porFraternidade Rosacruz de Campinas

Graça: define-se como: “O divino e não merecido favor para com o ser humano”

Graça – define-se como: “O divino e não merecido favor para com o ser humano. A misericórdia de Deus segundo se diferencia de sua justiça”. São Paulo compreendeu muito bem que com a graça uma nova Dispensação se havia inaugurado desde o advento de Cristo. A Graça abre então o caminho para a reforma do individuo e não e contraria a lei, senão que obedece a mesma e aplica uma superior.

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Consciência – o resultado da dor e do sofrimento no Purgatório, junto ao sentimento feliz extraído das boas ações da vida passada, no Primeiro Céu

Consciência: o resultado da dor e do sofrimento no Purgatório, junto ao sentimento feliz extraído das boas ações da vida passada, no Primeiro Céu. Força propulsora que nos põe em guarda contra o mal, o produtor de sofrimentos, e nos inclina para o bem, o gerador de felicidade e alegria.

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Dar – uma expressão de força maior

Dar: uma expressão de força maior. O poder de dar não pertence exclusivamente ao ser humano rico. Dar dinheiro sem discernimento pode ser até um mal. É um bem dar dinheiro para um propósito que consideremos benéfico, porém um serviço prestado vale mil vezes mais. Um olhar carinhoso, expressões de confiança, uma simpática e amorosa ajuda são coisas que todos podem dar, seja qual for a fortuna de cada um. Todavia devemos ajudar o necessitado de maneira que ele possa ajudar a si próprio, seja física, financeira, moral ou mentalmente, para que não dependa mais de nós nem dos outros. 

Dar é mais agradável do que receber, não por orgulho, mas porque no ato de dar está a expressão da minha vida.

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Gratidão: um atributo de sabedoria e uma base importante de evolução

Gratidão –  um atributo de sabedoria e uma base importante de evolução; produz crescimento anímico. Pois no Primeiro Céu, após a nossa morte (morte desse Corpo Denso) ao chegarmos às cenas em que ajudamos a outrem, viveremos de novo toda a alegria que isto nos proporcionou, como também sentiremos toda a gratidão emitida por aqueles a quem ajudamos. Quando contemplamos de novo as cenas em que fomos ajudados por outros, voltamos a sentir toda a gratidão que emitimos ao nosso benfeitor. Deste modo vemos a importância de apreciar os favores com que outros nos cumularam. Nossa felicidade no céu depende da felicidade que tenhamos proporcionado a outros, e do valor que demos àquilo que outros fizeram por nós.

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Ajudando uma família em um piquenique e uma serpente atraída pela comida

Ajudando uma família em um piquenique e uma serpente atraída pela comida

Aqui está como algumas pessoas foram salvas em um piquenique na América do Sul.

Numa manhã de domingo alguns Auxiliares Invisíveis passavam pela parte central do Peru. Ali viram pessoas que tinham subido as montanhas para, ao nascer do Sol, fazer um piquenique de café da manhã num lugar acolhedor.

Essas pessoas estavam sentadas sob uma grande árvore comendo, quando uma enorme serpente desceu de uma árvore sobre elas. Uma mulher e sua filha ao ver a serpente ficaram tão assustadas que não conseguiam se mexer, apesar de terem visto os outros fugirem. A serpente, provavelmente, deve ter sentido o aroma da comida que estava sendo aquecida e chegou para tomar seu café da manhã.

“O que posso fazer para parar essa serpente?”, disse a Auxiliar Invisível a seu companheiro.

“Vá e lhe diga para vir até você”, ele disse: “Ela não irá te machucar”.

“Não, eu prefiro que você vá fazer isso”, disse ela. “Não tenho medo, mas não quero fazer isso”.

O Auxiliar Invisível retirou a mulher e a criança, no exato momento em que a serpente caia no chão com um baque.

A serpente parecia ter cerca de 6 metros de comprimento e se enrolou para se preparar para o combate.

“Companheira, é melhor você ir tratar de suas atividades, antes que alguém o envie para o paraíso das serpentes no céu”, disse o Auxiliar Invisível: “Não se enrole em mim”.

Antes que o Auxiliar Invisível pudesse dizer outra palavra, a serpente rapidamente se enrolou em torno de seu corpo materializado até o pescoço, começou a apertá-lo e foi quando o Auxiliar Invisível desapareceu.

