porFraternidade Rosacruz de Campinas

Carta de Max Heindel: Meios Antinaturais para Obter Espiritualidade: quais são?

Meios Antinaturais para Obter Espiritualidade: quais são?

Setembro de 1915

Quando investigamos um determinado assunto nos Mundos invisíveis, abre-se para nós inúmeros e fascinantes caminhos. Constantemente distraímo-nos da linha principal de investigação por este, aquele ou outro motivo que atrai a nossa atenção, com o grande perigo de perder de vista a meta e vaguearmos num labirinto de incoerências. Algumas vezes, a tentação de seguir um impulso é mais forte do que o meu poder de resistência e, recentemente, enquanto estava escrevendo “a Teia do Destino”, a figura de um eremita com o corpo consumido pela fome, o que o fazia parecer um esqueleto – e que se açoitava até fazer brotar sangue das suas chagas que nunca tinha deixado cicatrizar pensando que servia a Deus com estas austeridades – levou-me a procurar a origem dessas horrorosas práticas. Sobre isto escrevi um longo artigo na nossa revista, mas o assunto é tão importante e são tantos os estudantes da Fraternidade que não são assinantes da revista, que julguei melhor relatar aqui os pontos principais.

Nos antigos Templos de Mistério, as grandes verdades, agora ensinadas pela Fraternidade Rosacruz relativas ao Corpo Vital, eram dadas ao Aspirante na Iniciação. Ele aprendia que este veículo era composto de quatro Éteres: o Éter Químico que é necessário pela a assimilação; o Éter de Vida que impulsiona o crescimento e a propagação; o Éter de Luz que é o veículo da percepção dos sentidos e o Éter Refletor, receptáculo da memória.

O Aspirante era instruído a respeito dos dois Éteres inferiores e a relação destes com os dois superiores.

Aprendeu que todas as funções puramente animais do corpo dependiam da densidade dos dois Éteres inferiores, e que os dois Éteres superiores compunham o Corpo-Alma, o veículo do serviço no Mundos Invisíveis. Cultivava esta gloriosa vestimenta por meio da abnegação própria, reprimindo as inclinações da natureza inferior pela força de vontade, tal como nós o fazemos hoje em dia.

Mas alguém, extremamente zeloso para alcançar a meta não importando como, esqueceu-se que só por meio do serviço e do altruísmo é que desenvolvemos o “Dourado Manto Nupcial”, composto pelos dois Éteres superiores. Julgou que a máxima oculta: “ouro no cadinho, impureza no fogo; ligeiro como o vento, alçar cada vez mais alto”, seria para expulsar as impurezas da natureza inferior, não importando de que forma isso fosse feito. Refletiu que sendo o Éter Químico o agente da assimilação, podia ser eliminado do Corpo Vital pelo esgotamento do Corpo Denso. Pensou igualmente que sendo o Éter de Vida a avenida da propagação, podia destrui-lo vivendo em celibato. Então, ficariam só os dois Éteres superiores, ou pelo menos aumentariam consideravelmente o seu volume em relação aos dois inferiores.

Para esse fim praticou toda a espécie imaginável de austeridade; o jejum entre outros. Por tal processo antinatural, o corpo perdeu a saúde e definhou. A natureza passional, que procura satisfação pelo exercício da função propagadora, foi aplacada com o castigo. É certo que, por essa horrível maneira, a natureza inferior parece estar subjugada. Entretanto, é igualmente verdade que, quando as funções corporais sofrem tão enorme enfraquecimento, visões ou mesmo alucinações são o resultado que essa pessoa obtém. A verdadeira espiritualidade não pode ser obtida pela profanação ou destruição do “Templo de Deus”, o Corpo, e o jejum pode chegar a ser tão inconveniente como a gula.

Esforcemo-nos por usar a moderação em todas as coisas, para sermos exemplos para os outros e alcançarmos a admissão ao Templo através de um justo viver.

(Carta nº 58 do Livro “Cartas aos Estudantes” – de Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Gerda e Derbi – Palavra-chave: Serviço

