porFraternidade Rosacruz de Campinas

Humildade: só com ela se alcança a verdadeira paz e harmonia

Humildade: só com ela se alcança a verdadeira paz e harmonia

Alcançar a verdadeira humildade é uma das coisas mais difíceis de atingir na vida.

O ser humano sempre está sujeito a se vangloriar. Sempre sente prazer, considera-se bom, abnegado e serviçal. Com esses sentimentos no seu subconsciente pode transformar o trabalho dele em uma farsa. Trocar o ouro do espírito pelo brilho metálico da verdade.

Como se pode extirpar esse cancro que se aloja no íntimo do ser humano e compromete a obra dele para a perfeição? Orai e vigiai, aconselhou São Paulo, com o coração devoto, porque se uma oração carece de sentimento profundo de devoção, torna-se um exercício automático que não fornece ajuda nem sustentáculo. Devemos lembrar eternamente, que Deus está dentro de nós, e os nossos acertos são obras Dele. Sem essa Divina manifestação, de onde viria nossa glória?

A vaidade humana pode frustrar completamente a finalidade da nossa caminhada para alcançar a sublimação e o aperfeiçoamento da nossa divinificação na transformação do vil metal em ouro do espírito.

Para chegar à perfeição, a caminhada é longa, acidentada. Achar que não contrariando as leis humanas seremos virtuosos é uma ilusão. Quanto mais a luz brilha, mais nítidas são as sombras e cada vez podemos descobrir mais faltas, das quais, antes, nem tínhamos conhecimento. Quando nos conscientizamos desse fato, nossa reação não deve ser de desânimo. Devemos agradecer ao Senhor pela oportunidade de poder sublimá-las, porque, como tudo é eterno, como nada se perde, como tudo se transforma, a sublimação é o único caminho que podemos tomar para efetuar o trabalho humildemente.

Os acertos não devem dar oportunidade para o orgulho, já que, num piscar de olhos, podemos tropeçar e todo nosso orgulho pode afundar, uma vez que a saúde corporal ou mental pode ser tirada, a lucidez de espírito pode se desvanecer.

O reconhecimento, o elogio dos outros são outras pedras de tropeço no caminho, dificultando mais do que ajudando o progresso. Quando perguntamos: será que reconhecem meu trabalho? Será que observam meu progresso e dedicação? Será que me consideram? São sugestões de vaidade do Eu inferior. Se quisermos realmente alcançar o reto e estreito caminho é bom nos abster dessas sugestões. Se formos sinceros conosco, não adiantam os reconhecimentos, bem sabemos quanto temos de melhorar, lutar, purificar nossas rejeições e antipatias e aprender a amar.

A verdadeira paz e harmonia só podemos alcançar com humilde aceitação e consciência de que tudo que é bom, verdadeiro e belo vem do nosso Divino Pai interior que quer nos salvar, dignificar, iluminar para alcançarmos a nossa meta, a união total.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 03/85 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Livro: Cristo ou Buda?

“Quando o Ensinamento Oculto oriental foi apresentado para o Mundo Ocidental, quarenta anos atrás, suas explicações sobre o universo foram aceitas como razoáveis por muitos estudantes. O Conceito Rosacruz do Cosmos,  publicado em 1909, era similar em alguns aspectos no que se refere às leis que governam o universo. A questão que, naturalmente, surge sobre seu escopo e propósito, o motivo pelo qual foi dado, e porque seus ensinamentos e métodos de desenvolvimento são mais adequados para uma civilização mais avançada e moderna. Este tratado foi escrito em resposta a esse questionamento e para corrigir as conclusões errôneas, baseadas em exames superficiais, que ambos os ensinamentos são iguais.”

Alcance aqui um excelente material para estudar sobre: algumas diferenças entre os Ensinamentos do Ocidente e do Oriente com ênfase em particular no método Ocidental de desenvolvimento da alma.

1. Para fazer download ou imprimir:

Cristo ou Buda? – de Annet C. Rich

2. Para estudar no próprio site:

CRISTO OU BUDA?

Por

Annet C. Rich

Com Prefácio de

Max Heindel

Fraternidade Rosacruz

Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil

Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82

Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil

Traduzido e Revisado de acordo com:

1ª Edição em Inglês, Christ or Buddha?, 1914, editada por The Rosicrucian Fellowship

Pelos Irmãos e Irmãs da Fraternidade Rosacruz – Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil

www.fraternidaderosacruz.com

contato@fraternidaderosacruz.com

fraternidade@fraternidaderosacruz.com

PREFÁCIO

O seguinte tratado foi escrito pela autora a meu pedido, com o objetivo mencionado nos dois primeiros parágrafos, e tendo ela dedicado anos nos estudos de ambos os sistemas Religiosos Orientais e Ocidentais, na minha opinião, ela tem uma visão mais abrangente do tema. Ela se simpatizou mais com o ensinamento oriental e assim se tornou uma alma iluminada. Assim, o espírito deste pequeno livro não é controverso em nenhum sentido, pois nós não acreditamos em tentar construir nossa própria Religião lançando aspersões sobre a Religião de outras pessoas. Estamos tão certos de que a Religião do Oriente é perfeitamente adequada para as pessoas que vivem lá como que a Religião Cristã é a Religião para o povo Ocidental. Se Buda estivesse ensinando hoje e um estudante do Ocidente perguntasse a sua opinião sobre se ele deveria segui-lo ou a Cristo, tenho certeza de que ele iria direcionar o inquiridor para a Luz do Mundo. Este pequeno livro é, portanto, enviado com a esperança de que ele possa mostrar aos estudantes ocidentais que sua Religião é a Religião Cristã, e que eles devem deixar a Religião Oriental para o povo oriental, abraçando com todo o seu coração e alma a Religião do Cristo.

Max Heindel

ÍNDICE

Um Retrospecto Histórico

Christian Rosenkreuz

Involução, Evolução e Epigênese

  1. A ausência da descoberta de ligações entre os antropoides superiores mais evoluídos e o ser humano
  2. A esterilidade dos híbridos
  3. A supremacia moral e mental do ser humano sobre os animais

Transe

Sono sem sonhos

Sono com Sonhos

O estado de vigília

  1. A existência de órgãos que não são usados por seus possuidores

O Mistério do Sangue

O Mistério do Sexo

O Mistério da Mortalidade Infantil

O Mistério da Morte

O Cristo do Ocidente não é o Cristo do Oriente

O Cristo do Ocidente

Conclusão

INTRODUÇÃO

Quando o Ensinamento Oculto oriental foi apresentado para o Mundo Ocidental, quarenta anos atrás, suas explicações sobre o universo foram aceitas como razoáveis por muitos estudantes. O Conceito Rosacruz do Cosmos,  publicado em 1909, era similar em alguns aspectos no que se refere às leis que governam o universo. A questão que, naturalmente, surge sobre seu escopo e propósito, o motivo pelo qual foi dado, e porque seus ensinamentos e métodos de desenvolvimento são mais adequados para uma civilização mais avançada e moderna.

Este tratado foi escrito em resposta a esse questionamento e para corrigir as conclusões errôneas, baseadas em exames superficiais, que ambos os ensinamentos são iguais.

O capítulo oito da Epístola de São Paulo aos Hebreus conta sobre um tempo por vir onde não será necessário ensinar ao ser humano sobre como conhecer a Deus, pois todos, do menor ao maior, terão Suas leis inscritas em seus Corações e Mentes, e todos O conhecerão. A percepção espiritual atual está obscurecida em vários graus pelo véu da carne e do sangue que “não poderá entrar no Reino de Deus”. Agora estamos tateando pela verdade que nos libertará dos grilhões da carne e nos trará as faculdades espirituais requeridas para conhecer a Deus. É uma promessa do Cristo que se nós buscarmos, nós encontraremos. Ele não fez exceções; não devemos temer que alguém ficará “perdido”. Mas muito esforço será poupado se buscarmos na direção certa, e por isto nos sentimos impelidos a colocar, diante dos estudantes Ocidentais, algumas diferenças entre os Ensinamentos do Ocidente e do Oriente com ênfase em particular no método Ocidental de desenvolvimento da alma, um método naturalmente adaptado para as pessoas que vivem no Ocidente e que leva em conta as diferenças mentais e raciais entre as civilizações ocidentais e orientais (ou povos).

  • Acreditamos que TODAS as religiões foram divinamente dadas, cada uma perfeitamente adequada para a nação para a qual foi dada; foram originadas por um dos mensageiros de Deus.
  • Nós sabemos que a evolução das civilizações foi do Oriente para o Ocidente, e que as pessoas mais avançadas agora vivem no Ocidente.
  • Acreditamos que a suposição mais razoável é que a Religião mais avançada tenha sido dada para as pessoas mais avançadas, e que, portanto, nossa Religião Cristã é no presente momento a mais elevada forma de adoração.
  • Sabemos que cada uma das religiões antigas tinha Escolas de Mistérios para as almas avançadas, e também que Cristo deu a Seus Discípulos escolhidos conhecimento referente aos “mistérios do Reino dos Céus”, mas para o público deu esse conhecimento em forma de parábolas.
  • No Ensinamento Ocidental a FRATERNIDADE UNIVERSAL é considerada o maior ideal. Nos Ensinamentos de Mistérios Cristãos do Ocidente, a AMIZADE UNIVERSAL é o ideal. O Cristianismo deve ser uma Religião cósmica, ao invés de racial, e seus ensinamentos esotéricos estão destinados a se tornarem universais. De acordo com os ensinamentos Ocidentais, Cristo será o líder da nova Grande Época, e retornará, não em corpo físico, mas em “Corpo-Alma” (soma psuchicon), conforme ensinado por São Paulo na Primeira Epístola aos Coríntios, 15-45. Esse veículo é construído de Éter, e quando o ser humano tiver desenvolvido a consciência etérica para que ele possa encontrar Cristo “face a face”, Ele aparecerá.
  • Se a Religião Cristã é a mais avançada, então, seus ensinamentos ocultos devem ser, necessariamente, mais profundos e de maior alcance do que qualquer outro. Os Ensinamentos de Sabedoria Ocidental incluem métodos de desenvolvimentos do Corpo-Alma para que possamos funcionar, de forma consciente, nos Mundos invisíveis, enquanto que ainda vivemos em Corpo Denso. Estes métodos são, particularmente, adaptados para às necessidades dos Ocidentais, consequentemente eles são eficazes nos seus resultados sem os perigos que decorrem do uso dos métodos Orientais.

Nós queremos acrescentar que após muitos anos de estudo das religiões antigas falamos sem preconceitos e com gratidão pela luz recebida por meio delas. Portanto, nos sentimos livres para dar voz a nossa convicção de que a Religião Cristã é a mais avançada do que qualquer uma de suas predecessores; que os Ensinamentos de Mistérios Cristãos, agora promulgados pela Ordem Rosacruz por meio da Fraternidade Rosacruz, são ambas científicas e especialmente adaptadas para nossa civilização avançada; e que repudiar a Religião Cristã por qualquer sistema antigo é análogo a preferir os textos científicos antigos ao invés das edições que estão atualizadas com as descobertas atuais.

Um Retrospecto Histórico

Não precisamos mais ficar relembrando que vivemos em tempos repletos de inovações. Todos os departamentos de nossa civilização são varridos pelo intrépido, invasivo espírito da pesquisa, das investigações e análises. Também não podemos deixar de observar que estamos vivendo em uma época em que o intelecto está atingindo sua expressão mais prática e intensa; que está se arrogando com uma confiança real e autossuficiente, o direito de desafiar qualquer código de ética, qualquer teoria da vida ou Religião, qualquer marco da civilização ou qualquer hipótese da ciência e exigir a prova de seu direito à existência. Nada, no universo é demasiado colossal para sua investigação ou demasiado infinitesimal para sua análise. A sociedade deixou de se encolher dos ataques revolucionários das descobertas científicas que há muitos anos vêm derrotando a ignorância, o preconceito e dogmatismo com força irresistível. Esses tiveram seu dia, e agora são impotentes para retardar o progresso; a humanidade está avançando querendo ou não.

Em nenhum departamento da vida o espírito da pesquisa, do esquadrinhamento da investigação está mais intimamente manifestado do que na Religião. Nesse domínio do mistério e da tradição, nas profundezas de sua origem, no reino de sua autoridade marchou o implacável espírito da pesquisa, que não parou nem se encolheu, nem se voltou, embora todos os baluartes sagrados do credo ameaçavam desmoronar antes da invasão. O intelecto está exigindo um direito superior ao do sacerdote para interpretar a verdade da Religião, afirmando com confiança que se não pode discernir a verdade ou penetrar além das fronteiras do invisível para o conhecimento de Deus, nenhuma outra faculdade existe capaz de conhecer a Deidade.

Se olhamos para trás ao longo dos séculos da história, notamos que a idade intelectual e material atual é fruto de um passado longo e significativo; a crista de uma onda de progresso que seguiu um impulso enviado desde o início da corrida. O nosso vislumbre sobre as civilizações da Índia, do Egito, da Pérsia ou Grécia pode ser vago ou inseguro, no entanto, podemos notar que desde o nascimento da raça Ária a linha de progresso está à disposição da glória do pôr-do-sol.

Quando a Índia atingiu o auge de sua grandeza, a Religião hindu ensinou uma concepção de Deus e Sua onipotência que em toda a história não foi excedida para a espiritualidade elevada. Da crista da onda de progresso brilhou, ao longo dos séculos, a luz da maravilhosa verdade da unidade da vida e de uma Presença divina no universo. Então, com profunda quietude, a onda recuou para reaparecer na Pérsia, acrescentando uma nova luz para estimular o progresso humano.

Não costumamos associar a ideia de desenvolvimento material ao Oriente, mas ele nasceu lá. Como a nota-chave da Religião hindu é a unidade, realizando a Deidade em todas as partes do universo, então a nota-chave da Religião Persa ou Zoroástrica é pureza; pureza de conduta e nos assuntos da vida. Zoroastro veio para afastar o seu povo da preguiça e da ociosidade em que haviam caído e para despertá-los do estado de apatia e contemplação inativa da vida interior, muito comum entre os hindus, à consideração da verdade espiritual adaptada a seu dia. Como todas as grandes religiões enfatizou o lado prático da vida ao invés do metafísico, e seu lema de “pensamentos puros, palavras puras, atos puros” revela quão antiga é a doutrina do pensamento correto e do viver correto.

Séculos mais tarde, o Buda veio para re-anunciar as antigas verdades que estavam ocultas sob os escombros do egoísmo e das castas, e sentindo o sofrimento e o pecado do mundo que está enraizado no desejo não realizado, seu coração compassivo procurou aliviar a tristeza, por meio da doutrina de superar todo o desejo e, assim, alcançar a paz, uma doutrina que caiu como uma benção sobre as vidas perturbadas de seus contemporâneos, e que ainda vive no coração de seus seguidores.

Com a passagem do grande mestre oriental, a glória do Oriente começou a desvanecer. Mais uma vez a onda espiritual recuou para reaparecer entre os gregos. Uma vez que os gregos não conseguiram nenhum tipo mais elevado de intelecto puro do que o deles tinham alcançado; a arte deles, sua filosofia sempre fala na linguagem do repouso, da dignidade, do autocontrole. Para eles, VERDADE e BELEZA eram pérolas de grande valor. Eles inscreveram nos seus templos “Conhece-te a Ti mesmo”, pois se conhecer é conhecer a verdade. Quer se manifestando através do poder consciente de seu deus Apolo, saindo de seu templo para defender pessoalmente o santuário sagrado, quer refletido nas esplêndidas conquistas de Péricles ou a filosofia elevada de Pitágoras, Sócrates ou Platão, encontramos sempre nos gregos a presença do poder intelectual e da autossuficiência, mas a Grécia caiu diante do militarismo organizado de Roma.

Do seu auge da supremacia militar, Roma olhava com complacência para o mundo que conquistara. De forma simples, ela sonhou que derrubaria a força espiritual, deixando uma herança de lei, ordem e justiça para uma geração posterior.

Vislumbrar a miséria e a degradação do mundo aos pés de Roma, escravizada pelo vício, pela apatia e pela superstição, é perceber, embora vagamente, até que ponto a humanidade se afastou dos altos preceitos dos antigos Instrutores. As antigas notas-chave de unidade e pureza soou, ainda em tudo muito fraco, entre o murmúrio do preconceito da raça e da separação entre raças. O Egito estava envolto na escuridão de um sacerdócio degenerado; a Índia estava encadeada por castas; Pérsia dormia debaixo de suas coberturas de joias; a glória da Grécia estava ofuscada; Roma, fervente com vício e dissipação, afrontava os deuses com seus fogos de acampamento; e quase parecia como se Deus tivesse esquecido Seu mundo. Mas, “Ele permanece imóvel ainda que dentro da sombra, vigiando acima do Seu próprio”[1]. Novamente chegou a hora de uma dessas manifestações divinas que, de tempos em tempos, ocorrem para ajudar a humanidade. Tal manifestação invariavelmente ocorre quando a opressão das trevas parece muito pesada e um novo impulso é necessário para acelerar o crescimento espiritual.