Com a chegada da serpente o piquenique acabou. O cabelo da mãe da criança se ouriçou, e ela pareceu envelhecida, por alguns segundos.

(IH – de Amber M. Tuttle)

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Ajudando uma menina e seu cavalo avançado na evolução

Ajudando uma menina e seu cavalo avançado na evolução

Passaremos agora para um tipo bastante diferente da história. As pessoas que possuem animais que estão avançados na evolução e os tratam gentilmente não só os ajudam na sua evolução, mas muitas vezes, os salvam da morte ou de serem aprisionados. Os árabes, geralmente, tratam seus cavalos como crianças, e muitas vezes, os mantêm em sua barraca com sua família. As crianças têm os potros como animais de estimação. E quando os potros crescem são, incrivelmente, ligados aos seus donos. Recentemente, ouvi falar de uma amizade tão estreita entre uma menina e seu cavalo.

Dois Auxiliares Invisíveis foram enviados para salvar uma criança de ser baleada. Alguns árabes tinham visto uma garotinha no deserto montando em sua égua. Eles dispararam contra ela com seus rifles. Os Auxiliares Invisíveis desviaram as balas, porém, a égua se assustou. O animal se arrancou de repente e a menina caiu. Antes da égua sair correndo, pegou a garota pela roupa com os dentes e retornou. Os Auxiliares Invisíveis seguiram na frente e contaram ao pai da garota o que havia acontecido.

“Oh, seu cavalo vai trazê-la para casa com segurança, se ela não for morta”, disse o pai da menina.

Com certeza, o cavalo trouxe a menina até a porta da casa e a colocou no chão. Ela se levantou e acariciou seu cavalo e foi apanhar um punhado de tâmaras para comer. O cavalo a alcançou e parecia dizer: “Dê-me uma também”.

A menina tirou o caroço e entregou a tâmara ao cavalo. No caminho havia se mostrado faminto, então, a menina buscou cevada e o alimentou. A criança disse que quando seu cavalo era um potro, dormia ao seu lado, porém, teve medo pelo fato que o animal pudesse deitar sobre ela quando estivesse dormindo. Os Auxiliares Invisíveis ficaram muito felizes por terem participado do salvamento dessa menina e por ter visto a maneira como o cavalo levou a menina com segurança até sua casa.

(IH – de Amber M. Tuttle)

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Pergunta: Em sua opinião, é permitido o uso da “eutanásia legalizada” ou execução legal de pessoas idosas, enfermas, padecendo e que desejam a morte?

Pergunta: Em sua opinião, é permitido o uso da “eutanásia legalizada” ou execução legal de pessoas idosas, enfermas, padecendo e que desejam a morte?

Resposta: À primeira vista e do ponto de vista de pessoas não versadas nos ensinamentos do ocultismo, tal medida pareceria ser altamente louvável. A maioria das pessoas ao ver um animal sofrendo as dores da agonia, sem esperança de recuperação, sentir-se-ia, levada pelos instintos humanos, a pôr fim ao seu sofrimento, e a perguntar: ” Por que não deveríamos fazer o mesmo em relação aos nossos companheiros homens e mulheres?
Por que deveríamos mantê-los vivos, vendo-os sofrer atrozmente durante meses ou anos a fio, quando sabemos não haver esperanças de recuperar sua saúde? Além disso, eles desejam a morte para pôr fim ao seu sofrimento”.

Do ponto de vista comum, isto até merece uma aprovação. Mas, quando passamos a ter conhecimento da Lei de Consequência, e a saber que aquilo que semeamos colheremos agora ou numa futura existência, coloca a questão sob uma luz diferente.

Não podemos escapar às nossas dívidas. O sofrimento que se abate sobre nós é necessário para ensinar-nos uma lição ou suavizar nosso caráter. O único meio de encurtar o sofrimento é, por meio de esforço, descobrir por que nos encontramos numa condição que nos traz tanta amargura. Se for um câncer do estômago, até que ponto maltratamos esse órgão? Seria por um excesso de alimentos de natureza não adequada ao nosso sistema?

