Observação – Um dos mais importantes auxílios ao Aspirante que se esforça.
A maioria das pessoas atravessa a vida quase às cegas. É, literalmente, certo dizer delas: “têm olhos e não veem… têm ouvidos e não ouvem” . Na maior parte da humanidade há uma deplorável falta de observação.
Até certo ponto, muitas pessoas podem desculpar-se pela sua falta de visão normal. A vida urbana tem causado inúmeros danos aos olhos. No campo a criança aprende a usar os músculos dos olhos em toda a extensão, relaxando-os ou contraindo-os, conforme seja necessário para ver objetos a distâncias consideráveis ao ar livre ou ao alcance da mão, dentro e fora de casa. Mas o filho das cidades vê praticamente todas as coisas de perto, e os músculos dos seus olhos raramente são empregados para observar objetos a grandes distâncias. Por conseguinte, essa faculdade se perde em grande parte, resultando disso a miopia e outros problemas da visão.
É muito importante que o Aspirante à vida superior possa ver todas as coisas ao redor de si de maneira clara, nítida, distinta, em todos os pormenores. Para os que sofrem da vista, o uso de lentes é como o abrir-se um mundo novo à sua frente. Em vez da anterior nebulosidade, tudo é visto clara e definidamente. Se a condição da visão requer o emprego de dois focos, não deve a pessoa contentar-se com dois pares de óculos, um para as coisas próximas e outro para as distantes, que obrigam a mudanças frequentes. Não somente porque as mudanças são incômodas, mas também porque se pode esquecer um dos pares ao sair de casa. Podem-se ter os dois focos num só par de lentes bifocais, e esses são os que devem ser usados para facilitar a observação dos pormenores.
Discernimento – é o exercício que nos permite distinguir entre o essencial e o supérfluo, separando a realidade da ilusão e o permanente transitório.
O discernimento é a chave particular de desenvolvimento do Éter Refletor, através do qual o espírito colhe as experiências que nutrem e formam a Alma Intelectual, para enriquecimento do segundo aspecto de nossa interna divindade: o Espírito de Vida.
Quando o Aspirante tiver cuidado de sua visão, deve observar sistematicamente todas as coisas e todas as pessoas, e tirar conclusões dos fatos a elas relacionadas, a fim de cultivar a faculdade do raciocínio lógico. A lógica é o melhor instrutor no Mundo Físico, assim como é o guia mais seguro em qualquer mundo.
Quando se pratica este método de observação, é necessário ter bem presente que deve ser empregado exclusivamente para agrupar fatos, não com o propósito de criticar, nem que seja por brincadeira. A crítica construtiva, que assinala os defeitos e o modo de remediá-los, é à base do progresso. Mas a crítica destrutiva, sem nenhuma finalidade superior, que destrói de modo vandálico tudo quanto toca de bom ou de mau, é uma úlcera do caráter que deve ser extirpada. As conversações frívolas e os mexericos são estorvos, obstáculos. Se bem que não é necessário dizer que o branco é negro, e dissimular que não se vê a má conduta alheia. A crítica sempre deve ser feita com propósitos de ajudar, não com o de manchar, irresponsavelmente, o caráter do nosso próximo quando nele encontramos alguma pequena nódoa. Relembrando a parábola do argueiro e da trave, voltemos nossa impiedosa crítica contra nós mesmos. Ninguém é tão perfeito que não necessite melhorar. Quanto mais impecável é o ser humano menos se inclina a encontrar faltas nos demais e atirar a primeira pedra nos outros. Ao assinalarmos alguma falta e indicarmos o meio de corrigi-la, devemos fazer isso impessoalmente. Procuremos sempre o bem que se acha oculto em tudo. O cultivo desta atitude de discernimento é especialmente importante.
O ocultista desenvolve-se assim, por linhas intelectuais, buscando a verdade, pela observação e discernimento.
Observa e raciocina sobre o que vê, obtendo, deste modo, o conhecimento, mas São Paulo advertiu que o conhecimento ensoberbece, enquanto o amor constrói e edifica e, antes que o conhecimento seja utilizado no desenvolvimento espiritual é necessário aprendermos a senti-lo. Caso contrário, não poderíamos vivê-lo. Portanto, o caminho completo é o ensinado pelos Rosacruzes pelos símbolos da lanterna da mente e do coração do sentimento, do misticismo e do ocultismo, juntos, paralelamente. Assim, enquanto o discernimento nos mostra os pontos falhos, a devoção à vida superior nos ajuda a ser humildes, a reconhecer as próprias faltas e eliminar os hábitos errôneos e indesejáveis traços de caráter, sobrepondo-nos aos desejos inferiores e impulsos instintivos.
