porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Os Anjos têm asas como vemos nas pinturas?

Pergunta: Os Anjos têm asas como vemos nas pinturas?

Resposta: Não, nenhum deles tem as asas de pássaros que se veem nos quadros, mas há alguns seres no Mundo espiritual que têm apêndices semelhantes às asas. Tais apêndices não têm o objetivo de prover a capacidade de voar ou de se mover no espaço, mas são correntes de força que se exteriorizam e que podem se dirigir em uma ou outra direção da mesma forma que nós, seres humanos, usamos nossos membros. Desse modo, um Arcanjo que está impulsionando os exércitos de duas nações à batalha pode enviar uma corrente de força espiritual em uma direção, enchendo de medo os soldados de um exército, e enviar outra força para aumentar a coragem do exército inimigo, influenciando, assim, a batalha de uma maneira não suspeita pelos contendentes.

(Livro: Perguntas e Respostas – Vol. I – pergunta 77 – Max Heindel)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Serviço: a Tônica Rosacruz

Serviço: a Tônica Rosacruz

Não importa a nossa condição social. Por humilde que ela nos pareça, há sempre alguém que precisa de nossa ajuda. E, por pequeno que seja nosso talento, perto de nós há sempre um serviço a realizar.

A cada um são oferecidas inúmeras oportunidades de servir. Não as percamos com nosso descuido ou indiferença, nem protelemos, no aguardo de grandes oportunidades.

Até o serviço que nos parece insignificante pode produzir grandes bens. Basta-nos um instante para estender a mão amiga a alguém e ajudá-lo a encontrar o caminho ou a estrela-guia. Uma só palavra de alento ou de compreensão pode levantar a alma no mais profundo momento de desespero e auxiliá-la a iniciar vida nova.

Quando nos surge a oportunidade de servir, não desperdicemos o precioso ensejo, com estas evasivas:

Isso aumentará seu prestígio? Que proveito tirarei? Meu antecipado prazer diminuirá o valor da boa ação? Requererá ela muito esforço? Por que não permitir que outro a faça? Poderei deixar para depois? — E outras mil e uma escusas costumeiras.

Melhor será que digamos a palavra ou estendamos a mão ao que pede, com alegria e gratidão pela oportunidade que recebemos de servir como um privilégio oferecido pelos Irmãos Maiores ao nosso progresso espiritual.

“O que fizeres ao mais humilde de meus servos — disse Cristo — fá-lo-á a mim”.

O amor a Cristo, portanto, é demonstrado pelo amor ao nosso semelhante. Servimo-Lo melhor, servindo o próximo. Agradamo-Lo mais quando em Seu nome oferecemos nosso desinteressado e amoroso serviço.

Pratiquemo-lo desde já. O futuro muda AGORA.

Aprendemos que “o serviço desinteressado que oferecemos aos demais é o caminho mais curto, mais seguro e mais feliz que leva a Deus”.

Isto se refere ao serviço altruísta, sem visar a vantagens quaisquer.

O serviço desinteressado tem sua fonte no Amor — o amor a Nosso Pai e a nossos irmãos.

Desse serviço resulta nosso progresso espiritual e de sua falta derivam os atrasos, muitas vezes incompreendidos por nossos membros.

Tal atividade jamais se realizará com sonhos bonitos, personalismos, protelações, comodismos e inibições.

Sobreponhamo-nos às limitações e faltas, para servir. Em nosso trabalho, no lar ou em qualquer parte, há um serviço para ser feito e podemos efetivá-lo melhor do que qualquer outro no mundo.

FAÇAMO-LO, EM NOME DE DEUS!

 (Traduzido do Echoes from Mount Ecclesia e Publicado na Revista Serviço Rosacruz de maio/1978)

 

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Um Pouco de Culpa em Todos

Um Pouco de Culpa em Todos

Muitos dizem que deveríamos orar constantemente para melhorar o mundo; e assim o fazemos quando vamos aos templos e escutamos benéficos sermões, ouvimos missas, etc., mas o que ocorre na vida prática é que nos esquecemos do que ouvimos e do que aceitamos intimamente, ainda que algo assim, grandemente marcante, atinja nosso sentimento.

O pensamento criador que é essência divina, poderá melhorar o que lamentavelmente hoje ocorre com grande frequência, como às guerras que estamos vivendo, assim como as inumeráveis perturbações saciais.

