por Helen Boyd – Compilado por um Estudante – Fraternidade Rosacruz).
Influências Fisionômicas e de Personalidade quando no Ascendente
(*) Advertência: a descrição aqui apresentada é mais exata conforme a cúspide da 1ª Casa esteja mais próximo do ou no segundo decanato do Signo (10º grau até 20º grau). Quando os 3 últimos graus de um Signo estão ascendendo, ou quando os 3 primeiros graus ascendem no momento do nascimento, diz-se que a pessoa nasceu “na cúspide” entre dois Signos, e, então, a natureza básica dos Signos envolvidos são mescladas no corpo dela. Astros nas Casas:
Em tais casos o Estudante dever usar seu conhecimento do caráter dos Astros em conjunto com a descrição do Signo. (Veja mais no Livro: Mensagem das Estrelas – O Signo Ascendente – Max Heindel e Augusta Foss Heindel)
Sagitário


O Sagitariano tem uma estatura alta e, até, muito alta. Na juventude são magros e atléticos. Tem braços e pernas compridas.
O tônus da pele é saudável, refrescante, corado e muitas vezes bronzeado.
O formato da cabeça é oval.
O cabelo é loiro ou castanho e encaracolado, com a tendência de queda acima dos olhos, bem jovem. A testa é alongada e o nariz comprido com uma protuberância na ponta que parece uma gota.
O olhar é amigável. Os olhos são azuis ou claros e as sobrancelhas curvadas.
A boca é proporcionalmente normal assim como o queixo e as orelhas.
Os dentes incisivos superiores são bem grandes e muitas vezes ficam pra frente (boca de cavalo). As mãos são grandes, mas proporcionalmente normais.
Os pés também são grandes.
Em idade mais avançada há tendência para corpulência e esse tipo ganha um rosto paternal ou maternal.
Sagitário rege os quadris e quando este tipo dá uma boa gargalhada bate com as mãos nos quadris.
Eles gostam de falar e exagerar, o que não é estranho para eles. As vezes eles são do contra só para estimular uma discussão.
O centauro é metade cavalo e metade homem e neste Signo temos 2 tipos diferentes. Um deles é o esportista que curte a vida. Gosta de andar a cavalo, fazer uma aposta e viajar pelo mundo.
O outro tipo é religioso, que tenta dominar seu eu inferior e posiciona seu arco da aspiração e a flecha em direção ao desconhecido. Pelo seu idealismo colocam seus ideais muito acima do que seria possível atingir.
Sagitário rege a 9ª Casa, das longas viagens, religião, filosofia, direito e política.
Eles gostam de viagens longas (viagens de descobrimentos). Sendo uma viagem ao redor do mundo, por terra ou mar, ou, ainda, uma viagem espiritual.
Eles são idealistas natos e otimistas com uma natureza corajosa e generosa.
Este é o tipo dos viajantes, teólogos, filósofos, propagandistas, professores de ginástica, advogados, políticos ou assistente social.
Naturalmente otimistas, eles mantêm, apesar de tudo, a crença na bondade. Eles sempre tentarão dividir, com os outros, suas visões.
O sagitariano gosta das posições de liderança e das rodas sociais mais altas. Eles têm uma aversão nata à pobreza. Eles gostam de ajudar os outros e são muito úteis.
Eles idealizam muito e são verdadeiros utópicos.
Tradução feita pelos irmãos e irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil, do original: ASTROLOGISCHE TYPELOGIE – Hans Stein – Fishe-tekst – Fraternidade Rosacruz – Alemanha
“A ti Sagitário, Eu peço que faças os seres humanos rirem, pois entre as
distorções da Minha Ideia eles se tornam amargos.
Através do riso darás ao ser humano a esperança, e por ela voltarás seus olhos novamente para Mim.
Chegarás a ter muitas vidas, ainda que só por um momento; e em cada vida
que atingires, conhecereis a inquietação.
A ti Sagitário, darei o Dom da Infinita Abundância, para que te possas expandir o bastante até atingir cada recanto onde haja escuridão, e levar aí a luz“.