Nessa questão de ver, de discernir, há um ponto importantíssimo: os pensamentos de crítica devem ser evitados. É um péssimo hábito, muito prejudicial ao Aspirante. Devemos abster-nos das críticas, tanto quanto nos seja possível. O verdadeiro discernimento nos ensinará a ver, impessoalmente, de modo genérico, o que é bom e o que é mau. Mas não nos produzirá nenhum sentimento em relação à causa, acontecimento ou pessoa observada. Este é o ponto importante. O exame de um fato, de uma idéia, de um objeto, é necessário para que saibamos seu valor. Olhar e discernir são fatos legítimos e importantes, para que não nos suceda como aquele homem que, levando ao extremo a recomendação bíblica de “não julgar para não ser julgado”, acabou se tornando um idiota, incapaz de saber o que era conveniente ou não. O que se deve evitar são os pensamentos agressivos, que ferem, que degradam, pois sabemos como se geram pensamentos-forma e sua ação fora de nós contra as pessoas a quem os dirigimos. Que eles voltam e depois agem sobre nós próprios. Por outro lado, o estado de crítica de contínua insatisfação obstrui a aura e impede o fluxo de pensamentos nobres e incentivadores que os Irmãos Maiores dirigem a todos.
Meditação – Na meditação juntamos todo conhecimento possível sobre o determinado assunto que tantas vezes foi o objeto do exercício da Concentração.
A Mente pondera e sonda, acrescentando sempre um pouco mais de informação e, como resultado, adquirimos um novo significado sobre esse objetivo ou ideia.
Quando nos ligamos a este processo, por algum tempo, enriqueceremos nosso próprio mundo do pensamento, de tal forma que seremos capazes de alcançar novos campos de conhecimento e, em conseqüência, ganhar nova compreensão. Todas as verdades espirituais tornam-se mais claras quando as entendemos e assimilamos totalmente, uma por uma, e as palavras de nossa boca tornam-se mais sábias à medida que o tempo passa. Quando meditamos sobre conceitos inspiradores tais como Sabedoria e Compreensão e ponderamos sobre o significado e a realidade dessas palavras, entramos realmente em contato com forças que têm seu lar em esferas mais altas e mais puras do que as que nos cercam diariamente. Estamos conscientes que não devemos negligenciar nossos deveres e que, freqüentemente, temos que viver no meio de um mundo agitado e trabalhoso para adquirirmos a necessária experiência. Mas em qualquer circunstância, podemos e devemos tirar algum tempo para as silenciosas meditações diárias. Meditação em silêncio é uma verdadeira ajuda para ganhar crescimento anímico. Através desta prática estamos capacitados a construir este TEMPLO VIVO e entrar nele sempre que tivermos necessidade de restaurar a harmonia que almejamos ardentemente, este templo vivo que não é construído por mãos.
Se evocou e concentrou-se na imagem de Cristo, é muito fácil reproduzir em meditação os incidentes de Sua vida, Seus sofrimentos e ressurreição, porém muito mais pode ser aprendido pela meditação. Um conhecimento jamais sonhado inundará a alma com uma luz gloriosa. É melhor praticar com algo que não desperte tanto interesse e não sugira nada de maravilhoso. Procure descobrir tudo o que se refere, digamos, a um fósforo ou a uma mesa comum.
BEBIDA FORTIFICANTE
Indicada para fortalecer o sistema imunológico
Ingredientes:
Modo de preparo:
PROGREDINDO COM O ZODÍACO – O QUE OS NATIVOS DE LIBRA PRECISAM SABER SOBRE OS OUTROS SIGNOS
As crianças de LIBRA, regidas por Vênus, são normalmente, em alguns aspectos, como que tocadas por uma vara mágica. É muito raro que não tenham alguns atributos que contribuam para sua vida ser interessante. Mas nenhum outro Signo manifesta tais extremas de temperamento e como todas as pessoas que pertencem a um Signo Cardeal, o nativo de LIBRA é, às vezes, muito ativo em seu benefício, para seu próprio bem. É propenso a ficar tão absorvido na realização das coisas, que deixa de observar certos sinais, até perigosos, ao tratar com outras pessoas, contribuindo dessa maneira para criar situações difíceis e dolorosas.
Quando associado a um nativo de ESCORPIÃO (Fixo-Água) pense bem antes de falar ou você pode ser envolvido em sarcasmo ou desdém, o que o machucará muito e poderá enfraquecê-lo. Não obstante essas pessoas serem profundamente emocionais. Elas têm algum controle e quando percebem que você perdeu o seu, atingem você com o seu sarcasmo e escárnio.
