porFraternidade Rosacruz de Campinas

Cristo em Formação: a necessidade de alimentação como alimentamos nosso Corpo físico

Cristo em Formação: a necessidade de alimentação como alimentamos nosso Corpo físico

São Paulo nos alertou, em uma de suas Cartas, que somos Cristos em Gestação. Em gestação entende-se em formação, em constituição. Portanto, não se deve sentir apreensivo o Aspirante à Vida Superior quando lhe ocorrer no mundo, seja no ambiente de trabalho, ou mesmo na família, algo que lhe pareça decepcionante. Igualmente, não se deve se sentir abatido em face de fatos desagradáveis que aconteceram. Não se deve, também, confundir problemas pessoais que eventualmente surjam, em razão de nossas imperfeições, com o Santo Trabalho iniciado pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, em benefício da humanidade.

As dificuldades e contrastes, são naturais peripécias do caminho, e bem compreendidas aumentarão a Luz Interna do Ego peregrinante. Lembre-se ainda, que se trata de um preparo Real, com base na evolução regenerativa de cada um, para, um dia, se alcançar também a Iniciação Real, totalmente diferente das chamadas iniciações coletivas e simbólicas.

Sabemos, também, que geração é sinônimo de gestação. Esta, fisicamente falando, conforme nos ensina Max Heindel na obra “Conceito Rosacruz do Cosmos”, realiza-se por meio do segundo Éter do Corpo Vital. E a Geração, no sentido que São Paulo nos falou, processa-se também pelo Corpo Vital, porém através dos Éteres Superiores – Luminoso e Refletor. Mas assim como o Corpo Denso, embora transitório, necessita alimentos para se formar e subsistir, maiormente ocorre a necessidade de se alimentar o Menino-Deus que é eterno, existente dentro de cada um de nós. Quanto mais e melhor Ele for alimentado pelo Aspirante à vida superior, por meio de atos amorosos e de serviço desinteressado aos demais, este percorrerá, com segurança, a via evolutiva, sem que algum desvio o arrebate, como ocorre com certas crianças, criancinhas evolutivamente falando, não passíveis de quedas, entretanto, mais do que isto, pois esta acontecida, podemos dizer, em sentido figurado permanecem deitadas, muitas vezes na poeira dos prazeres do mundo. Enquanto isso, sua alma angustiada e faminta geme ao peso da dor, que se apresenta sob várias modalidades.

Olhemos reverentemente para o Símbolo Rosacruz, no qual está perfeitamente consubstanciada a redenção da humanidade, e, caminhemos sem desfalecimentos, pois não nos faltarão forças e meios.

(Hélio de Paula Coimbra; publicado pela Revista Serviço Rosacruz de outubro de 1966)

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Vida: manifestação positiva do Espírito

Vida – A vida é a manifestação positiva do Espírito. Ela não começa e nem tem fim. Ela é.

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Virtude

O mal que nós cometemos em uma vida é expiado por meio de sofrimento no Purgatório. Esse sofrimento voltará à nós em uma vida vindouro sob a forma de consciência. Da mesma maneira, a quintessência do bem que nós fizemos é extraída no Primeiro Céu e ela se constituirá em virtude.

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Verbo: palavra grega que significa Logos, pode ser definido como sendo o Pensamento expresso pela Palavra

Verbo – No princípio era o Verbo! O Verbo (uma tradução da palavra grega Logos) pode ser definido como sendo o Pensamento expresso pela Palavra.
Tudo o que existe no universo foi antes um pensamento.

Esse pensamento se expressou por meio de sons (as palavras) que construiu todas as formas, nestas que manifestam a vida.

No Mundo Físico nós aprendemos a pensar corretamente. Todas que nós inventamos, todas que nós realizamos são uma “cristalização” de nossos pensamentos. Quando tornarmos nosso poder espiritual suficientemente desenvolvido, nós podemos criar por meio da Palavra.

