porFraternidade Rosacruz de Campinas

O que é a Fraternidade Rosacruz e como ela trabalha?

A Fraternidade Rosacruz é composta por homens e mulheres que estudam a Filosofia Rosacruz, que também é conhecida como os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, tal como é apresentada no livro “O Conceito Rosacruz do Cosmos”.

É uma Escola, onde quando a pessoa se inscreve e começa a fazer o Curso Preliminar de Filosofia Rosacruz, alcança o Grau de Estudante Preliminar. Depois dele pode alcançar os demais graus propostos na Fraternidade Rosacruz que você pode ver aqui: Caminho da Preparação e o Caminho da Iniciação Rosacruz.

Essa Filosofia Cristã Mística revela os conhecimentos profundos a respeito dos Mistérios Cristãos e estabelece a união entre a Arte, a Religião e a Ciência. Max Heindel foi escolhido pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz para revelar publicamente os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, de modo a contribuir na preparação da humanidade para a vindoura era da Fraternidade Universal, a Era de Aquário. O trabalho da Fraternidade Rosacruz consiste em disseminar o Evangelho e a curar (não remediar!) os enfermos. Tais tarefas são realizadas de três modos principais:

1º) a disponibilização dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental a todos aqueles que desejam recebê-lo;

2º) por um Departamento de Cura que enfatiza a cura espiritual baseada nos princípios do reto viver pelo Método Rosacruz de Cura;

3º) e disponibilizando os livros da Fraternidade Rosacruz, bem como seus cursos, que ajudam no desenvolvimento pessoal, para todos aqueles que os solicitem.

Os cursos podem ser realizados por correspondências ou endereço eletrônico (e-mail) e incluem: estudos na Filosofia Esotérica Cristã, tendo como base o livro “O Conceito Rosacruz do Cosmos”; o curso de Estudos Bíblicos que contribui para uma melhor compreensão das verdades satisfatórias contidas na Bíblia; e estudos da Astrologia Espiritual que foi concebido para auxiliar no foco da vida em sua parte espiritual (por meio do desenvolvimento espiritual e autoconhecimento), como uma chave para o Espírito, como um forte correlacionador para ajudar na cura dos doentes e enfermos, cujas causas estão justamente nas falhas que se comete por não focar a vida na parte espiritual. Assim, se utiliza da Astro-diagnose e Astro-terapia. Uma das condições básicas para que os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental fossem fornecidos a Max Heindel para serem revelados publicamente é que nenhum preço deve ser cobrado por eles.

Esta condição foi fielmente observada por Max Heindel e é respeitada e seguida atualmente e com a mesma ênfase. Embora os Livros em papel da Fraternidade Rosacruz sejam vendidos – a fim de cobrir os custos de confecção – o serviço de nosso Departamento de Cura, os Cursos por Correspondências e as várias atividades desenvolvidas sempre serão oferecidos gratuita e amorosamente e baseadas no livre-arbítrio.

A Fraternidade Rosacruz não possui conexão com qualquer outra organização, inclusive as que também utilizam o nome Rosacruz.

Não há qualquer obrigação para os membros da Fraternidade Rosacruz, nem qualquer tarifa a ser cobrada.

Essa é a Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil.

Sua fundação data de 3 de agosto de 1980 no Centro de Campinas – SP – Brasil. Desde então desenvolve um trabalho focado na disseminação dos Ensinamentos Rosacruzes, fiel à literatura Rosacruz, conforme preconizada por Max Heindel e seguindo os três modos destalhados acima. Somos ligados à The Rosicrucian Fellowship (www.rosicrucianfellowship.org), fundada por Max Heindel, como um Centro autorizado.

Nosso endereço físico é:

Avenida Francisco Glicério, 1326 – Conjunto 82 – Centro – Campinas – SP – 13012-905 – Brasil Para receber mais informações ou tirar dúvidas sobre cursos, palestras e participações, envie um e-mail para: contato@fraternidaderosacruz.com

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BEM-VINDO e BEM-VINDA e desejos de que

AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ!

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O amor é o único meio completo de conhecimento

O amor é o único meio completo de conhecimento

Além do elemento de dar, o caráter ativo do amor torna-se evidente no fato de implicar sempre certos elementos básicos e comuns a todas as formas de amor. São eles: o cuidado, a responsabilidade, o respeito e o conhecimento.

Que o amor implique cuidado é mais do que evidente no amor da mãe pelo filho. Nenhuma afirmativa sobre seu amor nos impressionaria como sincera, se a víssemos sem cuidado para com a criança, se fosse desleixada em alimentá-la, banhá-la ou lhe dar conforto físico; ao passo que seu amor nos impressiona, se a vemos cuidar do filho. O caso não difere mesmo quanto ao amor por animais ou flores. Se uma mulher nos diz que ama as flores e vemos que ela se esquece de regá-las, não acreditamos em seu “amor” pelas flores. Amor é preocupação ativa e positiva pela vida e crescimento daquilo que amamos. Onde falta esse zelo positivo e ativo, não há amor.