SAGITÁRIO (Comum-Fogo) é mais semelhante a você porque é tolerante ao observar as faltas dos outros e apreciará seus talentos sociais. No entanto você deve evitar a tendência que tem de tentar controlar o destino do seu sócio Sagitariano. Essas pessoas parecem ter uma atitude ao acaso perante a vida, mas são muito independentes e não admitem pressões.
CAPRICÓRNIO (Cardeal-Terra) é um Signo Cardeal como o seu, mas um pouco desarmonioso porque a natureza básica dele é terrena e prática. Se você pode ajustar seus pontos de vista com a maneira dele trabalhar poderão ir em frente com poucos atritos. Em qualquer circunstância é sempre melhor contemporizar do que discutir com o Capricorniano, porque esta natureza é mais estável que a sua e os planos dele têm sempre mais longo alcance. Ele vai jogar sempre com muita paciência e isso cansará você.
AQUÁRIO (Fixo-Ar) não é tão talentoso artisticamente como você, mas você pode ajudá-lo a desenvolver um conhecimento e uma maior percepção de beleza. No entanto, ele é superior em entendimento humano e na amplitude de visão e ainda poderá ajudá-lo na avaliação da vida, como um todo.
PEIXES (Comum-Água) não é muito ligado a você, salvo no terreno Comum da estética. Os nativos de Peixes respondem ao místico, ao lado subjetivo da beleza, enquanto você pende para o lado positivo e objetivo. Os valores colocados por Peixes, intensificarão seus julgamentos. Você pode desprezar a letargia deles, mas em contrapartida eles terão um grande entendimento para suas explosões emocionais, já que eles são também bastante emocionais.
ÁRIES (Cardeal-Fogo) é o Signo em oposição ao seu. É um Signo ardente e entrar em contato com essas pessoas positivas é estar preparado para lançar faíscas. Isto é estimulante e você pode sentir-se muito atraído para um Ariano, mas não como amigos, amantes ou sócios porque essa relação poderá se tornar um elemento de competição e conquista.
TOURO (Fixo-Terra) é um Signo da Terra e agrada-lhe muito, como a você também, ser regido por Vênus. Portanto, taurinos exibem muitas qualidades venusianas, mas geralmente com bases menos úteis do que as suas. Se os seus objetivos se opuserem aos dele, você o verá muito inflexível e com a cabeça dura para uma convivência. Melhor retirar-se e deixá-lo esbravejar no campo de batalha
GÊMEOS (Comum-Ar) este Signo é mais mental e menos artístico que o seu, é mais variável nas suas aspirações e direções e muito mais estável emocionalmente. Você seguirá muito bem com Geminianos e pode ocupar uma posição de domínio porque o nativo de Gêmeos não necessita de afirmação própria, como regra. Se você puder, peça emprestado a ele aquela atitude impessoal, quando se defrontar com situações penosas ou experimentais.
Conserve seus dedos cruzados quanto tratar com CÂNCER (Cardeal- Água). Este é outro Signo Cardeal ativo e se as atividades de um nativo de Câncer conflitam com as suas, haverá atrito. Lembre-se que eles são muito sensíveis e devem ser tratados com muito tato. Quando seus sentimentos estão feridos, eles mergulham em si próprios e repelem qualquer ajuda, mesmo que isto os leve a um progresso ou melhoria. Sua pouca capacidade para a cooperação pode ser exasperante, assim evite mal-entendidos, tratando-os com uma cortesia uniforme e contínua.
LEÃO (Fixo-Fogo) é normalmente considerado harmonioso com Libra. Como maridos, por exemplo, eles vão muito bem, mas a situação reversa não é assim tão feliz. Em contactos de negócios não os ofenda com posições autoritárias. Os Leões odeiam ser chefiados. A tendência que têm de mandar está muito equilibrada com a atitude de uma ação imediata.
VIRGEM (Comum-Terra) está basicamente em discórdia com Libra. Apesar disso os dois Signos estão tão unidos que um nativo de Libra pode ter Mercúrio e Vênus em Virgem e vice-versa com o Virginiano. Em tal acontecimento você se dará muito bem com ele, aproveitará de seu bom gosto e da percepção para a escolha e ele vai admirá-lo pelos seus dons. Ponha de lado e tolere seu lado crítico e tire proveito disso se necessário, mas fuja de seus períodos depressivos, se você estiver precisando de encorajamento ou incentivo. Nessas ocasiões, procure seus amigos de Aquário ou Peixes para um entendimento e bons conselhos.
(Publicada na Revista: Serviço Rosacruz – novembro/80)
Pergunta: Quanto tempo levará até podermos dispensar estes Corpos físicos, e atuar total e novamente nos Mundos Espirituais?