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Qualidades: é o que somente devemos enxergar no próximo

Qualidades: é o que somente devemos enxergar no próximo

Quando, passeando Cristo-Jesus e seus discípulos passaram por um cão morto, em estado de putrefação, houve quem se preocupasse com o mau cheiro, e, não se contendo, comentou-o. Prontamente Cristo Jesus chamou a atenção dos discípulos para a alvura dos dentes daquele animalzinho, fazendo com que vissem apenas o que nele havia de bom.

No fato que acabamos de descrever percebe-se com clareza, a profunda lição que o Mestre dera aos discípulos de todos os tempos e à humanidade.

Feliz, portanto, de quem procura se compenetrar da sublime lição dada por Cristo-Jesus. Vai gradativamente enxergando em seu próximo tão somente as qualidades. Com isto, a sua felicidade avulta, tendo em vista a possibilidade que alcança de fazer, em maior proporção, a felicidade dos outros. Esta realização é, sem dúvida, o que há de mais importante, não apenas no Mundo Físico.

Max Heindel, nosso Amigo e Mestre, em perfeita consonância com Cristo-Jesus, ensina-nos no “Conceito Rosacruz”, que devemos ver o BEM em TUDO. Aliás, entre os Estudantes da Fraternidade Rosacruz, felizmente, alguns só se compenetraram bem da lição conscientemente. Outros, atingiram certo ponto e continuam se esforçando. E, há ainda aqueles que estão iniciando a maravilhosa jornada.

Caminhando, pois, como ensinara o Mestre, verificaremos, no correr dos dias, que Ele tinha e tem toda razão desaparecendo por completo, o “mau cheiro” que antes sentia, por ventura nos fatos e pessoas.

Lembremo-nos, finalmente, de que a Bíblia Sagrada diz o seguinte: “Deus criou tudo e viu que tudo era bom”. É conveniente, portanto, meditar diariamente sobre isto.

(Hélio de Paula Coimbra; publicado pela Revista Serviço Rosacruz de julho de 1966)

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Segunda Bem-Aventurança: “Felizes os que choram, porque serão consolados”

Mas ai de vós que agora rides, porque haveis de lamentar-vos e chorar” (Lc 6:21-25)

Vejamos, primeiramente, o sentido esotérico de CHORAR e RIR. Logicamente o Mestre não se referia aos choros superficiais e astutos, como o “choro chantagem”, o “choro-moleza”, o “choro masoquista” e outros choros bem conhecidos, com seu fundo vicioso. Chorar por chorar não conduz a nada. Se o chorar valesse, os que choram para não enfrentar um desafio necessário; os que choram para atrair atenção e consolo; os que choram para diluir resistências; os que choram por males imaginários; etc. seriam os mais aquinhoados por Deus e os mais perfeitos dentre os humanos.

Nada disso. Este passo refere-se ao choro redentor, ao choro transformador, marcado pela consciência que reconhece e aceita seus erros; aquele que dissolve a crosta da relutância egoísta e abre a alma para nova e melhor etapa. São as lágrimas que extravasam dos olhos ao coração, amolecendo a carapaça do egoísmo para que a semente do amor possa germinar e produzir a cento por um.

E o RIR? Será o rir sem motivo; a alegria solta dos instintos? A euforia suscitada pelo álcool? O riso malicioso e turvo provocado por uma piada indecente? Será o sorriso hipócrita? O bom humor daquele que se sente mui seguro com seus recursos materiais? Será a alegria superficial, efêmera, das diversões mundanas? Esse rir é o condenado pelo versículo 25 de São Lucas.