O cuidado suscita outro aspecto do amor: o da responsabilidade. Hoje em dia, muitas vezes se entende a responsabilidade como denotando “dever”, algo imposto de fora. A responsabilidade, porém, em seu verdadeiro sentido, é ato inteiramente voluntário; é a resposta que damos às necessidades, expressas ou não, de outro ser humano. Ser “responsável” significa ter de “responder”, é estar pronto para isso. Essa responsabilidade, no caso da mãe e do filho, refere-se principalmente ao cuidado das necessidades físicas. No amor entre adultos, refere-se principalmente às necessidades psíquicas da outra pessoa.

A responsabilidade poderia facilmente corromper-se em dominação e possessividade, se não houvesse um terceiro elemento do amor: o respeito. Respeito não é medo ou temor, mas denota, de acordo com a raiz da palavra (respicereolhar para), a capacidade de ver uma pessoa tal como é, de ter conhecimento da sua individualidade. Respeito significa a preocupação em relação a outra pessoa, ao seu crescimento e desenvolvimento. Assim, o respeito produz ausência de exploração. Quero que a pessoa amada cresça e se desenvolva por si mesma, por seus próprios modos e não para o fim de me servir. Se amo outra pessoa, sinto-me um com ela, ou ele, tal como é, não como eu necessito que seja para objeto de meu interesse. É claro que o respeito só é possível se eu mesmo alcancei a independência; se puder levantar-me e caminhar sem precisar de muletas, sem ter de dominar e explorar outra pessoa. O respeito só existe na base da liberdade; como diz uma velha canção francesa “L’amour est 1’enfant de la liberté”; ou seja, o amor é filho da liberdade, nunca da dominação.

Contudo, não é possível respeitar uma pessoa sem conhecê-la. O cuidado e a responsabilidade seriam cegos, se não fossem guiados pelo conhecimento. O conhecimento, por sua vez, seria vazio, se não fosse motivado pelo cuidado, pelo zelo. Há muitas camadas de conhecimento; o conhecimento que é um aspecto do amor é aquele que não fica na periferia, mas penetra até o âmago. Só é possível quando podemos transcender o cuidado por nós mesmos e ver a outra pessoa em seus próprios termos. Podemos saber, por exemplo, que uma pessoa esteja encolerizada, ainda que não o mostre abertamente; mas podemos conhecê-la mais profundamente do que isso; sabemos então que esteja ansiosa e preocupada, que se sente só, que se sente culpada. Sabemos então que sua cólera seja apenas a manifestação de algo mais profundo e a vemos como ansiosa e preocupada; isto é, como uma pessoa que sofre e não como uma que se encoleriza.

O conhecimento tem outra relação — e mais fundamental — com a problemática do amor. A necessidade básica de fusão com outra pessoa de modo a transcender a prisão da própria separação relaciona-se muito de perto com outro desejo especificamente humano: o de conhecer “o segredo do ser humano”. Se a vida, em seus aspectos meramente biológicos, é um milagre e um segredo, o ser humano, em seus aspectos humanos, é um segredo insondável para si mesmo — e para seus semelhantes. Nós nos conhecemos e, contudo, mesmo apesar de todos os esforços que possamos fazer, não nos conhecemos. Conhecemos nosso semelhante e, contudo, não o conhecemos, porque não somos uma coisa, nem o nosso semelhante é. Quanto mais penetramos nas profundezas de nosso ser, ou do ser de outrem, tanto mais nos escapa o alvo do conhecimento. Não podemos, todavia, evitar o desejo de penetrar no segredo da alma do ser humano, no mais interno núcleo do que “ele” é.

Há um meio passivo de conhecimento desesperado: o completo poder sobre outra pessoa. É como a criança que apanha alguma coisa e a quebra a fim de conhecê-la e saber como é por dentro. O outro caminho, ativo, é amar. O amor é a penetração ativa na outra pessoa; aí, nosso desejo de conhecer é destilado pela união. No ato da fusão a conhecemos, conhecemo-nos também e conhecemos a todos — o conhecimento do que é vivo, pela experiência da união — e não por qualquer conhecimento que nosso pensamento possa dar.

O amor é o único meio completo de conhecimento. No ato de amar, de dar-me, no ato de perscrutar a outra pessoa eu me encontro e descubro; descubro-nos a ambos, descubro o ser humano.

A ardente aspiração de nos conhecer e conhecer nossos semelhantes encontrou expressão na sentença délfica “Conhece-te a ti mesmo”.