Resposta: Esta pergunta revela um estado mental por demais comum entre pessoas que se inteiraram do fato de que possuímos Corpos espirituais que nos permitem locomovermos com a velocidade do relâmpago no espaço, Corpos que não necessitam do revestimento material e, consequentemente, não requerem cuidados por parte de seus possuidores. Estas pessoas aspiram pelo momento em que poderão deixar crescer tais asas figurativas e se ver completamente livres deste “baixo e vil instrumento mortal”.
Tal estado mental é extremamente deplorável. Deveríamos ser gratos pelo instrumento material que temos, pois é o mais valioso de todos os nossos veículos. Embora saibamos perfeitamente que o nosso Corpo Denso é o mais inferior de todos os nossos veículos, também realizamos que é o nosso instrumento mais aperfeiçoado, sem o qual os outros veículos seriam hoje de pouca utilidade. Enquanto este instrumento, tão magnificamente organizado, capacita-nos enfrentar todos os tipos de situações aqui, nossos veículos superiores estão praticamente desorganizados. O Corpo Vital é formado, órgão por órgão, como o nosso Corpo Físico Denso, mas até ser treinado por exercícios esotéricos, não é um instrumento adequado para atuar sozinho. O Corpo de Desejos só tem alguns centros sensíveis, que não estão ainda ativos na maioria das pessoas. Quanto à Mente, apresenta-se como uma nuvem informe em quase todos nós. Devemos esforçar-nos hoje para espiritualizar o instrumento físico, e conscientizar-nos que precisamos treinar nossos veículos superiores antes de podermos usá-los. Para a maioria das pessoas, isso levará ainda muito, muito tempo. Portanto, é preferível cumprir a tarefa que nos é acessível, apressando assim o dia em que estaremos capacitados para usar os veículos superiores: esse dia só dependerá de nós próprios.
(Livro: Perguntas e Respostas – Vol. I – pergunta 05 – Max Heindel)
Hipnotismo – Bom ou Mal
Pode-se dizer que a Mente humana consiste de duas partes: a Mente Consciente e a Mente Subconsciente. A Mente Consciente é a parte da Mente onde a informação é conscientemente coletada, onde tem lugar o pensamento lógico e onde são tomadas as decisões. A Mente Subconsciente é a parte da Mente onde estão armazenadas as memórias e os hábitos. A Mente Subconsciente de uma pessoa contém tudo que esta tenha visto ou ouvido (que tenha ou não se conscientizado delas); é também a memória de todos os acontecimentos de sua vida. Quando a Mente Consciente quer se lembrar de alguma coisa precisa reaver a informação da Mente Subconsciente. Quanto maior for à habilidade da Mente Consciente de se comunicar com a Mente Subconsciente mais facilmente a informação será lembrada. A Mente Consciente também se comunica com a Mente Subconsciente quando hábitos estão sendo formados ou rompidos e quanto melhor a comunicação mais eficiente será o controle exercido sobre os hábitos.
O hipnotismo, definido como um estado de comunicação superior com a Mente Subconsciente, está dividido em duas categorias básicas: hipnotismo clássico e auto-hipnotismo. No hipnotismo clássico a Mente Consciente de uma pessoa estabelece comunicação com a Mente Subconsciente de outra pessoa. No auto-hipnotismo a Mente Consciente de uma pessoa estabelece comunicação superior com sua própria Mente Subconsciente. Vamos considerar a natureza e os efeitos de cada um desses tipos de hipnotismo.
No tipo clássico de hipnotismo, o hipnotizador induz a pessoa a se colocar em um estado mentalmente passivo. O hipnotizador, então, pega a cabeça do Corpo Vital da pessoa para separá-la da cabeça do Corpo Denso da mesma pessoa, de modo que a cabeça do Corpo Vital fica enrolada ao redor do pescoço. A ligação entre o Ego da pessoa e o Corpo Denso é, então, separada e os veículos superiores se retraem. O Éter do Corpo Vital do hipnotizador reside agora na cabeça física densa da pessoa e dá ao hipnotizador acesso direto a Mente Subconsciente da pessoa. O hipnotizador pode, agora, obter informação ou dar ordens como desejar. Mesmo depois que a pessoa acorde do transe hipnótico algum Éter do Corpo Vital do hipnotizador ainda permanece na cabeça da pessoa, de modo que pelo resto da vida terrena desta pessoa, ou até que o hipnotizador morra, este terá algum controle sobre esta pessoa.