É o coração? Quantas vezes perdemos a calma enfurecendo-nos como loucos e exercendo uma tremenda pressão nessa parte do corpo? Será que outros órgãos do nosso sistema estão fracos e debilitados? Podemos estar certos que, de alguma forma, seja nesta vida ou em outra anterior, abusamos do nosso corpo de modo a causar os atuais sofrimentos. Do contrário, não estaríamos sofrendo agora, e quanto mais cedo levarmos a lição a sério, começando a viver uma vida melhor e muito mais em harmonia com as leis da natureza que violamos, mais cedo o nosso padecimento cessará.

Alterar as condições está sempre ao nosso alcance, embora não possamos remediar num dia o que levou anos ou vidas para ser destruído, mas, não há outro meio pelo qual uma cura permanente seja efetuada. Mesmo que agora, pela decretação de uma lei como a que foi mencionada, o sofrimento possa ser abreviado, temos a certeza que, quando a pessoa assim libertada do seu corpo renascer, o seu novo veículo tenderá a desenvolver a mesma doença que evitou de uma forma tão imprópria.

Além do mais, como foi plenamente explicado no “Conceito Rosacruz do Cosmos”, este nosso corpo físico é formado de acordo com um molde invisível chamado arquétipo e, enquanto esse arquétipo persistir, o nosso corpo físico permanecerá vivo. Quando a morte é decorrente de causas naturais, ou mesmo nos chamados acidentes (que geralmente não são realmente acidentes, mas acontecimentos surgindo para pôr fim a uma vida conforme o plano dos Guardiães Invisíveis dos assuntos humanos), o arquétipo é destruído e o Espírito fica liberto.

Um suicídio, no entanto, é diferente. Neste caso, o arquétipo persiste após a morte durante vários anos até o momento em que ocorreria a morte de acordo com os acontecimentos naturais, portanto, sendo incapaz de afastar de si os átomos físicos, o suicida terá durante esses anos de sua existência ” post-mortem”, uma contínua sensação de dor, semelhante ao Suplício da fome, ou a uma dor de dente indefinida, mas excessivamente dolorosa.

Se o plano mencionado for aprovado como lei, e as pessoas forem autorizadas a utilizar o serviço de outros para cometer suicídio (porque essa ação significa realmente um suicídio), não há dúvida que sofrerão em sua existência “post-mortem”, da mesma maneira que o suicida que prepara o próprio veneno ou que corta a própria garganta. É um projeto muito perigoso também sob outros aspectos, e confiamos que tal prática não será sancionada por lei.

(Perg. 152 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz SP)

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A Pequena Sombra

A Pequena Sombra

A carinha de Betina estava muito vermelha e as lágrimas rolavam de sua face, enquanto ela batia com seu pé no chão iradamente e gritava:

– Eu não me importo! Essa é minha boneca e Maria a pegou. Eu dei umas palmadas nela e não me arrependo!

Ela segurou a boneca desafiadoramente em seus braços e bateu seu pé no chão novamente, ainda soluçando.

Mamãe sacudiu sua cabeça com tristeza e disse:

– Oh! Betina, Maria é apenas uma garotinha. Ela mal completou três anos e você já é uma menina de cinco. Foi muito errado de sua parte bater nela. Você poderia tê-la deixado brincar com sua boneca por um momento, pois sabe que suas coisas sempre voltam para você. Agora, o que devo fazer? Eu quero que entenda e seja gentil. Especialmente gentil com os que são menores que você. As crianças menores não entendem ainda muito bem as coisas que você já entende. Sabe disso e é por esse motivo que deve ser gentil e prestativa até que elas sejam de seu tamanho. Quando Maria tiver a sua idade, ela não pegará as coisas porque ela entenderá melhor.

Betina ficou quieta enquanto sua mãe falava. Ela se envergonhou, mas não quis admitir. Era o que sempre acontecia. Seu temperamento explodia dentro dela como uma grande nuvem negra, e ela se esquecia de ser carinhosa e boa. Ficava realmente brava e magoava as pessoas. Chorava, chorava e batia o pé. Mais tarde, quando pensava sobre isso, não conseguia entender. Era como se houvesse outra menina dentro dela fazendo todas essas coisas más.., pois ela sabia que a verdadeira menininha que ela era não queria fazer isso, absolutamente. E, mesmo assim, acontecia todas as vezes. Não sabia o que fazer sobre isso. Simplesmente esquecia e ficava furiosa novamente.