Nesse lamaçal de um império em decadência, no cansaço de um mundo desesperado, no meio de um povo perdido e desprezado, desceu o Espírito do Sol, Cristo, manifestando “a maior das medidas divinas ainda postas para a elevação do mundo”[2]. Cristo não veio sozinho para resgatar a verdade do esquecimento, para trazer de volta os antigos ensinamentos ou para restabelecer a lei, mas para lhes acrescentar o maior princípio de todos – o Amor; para revelar à humanidade a doutrina do coração; como podemos alcançar uma sabedoria mais sublime pelo caminho do amor do que podemos alcançar pela razão. Ele veio para substituir as Religiões de Raça que foram instituídas por e sob a orientação de Jeová, com uma RELIGIÃO CÓSMICA, promovendo a Amizade Universal bem como a Fraternidade Universal; uma Religião em que o reinado da Lei deve ser substituído pelo reinado do Amor, e onde o espírito de antagonismo e separação, que está na raiz de todas as Religiões de Raça, seja transmutado em serviço desinteressado; cada um para todos; para que as nações possam transformar suas espadas em arados e o reinado da Amizade e da Paz comece.

Em todas as religiões anteriores haviam verdades mais profundas do que foram dadas às massas. Os sacerdotes eram os guardiões desse conhecimento interior, e a Iniciação estava aberta apenas a alguns. A humanidade, como um todo, não estava suficientemente avançada para recebê-la. Aqueles que foram iniciados nos antigos Mistérios necessitavam da mediação dos sacerdotes, e somente o Sumo Sacerdote podia entrar no mais íntimo Templo de Deus. Quando Cristo veio, gerado do Pai, Ele trouxe diretamente para a humanidade a luz e o poder do Sol espiritual. Ele derramou na vida humana o Raio Cósmico de Si mesmo. Ele é o elo entre Deus e o ser humano, o Caminho, a Verdade e a Vida, preenchendo em si o ofício de Sumo Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque, Ele mesmo Iniciador; e agora “todo aquele que quiser, tome a água da vida livremente”.

Parece paradoxal considerar o crescimento material e a supremacia da civilização moderna como, em qualquer sentido real, o resultado de um impulso enviado pelo gentil Nazareno, mas o nascimento da Religião Cristã deu um estímulo direto e especial para a realização INDIVIDUAL, pois ela quebrou as barreiras de casta e raça e revelou o fato de que todos os seres humanos são iguais aos olhos de Deus. Que todos são irmãos é um fato na natureza, mas sob o regime de Jeová alguns eram preferidos e outros não; portanto, Cristo veio para nivelar as diferenças. A própria Galileia era um lugar mais apropriado para uma nova ordem das coisas do que a princípio parece. Obscuro como é hoje, há dois mil anos, a Galileia era a Meca dos viajantes que se reuniam lá de todas as partes conhecidas do mundo. Era tão cosmopolita quanto a própria Roma, uma espécie de “caldeirão”, proporcionando condições favoráveis ​​ao nascimento de um corpo e de um cérebro diferentes do tipo comum, e um ambiente onde a adaptabilidade aos novos impulsos pudesse encontrar alcance e de onde novas concepções poderiam ser enviadas para o mundo.

Na nova Religião Cristã, os antigos ideais de escravo e mestre, judeus e gentios, sacerdotes e povos, brâmanes e párias foram substituídos pelos ideais de IGUALDADE, INDEPENDÊNCIA e LIBERDADE INDIVIDUAL. Até os mais humildes começaram a erguer a cabeça como pessoas livres e a alcançar a realização individual e o desenvolvimento individual; e com essa nova sensação de liberdade em seus corações, é de admirar que começaram a saciar sua primeira sede de auto expressão por meio das águas da prosperidade material, que nunca antes haviam fluido tão abundantemente aos seus pés. Nossa civilização moderna é uma consequência normal desse impulso dado ao desenvolvimento individual, tanto no pensamento quanto na ação.

As realizações materiais e intelectuais da civilização moderna evoluíram naturalmente o espírito crítico e analítico que acompanha sempre o crescimento individual. Isso foi acentuado pelo nascimento da ciência moderna. Hoje, o intelecto está entronizado no conhecimento que adquiriu e se recusa a aceitar qualquer coisa como verdade que não pode ser vista, medida ou analisada. Mas, embora a ciência física possa zombar da Religião Cristã de amor e auto sacrifício, como sendo não-científica e contrária às leis de autopreservação e sobrevivência dos mais aptos, os ensinamentos do humilde Nazareno inocentaram silenciosa e quase imperceptivelmente o Mundo Ocidental com um espírito de altruísmo, impelindo a humanidade a suportar os fardos uns dos outros e tornar a causa do bem-estar individual a causa do todo.

Christian Rosenkreuz

Todo estudante sabe que a civilização moderna não foi alcançada por estágios de crescimento constante e uniforme. Seguindo o impulso inicial do Cristianismo veio a horrível Idade das Trevas com seu manto de superstição e intolerância. A Religião Cristã foi usada como uma escada para a ganância e ambição, e os ensinamentos ocultos de Cristo foram submergidos sob o dogmatismo teológico que ameaçou prender o progresso humano por causa da supremacia eclesiástica. Os grilhões do sacerdócio autocrático foram, por fim, quebrados pela ciência moderna, e a RAZÃO saltou para a perigosa e tirânica supremacia que mantém ainda hoje.

O intelecto, em sua revolta contra a superstição, logo mostrou uma inclinação para o ultra-materialismo. Para que esse poder não engolisse a verdade espiritual, surgiu no século XIV um grande Mestre com o nome simbólico de Christian Rosenkreuz para lançar nova luz sobre os incompreendidos ensinamentos Cristãos, preservá-los e guiá-los por meio das iminentes controvérsias materialistas e científicas. Ele é um guardião da Sabedoria Oculta do Ocidente, que sozinha pode satisfazer, AMBOS, Coração e Mente.

Estamos hoje no meio de uma civilização nascida do estresse, da luta e da ultra-atividade; uma civilização cortada pela espada e arrastada pelo sangue humano. Verdadeiramente, Cristo refuta a prosperidade física ou saudável do seu povo. Para o conhecimento desse e de outros ramos da ciência, o Ensinamento da Sabedoria Ocidental dos Rosacruzes fornece certas explicações, novas e abrangentes, que orienta a uma solução racional para muitos dos problemas da evolução.

Involução, Evolução e Epigênese

Além de apresentar a teoria da Involução da VIDA e a Evolução Sincrônica da FORMA, o ensino ocidental inclui um terceiro fator, a Lei da EPIGÊNESE. O ser humano é ele mesmo um fator na construção de seus corpos. Durante a vida pré-natal, ele trabalha inconscientemente, construindo na “quintessência da formação de Corpos”; mais tarde ele começa a trabalhar conscientemente, e quanto mais avançado ele é, melhor pode construir. Em cada encarnação ele faz algum TRABALHO ORIGINAL, de modo que “há um afluxo de causas novas e originais o tempo todo”, e este processo de tomar a iniciativa, de criar novas possibilidades de crescimento, é chamado de “Epigênese”. Isso permite que o ser humano se torne um GÊNIO e um colaborador das Hierarquias Criadoras do Mundo. Se a evolução consistisse simplesmente no desenvolvimento de possibilidades germinais ou latentes, o ser humano não poderia se tornar um criador. O ensinamento oriental não diz nada sobre este princípio de longo alcance.

Logo após a promulgação da teoria da evolução de Darwin, foram apresentadas certas objeções que nunca foram respondidas satisfatoriamente pela ciência, mas que recebem uma explicação razoável no Ensinamento da Sabedoria Ocidental. Estas objeções à teoria darwiniana da evolução são:

1. A ausência da descoberta de ligações entre os antropoides superiores[3] mais evoluídos e o ser humano

Há sempre um movimento na natureza, e como o ser humano passou por vários reinos, ele evoluiu e ocupou formas adaptadas a cada estágio de desenvolvimento. “É uma lei na natureza que ninguém pode habitar um Corpo mais eficiente do que ele é capaz de construir”. Quando a forma atinge o limite de sua capacidade de utilidade, começa a degenerar, tendo servido seu propósito como um veículo de crescimento. Ao longo do caminho sempre houve alguns que se recusaram a avançar e foram deixados para trás, como retardatários. À medida que os pioneiros passavam para os Corpos mais adequados para o progresso, os modelos arquetípicos de seus veículos desgastados e degenerados eram ocupados pelos menos evoluídos e pelos retardatários, que os utilizavam como trampolins até que os Corpos correspondentes cristalizassem ao ponto de serem inúteis para a possibilidade da vida em evolução. A ciência fala da evolução das formas, mas há também essa linha de formas degeneradas usada pelos menos evoluídos e pelos retardatários. Os Antropóides superiores pertencem a esta última classe e, em vez de serem os progenitores do ser humano, são, na realidade, retardatários que ocupam as formas degeneradas, já utilizadas pelo ser humano no passado. O ensino oriental atribui sua existência às relações impróprias do ser humano primitivo com os animais.

2. A esterilidade dos híbridos

Esse é outro problema na evolução, completamente omitido pelo ocultismo oriental, nem explicado satisfatoriamente pela ciência, mas recebe uma solução racional no Ensinamento da Sabedoria Ocidental. Resumidamente:Até que os animais se tornem animados por espíritos individuais habitados dotados de razão para guiá-los conscientemente ou subconscientemente DE DENTRO, a Mãe Natureza designa sabiamente um Espírito-Grupo que os guia DE FORA em harmonia com a lei cósmica; e o que chamamos de “instinto” é uma manifestação da sabedoria deste Espírito-Grupo. Quando os animais de diferentes espécies se acasalam, sua progênie não está totalmente sob o controle de qualquer um dos Espíritos-Grupo que guiam seus pais. Se os híbridos pudessem se propagar, eles ficariam ainda mais longe da orientação e do controle do Espírito-Grupo; seria uma onda desamparada no mar da vida, não tendo nem instinto nem razão. Portanto, os Espíritos-Grupo retiram beneficamente o Átomo-semente necessário à fertilização dos híbridos, que são, portanto, estéreis.O fato observado cientificamente de “hemólise”, ou destruição de sangue quando misturado artificialmente, também tem um importante papel nesse assunto. Isso é totalmente elucidado no Livro Conceito Rosacruz do Cosmos, para o qual os estudantes que desejam investigar o assunto em profundidade farão bem em se referir.

3. A Supremacia Moral e Mental do Ser Humano sobre os Animais

Este fato, tão aparente que não pode escapar da percepção do observador mais superficial, não é claramente explicado pelo ocultismo oriental, mas recebe tratamento completo e lógico no Ensinamento da Sabedoria Ocidental dos Rosacruzes.

As plantas extraem seu sustento do solo, os animais se alimentam das plantas e os seres humanos tomam seu alimento dos reinos inferiores. Assim, em última análise, todas as formas minerais, vegetais, animais e humanas são compostas dos mesmos constituintes químicos da Terra.

Além deste mundo de forma física que vemos, há domínios invisíveis aos olhos, mas perceptíveis por um sexto sentido latente na maioria, mas despertado em alguns. Esta visão espiritual revela a existência de:

Como uma forma construída de matéria química é necessária para a vida no Mundo Físico, também é necessário ter um veículo feito da substância dos outros reinos da natureza, a fim de expressar suas qualidades. Além disso, a vida em evolução está sempre buscando a expansão da consciência. Para isso, as formas se tornam mais complexas à medida que subimos na escala do mineral para o ser humano, e veículos invisíveis também são adicionados à forma física. O ser humano só tem veículos que o correlacionam a todos os quatro reinos, o que resulta em quatro estados de consciência análogos aos possuídos pelos quatro reinos:

Transe

Em sessões espirituais, entidades invisíveis realizam a proeza de materialização extraindo do corpo de um médium, formando-o como desejam, e enchendo essa urdidura a qualquer densidade desejada com uma trama de partículas físicas flutuando na atmosfera. O corpo do médium é assim separado dos veículos superiores que o ligam ao espírito, daí o médium está em um estado de profunda inconsciência que chamamos de “transe”. Como o mineral tem apenas um corpo físico, pode-se dizer que ele tem uma consciência de transe.

Sono sem sonhos

Quando olhamos para uma pessoa envolvida em um sono sem sonhos, o corpo parece inerte; mas quando focalizamos nossa visão espiritual sobre a pessoa dormindo, vemos uma atividade interior. Os processos de digestão, assimilação, secreção, etc., são levados a um propósito ainda melhor do que no estado de vigília. Isto é porque o Corpo Denso é interpenetrado por um Corpo Vital feito do Éter, mas os veículos superiores flutuam alguns metros acima do Corpo Denso. Quando examinamos as plantas, descobrimos que elas também têm um Corpo Denso e um Corpo Vital, que lhes permite digerir e assimilar alimentos, respirar o ar, etc., e podemos, portanto, dizer que as plantas têm uma consciência análoga ao sono sem sonhos.

Sono com Sonhos

Às vezes, quando estamos indevidamente atentos aos assuntos deste mundo, os veículos superiores não se separam adequadamente quando vamos dormir. Os Corpos Densos e Vitais são então parcialmente interpenetrados pelo Corpo de  Desejos que gera emoção e incentivo ao movimento. Devido aos centros de sentido de nossos veículos mais elevados estarem inclinados em relação ao nosso cérebro, vemos uma galáxia de imagens de sonhos selvagens, e somos atirados sobre a cama sob o balanço das emoções causadas por essas visões. Não podemos raciocinar sobre eles, pois a Mente está fora do Corpo Denso e, portanto, aceitamos inquestionavelmente até as situações mais impossíveis.

Um Corpo Vital e um Corpo de Desejos interpenetram o Corpo Denso de animais, mas não são concêntricos com ele. Imagens são projetadas pelo sábio Espírito-Grupo nesses Corpos, e os animais, sem Mente, seguem cegamente o curso sugerido por essas imagens. Assim, vemos que a consciência dos animais é análoga ao nosso próprio estado de sonho, com a importante diferença de que as imagens sugestivas projetadas pelo Espírito-Grupo não são irracionais, mas encarnam uma sabedoria maravilhosa que chamamos de instinto.

A inteligência supernormal e a razão observável em animais domesticados são induzidas pela associação com o ser humano, no mesmo princípio que a eletricidade da baixa tensão é induzida quando um fio não carregado é trazido próximo a outro que carrega uma corrente da tensão elevada.

O Estado de Vigília

No estado de vigília todos os veículos do ser humano são concêntricos, e ele tem a capacidade da vontade e razão. O mineral não pode escolher se cristalizará ou não, nem a planta tem a livre vontade; ela é obrigada a florescer por condições fora de seu controle. O leão deve caçar, e o coelho deve entrar na toca. Cada espécie tem certos hábitos genéricos, e todas as plantas ou animais separados de uma determinada família agem da mesma forma sob condições semelhantes, porque é impelido à ação pelo Espírito-Grupo comum. Portanto, se conhecemos os hábitos de qualquer animal, conhecemos as características de toda a família. Não é assim com o ser humano, QUE É GUIADO DE DENTRO. Cada um é uma espécie, uma lei em si mesmo, e não importa quanto estudamos, nunca podemos dizer o que alguém fará em um determinado caso, sabendo como outro agiu. Nem podemos escrever a biografia de uma rosa, ou de um leão. Apenas um ser humano, cuja vida é diferente de todos os outros, pode ser assim esboçado.

Assim, a supremacia mental e moral do ser humano sobre os animais e os reinos inferiores se deve ao fato de que ele é um ego individual, habitante, conhecendo a si mesmo como “EU SOU”, uma denominação não aplicável a um animal. O ser humano é capaz de iniciar a ação de dentro por um “EU QUERO”, enquanto os animais são guiados de fora por um Espírito-Grupo e não têm vontade própria.

4. A existência de órgãos que não são usados por seus possuidores

Aqui também os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental é mais abrangente e explícito que o ocultismo oriental. Distingue-se entre:

  1. Partes que estão atrofiando porque deixaram de ser úteis, como os músculos que movem a pele e as orelhas em animais. Estes estão presentes no ser humano, mas não utilizados.
  2. Órgãos como a Glândula Pineal e o Corpo Pituitário, que desempenharam um papel importante na nossa evolução passada, e embora dormente agora estão destinados a desempenhar uma parte ainda maior no futuro.