Na Filosofia Rosacruz vemos que o problema de conhecer o ser humano é paralelo à questão religiosa de conhecer Deus, mas não meramente como o faz a teologia convencional do Ocidente, tecendo afirmações a respeito de Deus, presumindo que O possamos conhecer apenas pelo pensamento. Mais ainda, une-se o intelecto ao coração (“cabeça” e “coração”), o conhecimento ao misticismo, acrescentando a experiência da união com Deus, na qual não há mais lugar para dúvida nem necessidade de palavras. Todavia, a experiência de união com o ser humano, ou, religiosamente falando, com Deus, não é de modo algum irracional. Ao contrário, é a consequência do racionalismo e seu efeito mais audacioso que se realiza pelo humilde reconhecimento de que, embora não possamos “aprender” tudo, por ora, do segredo do ser humano e do universo, podemos, não obstante, conhecer o semelhante e Deus nos atos de amor.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de maio/1967)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Qual é o conceito de felicidade que a Escola Rosacruz preconiza

Qual é o conceito de felicidade que a Escola Rosacruz preconiza

Chegado é o tempo de nós, seres humanos, já bem conscientes de nossos deveres e finalidades da nossa existência, verificarmos se realmente estamos vivendo como esperaria Deus, de quem somos filhos e partes integrantes, dentro do nível particular da nossa evolução.

Em tempos bastante remotos, nada conhecíamos de nós mesmos como indivíduos; nada sabíamos de nós próprios, nem física nem espiritualmente. Com o decorrer de milhões de anos, vida após vida, fomo-nos gradativamente elevando da inconsciência para a consciência, chegando hoje à possibilidade de saber muito a respeito do homem real, o tríplice espírito interior. Dessa grande realidade não são todos ainda conhecedores; mas nem por isso ela deixa de ser real. Como as estrelas, o oceano, a luz e todas as demais coisas que se revelam ao sentido da visão, existem em realidade, embora os cegos não as possam ver, assim também são as coisas espirituais, em relação ao ser humano materializado. Ora, assim como nós acreditamos nos altos postulados da ciência, embora pessoalmente não tenhamos recursos intelectuais para comprová-los, também as pessoas descrentes poderiam, por analogia, encontrar razões para confiar nas dezenas de testemunhos convergentes daqueles que relatam as coisas espirituais, como um homem normal a descrever para o cego as realidades da natureza física.

Basta aplicarmos a lógica para que tudo se torne mais coerente e simples. Dura é aquela verdade expressa nos Evangelhos: “Cego é o que, vendo, não vê”. Ao nosso redor a natureza fornece todos os elementos de correlação para avaliarmos a realidade da vida e dos mundos espirituais. Permito-me ainda lembrar ao caro leitor que, se antes não nos era possível conhecer a nós mesmos, por falta de consciência e razão, hoje não se justifica mais nossa ignorância em assunto tão vital. A graça que me foi dada, de mais profundamente conhecer o cristianismo e a realidade do meu ser, quero compartilhá-la com você, leitor e leitora, oferecendo-lhe a mais formosa filosofia que já foi dada ao mundo: a Filosofia Rosacruz.

Talvez você esteja bastante desiludido com tudo o que diga respeito à religião. Não há razão para isso: as falhas são dos seres humanos e não dos princípios Cristãos. Mais desiludido ainda talvez esteja com as chamadas coisas reais do mundo. Também não há razão para isso. Tudo é sagrado e bom. O mal está no mau uso que os seres humanos fazem de tudo, na pretensão de que possam possuí-las, quando em realidade são eles os possuídos pelas coisas e têm de abandoná-las, ao morrer.

Em verdade, você pode e deve ser feliz, porém isso depende da harmonia interna e de uma visão correta das coisas. Você é um estrangeiro, disse o Cristo; o seu reino, a sua pátria não é deste mundo. Sua felicidade, portanto, não reside na posse de artigos materiais, na fama que possa desfrutar entre seus semelhantes, no poder que possa exercer sobre os outros, nem no amor, esse amor comum e desvirtuado. Essas são as motivações da ação, os meios de atrair e fazer evoluir os seres humanos que ainda não encontraram interesse em coisas elevadas. Essas são fontes comuns de amargura, sofrimentos e desilusões. Não conduzem a algo efetivo ou real. São apenas meios e tentações terríveis onde o desprevenido amiúde afunda.