Vamos esclarecer melhor:

Pode-se dizer sem vacilação alguma que é verdade que em nossos dias uma maioria extraordinária continua lutando para defender e acumular mais e mais bens e riquezas materiais, sem preocupar-se muito, às vezes nem um pouco, da Lei Divina. Crentes e ateus, todos tentam defender sua bolsa e seu dinheiro, enquanto milhares de seres padecem de fome ou sede espiritual, fome que poderia ser saciada com a doação do pouco daquilo que, os que muito têm, lhes sobra; ou sede que poderia ser aliviada pela fé no senhor. O egoísmo humano se assenhoreou tanto dos corações, que quando se medita nos fatos de nossa vida, compreende-se com facilidade que nem ainda os crentes, que dizem amar a Deus, não se deram conta dos conselhos do Divino Mestre Jesus Cristo, de suas máximas puras e perfeitas que poderiam salvar o mundo do caos que segue precipitando-se por sua loucura egoísta.

Sabemos que existe uma minoria que pode gozar dos benefícios espirituais que produz o amor, o serviço e a caridade, mas muitíssimos são os que se somam ao número da indiferença, esquecendo quase com naturalidade os ensinamentos de Jesus Cristo, porque nem todas as religiões seguem fiéis aos verdadeiros postulados, ensinando e praticando, essencialmente a verdade de Cristo; e religiões que tergiversaram os verdadeiros ensinamentos de Cristo, que de nada servirão seus alardes e cerimônias cheias de ostentação, se não se decidem a retificar sua conduta e fazer com que o ser humano recupere a fé, por seus bons conselhos e pelas boas ações. A falta de fé consciente trouxe à sociedade males gravíssimos, precipitando-a a uma das piores sendas: “A Guerra”.

A verdade é que todos temos um pouco de culpa deste momento difícil de hoje. Vivemos nos enganando uns aos outros, e esta cruel barbaridade nos situou neste ambiente que asfixia por todo lado. Nem políticos, nem religiões que não cumprem com os mandamentos podem salvar esta situação; não é um problema de uns poucos seres humanos de boa vontade, é uma solução que devem achá-la todos os homens e todas as mulheres. Precisa-se, pois, reconhecer a verdade que Jesus Cristo ensinou e que hoje está falsificada pelo egoísmo. Rompamos a cadeia de indiferença e voltemos ao caminho da espiritualidade, mas entremos decididos a trabalhar e a estudar.

O rosacrucianismo de Max Heindel é um excelente curso de verdades que revelam a existência eterna de nosso destino: se nós decidimos a estudar e a praticar seus ensinamentos, compreenderemos com facilidade a grande missão de Jesus Cristo e de outros enviados para libertar a humanidade de seus sofrimentos, e a nossa missão a cumprir.

Se somos bons e fiéis discípulos do Mestre, a resposta será, caminhar pela senda espiritual, onde levemos a Deus em nosso coração e em nossas obras. Se a maioria se interessa por buscar a Paz no mundo, a Paz que desejamos para a felicidade dos povos, na medida de nossas forças, devemos colaborar nesta conquista sublime da humanidade. E não duvidemos, pois, nosso esforço contribuirá com algo, para que nosso Senhor, o Cristo, volte a reinar, estabelecendo a ordem e “Paz na terra aos homens de boa vontade”; não são só palavras, mas sim essencialmente verdades.

Para criar aquela poderosa tão necessária teria que aceitar a imortalidade do espírito e saber o que é a Vida que para defini-la Max Heindel anotou em seus livros: “Se se pergunta a um indivíduo de ciência qual é a origem da Vida, começará a falar de protoplasma, prótons ou qualquer outra coisa de natureza parecida, mas isto só concerne à forma, não importa quão insignificante, pequena ou simples seja essa forma: é uma forma, e do ponto de vista do ocultista, a pergunta está mal formulada, porque o espírito é, sempre será.

Disse Sir Edwin Arnald em seu formoso poema ‘A Canção Celestial’:

‘Nunca nasceu o espírito e nunca deixará de ser.

Nunca houve tempo em que ele não fosse, pois princípio e fim são só sonhos

O espírito permanece sempre sem nascer, nem morre, e a morte não pode afetá-lo absolutamente.

Assim como alguém tira a roupa já usada e pegando outra diz: ‘Colocarei essa hoje’, assim também o espírito deixa sua roupa de carne e vai em busca de outra nova’.

