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PorFraternidade Rosacruz de Campinas

Normas Alimentares básicas, afinal: nosso maior erro dietético é comer demais

Antes de tudo, é um grande erro sentar-se à mesa e comer um prato substancioso, quando se está cansado. É igualmente errado começar a comer quando se está com pressa.

O comer depressa é sempre perigoso.

Se estivermos nervosos, irritáveis ou cansados, é aconselhável comermos pouco. O estômago acha-se sob uma tremenda influência nervosa enquanto está digerindo a comida; de maneira que, quando estivermos cansados, tomemos algum alimento simples, leve, talvez algum líquido, ou uma fruta com biscoitos, ou ainda uma fatia de pão com manteiga.

Um ou dois copos de leite constituem um excelente alimento nesses casos.

Estando-se fatigado, o melhor é reclinar-se e descansar, deixando o comer para depois. Em geral, as pessoas de tendência nervosa sofrerão depois de tomarem uma refeição pesada e completa, estando cansadas. Tenho ajudado muitos de meus clientes que sofriam de indigestão nervosa, recomendando-lhes que descansassem na cama, durante meia hora antes de comer e uma hora depois.

Quando uma pessoa adoece, precisa, muitas vezes, seguir uma dieta especial; mas, os que têm saúde, não necessitam de sistemas especiais de alimentação. O que devem fazer é comer uma quantidade normal de alimentos comuns e não pensar, então, na digestão.

Devem confiar na natureza, e ela terminará o trabalho!

Não deve haver repreensões ou censuras durante o comer. Não é difícil encontrar pessoas bem-intencionadas arruina a saúde dos filhos, dos responsáveis e até de outra pessoa por tratar de corrigir-lhes as faltas à hora da refeição. A hora da refeição é a única ocasião de que se dispõe para todos juntos ficarem juntos, muitas vezes, em raros momentos!

Nesses momentos de “boa intenção”, se considera as “faltas de Maria” e os “defeitos de João”. Este mau costume perturba a digestão de um, e tornando-o mal-humorado. Outras vezes se fala de negócios à hora de comer. Se não se põe termo a essa péssima mania, bem depressa irá destruir a saúde e a felicidade de todos a sua volta. Fácil desenvolver uma indigestão nervosa.

A primeira coisa que aprendemos acerca do efeito que exerce um ânimo perturbado sobre a digestão deduzimo-la da observação nos animais mediante o Raio X.

Se quisermos ter boa digestão, devemos aprender a comer com alegria. À hora da refeição é que devemos nos alegrar e rir. A livre conversação das crianças favorece a digestão. A atmosfera da sala de jantar deve ser de jovialidade e esperança. Falemos de nossas próximas férias; relatemos, à mesa, incidentes alegres e que provoquem riso.

Às vezes até parece que temos uma indigestão (algo que não caiu bem). Outras vezes parece ser um caso de dispepsia nervosa. Olhe a lista de todos os pratos de cada refeição que está se fazendo e comendo e, mais ou menos, a quantidade de cada um. Pode-se se assustar pela quantidade e pela péssima distribuição e qualidade. Experimente fazer três pratos variados em cada refeição.

Muitas pessoas sofrem de indigestão em virtude da multiplicidade dos manjares. Provam um pouco disto e um pouco daquilo, e não parecem compreender que é difícil, para a natureza, segregar sucos gástricos capazes de digerir tantos alimentos diferentes de uma só vez.

O estômago segrega, para cada alimento, uma espécie adequada de suco. As experiências feitas com um cão têm demonstrado que, se estamos acostumados a um regime de pão e leite, sofreremos indigestão ao mudarmos repentinamente para um regime cárneo. Certo investigador descobriu que se requer 21 dias para se acostumar o estômago de um cão a uma mudança radical de regime. Há uma espécie de suco gástrico para o pão e para o leite; e uma outra espécie para a carne; e essa é, provavelmente, a razão porque temos dificuldades com nosso estômago quando ingerimos quinze pratos diferentes numa só refeição.

Se tiver algum distúrbio gástrico experimente fazer do seu primeiro prato de um almoço comum a sopa. Por quê? Por duas razões:

Primeira: um líquido dessa espécie, ingerido ao princípio da comida, favorece a secreção do suco gástrico; e, em segundo lugar, ajuda a encher o estômago e contribui, assim, para evitar que se coma em excesso.

Um erro muito comum é a ingestão de sopa ou outros alimentos quentes. Não só prejudica o paladar e os tecidos da língua e da boca, como também o estômago.

Os alimentos demasiado quentes são realmente debilitantes para o estômago, e algumas autoridades consideram que a ingestão deles predispõe certas pessoas a úlceras e mesmo ao câncer. A sopa é, também, melhor quando contém pedaços de pão tostado ou biscoito, de modo a precisar alguma mastigação, para ser ingerida.

As bebidas geladas são também prejudiciais à maioria das pessoas. A temperatura do estômago deve alcançar certo grau para que possa verificar-se a digestão; e quando se ingerem bebidas ou sobremesas muito frias, como sucede nos casos dos gelados, reduz-se a temperatura estomacal, ficando perturbada, por um momento, a digestão. Sob o ponto de vista dos nervos, há também inconveniente em beber grande quantidade de água gelada em um dia de muito calor.

O hábito de comer entre as refeições pode ser, para você, uma das causas da perda de apetite, perturbações de digestão e má saúde, especialmente entre as que são nervosas. Para outros, não. Procure se autotestar.

Ensinem as crianças, desde os cinco ou seis anos, a comer três vezes ao dia, em horas fixas. Pode ser que para ela o comer entre as refeições estraga o apetite, isto é, diminui diretamente a força dos sucos gástricos. Para outras, não. Procure observar!

Cada qual deve determinar, por sua própria experiência, o número de refeições de que necessita. Experimentem, com prudência, e descubram o que mais lhe convém.

Creio que o nosso maior erro dietético é comer demais. Há, naturalmente, alguns que comem deficientemente. Procure se ajustar se alimentando sempre de alimentos orgânicos, frutas, legumes, verduras, grãos, ovos, leite, mel. “Abra menos e descasque mais”!

(Publicada na Revista Serviço Rosacruz – janeiro/1978-Fraternidade Rosacruz-SP)

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