A Lei do Renascimento: a Verdade e nada mais que a Verdade

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A Lei do Renascimento: a Verdade e nada mais que a Verdade

A Lei do Renascimento: a Verdade e nada mais que a Verdade

O renascimento, para muitos, é apenas uma ideia ridícula e fantástica sobre aqueles que faleceram e retornaram em alguma forma grotesca ao reino animal ou vegetal. Isso ocorre, sem dúvida, devido ao antigo ensino de Confúcio que, mais tarde, infelizmente foi mal interpretado. Nenhum verdadeiro seguidor de Confúcio alguma vez acreditou nisso, pois Confúcio nunca ensinou que sua avó pudesse reencarnar em uma vaca, um gato ou repolho. Somente aqueles que, em sua ignorância, riem dele pensam que os “chineses pagãos” admitam tal absurdo. Ele, de fato, acreditava na involução, a transferência de poder para um nível inferior e na evolução; que o mal da humanidade se transformará em seres inferiores e o bem evoluirá para seres superiores.

Toda a criação evoluiu de uma substância — Deus. O fundamento da criação é o átomo da vida. Se toda a criação é construída a partir de átomos idênticos, como podemos explicar as diferentes formas que eles assumem? Em primeiro lugar, porque foi predeterminado pelo Criador. Mas essa explicação dificilmente basta.

Não há qualquer coisa no universo que não tenha vida. Até o pavimento debaixo dos pés tem vida. Se não tivesse, não se desintegraria. Não há nada sem vida, sem vibração; porque vida é vibração e vibração é vida. A taxa de vibração de um determinado átomo depende da variedade de outros átomos que ele atraia para si e, portanto, da forma que ele assuma. Esse fato é comentado de maneira bela e clara por Robert Kennedy Duncan em O Novo Conhecimento, assim:

“Que dança fantasmagórica é essa dança dos átomos! E que tarefa para o Mestre de Cerimônias! Pois, veja bem, a mutabilidade das coisas! Esses mesmos átomos, talvez, ou outros como eles, juntam-se, vibrando, aglomerando, entrelaçando, combinando e daí resulta uma mulher, uma flor, um melro ou um gafanhoto, conforme o caso. Mas amanhã a dança termina e os átomos estarão longe; alguns estarão nos germes da febre que acabaram com a dança, outros serão o último desenvolvimento.

Assim, como um pensamento Divino, um princípio Divino, uma vibração Divina, um átomo Divino, o ser humano foi criado primeiro; contudo, o ser humano como o conhecemos, plenamente desenvolvido, com posse mais ou menos consciente de todos os seus sentidos, faculdades e corpos, como um átomo atraindo para si um certo número de todos os átomos existentes, porque o ser humano é feito à imagem de Deus e Deus é tudo em tudo — tal ser humano foi criado por último do mesmo jeito que a rosa ostenta sua flor por último.

A ciência frequentemente chama nossa atenção e força a convicção onde os pensamentos mais elevados não conseguem. Vamos pegar como exemplo sua última descoberta, o elemento químico rádio, para ilustrar o princípio do renascimento.

A força do rádio não está no próprio rádio, mas na emanação, ou gás, que a ciência extraiu dele. O ser humano é um átomo como o rádio; um átomo composto. Ele é composto em maior grau apenas porque tem mais tempo de evolução, pois o rádio também é composto. Se o rádio não fosse composto, as emanações não poderiam ser separadas dele. Um processo natural no universo, a separação dos corpos superiores do ser humano do Corpo Denso, a chamada morte, pode ser comparada à separação do rádio, pela ciência, das suas emanações.

O rádio, do qual as emanações foram inteiramente extraídas, não seria diferente do chumbo, a substância mais inerte e ‘cabelos verdes da sepultura’ essa expressão deve ser uma gíria e seu significado este tradutor ignora, e de outras substâncias químicas que são sopradas nos antípodas pelos ventos do oceano. Eis a mutabilidade das coisas e da mesma forma as lágrimas das coisas: por uma coisa após a outra,

Como a neve sobre a Face empoeirada do Deserto, o Relâmpago de uma ou duas horas — acabou,

E a eterna dança em constante mudança permanece.”.

