porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Conhecimento do Coração: você está pronto?

O Conhecimento do Coração: você está pronto?

“A Ordem Rosacruz foi fundada especialmente para aqueles que possuidores de um alto grau de desenvolvimento intelectual, deixam de lado os reclamos (as queixas) do coração. Todo homem ou mulher que tenham sido abençoados com uma Mente investigadora, é de suprema importância receber toda informação que queira. Dessa forma aquietando a cabeça, o coração poderá falar”.

“O conhecimento intelectual é apenas um meio, não um fim em si mesmo. Daí o propósito da Ordem Rosacruz, antes de mais nada, satisfazer o Aspirante por meio do conhecimento de que tudo no Universo é razoável, o que poderá resultar num controle sobre o rebelde intelecto”.

“Quando, dessa forma, o Aspirante cesse de criticar e admita, embora provisoriamente, como verdadeiras as afirmações que não podem ser de imediato comprovadas, somente então o seu treinamento esotérico poderá ser efetivo para o desenvolvimento das faculdades superiores”.

Cremos que esta advertência do Conceito Rosacruz do Cosmos, algumas vezes é passada por alto, pois os Estudantes fascinam-se de tal modo com o método de evolução, que se esquecem do que o Sr. Max Heindel designou em Coletâneas de um Místico: “O Magno Mistério”. Nesse estudo nos recorda que “Cristo não disse: Bem fizeste, tu, grande e erudito filósofo que conheces a Bíblia, a Cabala, o Conceito Rosacruz do Cosmos, e toda a literatura misteriosa que revela as intrincadas operações da Natureza – mas disse sim, ‘Bem fizestes tu bom e fiel servo, entra no gozo de Teu Senhor… Porque tive fome e me destes de comer, tive sede e me destes de beber‘ (Mt 25:35). Não notamos uma só palavra acerca de conhecimentos…”.

Em várias outras ocasiões somos advertidos, que não devemos olhar o próximo “por cima dos ombros”, já que aquele que, devido ao seu pouco preparo intelectual serve, simples e humildemente; pode compensar com amor àquela carência. Esses são ativos servindo.

São os atos de amor e bondade que constroem o Corpo-Alma. O conhecimento é bom quando usado e compartilhado para benefício do próximo, pois quando conservamos para nós mesmos, colocamo-nos novamente em tonalidade com o egoísmo, fomentado pelos Espíritos de Lúcifer que instigam toda a classe de atividade mental, com a finalidade de obterem conhecimento à medida que o obtemos. Entretanto, canalizando todo conhecimento que obtivermos para edificação de nossos irmãos, transformamos uma armadilha mortal em sublime benção.

Aqueles que trabalham e servem aos demais por amor ao serviço, não necessitam que sejam impulsionados para a prática de boas ações. Necessitando-se de um estímulo extra têm-se maior responsabilidade. Estamos vivendo esses ensinamentos?

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – 01/80 – Fraternidade Rosacruz – SP)

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Arcanjo Zacariel: Pertence à Onda de Vida Arcangélica; embaixador de Júpiter na Terra, representante do altruísmo, a generosidade, a benevolência e a misericórdia de Deus.

Arcanjo Zacariel – Pertence à Onda de Vida Arcangélica. O sábio e generoso gênio, embaixador de Júpiter na Terra, representante do altruísmo, a generosidade, a benevolência e a misericórdia de Deus.

 

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RECEITA – Almôndegas de Soja com Ricota

ALMONDEGAS DE SOJA COM RICOTA

 

Ingredientes:

 

  • 200 gr de ricota
  • 2 ovos
  • 1/2 cebola média ralada
  • 2 xícaras (chá) de proteína texturizada de soja
  • 1/4 xícara (chá) de farinha de trigo integral
  • 1/4 xícara (chá) de ervas frescas
  • 1 colher (sopa) de fermento em pó
  • sal marinho a gosto

 

Modo de Preparo:

 

  • Colocar a proteína texturizada de soja de molho em água por cerca de 30 minutos.
  • Espremer contra uma peneira até retirar boa parte da água.
  • Transferir para outro recipiente, juntar a farinha de trigo e o fermento em pó peneirados, o sal marinho, os ovos, a cebola e as ervas.
  • Misturar até obter uma massa homogênea.
  • Misturar e moldar as almôndegas de tamanho uniforme, rechear com a ricota e fechar.
  • Untar uma forma, colocar as almôndegas e levar a assar em forno já um pouco quente, por aproximadamente 15 minutos.
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Pergunta: Qual a causa do grande número de mortes que ocorre entre recém-nascidos e durante a infância?