O hipnotizador clássico tem sido usado, indubitavelmente, por pessoas inescrupulosas, desejosas de adquirir poder sobre outras por objetivos egoístas. Tem sido usado para divertir e maravilhar pessoas em “shows”, mas tem sido usado, também, por outros que tentam conseguir algum bem por meio dele. Os médicos, por exemplo, tem o hipnotismo para aliviar dores de pacientes de maneira a diminuir a necessidade de drogas. Foi descoberto que o alívio da dor pode durar não só durante o transe hipnótico da pessoa, mas também depois de despertado. Foram desenvolvidas experiências nas quais o hipnotismo foi usado para ajudar a obter a cura de doenças. Nestes casos usa-se a teoria de que o estado mental da pessoa é um fator causador de doença e que suspendendo, interrompendo a ação da Mente Consciente da pessoa, o processo de cura ocorre. A hipnose clássica tem sido usada, também, para curar pessoas com maus hábitos como fumar e beber.
Quando observado sob um ponto de vista de curto alcance, o hipnotismo clássico, usado por médicos bem-intencionados, parece ter efeitos benéficos. Mas, por mais bem intencionados que eles sejam, os efeitos de longo alcance do hipnotismo clássico não são bons. Como é de nosso conhecimento, através de nosso estudo dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, o objetivo da vida é a evolução da alma. No início de cada vida terrena, os Anjos ajudam cada Ego a iniciar o caminho pela vida ao longo do qual ele irá encontrar as privações e tentações que tanto precisa para aprender a enfrentar e vencer as dificuldades da vida, desenvolvendo sua alma. Quando um Ego encontra dor e doença, se estas são aliviadas ou curadas por meio do hipnotismo clássico, o Ego não o desenvolveu, dentro de sua própria alma, as forças para superar a situação. Ao contrário, a vontade do hipnotizador é que foi usada para transpor a situação. Assim, o Ego da pessoa não alcançou o desenvolvimento da alma que a dor e a doença deveriam ter proporcionado, e o Ego terá que enfrentar semelhante dor ou doença em algum momento futuro. Do mesmo modo, quando o hipnotismo clássico é usado para superar maus hábitos é a vontade do hipnotizador que venceu este hábito e, portanto, o Ego da pessoa terá a mesma fraqueza quando renascer em sua próxima vida na Terra. Terá, então, que lutar novamente com o problema até que desenvolva a força interior para superá-lo. Talvez um problema muito mais sério, inerente ao uso do hipnotismo clássico, é o de que é um pecado contra o Espírito Santo. O Espírito Santo, como um foco do princípio criador na natureza, se expressa por meio de órgãos reprodutivos para criar novos Corpos e por meio do cérebro, para criar novos pensamentos.
Quando alguém se deixa hipnotizar cessa de ser seu próprio dono e perde sua faculdade de pensar independentemente. A partir do momento que o hipnotizador interfere na faculdade criativa do pensamento, uma faculdade que é uma expressão direta do Espírito Santo, esta pessoa está, consequentemente, cometendo um pecado contra o Espírito Santo.
Contrastando com isto, o auto-hipnotismo pode ser descrito como um processo no qual uma pessoa coloca sua Mente Consciente em comunicação com sua própria Mente Subconsciente. Descobriu-se, através de experiências, que quando a frequência da onda do cérebro é reduzida para menos de 14 ciclos por segundo, esta comunicação pode ser alcançada. A frequência da onda do cérebro, naturalmente, cai para menos de 14 ciclos por segundo durante o sono, mas aprendendo a relaxar, sem adormecer, é possível alcançar essa frequência acima mencionada estando consciente e tendo o completo controle da Mente Consciente. Assim, a Mente Consciente pode reaver memórias da Mente Subconsciente ou pode dirigir a Mente Subconsciente a agir de determinadas maneiras. Deste modo, hábitos podem ser formados, interrompidos ou cessados e a Mente Subconsciente pode ser dirigida para ajudar no processo de cura.
Ao contrário do método utilizado no hipnotismo clássico, o Ego, ao usar sempre o auto-hipnotismo, mantém total controle de sua Mente Consciente. Além disso, a Ego está usando sua própria vontade e forças geradas de seu interior para enfrentar e superar seus problemas. O uso do auto-hipnotismo para ajudar a superar maus hábitos ou auxiliar no processo de cura, portanto, não traz só benefícios imediatos, mas também benefícios duradouros.
Problemas assim superados não terão que ser enfrentados novamente. O auto-hipnotismo, na verdade, pode aumentar a capacidade do Ego de agir criativamente por meio de seus Corpos. Muitas pessoas querem fazer muitas coisas, mas são incapazes, devido a alguma falta de controle físico ou emocional. Por exemplo, um pianista pode não ter controle muscular para executar uma peça musical difícil, ou um orador pode ficar muito nervoso para fazer um discurso. Usando a auto-hipnose, a Mente Consciente pode programar a Mente Subconsciente para dirigir a execução da peça musical ao piano e para manter o orador calmo durante o discurso.