Gerda e Derbi
Palavra-chave: Serviço

Duas sementinhas estavam, lado a lado, no chão de um pequeno jardim entre as montanhas. Uma delas tinha a pele enrugada e tão esquisita. Seu nome era Gerda; ela era uma sementinha de chagas (N.R.: Planta da família das Tropeoláceas, também conhecida como agrião-do-méxico, agrião-grande-do-peru, agrião-maior-da-índia, capuchinha-de-flores-grandes, capuchinha-grande, chagas, flor-de-chagas, capucina, capuchinho, chagas-de-flores-grandes, chagas-da miúda, cinco-chagas, cochlearia-dos-jardins, coleária-dos-jardins, curculiare, flor-de-sangue, mastruço, mastruço-do-peru, nastúrcio, nastúrio, sapatinho-do-diabo). A outra se chamava Derbi e parecia uma bolinha redonda; ela era uma semente de ervilha de cheiro.
As duas pequeninas sementes olhavam para cima, querendo saber o que o céu azul sobre suas cabeças deveria ser. Ouviam os pássaros cantando suas canções na grande árvore do bordo (N.R.: tipo de árvore em climas frios que armazenam o açúcar em suas raízes antes do inverno, e a seiva, que se eleva no começo da primavera; no Canadá a extração da seiva do bordo canadense, gera o famoso xarope – maple syrup, um dos produtos mais conhecidos do país; a bandeira canadense tem uma folha dessa árvore) e sentiam-se tão sonolentas que se aconchegavam uma na outra no seio da Mãe Terra e adormeciam profundamente. Elas não tinham nada com que se cobrir, mas não se importavam, pois os dias eram quentes e, de qualquer modo, eram muito pequenas para pensarem nessas coisas. Mas, pouco a pouco, as noites tornavam-se cada vez mais frias, mais frias e as coitadinhas sementinhas, Gerda e Derbi, começaram a tremer e tremer. A Mãe Terra ficou com tanta pena delas, que perguntou à árvore de bordo se poderia dar a elas algumas de suas folhas para fazer um lençol para cobri-las.

 

A árvore de bordo olhou para baixo e viu as duas sementinhas tremendo enquanto dormiam e respondeu:

– Claro que sim!

Ela se sacudiu o quanto pôde, mas nenhuma folha caiu, porque todas estavam bem presas.

– Vou chamar o vento para me ajudar, adiantou ela.

Assim o fez, e o vento veio voando rápido. Então, a árvore de bordo pediu-lhe para soprar o mais forte que pudesse para derrubar suas folhas sobre as duas sementinhas.

O vento olhou para baixo e viu as duas sementinhas tremendo enquanto dormiam e disse que ficaria feliz em poder ajudá-las. E o vento soprou, soprou tanto que suas bochechas ficaram estufadas, mas não conseguiu mesmo derrubar as folhas para fazer a coberta.

– Vou lhe dizer o que farei, disse o vento. Pedirei ao Jack Gelado para vir e ajudar-nos.

Então, ele voou até o Polo Norte, onde encontrou Jack Gelado cortando flocos de neve.

– Venha comigo, pediu. Há duas sementinhas que precisam de um cobertor para cobri-las ou morrerão de frio.

Quando Jack Gelado ouviu isso, pediu ao vento para apressar-se e lhe mostrasse onde estavam as sementinhas. Assim, eles voaram para o pequeno jardim no alto das montanhas, onde as sementinhas dormiam tremendo. Quando Jack Gelado viu-as ali deitadas, tão pequenas e desprotegidas, tocou as folhas das árvores com seus dedos para soltá-las. Quando as folhas sentiram seu toque suave, algumas delas tornaram-se avermelhadas e outras em um bonito amarelo dourado. A árvore ficou muito bonita com aquelas amorosas cores. Mas o mais importante é que ela estava desejando dar suas folhas para esquentar as pequenas Gerda e Derbi.

O vento brincou entre os galhos e derrubou as folhas, que pareciam formar um lindo tapete. Elas caíram suavemente sobre as duas sementinhas, deixando-as bem agasalhadas e quentinhas. Ali, elas dormiram durante todos os dias frios do inverno, enquanto do lado de fora chovia e nevava. Que longo e longo sono elas tiveram! Aos poucos, quando a primavera chegou e os pássaros voltaram a cantar, as sementinhas mexeram-se um pouco em seu sono. Elas sorriram também porque estavam sonhando com coisas bonitas que as fadas tinham sussurrado em seus ouvidos.

Um dia, Gerda acordou com uma voz que a chamava:

– Acorde, Gerda, acorde!

Ela esfregou os olhos; espiou através das folhas e viu o Sol sorrindo para ela. Esticou a cabeça e começou a espreguiçar-se.

Então, o Sol chamou Derbi:

– Acorde, doçura!

Quando Derbi ouviu a voz do Sol chamando-o e sentiu seus beijos quentes no rosto, começou a cantar.

Gerda e Derbi sabiam tudo sobre exercício de respiração e como vocês acham que elas o fizeram? Como vocês respiram? Com seus pulmões! Quem sabe onde Gerda e Derbi tinham seus pulmões? É realmente muito curioso, mas seus pulmões estavam nas suas folhas; portanto, elas respiravam pelas folhas, como fazem todas as plantas. É por isso que as plantas não crescem bem em lugar com muito pó. O pó as sufoca e elas não conseguem respirar bem, tornando-se fracas e doentes, como muitas pessoas que deixam de respirar bastante ar puro.