É a vida que constrói as formas e as emprega por um certo tempo para progredir com sua ajuda, e quando sua utilidade estiver terminada a vida se vai, então as formas que deixam ficam mortas. De maneira que a vida é e não tem origem nem fim. A morte? Pois ela é apenas um parêntese”.

(Publicado na revista serviço Rosacruz de jan.fev/87)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

RECEITA – Homus de Beterraba

HOMUS DE BETERRABA

 
Ingredientes:
  • 1 beterraba grande com casca
  • 1/2 xícara (chá) de grão de bico cozido
  • 1/4 xícara (chá) de água
  • Sal
  • Pimenta do reino e
  • Azeite a gosto 
 
Modo de preparo:
 
  • Lave bem a beterraba com uma escova e corte em pedaços.
  • Coloque todos os ingredientes no liquidificador ou processador e bata até virar um creme (não deve ficar mole demais).
  • Sirva com hambúrguer, torradas ou bolacha integral.
porFraternidade Rosacruz de Campinas

Um dos mais Preciosos Frutos do Discernimento

Um dos mais Preciosos Frutos do Discernimento

Os modernos meios de comunicação, com sua ação muitas vezes massificante, podem induzir as pessoas a uma compreensão muito superficial dos fatos e coisas que as rodeiam. Condicionam o ser humano a pautar sua vida e definir metas e ideais calcados em valores discutíveis, face à sua transitoriedade.

Não constitui exagero, nem exacerbado criticismo, afirmarmos que o ser humano moderno aprendeu, inconscientemente, a conviver com o artificialismo, perigoso criador de rótulos. O tratamento superficial que se dá mesmo aos mais importantes aspectos da existência humana, permite grassar uma lamentável tendência de tudo rotular.

As pessoas comuns, cada vez mais influenciadas por telenovelas e contos folhetinescos, deixam-se levar por uma distorcida visão maniqueísta do mundo. Assim, habituam-se a dividir as pessoas e as coisas em rigorosamente boas e rigorosamente más. Essa rotulação, atitude precipitada e eivada de conceitos injustos, na maior parte das vezes, não dá margem a um meio-termo. Nem enseja uma acurada verificação de, até que ponto algo é inteiramente mau ou bom, ou se verdadeiramente apenas aparenta ser assim.

Tal maneira de encarar os fatos pode constituir-se na gênese de muitos preconceitos. As ideias preconcebidas, os juízos prematuros encontram sua origem nessa visão caricata e apressada das coisas.

Somente o desenvolvimento de uma segura capacidade de discernir pode evitar o cometimento de equívocos. A ação de discernir envolve análise profunda, conhecimento intuitivo, julgamento sereno, caso contrário não passará de mero exercício de ilação ou simples raciocínio.

Isenção de ânimo e independência interior são, entre outros, fatores decisivos a embasar nossa faculdade de discernimento. Discernir é um processo completo, simultaneamente objetivo e subjetivo, expectante e ativo. É o degrau que antecede a “sabedoria interna”,

Todo indivíduo dotado de “Mente aberta ou arejada” no sentido real da palavra, logrou desenvolver, em certa extensão, esse dom admirável. Soube, dessa forma, conquistar o privilégio de poder analisar os fatos, penetrando-lhes o âmago, conhecendo-lhes sua verdadeira natureza.

Diz Max Heindel no Conceito Rosacruz do Cosmos que “é evidente a grande vantagem dessa atitude mental quando se estuda um assunto, uma ideia ou um objeto determinado. Afirmações que pareciam positivamente contraditórias, e que determinaram intermináveis discussões entre os respectivos partidários, podem conciliar-se. Só a Mente aberta descobre a concordância”.

Não nos é difícil imaginar como uma visão periférica das coisas gera o oposto, isto é, o encontro da contradição, da discrepância, em pontos onde elas positivamente não existem. Além disso, corre-se o risco de consagrar “fatos definitivamente estabelecidos” pela conceituação puramente humana, como parâmetros para a avaliação de tudo. Essa atitude mental induz a erros, porque denota um flagrante desconhecimento de que todas as coisas podem apresentar facetas variadas em sua natureza, tornando-se suscetíveis de enfoques através de diversos ângulos.