Durante o período de involução, quando o ser humano estava construindo seus Corpos e estava em contato mais íntimo com os Mundos espirituais do que agora, esses órgãos eram veículos de consciência por meio dos quais ele entrava em contato com os mundos internos que eram, então, tão reais para ele quanto o mundo físico é hoje. Mas à medida que mergulhava mais profundamente na matéria e começava a focalizar sua consciência aqui, esses órgãos eram um obstáculo, pois por meio deles sua atenção era desviada da obra do Mundo Físico. Por isso ficaram adormecidos. O ser humano, no entanto, evolui em espiral, e à medida que ele se eleva para cima, esses centros tornar-se-ão novamente ativos para lhe permitir recontatar os Mundos espirituais. Portanto, eles não se atrofiaram como teriam feito se seu propósito tivesse sido inteiramente servido.

Depois de muitos anos de estudo das glândulas de secreção interna, o Dr. C. E. de Sajons publicou um profundo tratado sobre o Corpo Pituitário, onde ele mostra que este órgão exerce um controle central sobre todo o nosso organismo físico; que, em vez de ser um órgão rudimentar ou atrofiado, como os fisiologistas têm afirmado há muito tempo, serve como ponto de controle sobre o Corpo. O sistema nervoso simpático, as secreções vitais da Glândula Tireoide e as Suprarrenais são reguladas por conexão direta com o Corpo Pituitário, bem como o trato digestivo e os nervos vasodilatador e vasoconstritor. Estas declarações científicas sobre a importância do Corpo Pituitário para o nosso sistema físico são especialmente interessantes à luz dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental sobre a função futura deste órgão.

  1. Órgãos ainda não completamente desenvolvidos

O coração pertence a esta classe. É um músculo involuntário, mas é investido com as listras transversais peculiares aos músculos voluntários, e estas listras transversais tornar-se-ão mais e mais fortes, como o Ego ganha o controle sobre este órgão. Todos os músculos são a expressão do Corpo de Desejos, e quando o ser humano evolui os desejos espirituais e cresce em poder espiritual, o coração se tornará um músculo voluntário e a circulação do sangue passará sob controle voluntário. Então, ele terá o poder de reter o sangue das áreas do cérebro dedicadas a propósitos egoístas e dirigi-lo para outros centros dedicados a ideais altruístas.

O Mistério do Sangue

Nas escrituras cristãs as doutrinas seguintes recebem grande destaque:

  1. Contaminação do sangue por geração.
  2. Limpeza do sangue por “Re-generação”.

A doutrina do sangue é escrita em todas as páginas da Bíblia desde Gênesis até o Apocalipse. É inegável que o sangue é a base de todas as formas com vida senciente; mas até onde a escritora tem sido capaz de aprender, o ocultismo oriental não tem uma palavra sobre esse assunto importante. Os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, por outro lado, lança uma luz sobre o “Mistério do Sangue” que esclarece muitos dos problemas mais intrincados da vida. Tais Ensinamentos apresentam várias ideias extensas e profundas sobre o sangue. Eles denominam o sangue de “terreno vantajoso do espírito”, o veículo direto e individual pelo qual o ser humano, por meio do seu calor, controla e dirige seu corpo físico.

Quando o ser humano entrou no reino humano e estava desenvolvendo sua individualidade, o controle sobre suas ações foi, em certa medida, exercido pelo ESPÍRITO DE RAÇA, que, de uma maneira um tanto análoga ao controle do Espírito-Grupo sobre o reino animal, manteve o domínio sobre eles preservando a pureza do sangue tribal ou familiar; quanto mais íntimo o entrelaçamento de sangue pelo casamento no clã, casta ou tribo, mais forte o poder do Espírito de Raça. Como o sangue é o veículo do Ego, o portador de seus sentimentos e emoções e o gravador de sua memória, o entrelaçamento do sangue da família teve o efeito de reproduzir as imagens mentais dos pais em seus descendentes, que se viam nessa Memória da Natureza, através de uma longa linhagem de antepassados. Os acontecimentos na vida de seus antepassados ​​assim pareciam ter acontecido a si mesmos. Foi através dessa consciência comum ou memória que se disse que um indivíduo viveu muitas gerações. Quando lemos que Adão viveu 900 anos e os patriarcas viveram durante séculos, significa que eles não viveram tanto tempo, mas que seus descendentes se sentiram como Adão, Matusalém, etc., porque o sangue ancestral, transmitido diretamente através de casamentos dentro da tribo, clã ou nação, era o armazém de toda a experiência, e carregava os retratos da memória da vida destes patriarcas. Assim, certas faculdades e traços foram construídos e o tipo fortalecido até que a humanidade pudesse caminhar com seus próprios pés, sem o auxílio do espírito da família ou da raça. Nos princípios da evolução do ser humano na busca do estado de consciência de si mesmo, ele viveu sob o reinado da lei, que submeteu o indivíduo à nação, tribo ou família.

Há evidências de que os primeiros judeus tinham um ensinamento especial sobre o sangue, como mostrado no versículo 14 do capítulo 17 do Livro de Levítico, onde foram proibidos de comer o sangue porque a “alma de toda a carne está no sangue”. Entre eles, o Espírito de Raça era mais forte do que o indivíduo, pois todo judeu pensava em si próprio primeiro como pertencente a uma certa tribo ou família, e seu maior orgulho era ser “semente de Abraão”.

Os Semitas originais foram os primeiros a desenvolver o livre arbítrio. Em certa medida, romperam com o Espírito da Raça ao se casarem com outras tribos, e essa introdução de sangue estranho interrompeu a consciência comum que compartilhavam com seus antepassados ​​e que foi substituída pela consciência individual. Mas por esse ato, também, gradualmente perderam a chamada “segunda visão”, mantida até hoje por muitos escoceses que se casam dentro do clã.

O grande significância da Religião Cristã reside no ensinamento de que Cristo veio preparar o caminho para a emancipação da humanidade da influência do Espírito de Raça e unir a multiplicidade das raças numa fraternidade universal; para substituir o reino da lei pelo reino do amor e auto sacrifício; para incutir na nova raça o ideal da AMIZADE UNIVERSAL, um ideal que acabará por nivelar todas as distinções e trazer paz sobre a terra e boa vontade entre os seres humanos. Ele trouxe uma espada por causa da paz final, pois o Reino de Deus só poderá ser construído depois que o reino dos homens seja destruído – o Reino de Deus, que é construído DE DENTRO mediante o livre arbítrio do ser humano como um indivíduo auto-governante, cooperando com a vontade divina.

O ser humano está construindo em todos os Mundos e, apesar de, às vezes, parecer que ele está apenas construindo para o eu separado, existe no mundo atual um ideal de amizade e altruísmo que era pouco conhecido nas civilizações antigas. Através desta expressão de altruísmo, o ser humano está evoluindo para a perfeição de seu CORPO VITAL, QUE É A MAIOR EXPRESSÃO DO SANGUE. Este veículo é também o assento da memória e está correlacionado com o Espírito de Vida unificador. Os corpúsculos sanguíneos dos animais inferiores são nucleados, e esses núcleos são a base para a atuação dos Espíritos-Grupo, que controlam cada espécie por meio  desses centros de vida. Quando a individualidade evolui, os núcleos desaparecem, como nos mamíferos superiores que estão se aproximando da individualização. No feto humano os corpúsculos sanguíneos são nucleados durante as primeiras semanas, enquanto a mãe trabalha no corpo; mas estes, o Ego, que renascerá nesse corpo, desintegra esses núcleos, quando toma posse de seu corpo como um indivíduo, pois não pode haver outro princípio governante onde o espírito é residente. Assim, o sangue de cada ser humano é diferente do sangue de qualquer outro indivíduo, fato esse que logo será descoberto pela ciência. Nos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental nos é ensinado que o Corpo Vital será nosso veículo mais denso no próximo ciclo ascendente, portanto a necessidade de seu desenvolvimento apropriado é prontamente necessária. Os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental fornecem explicações claras sobre os Éteres constituintes do Corpo Vital, suas funções no desenvolvimento do ser humano e a relação do desenvolvimento do Corpo Vital com a segunda vinda de Cristo. Inclui instruções para esse desenvolvimento, purificando o sangue, e este método é adequado à Mente e ao Corpo que evoluímos sob os ideais modernos e progressistas do Ocidente. É um MÉTODO OCIDENTAL PARA POVOS OCIDENTAIS; portanto, é seguro e certo, como a escritora sabe por experiência.

À medida que estudamos mais de perto esses ensinamentos maravilhosos, podemos entender o intrincado problema do sangue racial que tem desempenhado um papel tão importante na história do mundo e na perpetuação de ideias familiares, tribais e nacionais. A ciência ainda está procurando seu significado; reconhece o fato de que a transfusão de sangue de um animal de uma espécie superior para um de espécie inferior mata o último (hemólise). Contudo, os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental explica que à medida que a humanidade evolui para a estatura divina, a mistura do sangue humano se tornará impossível. Em uma idade distante, a propagação da raça não será mais necessária, pois o ser humano terá aprendido a criar a partir de dentro de si, PELA PALAVRA. Ainda hoje o ser humano está construindo um Corpo mais sutil e melhor do que no passado, mais flexível, mais adaptável; ele está aprendendo a conhecer suas funções e está começando a se libertar da influência cristalizadora do sangue racial e a se tornar um cidadão do mundo.

O Mistério do Sexo

Os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental também dão a solução do problema do sexo e seu propósito. “O próprio Ego, ao contrário da ideia geralmente aceita, é bissexual”. Essa dualidade não se manifesta como sexo nos mundos internos, mas como vontade e imaginação, representando as forças solar e lunar, respectivamente. Durante a época em que a Terra estava dentro do Sol “as forças solares abasteciam o ser humano com todas as substâncias necessárias, e ele, inconscientemente, irradiava o excedente para o propósito da propagação”. Mas quando o Ego começou a habitar dentro do corpo e a controlá-lo, foi necessário usar parte dessa força criadora para construir um cérebro e uma laringe para que o ser humano pudesse ser equipado com instrumentos para a auto expressão.  À medida que o corpo físico se tornava ereto, a dupla força criadora foi dividida, uma parte sendo dirigida para cima para construir o cérebro e a laringe e a outra para baixo para construir os órgãos que servem para a procriação. Como resultado dessa mudança, apenas uma parte da força essencial para a criação de outro corpo estava disponível em cada indivíduo e a cooperação de outro se tornou necessária para a propagação. Assim, o ser humano obteve a consciência do cérebro ao custo de metade de seu poder criador, mas ganhou um instrumento com o qual ele poderia criar no Mundo do Pensamento, nos domínios da música, poesia e arte e entrar na herança da beleza do mundo; e se por esse ato seus olhos foram abertos ao conhecimento da morte, dor e tristeza, eles também foram abertos ao conhecimento de sua própria divindade e ao conhecimento da lei do sacrifício, amor e serviço. O ocultismo oriental ensina o fato da separação em sexos, mas os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental MOSTRAM O PROPÓSITO DA SEPARAÇÃO.

O Mistério da Mortalidade Infantil

Os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental também têm uma explicação lógica para a mortalidade infantil, que provocado tanta tristeza e sofrimento ao mundo; é realmente uma ação misericordiosa da lei beneficente que previne uma calamidade maior ainda. Uma compreensão do funcionamento dessa lei nos mostrará como podemos prevenir essa anormalidade e nos salvar do incidente de sofrimento da partida prematura desses raios de sol muito amados, os quais, aliás, frequentemente deixam nossa terra fria e desolada.

Imediatamente após a morte o panorama da vida que acaba de finalizar passa diante do espírito. Pela contemplação, o panorama é gravado no Corpo de Desejos, e quando o Ego entra no Mundo do Desejo, ele sente, de uma forma incompreendida por nós neste presente estado, os erros da vida passada, enquanto passa pelas cenas onde fez algo de errado. Isto é o Purgatório, e com o sofrimento a alma tece a CONSCIÊNCIA para se proteger de maus atos em vidas futuras. Ele também goza as virtudes com uma intensidade inacreditável das boas obras feitas na vida passada. Isto é o Primeiro Céu, e por meio dessa alegria vem o incentivo para viver até IDEAIS ainda maiores no futuro. Assim, o Espírito colhe os frutos de consciência e de aspiração elevada da contemplação imperturbável e do panorama, imediatamente após a morte.

Quando essa contemplação é perturbada, como no caso de morte no campo de batalhas, ou por fogo, afogamento ou outros acidentes, as circunstâncias angustiantes fazem com que seja impossível para o espírito que possa dar a devida atenção ao panorama revisto da vida passada. Esse é também o resultado quando explosões histéricas de familiares agem de forma igualmente desconcertantes. Em tais condições a gravação no Corpo de Desejos é fraca, e consequentemente as sensações de alegria e tristeza não são sentidas com o entusiasmo na existência post-mortem para gerar a consciência, e que servirá para guiar o espírito em sua próxima vida na terra, ou ideais para encorajá-lo adiante. Semeou, mas não colheu; a vida foi vivida em vão, e em sua próxima vida na Terra o ser humano ainda estará sujeito aos vícios da vida que acabou de passar; as virtudes adquiridas na vida anterior teriam que ser trabalhadas novamente. Assim, o Espírito seria lançado ao mar da vida como um navio sem bússola para guiá-lo em seu refúgio de descanso, e seria condenado a uma vida à deriva e sem rumo. Estranho como possa parecer, a mortalidade infantil, sob tais circunstâncias, foi desenhada pela bondade amorosa de Deus, para evitar essa calamidade causada pela selvageria, descuido ou falta de consideração, e dar ao espírito entrante um começo justo na vida. O método para atingir esse objetivo é o seguinte:

Em seu caminho para o renascimento o espírito recolhe material para sua nova Mente, Corpo de Desejos, Corpo Vital e Corpo Denso. Como o período de gestação precede ao nascimento do Corpo Denso, assim acontece com as vestes mais finas. O nascimento do Corpo Vital, aos sete anos, inaugura o crescimento rápido; do Corpo de Desejos, aos catorze anos, traz a adolescência e emerge a idade emocional; e aos vinte e um anos, quando a Mente nasce, a razão ilumina o caminho para subjugar as emoções e guiar-nos pela vida.

O que não nasceu também não pode morrer; e quando um Corpo Denso de uma criança morre antes da idade da adolescência, a gestação do Corpo de Desejos será completada no Primeiro Céu, uma parte do Mundo do Desejo (chamado de “Terra do Verão” por alguns) onde os ideais nobres e a aversão ao mal são instilados por professores devotados. Ali são ensinadas às crianças a moralidade superior, enquanto ficam engajadas em brincar com cores e brinquedos vivos tão lindos, que se pudéssemos vê-los, nós iríamos esquecer nosso sofrimento e agradecer a Deus por Sua bondade. Após alguns anos esses sortudos, muitas vezes, renascem na mesma família, mais nobres do que eles seriam se eles não tivessem a experiência resultante de uma morte na infância.

O Ocultismo Oriental nos diz que não devemos lamentar por aqueles que passam, porque o nascimento é tão certo para os que morrem como a morte é para os que nasceram. Isto é verdadeiro, mas é tão frio como o ocultismo em si. A mortalidade infantil é tão triste, aparentemente é uma anormalidade da natureza, que desejamos um raio de esperança para confortar nossos corações doloridos quando o Anjo da Morte toma o sol de nossos lares. Os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental falam para o Coração e a Mente igualmente; nos mostram uma lei trabalhando para o bem, para corrigir nossos erros; iluminam o caminho do sofrimento com um raio de esperança, e nos mostram como podemos nos salvar desse sofrimento em vidas futuras, abolindo a Guerra, cuidando para evitar acidentes, e sendo atenciosos com a partida de amigos na hora de sua morte, não os distraindo com lamentações egoístas.

Os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental dão inestimáveis instruções no cuidado dos moribundos e mostram como podemos ajudá-los, na hora da passagem, a realizar o maior crescimento de alma possível da vida que acaba de terminar. Portanto, esses ensinamentos são de benefício prático em cada contingência da vida e da morte.