Gerda e Derbi cresceram viçosas e ambas deram muitas flores. As de Gerda eram vermelhas e brilhantes.

As de Derbi eram cor-de-rosa e violetas e tinham um doce perfume.

 

Quando alguma flor murchava, em seu lugar nascia uma minúscula semente bebê. Havia milhares de sementinhas em cada planta e cada uma delas precisava de bastante alimento. A pobre Gerda começou a murchar e ficar pálida, porque tinha de alimentar muitas sementinhas e não lhe sobrava tempo para si mesma. Derbi também estava cansada. Ela carregava seus bebês em graciosas vagens e, quando estas se retornaram duras e secas, abriam-se libertando as sementinhas.

Finalmente, lado a lado, Gerda e Derbi tornaram-se velhas e fracas. Tiveram, ambas, vida maravilhosa, alegrando com suas flores todos os que por elas passavam. Cuidaram muito bem de seus bebês sementes. Mas, estavam agora tão fracas, que quase não podiam aderir-se à cerca, agarrando alegremente como faziam quando eram jovens e fortes. Com surpresa, ouviram uma voz suave dirigindo-lhes a palavra. Era a Mãe Terra chamando-as para o lar:

– Vocês foram boas e leais, minhas filhas. Voltem para o lar para descansar.

Gerda e Derbi afundaram-se felizes, lado a lado, no colo da Mãe Terra, que lhes cantou uma suave canção de ninar.

(do Livro Histórias da Era Aquariana para Crianças – Vol. V – Compilado por um Estudante – Fraternidade Rosacruz)

 

porFraternidade Rosacruz de Campinas

RECEITA – Purê de Inhame com Beterraba

PURÊ DE INHAME COM BETERRABA

 

Ingredientes:

 

  • 3 xícaras (chá) de inhame cozido e espremido
  • 2 colheres (sopa) de manteiga
  • 2 dentes de alho amassados
  • 1/2 xícara (chá) de cebola picadinha
  • 1 xícara (chá) de beterraba ralada
  • sal e pimenta a gosto

 

Modo de fazer:

 

  • Numa panela, coloque a manteiga, o alho e a cebola.
  • Leve ao fogo mexendo até dourar.
  • Adicione o inhame e misture bem.
  • Acrescente a beterraba, tempere a gosto.

 

Rápido e rende 4 porções

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Segundo vocês ensinam, a Epigênese é a habilidade para criar coisas novas. Podemos realmente criar alguma coisa nova? Julgo cada coisa já existente na Consciência Universal.

Pergunta: Segundo vocês ensinam, a Epigênese é a habilidade para criar coisas novas. Podemos realmente criar alguma coisa nova? Julgo cada coisa já existente na Consciência Universal.

Resposta: Não estamos muito seguros do que você entende por “Consciência Universal”. É certo que os Grandes Seres se empenham em trazer muitas verdades ao conhecimento da humanidade, sempre que a raça humana se mostra capaz de beneficiar-se com elas. Alguns Egos Avançados, em virtude de um árduo trabalho em existências passadas, tornam-se receptivos a novas ideias em certas esferas de atividade, respondendo aos elevados ideais projetados nos éteres pelos Grandes Seres.

A Epigênese – a habilidade criadora – determina o que é feito desses ideais e verdades. Determina em que extensão aqueles Egos avançados ou gênios, respondem às ideias, colocando-as em aplicação prática. Inventores, por exemplo, certamente conhecem certas leis universais que regem a matéria com que trabalham, mas suas invenções – a aplicação prática dessas leis – provêm de sua habilidade criadora.

(Revista Serviço Rosacruz – 05/75 – Fraternidade Rosacruz – SP – Rays From The Rose Cross)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Hierarquias Zodiacais – Virgem: Serviço e Humildade

(*) Advertência:

A descrição aqui apresentada é mais exata conforme a cúspide da 1ª Casa esteja mais próxima do ou no segundo decanato do Signo (10º grau até 20º grau);

Quando os 3 últimos graus de um Signo estão ascendendo, ou quando os 3 primeiros graus ascendem no momento do nascimento, diz-se que a pessoa nasceu “na cúspide” entre dois Signos, e, então, a natureza básica dos Signos envolvidos são mescladas no corpo dela.

Astros nas Casas:

  1. Os Astros no Signo Ascendente podem modificar a descrição;
  2. Astros colocados na 12ª Casa e que se encontram dentro de seis graus dessa podem modificar a descrição.

Em tais casos o Estudante deve usar seu conhecimento do caráter dos Astros em conjunto com a descrição do Signo.