Mais uma vez citamos Max Heindel: “Ainda que se lho afirme, não se pede ao discípulo que admita, a priori, ser negro um determinado objeto que observou ser branco, porém que cultive uma atitude mental suscetível de “admitir todas as coisas como possíveis”. Isto lhe permitirá deixar de lado, momentaneamente, até mesmo aquilo que geralmente se considera um fato estabelecido — a brancura do objeto — e verificar se há algum outro ponto de vista sob o qual o objeto em referência possa parecer negro. Certamente ele nada considerará como fato estabelecido porque compreende perfeitamente o quanto é importante manter a mente no estado fluídico de adaptabilidade, característico da criança. Compreenderá que, agora vê as coisas como por espelho, obscuramente, e como Ajax, permanecerá sempre alerta, aspirando ‘luz, mais luz’”.

Quem atingiu esse nível de entendimento sempre revelará uma atitude de compreensão para com os outros seres humanos. Nunca será exigente em relação ao comportamento alheio. Pelo contrário, manter-se-á vigilante quanto à sua própria postura moral. Afinal, cumpre-nos entender que todo ser humano é um diamante em lapidação. Cada um, na medida de suas experiências e evolução, brilha a seu modo e à intensidades diferentes.

Todos são animados por uma Essência Divina, procurando expressar o que de mais elevado possuem, não importando a diferença de níveis de desenvolvimento individual.

Procurar essa Divina Essência nos demais e sintonizar-se com sua bondade inata constitui um dos mais preciosos frutos do discernimento.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de novembro/1977)

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A Elevação da Onda de Vida Humana via o Corpo-Alma

Nossa evolução está muito ligada à nossa capacidade de usar o Corpo Denso. Aliás, o objetivo da nossa permanência neste plano durante muitos renascimentos consiste em aprender tudo sobre este estado peculiar de matéria, dominando-a e utilizando-a em escala de crescente eficiência.

O Corpo Denso é o nosso veículo mais antigo e por essa razão o mais desenvolvido. Nos primórdios da nossa evolução sobre a Terra, a constituição dele era bem diferente da atual. As condições ambientais davam-lhe configuração e sensibilidade peculiar. À medida que as Épocas se sucediam, esse importante veículo se aperfeiçoava ganhando novas e mais dinâmicas faculdades.

Na Época Lemúrica, o Corpo Denso do ser humano conformava-se às altas temperaturas ambientes, pois muitos vulcões encontravam-se em plena atividade. Como a temperatura interna do corpo quase se igualava à do exterior, era-lhe quase impossível reter muita umidade e esse fato tornava muito débil e incipiente a circulação sanguínea. Como o sangue é o elemento através do qual o espírito controla seu corpo, é fácil deduzir quão precário era esse domínio.

Na Época Atlante, as coisas se modificaram. Como a atmosfera passou por um processo de resfriamento o ser humano conseguiu reter mais fluidos no corpo, a produzir mais sangue e através deste a exercer maior domínio sobre seus veículos.

Esse domínio, entretanto, era rudimentar, pois o espírito ainda não conseguia manobrá-lo com eficiência.

Para chegar às condições atuais, nosso veículo Denso teve de passar por muitas transformações. Nossa capacidade de autoconsciência no próprio corpo nunca foi tão eficiente como agora. Contudo, defronta-se o ser humano com o grande perigo que é agir e pensar como se fosse o próprio corpo, confundindo-se com ele e julgando-o a única realidade existente. Nossa missão, agora, é extrair o máximo de benefício possível desse instrumento tão eficaz, sublimando-o e devolvendo-o à sua origem: Deus.

Iniciamos nossa jornada neste Grande Dia de Manifestação pela construção do Corpo Denso. As experiências adquiridas através de sua utilização ensejam a formação da alma, também definida como o alimento do espírito. Se construímos o corpo e formamos a alma, a tríade se completará pela elaboração do Corpo-Alma, sem o qual não poderemos viver na próxima grande etapa da nossa evolução. Todo esforço despendido nessa tarefa não só nos beneficiará, como também ajudará a elevar a Onda de Vida humana.

(Publicada na revista Serviço Rosacruz – 01/02-87)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Quando ficamos doentes nesta vida, submetemo-nos a uma intervenção cirúrgica e um órgão é removido. Isto nos cura permanentemente ou retornamos num corpo futuro com uma enfermidade semelhante?

Pergunta: Quando ficamos doentes nesta vida, submetemo-nos a uma intervenção cirúrgica e um órgão é removido. Isto nos cura permanentemente ou retornamos num corpo futuro com uma enfermidade semelhante?