Mamãe tomou sua mão e a conduziu até o alpendre ensolarado que ficava no fundo do quintal.

– Olhe, disse ela, veja, você tem sua sombra. Veja como é bem maior que você. Veja como ela se dirige para frente, se você estiver de costas para o Sol. Veja também como ela pula para trás e a segue, se você se virar. Às vezes, ela fica até menor que você, mas sempre a segue enquanto você estiver à luz do Sol.

Betina olhou para sua mãe, com surpresa. Ela gostaria de saber o que isso tinha a ver com o fato dela ser uma menina má. Sabia que devia existir algo nisso. Sua mãe não a repreendia com frequência. Em vez disso, costumava contar-lhe histórias que faziam com que ela tentasse ser melhor. A repreensão devia produzir esse mesmo efeito, mas mamãe preferia a história.

Mamãe sentou-se nas escadas do alpendre e colocando Betina gentilmente ao seu lado, começou a falar:
– Vou contar a você uma história sobre uma sombra. Quero que ouça bem atentamente, depois deixarei você aqui sozinha por uns minutos, para que possa pensar sobre ela.

Este era o modo com que mamãe fazia as coisas. Depois da história, você devia pensar sobre ela e saber o que fazer a fim de adaptar a história à realidade de sua vida. Algumas histórias podem ajudá-la, como essa.

A voz suave de mamãe continuou:

– Era uma vez uma menininha bonita e que tinha uma bela casa. Tinha tudo o que uma menininha necessitava para ser feliz. Às vezes, algumas meninas não têm tudo o que necessitam. É difícil a vida para essas garotinhas, mas isto não era desculpa para a menininha da qual estamos falando. Ela tinha tudo o que precisava – só que não tinha beleza dentro dela. Quando queria ela sabia ser muito educada, mas, às vezes, tinha um gênio muito ruim. Quando ficava nervosa fazia coisas terríveis. Chegava a ser cruel. Com muita frequência tornava as outras pessoas muito infelizes. Depois, quando conseguia controlar o seu temperamento ruim, sentia-se infeliz. Mesmo assim, continuava com o mesmo temperamento. Mas, um dia, algo muito estranho lhe aconteceu. Ela estava terrivelmente nervosa, tinha dado um tapa na sua melhor amiga. Depois bateu seu pé no chão, gritou e chorou tanto que feriu o ouvido de quem a ouvisse. Ninguém queria se aproximar dela. Iam embora e a deixavam sozinha, e foi aí que essa coisa estranha aconteceu.

– Você, Betina, pode adivinhar o que foi?

– Bem, deixaram-na sozinha no jardim. O Sol estava se pondo e sua sombra pulava para cima e para baixo, do mesmo jeito que ela fazia. De repente, e muito simplesmente, sua sombra se afastou dela e disse-lhe: “Garotinha, estou cansada de a seguir. Não vou mais ficar com você. Será a única menina no mundo que não terá uma sombra. 

E não voltarei até que pare de fazer com que os outros sofram. Olhe o jeito que você está me sacudindo, para cima e para baixo, cada vez que tem um desses seus acessos de mau humor. Nenhuma sombra gosta disso. A sombra gosta de seguir as pessoas boas. Só voltarei quando você se tornar boa. Até logo!”. E a sombra foi-se embora.

– Ela começou logo a sentir-se muito só. Não queria nem gostava mais de andar ao Sol, porque todos perceberam que ela não tinha sombra e ninguém se aproximava mais dela. Eles a apontavam à distância e diziam: “Olhem que menina estranha. Ela não tem sombra! Ela deve ser muito má, pois nem sua sombra quis segui-la mais! “. Isto tornou a menina muito infeliz, e ela começou a lastimar a maneira pela qual tratava as outras pessoas. Assim, começou a tentar ser mais gentil e considerar seus sentimentos em relação aos outros, bem como se descontrolar. Ela tentou tanto, que logo não teve mais acessos de mau humor. Descontrolar-se é um mau hábito realmente, e as pessoas podem aprender a formar o bom hábito de NÃO perder o controle se tentarem. A garotinha estava um tanto surpresa ao perceber que isso era realmente verdade, apesar de sua mãe já lhe ter dito. Agora, sua sombra voltara e seus amigos voltaram também. Ela era novamente uma adorável companheira.