Pergunta: Qual a causa do grande número de mortes que ocorre entre recém-nascidos e durante a infância?

Resposta: Quando o ser humano abandona o veículo denso no momento da morte leva consigo a Mente, o Corpo de Desejos e o Corpo Vital, sendo o último o que contém as imagens da sua vida passada. Durante os três dias e meio seguintes, essas imagens são gravadas no Corpo de Desejos para formar a base da vida no Purgatório e no Primeiro Céu, onde o mal é expurgado e o bem assimilado. A experiência da vida em si é esquecida, da mesma forma que esquecemos o processo de aprendizagem da escrita, mas retemos a faculdade. O extrato cumulativo de todas as suas experiências, tanto as de suas vidas terrenas passadas como as vividas no Purgatório e nos vários Céus, é retido pelo ser humano e forma a bagagem que levará no seu próximo nascimento. Os sofrimentos pelos quais passou vão soar-lhe como a voz da consciência, e o bem que realizou manifestar-se-á num caráter cada vez mais altruísta. Até os três dias e meio passados, imediatamente após a morte, sob condições de paz e silêncio, o Ego é capaz de concentrar-se muito mais na gravação da sua vida passada. A impressão sobre o Corpo de Desejos será mais profunda, do que o seria se tivesse sido perturbado pelas histéricas lamentações dos seus parentes ou por outros fatores. Então, experimentará um sentimento bem mais forte no Purgatório e no Primeiro Céu em relação ao bem ou ao mal praticados. Numa vida futura, este sentimento intenso irá expressar-se numa voz inconfundível. Mas, se as lamentações de parentes desviaram a sua atenção, ou se um indivíduo passa por esse processo em virtude de um acidente ocorrido numa rua, num desastre de trem, num incêndio ou em outras circunstâncias angustiantes, não haverá, naturalmente, oportunidade para que possa concentrar-se convenientemente. Tampouco poderá concentrar-se, se for morto num campo de batalha. Contudo, não seria justo que perdesse as experiências de sua vida, devido a essa passagem ter sido realizada de uma maneira tão inesperada. Assim, a Lei de Causa e Efeito proporcionará uma compensação.

Acreditamos, normalmente, que quando uma criança nasce, simplesmente nasce, e o fato está totalmente consumado. Mas, da mesma forma que, durante o período de gestação, o veículo denso fica abrigado do impacto do mundo externo ao ser colocado dentro do útero protetor da mãe, até que tenha atingido maturidade suficiente para enfrentar as condições externas, o Corpo Vital, o Corpo de Desejos e a Mente encontram-se também em estado de gestação e nascem em períodos ulteriores, porque não passaram por um ciclo de evolução tão extenso quanto o do Corpo Denso. Sendo assim, precisam de mais tempo para chegar a um estado de maturidade suficiente, para que se tornem individualizados. O Corpo Vital nasce em torno do sétimo ano, quando o período de crescimento excessivo indica o seu advento. O Corpo de Desejos nasce na época da puberdade, em torno do décimo quarto ano, e a Mente nasce em torno dos vinte e um, quando consideramos que a criança se tornou um homem ou uma mulher – atingiu a maioridade.

O que não foi despertado não pode morrer. Quando uma criança morre antes do nascimento do Corpo de Desejos, ela passa diretamente para o mundo invisível do Primeiro Céu. Não pode ascender para o Segundo e o Terceiro Céu, porque a Mente e o Corpo de Desejos não nasceram, portanto, não podem morrer. Deste modo, fica a espera no Primeiro Céu até que se apresente uma nova oportunidade de renascer. Se morreu em sua vida antecedente sob as circunstâncias infelizes acima mencionadas – por acidente, no campo de batalha, ou se as lamentações dos parentes não deixaram que a impressão do mal cometido e do bem realizado ficassem gravados, tão profundamente quanto o seria no caso de ter morrido em paz – será instruída, quando morrer, a morrer na vida seguinte como criança, sobre os efeitos das paixões e desejos. Aprenderá, com isso, as lições que deveria ter aprendido na vida do Purgatório, se não tivesse sido perturbada. Renascerá com o desenvolvimento de consciência apropriado para poder prosseguir em sua evolução.

