porFraternidade Rosacruz de Campinas

Timo: uma glândula endócrina; regida por Vênus e correlacionado com o Mundo Desejo

Timo – a Glândula Timo está situada no peito, entre os dois pulmões, e por trás do esterno. Projeta-se para baixo, cobrindo a parte superior do coração, envolvendo os grandes vasos na parte de cima. É uma massa pardacenta que, ocasionalmente, quando é cortada, tem a aparência de uma moela.

Situa-se sobre a traqueia, aparecendo como um crescimento da terceira bolsa da faringe (uma cavidade tubular no canal alimentício que começa na parte anterior da boca). Alcança seu maior tamanho no início da puberdade, pesando na ocasião do nascimento 14 g. Sua largura é de 3,75 cm e o comprimento é de 5 cm. Atinge o ponto de dissecação aos vinte e um anos. Seu desaparecimento gradual, subsequentemente, é assinalado pela perda da estrutura glandular que é substituída por um tecido fibroso e adiposo. Vestígios do tecido característico Timo, entretanto, persiste bem como certas células segregado sãs que assim permanecem durante toda a vida.

No passado, acreditava-se que a glândula Timo se atrofiava na puberdade, porém atualmente sabe-se que suas células secretoras continuam em manifestação durante toda a vida. Quando tais células são muito numerosas a glândula se torna de cinco a dez vezes maior do que a normal e um número de outros aspectos faz-se proeminente, dotando o indivíduo com características extraordinárias, fazendo-a vítima do “estado tímico”. É exato que o Timo é a glândula que faz as crianças pueris e, por vezes, os adultos infantis. Entre as artérias que nutrem a glândula Timo há ramos das artérias mamárias, o que indica a estreita relação existente entre a mãe e o filho. Os minúsculos nervos vêm do sistema nervoso simpático e do 10º nervo craniano ou nervo pneumogástrico.

Vênus controla a glândula Timo. As emoções são desenvolvidas pelo raio amoroso de Vênus. A sede das emoções é o Corpo de Desejos e esse Corpo liga o indivíduo com o Mundo do Desejo. Quando a no­ta‑chave de Vênus põe em atividade a nota‑chave da glândula Timo, o indivíduo desenvolve a mais alta forma de amor, habilidade artística, alegria, atração, cooperação e união.

O centro espiritual na glândula Timo vibra em amarelo.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Suprarrenais: duas glândulas endócrinas regidas por Júpiter e correlacionadas com o Mundo Físico

Suprarrenais – são duas glândulas com o formato aproximado de barrete frígio cobrindo a parte superior dos rins. Identificam se facilmente pela sua gordura amarelada. Por séculos essas importantes glândulas não foram reconhecidas como partes ou órgãos separados dos rins. Na infância e na juventude são relativamente maiores, mais proeminentes que no adulto. Em qualquer idade, a quantidade de sangue que passa pelas suprarrenais é muito grande comparada com o seu tamanho. O grande valor dessas glândulas não pode ser subestimado, a sua importância na economia do corpo será melhor compreendida quando verificamos que a morte ocorre imediatamente após a possível ablação.

As glândulas Suprarrenais são regidas por Júpiter. A energia expressa por Júpiter manifesta-se principalmente como benevolência, visão, expansão, otimismo, filantropia, cortesia, generosidade, cordialidade, habilidade para compreender o funcionamento da lei cósmica, a ideação, ou seja, o poder de formar e relacionar ideias e o entendimento religioso.

Presentemente, o trabalho de Júpiter em relação a nossa humanidade diz respeito ao plano físico. Por intermédio do poder espiritual gerado pelas Suprarrenais, o Ego aprovisiona-se com a força necessária para aperfeiçoar seu Corpo Denso e conquistar o Mundo Físico, completando assim sua evolução dentro da esfera mundana. O centro espiritual das Suprarrenais vibra em azul.

Presentemente, o trabalho de Júpiter em relação a nossa humanidade diz respeito ao plano físico. Por intermédio do poder espiritual gerado pelas Suprarrenais, o Ego aprovisiona-se com a força necessária para aperfeiçoar seu Corpo Denso e conquistar o Mundo Físico, completando assim sua evolução dentro da esfera mundana. O centro espiritual das Suprarrenais vibra em azul.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Marcos e o Anjo

Marcos e o Anjo

Marcos sentou-se na varanda e olhou para o jardim. Suspirou profundamente. Estava ficando escuro e as flores estavam se balançando delicadamente na brisa da tarde. Era como se elas educadamente inclinassem suas cabeças e dissessem: “Boa tarde, Marcos”. Algumas vezes, ele se sentia como se elas realmente pudessem dizer-lhe algo semelhante, se pudessem falar. Algumas delas pareciam ter lábios pintados em suas faces, mas nunca diziam nada; isto é, não em voz alta. Mas, Marcos tinha certeza que elas pensavam coisas que poderíamos ouvir se escutássemos com nosso coração, e não com nossos ouvidos.

Os pirilampos cintilavam pelo jardim e, por um momento, Marcos desejou que pudesse voar como eles e brilhar dessa forma tão bonita. Suspirou novamente, dessa vez com bastante tristeza. Atrás dele, ouviu sua mãe perguntar:

– O que é isso Marcos, qual é o problema? Um suspiro tão profundo para um garoto tão pequeno.

Marcos olhou para sua mãe. Sabia que podia sempre confiar os problemas à mamãe. Ela não riria como rira Salete, que morava do outro lado da rua, quando ele lhe falara esta tarde sobre seu problema. Ele desabafou:

– Mamãe, você já viu um Anjo – um Anjo honesto e verdadeiro?