Da inclinação do polo de um átomo (toda vida tem polo positivo e negativo) depende sua taxa de vibração. E a inclinação de seu polo depende do tempo que empregou em sua evolução. Portanto, os átomos que compõem o reino mineral tiveram o menor tempo em evolução e os do reino humano, o ser humano, o mais longo. Contudo, a Bíblia nos diz que o ser humano foi criado por último. Verdadeiro. Não há qualquer coisa na Bíblia que não seja verdadeira, e literal, quando interpretada de maneira inteligente. A Bíblia e a afirmação de que o ser humano foi criado primeiro não estão em desacordo. Ambas estão corretas.

No início da primavera, plantamos o bulbo do açafrão. Em algumas semanas ele cresce, floresce, cai e murcha; mas a rosa que deve florescer aproximadamente um mês depois do açafrão nós devemos plantar no outono anterior. Portanto, a rosa é criada primeiro porque nós a damos à terra primeiro e é criada por último, nasce, porque é quando atinge sua plenitude material. Tal substância o rádio, abandonada à natureza, iria se desintegrar e tornar-se os elementos químicos que o constituem.

A isso pode ser comparada a desintegração do Corpo Denso do ser humano.

Contudo,o rádio, diferentemente dos corpos físicos, é precioso demais para ser abandonado à desintegração. A ciência o usa repetidamente, com novas emanações de átomos de vida regressando a ele. A ciência nunca fez e nunca poderá fazer algo fora dos limites naturais ou que seja contrário às leis da natureza. Mas demonstra leis desconhecidas. Assim, provou conclusivamente o retorno da vida à matéria. Dessa forma, o princípio superior do ser humano deve ser renovado em e por um Corpo Denso.

Mas o que acontece com os vapores ou átomos de vida, depois que eles saem do rádio? Eles se unem ao éter planetário. Os corpos superiores do ser humano vão para o Mundo Celestial. O ser humano espiritual tem a mesma relação com os gases de rádio, no Mundo Celestial, que o ser humano físico tem com os minerais de rádio, no mundo material.

Assim, o Criador está desenvolvendo TODA a criação para a perfeição suprema; as mesmas leis da natureza, certas, inalteráveis e predeterminadas, governam um único átomo de vida ou um universo, o rádio ou um ser humano, um sapo ou borboleta, um riacho ou as pedras sobre as quais ele balbucia. Cada um e todos têm o seu valor relativo e, como tal, todos e cada um devem alcançar sua perfeição relativa. Infelizmente, isso é difícil para algumas pessoas compreenderem — seu Senhor da Criação fazendo leis apenas para quebrá-las por favoritismo ou falta de normas, influenciando Sua soberania. O final deste parágrafo é obscuro e provavelmente se refira aos crentes que, de modo irracional, reconheçam uma divindade partidária, ilógica e volúvel.

Todas as religiões ou doutrinas religiosas credenciadas, sejam antigas ou modernas, incorporam o princípio do renascimento; no entanto, originalmente divino, ele tem sido desvirtuado para atender às necessidades de credos e dogmas criados pelo ser humano.

A moderna doutrina ortodoxa referente ao Dia do Julgamento é um bom exemplo. Aqui encontramos o princípio da ressurreição, mas ele não convence as Mentes lógicas e racionais de que, ao som de trombetas, os corpos que se tornaram pó do pó sejam restaurados inteiros e perfeitos para as almas dos mortos neles reentrarem; nem convence de que, de uma vasta multidão concebida em pecado e com apenas uma chance de se redimir, Deus salvará uns poucos escolhidos para habitar eternamente uma Terra glorificada, jogando o restante na escuridão externa e no tormento eterno. Uma concepção assustadora de um Pai amável e gentil! E um equívoco terrível de uma grande lei fundamental da natureza.

Aqueles que realmente mostram o caminho para sairmos da ignorância e das trevas e chegarmos até o conhecimento e a luz não pedem a qualquer pessoa íntegra e racional que a alma humana aceite algo apenas pela fé ou por alguém ter afirmado. A Verdade, toda a Verdade e nada mais que a Verdade pode ser CONHECIDA se, por livre arbítrio, for buscada para poder ser vivida.

(Traduzida da Revista Rays From The Rose Cross de agosto de 1915)

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