(Veja mais no Livro: Mensagem das Estrelas – O Signo Ascendente – Max Heindel e Augusta Foss Heindel – Fraternidade Rosacruz)

O caráter e o futuro do ser humano dependem da ação e da expressão. O crescimento decorre da experiência. A cada sacrifício vivo, no altar da pureza e da devoção, o Espírito humano brilha e uma glória dourada se mistura harmoniosamente com o sempre presente azul celestial do Pai um símbolo poderoso de vigilância. Azul celeste com ouro puro representa o ideal da glória espiritual de Virgem, que se alimenta do leite da bondade, do amor e do serviço humano.

Foi, em parte, por nossa causa, que a Divindade manifestou o universo. As grandes Hierarquias Criadoras foram (ou algumas ainda são) nossos serviçais. Estas grandes Forças inteligentes que personificam os Signos do Zodíaco trabalharam, cada uma por sua vez, para construir, manter e estimular a evolução de tudo que viria depois. A medida que os grandes Períodos cósmicos se sucediam, outros impulsos espirituais, despertavam potenciais idades adormecidas tornando-as forças dinâmicas. Toda ênfase é dada à fidelidade e ao serviço, pois cada grau de consciência do ser humano para o Supremo, acrescenta cor ao Corpo-Alma luminoso que, sozinho, permite àquele que foi despertado espiritualmente, entrar no reino dos céus.
A iniciação só pode vir para aqueles que limparam muito de seu quadro de destino maduro. Pureza, santidade, limpeza, ausência de pecado, vida sem transgressão e inteligência espiritual são requisitos para aquele que se propõe avançar na visão de Deus. Este precisa possuir sabedoria, uma mente bem desenvolvida e bem treinada e a essência de experiência de muitas vidas anteriores. Aquele que for um candidato à Iniciação precisa ter desenvolvido e aperfeiçoado a Mente, as emoções e o senso moral; precisa ser provado, ser fiel no cumprimento dos deveres ajudando aos outros, edificando-os espiritualmente.

Quando tiver feito tudo isto, o candidato se torna “um bom ser humano”.

Ao completar a vida exotérica ele se torna um candidato à vida esotérica e entra para a preparação da Iniciação onde trilha o Caminho Probacionista, estreito e reto, que leva ao “caminho da cruz”. Discriminação, controle de pensamentos e ações, paciência, tolerância, fé e equilíbrio são atributos que precisam ser trabalhados. Os candidatos para a escola de mistério precisam ter uma reputação imaculada e uma disposição alegre. “Portanto, sede perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5: 48).

Esta é a direção, o Caminho, e os passos que precisam ser dados são encontrados nos princípios espirituais ou esotéricos da Hierarquia Divina, Virgem.

Virgem é tida como maníaca, crítica, tola, criança fora do caminho, que está em uma inquieta e eterna busca de poderes e respostas; ainda, Virgem é a possuidora radiante de maneiras santificadas, da devoção, do serviço e da bondade.

As Grandes Hierarquias Criadoras são as amigas que deram de si mesmas para estabelecer luz e consciência em maiores forças evolutivas que nos vêm da bondade e das forças que são manipuladas por Deus. Áries e Touro, os criadores das forças que se manifestam através de cada uma das Hierarquias Zodiacais sucessivas, representam o máximo das forças da vida. Através de Gêmeos, Câncer e Leão, ainda poderosos elementos na criação da vida, até a manifestação da consciência de Deus através de Virgem, a sexta das grandes Hierarquias Criadoras, vemos a base e o desenvolvimento gradual das oportunidades, cada vez maiores, para a Mente iluminada.

Virgem, sexta na ordem.
Enquanto Virgem é a sexta na ordem destas enormes forças, ela também representa a força potencial mais elevada (força espiritual) agora presente no universo. A manifestação de Virgem é o derradeiro princípio espiritual ATIVO no atual período cósmico onde estamos agora, nos desenvolvendo. As Hierarquias de Áries e Touro se libertaram no início de nosso Dia de Manifestação. Gêmeos, Câncer e Leão lançaram uma base futura para o progresso de evolução do Espírito, da alma e do corpo do ser humano. Virgem é o Espírito de Luz que eleva o ser humano às alturas radiantes através da redenção, pureza e devoção.

Quando muito é dado, muito será pedido de volta e Virgem deve mostrar-se digna da força criadora da Luz, que transcende o físico e está diretamente em harmonia com as forças da divindade.