Mamãe sorriu.

– É isso que o perturba?

Marcos concordou e mamãe sentou-se ao lado dele nos degraus da varanda.

– Bem, eu vou contar, Marcos. Eles não se encontram tão facilmente e talvez você não os procure no lugar certo.

– É preciso ter uma visão muito boa e acurada para ver os Anjos, mamãe? Talvez meus olhos não sejam suficientemente fortes. Será que preciso de óculos para ver um? perguntou Marcos excitadamente.

Mamãe colocou as mãos de Marcos entre as suas.

– Não é exatamente isso, Marcos. Os Anjos são diferentes das fadas e dos gnomos e dos pequenos elementais, cujas histórias nós lemos. Os anjos são – bem, são para nós como nossas irmãs e irmãos mais velhos.

Marcos abanou sua cabeça com surpresa.

– Como?

– Bem, eles entraram num estágio de evolução similar ao nosso, há muitos anos atrás. É como o seu irmão maior, Tomás. Ele já se formou e você ainda está na escola. Assim, ele sabe muitas coisas que você não sabe e pode ajudá-lo de muitas maneiras que você não aprendeu ainda.

– Mas, protestou Marcos, eu crescerei rápido e o alcançarei.

– Naturalmente que sim, replicou mamãe, da mesma maneira que todos nós, um dia, seremos como os Anjos.

Marcos sorriu com alegria, diante disso.

– Fale-me mais sobre os Anjos.

Mamãe continuou:

– Bem, os Anjos têm seu trabalho a fazer, tal como nós. Em todo o Universo de Deus, cada ser tem sua tarefa a fazer e os Anjos também têm seu trabalho, especialmente para conosco. Nós somos seus irmãos mais novos e, algumas vezes, eu receio, nós somos muito difíceis de ser ajudados.

– Como? perguntou Marcos.

– Oh, respondeu mamãe, houve uma época em que os Anjos estavam mais próximos dos humanos e muitas pessoas eram capazes de vê-los e receber ajuda diretamente deles. Você sabe que há histórias sobre eles na Bíblia.

– Por que não é assim, agora? Marcos perguntou, com os olhos ansiosos.

Mamãe explicou:

– Porque os seres humanos tornaram-se maus e, assim seus olhos não podem mais ver os Anjos. Eles sentem-se tão importantes que não têm mais a alma suficientemente pura para comungar com seus irmãos Anjos. Eles estão mais interessados em procurar emoções e divertimentos. Eles se machucam mutuamente nessa espécie de divertimento e os Anjos não podem se aproximar de tantas coisas ruins. Eles permanecem longe do egoísmo, da avareza e da maldade, pois onde existem essas coisas, o coração não pode ser suficientemente puro para comungar com os Anjos.

Marcos suspirou.

– Que trabalho eles fazem?

Mamãe respondeu:
– Eles têm diversos tipos de trabalho. Alguns dirigem o reino das fadas e dos elementais, de maneira que essas criaturinhas sejam capazes de desenvolver-se e aprender. Outros Anjos são os construtores do Universo. Eles ajudam a natureza a formar as montanhas e os rios. Eles ajudam as mães a construir o corpo de seus filhinhos quando as crianças estão para nascer. Eles trabalham como pensamento dos seres humanos e tecem os melhores pensamentos que pairam sobre uma comunidade, de maneira que os maus pensamentos não possam fazer mal às pessoas. Algumas vezes, os pensamentos são tão terríveis que se tornam difíceis para eles.

Marcos acenou compreensivamente.

– É por isso que você quer que eu não fique zangado e tenha bons pensamentos, não é? As minhas preces podem ajudá-los?

Mamãe concordou:

– Oh, sim, cada um de nós ajuda dessa forma, para que o mundo possa tornar-se um lugar mais feliz. Veja, muitos pensamentos maus trazem secas, fome e inundações. A natureza devolve ao ser humano exatamente aquilo que o ele emite. Os Anjos, pairando ao nosso redor, tentam inspirar o ser humano para que ele possa ter uma vida melhor. Eles abençoam e expandem todas as boas ações, de maneira que todos os humanos possam tirar proveito dos benefícios.

Marcos perguntou:

– E há Anjos que trabalham na música e nas florestas?

– Sim, respondeu mamãe. Eles trabalham nos éteres, nas substâncias aquosas do Universo. Eles tecem todas as formas que vemos, porque são mais sábios e sabem como obedecer a todas as leis. Nós, humanos, não aprendemos ainda a obedecer. Pense no prejuízo que acarretaríamos pela nossa ignorância, sem a ajuda deles.
Marcos sorriu.

– Você acha que serei capaz de ver um Anjo algum dia, Mamãe – ver um Anjo de verdade?

– Talvez você seja um dos abençoados com tal visão, respondeu mamãe.

Marcos pensou um momento. Era o mais terno desejo de seu coração, conhecer mais sobre esses maravilhosos Seres chamados Anjos.

No dia seguinte, falou a seu pai sobre as coisas que sua mãe lhe havia dito e seu pai, concordando, disse:

– Sua mãe está certa. Há apenas uma coisa que posso acrescentar ao que ela lhe disse. Talvez isso o ajude a ver um Anjo, um dia.

A face de Marcos brilhou e seus olhos cintilaram.

– O que me ajudará a ver um Anjo, papai?