E Sagitário retornou ao seu lugar.
Principal Característica: a expansividade
Qualidade: o otimismo
Defeito: a arrogância
As Estrelas Bebês
Uma vez, uma pequena estrela bebê estava muito, muito triste. Ela não se sentia muito bem e não sabia o que se passava com ela. Então, ela chorou, chorou até que sua mãe, que tinha muito trabalho a fazer, saiu de perto dela.
– Você está projetando escuridão e isso atrapalha o meu trabalho – ela disse, antes de sair. Aprenda sua lição e eu voltarei para você.
Então, a pequenina estrela bebê pensou e pensou.
– Gostaria de saber o que ela quis dizer! –refletiu ela.
Mas, ela aborreceu-se, aborreceu-se e nunca pensou em perguntar a ninguém o que havia de errado consigo. Naturalmente sentiu-se pior depois de ter-se aborrecido. As outras estrelinhas bebê que estavam por perto e pareciam que lhe viravam a cara. Ela estava terrivelmente só.
Sentindo-se desse modo por muito tempo, decidiu que pediria às outras estrelas que lhe mostrassem como ser feliz. Chamou um importante companheiro no céu, perguntou o seu nome e como ser feliz.
– Meu nome é Júpiter – exclamou o importante companheiro – Eu trago saúde, felicidade e fartura para aqueles que me deixam brilhar em seus corações.
– Gostaria de saber como ele consegue isso – refletiu ela. Então, chamou outro.
– Meu nome é Saturno – ele disse. Quando as pessoas me amam, eu as torno resolutas e verdadeiras; se elas não desenvolvem essas qualidades, crescem frias e infelizes.
– Gostaria de saber o que ele quer dizer com isso – pensou a estrelinha e chamou bem alto o nobre Marte.
– O que você faz para brilhar tão intensamente?
– Eu ensino as pessoas a fazerem coisas – respondeu Marte. Quando não me consideram, as pessoas se tornam apáticas.
– E oque você faz? – perguntou a estrelinha para Mercúrio.
– Eu ensino as pessoas a pensar – respondeu Mercúrio. Se não fosse por mim, elas teriam mentes confusas.
– O que você faz? – indagou a Vênus.
– Eu ensino as pessoas a amar – respondeu Vênus. Se não fosse por mim, elas se perderiam no seu caminho e se tornariam egoístas.
Nesse momento apareceu a grandiosa Lua.
– O que você faz? – perguntou-lhe a estrelinha.
– Eu dou as pessoas seus corpos de maneira que possam aprender a encontrar suas almas – disse a Lua. Você já encontrou a sua?
Então, a Lua se retirou de uma maneira majestosa.
– Quem é você? – perguntou a estrelinha a Urano.
– Eu sou a generosidade – respondeu a Urano. Aqueles que me descobrem, descobrem-se a si próprios.
– E qual é o seu nome, e oque você faz? – a estrelinha bebê perguntou a Netuno.
– Eu sou o Amor Divino – respondeu Netuno. Aqueles que me descobrem, descobrem uma pérola de grande valor.
– Todos fazem um trabalho tão valioso – disse a estrelinha.
Ela inclinou sua cabeça, desanimada. E isto, como eu disse a vocês, tomou a estrelinha ainda pior – e ela quase parou de brilhar.
Nesse momento, o grande Sol despontou no horizonte. Então, a pequenina estrela bebê chamou-o com seu último fio de esperança.
– Oh, Sol, diga-me, o que posso fazer?
Então, o grande Sol disse:
– Brilhe estrelinha, brilhe, ou você morrerá!
Assim, a estrelinha emitiu um suspiro profundo e começou a brilhar. Ela formou uma luz tão intensa que o Sol lhe atirou um beijo, Júpiter inclinou-se para ela, e Saturno, Marte, Vênus e Mercúrio acenaram-lhe com as mãos. Também Urano e Netuno pareciam ter entrado direto em seu coração. A pequenina estrela bebê descobriu seu trabalho, finalmente; e ela cresceu tanto que, quando Mamãe voltou novamente, ela estava tão grande e ocupada como a própria Mamãe.