Mas há um riso legítimo, uma alegria sã, natural, desejável, citada por Cristo: “Dou-vos a minha paz para que minha alegria esteja em vós e seja perfeita a vossa alegria e ninguém mais tire de vós a vossa alegria”! Chama-se alegria perfeita a esta alegria interna, pura, saudável, para destacar da outra alegria imperfeita que brota da natureza inferior. Essa alegria do Cristo interno pode ser experimentada por todos; suposto que se sobreponham aos aspectos viciosos do ser. O mundo é um “vale de lágrimas”, porque é uma escola de experiências. Mas é também um monte ensolarado de alegrias. Tristeza de constatar a resistência dos condicionamentos viciosos; alegria pelos lampejos de natureza real. Tudo o que passar desses naturais e compreensíveis estados, de tristeza e alegria conscientes, é manifestação do vício, dos instintos, da malícia. Sócrates observou sabiamente: “As expressões ruidosas de alegria são outra forma de violência”. Ora, tudo o que seja vicioso há de ser corrigido no decorrer da evolução humana. Infelizmente, como os maus hábitos são, regra geral, muito velhos e profundamente enraizados, resistem à correção. Não que estejamos recomendando a violência com eles. Seria desastroso: violência gera violência. O Cristo recomendou: “Não resistir ao maligno” (em nós). Quer dizer: não lutar contra os vícios de nossa natureza inferior; apenas tomar consciência deles para saber que eles existem em nós; para reconhecer que são indesejáveis e retardantes da evolução, e não permitirmos que nos prejudiquem. Por outro lado, buscar, paciente, diária e persistentemente, cultivar novos e melhores hábitos.

Disse o Mestre: “Lançai o machado à raiz da árvore” (que não dá frutos: as vivências que não edificam). Se cortarmos apenas os galhos, tornam a crescer. A natureza inferior é muito astuta e, como a Hidra de Lerna derrotada por Hércules, tem muitas cabeças falsas e apenas uma verdadeira. Às vezes pensamos haver superado um mau hábito e, na verdade, apenas fomos induzidos a substituí-lo por outro igualmente vicioso: cortamos uma cabeça falsa e nasce outra. O egoísmo é assim: a única real cabeça da Hidra; com essas camuflagens e trocas provisórias nos ilude. E continuamos a sofrer.

“O único pecado é a ignorância; a única salvação é o conhecimento aplicado”. A verdade nos liberta quando a cultivamos na espiritualidade autêntica pelo estudo, meditações, observação de si. Só assim podemos dissolver, aos poucos, nossas limitações (cegueira, surdez da persona às realidades espirituais), abrindo-nos à intuição, à Verdade que nos iluminará de dentro.

Para o ser de nível comum (nos quais incluímos os espiritualistas teóricos) só a dor, o sofrimento, são os meios frequentes de despertar. Não que Deus castigue; não que Deus imponha o sofrimento; senão que há leis universais mantenedoras da Harmonia e, onde quer que haja uma quebra dessa Harmonia, tais Leis buscam restaurá-la. A isso chamamos dor, sofrimento, mal, porque pretendemos que nosso egoísmo prevaleça sobre a Ordem Universal.

Ninguém pode alegar ignorância das leis: quer do ponto de vista humano, jurídico, quer do espiritual. Mas, como a liberdade é um sagrado direito através dela exercemos nossa ação e vamos aprendendo a fazer parte do Macrocosmo divino. Deus não nos quer títeres ou fantoches, senão seres conscientes que se convertam em Filhos destinados a tomar posse, (quando maduros internamente) da herança que Ele nos destina. Ora, nessa liberdade de ação só podemos nos certificar de nossa correção pelas consequências que atraímos à nossa experiência. A consequência é da mesma natureza da causa. Não há consequência sem causa. As leis divinas, atuando fielmente pelas árvores, fazem-nas produzir os frutos conforme as sementes. Não há o caso de plantarmos limão e colhermos abacaxi.

Assim, relacionando os efeitos às causas, podemos compreender que, se nossa vida anda mal, o motivo está nas causas, nos atos passados. E o único modo de melhorá-la é corrigir as falhas.

Para darmos uma ideia global da humanidade ante as Leis divinas, consideremo-la em três grupos:

1. O ser humano comum, que pratica superficialmente a religião na esperança de agradar a Deus e merecer uma vida isenta de aflições.