Seu pai respondeu:

– Bem, Marcos, sua mãe já lhe contou como precisamos ser bons; tentando ser como os Anjos, de maneira que seus desejos possam ser como os desejos deles e assim seus olhos estarão mais em sintonia com a luz. A outra parte é querer. Quando você deseja uma coisa com intensidade, muitas vezes esse desejo é alcançado e ainda mais se você fizer sinceramente toda a sua parte.

Marcos bateu palmas.

– Mas eu realmente quero. Todo o tempo fico tentando. Quando trabalho no jardim, penso nas pequenas fadas e duendes que também trabalham lá, e depois nos maravilhosos Anjos que dirigem as pequenas fadas.

Na sala, mamãe sorriu para os dois. Ela havia chegado do jardim e seus braços estavam cheios de flores.

– Ainda falando sobre os Anjos, Marcos? ela perguntou.

Papai e Marcos retribuíram o sorriso de mamãe e papai disse:

– Sim, e você sabe que tenho ouvido as pessoas dizerem que; muitas vezes, é mais fácil vê-los em grandes e belas florestas onde o encanto da natureza está mais em harmonia com eles; do que na desarmonia que existe onde as pessoas não se amam.

Mamãe indagou:

– Marcos, papai disse a você onde vamos passar as férias?

Papai respondeu, antecipando-se:

– Não, eu queria dizer a Marcos quando você estivesse conosco. Veja, Marcos, sua mãe e eu pensamos que talvez nestas férias pudéssemos acampar em uma das florestas perto daqui.

Marcos pronunciou suavemente:

– E lá eu poderei realmente procurar um Anjo, não é?

Mamãe e papai concordaram e beijaram Marcos ternamente e depois ele se dirigiu para a cama, talvez para sonhar com as férias na floresta onde lhe seria possível ver um Anjo.

E o sonho de Marcos se tornou realidade. Ele estava na floresta onde a família estava acampando. Divertia-se muito. Um dia estava sentado silenciosamente sob um olmo, quando um veadinho se aproximou dele. Seu coração estava cheio de amor pela linda criaturinha e ele lhe ofereceu pedacinhos de pão que tirava de seus bolsos.

Seu coração transbordava de paz e felicidade e, enquanto esteve lá sentado, aconteceu uma coisa maravilhosa.

Quando ele olhou para a árvore, viu brilhar uma luz na forma de um Anjo. A floresta estava quieta, mas mesmo assim parecia haver o som de uma música perto do o lugar, som que parecia estar à volta dele. Sentiu ondas de amor banhá-lo e um lindo rosto sorriu para ele.

Marcos sentiu como se todo o amor, luz e bondade do mundo estivessem jorrando sobre ele. Viu a doce face olhando-o ternamente das alturas e a luz tornou-se tão intensa que ele teve que fechar seus olhos. Mesmo assim, com seus olhos fechados, ele sentiu a música, o brilho e o amor à sua volta.

Quando abriu seus olhos, papai e mamãe estavam ao seu lado, observando-o. Suas mãos pousavam suavemente nos seus ombros. Ele olhou para os dois com um olhar indagador. Seus pais sorriram e Marcos percebeu pelo brilho dos olhos deles, que também tinham visto o Anjo.

Marcos perguntou suavemente:

– Algum dia serei assim?

Foi mamãe que respondeu:

– Algum dia, todos nós seremos assim, Marcos; e o mundo será um lugar maravilhoso quando todos formos bons e amorosos.

(Do Livro Histórias da Era Aquariana para Crianças – Vol. II – Compiladas por um Estudante – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Uma História para Crianças: Sou eu o teu Cristo, tu és Eu e Eu sou tu, sou Cristo do teu Eu e teu Eu sou Eu mesmo

Uma História para Crianças: Sou eu o teu Cristo, tu és Eu e Eu sou tu, sou Cristo do teu Eu e teu Eu sou Eu mesmo

Era uma vez um aluno que ouvia dizer de seu professor que existia um homem que se chamava CRISTO. Este Cristo tinha um Pai nos céus e uma Mãe na Terra. Estes dois criaram o seu filho Cristo. O professor contou que o Pai criou seu filho de perfeita luz e a Mãe deu à luz a sua preciosa carne. Aconteceu, disse o professor, que este filho se chamava mais tarde Filho de Deus por causa de sua perfeição. Porém, não acreditaram nele, pois ninguém via a luz. Acharam que ele era um mentiroso. Naquela época crucificavam os mentirosos e assim foi crucificado e posto o seu corpo numa tumba. No dia seguinte procuraram o seu corpo que, por um milagre, tinha desaparecido.

Houve muita discussão sobre o desaparecimento e acharam que o corpo tinha sido roubado e não podia ser outro senão o seu próprio pai. Chegaram a esta conclusão porque o guarda do cemitério não sabia nada do seu desaparecimento, não viu ninguém, não sentiu nada, pois então, somente a LUZ do Pai entrou na tumba e levou o seu Filho e o guarda não viu essa luz. Foi uma grande calamidade.

Chegaram, enfim, a seguinte conclusão: como ninguém se apoderou de seu corpo e somente as vestes mortuárias estavam na tumba, ele não tinha morrido e anda sem corpo para ninguém o achar.

O aluno não se satisfez com o desaparecimento e começava uma jornada dura para achar o Cristo. Ele disse a si mesmo:

– O Cristo estava na Terra, então não podia desaparecer; é preciso procurá-lo.

Começou a andar pelo mundo, andava pelos mares e montanhas, rios e vales, andava em baixo do mar e em cima dos ventos, perguntava às árvores e aos pássaros e não recebia resposta, tudo parecia em vão.