O Mistério da Morte

Embora a ideia de que a morte é apenas um deslocamento de atividades deste Mundo Físico para Mundos mais sutis, o Mundo celestial, é aceita pelos estudantes mais sérios, os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental explica o funcionamento da lei natural, em relação à duração da vida terrena e ao colapso do Corpo Denso. O ser humano constrói o arquétipo de seu Corpo Denso no Mundo Celestial. Este arquétipo é, naturalmente, construído de acordo com suas capacidades inerentes. Às vezes, uma vida se prolonga para além da duração normal, quando os Seres Compassivos percebem que ela pode colaborar mais, mas de modo geral o arquétipo persiste até que a vibração, iniciada no nascimento, cesse.

Quando a vida física chega ao fim, a ascensão do Espírito é retardada pela matéria do desejo que se agarra a ele, depois que o Cordão Prateado foi rompido. A partir disso, ele procura se libertar por força centrífuga, seguindo a mesma lei natural pela qual um Planeta se liberta da parte que está se cristalizando em si mesmo. Então, primeiramente, a matéria mais inferior do Corpo do Desejos é descartada. Ela é eliminada pela força centrífuga da PURGAÇÃO, que arranca o mal e permite que o espírito ascenda às regiões superiores, que constituem o Mundo celeste. Nessa conexão, o ensinamento mais importante dado é a necessidade de gravar corretamente o panorama da vida passada no Corpo de Desejos, para que o Ego possa ver seus sucessos e seus fracassos, onde era forte e onde era fraco; para que ele possa ver o propósito da dor e o caminho que leva à sua erradicação. Cada geração, ao ascender ao Mundo celeste, canta um cântico de suas realizações que ela fez na Terra. Assim, cada uma entoa um canto diferente na harmonia de nossa esfera, e da mesma forma que sementes quando colocadas sobre uma placa de vidro são organizados de maneira diversas, quando tons definidos fazem a placa vibrar, assim estas variações na canção mundial são as causas que mudam o clima, a flora e a fauna terrestre. Se fôssemos aplicados durante a nossa vida anterior, ao chegarmos ao Mundo celeste, cantaríamos sobre uma terra de abundância, e seria isso que nós encontraríamos quando retornassem.  Se negligenciarmos a nossa terra e passarmos nosso tempo na especulação metafísica, nossa canção no Mundo celeste será muito diferente, e quando retornamos à vida terrena, nos encontraremos em uma terra de fome, inundação e desolação. Todas as coisas no céu e na terra são governadas pela Lei de Consequência, que é imutável e  que mantém o equilíbrio do mundo.

O Cristo do Ocidente não é o Cristo do Oriente

Enquanto os pontos anteriores são importantes para mostrar os conceitos superiores dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental em relação aos do ocultismo Oriental, eles se tornam insignificantes em comparação com as diferenças entre os dois ensinamentos referentes ao Cristo, a Sua identidade, a Sua missão, e a natureza do Seu advento. Sobre este ponto importante, diz Edith Ward em The Occult Review[4], há uma diferença tão radical e irreconciliável ​​que ambos não podem ser, simultaneamente, verdadeiros. Ela chega a esta conclusão comparando o Livro Conceito Rosacruz do Cosmo, de Max Heindel, com os escritos de um líder da principal sociedade que promulga o hinduísmo entre os povos do Ocidente.

Até novembro de 1909, quando o Conceito Rosacruz do Cosmo foi publicado, esta sociedade tinha muito pouco a dizer sobre um Cristo; mas desde então eles têm feito disto uma característica. Em um de seus livros mais recentes, seu líder afirma que as vidas de Cristo sempre tiveram uma relação muito estreita com os membros mais dedicados desta sociedade. Jesus é dito ter recentemente renascido como um hindu, e no momento está à cargo desse líder, que afirma estar preparando-o para o governo espiritual do mundo.Nós não temos nenhuma discussão com aqueles que acreditam nisso. É contrário à política da Fraternidade Rosacruz falar de forma depreciativa de pessoas de outra crença ou burlar de suas crenças sinceras; mas reivindicamos o direito ético de comparar os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, que está em pleno acordo com as escrituras cristãs em que acreditamos, com os Ensinamentos da escola do Oriente, que tem o propósito de mostrar que o Cristo a quem todos os cristãos procuram por luz e esperança NÃO é o Cristo proclamado por esta sociedade.Com esse objetivo há referências mais volumosas, mas a seguinte será suficiente. As letras “X” e “Z” são usadas para designar duas citações de escritores da escola do Oriente.De acordo com “X”, afirma-se que “quando chegou o momento em que era esperado que a humanidade estivesse pronta para cuidar de si mesma, os mais avançados que haviam alcançado o estágio de adeptos eram dois amigos ou irmãos cujo desenvolvimento tinham o mesmo grau. Estes foram Lord Gautama e Lord Maitreya. O primeiro foi quem atingiu o estágio primeiro, o outro o seguiu, porém, centenas de anos mais tarde …. Buda cedeu seu cargo de governante da Religião e educação para Lord Maitreya, a quem o povo ocidental chama de Cristo, e que tomou o corpo do discípulo Jesus, durante os últimos três anos de sua vida no plano físico …. Senhor Maitreya teve vários nascimentos antes de ter o ofício que possui agora”. “Z” traça uma linha semelhante de nascimentos -“O Senhor Maitreya, no devido tempo, apareceu como Shri Krishna, e faleceu em idade adulta precocemente, voltando para sua casa no Himalaia. Então ele veio novamente, usando o corpo de seu querido discípulo, Jesus, o hebreu, e por três anos brilhou na perfeita ternura de Cristo…. e agora novamente nós estamos esperando, por Sua vinda”.Mas que essas pessoas não esperam o Cristo dos Evangelhos, ou do mundo cristão e dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental é um fato que se há de se cuidar de imprimir sobre seus leitores, como se segue:“Z” Escreve:“Ao considerar o retorno do Cristo quero distinguir claramente entre o Cristo dos evangelhos e a quem eu me refiro. Tudo o que eles têm em comum é o nome Jesus…. É necessário enfatizar o fato que o Jesus, cujo imediato retorno eu espero, não pode de forma alguma ser confundido com o seu Cristo …. Se você permanecer fiel em suas escrituras – cuja autenticidade eu nego – eles irão protegê-lo contra …. confundindo o profeta cujo imediato retorno proclamo e o Cristo dos Evangelhos”.“X” diz:“Quando examinamos através da clarividência a vida do fundador do Cristianismo…. nós não encontramos vestígio dos doze Apóstolos…. O autor dos evangelhos parece ter concebido a ideia de lançar alguns dos grandes fatos da iniciação em um forma narrativa e misturando-os com alguns pontos fora da vida do Jesus real, que nasceu 105 a.C”.Com isto “Z” concorda:“Sua fé na sua divindade surge de sua fé na história de sua vida, como registrado por seus discípulos. Mas tanto quanto eu sei, estes Discípulos nunca existiram, e a história de sua vida, e a deles é uma criação da IMAGINAÇÃO…. o Cristo a quem me refiro…. viveu na terra cerca de um século antes do tempo que se supõe que esses eventos ocorreram na Palestina, mas não foi assim”.Não parece estranho que escritor a que repudia as escrituras Cristãs e qualifica a história de Cristo e Seus Apóstolos como uma invenção da imaginação, exclama pateticamente como segue, o motivo pelo qual o novo Cristo é repudiado por muitos membros de sua sociedade:“Será que a história irá se repetir e a história da Judeia, de Jerusalém, e até mesmo do calvário mais uma vez acontecerá?”.Como pode repetir-se algo que nunca aconteceu? E não é estranho que um líder que faz uma campanha mundial repudiando o Cristo do Mundo Ocidental e das escrituras Cristãs e que anuncia outro Cristo, assumindo dizer:“Eu quase nada sei deste Jesus, cujo retorno eu prevejo”.Não é estranho que alguém que diz sem rodeios e sem reservas, “Eu não sou um Cristão”, deveria ter sido confiada a grande missão de proclamar o retorno de Cristo?Deixe o leitor responder a estas perguntas e ele pensar nas evidências dos méritos. Mas nós acreditamos, ou melhor, nós sabemos que o Cristo de todos os Cristãos devotos e crentes é totalmente diferente do anunciado pelos novos líderes da escola oriental do ocultismo.

O Cristo do Ocidente

Os ensinamentos da Sabedoria Ocidental fornecem uma descrição abrangente da cosmogênese. Três grandes Períodos evolutivos precederam nosso estado atual. O Pai é o Iniciado mais elevado do primeiro ou do Período Saturno. O Filho (Cristo) é o mais elevado Iniciado do segundo ou Período Solar, e Jeová é o mais elevado Iniciado do terceiro ou Período Lunar.

Sob o regime de Jeová e seus Anjos a separação dos sexos ocorreu e também uma divisão da humanidade em tribos e nações. A natureza do desejo era desenfreada, e por isso as Leis foram dadas, e “o temor do Senhor” foi colocado contra “os desejos da carne”. Todas as Religiões de Raça foram concebidas por Jeová, cada uma adaptada à nação particular a quem foi dada. Todas essas formas de culto se destinavam a preparar a humanidade para o reinado de Cristo, cuja missão é nos emancipar do Estado de direito, segundo o qual tudo é pecado; substituindo pelo reino do Amor, onde tudo servirá.

Jeová trabalhou na Terra e na humanidade, DE FORA, da mesma forma que os Espíritos-Grupo trabalham com os animais. Mas há 2.000 anos, no Batismo, o Espírito de Cristo tomou os Corpos Denso e Vital de Jesus e até a tragédia no Gólgota, quando entrou na Terra e tomou posse como Espírito planetário. Imediatamente Cristo começou a purificar o Mundo do Desejo, que estava repleto de brutalidade e do egoísmo gerados sob a Lei, e também a irradiar o amor e o altruísmo, que permeia, lenta e seguramente, o Mundo. Assim, com o tempo, certamente veremos  “paz na terra, boa vontade entre os homens”[5].

Mas o Grande Sacrifício SOMENTE COMEÇOU no Gólgota; o Cristo ainda está “gemendo e trabalhando”, e deve continuar a fazê-lo “até o dia da manifestação dos Filhos de Deus[6], o dia em que teremos evoluído o suficiente para guiar o nosso próprio Planeta em sua órbita e cuidar dos nossos irmãos mais fracos. Não esqueçamos que podemos acelerar ou retardar o dia da Sua vinda pelos tipos de vidas que vivemos. Se vivemos para o Mundo, prolongamos a Sua prisão e agonia; e, portanto, se deve observar sua última admoestação, para que tudo o que fazemos, seja feito EM MEMÓRIA DELE; pois então estaremos trabalhando para liberá-Lo, acelerando assim o tempo em que O encontraremos “no ar”, à medida que Ele for saindo do centro da Terra em direção à superfície e, então, para o Sol, de onde Ele veio.

O trabalho da raça ariana é a evolução da razão; conseguiu bem cumprir esse propósito. Mas, doravante, a humanidade deve aprender a iluminar a sua razão pela luz interior do espírito e unir o seu CONHECIMENTO CEREBRAL com o conhecimento do CORAÇÃO. Deve aprender a iniciar por meio de seu próprio livre arbítrio toda ação de dentro, e essa ação deve resultar em Serviço.

Foi dito que a “a flor da Religião sempre foi dada para a flor da humanidade”, e que religiões mais gloriosas ainda estão por vir. No entanto, o mundo de hoje está apenas começando a ter fracos vislumbres da elevada missão de Cristo, que é elevar a humanidade para a realidade vivente da FRATERNIDADE UNIVERSAL.

Nos Ensinamentos de Mistérios Atlante, registrado no Antigo Testamento, descobrimos que o ser humano, por sua própria liberdade, comeu da “Árvore do Conhecimento”, que trouxe dor e morte ao Mundo e, como resultado, ele foi “expulso do jardim de Deus, vagou pelo deserto do mundo”[7]; que Deus, por piedade, fez uma aliança com o ser humano; que um Tabernáculo foi construído, dentro do qual foi colocada a Arca, simbolizando o espírito humano, que nunca morre; que os bastões da Arca nunca foram removidos, para que o ser humano, um peregrino, nunca descanse até alcançar, por sua própria vontade, o objetivo humano. Dentro desta Arca estava o “pote de maná dourado”, MAN, caído do céu, juntamente com uma declaração de leis divinas que ele deve aprender em sua “peregrinação pelo deserto da matéria”; havia, também, o “bastão mágico” de Aarão, o símbolo do poder espiritual, que está dentro de cada um, exortando-o a caminhar para Templo Místico de Salomão[8]. No Antigo Testamento é detalhada a descendência do ser humano que desceu do céu, suas transgressões aos mandamentos de Jeová, que o orientaram e o guiaram com dor e tristeza pelo deserto da matéria em direção ao reino da paz, que será conduzido por Cristo.

O mundo já começou a viver os ensinamentos internos do Cristianismo, mas de maneira bem parcial; apenas ligeiramente começou a entender seu significado; ainda que lenta, mas seguramente, estamos a caminho do próximo ciclo de progresso, a grande Sexta Época, da qual Cristo deve ser o líder, uma Época que congregará toda a humanidade, seja “Filhos de Caim” ou “Filhos de Seth”, para trabalhar em harmonia no Reino de seu Senhor; a Época que os raios da Rosacruz derramarão a luz do entendimento sobre todas as instituições dos seres humanos, de modo que toda diferença se transformará em serviço amoroso e desinteressado para o bem de todos, e a amizade unirá as almas dispersas no Reino de Cristo. Quando Ele aperfeiçoar completamente a unificação do Reino, Ele o cederá ao Pai, conforme indicado na Bíblia.

Nos Ensinamentos de Mistérios Ocidental é revelada a missão de Cristo, que veio mostrar e preparar o caminho para o Seu Reino e que não só os atrasados podem ser elevados, mas que todos os que estão prontos para entrar na senda reta e estreita podem encontrar a Luz e o Caminho. Já não é Ele “o que virá”, mas o ÚNICO QUE VOLTARÁ. NUNCA APARECERÁ NOVAMENTE EM CARNE – pois, como disse São Paulo, a carne não pode herdar o Reino – mas em CORPO-ALMA. Quando a humanidade evoluir a consciência etérica poderá encontrá-Lo “no ar”. Mas “daquele dia e hora,  ninguém conhece, nem mesmo os Anjos que estão no céu, nem o Filho, mas o Pai”. Então, a Lei que foi dada por Moisés será substituída pela “graça e verdade que veio por Jesus Cristo[9], e a humanidade que surgiu no seu curso designado testemunhará como filhos legítimos de Deus que é possível obedecer ao comando divino: “Sede perfeitos, assim como o vosso Pai Celestial é perfeito”[10].

CONCLUSÃO

Nas páginas anteriores, abordamos, um pouco, a riqueza da sabedoria encontrada nos Ensinamentos do Mistério Cristão difundidos por meio da Fraternidade Rosacruz. Mas foi suficiente para convencer qualquer pessoa familiarizada com o ensino do ocultismo oriental e que esteja aberta à convicção. Embora ambos contenham as mesmas grandes verdades básicas comuns a todas as religiões, antigas e modernas, estão muito longe de ser O MESMO e que os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental está tão longe do ocultismo oriental como BUDA, a luz da ÁSIA, ESTÁ DISTANTE DO NOSSO GLORIOSO CRISTO, A LUZ DO MUNDO, cuja chegada assistimos e oramos.

Fim de

Cristo ou Buda?

[1] N.T.: do poema: The Present Crisis de James Russell Lowell (1819–1891)

[2] N.T.: do capítulo XV – Cristo e Sua Missão do Livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel

[3] N.T.: Gorilas, Orangotangos, Chimpanzés e Bonobos são os antropoides superiores.

[4] N.T.: The Occult Review foi uma importante revista britânica que existiu de 1905 até 1951 com Ralph Shirley como editor, este que foi vice-presidente do Instituto Internacional de Investigação Psíquica. A revista foi chamada por algum tempo como The London Forum. A descrição da revista dizia “ Revista mensal devotada a investigação do sobrenatural e o estudo de problemas psicológicos.”.

[5] N.T.: Lc 2:14

[6] N.T.: Rm 8:19

[7] N.T.: do Livro Maçonaria de Catolicismo – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz

[8] N.T.: Veja mais sobre a simbologia do Tabernáculo do Deserto no livro Iniciação Antiga e Moderna – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz.

[9] N.T.: Jo 1:17

[10] N.T: Mt: 5:48

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Benjamim – Palavra-chave: Paciência

Benjamim

Palavra-chave: Paciência

Benjamin era o mais aventureiro de todos os filhos de Pintadinha. Ele lhe causava realmente muita ansiedade, embora não tivesse essa intenção, naturalmente. Mesmo quando era um pintinho fofo e redondo, já se perdia fora de seu viveiro. Começava com uns gritinhos agudos de “Piu-piu-piu”, que queria dizer:

– Estou perdido, estou perdido.