2. O consagrado, sinceramente devotado à reforma do próprio caráter, que busca agir com retidão fazendo o bem pelo bem; que trabalha conscientemente pela evolução, segundo as Leis divinas. É o que já sente lampejos da Essência interna, a Quem procura amar honrar e obedecer. Neste grupo incluímos alguns pseudo-ateus (assim se consideram porque não concordam com os padrões hipócritas da maioria “religiosa” e não acreditam no Deus do vulgo. Estão próximos da verdade).

3. Finalmente, os que já se acham às portas da Iniciação, ou seja, os que estão prestes a estabelecer uma comunhão permanente com o Eu real para serem cidadãos dos dois mundos, em mais amplo serviço.

Em relação a cada um desses graus de consciência, há um CHORAR e um RIR de naturezas diferentes.

O ser comum é triste porque não goza de harmonia interior. Não conhece a meditação. Evita o isolamento e silêncio porque, neles, afloram nitidamente as desarmonias – as preocupações, as ansiedades, as frustrações, galopando em sombrios pensamentos. Por isso, busca as alegrias externas, as distrações ruidosas, as músicas estimulantes, o sensacionalismo, programas movimentados de rádio e TV – em grande maioria tola e vazia – numa fuga constante de si mesmo. Em fase mais aguda, recorre a tratamentos condicionadores com psicanalistas ou a um vício.

Atualmente, a sede de sensação conduz aos entorpecentes, de efeitos ruinosos sobre as glândulas, a psique e a vontade; termina em suicídio, ponto extremo da capitulação e da fuga. Outras vezes acabam numa instituição de moléstias mentais.

Paul Carton, o sábio francês, em sua magnifica obra “Bem-Aventurados os que sofrem”, mostra à saciedade o valor pedagógico da dor, como sábia advertência e prevenção dos abusos humanos. De fato, que seria do corpo se a dor não fizesse tirar a mão que inadvertidamente pusemos numa chapa quente? Que seria da saúde se os órgãos não acusassem pelas cólicas e incômodos nossos abusos? Sem essa amorosa advertência pereceríamos pelas transgressões convertidas em males sorrateiros. Isso se aplica aos males físicos, morais e mentais. A dor, a adversidade, é sempre um convite e um desafio para descobrirmos a causa viciosa e eliminarmos seu efeito.
Mas a maioria das pessoas é teimosa e fraca. Apegam-se desarrazoadamente aos vícios e condicionamentos, malgrado os conselhos dos outros e as consequências da própria vida. Estão sempre enfermando por causa dos abusos ou negligências. A sabedoria de sua natureza instintiva luta, mas acaba fracassando e “entregando os pontos”. Aí, que fazem? Vão fazer um acurado estudo das causas de sua enfermidade? Vão programar um esforço de regeneração? Longe disso! Vão à farmácia e pedem algo que ponha termo à dor, ao incomodo, à fraqueza.

Querem um paliativo de efeito rápido. A questão é simplesmente esta: “não quero sofrer; não quero dores” – como se a dor fosse um inimigo e não uma conselheira extraordinária. Aí amordaçam a dor e VOLTAM AS MESMAS CAUSAS ERRÔNEAS, que fatalmente provocarão os mesmos efeitos dolorosos – ainda mais agravados, até que sejam mutilados numa operação ou “obrigados a perder tempo” num hospital.

O certo é que, em proporção à teimosia, serão a sua dor e prejuízos, até que despertem para uma vida equilibrada.

Felizes dos que ouvem de início as advertências da dor! São poucos. Outros ouvem um pouco tarde e salvam-se estropiados, contentando-se em viver com suas deficiências para o resto da vida. Outros, enfim, acabam com o corpo – uma maneira lenta de suicídio. Não obstante, todos eles são bem-aventurados, até mesmo os últimos, porque a infalível lei do renascimento fá-los-á renascer de “gens” doentios, para continuarem a lição da regeneração, num corpo cheio de problemas, em circunstâncias morais e mentais limitadoras – até finalmente retornarem ao ajustamento consciente com o Cosmos de que fazem parte.