Veja por si mesmo: os resultados dessa dolorosa e sombria felicidade que sempre termina em dor ou enfermidade. Devemos culpar o mundo, as coisas ou nós mesmos? Seguramente, isso depende de nós. A real felicidade, escrita com letra maiúscula, de que estamos tratando está à sua espera como já esteve à espera dos que hoje vivem uma vida diferente. E estará esperando enquanto houver uma ovelha transviada, porque escrito está que haverá “um só rebanho e um só Pastor”. Essa felicidade jamais deixará de ser sentida, buscada ou vivida. Ela é o próprio fluir da harmonia cósmica que, por reflexo, escorre no microcosmo, no “homem real”, o espiritual, que nunca nasceu e jamais morrerá: você.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de abril/1966)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Um Exemplo de um Amigo Verdadeiro

Um Exemplo de um Amigo Verdadeiro

Em certa ocasião, um judeu caminhava sozinho de Jerusalém para Jericó. Era um lugar deserto, cheio de pedras e cavernas. Aí moravam ladrões e malfeitores que às vezes saíam das cavernas para assaltar os que passavam por ali.

Quando esse judeu passava por um desses lugares solitários, foi assaltado, espancado e deixado como morto, sem dinheiro e sem roupa.

Ferido daquela maneira, o pobre homem não poderia chegar a Jericó e, além disso, não havia quem o socorresse.

Depois de algum tempo alguém passou por ali: um sacerdote judeu. Era de se esperar que parasse para ajudar o pobre ferido. O sacerdote, porém, nem se aproximou dele. Olhou apenas e continuou a viagem. Mais tarde, passou pelo lugar um mestre judeu chamado de levita. Observando o pobre homem, aproximou-se para ver o que havia acontecido.

Parou um momento, mas parece que se arrependeu de tê-lo feito. Por que se desviara do seu caminho? Por que havia notado esse miserável? Era certo que o homem necessitava de ajuda, mas ele era orgulhoso demais para ajudá-lo. Talvez o ferido fosse um samaritano.

Os samaritanos e os judeus não gostavam uns dos outros. Não se consideravam bons vizinhos, nem se tratavam bem. Não era imprudente expor-se ao perigo para ajudar um estranho? Ajustando seus vestidos, o levita retirou-se.

Em seguida, aproximou-se um homem montado em um burrinho. Vinha de Samaria; também ele avistara o ferido, mas não pensou nas diferenças que existiam entre samaritanos e judeus. Ele sabia que o pobre homem necessitava de ajuda e sentiu compaixão por ele.

O samaritano retirou sua própria túnica e a pôs sobre o ferido. Em seguida, untou suas feridas com azeite. Com muito cuidado ele o colocou sobre o burrinho e, andando ao seu lado, levou-o até à hospedaria mais próxima.

Durante toda a noite, o bom samaritano cuidou do ferido. Na manhã seguinte, este ainda não estava em condições de ir para casa. Ao sair, o Samaritano deixou dinheiro com o hospedeiro, para que ele cuidasse do seu amigo.

Crianças, sejam gratas ao bom Deus por todas as coisas e procurai fazer o bem a todos.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de junho/1966)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Os Requisitos Necessários para que o Nosso Progresso Espiritual se estabeleça em Base Sólida

Os Requisitos Necessários para que o Nosso Progresso Espiritual se estabeleça em Base Sólida

Certo dia estávamos conversando sobre assuntos espirituais com uma irmã da Fraternidade Rosacruz, quando ela aproveitou o ensejo para nos fazer esta indagação: quais são os requisitos necessários para que o nosso progresso espiritual se estabeleça em base sólida, isento de qualquer aspecto dubitativo?

Essa pergunta nos impeliu a meditar um pouco, antes de responder, pois compreendemos perfeitamente a responsabilidade que assumimos quando somos solicitados a opinar sobre algo de tamanha reverência. Respondemos que não pode haver progresso espiritual sem três qualidades fundamentais: Sinceridade, Amor, Lealdade. Se assim respondemos, é porque temos procurado pautar nossa existência por esses três princípios e as experiências que temos vivido dia a dia nos dão plena convicção de que deve ser assim. Ademais, isso se confirma quando analisamos fatos decorrentes da inobservância desses princípios.

Quando Cristo-Jesus divulgava Seus ensinamentos maravilhosos em nosso mundo, deixava sempre transparecer que não devemos fazer a outrem aquilo que não queremos que nos façam, pois nisso há Sinceridade; isto é, a coerência conosco mesmos. Aquele que se identifica com o sentimento de sinceridade é digno de crédito em qualquer circunstância.

Depois vem o Amor, o qual, sem sombra de dúvida, é a base, o fundamento, o ideal e a coluna mestra do Cristianismo. Sem esse sentimento sacrossanto não podemos sequer cogitar o crescimento espiritual, porque ele é o princípio que neutraliza todas as dissenções e discrepâncias existentes entre os homens. No entanto, para que esse Amor opere prodígios é necessário que seja um Amor sincero. A sinceridade é a qualidade inerente ao próprio Amor e o meio de sua subsistência.