Resposta: Cristo disse: “Como um homem pensa em seu coração, assim ele é”, e isto abrange toda a questão quando considerada em seu mais amplo significado. Quando entramos nos reinos invisíveis após a morte, passamos durante o estado “post-mortem” pelas experiências do Purgatório e do Primeiro Céu, todos os nossos veículos dissolvem-se gradativamente, e depois entramos no Segundo Céu onde começamos a criar o meio para a nossa próxima existência. Quando essa tarefa termina, entramos no Terceiro Céu, do qual pouquíssimos têm consciência ainda. Consequentemente, o esquecimento é total sobre o que ocorreu antes, e só levamos conosco a quintessência das nossas experiências passadas em forma de faculdades quando retornamos ao Segundo Céu em nosso caminho em direção ao renascimento. Aqui moldamos o arquétipo de nosso futuro corpo físico com a ajuda dos Anjos do Destino e dos seus agentes.

Esclarecendo melhor este ponto, lembremo-nos que durante os dias de infância passamos pelas mais terríveis dificuldades para aprender a escrever. As letras que rabiscávamos eram extremamente grotescas, mas, aos poucos, com o decorrer do tempo e um esforço persistente, adquirimos a faculdade de escrever de forma legível. Com o passar dos anos, esquecemos as dificuldades do aprendizado, mas a faculdade permaneceu conosco.

Similarmente, o Espírito quando renasce esquece tudo que aconteceu antes, mas a faculdade de fazer determinadas coisas subsiste nele. Por conseguinte, se ele formou um corpo fraco num certo lugar em uma vida e sofreu a dor inerente àquela fraqueza e doença, mesmo a remoção de um órgão, podemos ter certeza que, embora o acontecimento vá ser esquecido numa futura existência, o Espírito relembrará o fato quando estiver moldando o arquétipo e preparando-se para renascer. Ele se esforçará em criar um órgão melhor para evitar a dor experimentada numa vida anterior e, assim, ao invés de perpetuar o órgão doente, podemos dizer, seguramente, que um órgão doente numa vida será sadio na seguinte.

Gradualmente, a humanidade vai aprendendo através de erros do passado a criar um corpo mais aprimorado e sadio.

Recorrendo a outra ilustração, analisemos o caso de um arquiteto que, após ter construído uma casa e vivido nela, sentiu-a desconfortável. Vejamos como ele agiria. Se vendesse essa casa e construísse outra para si, lembrar-se-ia dos incômodos experimentados na sua residência anterior e iria esforçar-se para construir uma casa que não apresentasse os mesmos inconvenientes.

Possivelmente iria deparar-se, na nova casa, com outros aspectos não muito a seu gosto e, ao vender esta, construiria uma terceira casa melhor do que as duas anteriores e assim por diante. Podemos inferir que o mesmo acontece com a casa do Espírito, construída novamente a cada vida. Oliver Wendell Holmes coloca isso de forma muito bonita no último verso do seu “O Caracol”, que construiu conchas cada vez maiores e finalmente abandonou-as quando estavam superadas. Ele diz:

“Oh Minh’alma! Constrói para ti mansões mais majestosas

Enquanto as estações passam ligeiramente!

Abandona o teu invólucro finalmente;

Deixa cada novo templo, mais nobre que o anterior,

Com cúpula celeste, com domo bem maior,

E que te libertes, decidida

Largando tua concha superada nos agitados mares desta vida”.

(Pergunta 45 do Livro Filosofia Rosacruz por Perguntas e Respostas vol. II, de Max Heindel)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Errar é Humano

Errar é Humano

Na sua singeleza, um ditado popular encerra sempre ou quase sempre, uma verdade oculta. Tomemos, por exemplo, para assunto de meditação, uma frase corrente: ERRAR É HUMANO… perdoar é divino… e nos concentrando nela, acabaremos entrando em contato com a força do seu significado. Acabaremos compreendendo porque se diz comumente que a voz do povo é a voz de Deus. Verdade que as pessoas pouco avisadas, interessadas em espiritualismo, procuram encontrar a verdade fluindo em geral de grandes segredos ocultistas, quando a verdade é simples e pura e vive entre nós expressa singelamente. É só saber entrar em contato com ela. Continuemos a estudar aquela frase de início…. Errar é humano, perdoar é divino… O erro parte realmente da nossa parte humana. A nossa parte divina é pura e encerra em si o germe da verdade. Basta que saibamos cultivá-la para que brote e floresça em nossos corações. É essa parte, a divina, que nos conduz à correção de nossos erros e de onde se tira aquele PERDOAR É DIVINO.

