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porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Poder Curador da Música “Ave Maria” de Schubert

A música é a linguagem dos Mundos celestes, o que a Forma é para o Mundo Físico, a cor é para o Mundo do Desejo e o som é para o plano mais elevado da consciência, no Mundo do Pensamento.

A música tem o poder de chegar mais profundamente ao que realmente somos, um Ego (um Espírito Virginal da Onda de Vida humana, manifestado aqui), que qualquer outra arte e atraindo sua atenção às lembranças dos Mundo espirituais, do qual viemos, desperta uma “nostalgia espiritual”. “Creio que nunca estou alegre quando escuto uma música doce”, disse Jéssica em uma cena pensativa de amor, na qual Lorenzo, seu amante, responde: “A razão é que os espíritos da música são galantes”. Nessas sensíveis linhas, Shakespeare destaca um fato esotérico subjacente, uma experiência mais ou menos comum a todos.

Um toque de tristeza vem a uma pessoa que reflita em nosso estado presente, a luz de insinuações relativas ao mundo real – os Mundos celestes –, de onde ela veio (onde é seu verdadeiro lar), e de onde está exilada temporariamente.

Certos grandes compositores, de vez em quando, têm sido arrebatados a um espírito de exaltação para se comunicar com reinos mais elevados e escutar o que se conhece como música imortal, porque viverá tanto quanto dure a Terra. Muitas das músicas chamadas “músicas de Natal” pertencem a essa mesma categoria!

Várias canções de Natal são transcrições diretas de cantos angélicos. Ainda que transcritos durante o período medieval e do Cristianismo primitivo, sua beleza e inspiração tem durado, e seguramente continuarão assim através dos ciclos que virão.

Vamos ver, por exemplo, o Poder Curador da “Ave Maria” de Schubert: a música angélica pode ser dinamicamente curadora. Isso é verdade no caso da “Ave Maria” de Schubert e se evidencia em uma oportunidade que ocorreu durante a II Guerra Mundial. Um jovem soldado foi ferido no campo de batalha na Sicília; sua condição era crítica. No momento que chegou a um hospital na Inglaterra sua Mente estava totalmente “escurecida”. Suas inibições pareciam insuperáveis, porém, ainda que muito incerto, alguns médicos e psiquiatras estavam de acordo que poderiam recuperá-lo, se conseguissem fazê-lo liberar suas emoções e chorar; mas todos os esforços foram em vão.

Mais tarde em um hospital norte-americano o resultado desejado foi conseguido por meios inesperados. O paciente de mãos dadas com as esposas dos assistentes foi levado a um teatro onde foi submetido a influência de um instrumento que produzia uma combinação de vibrações de tons e cores. Os ajudantes se viram na necessidade de levantar sua cabeça e manter seus olhos abertos, para que visse a apresentação. À medida que o show avançava, seu encanto mágico fez com que a tensão de seus músculos e corpo fosse diminuindo gradualmente. Então uma coisa milagrosa aconteceu!

A versão de belíssimo tom e cor da “Ave Maria” de Schubert inundou a “tela” e o jovem começou a chorar; suas lágrimas rolaram por 20 minutos sem cessar. Depois ele regressou para o quarto onde dormiu calmamente por 9 horas, sem a necessidade de lhe administrar calmantes. Ainda que estivesse quieto, por não poder falar, nem cuidar de si mesmo de nenhum modo desde o acidente, agora estava calmo e racional. Despertou e disse muito naturalmente: “Acabo de despertar”. E ele sabia disso!

A “Ave Maria” de Schubert é uma transição do paradigma da alma musical da “Virgem Bendita”. Vibrar na nota-chave daquele Único e Santo cujo ministério ao ser humano está focado na cura e regeneração.

Aliás, essa composição, em certo sentido, pode se considerar como a nota-chave musical da época de Natal. A música que essa obra enseja produz como resultado um elevado poder espiritual, em que parece como se devolvesse o eco dos ritmos celestiais dos espaços cósmicos.

Durante esse tempo encantado, um tríplice nascimento é produzido:

Primeiro é o nascimento cósmico do Cristo que impregna toda a Natureza com Sua nova vida;

Segundo é o nascimento histórico do Cristo, o Mestre do Mundo, que escolheu essa época para nascer entre nós, com o Corpo Denso e o Corpo Vital do Irmão Maior Jesus de Nazaré;

Terceiro é o nascimento metafísico de Cristo no interior do Discípulo – o Cristo Interno –, no estado de iluminação.

Que as Rosas floresçam em vossa cruz

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