No passado, o ser humano era excessivamente guerreiro, devido à sua ignorância; não dispensava os cuidados necessários aos que passavam pelo processo da morte, ainda mais se morriam no leito. Estes eram em número bem menor em comparação àqueles que morriam nos campos de batalha, e se atribui a isso uma grande parcela da mortalidade infantil. Mas, à medida que a humanidade alcançar uma melhor compreensão, conscientizando-se que nunca somos tão responsáveis pelo nosso irmão, como quando ele está retirando-se desta vida, procurará permanecer em silêncio, orando com serenidade. Estará ajudando-o enormemente e contribuindo para que a mortalidade infantil se reduza e não mais aconteça numa escala tão ampla como atualmente.

(Livro: Perguntas e Respostas – Vol. I – pergunta 52 – Max Heindel)

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O Valor de Dar e Receber

O Valor de Dar e Receber

Um engano muito difundido é aquele que diz que dar é “desistir” de alguma coisa, é ficar despojado de algo, é sacrificar-se. Aqueles que não têm uma orientação neste sentido, os que não produzem para os outros, sentem o dar como um empobrecimento – porque é doloroso dar, precisa-se dar, a virtude de “dar”, para eles, é um ato de sacrifício, são os “não produtivos”.

Para uma pessoa de caráter “produtivo”, o “dar” tem um significado totalmente diferente; “dar” é uma expressão de força maior. No ato de dar experimento a minha força, minha riqueza, meu poder. Esta experiência de elevada espiritualidade e vitalidade me enche de alegria e força.

Vejo-me exuberante e vivo.

Dar é mais agradável do que receber, não por orgulho, mas porque no ato de dar está a expressão da minha vida.

(Traduzido da Revista “Rays from the Rose Cross” e publicado na Revista Serviço Rosacruz – 06/80 – Fraternidade Rosacruz –SP)

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O Bem e o Mal: agindo justamente porque é correto

O Bem e o Mal: agindo justamente porque é correto

Para Paracelso o autoconhecimento representava mais do que uma compreensão completa do ser; incluía, também, uma compreensão completa do vir a ser. O que nós somos neste momento – espiritual, moral, mental e fisicamente – é menos do que pode ser e será no futuro.

O Ser Raiz do Universo, disse Paracelso – e, por analogia, o Deus de nosso Sistema Solar – não está, de forma alguma, terminado e completo para sempre. A Divindade está no processo de contínuo vir a ser. Do mesmo modo também está o ser humano. Portanto, o Divino é continuamente criativo, e da mesma maneira o é também o ser humano. O indivíduo, portanto, tem um papel ativo na construção do Universo – um papel que, na terminologia dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, é caracterizado pela palavra “Epigênese”.

Parte do processo do autoconhecimento é a compreensão do problema do bem e do mal, e como se aplica a nós, individualmente. Em que extensão nos esforçamos ao máximo por obter aquele, e em que extensão nós permitimos ser seduzidos por este, em que extensão os aspectos superiores e inferiores de nossas naturezas estão lutando pela posse de nossa submissão; tudo tem grande relação com o que somos.

Jacob Boehme, que devotou considerável atenção aos problemas do bem e do mal e autoconhecimento em geral, anunciou, como postulado, a teoria de que o mal é determinado pela forma na qual o bem vive. “Assim como a luz só está apta a brilhar quando penetra na escuridão, assim o bem só pode nascer quando penetra através de seu opositor. Através dos abismos insondáveis e sem fundo da escuridão, brota a luz; da falta de motivos e carência de fundamentos dos medíocres, nasce o bem. Todo o ser humano tem nele próprio o bem e o mal e no seu desenvolvimento, à medida que passa através das divisões torna-se uma contradição de qualidades, na medida em que um procura vencer o outro”.