A criatividade mental, também, pode ser aumentada por auto-hipnotismo. A Mente Subconsciente geralmente tem acesso a soluções de problemas que a Mente Consciente tem tentado resolver. Assim, se a Mente Consciente (quando há um problema) se põe em contato com a Mente Subconsciente, a solução pode ser encontrada. Newton descobriu a Lei da gravidade enquanto descansava debaixo de uma macieira e, igualmente, Albert Einstein descobriu suas ideias revolucionárias sobre espaço e tempo num dia em que descansava na cama devido a uma doença.
Concluindo, podemos dizer que o hipnotismo clássico, qualquer que seja sua intenção ou a maneira de ser usado, não é aconselhável; mas o auto-hipnotismo pode ser usado com resultados benéficos.
(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – por de Elsa M. Glover – 09/82 – Fraternidade Rosacruz – SP)
Um Trabalho Sublime: uma obra Aquariana
Convém, sempre que possível, meditarmos sobre a Fraternidade Rosacruz como uma obra Aquariana. Nesta época difícil, onde até os governantes das nações mais poderosas não escondem sua preocupação e impotência diante das crises, os povos ainda procuram apoiar-se em lideranças ditas carismáticas. É um erro. Vivemos a aurora de novos tempos; a única saída é a somatória de esforços visando o bem coletivo. A figura do líder se extingue aos poucos, dando lugar a mentalidade cooperativista. Não há outro caminho conducente à uma paz duradoura.
Entretanto, somente a pessoa livre interiormente despojada de preconceitos e crenças ultrapassadas mantém-se sintonizadas com as vibrações da nova Idade.
A Fraternidade Rosacruz foi concebida dentro desse espírito futurista. Sua orientação respeita acima de tudo o livre arbítrio de cada um. Procura emancipar o aspirante de toda limitação personalista e dependência externa, objetivando se dar condições de tornar-se um “perfeito cidadão do mundo e um pregador do bem”.
Entenda-se o Movimento Rosacruz não como uma escola onde os aspirantes são dirigidos e guiados cegamente, sem lastro iniciático, senão que reúne princípios superiores, inalteráveis ao nosso esforço Crístico. Ao mesmo tempo, por trás de toda atividade individual ou grupal, há uma ajuda esclarecida, um observador consciente, respeitando-se a liberdade, estimulando-nos, compreendendo-nos como um pai maravilhoso, um pedagogo incomparável: é o Irmão Maior.
A Fraternidade Rosacruz é isso, mas não apenas isso. A Fraternidade não são as Sedes, nem as obras, nem diretorias, se bem que elas sejam instrumentos necessários de ação, com os quais, às vezes, podemos até discordar por motivos pessoais, indiossincrásicos ou coisa que o valha.
A Fraternidade é algo interno, vivente, formado com a aspiração, com o esforço, com o pensamento convergente e harmonioso de todos os seus membros na consecução de um Ideal Superior.
Isso não invalida a Sede Mundial como um suporte físico. Max Heindel, Iniciado pelos Irmãos Maiores, escolheu aquele lugar por saber tratar-se de um dos sete centros espirituais da Terra. Essa escolha favoreceu a difusão do Movimento, de uma forma que não seria possível com apenas os recursos de seus membros.
Além disso, como Max Heindel o testemunhou, a Sede Mundial corresponde a um arquétipo, previamente formado nos planos mentais pelos Irmãos da Rosacruz, com o propósito de fortalecer o nosso ideal até o tempo previsto na Idade Aquariana. Há uma força espiritual mantenedora da Fraternidade, nutrindo-se e fortalecendo-se com o nosso esforço. Entretanto, não depende apenas de nós para a sua sobrevivência.
A Sede Mundial corresponde a um moderno Tabernáculo, com especialíssima missão de fazer florescer no coração da humanidade as bases do Cristianismo Esotérico, a Religião do futuro. Foi engendrada com e por amor. O amor une e edifica. Quem vive em amor vive em Deus e Deus nele.
(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 12/82 – Fraternidade Rosacruz – SP)
O CAMINHO MAIS CURTO
Em nosso formoso “Serviço do Templo” Max Heindel incluiu a alegação muito definida: “O serviço amoroso e desinteressado para com os outros é o caminho mais curto, mais seguro e mais agradável que conduz a Deus”.