A nossa parte divina nos perdoa a nós mesmos através de Deus, ou Deus nos perdoa através da nossa parte divina, sempre que desejamos sinceramente esse perdão. E, naturalmente, um desejo sincero de perdão só pode partir de um coração arrependido e desejoso de redimir-se. Caia ou não em erro novamente, aquele momento de perdão existiu com o arrependimento, e é uma sementinha de verdade que pode germinar devagarinho, constituindo com o tempo, uma força real que se sobrepõe aos nossos erros.

Teremos então canalizado a nossa parte divina sobre a humana. “Errar é humano” pode, à primeira vista, apresentar um aspecto de justificativa. Se erramos, é porque somos humanos, e, sendo humanos, temos esse direito de errar, portanto não seremos nós propriamente culpados de nossos erros, mas sim a nossa constituição material trazida desde os tempos de Adão e Eva.

Para o ser humano natural, esse modo de pensar será perfeitamente lógico.

Entretanto, para aquele que descobre em si algo maior do que a carne, algo superior a essa parte humana tão falha e cheia de fraquezas, para quem já tem um vislumbre de uma realidade mais elevada, para esse, já não é possível aceitar a justificativa do Errar é Humano. Ele pode compreender que seus erros provêm da sua parte humana, que é a parte inferior do seu eu; mas sabe perfeitamente que essa parte inferior pode ser elevada, transformada e adaptada à essência divina que a interpenetra.

Assim como os mundos etéricos interpenetram o Mundo Físico, assim a nossa parte divina está perfeitamente entrosada na humana. Portanto, não há justificativa para cruzarmos os braços e aceitarmos nossos erros como coisa natural e própria da nossa condição humana. A nossa divindade também está em nós, em cada átomo do nosso corpo, na força criadora de nossos órgãos, na perfeição de funcionamento da máquina de nosso organismo, no nosso cérebro, no nosso sangue, na nossa vida, enfim.

E é essa essência divina que faz o nosso coração pulsar, equilibra as trocas químicas do nosso organismo para que haja a continuidade de vida em nosso corpo.

Por que ignorá-la então, por que a colocar em segundo plano, afastada de nós, desprezada em suas reais possibilidades dentro de nós mesmos?

A nossa divindade vive em nós e, quanto mais próxima de nós a sentirmos, maior a possibilidade de irmos anulando a força negativa da nossa parte humana, transformando-a em energia positiva. A finalidade dos nossos estudos é realmente esta: estabelecer o contato do divino com o humano, através da linha mística, ao mesmo tempo que elevamos ao divino a nossa parte humana, através do ocultismo, que é a linha intelectual.

Se formos refletir um pouco, acabaremos percebendo que os nossos erros, as nossas fraquezas não passam de forças mal dirigidas, de energia extraviada da verdade.

Para orientarmos essa força, basta, portanto, que mudemos o eixo de direção na linha de nossos pensamentos negativos.

Isso porque despendemos a mesma força, a mesma energia, tanto para sermos maus, como para sermos bons. Corrigir falhas, portanto, nada mais é do que orientar para a verdade os nossos pensamentos extraviados, recusando-nos a pensar errado, o que já é meio caminho para o ato certo, para a ação reta que constitui a finalidade do nosso discipulado, e que, forçosamente, há de levar-nos ao dia de glória em que conseguiremos restabelecer a unidade perdida do nosso todo, numa restauração total dos nossos valores íntimos, e final elevação do humano ao divino.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de junho/1978)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Métodos práticos para obter êxito – baseados na conservação da força sexual

Métodos práticos para obter êxito – baseados na conservação da força sexual

É tão impossível alcançar um sucesso verdadeiro e duradouro sem viver em harmonia com as leis da vida, como é para o criminoso viver em paz na sociedade cujas leis ele desrespeitou. E, da mesma forma que ele é castigado, encarcerado e reprimido devido a seus hábitos predatórios, a natureza também nos castiga, encarcera e restringe quando desobedecemos às suas leis. Essa restrição se chama doença e é inimiga da felicidade, pois ninguém pode ser feliz, não importa quão rico seja ou que posição ocupe no mundo, quando se encontra fisicamente enfermo. Então, é preciso termos em conta que uma das condições vitais que deve ser adquirida pelo homem ou pela mulher que aspira a felicidade e o êxito na vida, em sua plenitude, é a saúde, incluindo o vigor, pois somente com boa saúde poderemos ser, suficientemente, otimistas, alegres e vigorosos para alcançar o sucesso que procuramos.