Intimamente relacionado com o problema do bem e do mal está o grau de liberdade atualmente possuído pelo Ego. Quão melhor compreendamos quanto somos influenciados pelo mal, e quão verdadeiramente nos devotemos ao bem, melhor será nossa aptidão para avaliar a extensão de nossa liberdade em relação à sujeição.

Como Pitágoras disse, e muitos outros repetiram desde então: a liberdade humana não existe para aqueles que são escravos de suas paixões, ou para aqueles que não acreditam no Espírito ou em Deus. Aqueles vivem no cativeiro do eu inferior; estes vivem na escravidão da inteligência limitada ao Mundo Físico.

O Espírito tutelar da humanidade é a liberdade, continua Pitágoras, porque no momento em que o ser humano percebe a verdade e o erro – ou o bem e o mal – ele é livre para escolher. Ele pode associar-se, conscientemente, com os Elevados Poderes na realização da verdade, ou, expandindo-se no erro, submeterem-se às chicotadas do destino. Todos os Egos, acreditava Pitágoras, percebem intuitivamente, numa certa extensão, um fato que alguns Egos percebem intelectualmente; ou seja, que o mal faz o ser humano descer para a fatal influência da matéria, e o bem é o que o faz subir em direção à Divindade. O seu verdadeiro destino é subir sempre mais alto como resultado de seus esforços próprios, mas para que seja livre para fazê-lo ele deve, também, ser livre para descer ao mais baixo, desde que seus esforços o levem nessa direção. O círculo de liberdade alarga-se até ao infinitamente grande, à medida que o Ego ascende; e encolhe-se até ao infinitamente pequeno à medida que desce.

Quanto mais uma pessoa evolui, mais livre se torna, porque quanto mais penetra na Luz, mais poder para o bem adquire. Em contraste, quanto mais a pessoa desce, mais escravizada se torna, porque cada queda no mal diminui mais a capacidade de compreender a verdade e seguir o bem. O destino, em consequência, reina sobre o passado e a Liberdade sobre o futuro.

Podemos continuar esta linha de pensamento, então, para dizer que só com completo autoconhecimento pode o ser humano elevar-se a uma total liberdade de ação. A ação humana, presentemente, é largamente determinada por motivos. A maior parte dos motivos, como sabemos, são baseados no interesse próprio ou na incorreta suposição da separatividade individual. Aquela rara pessoa que atingiu o autoconhecimento e, assim elevou-se em pensamento do nível do eu individual àquele do Eu Universal, é completamente livre em suas ações. As motivações de separatividade que anteriormente o limitavam, não mais existem. Ele sobe cada vez mais alto, iluminado pela Luz e fortalecido pelo poder espiritual, para fazer o bem.

Ele aprende a exercer a Vontade Universal para o Bem Universal, e fará livremente e espontaneamente, sem nenhum pensamento ou sentimento de interesses conflitantes.
Ele aprende, em outras palavras, a agir justamente porque é correto, e, em assim fazendo, ele sente-se em harmonia com o Ser Universal.

(Revista Serviço Rosacruz – 05/80 – Fraternidade Rosacruz – SP)

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Eu interno: o único tribunal da verdade

Eu interno – é o único tribunal da verdade. Se nós, consciente e persistentemente, levarmos nossos problemas ante este tribunal, desenvolveremos, com o tempo, tal senso superior da verdade que, instintivamente, onde ouvirmos uma ideia avançada, saberemos se ela é ou não correta e legítima.

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Leitura e Livros: nos dão alimento ao pensamento através dos assuntos que fornecem

Leitura e Livros – Os livros são úteis, à medida que nos dão alimento ao pensamento através dos assuntos que fornecem. Podemos ou não chegar às mesmas conclusões do escritor, mas quando absorvemos as ideias apresentadas em nosso próprio íntimo e trabalhamos sobre elas com cuidado e devotamento, o que resulta deste processo é nosso, e está mais perto da verdade do que qualquer coisa que possamos obter através de outros ou por outras vias.