O aluno ficou mais velho e mais maduro em seus dias. Continuou procurando o Cristo nos sentimentos dos seres humanos, ia procurar na inteligência, procurava no colorido do Sol poente, na estrela da noite e da madrugada, na Lua, no crepúsculo do nascimento do dia, tudo em vão, não achava o Cristo, o seu querido Filho de Deus.

O aluno ficou ainda mais velho e já se estendia a cor de prata sobre os seus cabelos, andava já bem cansado com as costas arqueadas, pelas ruas, mas nunca se cansou a sua alma à procura do seu bem-amado.

Um dia, quando quase lhe faltaram as forças pelas duras caminhadas, aconteceu algo bastante esquisito. Parecia que a morte lhe tocava as costas, quando alguém lhe tocou levemente nos ombros dizendo:

– Aqui sou EU a quem tu procuras!

Virou-se rapidamente para ver quem lhe falava, mas, ninguém se achava presente.

Logo mais, aconteceu a mesma coisa, a mesma voz falava, porém mais forte.

– “Aqui sou EU”. Virou-se novamente e não achava ninguém.

Recomeçava de novo a caminhar pensando em seu Cristo. De repente,ouvia de novo a mesma voz, mas não falava, cantava, cantava cada vez mais forte, cantava assim como canta o mar:

– Aqui sou Eu, sou Eu aqui, o teu Cristo junto a ti.

O aluno perdeu-se em si mesmo ouvindo dentro de si a voz tão forte como o mar:

– Sou eu o teu Cristo, tu és Eu e Eu sou tu, sou Cristo do teu Eu e teu Eu sou Eu mesmo.

O aluno perdeu o mundo. Cristo reinava em seu Espírito.

(de Francisco PH. Preuss; publicado na Revista Serviço Rosacruz – 10/81- Fraternidade Rosacruz-SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Para você se desenvolver espiritualmente há um “Preço a Pagar”: você está pronto?

Para você se desenvolver espiritualmente há um “Preço a Pagar”: você está pronto?

É comum observarmos como as pessoas se mostram eufóricas quando dão os primeiros passos no Caminho Rosacruz. E não é para menos. Os primeiros contatos com a filosofia divulgada ao mundo por Max Heindel, logo no início já ensejam um raro sentimento de segurança, pelos simples devassar de questões até então ignotas. Causas são penetradas com assombrosa lógica.

Fatos que, aparentemente, nunca guardaram relação alguma entre si são interligados, formando um todo capaz de explicar a razão de ser de muitos fenômenos. De repente, o estudante descobre um sistema, onde esoterismo, religião, astrologia, naturismo e muitos campos do conhecimento humano formam uma unidade coerente nas linhas que a compõem.

Para o pesquisador descortina-se um horizonte amplo, maravilhoso, inusitado até. Sobrevém um ímpeto irresistível de nele mergulhar. É o impulso inicial. Justifica-se, como natural, tamanho entusiasmo. Assume-se (consigo mesmo) o compromisso de fazer os cursos. Lição após lição delineiam-se novas e surpreendentes perspectivas.

Passado algum tempo, porém, essa, às vezes, até exacerbada euforia pode arrefecer-se. Não que o encanto se dissipe. Não que a beleza inerente à Filosofia Rosacruz venha a fenecer. É que os resultados tão ansiosamente esperados tardam a surgir, ou aparentemente nem surgem.

Pode, em tais circunstâncias, o estudante deixar-se abater pelo desânimo. Afinal, ele contava progredir, evoluir espiritualmente, e isto parece não estar acontecendo. Empenha-se nas lições, procura ler as obras rosacruzes, investiga, perscruta. No entanto, sente ter caminhado muito pouco, ou quase nada. Que estará acontecendo?
Sempre há uma ou várias causas entravando o tão almejado progresso.

Alguma coisa, evidente ou sutil, pode estar retardando os passos do aspirante.

Cumpre-lhe constatar o que está ocorrendo.

A Filosofia Rosacruz aponta vários fatores como capazes de impedir a evolução do aspirante. E ele pode verificar em qual ou quais se enquadra, tendo “a tocha da razão por guia”.

Um fator merecedor de toda ênfase é a negligência em praticar o exercício noturno de Retrospecção. O termo “negligência” assume aqui um caráter muito abrangente. Significa: a – praticar o aludido exercício com irregularidade; b – com indiferença; c – automaticamente (por mera obrigação); de não o praticar.

O exercício de Retrospecção proporciona inúmeros benefícios ao aspirante. Em primeiro lugar, oferece-lhe acesso a um invulgar privilégio denominado autoconhecimento. O preceito gravado no tempo de Apolo, em Delfos, “HOMEM, CONHECE-TE A TI MESMO” – indica, subjacentemente, que o conhecimento de tudo é posterior ao conhecimento de si mesmo. O ser humano não pode prescindir dessa verdade. Ela projeta, em grande parte, luz sobre as razões dos conflitos humanos.

O exercício de Retrospecção, tão bem explicado por Max Heindel, sobretudo no “CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS”, constitui uma forma de disciplina que, juntamente com outros exercícios preconizados pela Escola dos Irmãos Maiores, sensibiliza-nos para os vários aspectos da vida. Desperta-nos o sentimento de empatia, base da solidariedade humana. Produz a liberação de cargas emocionais acumuladas pelos impactos e lutas do cotidiano.
Funciona, de um certo modo, como o divã do psicanalista ou como o confessionário católico. Resulta num alivio e nova disposição para enfrentar a vida.