Os consagrados, do segundo grau de consciência, geralmente passaram pelo primeiro grau e subiram mercê da dor. Poucos, como dissemos, não precisam de extremas advertências – enveredando pela via mais curta e mais racional do entendimento. Como diz o ditado: “viram as barbas do vizinho arder e puseram as suas de molho”.

Estes, vendo os benefícios de sua conduta, buscam orientar os demais à mesma desejável condição. É o que fazem as Escolas espirituais, mostrando que não há necessidade de sofrer se aprendemos a exercitar nosso livre arbítrio dentro das leis divinas, das quais ninguém pode fugir.

Todavia, como o erro é natural no curso da ação humana; como os condicionamentos viciosos são muito fortes – a dor é quase sempre inevitável e nos açoita com frequentes advertências, até que alcancemos a perfeição. Por isso, as pessoas do 2º e 3º graus também sofrem, uma vez que se encontram em pleno processo de regeneração. Sem serem masoquistas, eles compreendem e aceitam a função da dor, como um termômetro para avaliar as deficiências pessoais.

Aceitam e carregam a cruz de suas deficiências, mas aspiram e procuram a glória da ressurreição que um dia lhes virá. Com vistas ao amanhecer, suportam estoicamente as longas trevas da noite. Daí não se revoltarem, como os do primeiro grau, que não sabem ou teimam em não saber por que sofrem, queixando-se de que Deus não lhes deu um corpo de ferro, nervos de aço e um coração de pedra, para poderem gozar impunemente as delícias da vida mundana. Ainda bem que as divinas Leis lhes impedem o retrocesso e a perdição. Os consagrados (segundo grau) aprendem a fazer o exame retrospectivo noturno de seus atos, para conscientizarem as intenções; as causas das falhas e dos êxitos do dia – entregando os despojos da luta diária a seu Melquisedeque – o Cristo interno. Pela manhã concentram-se e meditam sobre assuntos elevados – predispondo-se a servir de canais conscientes à orientação divina interna – como fazem os membros do probatório Rosacruz.

Mantém-se em vigilância e oração. Após cada fracasso, sofrimento ou discórdia, acalmam-se e buscam a Essência, para intuírem a causa da falha, que deve ser removida. Reconhecem-na humildemente, sem justificações e, no sincero propósito de emenda, alcançam a graça de dissolver o erro e retornar à paz.

Eles sabem que a Lei conduz à Graça. Estão alertas contra o perigo do orgulho da personalidade, que reclama razões e procura atribuir as falhas a outrem. Eles sabem que o simples fato de termos experiências negativas com alguém já revela que nos sintonizamos com ele, através de algo parecido e inferior; o semelhante atrai o semelhante. Eles sabem que, se se mantivessem harmoniosos e prudentes, suscitariam algo semelhante nos outros e promoveriam neles a paz.

Se alguém retrucar que o Cristo e santos foram perseguidos e judiados, lembraremos que isso pertence à etapa superior, em que ainda não estamos. Trataremos deste ponto mais adiante.

As pessoas do terceiro grau estão quase aptas para a união com o Eu real. Estão plenamente convictas da Verdade Espiritual. Cultivaram o discernimento para separar o joio do trigo; as motivações egoístas da persona e os reclamos superiores do espírito. É o fio da navalha, a nítida distinção do que lhes convém ou não. Este contraste lhes produz sofrimento. Desejam ardentemente alcançar a libertação dos condicionamentos viciosos, sabendo que “lá onde habita o Espírito, lá é que existe liberdade”. Mas sentem os esforços de sobrevivência da personalidade viciosa e astuta. Aí choram! Choram sentidamente, pedindo a Graça do Alto e do íntimo. Pedem-na com toda a alma, esforçando-se para que seus atos diários sejam uma reiterada confirmação desse anseio. Seus pequenos desvios são, proporcionalmente à sua consciência, grandemente dolorosos. E choram a hemorragia branca, na crucifixão da personalidade. Paulo, Apóstolo, nos deu uma amostra eloquente desse estado. Depois de iluminado às portas de Damasco e de haver recebido “uma nova visão da realidade”, experimentou os ataques de sua antiga natureza, do “velho homem”, e exclamou cheio de angustia: “Não compreendo o meu modo de agir; pois não faço aquilo que quero, mas sim aquilo que detesto. Ora, se faço o que não quero, dou razão à lei. Mas neste caso, já não sou eu quem age; age o pecado que em mim habita. Pois sei que em mim – isto é, em minha carne – não habita o que seja bom. Está em mim o querer, mas não o executar. Com efeito, não faço o bem que quero, mas faço o mal que não quero. Ora, se faço o que não quero, já não sou eu quem age, mas, sim o pecado que em mim habita. Encontro, pois, esta lei; quando quero fazer o bem me sinto mais inclinado ao mal. Conforme o homem interior acha satisfação na lei de Deus; mas percebo nos meus membros outra lei, que se opõe à lei do meu espírito e me traz cativo sob a lei do pecado, que reina nos meus membros. Infeliz de mim! Quem me libertará desta natureza mortífera? Graças a Deus, há de ser por Jesus Cristo, nosso Senhor”! (Rm 7:15-25).