Como só ia até ao lado de fora do galinheiro, Pintadinha podia ouvir seu chamado e cacarejava:

– Có, có, estou aqui, Benjamin, estou aqui.

Assim, aprendeu a confiar em sua mãe, mas não aprendeu a cuidar de si mesmo.

Perdia-se várias vezes em um dia e, no dia seguinte, a mesma coisa acontecia. Era mesmo bom que Pintadinha tivesse bastante paciência com ele, não era?

Algumas vezes, Benjamin corria para outra galinha pensando que era sua mãe. Porém, logo descobria o engano, ao ganhar uma boa bicada. Essa era a maneira das galinhas puxarem as suas orelhas e o mandarem de volta à mãe.

O quintal em que Benjamin vivia era cercado por uma tela de arame. Em alguns lugares havia buracos na tela, suficientemente grandes para permitir a passagem de um pintinho. Pintadinha avisava os filhos para nunca se aventurarem fora da tela, pois havia muito perigo lá fora. Benjamin não era realmente travesso ou desobediente, mas um dia, quando estava perseguindo um besouro, atravessou um buraco na tela sem mesmo saber o que estava fazendo. Depois, quando percebeu onde estava, olhou ao redor com muita surpresa. Ele achou o lugar muito bonito e, como não visse nada que lhe parecesse perigo, pensou que Pintadinha havia se enganado.

Encontrou uma quantidade tão grande de gafanhotos para perseguir que se divertiu muito, embora fosse difícil apanhá-los. Correu e correu até ficar exausto. Quando estava quase conseguindo um gafanhoto, este voava com um farfalhar de asas e Benjamin tinha que correr atrás de outros.

Finalmente, decidiu voltar para casa e descansar sob as asas de Pintadinha. Mas onde estava sua casa? Onde estava Pintadinha? Alarmado, ele levantou sua cabeça e gritou: “Piu, piu!”. Ficou escutando, mas nem um som ouviu em resposta. Nenhum “Có, có” de boas-vindas da mãe dele. Ficou nas pontas dos pés, esticou seu pescoço e chamou, chamou, chamou até ficar rouco, mas em vão. Começou a correr, a correr em todas as direções. Suas perninhas doíam de tanto correr, mas não conseguiu achar sua casa.

– Oh, se achar o caminho de minha casa, nunca mais serei descuidado, prometeu a si mesmo. Depois piou novamente: Estou perdido. Oh! Mamãe, onde está você?

Nesse instante, Benjamin ouviu um barulhinho no capim e viu uma grande cobra rastejando. Nunca vira uma antes, mas tinha certeza de que não era uma minhoca. Deve ser perigosa, pensou, assim correu o mais rápido possível, soltando gritos de medo. Ficou novamente na ponta dos pés e soltou um grito desesperado de socorro.

A sombra de um gavião voando baixo sobre sua cabeça projetava-se ao longo do gramado. Foi bom para Benjamin que Pintadinha tivesse ensinando muito bem seus filhos a se esconderem de coisas que voavam. Escondeu-se dentro de um arbusto, chorando baixinho e tremendo de medo. Depois de algum tempo, saiu do esconderijo, gritando novamente pela mãe.

O Sol já se punha e logo chegaria a noite. Como poderia ficar ali sozinho, naquele campo enorme? Só de pensar nisso tremia de frio e medo. Caminhou sem rumo, por um longo tempo, tropeçando em galhos e pedras por estar muito cansado e fraco, soltando a cada momento um grito desesperado:

– Mamãe estou perdido, estou perdido. Oh, Mamãe, onde está você?

Já estava para desistir quando pareceu ouvir, à distância, a voz da mãe dele. Ficou à escuta. Sim, tinha certeza. O “Có-có” da mãe era a música mais linda para o ouvido dele. Esqueceu-se o quanto estava cansado e como correu! A cada momento parava e chamava:

– Onde está você?

– Estou aqui, respondeu Pintadinha.

Correu, então, na direção da voz dela. Finalmente, chegou à cerca, mas tão cansado que não conseguiu encontrar o buraco. Pintadinha ficou cacarejando, encorajando-o a não desanimar e finalmente ele encontrou o lugar certo e entrou no quintal. Coitado do pequeno, empoeirado e cansadíssimo Benjamin. Correu para baixo das asas de sua mãe e aninhou-se bem juntinho dos irmãos e irmãs. Que lugar maravilhoso era sua casa! Nunca mais seria descuidado a ponto de perder-se. Nunca se esqueceu da cobra e do grande gavião. Aprendera uma lição que jamais esqueceria.

(Do Livro Histórias da Era Aquariana para Crianças – Vol. V – Compilado por um Estudante – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

RECEITA – Panqueca Rápida de Aveia

PANQUECA RÁPIDA DE AVEIA

 

INGREDIENTES:

 

  • 5 colheres (sopa) cheias de aveia
  • 5 colheres (sopa) de água
  • sal
  • orégano (ou outro tempero que preferir)
  • 2 ovos
  • Fatias de queijo (p/ 3 panquecas não muito grandes)
  • Tomates cerejas (p/ 3 panquecas não muito grandes)

 

MODO DE PREPARO:

 

  • Numa vasilha não muito grande coloque a aveia, a água, o sal e o tempero. Mexa e deixe hidratar por 5 minutos.
  • Coloque os ovos e mexa novamente.
  • Leve pequenas colheradas à frigideira antiaderente e frite a panqueca por alguns minutos, em fogo não muito alto.
  • Coloque o queijo junto com os tomates cortados ao meio.
  • Deixe mais um minuto e dobre como panqueca.

 

É ótima para o lanche da tarde ou mesmo no café da manhã.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Peculiaridades do Éter

Peculiaridades do Éter

O investigador ocultista verifica que o ÉTER apresenta graus de densidade, a saber: Éter Químico, Éter de Vida, Éter Luminoso e Éter Refletor.

O Éter Químico é o meio de expressão das forças que promovem a ASSIMILAÇÃO, o crescimento e a manutenção da forma (e a excreção).

O Éter de Vida é o plano de manifestação das forças que são ativas na PROPAGAÇÃO, ou seja, na construção de novas formas.

O Éter Luminoso transmite poder motriz do Sol ao longo dos vários nervos dos corpos “vivos”, e torna possível o movimento.

O Éter Refletor recebe a impressão das imagens de tudo o que existe, vive e se move. Grava, também, todas as variações, de modo semelhante ao filme de uma câmara cinematográfica. Nesse “registro” os médiuns e psicômetras podem ler o passado, baseados no mesmo princípio em que, sob condições adequadas, os filmes são reproduzidos uma e outra vez.

Temos falado do Éter como um meio, ou caminho, de forças, palavras que não transmitem um significado exato para as Mentes em geral. Mas, para um investigador ocultista as forças não são apenas nomes, tais como: vapor, eletricidade, etc. Ele os percebe como seres inteligentes, de diferentes graus, sejam sub ou supra-humanos. O que nós chamamos “Leis da Natureza” são Grandes Inteligências que guiam seres menos evoluídos, de acordo com certas regras destinadas a adiantar evolução deles.

Na Idade Média, quando ainda havia muitas pessoas dotadas de clarividência “negativa”, falava-se de Gnomos, Duendes e Fadas, que vagavam pelas montanhas e pelos bosques. Esses seres são os “espíritos da terra”. Também se falava das Ondinas, ou espíritos da água, que habitavam os rios e os arroios; dos Silfos que habitavam as névoas dos vales e pântanos, como espíritos do ar; mas pouco se falava das Salamandras, pois são espírito do fogo, não sendo, portanto, tão facilmente descobertas ou acessíveis à maioria das pessoas. As antigas lendas são agora consideradas como superstições, mas, não obstante, uma pessoa dotada de visão Etérica pode mesmo perceber os pequenos Gnomos depositando a verde clorofila nas folhas das plantas, e dando às flores as múltiplas e delicadas tonalidades de cores. Os cientistas tentaram uma vez ou outra dar-nos uma explicação adequada do fenômeno do vento e da tormenta. Mas falharam, e não o conseguirão enquanto procurarem uma explicação mecânica para aquilo que realmente é uma manifestação da Vida. Se fossem capazes de perceber as hostes de Silfos voando de um lado para o outro, “saberiam” quem e quais são os elementos responsáveis pela inconstância do vento; se pudessem observar uma tempestade marítima por meio da Visão etérica perceberiam que a frase: “luta dos elementos” não é uma frase vazia, porque o mar é verdadeiramente um campo de batalha dos Silfos e Ondinas. O ulular da tempestade é o “grito de guerra” dos espíritos do ar. Também as Salamandras se encontram por toda a parte e não há nenhum fogo que possa ser aceso independentemente de seu auxílio. São mais ativas ocultamente, no interior da Terra, tornando-se responsáveis pelas explosões e erupções vulcânicas. As classes de seres que acabamos de mencionar ainda são “sub-humanas”, mas dentro de algum tempo alcançarão um estado evolutivo correspondente ao humano, embora sob circunstancias diferentes das que agora servem para o nosso desenvolvimento. Mas, presentemente, essas maravilhosas inteligências, que nós chamamos “leis da Natureza”, dirigem os exércitos das entidades menos desenvolvidas. Para chegar a melhor compreensão do que são esses diferentes seres, e sua relação conosco, exemplifiquemos: suponhamos que um mecânico esteja construindo uma máquina, e a seu lado um cão o observa. O cão vê o ser humano em seu trabalho e o modo como usa suas diversas ferramentas para dar forma a matéria, e também como a máquina vai lentamente tomando forma, com o emprego dos rudes metais: ferro e aço, latão e outros. O cão é um ser de uma evolução inferior, e não compreende a intenção do mecânico, mas não obstante vê tanto o trabalhador como seu trabalho e o resultado que se apresenta como a máquina. Suponhamos agora que o cão fosse capaz de ver os materiais que lentamente vão mudando de forma, juntar-se e converterem-se numa máquina, mas não pudesse perceber o trabalhador, nem a atividade por ele desenvolvida. Nesse caso, o cão estaria, em relação ao mecânico, em situação idêntica à nossa em relação às grandes inteligências que chamamos “Leis da Natureza” e seus auxiliares, os “espíritos da natureza”.

Nós vemos as manifestações dos seus trabalhos como FORÇA que move matéria de distintas maneiras, mas sempre sob Condições Imutáveis.

No Éter também podemos observar os “Anjos”, cujos corpos mais densos são feitos desse material, assim como o nosso corpo físico é formado de gases, líquidos e sólidos. Esses Seres estão um passo além do estado humano, assim como nós estamos um grau mais avançados sobre a evolução animal. Todavia, nós nunca fomos animais semelhantes aos da atual fauna, mas, em um estado anterior no desenvolvimento do nosso planeta, tivemos uma constituição semelhante à do animal. Naquela ocasião os Anjos passaram pelo estágio “humano”, se bem nunca possuíssem um Corpo Denso como o nosso, nem funcionaram em matéria mais densa do que a Etérica. Algum dia, numa condição futura, a Terra tornar-se-á novamente Etérica; então o ser humano será “semelhante” aos Anjos. Por isso a Bíblia nos diz que o ser humano foi feito “um pouco inferior aos Anjos” (Hb 2:7).

Como o Éter é a passagem das forças vitais e criadoras, e os Anjos são peritos construtores utilizando esse elemento, podemos facilmente compreender que estão exatamente capacitados para ser os protetores das forças propagadoras nos vegetais, no animal e no ser humano. Em toda a Bíblia encontramos os Anjos sendo encarregados desse serviço: dois Anjos se aproximaram de Abraão e lhe anunciaram o nascimento de Isaac; “prometeram” um filho ao homem obediente a Deus. Depois, esses mesmos Anjos destruíram Sodoma “pelo abuso da força criadora” que ali se incorria. Anjos também anunciaram aos Pais de Samuel e de Sansão o nascimento daqueles gigantes do cérebro e dos músculos. À Isabel apareceu o Anjo (não Arcanjo) Gabriel e anunciou-lhe o nascimento de João, e depois apareceu também a Maria com a mensagem de que ela havia sido eleita para conceber a Jesus.

(Revista Serviço Rosacruz – 03/78 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Trabalhando em Harmonia com a Lei

Trabalhando em Harmonia com a Lei

O maravilhoso Poder de Deus, quando uma condição específica se põe a Seu cuidado, já foi comprovado inúmeras vezes. Muitas pessoas creem inabalavelmente nessa verdade porque a testemunharam. Também, se desejamos ser curados de alguma enfermidade, requer-se nossa colaboração para tornarmo-nos merecedores dessa graça.

A fé é indispensável. É o primeiro requisito. Ela deve significar, no edifício da vida, um alicerce seguro, mais sólido do que qualquer granito. A fé consiste na resignação à dor, no sol interno capaz de iluminar a noite escura e profunda das incertezas e da dúvida. Significa estar mais próximo da Divindade do que de nós mesmos, porquanto compreende confiança, humildade e o doce anseio de ser atendido e amparado.

Assim mesmo, é igualmente importante nossa boa vontade para corrigir hábitos arraigados em nosso ser, hábitos esses sempre prontos a retardar a ajuda. Quando alguém procede mal, quando sua vida fracassa, é porque não tem forças para fazer frente a seus problemas. É uma atitude de grande valor moral fazer valer as boas inclinações, ajudando a alguma pessoa necessitada, perdoar uma ofensa, mas sem esperar benefícios em troca. Dessa forma, trabalhando em harmonia com o Universo, aprenderemos também a nos renovar moral e espiritualmente.

Ganhamos energias pondo-nos em sintonia com as forças espirituais.

É de supor-se que quem busca a cura de suas enfermidades está disposto a fazer o possível para colaborar no amoroso trabalho do nosso Pai Celestial. Portanto, se nos negarmos reiteradamente a fazê-lo estaremos sempre perseguindo objetivos contrários aos do Universo, inclusive opostos aos do nosso ser mais íntimo. Todos possuímos não só a capacidade de nos comportar eticamente bem, como a íntima necessidade de fazê-lo. E quem ceda com razoável frequência às suas tendências ao bem, não necessitará, certamente, buscar a autor renovação: esta chegará automaticamente a ele.

Todos nós já tivemos, alguma vez, provas do amor protetor de Deus. Deixemos, pois, que essa Presença interna seja o guia das nossas decisões e atos para, assim, trabalharmos em harmonia com a Grande Lei. Dessa forma atrairemos as pessoas e situações capazes de contribuir para o nosso crescimento espiritual, além do que nosso estado de saúde será um reflexo dessa harmonia.

E agora, em relação ao acima exposto, vem-nos à Mente o pernicioso hábito de fumar. Sabemos que ao eliminá-lo beneficiaremos nosso Corpo Denso. Além disso, a força de vontade posta em ação para dominar o hábito contribuirá decisivamente para o nosso desenvolvimento espiritual.

Por outro lado, se o paciente não coopera nesse aspecto, os Auxiliares Invisíveis ver-se-ão frustrados em seu trabalho, pois as toxinas do tabaco inaladas diariamente anulam o que eles realizam durante a noite. Por essa razão devemos envidar os maiores esforços por manter-nos firmes e constantes em nossa determinação de continuar lutando até vencer a difícil batalha da vida.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 02/85 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Oitava e Nona Bem-Aventuranças

Oitava e Nona Bem-Aventuranças

“Felizes os que forem perseguidos por causa da perfeição, porque deles é o Reino dos Céus. Felizes sois quando vos injuriarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Alegrai-vos e exultai, porque é grande vosso prêmio nos céus, pois assim perseguiram aos profetas que existiram antes de vós” (Mt 5:10-12).

“Felizes sois, quando os homens vos odiarem e quando vos excomungarem, vos ultrajarem e rejeitarem vosso nome como indigno, por causa do Filho do Homem: alegrai-vos e exultai nesse dia, pois grande é vosso prêmio no céu, porque assim seus pais (deles) fizeram aos profetas”. “Mas ai de vós quando vos louvarem os homens, porque assim seus pais (deles) fizeram aos falsos profetas” (Lc 6:22,23,26).

As sete primeiras bem-aventuranças, anteriormente expostas, representam sete passos definidos na cristificação do ser humano. São os meios para a criação religar-se à sua Fonte, como disse São Paulo: “Até que todos cheguemos à unidade da convicção e do pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem perfeito, a medida da estatura da plenitude de Cristo” (Ef 4:13).