Evita o sofrimento purgatorial. Isto é notavelmente benéfico, todos hão de convir.

Ainda sobre a retrospecção, ela forma a consciência moral do aspirante, estimulando-o a promover uma reforma interior, sem a qual torna-se impossível, repetimos, IMPOSSÍVEL, qualquer avanço no Caminho Rosacruz.
Max Heindel afirmou certa vez que o exercício em exame constitui o mais importante ensinamento da Filosofia Rosacruz. É necessário dizer mais alguma coisa a respeito?

Amigo estudante, se você pondera não estar evoluindo na senda que abraçou, procure analisar atentamente o acima exposto.

E mais ainda: veja como estão seus hábitos.

Você ainda fuma? Ingere bebidas alcoólicas? Alimenta-se de carne?

Irrita-se com facilidade? Angustia-se ao mais insignificante problema? Eis aí alguns seríssimos entraves à sua caminhada.

O fumo e o álcool embrutecem a natureza espiritual do ser humano. A carne consiste-lhe em alimento inadequado, carregado de toxinas, além de exigir a matança cruel de animais. A irritabilidade e a angústia tolhem-lhe a capacidade de pensar com clareza, induzindo-o, não raro, a cometer desatinos.

Você ama seus semelhantes? É capaz de servi-los desinteressadamente?

Você não alimenta preconceitos? Há muitos fatores dignos de uma severa análise. Alguns tão eivados de sutilezas que só podem ser detectados pelo próprio aspirante.

É natural todos desejarem progredir espiritualmente. É admissível aspirarem a, um dia, receberem a iluminação por vias Iniciáticas. Mas isso não se consegue apenas estudando, debruçando-se exaustivamente sobre livros e cursos. É mister sacrificar as más tendências, os hábitos degradantes, o comodismo, a inércia, em favor do Cristo Interno.
O dinheiro, o prestígio e o poder não compram o desenvolvimento espiritual. Somente o sacrifício de si mesmo, em benefício da humanidade, conduz alguém aos portais da Iniciação. Esse é o preço a ser pago.

(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 10/77)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Os Duendes da Primavera

Os Duendes da Primavera

Tita estava aborrecida. E muito aborrecida.

As mesmas lições de música todos os dias, até num dia como hoje, belíssimo sábado ensolarado! Oh! não! O melhor mesmo seria sair de casa e ir brincar sozinha no bosque, à beira do regato. E assim fez Tita.

Deitou-se sobre a terra fresca. O córrego cantando para ela, e a canção do riacho eram como gorgolejos de alegria.

Ela se sentia, agora, tranquila e feliz. Fitava as brancas nuvens que passavam e desejou poder embarcar nelas.

Foi então que ouviu a música: tão suave, tão doce, mas tão débil a princípio que ela pensou tratar-se de uma vespa vagabunda. Mas não. Era algo diferente. Voltou, pois, a cabeça e procurou o músico.

A criaturinha era de fato muito pequena. Toda verde e brilhante. Cabelos amarelo-dourados cobriam-lhe o corpo como vestes transparentes. E tocava. Tocava um violino feito de duas das menores folhas de grama que podiam existir. Tita esfregou os olhos.

“Ah! até que enfim você pôde me ver!” A voz da criaturinha era cristalina como o som de um cubo de gelo sacudido num copo de cristal.

Tita a fitava atentamente, repleta de surpresa e espanto.

“Meu nome? Seeba” – disse a menina elfo como se estivesse lendo os pensamentos de Tita.

“Mas… que… que… por que. . .” – Tita gaguejou por fim, olhos arregalados.

“Ninguém consegue me ver” falou Seeba, novamente lendo seus pensamentos – “a menos que compreenda os espíritos da Natureza”.

Tita abriu a boca para uma pergunta, mas Seeba sorriu e acenou-lhe: “Vamos – disse – “vou lhe mostrar.”

Imediatamente Seeba cresceu até ficar tão grande quanto Tita, e juntas acharam-se as duas em uma enorme floresta. Gigantescas árvores e altas montanhas compunham o cenário. E também um turbulento e caudaloso rio, tão largo que-sua outra margem não podia ser vista. Tita olhava em volta amedrontada.

“Não” – disse Seeba – “tudo é o mesmo. Apenas você diminuiu até chegar ao meu tamanho. As árvores não passam de relvas, as montanhas são montículos de terra. E olhe o corregozinho” – finalizou apontando na direção do rio volumoso e agitado.

Seeba tomou-lhe as mãos. E juntas caminharam por aquela estranha terra, até chegarem a uma caverna. Tita pensava. Tinha tantas perguntas a fazer, mas por outro lado havia tanta coisa para ver! Gigantesca rocha erguia-se

próximo à entrada da caverna. Era uma rocha azul – estranhamente azul brilhante.

“Lembra-se daquela conta azul que você perdeu outro dia?” – perguntou Seeba, tocando a enorme rocha e sorrindo ante a expressão pasmada de Tita.

De súbito Tita não pôde reprimir um grito de pavor: uma enorme serpente se arrastava bem perto. Seeba amparou-a e disse calmamente:

“Uma minhoca. Ela carrega para longe os cascalhos e traz na volta terra adubada. Assim as flores podem crescer.”

Então as duas chegaram a um tronco que cruzava o túnel da caverna.

“A raiz de uma violeteira” – explicou Seeba abrindo um par de asas de seda que Tita jamais havia imaginado. E juntas passaram voando por sobre o tronco.