Finalmente vem a Lealdade, a única condição que pode provar realmente se o Amor é sincero, desprendido, desinteressado. Como consta em nosso Ritual do Serviço do Templo, “Se nos amamos uns aos outros, Deus está em nós e, em nós, é perfeito o Seu Amor”, concluímos que esse é o magno princípio que devemos albergar em nossos corações; contudo, não pode ser duradouro, se não se revestir de Sinceridade e Lealdade.

Assim, fazemos um apelo aos que anseiam pelo crescimento espiritual, para que procurem integrar-se ao reto viver, pois gradativamente sentirão o desabrochar dos poderes latentes do espírito, mediante estes três maravilhosos princípios: Sinceridade, Amor, Lealdade.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de novembro/1967)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Uma Decisão para Caminhar com o Bem ou com o Mal

Estudantes místicos e ocultistas geralmente relatam histórias que soam parecerem falsas para aqueles que não estão familiarizados com a ampla gama de trabalhos realizados pelos Auxiliares Invisíveis. As histórias descritas a seguir ilustram alguns destes trabalhos e, também mostram como são fornecidas provas para os Estudantes sobre a veracidade dos ensinamentos ocultos e místicos.

Certo dia, um Estudante de ocultismo foi jantar num refeitório, escolheu seu prato e sentou-se à sua habitual mesa. Por meio do pensamento, uma amiga lhe chamou, perguntando se ele gostaria de presenciar um fato incomum. Ela deixou claro que se caso aceitasse, ele não teria tempo para jantar.

“Sim, eu gostaria de ver o que você tem para me mostrar”, ele disse. “Eu posso comer outra coisa em outra hora”.

Então, esta amiga, que é uma Irmã Leiga[i], mostrou-lhe uma jovem mulher que era apresentadora e dançarina em um cabaré. Naquela noite, não estava no trabalho porque pegou uma pneumonia que a afastou do trabalho por uma semana. Nesta condição, ela tinha muito tempo para pensar, enquanto ficava deitada em sua cama. Durante esse tempo enferma e de cama, esta jovem saiu de seu corpo e contemplou seu futuro. Ela se viu numa bifurcação de caminhos. Ela tinha que decidir qual caminho tomaria. Não tinha qualquer consciência da presença de seu Anjo, que estava em pé, atrás dela. Também estava inconsciente da presença de uma forma maléfica de um corpo, criado por seus próprios maus pensamentos e que estava em pé a sua esquerda. Igualmente, não tinha consciência da presença do seu Anjo da Guarda, formado pelos seus bons pensamentos, que ficava a sua direita. Estes três estavam esperando sua decisão.

Então, a jovem mulher foi, lentamente, caminhando para a estrada do reto viver, deixando o caminho da perdição para trás. Após ter caminhado uns três metros além da bifurcação, o Anjo da Guarda envolveu-a e, seu Anjo, um ser da onda de vida Angélica, derramou seus raios luminosos sobre ela. Neste momento, a forma maléfica de pensamento se virou e desapareceu. Em seguida, a jovem retornou para o seu Corpo, entrando pela cabeça, e acordou. Ela pulou da cama e chamou sua mãe, contando que tinha morrido, que havia visto sua vida e para onde sua vida estava sendo levada e, ainda, que tinha decidido viver uma vida melhor. Então, perguntou para sua mãe o que ela deveria fazer. Sua mãe era uma mãe de família típica da sociedade, apreciadora de uma vida boa e não sabia o que dizer para ela. “Espere até ficar boa, pois você pode mudar de ideia”, disse a mãe.

A Irmã Leiga, que estava mostrando todos estes acontecimentos para o Estudante, lhe disse que enviaria um Auxiliar para esta jovem moça, a fim de lhe instruir sobre o que ela deveria fazer. Esta jovem pertencia a uma família de bem e acabou indo para um cabaré pelo prazer que aquele ambiente lhe proporcionava.

O aspirante teve que deixar seu jantar sem poder tocá-lo, mas sentiu-se mais do que retribuído, pois ele pode presenciar uma visão maravilhosa. Você pode imaginar que visão maravilhosa poder ver uma garota em seu Corpo de Desejos acompanhada pelo seu Anjo da Guarda, composto pelas boas forma-pensamentos que jovem tinha criado, e ver um Anjo verdadeiro com sua ampla aura composta de cores delicadas e brilhantes?

A forma maléfica de pensamento era realmente seu Corpo de Pecado. Esse Corpo de Pecado é composto por um Corpo Vital e por um Corpo de Desejos, e possui uma consciência individual que é muito impressionante. Ele não pode raciocinar, mas há uma pequena astúcia presente nele que lhe faz parecer como se, na verdade, fosse dotado de um ego interno, e essa astúcia o permite viver uma vida separada, após a morte do Corpo Denso do Ego que o fez. Quando este Espírito retorna a terra, este Corpo de Pecado é, naturalmente, atraído para ele e normalmente permanece com ele por toda a nova vida como um demônio.