A Bíblia nos diz que a morte e a enfermidade vieram ao mundo por termos comido da “árvore do conhecimento” e ainda que, sob o ponto de vista materialista, isso possa parecer pueril, não desprezemos a história sem a estudarmos profundamente. Poderemos comprovar que se acha em perfeita harmonia com os fatos científicos mostrados atualmente. Consideremos, em primeiro lugar, o significado da árvore do conhecimento, por meio dos seguintes princípios: “Adão conheceu sua esposa e esta deu à luz a Abel”; “Adão conheceu sua esposa e esta deu à luz a Seth”, e as palavras de Maria ao Anjo: “Como poderei conceber, se não conheço nenhum homem?”. Por essas e por muitas outras observações semelhantes, se conclui evidentemente que a árvore do conhecimento era uma expressão simbólica do ato gerador. A humanidade foi, como diz a Bíblia, concebida em pecado e, portanto, sujeita à morte da qual não haveria maneira de escapar.

Devemos relembrar que a evolução é uma realidade na natureza; que o ser humano atual é o resultado de um passado distante e que o presente estado não é o ponto final de uma meta de perfeição, mas que existem maiores alturas à nossa frente. Assim, todos estamos em um estado de desenvolvimento perpétuo; não existem paradas ou descansos, pois o caminho é tão ilimitado como a idade do espírito. O que somos hoje é o resultado do que fomos ontem, portanto, o que seremos amanhã, dependerá do modo como utilizarmos, atualmente, as nossas faculdades. Examinemos, pois, o passado, para que, ao conhecermos o que temos sido, alcancemos um vislumbre do que haveremos de ser.

De acordo com a Bíblia, a humanidade foi hermafrodita antes de ser separada em dois sexos distintos como homem e mulher. Ainda temos entre nós hermafroditas que, como pensamos atualmente, têm essa formação anormal para provar a verdade dessa afirmação Bíblica; e fisiologicamente, o órgão do sexo oposto se acha latente em todos nós. Durante o período em que o ser humano esteve assim constituído, a fecundação devia ocorrer dentro de si mesmo; isto não difere muito do que sucede com muitas plantas hoje em dia.

Vejamos, segundo nos diz a Bíblia, qual o efeito da autofecundação nos dias primitivos. Existem dois fatos principais que são muito significativos: o primeiro, havia gigantes na Terra naqueles dias; o segundo, os patriarcas viveram centenas de anos; e essas duas características, grande desenvolvimento físico e longevidade, muitas plantas as possuem atualmente. O tamanho das árvores e a duração de suas vidas são fatos maravilhosos; elas vivem séculos, enquanto o ser humano vive um número reduzido de anos. Daí nos ocorre perguntar:  qual a razão da vida efêmera do ser humano e qual o remédio? Examinemos primeiro os motivos desta razão, e o remédio aparecerá.

É bem sabido pelos horticultores que as plantas param de crescer durante um florescimento muito prolífero. Uma roseira, ao florescer intensamente, pode morrer; por essa razão, o jardineiro sábio poda os brotos da planta para que a força se manifeste, parcialmente, em crescimento, em vez de dar somente flores. Desse modo, conservando a semente dentro de si mesma, guarda a força necessária para o crescimento e a longevidade. Esse é o segredo da altura e da longa vida das raças primitivas, como também é o segredo do tamanho e da longevidade das plantas atuais.

Que a essência criadora na semente é uma substância espiritual é evidente, quando comparamos a intrepidez e impetuosidade do touro e do garanhão, com a docilidade do boi e dos animais castrados. Além disso, sabemos que os libertinos e os degenerados se convertem em estéreis e fracos. Quando esses fatos se fixam em nossa consciência, não nos é difícil entender a verdade da Bíblia quando diz que o fruto da carne, que nos põe sob a lei do pecado e da morte, é antes de tudo e principalmente a fornicação, enquanto que os frutos do espírito, que conduzem à imortalidade, ainda segundo a Bíblia, são especialmente a continência e a castidade.

Consideremos também a criança e como a força criadora empregada internamente e para ela própria, produz um extraordinário desenvolvimento durante os primeiros anos, mas, na puberdade, o nascimento da paixão começa a dominar o desenvolvimento; então a força vital produz a semente com objetivo de alcançar o desenvolvimento e a expressão em outra direção, sendo que, desde aquele momento, termina o crescimento. Se continuássemos crescendo, como acontece na infância, seríamos gigantes, como o foram os divinos hermafroditas do passado.