Tita já não podia ver nada. Estava escuro como a noite. Então ela percebeu uma fraca cintilação prata-esverdeada, que a pouco e pouco se aproximava e tornando-se mais intensa. Eram três ou quatro focos piscantes, e mais pareciam pássaros voando e transportando faróis intermitentes.

“Vagalumes” – disse Seeba. “Nosso sistema de iluminação.”

Aí elas avistaram um grupo de estranhos homenzinhos vestidos de marrom, levando nas mãos baldes vazios.

Gnomos” – esclareceu a graciosa Elfo que guiava Tita – “Eles recolhem orvalho nos baldes e regam as raízes das plantas”.

A seguir surgiu uma fileira de graciosas criaturinhas bem parecidas com Seeba. Algumas eram de cor laranja, outras eram cor de rosa, e outras eram verdes. Transportavam baldes cheios de orvalho, que despejavam em algumas raízes aqui e acolá.

Duendes da Primavera” – explicou Seeba, qual guia turista num ônibus de excursão. “Elas não se apressaram hoje, por isso estão chegando atrasadas.”

“Você também é um duende da Primavera?” – Perguntou Tita com voz, sumida, ainda receosa de tudo o que via.

“Oh sim! Estive no sul todo o inverno. Voltamos para o norte num grupo de nuvens há algumas semanas”.

Subitamente Seeba parou, empalideceu e começou a tremer. “A Rainha!” – Disse baixinho – “Ela vai me castigar.

Se pudesse me esconder em algum canto. Mas agora é tarde!”

Um brilho deslumbrante, de tom amarelo-dourado, feriu os olhos de Tita, e diante dela uma visão encantadora! A rainha era mais alta do que Seeba e usava um manto verde claro que resplandecia em todas as cores do arco-íris.

Seu cabelo tinha um tom azulado, mas não parecia absurdo. Tita lembrou-se de que jamais havia visto uma criatura tão linda. Mas os olhos da rainha faiscavam:

“Você não veio hoje tomar suas lições” – falou fitando Seeba. “Fugiu e foi brincar lá fora. Pois bem, por causa disso você ficará na caverna a noite toda., e não poderá subir nas nuvens. Apenas seu violino ficará com você.”

Seeba implorou:

“Esta noite vai chover, querida Rainha. Adoro montar nos pingos de chuva, além disso estarão chegando tanto novos duendes…”

Nesse momento surgiu a poucos passos outra enorme serpente. Tita esqueceu-se de que se tratava apenas de uma minhoca, e largou a correr. Corria cada vez mais depressa, até que se viu fora da caverna, em plena claridade do dia. E sozinha. Esfregando os olhos, parou e contemplou o que estava em volta. Devia ser muito tarde, pois o sol quase desaparecia no horizonte. Pesadas nuvens cinzentas se aproximaram. Tita não esperou mais. Correu para casa.

Naquela tarde ela tocou seu violino enquanto sua mãe tocava piano. Papai lia o seu jornal. Seu irmão Jan engraxava uma luva de baseball.

E aí Tita ouviu novamente aquela música. Suave, doce e quase inaudível como antes. Como sinos de fadas.

“Os duendes da Primavera”, disse excitada.

Seu irmão levantou os olhos e resmungou: “Ih! está chovendo! Assim, não mais poderemos jogar amanhã.”

Tita ergueu o rosto para ele. Como poderia um rapazinho saber? Mas ela compreendia. Os duendes da Primavera estavam chegando em profusão. Todo o esplendor da Primavera ia explodir agora! Os bosques e campos sentiriam a grande mágica! O que estaria fazendo Seeba neste momento? Montando em gotas de chuva ou tocando seu instrumento na caverna?

Tita apanhou seu violino e começou a tocar novamente. E a partir daquela tarde praticou suas lições de música com mais gosto e constância do que nunca.

(Do Livro Histórias da Era Aquariana para Crianças – Vol. II – Compiladas por um Estudante – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Viajantes do Espaço: Vidas em outros Planetas

Viajantes do Espaço: Vidas em outros Planetas

Nos últimos anos muito se tem falado sobre viajantes do espaço, naves espaciais, visitantes de outros Planetas, etc. Ainda que este assunto tenha levantado muita celeuma, não é novidade. A história vem relatando, desde muito tempo, o aparecimento de objetos aéreos não identificados. Tais objetos que são “reconhecidos” como naves espaciais, aparecem normalmente em áreas isoladas, afastadas dos grandes núcleos de população e são atestados apenas por um número muito limitado de pessoas.

Além disso, os observadores não estão de acordo com aquilo que “veem”. As descrições dos incidentes diferem bastante para poderem ser levados em consideração. Quer-nos parecer, também, que os visitantes de outros Planetas (se de fato o são) se tem boas intenções, como dizem os seus observadores, teriam muito pouca dificuldade para estabelecerem sua identidade e para tomar conhecidos os propósitos de sua vinda, de maneira menos misteriosa.

O lançamento de satélites pelos Estados Unidos e pela Rússia, as viagens pelo espaço, parece dar nova perspectiva à possibilidade da presença aqui, na Terra, de visitantes de outros Planetas. Em alguns centros culturais, a possibilidade da existência de vida inteligente em outros Planetas é obstinada e quase egoisticamente negada. Todavia, inúmeros astrônomos e filósofos do passado aceitaram essa possibilidade e a literatura oculta está repleta de referência aos “mensageiros” vindos à Terra, particularmente de Vênus e Mercúrio. Utilizando os conhecimentos adquiridos no ocultismo, podemos chegar a compreender o que aconteceu relativamente à manifestação inteligente em outros Planetas além da Terra.