(do Livro Histórias da Era Aquariana para Crianças – Vol. I – por Olga White – Compilado por um Estudante – Fraternidade Rosacruz)
Pergunta:Conforme as suas afirmações, se o Ego reside no sangue, a prática da transfusão de sangue de uma pessoa sadia para outra doente não se torna perigosa? Isso afeta ou influencia os Egos de alguma forma? Se for assim, como isso acontece?
Resposta: Entre as mais recentes descobertas da ciência temos a hemólise – o fato de que a inoculação de sangue das veias de um animal de espécie superior nas de um de espécie inferior destrói o sangue desse último e provoca a sua morte. Na realidade, o sangue do ser humano injetado nas veias de qualquer animal é fatal. Contudo, de indivíduo para indivíduo, descobriu-se que a transfusão pode se realizar, embora, às vezes, haja efeitos prejudiciais.
Nos tempos antigos, as pessoas casavam com membros da família e o ato de “procurar carne estrangeira” era considerado um sacrilégio. “Quando os filhos de Deus se casavam com as filhas dos homens” (N.R.: Gn 6:1-4), ou seja, quando os súditos de um guia se casavam com membros estranhos à tribo, isso causava grandes distúrbios, pois eram repudiados pelo seu guia e, em seguida, aniquilados. Naquela época, certas qualidades, que agora possuímos, deveriam ser desenvolvidas pela humanidade e mantidas no sangue comum que devia permanecer puro na família ou pequena tribo. Posteriormente, quando o ser humano teve de passar por condições mais materialistas, os casamentos entre as tribos foram recomendados e, daquela época em diante, passou-se a considerar como sacrilégio o casamento entre membros de uma mesma família. Os antigos Vikings não permitiam que ninguém casasse com membros de suas famílias sem que antes passasse pela cerimônia da mescla de sangue, a fim de verificar se a entrada do estrangeiro para a sua família não seria prejudicial. A razão disso era que, em épocas mais remotas, a humanidade não era tão individualizada como é hoje. Os seres humanos estavam mais sob o domínio dos Espíritos de Raça ou de família que residiam em seu sangue, da mesma forma que o Espírito-Grupo dos animais reside no sangue dos animais. Mais tarde, os casamentos entre pessoas de diversas nações libertaram a humanidade daquele jugo e tornaram cada Ego distinto, o único possuidor do seu próprio corpo, sem interferência externa.
A ciência descobriu, ultimamente, que o sangue de pessoas diferentes contém cristais diferentes, de forma que é possível distinguir hoje em dia o sangue de um negro do sangue de um branco. Contudo, chegará o dia em que eles saberão de uma diferença ainda maior, pois da mesma forma que existe uma diferença nos cristais formados pelas diferentes raças, existe também uma distinção nos cristais formados por cada indivíduo individualmente. Não há duas impressões digitais idênticas, e se descobrirá a tempo que o sangue de uma pessoa é diferente do sangue de qualquer outra pessoa. Essa diferença já se tornou evidente para o investigador oculto, e é apenas uma questão de tempo para que a ciência faça a descoberta, pois as características estão se tornando mais marcantes à medida que o ser humano passa a ficar cada vez menos dependente e mais autossuficiente. Esta alteração no sangue é muito importante e, com o passar do tempo, se tornará mais enfática, pois, gerará consequências de grande importância.
Diz-se que a natureza geometriza. Ela é somente o símbolo visível do Deus invisível, e nós fomos criados à Sua imagem e semelhança. Tendo sido feitos à Sua semelhança, estamos também começando a geometrizar, e estamos naturalmente iniciando com a substância sobre a qual nós, os espíritos humanos, os Egos, temos o maior poder, isto é, no nosso sangue.
Quando o sangue flui pelas artérias, que são profundas no corpo, é um gás; mas a perda de calor, que ocorre na região mais próxima da superfície do corpo, leva-o a condensar-se parcialmente, e é nessa substância que o Ego está aprendendo a formar cristais minerais. No Período de Júpiter, aprenderemos a envolvê-los com uma forma baixa de vitalidade e fazê-los sair de nós mesmos como estruturas vegetais. No Período de Vênus seremos capazes de infundir-lhes o fator desejo e torná-los semelhantes aos animais. Finalmente, no Período de Vulcano daremos uma Mente e os governaremos como Espíritos de Raça.