Quanto tempo durou isto? Sabemos que Paulo esteve três anos num mosteiro Essênio da Arábia e, depois, sete anos em Tarso, sua cidade natal. Dois números cabalísticos: 3 (relativo aos três corpos e sua regeneração) e 7 (natureza integral), mostrando um período variável, segundo o empenho de cada Aspirante para, como Arjuna, recuperar o “reino perdido” e nele reinar com o Divino, como atestou Paulo desta vez aos Gálatas (2:19-20): “Se torno a edificar o que arrasei, constituo-me prevaricador. Pela lei, morri para a lei, a fim de viver para Deus. JÁ NÃO SOU EU QUEM VIVE – CRISTO É QUE VIVE EM MIM!”.

Tal é o CHORAR consciente, seguido do RIR triunfante. A Chama divina que nos anima reclama o despertar e nos move irresistivelmente ao Destino evolutivo, como a Prometeu encadeado, que ansiava voar e finalmente foi libertado por Hércules.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Os Dez Mandamentos são Indicações Conducentes à Consciência Crística – Sétimo Mandamento

Os dez mandamentos são indicações conducentes à consciência crística – Sétimo Mandamento

7º Mandamento
“Não adulterarás”

Adulterar significa “misturar”, desvirtuar alguma coisa pela mistura com outra que lhe compromete a pureza original. Este é o sentido esotérico na Bíblia: o mesmo que prostituir, prejudicar a autenticidade. Como já vimos anteriormente, adulteramos a realidade das coisas, ou por ignorância ou por maldade. Como disse Sócrates: “O homem pratica o mal porque não sabe o que é o Bem”.

Todos nós, segundo o nível evolutivo e correspondente abertura de consciência, temos restrições compreensíveis e verdades relativas, não podendo, por isso, abranger a verdade total. Por isso erramos.

Isto é inevitável. Daí que o 7º Mandamento não considere esse aspecto. Seria exigir demais.

Mas há uma parte viciosa, há uma natureza condicionada, há preconceitos arraigados que podem e devem ser corrigidos no processo de espiritualização do ser.

Em primeiro lugar, aproveitemos as verdades espirituais que nos foram reveladas por Aqueles que atingiram os altiplanos da espiritualidade e descortinaram realidades imensas a respeito de nossa natureza e relação com Deus. Nossa razão e lógica sancionam essas verdades porque já temos algo interno, um “saber interior” que nos leva a reconhecer, aceitar e apreciar o que é genuíno.

Em segundo lugar: sabemos por esses mesmos ensinamentos comprovados na experiência de nossa vida diária, que a personalidade viciosa é a prostituta, a adúltera, que nos magnetiza com seu “canto de sereia” em seu ciclo de prazeres desvirtuados. Sabemos que ela nos empana a razão, tirando-nos a visão de justa proporção das coisas; condicionando-nos os pareceres com as crenças errôneas preconcebidas.

