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porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Intervalo entre renascimentos: 1000 ou 5000 anos? Sempre há a alternação de sexos?

Pergunta: Embora a Teosofia, representando a sabedoria do Oriente, e a Filosofia Rosacruz, a do Ocidente, concordem em muitos aspectos, há alguns pontos nos ensinamentos dessas duas Escolas de ocultismo que se diferenciam. Um deles refere-se ao renascimento. A Teosofia ensina que o intervalo entre duas vidas terrestres é de aproximadamente cinco mil anos, enquanto os Rosacruzes sustentam que é de aproximadamente mil anos. Com relação ao sexo do Ego, os Rosacruzes ensinam que os renascimentos se alternam, ora masculino, ora feminino, enquanto a Teosofia sustenta que a alternação dos sexos não se realiza a cada vida individual, mas por séries; isto é, uma série de sete encarnações do sexo masculino alterna-se com uma série de sete encarnações do sexo feminino. Poderiam explicar essas discrepâncias?

Resposta: Nossa linha de conduta é nunca criticar ou menosprezar os ensinamentos de qualquer outro movimento espiritual. Portanto, só podemos dizer que quem faz a pergunta está correto em relação aos Ensinamentos Rosacruzes, que sustentam que o Ego renasce geralmente duas vezes no decorrer do período em que o Sol, por Precessão dos Equinócios, leva para percorrer um Signo do Zodíaco; ou seja, em torno de 2.100 anos. Ensinam também que esses renascimentos alternam-se de modo sucessivo, porque as condições na Terra não mudam tanto em um espaço de tempo de dois mil anos e seu propósito é ministrar ao Ego todas as lições relativas às experiências terrenas sob a influência de cada Signo, sendo que essas variam para o homem e para a mulher. Desse modo, se o Ego nascer como homem e, em seguida, como mulher, sob um mesmo Signo, ele aprenderá praticamente todas as lições a serem extraídas das condições existentes na Terra sob tais vibrações planetárias.

A prova disso é demonstrada a cada neófito logo após a Iniciação: pede-se que ele observe determinado Ego no momento em que ele está deixando o Corpo Denso. Em seguida, que continue acompanhando essa vida nos Mundos invisíveis durante um ano ou dois, e quando surge uma oportunidade para renascer, o neófito pode verificar a absoluta veracidade da doutrina do renascimento. Para essa demonstração, escolhe-se sempre um Ego que morreu na infância e que procura renascer rapidamente.

Quando essa lição for aprendida, ele passa a saber, mediante o conhecimento direto, que o renascimento seja uma realidade na Natureza. É-lhe ensinado a observar a vida de certas pessoas na Memória da Natureza, a fim de que passe a compreender os diversos detalhes relativos a esse assunto. No entanto, isso não pode ser realizado até que o Iniciado tenha aprendido a funcionar na Região do Pensamento Concreto, pois o registro etérico da Memória da Natureza não penetra suficientemente no passado para dar-lhe informações mais detalhadas. Todo Iniciado que progrediu bastante conhece esses assuntos tão bem quanto o seu próprio nome.

A Lei do Renascimento não é uma lei cega. Está sob a direção de quatro grandes Seres, detentores de um conhecimento e poder extraordinários. São chamados de Anjos do Destino, na terminologia cristã. Quando um determinado Ego precisa alterar o intervalo entre a morte e o renascimento, as modificações necessárias são feitas e o intervalo irá variar conforme as necessidades.

Relatos sobre as conferências proferidas pela Sra. Besant foram publicados nos jornais e seus seguidores confirmaram a sua declaração de que ela renasceu na antiga Alexandria como Hipatia, uma mulher. Disseram também que ela renasceu posteriormente como Giordano Bruno, em Roma, e que está de novo encarnada como pessoa do sexo feminino. Isso, se for verdade, corrobora o ensinamento dos Rosacruzes e não aquele segundo o qual haveria uma série de sete encarnações masculinas sucedidas por uma série de sete femininas.

(Pergunta nº 22, do Livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas” – Vol. II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: A cruz constitui apenas um símbolo de sofrimento, como dão a entender as religiões cristãs populares? Não teria um significado mais transcendental?

Pergunta: A cruz constitui apenas um símbolo de sofrimento, como dão a entender as religiões cristãs populares? Não teria um significado mais transcendental?

Resposta: Como todos os símbolos, a cruz tem muitos significados. Platão revelou um deles, quando afirmou: “A alma do mundo está crucificada”.

Quatro ondas de vida se expressam neste mundo através dos quatro reinos: mineral, vegetal, animal e humano. O reino mineral é representado pelas substâncias químicas, de qualquer classe que sejam. Assim, a cruz feita com qualquer material simboliza esse reino.

O madeiro inferior da cruz representa o reino vegetal, porque as correntes dos espíritos coletivos que vivificam as plantas provêm do centro da Terra.

O madeiro superior simboliza o ser humano, porquanto as correntes vitais que o sustentam são irradiadas do Sol, perpassando-lhe a coluna vertebral (vertical). Dessa forma, o ser humano constitui uma planta invertida. Assim como a planta recebe seu alimento pelas raízes, em linha ascendente, o ser humano ingere sua alimentação pela cabeça, em linha descendente.

A planta é casta, pura, e destituída de paixão. Dirige seu órgão reprodutor em direção ao Sol. O ser humano, ao contrário, dirige seus órgãos geradores para baixo, em direção à Terra; respira o vivificante oxigênio e exala o venenoso dióxido de carbono. Este é absorvido pela planta nutrindo-a. O vegetal, em troca, devolve-lhe o elixir da vida, o oxigênio.

Entre os reinos vegetal e humano encontra-se o animal, cuja medula espinhal horizontal é perpassada pelas correntes dos Espíritos-Grupo particulares a esse reino, pois tais correntes circulam em torno da Terra. O madeiro horizontal da cruz, por conseguinte, simboliza o reino animal.

Em âmbito esotérico, a cruz nunca foi considerada como um símbolo de sofrimento ou instrumento de tortura. Só a partir do século VI é que surgiram os primeiros quadros representando o Cristo crucificado. Anteriormente o símbolo do Cristo era um cordeiro aos pés de uma cruz, indicando que, quando o Cristo “nasceu”, o Sol transitava pelo Signo astrológico de Áries (o cordeiro). Os símbolos das diversas religiões expressaram-se sempre dessa forma.

Quando o Sol, devido à Precessão dos Equinócios, transitava pelo Signo de Touro (o touro), surgiu no Egito o culto ao Boi Ápis, no mesmo sentido em que hoje adoramos o Cordeiro de Deus.

Em tempos remotos falava-se no deus Thor, que conduzia suas cabras gêmeas ao céu. O Sol, nessa época, transitava pelo Signo de Gêmeos, os gêmeos.

Quando o Cristo “nasceu”, o Sol encontrava-se em torno do 5º grau de Áries, o cordeiro. Eis porque nosso Salvador é chamado de “Cordeiro de Deus”. Contudo, nos primeiros séculos da era cristã discutiu-se muito sobre a legitimidade de instituir o cordeiro como símbolo do nosso Salvador. Alguns sustentavam que o Sol transitava pelo Signo de Peixes (os peixes). Para eles, o peixe seria a representação mais exata do Cristo. Como reminiscência dessa disputa, a mitra dos bispos conserva a forma de uma cabeça de peixe.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de novembro/1977)

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