Mamãe se levantou.

– Por favor, pense sobre essa história, Betina. Eu acho que ela ajudará você a controlar seu mau temperamento.

Betina ouviu a porta fechar-se atrás dela, silenciosamente, pois mamãe tinha entrado na casa para preparar o jantar. Era apenas um conto de fadas naturalmente – ela sabia disso. Ninguém neste mundo ouviu contar tal coisa, que uma sombra não acompanhasse alguém. Mas ela sabia o significado da história. Ela sabia como a garotinha devia se sentir. Se essas coisas pudessem acontecer, seria terrível. Para ela seria o mesmo que estar sem o vestido, se não tivesse consigo a sua sombra. Ela sabia que a história serviria para lembrá-la que não deveria mais ficar zangada. Cada vez que olhasse para sua sombra, deveria lembrar-se disso.

Ela saiu do alpendre e sua sombra a seguiu alegremente. Atravessou o quintal e se dirigiu à casa de Maria. Sentiu-se muito mal quando viu no rosto de Maria uma acentuada marca vermelha, no lugar onde, pouco antes, havia lhe dado um tapa. Ela sentou-se e entregou a boneca à Maria dizendo:

– Aqui está, Maria, você pode brincar com ela. Eu sinto muito.

Maria sorriu feliz, o perdão estampado nos seus olhos. Querendo fazer as pazes, Betina disse a Maria:

– Vou contar-lhe uma história.

E falou sobre a história da sombra que sua mãe acabara de lhe contar. Elas estavam sentadas juntas, felizes, quando Betina ouviu sua mãe chamando-a para jantar.

Ela foi saltitando para casa, com sua sombra saltitando atrás dela. Atirando-se nos braços da sua mãe, disse:

– Mamãe, minha sombra me seguiu. É divertido olhar para ela e tentarei lembrar-me de não ficar sacudindo-a para cima e para baixo, procurando não me zangar mais.

Mamãe, deu-lhe um beijo e respondeu:

– É isso mesmo que espero que você faça, querida. Eu quero vê-la tão bonita por dentro, como você é por fora.

Betina sorriu feliz, pois tudo agora estava bem. Ela também queria ser linda por dentro como mamãe lhe dissera. Era tão melhor ser assim!

(Do Livro Histórias da Era Aquariana para Crianças – Vol. II – Compiladas por um Estudante – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Sangue: você sabe qual a sua real importância?

O Sangue: você sabe qual a sua real importância?

Pergunta: Qual é o meio direto pelo qual o Ego pode agir no Corpo Físico?

Resposta: O sangue. Podemos notar que o Ego não pode atuar no Corpo Físico sem que o sangue esteja dentro de uma temperatura apropriada. Por exemplo: um calor acima do normal torna a pessoa sonolenta, tornando-a inconsciente pela expulsão do Ego, se a temperatura continuar a subir.

Pergunta: O frio intenso produzirá o mesmo efeito?

Resposta: O frio excessivo também tende a tornar o Corpo sonolento ou inconsciente. Somente quando o sangue se encontra próximo ou na temperatura normal é que o Ego poderá usá-lo como veículo de consciência.

Pergunta: Como podemos notar a atividade do Ego no sangue?

Resposta: Podemos mencionar vermelhidão produzida pela vergonha ou por outra emoção. É uma evidência da maneira pela qual o sangue é levado à cabeça, assim superaquecendo o cérebro e paralisando o pensamento.

Pergunta: Qual a reação do Ego face ao medo?

Resposta: O medo é um estado em que o Ego é levado a defender-se de algum perigo exterior. Por isso o sangue flui mais internamente. As faces empalidecem porque o sangue deixou a periferia do Corpo.

Pergunta: A qualidade do sangue afeta o trabalho do Ego?

Resposta: Em uma pessoa vigorosa, quando o sangue não atinge uma determinada temperatura, é ativa corporal e mentalmente, ao passo que a pessoa anêmica é sonolenta, o que quer dizer que num caso o Ego tem um melhor domínio e no outro menor.