No momento, estamos justamente no princípio dessa individualização do nosso sangue. Atualmente, é possível fazer uma transfusão de sangue de um ser humano para outro, mas está próximo o dia em que isto se tornará impossível. O sangue de um ser humano matará todo aquele que for de um nível inferior, e o sangue de uma pessoa mais evoluída destruirá quem for menos evoluída.
A criança atualmente recebe o suprimento de sangue dos pais, armazenado na glândula Timo para os anos da infância. Chegará a época em que o Ego estará tão individualizado que não poderá atuar com sangue que não seja gerado por ele próprio. O modo atual de procriação terá que ser substituído por outro, quando o Ego poderá criar o seu próprio veículo sem o auxílio dos pais.
(Livro: Perguntas e Respostas – Vol. I – pergunta 43 – Max Heindel)
Escorpião: Coragem
– Você sabe o que acontece com garotos que ficam viciados – a voz de Lili era urgente – Você esteve na clínica e os viu passando pelo processo de recuperação. Você quer que isso aconteça com a Mônica?
– Lili, você não tem o direito de contar para a mãe dela. O que Mônica está fazendo é coisa só dela. Ela tem tanto direito de viver sua vida como você, e o que ela quer fazer com ela é problema dela – disse Gerson zangado. Contar para a Sra. Paranhos significa interferir na vida de Mônica. Você gostaria de ter alguém bisbilhotando todos os seus passos? Além disso, você não sabe que você vai ter que se ver com a turma se contar? Você será rejeitada – ou pior.
– Sei disso muito bem – disse Lili. Mas eu não posso ficar de lado e ver Mônica se matar. Acredite, vou precisar de toda a minha coragem para contar para a mãe dela, sabendo que eu vou fazer com que Mônica e todos me odeiem. E também eu não sinto prazer algum em transmitir as belas notícias para a Sra. Paranhos. Mas, o que e que eu posso fazer?
– Você pode não meter o nariz onde não é chamada – retorquiu Gerson.
– Como é que você pode dizer isso? – Implorou Lili – Eu pensei que você era amigo dela.
– Eu sou amigo dela – disse Gerson – e é por isso que eu digo: não se meta e deixe-a em paz.
Lili suspirou.
– Nunca vou fazer você entender, Gerson. Ela também é minha amiga, e é justamente por isso que eu acho que devo fazer alguma coisa para salvá-la, mesmo que isto faça todos ficarem contra mim. Eu já falei com ela, mas não adiantou nada. Alguém tem que ajuda-la, e não conheço ninguém que tenha maior intimidade com ela e que possa ajudá-la tanto neste momento, como sua própria mãe. Por isso, eu vou falar com a Sra. Paranhos hoje de tarde. Como a rapaziada vai me tratar depois, não é tão importante para mim como o que possa acontecer com a Mônica.
Gerson saiu zangado e Lili dirigiu-se devagar, mas decidida, para a casa dos Paranhos. Sua conversa com a mãe de Mônica foi tão desagradável como ela havia previsto.
No começo, a Sra. Paranhos recusou-se a acreditar que sua filha estivesse tomando drogas – embora depois admitisse ter notado alguns sintomas em Mônica, mas, não querendo admitir o fato, ela realmente havia afastado a suspeita de sua mente. Contudo, concordou que Mônica deveria receber assistência e orientação profissional.
No dia seguinte, Mônica não estava na escola e a maioria dos estudantes ignoravam Lili acintosamente, exceto por ocasionais zombarias. Evidentemente, Gerson tinha espalhado a notícia. Por muitas semanas, Lili ficou isolada. Quando as pessoas a viam chegar, deliberadamente paravam de conversar e viravam-lhe as costas. Antigos amigos a evitavam, e o fato de que os professores e o diretor pareciam tratá-la com especial bondade, somente contribuía para tornar a sua posição entre os estudantes ainda mais incomoda.