Virgem é a Virgem Imaculada; dela é o Nascimento-Virgem. O Cristo interno nunca pode nascer nas esferas superiores até que o eu inferior esteja purificado e faça uma imaculada virgem estar apta a dar à luz ao eu superior. O despertar de mesma consciência de Cristo, misturando a união química do Eu superior e inferior no Casamento Místico, inicia a Concepção Imaculada e prega a liberdade e a redenção do pecado pelo AMOR. A medida que o ideal da Imaculada Concepção cresce, uma nova raça se desenvolve e é criada na luz mística desta mensagem divina de amor, a pureza produtiva se tornará a chave para a salvação. O fruto da colheita, que é a carne da Terra, é colhido de Virgem-produtos da Natureza em abundância, para servirem aos objetivos do ser humano. Tudo serve a seus propósitos na vida, da mesma maneira que as virtudes reabastecidas de Virgem servem à Vontade de uma Consciência superior.

Virgem é pura, fria e livre da paixão da Terra. Virgem não tem o fogo da chama de vida para dar forma, mas a sua chama é azul suave dos deuses superiores, uma chama que não queima, nem destrói. Virgem junta a vida e o calor de Leão e joga-os na Terra; ela reflete-os aqui e aonde quiser, enquanto se movimenta em sua missão divina entre os seres humanos.

Virgem está vestida de túnicas azuis e estrelas douradas brilham ao seu redor. Quando põe seus filhos sob sua proteção, ela os instrui nas muitas artes que ajudam a Terra e é preciso lembrar que seus filhos são os trabalhadores do mundo; o objetivo deles é sentir e atender as muitas necessidades da Terra. Virgem nunca olha para cima, pois não há união alguma acima da Terra ou no Zodíaco, para ela. Sua união é com Aquele que está longe; seu amor não é para ser satisfeito facilmente. Ela não se sujeitará à paixão, nem responderá às fases menores de amor, pois o amor é muito belo para ela. Nem submissão, nem persuasão atraem o coração de Virgem; a menos que oração e devoção se misturem em um laço sagrado e que a castidade e a virtude reinem acima de tudo.

Esta criança raramente escuta a voz de seu companheiro, que é uma voz tão clara e tão forte como o som do diamante. Estes senhores ou Hierarquias possuem vozes e podem nos chamar, embora, nem sempre, correspondamos a seu chamado. O companheiro de Virgem fala suavemente no mais puro e mais raro dos tons, pois se chamasse com um som forte ele, por certo, se quebraria e se destruiria – assim, somente uma pequena parte d’Ele pode alcançar a Terra. Os filhos de Virgem têm as qualidades mais puras e mais refinadas dos Signos; a escassez de sua expressão só pode ser atribuída à raridade de seu tom. Aqueles que entram em contato com este ideal vão movimentar-se sempre nas asas do amor e a vida será alimentada com o meigo carinho de humildade e devoção.

O símbolo de Virgem é um ramo de lírios compridos, de cujos corações caem ouro e orvalho para as filhas e filhos deste Signo. As folhas lisas do lírio voltam-se para trás dando tudo que possuem, nada retendo. Assim, o caminho para os filhos de Virgem é claramente mostrado junto com o ideal e o objetivo, que vem desta figura mística.

Um outro princípio esotérico manifesta-se em nosso estudo de Virgem. O Sol é dividido em três partes. Podemos ver a parte externa ou física, que é o Sol. Atrás deste está o Sol central, de onde vem o impulso do Cristo Cósmico que emana um raio que se manifesta como Consciência de Cristo para os despertados da Humanidade. Atrás e além destes dois está o que é interpretado, esotericamente, como Vulcano, que é o corpo do Pai. O Pai, a fonte de tudo, é o espírito em Vulcano que, para os maiores videntes humanos, aparece somente como a mais elevada oitava da fotosfera do Sol, um anel de luminosidade azul-violeta atrás do Sol.

Para estudar a relação de Vulcano com Virgem é melhor voltarmos para as páginas da mitologia e adquirir um pouco mais de compreensão através delas. As maravilhosas Verdades Cósmicas estão, muitas vezes, escondidas nestes contos antigos. Não é verdade que um mito seja uma ficção da fantasia humana sem comprovação, pelo contrário, mitos geralmente contêm as verdades espirituais mais profundas e mais preciosas, muitas tão raras e sutis que não conseguem ficar expostas ao intelecto materialista. Para proteger estas verdades ocultas, estas são frequentemente mostradas à Humanidade sob o simbolismo pitoresco de mitos.

Vulcano era o filho de Júpiter e Juno. Nasceu aleijado e Juno ficou tão desgostosa com isto que o expulsou do céu, longe da visão dos deuses. Outra história explica que, na tentativa de salvar sua mãe da ira de Júpiter, ele foi agarrado pelo pé e arremessado para fora da porta do céu. Se já não fosse manco antes, uma experiência como essa seria suficiente para ter-lhe causado aquele defeito.