Sim, ouvimos este ensinamento todas as noites no Templo, semanalmente na Capela, frequentemente em nossos lares, gostando de pensar em nós como quem serve todos os dias.
Contudo, quantas vezes paramos para considerar o que Max Heindel esclareceu: que não é somente o serviço que é necessitado? Asseverou em palavras que não deixam dúvida, a qualidade especial do serviço que nos conduz adiante nesse caminho a Deus.
Consideremos os meios variáveis de serviço. Há o que poderíamos chamar de serviço comercial ou trabalho prestado com o propósito de colher uma vantagem correspondente. Tudo muito bem e valioso na sua maneira, mas, lamentavelmente, insuficiente na exigência espiritual.
Depois, há o serviço prestado não tanto para obter recompensa, porém, como um senso de dever ou necessidade, o cumprimento de uma obrigação àqueles que servíamos talvez. Ainda que isto seja muito estimável, não significando que diminui o mérito, contudo, ainda não preenche totalmente o requisito.
E, depois, aí há o mais elevado espécie de serviço, o “amoroso, desinteressado” exemplar, além do qual possivelmente ninguém pode chegar a nossa presente condição de desenvolvimento.
Repara, pois, o significado dos dois adjetivos. Primeiro, o mais elevado serviço, o “amoroso”. Na nossa ansiedade de servir, e talvez na nossa ansiedade de alcançar o nosso próprio desenvolvimento, tantas vezes passamos por cima do “amoroso” e, contudo, isso é a nota chave do nosso “Serviço do Templo”.
Temos, às vezes, curiosidade, o que significa a palavra exatamente? A palavra “amor” é tão abusada que é difícil impedir que se torne confuso. O conceito comum, como tendo algo que ver somente com o sexo, naturalmente não necessita consideração. Outra opinião errada do amor, como algo impotente, débil e efeminado aproxima-se do inexato. Infelizmente está nesta conexão que tantas imagens tentando retratar o Mestre, Cristo Jesus, mostram-No como débil e ineficaz, ao passo que exatamente o contrário é o caso. Ele era forte e vigoroso (poderoso), sensível e benévolo, sim, mas estas últimas características são realmente sinônimos de poder e coragem. O poeta Tennyson, no “In Memoriam” demonstra isso claramente na seguinte parte:
“Poderoso Filho de Deus,
Amor imortal
A quem nós, que não cheguemos a ver Sua Face
Pela fé e unicamente pela fé, concebemos.
Crendo aonde não podemos provar”.
Sim, amor é o cume de poder benévolo. Se nos detemos a considerar, acharemos que mesmo nos mecanismos: brandura segue de mãos dadas com força. Pensa na onda de poder num motor de alta potência, tão macio, tão silencioso, todavia, tão irresistível. Nós, que desejamos expressar-nos apropriadamente, esquecemos às vezes isto, dando assim, a impressão de afirmação própria, quando estamos meramente tentando expressar o poder do amor? Talvez a palavra melhor que podemos usar é “compaixão” nas ocasiões quando Cristo-Jesus se dedicou para curar os enfermos e os sofredores, quando Ele derramou o poder do Seu amor, Ele “tinha compaixão deles”.
E depois esta outra palavra: auto esquecimento. Não, não é fácil esquecer-se completamente de si mesmo.
Gostamo-nos de se sentir virtuosos, tirar pouco mérito pelo que fazemos. Bem, podemos de bom grado entendê-lo, desde que nós somos ainda humanos. Mas, precisamos eventualmente elevar-nos acima mesmo disso até o ponto aonde o nosso serviço é prestado, sem pensarmos conscientemente em nós, sem mesmo o sentimento que estamos fazendo “algo bom”. Quando vimos que tem que ser feito, fazemo-lo. É quase uma tragédia que o esquecimento próprio é confundível tão frequentemente com “desinteresse”. Desinteresse é bom, muito bom – mas tantas vezes participa do sentimento de sacrifício próprio ou glorificação de si mesmo – não é mesmo?
Nós todos já sofremos nas mãos de pessoas realmente boas que se tornaram tão agressivamente desinteressadas ou considerarmo-las tão “interessadamente desinteressadas”, boas pessoas que talvez ainda não se elevaram até o ponto onde possa esquecer-se de si mesmo nas suas boas ações. Sejamos pacientes com elas; elas têm as melhores intenções e, não há dúvida, elas fazem um total considerável de benefícios. Todavia, se nós colocarmos os nossos pés no “mais curto, mais seguro e mais agradável caminho que nos conduz a Deus” precisamos caminhar mais um pouco, mais alto e nos esforçar para se esquecer de nós mesmo totalmente no nosso servir.
