Uma bolha do infinito que se emaranhou na matéria e que lentamente está voltando à sua fonte no Espírito Eterno. Assim como a manteiga evoluiu a partir do creme, da mesma forma o universo manifesto evoluiu a partir da Substância não manifestada e Infinita. E como as bolhas de leitelho (o soro de leite coalhado) são capturadas na massa de manteiga, também na Criação universal as bolhas do Espírito Infinito são capturadas na matéria.
Como uma bolha de ar que é liberada da sua escravidão na lama no fundo de um lago sobe lenta, mas seguramente, através da lama, do lodo e da água até atingir a superfície, onde se expande, explode e se une ao seu próprio elemento, assim também é o progresso do Ego individual em sua jornada ascendente para a união final com Deus. Nos primeiros estágios da sua evolução, no Reino mineral, o Ego individual, ou consciência, é fortemente oprimido pela matéria grosseira — isso é, a matéria pressiona tão fortemente a consciência que “sua vida é completamente esmagada”; daí, o seu estado de “inconsciência”. Mas, no Reino vegetal a pressão da matéria é um tanto aliviada e o Ego torna-se semiconsciente; uma forma ainda mais elevada de consciência é aparente no Reino animal; mas a autoconsciência não se torna manifesta até que o Reino humano seja alcançado.
Mas, também no Reino humano, em vários momentos e sob diversas condições, todas as formas inferiores são encontradas. Mesmo a autoconsciência assume várias formas — como a imaginativa, a intelectual, a intuitiva, a “classe” e os estados cósmicos. O verdadeiro Ego, ou “Eu superior”, “Aquilo que em ti conhece”, é claro, nada mais é do que a consciência. É Aquilo que pensa e sente, que move e age, que tem vontade. Percebendo isso, os problemas da vida, do desenvolvimento individual e da autoevolução tornam-se simplesmente uma questão de uso ou expansão da própria consciência, sendo ilimitada a extensão de tal uso ou sua expansão.
(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de junho/1918 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)
A mudança da consciência pictórica interna para a consciência objetiva e do “eu”, foi efetuada muito lentamente, em gradação proporcional à sua magnitude, desde a permanência no Globo C, na terceira Revolução do Período Lunar, até a última parte da Época Atlante.
Durante esse tempo, antes de atingir o estado humano, a onda que está evoluindo passou através de quatro grandes estados de desenvolvimento, analogamente ao animal. Esses quatro graus passados correspondem aos quatro graus que ainda teremos de passar, bem como às quatro Grandes Iniciações.
Dentro desses quatro estados de consciência já passados há treze graus. Do estado atual do ser humano até a última das Grandes Iniciações há treze Iniciações: os nove graus dos Mistérios Menores e as quatro Grandes Iniciações.
Uma divisão similar existe na forma dos animais atuais. Como a forma é a expressão da vida, cada grau de desenvolvimento desta corresponde, necessariamente, a um desenvolvimento de consciência.
Primeiramente, Cuvier[5] dividiu o Reino Animal em quatro classes primárias, mas não soube dividir essas classes em subclasses. O embriologista Karl Ernst Von Baer[6], o Prof. Agassiz[7] e outros cientistas classificam o Reino Animal em quatro divisões primárias e treze subdivisões, como a seguir:

As primeiras três divisões correspondem às três Revoluções da metade mercurial do Período Terrestre e suas nove subdivisões correspondem aos nove graus de Mistérios Menores, que serão alcançados pela humanidade quando tenha chegado à metade da última Revolução do Período Terrestre.
A quarta divisão na lista do Reino Animal mais avançado tem quatro subdivisões: peixes, répteis, aves e mamíferos. Os graus de consciência indicados correspondem a estados análogos de desenvolvimento que alcançará a humanidade respectivamente ao final dos Períodos: Terrestre, de Júpiter, de Vênus e de Vulcano, mas que o Aspirante pode obter atualmente por meio da Iniciação. A primeira das Grandes Iniciações produz o estado de consciência que alcançará a humanidade comum no final do Período Terrestre; a segunda, o estado que alcançará no final do Período de Júpiter; a terceira, a extensão de consciência que se alcançará ao finalizar o Período de Vênus; e a quarta fornece ao iniciado o poder e a onisciência que alcançará a humanidade no final do Período de Vulcano.
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Que as rosas floresçam em vossa cruz
[1] N.R.: ou Acalefos; exe. Celenterados, Águas-vivas
[2] N.R. – “sem cabeça”
[3] N.R. – “pés nos intestinos”
[4] N.R. – “pés na cabeça”; exe. Polvo
[5] N.R.: Jean Léopold Nicolas Frédéric Cuvier (1769-1832) – naturalista e zoologista francês
[6] N.R.: Karl Maksimovich Baer (1792-1876) – biólogo, geólogo, meteorologista e médico prussio-estoniano
[7] N.R.: Jean Louis Rodolphe Agassiz (1807-1873) – naturalista, geologista e professor suíço