Vulcano é o Artista celeste e o deus do Fogo. Era a personificação divina do fogo que queima no interior da Terra. Vindo do deus do Fogo, Vulcano transformou-se em deus das artes e das indústrias dependentes do fogo, especialmente as artes de cerâmica e trabalhos em metais. Ele era o deus artista que trabalhava em uma forja enfumaçada, no centro de uma montanha ardente. Produziu trabalhos engenhosos de deslumbrante beleza, que oferecia aos deuses e aos heróis favoritos. Tomou parte na criação da raça humana e na criação especial de Pandora.

Os fogos da Terra derivaram-se do Céu e Vulcano, como deus do Fogo, foi particularmente responsável pelo calor da forja sobre o forno. Vulcano foi o ferreiro dos deuses. Suas oficinas estavam sob ilhas vulcânicas e sua forja estava sobre o Olimpos. Construiu as moradias dos deuses, fez o cetro de Júpiter, os escudos, as lanças dos Olímpicos, as flechas de Apolo e Diana, o peitoral de Hércules e o escudo de Aquiles. Fez, para ele, duas bonitas servas de ouro que, iguais a seres vivos, movimentavam-se e o ajudavam quando andava. Vulcano recebeu muitos elogios por seu trabalho de bronze, de grande beleza e por outros trabalhos de arte viva.

Vulcano é um deus glorioso e de bom temperamento, amado e honrado entre os homens como o fundador dos costumes sábios e o patrono dos artífices. Em certas ocasiões era, também, o deus da cura e da profecia. Podia, quando quisesse, ser a causa de “grande hilaridade” para os deuses, mas não era, de maneira nenhuma, um tolo. Este deus famoso podia ser astuto e vingativo quando a emergência exigia. Para vingar-se de sua mãe que o expulsou do céu, Vulcano idealizou um trono com dispositivos especiais que funcionaram como correias e grilhões invisíveis que a prenderam, quando ela se sentou no trono. Seu astuto engenho não podia ser desmontado por nenhum dos deuses do Céu e ninguém pôde persuadi-lo a libertar sua mãe. Nem mesmo Marte pode forçá-lo a desmontar esta armadilha que ele havia inventado. Finalmente, o jovial Saco, amigo do ferreiro, embriagou-o com vinho, levou-o ao Olimpos e persuadiu-o a libertar Juno.
Vulcano não foi sempre hostil a Juno; prestou-lhe muitos serviços. O presente de Vulcano a Apolo foi a carruagem do Sol. Seus presentes foram inumeráveis, dados por bondade e amor. Ajudou também a espalhar a vegetação, a videira florescia melhor em seu solo vulcânico – daí sua amizade com o deus do vinho.

Vulcano é representado com vestes de um trabalhador; prestava serviços tanto para os deuses quanto para o ser humano. Vivia debaixo da Terra e também era íntimo dos deuses. Neste contexto, portanto, podemos traçar as características de Virgem.

Vulcano personifica a função de Virgem e do espiritual Sol. Note-se que Vulcano é esotericamente tido como a força espiritual em potencial mais elevada, originada da Fonte de tudo, o Pai; do mesmo modo, a manifestação da Hierarquia de Virgem é o último princípio espiritual agora ativo. Vulcano é o regente esotérico de Virgem; meditação futura continuará a fixar maiores potencialidades que se manifestarão através deste sutil canal feminino de divindade, a Hierarquia criadora de Virgem. Cuidado, por favor! Os estudantes são aconselhados a não se considerarem regidos por Vulcano só porque são filhos de Virgem. Uma consideração semelhante se aplicará a Plutão e Escorpião. Somente os tipos mais avançados e mais altos da Humanidade respondem positivamente a Urano e Netuno. O que podemos dizer, então, de Plutão que é ainda mais enganador e sutil que qualquer um dos dois? E de Vulcano, cuja ação incorpora os princípios que sustentam milhões de sistemas solares similares ao nosso, que são os campos para a evolução de seres mais ou menos do mesmo status que nós? Estas Hierarquias criadoras são de um reino muito mais vasto que nosso sistema solar, mas, conhecendo, ainda que vagamente, a força e o poder que estão à espera de serem explorados pelos pioneiros de nossa onda de vida, experimentamos um sentimento de humildade, bondade e consideração por esses nossos companheiros.

O impulso vital se manifesta em proporções cósmicas para toda entidade espiritual (Ego) nos raios que se sucedem, e esta manifestação é eterna; mas a capacidade direta para iluminação divina é governada pelo desenvolvimento do Eu Superior que se manifesta quando a harmonia de sua nota-chave individual é alcançada. Virgem, o canal divino de serviço, está em sintonia com um raio que torna muito mais difícil para seus filhos adquirirem total prazer e felicidade das fontes comuns, no mundo dos humanos. Do mesmo modo que Vulcano, Virgem é tanto humana quanto divina, servindo ao ser humano e dedicando-se a administrar forças tão grandes e supremas que uma consciência limitada só pode agarrar levemente esta força.