Pergunta: A crença de que o Ego age no sangue é corroborado pela História?

Resposta: Os artigos Noruegueses e Escoceses admitem que Ego está no sangue, porque nenhum estrangeiro poderá tornar-se seu parente, até que tenha feito a “mistura de sangue” com eles, e dessa forma tornar-se um deles.

Pergunta: Existem outras fontes idôneas que concordam com essa crença?

Resposta: Goethe, um Iniciado, demostra essa verdade em seu Fausto, quando estava para assinar o pacto com Mefistófeles: “Por que não assinar com tinta comum? Por que usar o sangue? “O sangue é uma essência muito peculiar”, respondeu Mefistófeles. Quer dizer que aquele que tem o sangue tem o ser humano. É pelo calor do sangue que o Ego pode expressar-se.

Pergunta: Em que época o sangue atinge a temperatura apropriada?
Resposta: O calor apropriado do sangue para capacitar o Ego a expressar-se plenamente, torna-se uma realidade quando o indivíduo está para atingir os vinte e um anos de idade.

Pergunta: Há aspectos legais em relação a esse fato?

Resposta: A lei reconhece isso ao ser humano.

Pergunta: O sangue tem alguma conexão com a memória?

Resposta: A memória está intimamente conectada com o sangue, o qual é a mais alta expressão do Corpo Vital. E somente por meio dos dois Éteres superiores que o ser humano tem o senso de percepção e memória. Isso se aplica à memória Consciente, como também aos registros que designamos como memória Subconsciente, os quais se realizam por meio do Corpo Vital com o auxílio do sangue.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 04/73 – Fraternidade Rosacruz – SP)

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Que nos Reserva o Futuro? Afinal você confia em quem está “no leme”?

Que nos Reserva o Futuro? Afinal você confia em quem está “no leme”?

Para milhões, hoje, o futuro apresenta-se carregado de negras cores. E há fundadas razões para isso. Pois enquanto de um lado vemos o prodigioso avanço da ciência na produção das armas de quase incrível poder destrutivo, vemos do outro a maldade humana fomentando rancores e dividindo os seres humanos de um modo e numa extensão nunca vistos na História. Como consequência disto, há hoje preocupação pela própria sobrevivência da raça, que estaria em grave perigo no caso de uma nova guerra geral.

Mas o mundo não está de todo entregue à ação do mal. Há um Deus no céu que rege o universo, e em cujas mãos está o destino do ser humano. Malgrado as aparências em contrário, a Escritura diz que “o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens” (Dn 4:17). Deus tem um programa para o mundo, que tem sido e será fielmente executado.

O programa divino para o mundo foi revelado a um grande estadista do passado que desejou conhecer o futuro — Nabucodonosor, rei de Babilônia. A revelação foi feita na forma de uma estátua de homem, cuja descrição e interpretação encontra-se na profecia de Daniel, nas Escrituras Sagradas. A cabeça da estranha estátua era de ouro; o peito e os braços, de prata; o ventre e as coxas, de cobre; as pernas, de ferro; e os pés em parte de ferro e em parte de barro (Dn 2:32-33).

Interpretando o sentido dos componentes da estátua, o profeta Daniel afirmou que a cabeça de ouro simbolizava Babilônia (Dn 2:37-38), que naquele tempo era a nação líder do mundo, Babilônia foi chamada um reino áureo de uma idade áurea. Destacou-se por sua cultura, por sua vasta riqueza e notável magnificência.

Mas no plano divino, Babilônia devia passar. “E depois de ti se levantará outro reino inferior ao teu”, disse o profeta (Dn 2:39). Em 539 AC, Babilônia foi tomada pelos medo-persas. E o governo mundial passou às mãos da Medo-Pérsia, representada pela prata do peito e braços da estátua.

Prosseguindo na interpretação, o porta-voz de Deus anuncia o surgimento de um terceiro reino, que teria “domínio sobre toda a Terra” (Dn 23:9). Isso se cumpriu quando em 331 antes de Cristo, Alexandre Magno derrotou os medo-persas. O governo e liderança dos povos tocava agora ao Império greco-macedônio, simbolizado pelo cobre.