(I.H. – AMBER M. TUTTLE)

[i] Irmão Leigo ou Irmã Leiga– Vivem em diferentes partes do mundo ocidental e receberam uma ou mais Iniciações de Mistérios Menores. Ou seja, depois de realizar a 1ª Iniciação Menor, torna-se Irmão Leigo da Ordem Rosacruz. Assim, a evolução dos Irmãos Leigos (ou Irmãs Leigas) é feita através de várias Iniciações Menores. São capazes de abandonar seu Corpo Físico conscientemente, assistir aos serviços e participar nos trabalhos espirituais no Templo da Ordem Rosacruz, junto aos Irmãos Maiores. Portanto: o Irmão Leigo ou Irmã Leiga percorre um caminho de nove graus com sessões no Templo Rosacruz à meia-noite, cada dia da semana para cada grau do primeiro ao sétimo, sendo as reuniões do oitavo e nono graus realizadas nos Equinócios. Também podem abandonar o corpo físico para diversas missões de serviço altruísta, amoroso e desinteressado. A última iniciação de um Irmão Leigo ou Irmã Leiga, nesta fase, é a 9ª Iniciação Menor. Esta é a última Iniciação disponibilizada pela Escola de Mistérios Menores da Ordem Rosacruz. A partir deste momento, o Irmão Leigo ou Irmã Leiga está preparado para tornar-se um Adepto.

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RECEITA – Crepioca

CREPIOCA ( Rápido e gostosa)


Ingredientes: (para 04 pequenas)

  • 2 ovos
  • 4 colheres (sopa) de farinha de tapioca ou 4 colheres (sopa) de polvilho doce
  • 2 colheres (sopa) de queijo cremoso

Modo de fazer:

  • Bata os ovos
  • Junte aos poucos os outros ingredientes e mexa bem
  • Despeje uma pequena porção na frigideira de fazer 1 ovo frito,ou seja, a menor frigideira, em fogo baixo.
  • Deixe dourar um pouco e vire para dourar o outro lado.
  • Retire da frigideira e reserve.
  • Faça as outras três.
    Pode-se comer com geleias, tomate e queijo ou pura mesmo.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Por que há almas novas e almas velhas se todos iniciamos na evolução ao mesmo tempo?

Pergunta: Lemos sobre almas novas e almas velhas. Não nos iniciamos todos nesta vida terrena ao mesmo tempo, ou alguns já vieram para cá em uma onda de vida anterior? Não são os de cor branca da mesma idade anímica?

Resposta: Começamos ao mesmo tempo como Espíritos Virginais, em nossa peregrinação evolutiva; entretanto, desde o início alguns adaptaram-se mais ao ambiente. Portanto, desde os primórdios, alguns atrasaram-se nessa escola da vida, da mesma forma que acontece atualmente com as crianças, em nossas escolas. Alguns são mais precoces que outros, e estes, naturalmente, são mais capazes de passar, na escola da vida, pelas fases da evolução, atingindo um grau de consciência mais elevado.

Assim, a onda de vida que hoje é humana dividiu-se automaticamente em várias classes que agora conhecemos como raças branca, negra, vermelha e amarela; os mais atrasados da escola são atualmente os antropoides superiores (bonobos, chimpanzés, orangotangos e gorilas). Por outro lado, há os que se revelaram particularmente precoces e galgaram mais degraus, em termos de evolução, do que a maior parte da humanidade. São pouquíssimos, comparativamente falando; no entanto, encontramo-los entre os Iniciados, Adeptos e os Irmãos Maiores da humanidade, que estão no topo da escada da onda de vida humana. Por conseguinte, é certo que todos nós estamos percorrendo a estrada da evolução no mesmo período de tempo, mas alguns foram mais adaptáveis, mais diligentes. Consequentemente, acumularam para si mais experiência. É isso que constitui realmente a idade da alma, de forma que aqueles que alcançaram maior conhecimento podem ser chamados “almas velhas”, enquanto aqueles que estão atrás são, falando em termos comparativos, “almas novas”. Os Espíritos que habitam os antropoides podem ser considerados “sem alma”.

(Pergunta nº 35 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. 2)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Quando o Ascendente está em Áries, isso mostra que o nativo é uma alma nova?

Pergunta: Desejaria fazer uma pergunta a respeito da declara­ção feita por Max Heindel em alguns dos seus artigos, no sentido de que, quando o Ascendente está em Áries, isso mostra que o nativo seja uma alma nova, ou, em outras palavras, esteja no início da manifestação material. Em oposi­ção a isso, Max Heindel diz também que sempre que o Ascendente ocorre em Escorpião indica que a disso­lução começou a ocorrer.