Virgem pode vacilar ao estabelecer sua herança, mas cada expressão que for dada para elevar a Mente para o quadro celeste será um passo permanente que nunca poderá voltar para trás. Uma vez que Virgem desperte nos Corações e Mentes daqueles sob sua tutela, não haverá mais paz até que o desejo e a busca tragam o estado de perfeição que ela almeja para aqueles que caminham com ela. Virgem serve de todas as maneiras, pois sabe que todo serviço e ação que elevem o ser humano também a elevam e que o cumprimento da lei não é senão o meio para sua própria salvação.

” … O servo não é maior do que seu senhor. Se me perseguiram a mim, também vos hão de perseguir a vós; se guardarem as minhas palavras, também hão de guardar as vossas. Mas todas essas cousas vos farão por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou”. – Jo 15:20-21.

(de Thomas G. Hansen – com prefácio da Fraternidade Rosacruz de Campinas – SP – Traduzido do original inglês: Zodiacal Hierarchies de Thomas G. Hansen e publicado na revista Rays from the Rose Cross da The Rosicrucian Fellowship, no período de abril de 1980 a março de 1981 – publicada na Revista Serviço Rosacruz da Fraternidade Rosacruz em janeiro de 1982)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Signo Ascendente – A Missão de cada Signo: Virgem

“A ti Virgem, peço que empreendas um exame de tudo o que os seres humanos fizeram
com Minha Criação.

Terás que observar com perspicácia os caminhos que
percorrem
, e lembrá-los de seus erros, de modo que através de ti Minha
Criação possa ser aperfeiçoada.

Para que assim o faças, Eu te concedo o Dom da Pureza”. 
E Virgem retornou ao seu lugar.
Principal Característica: a vontade de fazer sempre melhor
Qualidade: capricho, humildade, aperfeiçoamento constante
Defeito: criticismo, meticulosidade excessiva, mania de perfeição

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Qual é o ponto de vista Rosacruz sobre o sufrágio feminino e a posição da mulher, no geral?

PERGUNTA: Qual é o ponto de vista Rosacruz sobre o sufrágio feminino e a posição da mulher, no geral?

RESPOSTA: O espirito não é nem macho nem fêmea, senão que se manifesta alternativamente em corpos masculino e feminino, normalmente. Assim sendo, considerando o sufrágio feminino desde esse ponto de vista bem mais amplo, seria um BENEFÍCIO para o homem atual uma atitude que permita as mulheres atuais exercerem os seus direitos abrangendo uma igualdade completa em todos os particulares. O duplo tipo de moral, de nossos dias, permissiva para com o adultério masculino, isentando-o de censura, deve ser abolido. O trabalho da mulher deve ser tão bem pago como o do homem e em todos os casos deveriam seguir-se as indicações tão admiravelmente expostas no romance de Edward Bellamy: “O Ano 2000”.

A eficácia de tão equitativo sistema social é evidente se consideramos o fluir da vida, sendo a presente existência nada mais do que uma de muitas vidas em que nascemos alternativamente como homens e mulheres. Existem ainda outras razões que deveriam nos impelir a concordar com a emancipação social da mulher.

No homem, o Corpo Denso é positivo, e as forças masculinas positivas estão especialmente enfocadas na Região Química do Mundo Físico. Dessa forma, o homem está mais interessado em tudo que possa pesar, medir, analisar e trabalhar na sua vida diária. O seu desenvolvimento se efetua particularmente sobre o plano material, dando forma à Terra e a todas as coisas, conforme seu desejo e possibilidades. Porém, o lado espiritual das coisas não desperta, no homem comum, particular interesse.

A mulher, por outro lado, tem um Corpo Vital positivo. Assim sendo, está intuitivamente em contato com as vibrações espirituais do Universo. É mais idealista e imaginativa e tem muito interesse para todos os fatores tendentes ao APRIMORAMENTO MORAL da raça humana. E como a humanidade só pode avançar em nossa Época mediante a moral e o crescimento espiritual, a mulher é, realmente, um fator primário na evolução. Toda a raça humana recolherá um benefício prodigioso no dia em que as mulheres tenham direitos iguais aos dos homens (escrito em 1912 – Movimento pelo Sufrágio Feminino, nos EUA), pois, até aquele tempo não podemos esperar por reformas que realmente unam a humanidade. Vemos, por analogia, se estudamos a estrutura de um lar, que a mulher é a coluna central, ao redor da qual giram o esposo e os filhos. De acordo com a sua capacidade, faz do lar o que ele é, sendo sempre a influência basilar e o elemento pacificador. O pai pode desencarnar ou abandonar o lar, assim como os filhos também. Enquanto que a mãe permanece, o lar subsiste. A morte da mãe, o lar se desfaz.