Essas duas últimas, 8ª e 9ª bem-aventuranças, representam as PROVAS indispensáveis para CONFIRMAR as sete primeiras. Serve de TESTE à legitimidade da evolução alcançada nos sete primeiros passos.
Se o candidato falhar nessas duas últimas bem-aventuranças, deverá voltar e REVIVER as sete primeiras, porque será “sinal” inequívoco de fracasso em um ou mais dos sete passos essenciais. Daí a necessidade de analisarmos cuidadosamente o sentido desses dois passos finais.

São Lucas inclui em seu método místico esse arremate, terminando por uma condenação (versículo 26) ou advertência, à tentação da personalidade aceitar falsa honra. O que a maioria aprova, quase sempre não é o melhor.

Confrontemos os dois sinóticos:

São Mateus fala de perseguição, injúria e mentira.

São Lucas refere-se a ódio, excomunhão, ultraje, rejeição e indignidade.

Que significa tudo isso? É preciso ter muito cuidado com as palavras porque podemos atribuir-lhes sentidos falsos. A personalidade falsa, em nós, é multo hábil para justificar-se e guardar o seu prestígio. Há sempre uma grande dificuldade para admitirmos imparcialmente as próprias falhas, justificando-as com eufemismos curiosos, no esforço de “sermos bem vistos pelos seres humanos”. O trecho é claro: o que se faz contra o Eu real, o que fere os interesses superiores da Essência humana. Somos simples aspirantes, pessoas comuns ainda. É preciso cautela para não nos incluir entre os “justos”. As reações desagradáveis que provocamos nos demais têm, quase sempre, uma CAUSA INTERNA. O mal que vemos fora é muitas vezes um espelhismo. Se vemos ou suscitamos algo negativo, é sinal de que essa mesma falha se projetou de nós. Nosso Eu real a vê e chama nossa atenção para ela, convidando-nos a conscientizá-la e não mais a alimentarmos. Nada surge em nossa experiência, de bem ou de mal a não ser que algo semelhante, em nosso íntimo, o atraia. Assim como um imã atrai apenas as coisas de ferro ou aço (que lhe são semelhantes), também nós atraímos o que nos é afim. Somos como um aparelho transmissor e receptor: transmitimos a mensagem silenciosa de nosso modo de ser e captamos do exterior o que nos é semelhante. É a sintonia automática e fiel da “onda” ou “faixa” vibratória que nos corresponde.

As pessoas imaturas (os espiritualmente infantes) sofrem repetidamente pelas mesmas falhas, porque não as conscientizam e nem as sobrepõem. Então, como a Hidra de Lerna de cabeças falsas, aquela deficiência ressurge disfarçada, em nova curva do caminho, desafiando-as outra vez. Estão cegas, e surdas às advertências da vida; aos convites de regeneração. Querem colher o que não plantam. Gostariam de ser tratadas com simpatia e consideração e como não recebem esse tratamento dos outros, queixam-se de que são invejadas e perseguidas, tanto no trabalho como na sociedade. Para suprir a subconsciente falha (que lhes dá complexo de inferioridade) esforçam-se por demonstrar sua superioridade em alguma coisa, alegando esta e outras razões, como causa dessa atitude hostil dos outros, em relação a elas. “É despeito..”- dizem.

Simples camuflagem. Grande ilusão! Benditas desilusões que vêm demolir essas tolas justificativas da personalidade falsa. Não há justificação. Ninguém pode impedir de recebermos o que o destino traz a nosso encontro, como eco de nosso caráter. Tudo é produto do mérito ou demérito. Se desejarmos Deus em nossa vida; se almejarmos paz e harmonia; se aspirarmos “herdar a terra” deveremos exercer conscientemente as bem-aventuranças descobrindo e levando os evangelhos aos pequenos “eus” irregenerados de nosso íntimo, que são as CAUSAS das perseguições, da hostilidade, frustrações, injúrias e calúnias de nossa experiência.

A personalidade é ardilosa no refugiar-se em justificações. Gostamos de nos enganar e nos enfurecemos quando alguém nos desmascara. Podemos perdoar tudo: perda de bens, de amizades etc., mas nunca perdoamos a quem nos desmascare. A psicologia diz que é muito comum uma pessoa ficar inimiga gratuita de outra a quem, num impulso de sinceridade, confessa um segredo importante de sua vida; porque ela se torna depositária de um ponto fraco. Estamos sempre a camuflar nossos vícios, sem coragem de olhá-los de frente e tomar consciência de sua real natureza: uma ilusão. Por isso é que o desmascaramento constitui o maior crime. Por isso condenaram Sócrates a beber cicuta e o Cristo a morrer na cruz.

Soltem Barrabás!

Compreendamos: a origem, a causa de toda adversidade, é INTERNA.

– Mas – dirá o leitor – parece haver contradição em tudo isso! Se o Cristo manifestou Seu Amor e boa vontade em dar-nos o Reino, assegurando-nos, nas sete primeiras bem-aventuranças, que podemos ganhar o Reino dos Céus mediante o esvaziamento da personalidade e aspiração do Eu superior; que por meio da conscientização das falhas seremos consolados, que pela mansidão (não resistência) podemos alcançar a felicidade aqui e agora mesmo; que a ardente aspiração de aprimoramento ser-nos-á atendida; que pela misericórdia exercida em relação aos outros (e a nós mesmos) estabeleceremos um reino do amor, que, pela limpeza interna alcançaremos a união com o Eu Superior; que ao realizarmos a paz, seremos chamados filhos de Deus – por que é que, nessas duas últimas bem-aventuranças Ele considera uma felicidade sermos perseguido, injuriados, caluniados, odiados, excomungados, ultrajados, rejeitados e desprestigiados? Por que é que o próprio Cristo, sendo perfeito, sofreu essas coisas todas, se as causas das perseguições são internas? Esclareçamos essa aparente contradição para que o assunto se torne definidamente lógico. Para isso, dividamos a humanidade em três categorias de pessoas:

1. Os espiritualmente infantis, que se acham no nível de consciência de transgressões ignorantes às leis divinas. Suscitam reações da Lei de Causa e Efeito, sofrem e se revoltam porque não sabem por que sofrem. Para eles, a finalidade da vida é “gozar”, num sentido deturpado. Não compreendem por que não podem “gozar” sem restrições nem dores.

2. Os Aspirantes à vida superior, que compreendem as verdades espirituais e estão procurando realizá-las, conscientes de que a regeneração há de ser conquistada lenta e seguramente pelo conhecimento e superação de suas falhas.

3. Os seres realizados, espiritualmente adultos, que já se libertaram das limitações viciosas da personalidade e a transformaram em serva fiel do Eu superior, trabalhando para libertar os demais de sua escravidão.
Agora, raciocinemos: a violenta resistência da natureza inferior se dá DENTRO DE NÓS, na fase de aprimoramento; e acontece FORA, vinda de outros, quando um ser iluminado procura libertá-los. Portanto, ela sempre nasce da personalidade viciosa.

Entre duas pessoas condicionadas, uma vê e atrai, na outra, aquilo que está em si. E quando ela supera todas as limitações, a resistência vem APENAS como reação da natureza inferior, na pessoa a quem se deseja libertar. Ao mesmo tempo, isso serve de teste para o ser iluminado. Nada, nele, a esta altura, deve identificar-se com o mal dos outros. Ele não se deve entristecer pela ingratidão. Ele atribui tudo ao Eu real: êxitos e fracassos aparentes, pois, em realidade, tudo converge para o bem.

Há duas regras esotéricas que deveríamos guardar e praticar, em nossa espiritualização:

1. Busquemos observar, imparcialmente, nossas reações internas. Mantenhamo-nos livres para receber as palavras e atitudes dos outros, despidas de agressão, analisando em que medida elas se ajustam a nós.

a) Se uma ofensa ou oposição é justificada, não temos razões para nos aborrecermos. Aproveitemo-la em nossa correção.

b) Se uma ofensa ou oposição é injustificada (realmente, pois as justificações e amor-próprio dificultam muito essa apreciação), também não nos devemos magoar, porque não cabem a nós.

As injustiças, a agressividade das atitudes e palavras, os agravantes vários em que a outra pessoa tenha incorrido, ficam por conta dela. Ninguém responde pelos erros dos outros. O destino é individual. “A doçura amansa a ira”- (Salomão). Se aproveitarmos estar com a razão para amesquinhar a outra pessoa, nossa violência e grosseria debilitam nossas razões.

2. “Nada pode ferir-me, senão na medida em que admito a ofensa” – ensina São Bernardo. Eis uma regra importante de psicologia. Se admito a ofensa, ela me fere. Se não a admito, permaneço ileso. Não se trata de superficialidade: sorrir por fora e magoar-me por dentro. Não. É não responder por dentro. Embora nossos “eus” reajam lá dentro à agressão (porque são semelhantes), não nos deixamos envolver por eles; ficamos à parte, observando sua reação sem nos identificarmos com eles. Não é fácil, mas pode e deve ser conseguido.

Também nesse caso é preciso ponderar honestamente se a crítica é fundada ou não. Se de algum modo contribuímos para essa atitude hostil, tenhamos a nobreza de pedir desculpas. Se não temos culpa, esclareçamos a coisa com mansidão e firmeza. Se a pessoa está emocionalmente descontrolada, aguardemos ocasião para esclarecê-la. E se, finalmente, não podemos provar nossa inocência tenhamos confiança de que “nada há em oculto que não venha a ser revelado”. De toda forma, não há motivo de mágoa senão na persona orgulhosa. E se há meios para se ajudar alguém ou esclarecer situações, só pode ser pela verdade AMOROSA.

É interessante observar as reações da personalidade falsa no período de aprimoramento. Ela usa dos mais astuciosos meios e justificações e reclamos, chegando a apelar para reações biológicas: asma, bronquite, diarreias, erupções de pele – de natureza alérgica, como choros e esperneios de uma criança caprichosa e mal educada. Por quê? Porque deseja sobreviver. Quem está no “trono” luta para permanecer.

Enquanto atendemos aos velhos hábitos arraigados, alimentando-os com a repetição, tudo vai bem – exceto nas pessoas elevadas, nas quais a “pequenina e silenciosa voz” reclama por libertação. Por isso, toda mudança de hábitos é difícil. Os “poderes constituídos” resistem, o que é compreensível, conhecendo-se o instinto de conservação. Daí que toda reforma de caráter deva estar claramente delineada nas verdades do ser, usando-se adequadamente os conhecimentos, a observação de si, a não resistência e persistente realização da “nova criatura”. Não se trata de combater – no sentido comum – e matar a natureza inferior, mas, sim, transmutá-la, despindo-a dos condicionamentos e ilusões de que a revestimos com a “falsa luz”. A resistência, o combate, dão forças à ilusão. Quando combatemos algo é porque o julgamos real. Mas a única realidade é o Espirito. Não se trata de resistir, porque isso põe no palco de nossa consciência os chamados males e eles se fortalecem na luz de nossa atenção. Quanto mais pensamos em nossas falhas mais as alimentamos. Mas, se lhes observamos as reações, na convicção de que são apenas realidades transitórias, agindo com a vida que lhes emprestamos, deixamos de alimentá-las e elas vão depauperando pela falta do alimento da repetição e da crença nelas.

A reação dos velhos hábitos é bom sinal. É prova de que estamos nos transformando para melhor; por isso reagem. Mas pode ocorrer o contrário, que bons hábitos reclamem dentro de nós, quando começamos a substituí-los por outros piores, numa queda de caráter ao condescender com uma vida fútil e viciosa. Aí já é outro caso. Devemos discernir. O critério seguro é consultar as verdades espirituais que os Iluminados deixaram, como setas nas encruzilhadas. São guias seguros.

O certo é que, na transformação para melhor começarmos a sentir uma alegria pura. Nosso relacionamento melhora, mas também sentimos prazer em ficar a sós, num desejo de comunhão interna. Tornamo-nos sensíveis a um pôr-do-sol, à beleza singela de uma flor, à simplicidade de uma criança. Compreendemos e aceitamos melhor cada pessoa como ela é sem nos deixarmos afetar por suas expressões negativas.

É o abrir-se à graça: as janelas d’alma estão abertas à luz, esperando até que o Sol nos visite. Fazemos o que nos incumbe, e Deus jamais falha em realizar a Sua parte. Depois vemos que foi só Deus Quem agiu; que não somos dois, mas UM.

Automaticamente vamos deixando velhos hábitos; já não nos apetecem. É um subir gradativo de escala vibratória, onde as consonâncias e dissonâncias vão se alterando. Não são as coisas que mudam; nós é que mudamos.

Antigos amigos já não se comprazem em nossa companhia e novas pessoas surgem à nossa experiência pela lei de atração dos semelhantes. Não nos entristeçamos nem os seguremos. É preciso que se vão. E recebamos os novos amigos e sua contribuição. Cada encontro é um mistério insondável, de resultados imprevisíveis. Deixemos que o “rio da vida” corra. É claro que estamos em estado de oração, cada vez mais conscientes de nós mesmos, sem perder a visão da meta: um olho no presente e outro na eternidade, mas confiantes na lei divina que assegura a cada grau o suprimento exato.

Essa gradativa cristificação do ser vai alterando nossa relação com o destino passado. À medida que conscientizamos e superamos níveis inferiores de consciência, eles deixam de agir sobre nós como limitações Cármicas. Há uma gradual libertação e um conquistar de luz, porque somos como um parêntesis na eternidade, deslocando-nos para frente e acima, guardando uma individualidade, um modo próprio de ser.

Mas se, inversamente, deixamo-nos arrastar e escravizar pela “velha criatura com seus vícios”, as reações da Lei serão muito mais severas, como ensina a parábola do “Credor incompassivo” (Mt 18:23-34).

Fixemos o brocardo: “o preço da liberdade é a eterna vigilância”.

Finalmente, vamos abordar o caso das perseguições externas. Distingamos as duas razões por que um Iluminado é perseguido pela sociedade.

O nível de ser, o grau de consciência de cada indivíduo, mostra, em menor ou maior grau, suas tendências viciosas e nobres. O Divino, em cada pessoa, sempre invoca um desejo de aprimoramento, ao passo que a natureza inferior, para justificar-se, reage violentamente contra qualquer coisa que ameaça os velhos hábitos. A simples presença de um indivíduo justo, bom, iluminado, brilhante, assume o caráter de uma ofensa. É um contraste entre o que sabemos ser e o que desejamos ser. Reagimos porque desejamos. É como se a presença da pessoa nos lembrasse: “Se você não é, ainda, a culpa é sua”. É claro que não há palavras, senão uma “conversa interior”, a que podemos denominar inveja, “dor de cotovelo” etc. É uma defesa psicológica, por falta de compreensão. É a personalidade que gostaria de ser destacada, de ser bem vista, prestigiada. Uma reação curiosa: anseio de aprimoramento do Divino que a personalidade desvirtua com uma reação de inveja, de agressão, para justificar-se. Então, que faz a persona? Procura um defeito, “arranja” um ponto fraco na outra pessoa e procura diminuí-la. Para que? Para que ela não seja maior que ela. Os pequenos procuram sempre pisar nos grandes para terem a ilusão de que são maiores que eles. Entre os “civilizados” essa reação assume caráter mais sofisticado, mas igualmente violento e egoísta.

Há também a reação positiva que um ser elevado suscita: sentimos o desejo e fazemos o esforço de também sermos elevados, à nossa maneira.

A segunda razão por que um iluminado é perseguido, é esta:

a) Porque abala os fatores “massa” e “tradição” em que se apoia a sociedade.

Essa reação surge em maior grau nos meios religiosos, filosóficos e científicos. É inevitável que, no curso da evolução e dentro do Esquema Divino, de vez em quando surjam luminares para provocar mais um grande avanço. Aparece uma mentalidade brilhante e original, uma “exceção à regra”, um “metido” que se atreve a por em dúvidas os conceitos estabelecidos e fica procurando novidades para dar “panca de gênio”.

Ora, o ser humano comum, comodamente ilhado em sua personalidade, vibrando apenas na esfera de sua percepção, sente-se seguro nos condicionamentos, nos costumes ancestrais. Ao mesmo tempo, como uma criança que se amedronta quando não vê conhecidos, nos sentimos seguros em pertencer à nossa massa social. Os fatores tradição e massa nos dão segurança, porque somos dependentes, porque estamos ligados, subconscientemente, por cordões umbilicais, a esses poderosos fatores.