A força espiritual gerada desde a puberdade e através da vida, pode ser usada com três propósitos: geração, degeneração ou regeneração. Depende de nós qual dos três métodos escolheremos; mas a escolha que fizermos terá uma influência importante sobre toda nossa vida, porque o uso dessa força não está confinado ao momento ou à ocasião em que é empregada. Abrange todos os momentos de nossa existência e determina a nossa atitude em cada uma das fases da vida entre nossos semelhantes; com a forma de como enfrentaremos os problemas da vida; se seremos capazes de agarrar as oportunidades ou as deixarmos escapar; se seremos saudáveis ou doentes; e se nós vivemos nossa vida com um propósito satisfatório; tudo isso depende da forma de usar nossa força vital. Esta força é a fonte de toda a existência, o elixir da vida.

A parte da força criadora que é legitimamente sacrificada, sobre o altar da paternidade e maternidade, é tão pequena que pode ser completamente desprezada nessas considerações. Não há razão, sob o ponto de vista espiritual ou físico, para que deva ser imposto o celibato em uma ordem religiosa, e nem essa imposição se encontra em qualquer passagem da Bíblia. A mera supressão da atração sexual não é virtude em si mesma; de fato pode até ser um vício muito sério, pois não há dúvida que milhares de pessoas que foram proibidas ou impedidas de buscar a satisfação natural, acabem caindo nos vícios mais inconfessáveis. Ainda que se abstenham do ato sexual, seus pensamentos serão de tal índole que as converterão em sepulcros caiados, horríveis por dentro, mesmo que externamente possam parecer puros e brancos. O próprio São Paulo, embora não na condição mencionada, disse: “É preferível se casar do que se abrasar”[1]; essa expressão natural é, de longe, preferível ao estado acima descrito.

Embora existam poucas pessoas que defendam o abuso da função geradora, existem muitos indivíduos que, mesmo seguindo os preceitos espirituais em outros aspectos, mantém a crença de que a frequente satisfação dos desejos nos prazeres sexuais não é prejudicial; e existem outros que julgam que esse ato é tão necessário como qualquer outra função orgânica. Isso está errado por duas razões: primeiro, cada ato criador exige e consome uma certa dose de força e o organismo deve ser reabastecido com uma quantidade extra de alimento. Isso fortalece e aumenta o Éter Químico. Segundo, como a força propagadora atua por meio do Éter de Vida, esse constituinte do Corpo Vital também aumenta a cada gratificação dos sentidos. Deste modo, os dois Éteres inferiores do Corpo Vital se fortificam dirigindo a força criadora para baixo, para satisfazer o nosso prazer; e as ligações assim formadas e que oprimem os dois Éteres superiores que formam o Corpo-Alma, vão se tornando mais compactas e mais poderosas com o tempo. Como a evolução dos poderes anímicos e a faculdade de viajar em nossos veículos mais sutis dependem da separação que se efetua entre os Éteres inferiores e o Corpo-Alma, é evidente que frustramos o objetivo que temos em vista, retardando o desenvolvimento pela satisfação da natureza inferior.

Se dirigirmos novamente nossa atenção para o jardim, obteremos uma demonstração palpável e luminosa dos resultados em seguir o conselho do Apóstolo, quando disse: “guardai a semente dentro”, considerando as qualidades das diversas variedades de frutas sem semente. As frutas sem semente são maiores e de um sabor mais agradável do que as que possuem sementes, porque naquelas toda a seiva é empregada com o único propósito de tornar a fruta deliciosa e suculenta. Similarmente, se nós, em vez de desperdiçarmos nossa substância, vivermos castamente e dirigirmos a nossa força criadora para a regeneração, refinaremos e eterizaremos nossos Corpos físicos, ao mesmo tempo que fortaleceremos nosso Corpo-Alma. Desse modo, poderemos materialmente prolongar a nossa vida e, como consequência, aumentar nossas oportunidades para o crescimento anímico e avançar no Caminho de forma mais marcante.

Quando tivermos compreendido que o sucesso não consiste em acumulação de riquezas, mas no desenvolvimento anímico, se tornará evidente que a continência é um fator importante para o êxito na vida.

[1] N.T.: ICor7:9

 (Publicado na revista Serviço Rosacruz de novembro/86)

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