Isto não nos prejudica apenas espiritualmente, senão também materialmente, porque nos impede ter uma visão real das coisas e fatos que nos cercam.

Num computador eletrônico é fácil substituir dados falsos por verdadeiros, mas na complexa natureza humana é uma tarefa difícil, porque nos envolvemos nas vivências viciosas e, considerando-as como a nossa própria e real natureza, defendemo-las, por instinto de conservação, que é o mais forte em nós. O trabalho de transformação e depuramento do ser exigem, pois, um cuidadoso preparo.

Como vimos, adulteramos não só a realidade divina de Deus e do ser humano, como a visão real das coisas que nos cercam. O que vemos vai sempre mesclado de nossas próprias impressões, que falseiam a imagem da coisa, tal como ela é.

Vejamos como isto se dá internamente.

A ideia pura do espírito, a respeito de qualquer assunto, vem-nos da Mente Abstrata à Mente Concreta (intelecto). Aí, essa ideia mercê de vontade espiritual que a anima, procura revestir-se de matéria mental concreta e converter-se num pensamento-forma ou imagem mental. Mas nesse revestimento, o espírito já sofre a primeira traição: o intelecto condicionado e preconcebido, acrescenta, por sua conta, numa associação indevida, coisas que seu passado lhe dita, às vezes gratuitas, como, por exemplo: ver uma pessoa cujos traços lembram outra que nos prejudicou e imediatamente adulterar a imagem com esta correlação negativa.

Da Mente Concreta, a ideia transformada em pensamento-forma vai ao Corpo de Desejos (emocional) e aí a vontade espiritual que anima o pensamento busca envolver-se de matéria emocional que lhe dá impulsos para chegar à ação. Então, sofre a segunda adulteração, juntando a matéria emocional de atração ou repulsão, segundo as correlações preconcebidas. E, quando chega à ação está longe de ser a pura impressão que o espírito ditou ao intelecto.

A mensagem esotérica deste mandamento é: tornemos nossa personalidade passiva e fiel ao Eu real, para que não lhe traia os desígnios; não preterir o Cristo interno às conveniências e solicitações da natureza inferior; não conferirmos às coisas e realidades mundanas os méritos e virtudes que pertencem ao Divino.

“O único pecado é a ignorância e a única salvação, o conhecimento aplicado”. Enquanto não temos possibilidades internas para limpar os canais de expressão do Divino, estaremos prostituindo a verdade. Na ignorância não há pecado, mas há dor, gerada pela consequência que nos procura acordar. Nós, porém, que estamos alargando a consciência da verdade, assumimos responsabilidade maior porque “a quem muito é dado, mais lhe será exigido”. Não devemos fugir à transformação que a consciência nos exige. O método Rosacruz objetiva precisamente isso, de modo inteligente e gradual, através da espiritualização do Corpo Etérico, que pressupõe reeducação nos vários aspectos.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Diamante: na ciência oculta se reconhece o diamante como símbolo do Adepto, e entre os Rosacruzes o rubi é comparado com o diamante

Diamante – Na ciência oculta se reconhece o diamante como símbolo do Adepto, e entre os Rosacruzes o rubi é comparado com o diamante. Talvez poderia se definir- melhor aludindo à “alma de diamante do místico” e à “alma de rubi do ocultista” envolvidas no “corpo de diamante do Adepto de ambos raios”.

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Ciências Ocultas: nome genérico com o que se designa, sem discriminação, a todos os conhecimentos esotéricos

Ciências Ocultas – Nome genérico com o que se designa, sem discriminação, a todos os conhecimentos esotéricos.
Nas ciências ocultas, a palavra oculto refere-se a um “conhecimento não revelado” ou “conhecimento secreto”, em oposição ao “conhecimento ortodoxo” ou que é associado à ciência convencional.

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Caos: Intervalo entre Períodos e Revoluções em que cessa toda distinção entre a vida e a forma

CAOS: Intervalo entre Períodos e Revoluções em que cessa toda distinção entre a vida e a forma. Isto é aplicado ao ser humano, aos Reinos inferiores e também aos Mundos e Globos, bases da forma para a vida evolucionante.