Lili não tentou justificar o seu ato – na verdade, não lhe pediram para fazê-lo e o tratamentoque lhe dispensavam era muito pior do que teria sido defender-se verbalmente. Contudo, continuou convencida de que havia feito à coisa certa e, embora inegavelmente infeliz, tivesse certeza de que com o tempo seria justificada. Os relatórios sobre o progresso de Mônica, que recebia quase diariamente da Sra. Paranhos, conseguiam animá-la. Mônica estava em uma instituição particular, equipada especialmente para tratar de viciados em drogas, e tinha passado muito bem a pior fase da recuperação.
Depois de muitas semanas, inesperadamente, Mônica voltou à escola, com muito melhor aspecto do que tivera por muito tempo. No fim do dia, pediu para falar à classe.
– Pessoal, eu não sei como dizer isto, começou, masdepois de ter conversado com alguns de vocês, estou vendo o que a Lili tem passado todo este tempo. Confesso que quando fiquei sabendo que fora ela que havia contado àminha mãe, eu a odiei por se meter. Eu tinha medo de ir para aquele sanatório e tinha pavor da recuperação. Mas, bem no fundo, eu desejava me livrar da droga. Ninguém que esteja viciado quer realmente o ser. Eu precisava de ajuda, mas tinha medo de pedir a alguém, por isso me afundava cada vez mais. Ainda agora não tenho certeza de estar completamente curada, mas foi graças a Lili que eu tive outra oportunidade e apenas espero desta vez conseguir ficar no caminho certo. Contudo, se não fosse por Lili, eu agora estaria em bem piores condições e se não tivesse tido essa ajuda, não poderia me livrar da droga. Dizem que não épreciso muita quantidade dessa coisa, para que se fique terrivelmente viciado e agora eu acredito nisso. De qualquer modo, eu devo toda minha vida à Lili. Não creio que alguém tivesse feito o que ela fez, e gostaria que vocês voltassem a serem seus amigos. Eu também teria agido como vocês se ela tivesse interferido com algum outro, mas agora vejo que, às vezes, é preciso interferir. Foi preciso ter muita coragem para fazer o que ela fez, e eu nunca poderei lhe pagar.
Mônica sentou-se e houve um longo silêncio. Depois Gerson se levantou.
– Acho que todos devemos pedir desculpas a Lili e mais do que isso. Fala-se muito neste mundo em “coragem moral”, mas foi necessário alguém que realmente a tem, para nos mostrar o que ela é.
(Do Livro Histórias da Era Aquariana para Adolescentes – Vol. VI – Compilado por um Estudante – Fraternidade Rosacruz).
Escorpião: Forças Secretas da Natureza
Lucas era fascinado por animais desde o dia em que, com apenas dois anos de idade, apanhou seu primeiro besouro e levou-o triunfalmente para casa. A mamãe, com uma careta, jogou fora o besouro, mas nessa época não tinha a menor ideia de que esse bichinho era apenas o primeiro de uma infinita procissão de insetos, taturanas, ratos, hamsters, sapos, cachorros e gatos, para não falar no pato, alguns esquilos órfãos, e outros diversos representantes da fauna, destinados a morar na sua casa por períodos curtos ou longos, enquanto seu filho crescia.
Contudo, a mãe tinha que admitir que Lucas cuidava dos seus bichinhos, compreendia e aceitava de bom grado a responsabilidade pelo seu bem estar. Nunca foram um peso para a família e apenas, raramente, causavam problemas. Lucas passava parte do seu tempo estudando os hábitos de seus animais e de outras vidas selvagens que encontrava, e possuía muitas notas sobre o comportamento animal; notas que, à medida que crescia, foram sendo cuidadosamente documentadas, em descrições concisas e inclusive científicas. Quando ainda estava no ginásio resolveu ser zoólogo e dirigiu seus estudos nesse sentido, tanto quanta possível. Logo se tornou uma “enciclopédia ambulante” sobre conhecimento de animais e podia citar fatos e números sobre este assunto tão bem quanto seus amigos podiam falar sobre futebol ou informações sobre carros de corrida.