Por isso, quando um indivíduo liberto mostra não necessitar desses fatores e “começa a inventar moda”, provoca um terremoto em nossa estrutura. É um revolucionário! Todos se voltam contra ele, exceto uma elite menor (elite real) que não ousava externar seus pontos de vista, mas que admira um autêntico líder. Não foi o que sucedeu a todos os grandes inovadores? Muitas vezes as grandes ideias nasceram do sangue desses mártires da evolução, destemidos seres que tiveram a coragem de cumprir desígnios superiores para assegurar à evolução humana a rota prevista. A missão tinha de ser realizada. Agindo pelo Divino permanente, mesmo à custa da personalidade transitória, tais seres constituem (talvez uma centena apenas que renasce de tempos em tempos, segundo a necessidade) as molas da evolução humana.

Todas as coisas deste mundo se sucedem umas às outras, como as ondas do oceano que se desfazem na praia. Nascem, crescem, cumprem seu papel e depois começam a cristalizar-se, porque se conservam e não se renovam. Aí se tornam ultrapassadas. Ficam anacrônicas. Então surgem esses grandes seres para cumprir a demolição do velho e lançar as bases da edificação do novo.

Eles constituem o “Governo Oculto do Mundo”. Quando pensamos neles, nossa alma se reabastece na esperança; nossa fé em Deus se reafirma, e dizemos: “BEM-AVENTURADOS OS QUE SÃO PERSEGUIDOS POR CAUSA DA JUSTIÇA!”.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

As Aventuras de Rex e Zendah no Zodíaco – A Terra dos Peixes – Peixes

As Aventuras de Rex e Zendah no Zodíaco
A Terra dos Peixes

The-land-of-the-fishes As Aventuras de Rex e Zendah no Zodíaco - A Terra dos Peixes - Peixes

Antes de baterem na porta dos peixes, ficaram alguns minutos olhando para ela – pois era muito difícil encontrar onde bater. Os lados da porta eram como duas grandes ondas e entre elas apareciam linhas de água em movimento, não parando um momento, e brilhando com todas as cores que se veem numa concha. Girando, no centro do portão, havia dois peixes, um seguindo o outro; um cor de cobre e o outro tinha cor parecida com a do zinco. No meio desse bonito portão havia uma pérola de grande valor, maravilhosa na forma e na cor, que, como um espelho, refletia um rosto que mudava constantemente de feições. Em um momento esse rosto era hediondo e no momento seguinte era belo, tão bonito que dificilmente poderia alguém deixar de gostar dele.

Zendah viu um búzio no chão, junto ao portão.

– “Sopra-o”, disse Rex. “Nos contos de fadas que nós lemos, sempre se toca uma corneta na entrada do castelo do gigante”.

Zendah soprou o búzio. Soou uma nota suave, e todo movimento do portão cessou; os peixes pararam de nadar em roda e colocaram-se um de cada lado da pérola, ficando assim:

The-fishes-and-a-perol As Aventuras de Rex e Zendah no Zodíaco - A Terra dos Peixes - Peixes

 

– “Quem pede para entrar” gritou uma voz. “Dê a palavra de passe”.

– “Rex e Zendah”, disseram os meninos, “e a palavra é AMOR”.

– “Pela virtude do Amor, entrem, REX e Zendah”, disseram várias vozes, e o portão abriu-se lentamente.

Enquanto o portão se abria, Zendah olhou para Rex com espanto e exclamou:

– “Veja, Rex, veja! É só mar!”

The-land-of-the-fishes-II As Aventuras de Rex e Zendah no Zodíaco - A Terra dos Peixes - Peixes

Os meninos estavam parados sobre a macia areia de uma praia, e tanto quanto sua vista abrangia, viam milhas e milhas de ondas agitadas, pontilhadas de pequenas ilhas.

 

Longe, no mar alto, na maior das ilhas, erguia-se um castelo construído em madrepérola.

Logo apareceu perto deles um lindo bote com duas crianças dentro: um menino com cabelos cor de palha e uma menina, tão loura que seus cabelos brilhavam como prata.

O bote tinha o formato de um peixe voador e podia elevar-se no ar e voar, à vontade de quem o dirigia.

-“Vamos voar” gritou Rex, mal se sentaram no bote. O bote elevou-se no ar levemente, depois mergulhou nas ondas e novamente se elevou, porque parecia não poder subir a grande altura sobre as ondas.

Mostraram aos meninos que o bote era movido por eletricidade. No fundo do bote, exatamente sob o banco onde estava sentada a menina que dirigia o bote, havia placas de cobre. Essa menina calçava sapatos estranhos; o pé esquerdo tinha sola de cobre e o pé direito, sola de zinco; quando queria que o bote navegasse, ela apertava ambos os pés contra as placas de cobre do fundo; quando queria que o bote navegasse nas águas, apertava somente o pé direito; e apertava o pé esquerdo, com sola de cobre, quando queria fazer o bote parar.

Como os meninos ouvissem um cântico curioso enquanto navegavam e não vissem pássaros, perguntaram de onde vinha tal cântico.

-“São os peixes”, disseram seus guias. São domesticados e cantam para nós, já que não temos pássaros na Terra dos Peixes”.

Passaram por inúmeros botes semelhantes ao em que estavam e logo chegaram ao Castelo de Pérola. Depois de desembarcarem em um pequeno cais andaram por caminho coberto por diferentes espécies de conchas, por entre duas fitas de meninas vestidas com túnicas cor de malva pálido. Seus sapatos eram lindos e todas as jóias que usavam estavam nos pés.

Em parte alguma do castelo havia cores brilhantes. As paredes eram cor de marfim; os pilares pareciam feitos de feldspato translúcido que lembravam a névoa que certa vez eles haviam visto de manhã, à beira-mar, quando o Sol brilhava através dela. Todas as paredes e pilares, quando tocados, emitiam um som musical, e todas as pessoas que eles encontravam no caminho levavam um instrumento musical.

Depois de passarem por muitas salas e por escada encaracoladas, pararam afinal na sala do trono e viram o Rei Netuno. Seu trono era feito de conchas marinhas, com estofo de seda violeta. Em sua mão segurava uma vara longa, feita de um metal esbranquiçado e brilhante, em cuja extremidade havia pontas e em cada uma delas, uma pérola.

– “O Tridente de Netuno”, murmuraram um para o outro. Netuno deu-lhes as boas- vindas e virando-se para uma bela senhora que estava a seu lado disse-lhe para mostrar às crianças as maravilhas do país.

– “A Rainha Vênus passa muitas horas nesta terra, ajudando-me”, disse Netuno, “e ela entende de crianças mais do que eu”.

Eles foram conduzidos a todos os quartos do castelo; em um deles, encontraram uma orquestra composta de crianças, cada uma tocando um instrumento diferente; a música que tocavam era a mais bonita que eles jamais ouviram. Uma ou duas delas, sentadas quietinhas num canto, pareciam nada fazer.

– “Por que não estão tocando com os outros? Estão de castigo?” perguntou Rex.

– “Qual nada”, disse Vênus, estão escutando a música dos Anjos e escrevendo-a para que os outros possam tocá-las”.

Em outro aposento encontraram todos atarefados em escrever e toda a vez que uma das crianças parava e parecia estar pensando profundamente, aparecia sobre sua cabeça uma pequena nuvem com centenas de pequenos quadros.

– “Estão escrevendo estórias e poesias”, disse Vênus, respondendo a pergunta mental das crianças”. Todos esses pequenos quadros que vocês veem na nuvem, são as ideias que lhes chegam”.

Deixando esses aposentos e descendo as escadas do castelo, chegaram a um anexo ao castelo onde havia várias espécies de animais, alguns feridos nas orelhas, pássaros com asas ou pernas quebradas, e outros com outras doenças. Crianças de todas as idades tentavam ligar os membros quebrados deles ou curar-lhes as feridas. Rex e Zendah olharam para seu guia com olhares interrogativos.

– “Quando os animais são feridos na terra, vêm para cá para se curarem”, disse Vênus olhando em volta.

“As crianças também deviam vir aqui para aprenderem a ser bondosas e a amar todos os animais, pois aqui temos hospitais onde tanto as pessoas como os animais são curados. Mas antes de vocês partirem, vou mostrar-lhes algo muito precioso”, disse Vênus.

Entrando em outro bote voador semelhante ao primeiro eles foram conduzidos a uma ilha próxima do Castelo de Pérola. Era muito pequena e quase que completamente coberta por um Templo de vidro, circular, guardado por dois cavaleiros cobertos por armaduras brilhantes e com escudos onde se via gravado um emblema de uma Taça Prateada em fundo azul. Os cavaleiros também pediram a palavra de passe e, tendo-a recebido, deixaram as crianças entrar.

Nada havia no interior a não ser um altar num dos cantos e um grande espelho. Sobre o altar brilhava intensa luz como a da Lua cheia; dentro dessa luz puderam ver a taça de cristal que cintilava como diamante, ou melhor, mais parecia o Sol brilhante numa gota de orvalho.

– “Meninos”, disse Vênus “quando o Rei Artur veio viver entre as estrelas, trouxe consigo a Taça Mágica, que tem o poder de dar aquilo que cada um mais precisa. Mas vocês devem estar certos daquilo que desejam. Deve ser algo que vocês possam repartir com aqueles que vocês amam. Essa taça não voltará à terra enquanto os seres humanos brigarem uns com os outros apontando para o espelho. Ela disse: “neste espelho, se seus olhos forem bastante forte, vocês poderão ver tudo o que aconteceu ou o que venha acontecer. Vou dar-lhe um espelhinho mágico semelhante a este, Zendah, e se você usá-lo bem, quando estiver em dificuldades, você saberá exatamente o que fazer.

– “Rex segue esta pérola, e toda a vez que você pegar nela, lembre-se da palavra de passe desta terra e assim fazendo, procure levar de volta à terra, outra vez, o Santo Cálice”, concluiu Vênus.

The-land-of-the-fishes-Holly-Cup As Aventuras de Rex e Zendah no Zodíaco - A Terra dos Peixes - Peixes

Muito contritos, nas pontas dos pés, voltaram ao pórtico do Templo, trazendo consigo seus presentes; retomaram o bote voador, deixando a Rainha Vênus, com um sorriso em seus lábios, em pé sobre os degraus da escada.

Voltaram à praia e saíram pelo portão da Terra dos Peixes, e uma vez fora, passaram a procurar pela Terra do Aquário, por vezes conhecido como, “O Homem do Jarro”.

Tudo isso era maravilhoso, mas Urano somente balançou a cabeça quando Rex perguntou como aquilo era feito.

– “Um dia você saberá, meu filho”, disse ele, “se você estudar bastante”. Então, conduzindo-os ao portão de entrada, deu a Rex uma pequena ponte mágica que, segundo disse, o habilitaria a enviar seus pensamentos, como um relâmpago, aonde quisesse, se Rex a segurasse e usasse a palavra de passe. Para Zendah, deu um colar feito de duas serpentes semelhantes às do portão, tendo cada uma safira na boca.

Eles nunca souberam como saíram dessa Terra. Subitamente viram um lampejo, a terra tremeu, e eles estavam defronte do portão seguinte, o do Capricórnio.

(The Adventures of Rex and Zendah In The Zodiac – por Esme Swainson – publicado pela The Rosicrucian Fellowship – publicado na revista Rays from the Rose Cross nos anos 1960-61; As Aventuras de Rex e Zenda no Zodíaco (as Ilustrações são originais da publicação) –Fraternidade Rosacruz – SP – publicado na revista Serviço Rosacruz de 1980-81)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

As Aventuras de Rex e Zendah no Zodíaco – A Terra do Carneiro – Áries

As Aventuras de Rex e Zendah no Zodíaco
A Terra do Carneiro

The-Land-of-the-Ram As Aventuras de Rex e Zendah no Zodíaco - A Terra do Carneiro - Áries

Porque o calor aumentasse muito, Rex e Zendah perceberam estar próximos do último portão, o do carneiro.
Pela primeira vez em todas as suas aventuras, Rex e Zendah estavam realmente assustados. Por um momento, chegaram a ter medo. Onde esperavam encontrar um portão, havia uma muralha de chamas cintilantes, impetuosas, crepitantes, tão alta que parecia tocar o céu. Pararam para olhar e viram todas as tonalidades do verde, do azul, do vermelho e do lilás, onde, antes viam somente amarelo. Cada cor parecia emitir uma nota musical, sendo agradável vê-las e ouvi-las.

– “O último portão!” disse Rex após alguns minutos. “E parece difícil transpô-lo. Veja, entre as chamas há uma buzina, mas como faremos para atingi-la e fazer soar o alarme?”

– “Bem”, replicou Zendah, “a senha desta terra é CORAGEM. Será melhor vermos se podemos chegar perto dela”.
De mãos dadas, pouco a pouco eles foram se aproximando. Estranho como possa parecer, o calor não aumentava à medida que eles se aproximavam do portão. Afinal chegaram bem perto das chamas. Rex, ousadamente esticou seu braço e verificou que podia pôr a mão na buzina sem se queimar. Tocou-a; houve um outro som sem resposta, do outro lado do portão. As chamas dividiam-se, formando dois pilares recurvados e enrolados na parte superior, como chifres.

Unia-os uma espécie de corrente de fogo vermelho, da qual pendia uma cortina de chamas de cor rosada. Os pilares eram dourados e muito brilhantes. A buzina de dentro tornou a soar, vindo após, a pergunta: – “Quem ousa chegar a este portão?”

Os meninos responderam conforme estava nas instruções:

– “Rex e Zendah, com coragem, ousam penetrar na Terra do Carneiro”.

– “Atravessem o fogo”, mandou a voz. Isso parecia difícil. Os meninos entreolharam-se por um ou dois minutos, mas nenhum deles disse que o outro estava com medo. Aproximaram-se mais do portão e viram que a cortina de chamas abriu-se pelo meio, possibilitando a entrada sem que eles se queimassem, embora as chamas fossem ameaçadoras. Atravessando a cortina de chamas, chegaram a uma terra de sol ardente. Era tão brilhante que eles sentiram vontade de pular e cantar.

Ninguém os esperava como acontecera em outras terras. À sua frente estendia-se grande campo silvestre com florestas enormes, selvagens, mas bonitas. Não se via nenhuma estrada. Perto, encontraram duas machadinhas que, evidentemente, eles deviam apanhar, pois havia um cartaz no qual se lia:

“Usem-me; servirei para desbravar caminhos difíceis”.

– “Não parece haver nenhum caminho”, disse Rex, apanhando as machadinhas e dando uma a Zendah. “Gostaria de saber que direção devemos tomar”.

– “Sigamos o Sol”, propôs Zendah. “Devemos chegar a algum lugar”.

Partiram por aquela terra selvagem, trepando pedras, atravessando bosques onde tiveram de abrir caminho usando as machadinhas. Isso era mais divertido do que enfadonho. Afinal, depois de algum tempo, chegaram a campos cultivados e viram algumas casas. Ao saírem do bosque, depararam com enorme carneiro branco. Dos chifres enfeitados do carneiro pendiam campainhas. Os campos estavam cheios de ovelhas, mas o carneiro, de alguma maneira, fez Rex e Zendah compreenderem que o deviam seguir. Era por certo, um carneiro sábio!

Lá se foram eles atrás do carneiro.

O sol estava muito quente e a brisa era forte, mas eles sentiam-se vigorosos e podiam caminhar sem cansaço.

Afinal chegaram a uma estrada cheia de casas. Da maior delas saía barulho de máquinas e de pancadas de martelo. Pararam para olhar, pois todas as portas e janelas estavam abertas. Dentro, vários homens trabalhavam com ferramentas, máquinas e forjas, alguns malhando o ferro aquecido ao rubro.

– “Que estão fazendo?” perguntaram a um homem que saía da casa.

– “Tudo o que se pode fazer com o ferro”, respondeu o homem. “Todas as ferramentas que se usam no campo para arar e colher, e agora, triste é dizê-lo, fazem também espadas e canhões e todas as coisas que os homens precisam na guerra. Teremos de fazer essas coisas até que os homens acabem de combater. Então, a energia do carneiro será utilizada somente para fazer ferramentas úteis”.

Durante alguns minutos ficaram observando aquela afanosa colmeia humana, vendo as centelhas pular do ferro, de quando em quando. Por fim, recomeçaram a seguir o carneiro. Pela estrada vinha ruidoso grupo de cavaleiros que resplandeciam ao sol. Parando seus cavalos perto dos meninos, estes verificaram que eram cavaleiros vestidos com armadura real. O chefe saudou-os com sua espada.

– “O Rei quer vê-los imediatamente”, disse ele, “e mandou buscá-los. Montem ligeiro e sigam-nos”.

Deram um cavalo a cada um. Os meninos radiantes reconhecendo que aqueles eram os mesmos cavalos que montaram na Terra do Arqueiro. Também já haviam-se encontrado com o chefe dos cavaleiros antes, na Terra do Leão e assim os meninos sentiram-se à vontade.