Reconhecemos que a concentração, prece e exercícios são todos extremamente valiosos, mas também reconhecemos que por si mesmos não são suficientes sem o “serviço amoroso esquecendo-se de si próprio”. E nunca esquecemos que por ser o “amoroso (desinteressado)” serviço, o caminho mais curto e mais seguro que nos conduz a Deus, contudo, ao mesmo tempo seja lembrado a nosso encorajamento também, que é o caminho “mais agradável” que leva diretamente ao Trono de Deus.
Oxalá aprendamos segui-lo mais amorosamente, mais desinteressadamente e, sobretudo, mais alegremente.
(Traduzido “Rays from the Rose Cross” – publicado na revista ‘Serviço Rosacruz’ – 05/82 – Fraternidade Rosacruz – SP)
Bennie, o cachorrinho
Palavra-chave: Proporção
Os gêmeos, Bento e Bernardo, estavam de volta à sua linda casa no Boulevard Plymounth, em Los Angeles. Alguém lhes dera de presente um cachorrinho, que chamava Bennie. Eles o amavam muito e o animalzinho muito feliz brincando com eles.
Um dia, ficaram sabendo que todos aqueles que tivessem um cachorro, tinham que prendê-lo e não deixar que corresse nas ruas, pois alguns cachorros tinham mordido algumas crianças. Os gêmeos ficaram tão receosos de perder o Bennie ou que algum homem da prefeitura o apanhasse e o levasse embora, que planejaram sem dizer nada a ninguém ou a mãe, o que iriam fazer. Como consequência, quase mataram o pobre do cachorrinho, o que prova que é melhor consultar mamãe, antes de fazer qualquer coisa importante.
Na parte de trás da casa havia um armário muito pequeno e escuro, onde mamãe guardava todas as roupas e sapatos que não eram mais usados e, de vez em quando, o Exército da Salvação passava e levava tudo embora.
Uma noite, quando mamãe havia saído, os gêmeos pegaram uma tigela de leite na geladeira e a colocaram no armário. Depois foram buscar uma das almofadas da sala de estar e a levaram para lá. Pegaram o cachorrinho e mostraram-lhe o leite. Quando o bichinho entrou para bebê-lo, fecharam a porta. O cachorrinho ficou tão entretido lambendo o leite que não percebeu que os meninos estavam fechando a porta e os gêmeos foram para a cama contentes, pois sabiam que ninguém iria tirar o cachorrinho deles.
Janete achou falta do leite e, na manhã seguinte, os gêmeos ouviram-na dizer isso para a mãe. Sentiram-se culpados, mas não disseram nada.
Depois do café da manhã foram dar uma espiada no seu cachorrinho, no armário e como vocês imaginam que o encontraram? Ele estava todo encolhido perto da porta, tentando respirar, já quase sem forças para se mover. Os gêmeos chamaram a mãe aos gritos, que veio correndo com a Janete para ver o que tinha acontecido. Vendo o pratinho de leite, ela adivinhou o que acontecera. Pegou o coitado do cachorrinho e o levou para o ar fresco. Janete pegou um pouco de água e, abrindo a boca do cachorro foi despejando um pouquinho de líquido de cada vez. Por fim, o animalzinho começou a reviver, abriu os olhos e pôs-se a ganir. Mamãe pegou uma caixa de madeira, colocou nela um saco limpinho e levou o cachorrinho para tomar sol.
Os gêmeos então contaram à mãe por que haviam feito aquilo. Ela explicou que a porta do armário fechava muito bem e não havia buraco para deixar entrar o ar. O cachorrinho tentou respirar ficando o mais perto que pôde da fenda sob a porta; mas, ela era tão estreita que não deixava passar ar suficiente e o pobre cachorro passou a noite inteira lá dentro, quase sufocando. Se os gêmeos não tivessem aberto a porta naquele momento, certamente iriam encontrar o animalzinho morto, pois os animais, como os seres humanos não podem viver sem ar.
Então, Mamãe levou os gêmeos à seção de brinquedos de uma grande loja no centro da cidade e comprou para cada um deles uma daquelas bexigas que você assoprara e ficaram bem grande. Bento e Bernardo tentaram ver quem assoprava mais. Quando pararam de assoprar, o ar saiu e as bexigas murcharam. Mamãe explicou-lhes que foi assim que o cachorrinho se sentiu quando o ar saiu de seus pulmões e não havia mais ar para respirar.
Esta foi outra lição que os gêmeos aprenderam e que, por pouco, não se tornou uma lição muito triste.
(do Livro Histórias da Era Aquariana para Crianças – Vol. V – Compilado por um Estudante – Fraternidade Rosacruz)