“Quanto maior for sua investida sobre algo, tanto maior será seu retorno” parece ser a referência que mais exprime a ideia de recompensa no mundo. Mas será que tal referência pode ser aplicada para o desenvolvimento espiritual? Será que os grandes feitos espirituais também garantirão recompensas mais rápidas e melhores no céu? Duas vinhetas são descritas para estimular o Estudante Rosacruz a responder essas indagações:
Pergunta: qual destes homens possui mais chance de desenvolver mais seu Corpo-Alma?
A realização de poucos atos, mas que são de grande importância para Humanidade, como realizou o homem da primeira vinheta, não garante o desabrochar dos poderes espirituais. Afinal, “que proveito tira o homem de todo o trabalho com que se afadiga debaixo do sol? Uma geração vai, uma geração vem, e a terra sempre permanece” (Ecl 1:3-4). O que garante a espiritualidade é a própria tentativa ou ensaio de algo, independentemente de sua grandeza e se este algo atinge sucesso ou não. “Destruirei a sabedoria dos sábios e rejeitarei a inteligência dos inteligentes. Onde está o sábio? Onde está o homem culto?” (ICor 1:19-20). Se alguém tenta realizar algo, necessariamente extrai algum aprendizado e é exatamente aqui que a experiência (ou almas) nutre o Espírito com poderes. O salário dos fiéis não pode depender das grandezas de suas obras, mas na quantidade e frequência de investidas sobre quaisquer situações que realiza para o Senhor. Constância e provas de uma vida espiritual é a chave do sucesso!
Que as rosas floresçam em vossa cruz
Pergunta: O que trazemos de volta, ao fim da nossa jornada evolutiva? Se o Espírito é perfeito desde o início, o que poderemos acrescentar-lhe?
Resposta: Aprendemos que no início da manifestação, Deus, o Grande Espírito, diferencia dentro de Si (não vindo de Si) vários Espíritos que são como faíscas de uma chama e participantes da natureza divina. Assim mesmo, ninguém afirmará que uma faísca seja tão boa e iluminadora quanto a chama, embora seja da mesma substância. Antes da diferenciação, esses Espíritos possuíam e participavam da plena consciência divina, a onisciência, e de outros atributos. Tais faculdades divinas estão latentes neles e a peregrinação através da matéria, a jornada evolucionária, tem como finalidade atiçar essas faíscas para que se tornem chamas e, assim, desenvolvam e transformem os atributos latentes em potentes para que possam ser energias dinâmicas, prontas para serem usadas, individualmente, por cada Espírito.
Contudo, uma coisa a mais que foi conquistada. Quando o vento sopra em um campo de feno recém-ceifado, ele absorve e carrega consigo a fragrância de miríades de flores, assim como se impregna com o aroma peculiar do campo. Em outro lugar, quando sopra sobre um jardim de rosas ou flores de laranjeira, recolherá um aroma diferente. O mesmo ocorre com os Espíritos em evolução. Cada um de nós, durante as rajadas de vento sentidas no processo evolucionário, recolhe o aroma da sua experiência individual e, no fim da evolução, como Filhos Pródigos, retornamos ao seio do Pai levando o aroma da experiência particular e individual vivida durante a jornada evolucionária. Então, essa essência composta será amalgamada no grande Espírito Divino do Pai e, dessa forma, seremos participantes da experiência uns dos outros, assim como o Pai participará de toda a nossa experiência. Em consequência, haverá um benefício distinto para todos os envolvidos, pois, além da nossa própria individualidade ter-se desenvolvido, teremos aprendido a compartilhar do conhecimento e experiência acumulados por todos os outros Espíritos da nossa onda de vida.
(Pergunta nº 32 – “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas” – Vol. 2)