Porém, enquanto o aspecto relativo a Áries indica uma proposta física, o relativo a Escorpião deixa-nos em dúvida. O aspecto de Escorpião está relacionado unicamente ao físico, de que forma? A dissolução ocorre imediatamente ou será de natureza gradual, culminando finalmente na passagem pelo Signo de Peixes?

Max Heindel declara também ser difícil elucidar o horóscopo de uma criança de sete meses, porque parece estar fora da linha relativa ao nativo. Eu sou um exem­plo de criança nascida aos sete meses e posso comprovar a veracidade dessa declaração. No entanto, levando em consideração a primeira parte desta carta, não consigo ver como poderia reconciliar, em minha Casa, as condi­ções relativas ao Ascendente de cada membro com a apa­rente indicação e inclinação de cada um como opostas a mim.

Resposta: Mesmo que tivéssemos feito a declaração que o consulente nos atribui, ou seja, que aqueles que têm Áries no Ascendente sejam almas novas, isso não poderia servir-lhe de orientação neste caso, pois admite ser uma criança nascida aos sete meses. Em consequência, os princípios gerais não poderiam ser aplicados em seu caso. Contudo, na realidade, nunca fizemos tal declaração. Se procurar a passagem à qual se refere, verá que sua memória o enganou. O que dissemos, e ainda dizemos, é que o Espírito nasce sob todos os doze Signos a fim de adquirir a experiência advinda de cada um deles; e podemos considerar como princípio, falando em termos gerais, que os que nascem com Áries no Ascendente entraram recentemente em um novo ciclo de vida, uma espiral mais elevada no caminho de sua evolução.

Torna-se evidente que alguns de seus familiares ou outros que o rodeiam possam ter qualquer um dos onze Signos se elevando e, assim mesmo, estar a um ou mais degraus, ou espirais, abaixo ou acima daquele que tem Áries no Ascendente. Quando isso for entendido, compreenderemos facilmente que quando uma pessoa alcança Escorpião, o Signo da morte e da dissolução, os frutos de todas as vidas regidas pelos vários Signos precedentes estão começando a amadurecer e a dissolver-se para que, quando o Espírito progredir através de Capricórnio, Aquário e Peixes, esses frutos sejam gradualmente assimilados, a semente amadureça para permitir a entrada da alma em Áries e, assim, iniciar um novo ciclo de vida.

Devemos também entender que o número de nascimentos referentes a qualquer Signo particular varia de acordo com a adaptabilidade do Espírito e a facilidade com que aprende as lições programadas para ele pelas Divinas Hierarquias. Só pode haver um único nascimento sob Áries num determinado ciclo de vida e, talvez, cinco ou dez sob os outros Signos; e vice-versa, de forma que, se dois espíritos tivessem que nascer sob o Signo de Áries na mesma espiral de evolução e um dentre eles se mostrasse diligente na aprendizagem de suas lições na escola da vida, poderia ser promovido à classe de Touro ou mesmo Gêmeos, antes que o outro deixasse Áries. Tendo ele uma especial preferência pelo trabalho de Gêmeos, poderia acelerar-se, ultrapassando o outro que marcharia lentamente pelo caminho de Câncer e assim por diante. Não há regras definidas. Tudo depende da qualidade inerente ao Ego e o que um faz não pode servir de critério para o que o outro possa fazer. Por isso, não podemos julgar a condição de qualquer um examinando apenas o seu Ascendente.

Só há um método que fornece solução aproxi­mada para a questão da intenção das Divinas Hierarquias a respeito de uma vida particular, que é comparar a progressão relativa do Ascendente com a do Meio-Céu. Ao fazer isso, podemos notar que um deles esteja movendo-se mais rapidamente que o outro. Supo­nhamos, por exemplo, que estejamos acompanhando o ho­róscopo de uma pessoa durante quarenta anos. Digamos que um grau de Áries esteja no Meio-Céu e um grau de Câncer, no Ascendente, no momento do nascimento. Imaginemos, então, que, aos quarenta anos, o Meio-Céu tenha progredido até Touro, 5, e o Ascendente, até Leão, 15. Isso mostra que o Meio-Céu percorreu 35 graus, enquanto o Ascendente andou 45. O Meio-Céu indica as tendências espirituais e as oportunidades na vida e o Ascendente mostra o lado material. Assim, é evidente que as oportunidades colocadas diante daquele Ego foram principalmente materiais e a tendência da sua evolução, na vida que estamos considerando, seria especialmente terrena.

Contudo, preste atenção a isto: o horóscopo, como reiteramos repetidamente, só mostra as tendências e é perfeitamente possível que uma pessoa com tal horóscopo decida seguir seu próprio caminho e cultivar todas as oportunidades espirituais que puder. Se ela tiver suficiente força de vontade, poderá mudar completamente a sua vida. Outra, cujo Meio-Céu progrida mais rapidamente do que o Ascendente, poderá encontrar dificuldades em atingir o sucesso material, mas terá todas as oportunidades para o crescimento anímico que almejar em seu caminho. Poderá também decidir governar as suas estrelas e ser bem-sucedida nos casos mundanos, mas o fato de conseguir isso, ou não, dependerá da sua força de vontade em oposição à indução das estrelas.