Poderíamos compara-lo ao intervalo que existe entre a morte e um novo nascimento do ser humano. Todos os seres humanos sistemas religiosos ensinam que houve um tempo durante o qual as trevas reinarão supremas.

Todas as coisas que agora percebemos, então não eram existentes. A terra, o céu e os corpos celestiais estavam não estavam criados e de igual modo estava a inumerável multidão de formas que vivem e se movem sobre os diferentes Astros. Tudo estava em um estado fluídico e o Espírito Universal incubava caladamente no espaço infinito como a Única Existência. Os gregos chamaram tal homogênea condição Caos, e o estado de segregação ordenada que agora vemos, as órbitas dançantes que iluminam a abóbada arqueada do céu, a determinada processão dos planetas arredor de uma luz central, o Sol majestoso, a ininterrupta sucessão das estações e as alternativas do fluxo e refluxo das marés – todo este agregado e sistemática ordem – foi chamado Cosmos e se supôs que procedia do Caos. O Caos não é um estado que tenha existido no passado e que agora tem desaparecido completamente. Se não existira, essas formas velhas, que tem prestado já toda sua utilidade, e que estão resolvendo-se constantemente no Caos, o que a sua vez está dando nascimento a novas formas constantemente, não poderia fazer progresso algum. A obra da civilização cessaria e o estancamento impediria toda possibilidade de desenvolvimento. Devemos aprender a pensar no Caos como se fora Espírito de Deus, que compenetra todo o infinito; e segundo a máxima oculta, se verá então com sua verdadeira luz que “o Caos é o celeiro do Cosmos” e já não volveremos a admirar-nos de que “se pode sacar algo do nada”, porque o Espaço não é sinônimo de nada. O Caos é um Nome Santo; um nome que significa a causa de tudo o que vemos na natureza, e inspira um sentimento de devoção a todo ocultista provado, desenvolvido e sincero. Ele contempla o mundo visível dos sentidos como uma revelação das potencialidades ocultas do Caos.

Detalhando um pouco mais: todos os sistemas religiosos ensinam que houve um tempo durante o qual as trevas reinavam soberanas. Todas as coisas que agora percebemos não existam então. A terra, o céu e os corpos celestes ainda não haviam sido criados, e de igual maneira e inumerável multidão de formas, que vivem e se movem sobre os diferentes astros. Tudo estava num estado fluídico e o Espirito Universal incubava silenciosamente no espaço infinito como a Única Existência. Os gregos chamavam a essa condição homogênea de CAOS, e o estado de segregação ordenada que agora vemos, as órbitas dançantes que iluminam a abóbada celeste, a determinada procissão dos astros ao redor de uma luz central, o sol majestoso, a ininterrupta sucessão das estações e as alternativas invariáveis do refluxo das marés – toda esta ordem agregada e sistemática – foi chamado de COSMOS e se supôs que procedesse do Caos. O Caos não é um estado que tenha existido no passado e que agora tenha desaparecido completamente. Se não existisse, estas velhas formas, que já prestaram toda a sua utilidade e que estão se desfazendo constantemente no Caos, que por sua vez está dando nascimento a novas formas constantemente, não poderia haver progresso algum. A obra da civilização cessaria e o estancamento impediria toda a possibilidade de desenvolvimento. Devemos aprender a pensar no Caos como se fora o Espírito de Deus, que interpenetra todo o infinito; e segundo a máxima oculta, ver-se-á então com a sua verdadeira luz que “o Caos é a sementeira do Cosmos” e já não tornaremos a nos admirar de que “se possa tirar algo de nada”, porque o Espaço não é sinônimo de nada. O Caos é um nome santo; um nome que significa a causa de tudo o que vemos na Natureza, e que inspira um sentimento de devoção em todo o ocultismo provado, desenvolvido e sincero. Ele contempla o mundo visível dos sentidos como uma revelação das potencialidades ocultas do Caos.

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