Lucas sempre ficava intrigado e confuso pela maneira pela qual se podia esperar que membros da mesma espécie animal agissem do mesmo modo em determinadas circunstâncias. Por que as aves migravam seguindo rotas idênticas, nas mesmas épocas, ano após ano, e o que as guardava para não se perderem? Na realidade, em primeiro lugar, o que as levava a migrar? Oque motivava o salmão, em sua difícil jornada contra a correnteza, ir para o seu lugar de desova? Por que certas criaturas hibernavam e outras tinham conhecimentos para armazenar alimentos para o inverno? O que torna o puma feroz, o coelho tímido e a raposa astuta? Sabia, por seus estudos, que essas perguntas tinham sempre intrigado os naturalistas, mas em nenhum dos seus livros tinha encontrado respostas convincentes.
O dia em que Lucas aprendeu sobre Espíritos-Grupo foi um dos dias mais importantes de sua vida. Um amigo lhe deu um panfleto chamado “Entendendo os Animais” que explicava que cada espécie era governada por um Espirito-Grupo que dirigia as atividades de todos os membros. Espíritos-Grupo eram Arcanjos e, como tal, dotados de sabedoria superior. Eles sabiam o que era melhor para seus comandados – quase sempre muito melhor do que o ser humano sabe o que é melhor para ele. As reações do animal para qualquer situação,tanto de crise, simples necessidade e desejo, como envolvendo relacionamento com outros animais e pessoas, eram governadas, não pelo que os cientistas chamam de “instinto”, mas pelas ordens dos Espíritos-Grupo. Os seres humanos eram individualizados, portanto, imprevisíveis. Os animais ainda não eram individualizados, mas eram, em todos os aspectos, ligados e governados por seus Espíritos-Grupo, que não eram caprichosos. Portanto, animais eram previsíveis. Lucas soube em seguida que muitas das perguntas não respondidas pelos naturalistas sobre o comportamento animal seriam imediatamente respondidas se eles conhecessem e aceitassem a presença e atividades dos Espíritos-Grupo.
No princípio, Lucas falou muito pouco sobre sua descoberta. Compreendeu, imediatamente, a importância disso, mas também sentiu que as outras pessoas não estariam inclinadas a aceitar e acreditar na teoria dos Espíritos-Grupo. Para ele era a única explicação lógica. Sabia que alguns cientistas, mais avançados, haviam sugerido a existência de uma espécie de “força” oculta no universo que impelia os animais a fazer o que faziam, e esta “força”, com certeza, poderia ser facilmente traduzida por “Espíritos-Grupo”. Contudo, outros observadores se contentavam em atribuir o comportamento animal ao “instinto” – sem nunca explicarem inteiramente, pelo menos a contento para Lucas, o que era “instinto” e como funcionava. Sabia que muitos desses observadores iam achar a ideia de uma entidade invisível, como a do Espirito-Grupo, simplesmente ridícula, semelhante a um conto de fadas.
Grato por seu novo conhecimento, Lucas sabia que, embora não tivesse intenção de conservá-lo só para si, no momento não podia fazer muito para revolucionar o mundo cientifico. Contudo, no próximo ano, na universidade,tinha certeza que os professores iam ficar surpresos com algumas das teorias que iria expor, e, eventualmente, quando iniciasse sua carreira, ele estaria em melhor posição de transmitir essa informação para os colegas. Enquanto isso, tencionava aprender tudo que pudesse nesse sentido. Se existiam Espíritos-Grupo, sobre os quais relativamente poucas pessoas tinham ouvido falar, certamente era possível que outras entidades sobre as quais os cientistas ainda não tinham noção, também desempenhassem importantes papeis nos trabalhos da Natureza. Lucas sabia que quanto antes à existência de tais seres fosse reconhecida e aceita, mais depressa seria explicado muito do que ainda intrigava os cientistas.
(Do Livro Histórias da Era Aquariana para Adolescentes – Vol. VI – Compilado por um Estudante – Fraternidade Rosacruz).