(Pergunta nº 36 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. 2)

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Vença o Mal com o Bem

Vença o Mal com o Bem

Quando, no início de nossos esforços para viver uma vida superior, nós nos examinamos e julgamos a cada noite, conforme previsto no exercício noturno usado pela Fraternidade Rosacruz, o de Retrospecção, encontramos naturalmente dentro de nós muitos hábitos e qualidades de caráter que consideramos indesejáveis, que dificultam nosso avanço e que, imediatamente, tentamos erradicar.

Então começa a luta contra a natureza inferior, que muitas vezes sobrecarrega nossa força ao máximo, pois descobrimos que, ao nos opormos a essas tendências, elas parecem se fortalecer e resistir a nós com um poder cada vez maior. Isso ocorre porque essas disposições estão profundamente enraizadas em nossa natureza e são, consequentemente, difíceis de desalojar. Ao nos opormos ao mal, nós o fortalecemos, fazemos com que ele revide e, assim, derrote nosso objetivo.

Existe um método, no entanto, pelo qual podemos atingir nosso objetivo com muito menos gasto de energia e, com este fim, São Paulo nos deu a chave, quando disse: “Não sejam vencidos pelo mal, mas vençam o mal com o bem”. Nessa declaração, ele enuncia um princípio bem estabelecido de treinamento oculto, que é superar todo o mal de nossa natureza, transmutando-o em bem.

É óbvio para qualquer um que não possamos ter qualidades de natureza exatamente oposta. Não podemos ser tanto santos quanto pecadores; sábios e ignorantes; pacientes e impacientes; portanto, ao cultivarmos um atributo, o outro deve necessariamente ser erradicado. Assim, vivendo uma vida de devoção a altos ideais, cultivando o bem e a verdade dentro de nós mesmos, vencemos e expulsamos nossas más tendências com tanta facilidade e segurança quanto o calor supera o frio ou a luz dissipa as trevas. Parecendo ser o caminho da Natureza, é muito mais fácil sobrepujar uma falha cultivando um bom hábito para substituí-la do que arrancá-la pelas raízes.

Além disso, é indesejável eliminar tudo o que encontramos em nossa natureza. Todas as nossas faculdades nos foram dadas para uso. É por meio delas que adquirimos experiência. O fato de parecerem más é simplesmente porque canalizamos nossa energia na direção errada. Portanto, se as matarmos, nós nos privaremos de algo que possa ser benéfico, enquanto , se transmutarmos e usarmos essa energia para o bem, não apenas erradicaremos o mal, como também adquiriremos novas faculdades de valor para o crescimento da alma. Lembrem-se de que é nossa a tarefa de purificar e refinar nossa natureza para, assim, nos prepararmos para o trabalho nos Mundos superiores.

Portanto, não gastemos tempo em resistir ao mal ou negá-lo; contudo, esforcemo-nos por cultivar ao máximo nossas naturezas mais elevadas e viver vidas de tanta pureza que, não apenas por atos, mas também palavras, pensamentos e sentimentos, possamos expressar apenas aquilo que é bom, belo e, por meio da alquimia espiritual, transformar nossa natureza inferior, transmutando o metal básico no mais puro ouro.

Nosso objetivo é nos tornar criadores autoconscientes e o primeiro passo necessário para essa conquista é deixar o amor governar supremo em nossos corações, para que não procuremos mais destruir, porém unicamente elevar e preservar. Cristo disse: “Ame seus inimigos”. E podemos ver prontamente que nossos piores inimigos sejam as próprias paixões e desejos carnais, porque impedem nosso avanço em uma medida muito maior do que qualquer força externa pode fazer.

No entanto, essas paixões têm sido o meio do nosso progresso, pois por meio delas ganhamos as experiências necessárias para o crescimento e devemos amá-las de acordo com isso.

No entanto, agora, tendo aprendido a lição, assimilando tudo o que elas possam ensinar, é necessário, a fim de avançar ainda mais, que toda faculdade seja elevada e treinada para nos servir em níveis mais elevados.

O polo oposto de todo vício é uma virtude na qual esse vício pode ser transmutado e, quando purificado, torna-se um servo valioso.

Esforcemo-nos, assim, para transmutar em bem tudo o que é ruim em nossa natureza; para tornar o que já é bom em um bem ainda maior e, logo, prepararmo-nos para ser colegas de trabalho daqueles que estão atuando para acelerar o grande Dia do Senhor.

(Publicado na Revista Rays from Rose Cross de outubro/1915 e traduzido pela Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)

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