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Osso Sacro: osso grande e triangular localizado na base da coluna vertebral e na porção superior e posterior da cavidade pélvica

Osso Sacro – aonde inicia-se a ascensão das linhas de força da energia sexual não utilizada na satisfação dos desejos

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A Sombra de Sibila – Palavra-chave: Harmonia

A Sombra de Sibila
Palavra-chave: Harmonia

O vento bramia e bramia lá fora, carregando as folhas num rodopio folgazão. Depois, parou por um instante. O Sol brilhou por entre os ramos das árvores e, passando alegremente através da vidraça de uma janela, envolveu uma garotinha que estava quietamente sentada, mergulhada em profundos pensamentos. Ela estava tentando encontrar a resposta para uma pergunta que a atormentava, mas isso era realmente muito para ela.

Por que o zunir do vento se parecia tanto com ela? Mas ela sabia que não era exatamente como o vento, troando, sempre provocando problemas de alguma forma, arrancando folhas das árvores ou jogando poeira nos olhos das pessoas, incomodando-as. Ela sabia que era Sibila, assim era seu nome, e assim todos a chamavam. Mas também não era Sibila! Quem era então? Pensava, pensava muito, mas não conseguia descobrir. Parou de pensar por uns instantes e ficou ouvindo a música suave vinda da sala ao lado, onde sua mãe estava tocando. Sempre que sua mãe tocava peças que a faziam sonhar, parecia que quase chegava, a saber, quem ela era. A suavidade da música lançou um encanto sobre ela que não percebeu quando sua mãe parou de tocar e aproximou-se dela.

O céu estava com um vermelho glorioso e as nuvens eram cor-de-rosa e lindas, enquanto o Sol se punha. Sibila contemplava tudo isso e sentia-se maravilhada com a beleza daquele outro mundo.

Sua mãe, ouvindo-a suspirar, tomou-a nos seus braços e perguntou-lhe suavemente:
– Que a atormenta tanto, Sibila? Conte-me e talvez eu possa ajudá-la.

Sibila abriu seu coraçãozinho para sua sábia mãe:

– Mamãe querida, por que tenho de voltar diariamente a este mundo de faz-de-conta? É tão mais bonito o outro mundo em que vivo parte do tempo. Lá sou feliz e me divirto tanto! Lá eu sou tão diferente – nem um pouco como sou agora. E eu tenho tantos companheiros queridos naquele outro mundo. A música é maravilhosa e a luz torna as cores mais bonitas! Nós dançamos, cantamos e somos tão felizes. E, então, um Anjo vem, sorri para nós e ficamos tão contentes, mas quando estou aqui, sou muito diferente. Quero ser alegre, mas sou tão triste. Quero ser boa e, no entanto sou má. Por quê? Por que, Mamãe querida, tem de ser assim? Será que sou duas; esta eu, e aquela, outro eu que vive numa linda terra tão distante?

– Você é uma só, Sibila, respondeu a mãe, assim como há somente um Eu. Cada um de nós é uma centelha de luz de Deus, e nosso verdadeiro lar é no mundo celestial. Nós todos temos que aprender muitas lições para que possamos ajudar a Deus em Sua grande obra.

Temos que aprender muitas dessas lições aqui na Terra e essa é a razão pela qual vivemos em nossos corpos todos os dias e fazemos o que precisamos fazer. À noite, porém, podemos deixar nossos corpos descansando e ir para o mundo celestial, onde estamos no nosso verdadeiro lar. Quando acordamos de manhã e nos lembramos daquele mundo maravilhoso não podemos deixar de pensar que a Terra, às vezes, não é um lugar tão agradável.

Queremos ser bons, mas nem sempre é fácil ser bom aqui na Terra. Temos que tentar da melhor maneira possível e lembrar-nos sempre que somos centelhas da luz de Deus e que estamos vivendo na Terra para evoluirmos, procurando ser cada vez melhores. Assim, aprenderemos nossas lições aqui e, à noite, seremos capazes também de visitar o mundo celestial para fortificar-nos na fonte divina.

Os olhos de Sibila foram se tornando cada vez mais brilhantes, enquanto ouvia sua querida mãe. Sabia agora que o motivo de toda sua aflição era porque não tinha pensado de maneira correta. De agora em diante, iria lembrar-se sempre quem eIa era, qual o verdadeiro sentido da vida, tentando aprender direitinho suas lições aqui na Terra.

(do Livro Histórias da Era Aquariana para Crianças – Vol. V – Compilado por um Estudante – Fraternidade Rosacruz)

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