Rex foi convidado a encabeçar a tropa por ser uma visita especial, já que estava visitando sua própria terra. Cavalgaram depressa. O vento revolvia seus cabelos, tal a velocidade com que iam. Atravessaram clareiras onde havia cabanas; passaram por cidades que pareciam ter sido acabadas de edificar, até que por fim chegaram à Cidade de Marte.

O palácio estava numa elevação. Era todo construído de mármore vermelho polido. Era esplendoroso e brilhava como fogo sob os raios do sol. Os meninos não pararam para observá-los. Subiram logo as escadas que conduziam à entrada do palácio, onde os outros cavaleiros vieram ao seu encontro. Estes últimos traziam túnicas brancas sobre suas armaduras, com o emblema da cruz e do carneiro bordado a ouro vermelho. Alguns deles – não muitos – tinham túnicas vermelhas e cruzes brancas. Cada cavaleiro tinha um pagem, um rapazinho de cabelos ruivos que tinha a frente, carregando a espada e o elmo do cavaleiro, feito também de aço forjado.

Rex e Zendah foram escoltados através das passagens e da longa escadaria de degraus de pedra verde-escuro até em cima, onde encontraram um homem idoso vestindo hábito de monge.

– “Vocês têm algo muito importante a fazer”, disse ele. “Nesta sua visita, que é a última, recebemos ordens de sagrá-los Cavaleiros do Sol, se prestarem juramento. O fogo pelo qual passaram no portão de entrada foi a primeira prova. Vocês prometem, Rex e Zendah, falar sempre a verdade, não terem medo, combater pelos fracos e serem leais ao nosso Rei?”

Os meninos responderam: – “Sim”.

O senhor idoso colocou-lhes então sobre os ombros uma longa capa com uma cruz vermelha na parte posterior e mandou que eles o seguissem até a sala e que não falassem até receber ordem para isso. Era uma sala muito bonita, tão alta que não se via o teto. As paredes eram de cor-de-rosa pálido; os pilares de magnífico vermelho, como uma papoula. Cavaleiros, em suas armaduras brilhantes, permaneciam em “sentido” ao longo das paredes que tinham bandeiras de todos os países espalhadas, algumas novas, outras gastas ou rasgadas. O trono não estava no lugar habitual, mas no centro da sala. Frente a ele, no fundo da sala, havia um altar. A janela por trás do altar tinha a forma curiosa de uma espada, indo do chão ao teto. O punho da espada formava o diâmetro de uma estreita janela circular com doze divisões, cada uma com vidro de cor diferente.

Devagar, os meninos seguiram o senhor idoso até o trono onde estava o Rei Marte sentado, vestido com maravilhosa roupagem vermelha e ouro, tendo à cabeça uma coroa de aço polido. Marte cumprimentou-os e disse-lhes:

– “Fui comissionado por nosso Senhor, o Sol, para sagrá-los seus cavaleiros, esta é grande honra. Vocês prometeram obedecer as leis dos cavaleiros e assim, quando chegar o momento oportuno, vocês me seguirão até as almofadas que estão diante do altar. Vejam que o fogo do altar não está aceso; somente uma vez por ano o sol acende o Fogo Sagrado para mostrar que a Terra despertou para seu trabalho anual com seu auxílio. É nessa ocasião que são admitidos aqueles que se qualificam para serem sagrados Cavaleiros do Sol”.

The-Land-of-the-Ram-II As Aventuras de Rex e Zendah no Zodíaco - A Terra do Carneiro - Áries

Defronte do altar, do lado direito, estava em pé um arauto com uma trombeta. De cada lado, sentados, seis tambores. Os tambores rufaram. Marte deixou seu trono e caminhou até defronte do altar. Rex e Zendah seguiram-no e ajoelharam-se nas almofadas. Ouviu-se uma nota clara, tocada na trombeta e nesse momento um grande facho de luz solar brilhou através da janela em forma de espada, atingiu o altar em seu percurso, brilhando sobre Marte e os meninos ajoelhados aos seus pés.

A madeira aromática incendiou-se e nuvens de fumaça ergueram-se no ar. Nas nuvens de fumaça viram o rosto do senhor sol sorrindo para eles, desaparecendo a seguir. Enquanto eles estavam banhados pela luz do sol, Marte retirou sua espada e batendo com ela levemente no ombro de cada um dos meninos, exclamou:

– “Levanta-te, Cavaleiro do Sol, toma tua Espada de Luz semelhante à do Rei Artur e, com coragem e destemor, combate o Dragão do Egoísmo no mundo, sem jamais desesperar, seja qual for a dificuldade da tarefa”.

Os meninos levantaram-se. Os pagens cingiram-nos com cintos vermelhos e entregaram-lhes espadas luzidias em cujas copas seus nomes apareciam feito brilhantes. Todos os cavaleiros que estavam na sala desembainharam as espadas e saudaram-nos. Foi um lindo espetáculo ver tantas espadas brilhando no ar.

Logo depois, os dois tomaram seus lugares, já como cavaleiros, ao lado de Marte e esperaram que estes assinassem os passaportes, para que os cavaleiros pudessem, durante o próximo ano, seguir para terras estrangeiras onde combateriam a favor dos oprimidos.

Marte disse a cada um deles, enquanto apunha seu selo vermelho sobre o passaporte:

– “Segue com coragem, irmão, e vence todas as dificuldades”.

Aos poucos o facho de luz solar foi-se extinguindo. Marte virou para os meninos e disse-lhes que era hora de partirem. Saudando-o com suas espadas novas, os meninos fizeram meia volta e saíram do palácio, tomando de novo seus cavalos que os esperavam na entrada.

Os cavaleiros os seguiram até o portão de entrada e depois de saudá-los com suas espadas, os meninos logo estavam do lado de fora do portão.

– “Nossas aventuras terminaram, Zendah”, suspirou Rex; “agora voltemos para casa”.

– “E vocês verão que isso não é fácil sem mim”, gritou uma voz. Voltando-se os meninos viram Hermes.

The-Land-of-the-Ram-III As Aventuras de Rex e Zendah no Zodíaco - A Terra do Carneiro - Áries

– “Bem, vamos rápido. Quando chegarem em casa, ajudarei vocês para se lembrarem de tudo o que viram e ouviram. Estão ansiosos para usar os talismãs? Então, cada mês, pensem na palavra senha corresponde e logo verão que poderão usar o talismã durante todo o mês. O uso que vocês poderão fazer deles, depende da prática.

Vejam: aqui estão as outras chaves para abrir o Livro da Sabedoria; estas chaves vocês poderão usar quando forem mais velhos”.

Hermes segurou os meninos pelas mãos e voou de volta para a terra, tão depressa que não tiveram tempo de contar até dois e já estavam no seu quarto.

– “Agora”, disse Hermes, “saiam bem devagar dos seus trajes estelares para se lembrarem de tudo pela manhã”. Tocou-os com seu báculo e … a primeira coisa que eles lembraram é que estavam sentados na cama, o sol alto, brilhando pela janela e sua mãe dizendo:

– “Vocês demoraram a levantar hoje”.

– “Oh! Mamãe, passamos momentos deliciosos. Estivemos na Terra das Estrelas com Hermes. Você se lembra de nos ter encontrado na Terra do caranguejo?”

Mamãe sorriu – ‘Então vocês também se lembraram? Vocês estão de parabéns, pois não são todas as crianças que Hermes leva às Terras do Zodíaco”.

EPÍLOGO

 

AS AVENTURAS CHEGARAM AO FIM. Mas vocês poderão encontrar as portas da entrada das Terras do Zodíaco se por elas procurarem. Vocês verão que será mais fácil visitar umas terras do que outras. De certo isso depende de qual fada haja sorrindo sobre o berço de cada um, quando nasceu, dando-lhe o talismã e a senha do seu signo natalício. Se foi o Rei Netuno quem sorriu para você ou se foi a Senhora Lua, você terá para contar, quando acordar, aventura ainda mais excitantes do que as de Rex e Zendah. E então você poderá escrevê-las para outras crianças lerem.

Melhor que tudo, se você conseguir persuadir Hermes, o mensageiro dos Deuses, a tocá-lo com seu báculo mágico e a dar-lhes seus sapatos alados, eles serão seu passaporte para todas as Terras das Estrelas.

The-Land-of-the-Ram-IV As Aventuras de Rex e Zendah no Zodíaco - A Terra do Carneiro - Áries

(The Adventures of Rex and Zendah In The Zodiac – por Esme Swainson – publicado pela The Rosicrucian Fellowship – publicado na revista Rays from the Rose Cross nos anos 1960-61; As Aventuras de Rex e Zenda no Zodíaco (as Ilustrações são originais da publicação) –Fraternidade Rosacruz – SP – publicado na revista Serviço Rosacruz de 1980-81)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Progredindo com o Zodíaco – O que os Nativos de Áries precisam saber sobre os Outros Signos

PROGREDINDO COM O ZODÍACO – O QUE OS NATIVOS DE ÁRIES PRECISAM SABER SOBRE OS OUTROS SIGNOS

Se você nasceu sob os ardentes raios de Marte, regente de ÁRIES (Signo Cardeal do Fogo), seu caminho na vida será espinhoso, a menos que você dedique algum tempo para a difícil arte de entender outras pessoas. Isso não é fácil para você aprender, porque a sua própria Natureza é tão direta e franca que, muitas vezes, você se frustra e se irrita com a atitude e os caminhos, nem sempre honestos, de outras pessoas. Sua concepção sobre o que seja uma vida boa é aquela que for plena de ação numa forma simples, clara e limpa, envolvendo tudo. Mas não deve cometer o erro de achar que todas as pessoas querem ou esperam a mesma coisa ou ajam do mesmo modo. Se for assim, você por certo se desapontará frequentemente pela omissão de seus amigos em ajudá-lo ou defendê-lo nos momentos difíceis.

Veja os sonhadores nativos de PEIXES (Signo Comum e da Água), por exemplo. Essas pessoas nasceram sob o Signo imediatamente precedente ao seu, assim, ambos, você e seu amigo de Peixes, nasceram no mês de março. Seus aniversários podem ser na mesma semana ou na outra, mas seus temperamentos são tão opostos um do outro, como os polos. Você gosta de estar fazendo sempre alguma coisa, para o seu amigo de Peixes nada é mais agradável do que sentar e sonhar com o que ele irá fazer. Talvez vocês dois tenham algum plano para vencer na vida. Você vai para casa vibrando, num imenso interesse, sonha com isso toda a noite, toma o seu café da manhã agitado, ansioso por encontrar o seu amigo e dizer-lhe que está apto para começar o trabalho. Mas o que estará ele fazendo? Já estará acordado e em plena ação? Não. Provavelmente ainda estará na cama ou adiando um projeto enquanto toma o seu café da manhã. Você agirá bem se não o deixar dar o primeiro passo ou liderar o projeto. Você poderá apreciar melhor o seu amigo de Peixes se você deixar para ele os detalhes da aventura e você levando à frente, o desempenho total.

O Signo que se segue ao seu é o de TOURO. Os nativos deste Signo são bons, alegres, dignos de confiança e como amigos são tão sólidos e certos como uma rocha. Mas tente apressá-los! Sua noção de tempo é totalmente diferente da sua e eles não mudarão prontamente. Se você desejar andar com um amigo de Touro, ajuste o seu passo ao dele, porque ele é de um Signo Fixo e não muito adaptável. Seja carinhoso com ele, porque quando você precisar de paz e tranquilidade, um relaxamento sem maiores preocupações, ele é a sua pessoa.

O inteligente e brilhante nativo de GÊMEOS (Signo do Ar) é um atrativo para o ardente nativo de Áries. Essas pessoas são tão ativas e rápidas como você, suas Mentes estão sempre cheias de novas e brilhantes ideias. No entanto nunca param ou se fixam, estão sempre mudando. Se você for capaz de tolerar a incerteza e as mudanças rápidas, nenhuma companhia será mais agradável e brilhante.

Áries (Fogo) e CÂNCER (Água) não combinam bem. Numa coisa combinam bem: ambos pertencem ao grupo Cardeal e são pessoas de ação. Isso será bom enquanto puderem e concordarem em agir juntas, mas suas Mentes não correm pelo mesmo canal. Os de Câncer são tímidos, enquanto você é arrojado nos assuntos em que se possa projetar. Os nativos de Câncer lutarão até ao fim, quando encurralados, mas não lhes agrada o pensamento de combate como agrada a você. A expectativa de uma prova ou sofrimento é torturante para eles; com isso você poderá julgá-los um pouco aborrecidos e não terá muita paciência com eles.

LEÃO é o segundo dos Signos de Fogo e de certa forma é o Signo mais chegado a você, com exceção de Sagitário. Leão gosta de comandar, Áries também, mas há uma diferença entre vocês. Enquanto o nativo de Áries está sempre entre os primeiros na ação, disposto a reconhecer a real superioridade do outro, dará seu total apoio e lealdade a um líder, quando estiver convencido que ele o é, o nativo de Leão deseja ser esse líder e nunca está satisfeito com o segundo lugar. Se você vai juntar-se a um leonino, acostume-se a ouvir o pronome “EU” e deixe-o acreditar que ele está encabeçando o projeto ou trabalho.

VIRGEM (Terra) e Áries (fogo) não têm muito em comum, porque os nativos de Virgem valorizam todas as coisas da vida que você não dá muita importância. Eles exigem perfeição nos detalhes, nas coisas insignificantes, criticam e analisam desde o tom da voz até o levantar das sobrancelhas. Nenhum homem pode enganar uma esposa de Virgem (e vice-versa), muito menos um Ariano e se você tomar uma nativa (o) de Virgem para sua companheira ou seu companheiro na vida, esteja preparado para estar barbeado todos os dias e vestir-se muito bem à hora das refeições. Nenhuma virtude, por maior que seja, compensará estes pequenos convencionalismos e detalhes, muito necessários para um autêntico virginiano.

LIBRA (Ar) é o Signo em oposição ao seu e, pela lei da polaridade, o mais diferente. Não obstante e talvez por isso mesmo, há uma grande atração complementar entro os Signos opostos. Se você acredita poder alcançar um casamento feliz, unindo-se a uma pessoa oposta a você, escolha um nativo de Libra. Como amigos e sócios vocês não concordarão. O nativo de Libra é calmo e conciliador, enquanto você é brusco e franco. Muitas vezes, como o geminiano, ele muda suas ideias e seu temperamento é de extremos: hoje tão otimista quanto possa ser, amanhã poderá cair numa depressão, que o levará até ao desespero. Não o subestimá-lo como competidor ou opositor. Pode dar a impressão de não ser um grande lutador, mas pode tornar-se uma fortaleza e um batalhador decidido, se resolver sê-lo.

ESCORPIÃO (Água) é outro Signo regido por Marte. Você pode pensar que tem muito em comum com pessoas deste Signo. Nada mais errado. Esse é um Signo aquoso e o nativo de Escorpião é caprichoso e introspectivo. Muitas vezes ele age impetuosamente, como você também, mas outras vezes ele se torna inerte e desinteressado. O fogo fumegante que age nele não é da verdadeira chama que você imagina e quando você tentar soprar a fumaça e acalmar o entusiasmo exacerbado dele, você poderá ver-se à frente de uma explosão de sarcasmo, que o atingirá profundamente.

Os nativos de SAGITÁRIO (Fogo) são seus companheiros alegres e generosos. Essas pessoas são, ao mesmo tempo, idealistas e de mente superior e podem servir sob a mesma bandeira que você. São, por vezes, irresponsáveis e interferem num empreendimento ou trabalham nele, por simples amor à aventura. São um tanto rudes e francos, um carácter ético que você entende e respeita. São bastante flexíveis, o que os tornam valiosos em casos de necessidade.

CAPRICÓRNIO (Cardeal, Signo da Terra) é outro Signo que você acha difícil de entender. É regido por Saturno e é o Signo mais sério do Zodíaco. Mesmo que o alvo da vida de um capricorniano seja o de uma vida totalmente fútil e frívola, ele seguirá esse caminho com toda intensidade. São determinados e corajosos, mas podem também ser diplomáticos e astutos, nem sempre dizem o que pensam, mas sabem guardar muito bem um segredo.

AQUÁRIO (Ar) – Os nativos deste Signo são os maiores amigos que uma pessoa pode ter. Você deve ter um aquariano no seu círculo de amizades. Suas ideias são progressistas e modernas e seu entendimento é mais universal que o seu. Ele poderá ajudá-lo a não ser tão fanático e radical e a ser aceito, com simpatia, num grupo.

(Publicada na Revista: Serviço Rosacruz – maio/81)

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