Podemos admitir que o modelo e o propósito evolutivos básicos são idênticos, seja na Terra, em Marte, Mercúrio, Vênus etc., condicionando-os apenas, às condições existentes em cada Planeta.

M. C. Flammarion, um dos maiores astrônomos de poucos anos atrás, formulou, como dedução exata e rigorosa de fatos conhecidos e das leis científicas, que:

1. Várias forças que eram ativas no princípio da evolução deram nascimento a variedade de seres nos vários mundos, tanto no reino orgânico como no inorgânico.

2. Os seres animados derivaram dos primeiros, com formas e organismos correspondentes ao estado fisiológico de cada globo habitado.

3. As humanidades dos outros mundos diferem da nossa, tanto na organização interna como no tipo físico exterior.

A Filosofia Rosacruz nos diz que quando a Terra fazia ainda parte do Sol o seu material estava em estado ígneo.

Nessa ocasião já existia a vida embrionária e, como o fogo não queima o espírito, a evolução embrionária começou imediatamente, ficando confinada à região polar do Sol onde o calor era menos intenso. Os seres mais evoluídos que deveriam tomar-se humanos, apareceram quando a terra ainda estava em estado líquido e envolvida em atmosfera gasosa. Não obstante a inteligência evoluinte dispôs os meios para construir um veículo com o auxílio de inteligências superiores já manifestadas em períodos evolutivos anteriores.

Os primeiros corpos construídos eram conto de ar e água, pois tais elementos respondem mais facilmente às pulsações da vontade criadora. Os veículos posteriores foram construídos da parte mais sutil do material denso do globo físico.

O primeiro Corpo Denso do ser humano, nem de longe se assemelhava ao seu atual veículo altamente organizado desenvolvido através de inúmeros milhões de anos de evolução. Seu primeiro Corpo Denso era parecido a um grande saco com uma abertura em cima, de onde saía seu único órgão sensório que era usado para orientação. O ser humano servia-se deste órgão para sobreviver e evitar a destruição do seu corpo. O corpo humano consistia de matéria plástica mole e as outras formas terrestres também eram moles e plásticas.

A Terra, comparada com sua atual firmeza, estava naquele tempo, em estado fluídico. A alma humana, encarnada no veículo que acabamos de descrever, adaptou-se em maior grau do que depois, pois a atual manifestação da alma em um corpo masculino ou feminino é devida ao fato de que um ou outro foi imposto pelo desenvolvimento da natureza exterior. Enquanto o ser humano tinha domínio sobre a matéria, formava seu corpo masculino ou feminino, mas dava-lhe as qualidades comuns a ambos, pois, a alma humana é ao mesmo tempo masculina e feminina, possuindo ambas as naturezas em si. A formação exterior da Terra levou o corpo a adotar a evolução unilateral e, quando a Terra atingiu certo grau de densidade, apareceu a separação dos sexos. A densidade da matéria reprimiu parcialmente o poder de reprodução e essa porção da força reprodutora que é efetiva requer complemento exterior que encontra na força oposta de um outro ser humano.

Quando os veículos humanos atingiram certo grau de desenvolvimento, os espíritos que estavam por cima, no Éter (chamados na Bíblia de “Filhos de Deus”), desceram e penetraram nos novos corpos, chamados “filhas dos homens” ou mais corretamente, “Filhas de Manas”, ou seja, corpos formados ou feitos de Mente. A partir daí, seguiram um extenso programa evolutivo. As formas foram aparecendo no mundo material por um processo de experimentação natural e depois de milhões de anos, foram geradas formas mais convenientes para a manifestação do ser humano. As formas que não eram usadas para a encarnação do ser humano tornaram-se formas sem Mente, as sombras, os monstros descritos na antiga história da Caldéia como seres compostos feitos de animais, pássaros e peixes, com muitas cabeças. A Cabala também se refere a elas como os Reis de Edom, os gigantes sem equilíbrio que pereceram no vazio.

Na Bíblia, no Gênesis 4:4, está escrito: “Havia naqueles dias, gigantes na terra, e também depois, quando os filhos de Deus entraram às filhas dos homens, e delas geraram filhos; estes eram os valentes que houve na antiguidade, os varões de fama”. Gigantes que havia “antes” e “depois” é um sinônimo aparente de “Filhos de Deus”, embora pareça ter havido alguma degenerescência quando eles inauguraram a relação sexual na terra. Segue-se um intervalo de tempo e os versículos seguintes dizem: “E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicam sobre a terra, e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente. Então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem sobre a terra, e pesou-lhe em seu coração. E disse o Senhor: Destruirei, de sobre a face da terra, o homem que criei, desde o homem até o animal, até ao réptil, e até à ave dos céus; porque me arrependo de os haver feito”. A progênie dos gigantes que tinham produzido monstros devia desaparecer, embora se diga que os enormes antropoides que existem hoje são sua descendência.

O resfriamento da superfície da terra permitiu a liberação dos seus elementos com os quais foi possível formar veículos materiais para a humanidade infante. Esses elementos, modelados pela vontade dos deuses, foram assumindo formas determinadas como uma célula fecundada constrói, aos poucos um organismo capaz de ter uma existência inteligente individual. Mas houve um tempo que a terra não era conveniente para a existência humana. A Bíblia refere-se a esse tempo em que “a terra era informe e vazia e havia trevas sobre a face do abismo e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas”. A terra devia ser isolada dos céus, as águas deviam ser divididas e a terra seca havia de aparecer, antes que a vida evoluinte pudesse habitar a Terra.