Já temos ouvido o seguinte argumento: “Sim, porém, se a mulher for atraída pela política, o lar ficará tão desfeito como se houvesse morrido”. Absolutamente não há razões para temer tal coisa. Durante o tempo de transição, enquanto a mulher tem de lutar para obter os seus direitos, e, quem sabe algum tempo depois, até estruturar melhor a sua vida, possivelmente encontraremos tais casos. Porém, logo que se tenham adaptado à nova situação, manterão os seus lares tão firmemente como antes. Nos lugares onde já houve experiências desse tipo, não houve lares desfeitos por essa causa. E, foram as mulheres as promotoras de todas as medidas que tendiam ao aprimoramento da moral. Não devemos esquecer, contudo, que as leis somente tendem a impulsionar a humanidade para um plano superior, no qual cada individuo seja uma lei em si mesmo. No momento, é absolutamente necessário que essas reformas se produzam mediante uma legislação adequada.

(Revista Serviço Rosacruz – 07/75 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Introdução

Introdução

Dotadas de singular eloquência e elevado misticismo, tais Cartas são adotadas por diversas Escolas Rosacruzes.

Remontam ao século XVIII, e foram publicadas nos Vols. 8 e 9 do periódico “The Theosophist”, editado pela Sociedade Teosófica, assinadas por F.H. e H., no caso da sétima e última carta. É referido que a sexta carta teria sido remetida a Eckartshausen, martinista e autor do célebre livro “A Nuvem Sobre o Santuário”. Segundo A.E.Waite, foram reimpressas num periódico americano, com as iniciais F.H. e H. suprimidas, sendo toda a série atribuída a Eckartshausen, que teria as escrito entre 1792 e 1801. Proclama-se que elas teriam sido traduzidas do Espanhol. Segundo A.E. Waite, “as iniciais sugerem obviamente a mão do Dr. Franz Hartmann”.

Tais Cartas se popularizaram através da revista “Rays from Rose Cross”, editada pela “The Rosicrucian Fellowship”, posteriormente foi publicada como apêndice do livro “A Maçonaria e o Catolicismo”, de Max Heindel, editado em vários idiomas.

A presente tradução é atribuída a Francisco Phellip Preuss, e consta na primeira edição do Livro: “Maçonaria e Catolicismo”, publicado no Brasil pela Fraternidade Rosacruz Max Heindel, em 1959. Foi revisada pela Irmã Probacionista Ruth Coelho Monteiro, da Fraternidade Rosacruz Max Heindel, em São Paulo.

 

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Obsessão: estado em que um espírito desencarnado tomou posse permanente do corpo de alguém encarnado, depois de ter expulsado seu dono. A pessoa fica obsidiada.

Obsessão: A obsessão é um estado em que um espírito desencarnado tomou posse permanente do corpo de alguém encarnado, depois de ter expulsado seu dono. A obsessão é o domínio que os maus espíritos exercem sobre certas pessoas, com o fim de ter poder sobre elas e submetê-las a sua vontade pelo prazer que experimentam causando dano. Se o espírito em questão é perverso, arrasta a pessoa como se a tivera dentro de uma rede, paralisa sua vontade e ainda seu juízo. Faz-lhe pensar e orar por ele; lhe obriga a cometer atos extravagantes relutantemente. Em uma palavra, lhe magnetiza, lhe produz a catalepsia moral, e então o indivíduo se converte em cego instrumento de seus gostos. É importante observar que neste estado, o indivíduo tem, na maioria das vezes, consciência de que o que faz é ridículo; porém esta forçado a relutantemente como se um homem mais vigoroso que ele lhe fizera mover contra sua vontade, seus braços, suas pernas e sua língua.

A pessoa nesse estado está obsidiada (e não obsedada e, muito menos, obcecada).

porFraternidade Rosacruz de Campinas

RECEITA – Legumes ao Forno

LEGUMES AO FORNO

 

Ingredientes:

 

  • quantidades a gosto de legumes:
  • abobrinha
  • batatas
  • tomates
  • berinjela
  • cenoura
  • ou os legumes de sua preferência
  • Queijo parmesão
  • Farinha de rosca

 

Modo de preparo:

 

  • Corte em rodelas os legumes
  • Tempere com sal, azeite e manjericão
  • Distribua tudo num refratário untado com azeite
  • Regue com um pouco de azeite
  • Faça uma mistura de queijo parmesão e farinha de rosca e salpique sobre os legumes
  • Leve ao forno moderado por mais ou menos 20 minutos
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