Ainda outro império mundial devia surgir na tela da História. Era Roma, representada pelo ferro das pernas da estátua. Em 168 antes de Cristo Roma esmagou a Grécia e tornou-se senhora do mundo. Quando Senhor Jesus-Cristo nasceu, José e a Virgem Maria haviam subido a Belém obedecendo a “um decreto da parte de César Augusto (imperador Romano), para que todo o mundo se alistasse” (Lc 2:21). Roma dominou desde as ilhas Britânicas até a Índia.

A mistura de ferro e barro dos pés da estátua indicava, disse o profeta, que Roma viria a ser um reino dividido (Dn 2:41). Após cinco séculos de existência unificada, Roma efetivamente dividiu-se. Na parte ocidental do Império surgiram dez reinos, que constituem alguns dos países da Europa atual.

Agora a grande profecia do sagrado Livro expôs o programa divino quanto ao que para nós ainda é o futuro. “Mas, nos dias destes reis”, declara Daniel, revelando o desfecho da História, o “Deus do Céu levantará um reino que não será jamais destruído nos dias destes reis” (Dn 2:44) – nos dias da Inglaterra, Portugal, Alemanha e Itália – Deus vai intervir nos negócios do mundo e levantar um reino diferente, um reino que não passará. Os outros reinos passaram. Eles eram obra do ser humano, eram reinos do pecado. Mas o reino aqui anunciado será obra de Deus.

Virá pela ação divina. Esse reino é o reino de Deus, o grande bem futuro que esperavam os justos de todos os tempos. Foi esse reino que Jesus pregou e mandou pregar. O “Evangelho do reino” – as boas novas da vinda do reino – deve soar em todo o mundo. Foi a vinda desse reino que Jesus mandou pedir quando nos ensinou a orar: “Venha a nós o Teu Reino” (Mt, 6:10).

Ao estabelecer Deus o Seu Reino, os reinos do pecado terão fim. Após descrever a estátua simbólica dos reinos deste mundo, diz Daniel que uma pedra foi lançada contra ela, esmiuçando-a (Dn 2:34-35). Aquela pedra representa o reino de Deus. O lançamento da pedra contra a estátua é a vinda do reino celestial, que se dará por ocasião da volta de Cristo com poder e glória. Ao ser estabelecido o Reino Celestial, cessará a presente ordem de coisas.

Cessarão as guerras; os males do presente cessarão. Inaugurar-se-á uma nova era de paz e ventura. “Mas nós”, diz ainda São Pedro, “segundo a Sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra em que habita a justiça” (IIPe 3:13). É para este novo mundo que a justiça de Deus faz caminhar irresistivelmente a História.

Por vezes pode parecer que a vontade dos seres humanos determina o curso dos acontecimentos. Às vezes parece que estamos à mercê das forças do mal. Mas a luz do divino Livro “contemplamos ao fundo, em cima, e em toda a marcha e contramarcha dos interesses, poderio e paixões humanas, a força de um Ser todo misericordioso, a executar silenciosamente, pacientemente os conselhos da Sua própria Vontade”.

Um navio sulcava o Atlântico Norte, à noite quando se levantou forte tempestade. O navio começou a jogar violentamente. Muitos passageiros foram tomados de pânico. Houve confusão e gritos. O barulho despertou uma filhinha do capitão que, assentando-se na cama, perguntou: “Que está acontecendo?” Alguém explicou “Enfrentando uma tempestade e achamo-nos em grande perigo”. “O papai está ao leme? ” – indagou momentos depois a criança. A resposta foi “Sim”. A menina reclinou calmamente a cabeça e adormeceu de novo. O papai estava ao leme!

O mundo vive uma hora de crise. Do ponto de vista humano o futuro é deveras sombrio. Mas Deus nosso Pai Celestial, está ao leme da História. Ele orienta e controla os acontecimentos para a execução do Seu plano: dar ao ser humano um mundo ideal. Isto é o que o futuro reserva, para os que esperam em Deus. Vinte e cinco séculos de história atestam que este anúncio das Escrituras é verdadeiro.

Prezado Amigo: Confiemos em Deus e aguardemos o Seu Reino. Sim, aguardemo-lo e preparemo-nos para ele, confiando nossa vida ao Salvador Jesus-Cristo. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que n’Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16).

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 04/79 – Fraternidade Rosacruz – SP)

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