Apareceram outros líderes, que não as Hierarquias Criadoras, para conduzirem a humanidade. Eles ajudaram o ser humano nos seus primeiros passos titubeantes depois que a involução o dotou de veículos. Esses seres, e claro, estavam muito mais adiantados do que a humanidade comum, no caminho da evolução.

Vieram dos Planetas Vênus e Mercúrio prestar serviço à humanidade da Terra como pagamento de suas próprias dividas de destino.

Os seres que habitam Vênus e Mercúrio não são tão adiantados quanto aqueles cujo campo de evolução é o Sol, mas estão muito além da nossa humanidade. Foram capazes de permanecer por mais tempo na massa central do Sol do que nós que viemos para a Terra, mas em certo ponto, sua evolução também precisou de campo separado.

E os dois Planetas, Vênus primeiro e Mercúrio depois foram arrojados do Sol. Seu grande desenvolvimento permitiu que ficassem mais próximos do Sol para receberem o grau de vibração necessários ao prosseguimento de sua evolução.

Os habitantes de Mercúrio mais adiantados, firmam mais próximos do Sol. Desse, os que vieram à Terra foram identificados como os “Senhores de Mercúrio”. Os que vieram de Vênus foram chamados de “Senhores de Vênus”.

Os Senhores de Vênus foram os Guias das nossas massas de povo.Eram atrasados da evolução de Vênus e, para recuperarem sua evolução, foi-lhes dado o privilégio de nos prestarem serviço. Apareceram entre nós, a humanidade, e foram conhecidos como os “Mensageiros dos Deuses”. Guiaram nossa humanidade passo a passo não havendo rebeldia à sua autoridade porque o ser humano daquele tempo não havia desenvolvido a vontade própria. Seu propósito era conduzir a humanidade ao ponto em que pudesse manifestar vontade e entendimento, ou, ao menos, ao ponto em que pudesse dirigir-se a si mesmo.

Era sabido que tais mensageiros falavam com os Deuses. Eram muito reverenciados e suas ordens eram obedecidas sem discussão. Sob a orientação desses Grandes Seres, a humanidade atingiu elevado grau de progresso; os mais adiantados foram postos sob a direção dos “Senhores de Mercúrio” que os iniciaram nas verdades superiores a fim de prepará-los para serem os guias do povo. Alguns desses iniciados foram elevados à posição de reis, sendo os fundadores das diversas dinastias de “Guias Divinos”, reis por graça divina, ou melhor, pela graça dos Senhores de Vênus e de Mercúrio que eram como deuses para a humanidade infante. Os Senhores de Mercúrio guiaram e instruíram esses reis para governarem pelo bem do povo. A arrogância e a cupidez que eles depois demonstraram foi simples degeneração.

Os Senhores de Mercúrio ensinaram o ser humano a sair e entrar no corpo físico à vontade, a empregar seus veículos superiores independentemente do Corpo Denso, de modo que o corpo físico se tornou uma habitação agradável em vez de uma prisão. Atualmente Mercúrio exerce pequena influência sobre nós porque está emergindo do repouso planetário; com o tempo, porém, sua influência será mais fortemente sentida, tornando-se poderoso fator na futura evolução.

Os astrônomos e os filósofos de outrora fizeram muita conjectura acerca da vida nos outros Planetas e Kant apresentou como teoria que a matéria de que eram formados os veículos dos habitantes dos outros Planetas variava em densidade e em sutileza conforme a distância do Planeta ao Sol, este, é cheio de eletricidade vital e, portanto, a humanidade de Vênus e de Mercúrio, supõe-se ser muito mais etérica do que somos nós. Indubitavelmente são muito mais inteligentes e possivelmente menos abrutalhados. Astrônomos, matemáticos, filósofos, entre eles Leibnitz, Isaac Newton, Bode, Herschell e Laplace, acreditaram na existência de outros mundos habitados além do nosso e mesmo em mundos que precederam o nosso.

A análise dos meteoritos que caíram na Terra mostrou que em um deles havia uma forma de carbono que está invariavelmente associada à vida orgânica como existe no nosso mundo. A presença desse carbono não era devida a nenhuma ocorrência havida na nossa atmosfera, pois o carbono foi encontrado no interior do meteorito. Em outro meteorito encontraram água e turfa, sendo provável que a presença da turfa se deve à decomposição de substâncias vegetais. O como e o por que esses meteoritos com suas informações interiores deixaram seus Planetas continua, todavia, em mistério.

Exames posteriores das condições astronômicas de outros Planetas mostraram que alguns deles parecem melhor adaptados para o desenvolvimento da vida e da inteligência do que o nosso Planeta. As estações em Júpiter, por exemplo, mudam quase imperceptivelmente e duram quase doze vezes o tempo das nossas. Devido a inclinação do eixo de Júpiter, suas estações são devidas quase exclusivamente à excentricidade de sua órbita variar muito pouco e regularmente. Vênus parece ser menos adaptado à vida humana como nós a conhecemos, porque suas estações são muito acentuadas, com temperaturas extremas que mudam quase instantaneamente. A duração do dia, todavia, parece ser a mesma tanto em Mercúrio como em Vênus, na Terra e em Marte.Em Mercúrio o calor e a luz do Sol são sete vezes maiores do que estamos acostumados na nossa Terra e parece que ele está envolvido em densa atmosfera. Como a vida, no nosso Planeta, aparece mais ativa em proporção à luz e ao calor do Sol (dentro de limites, é claro), é possível que a atividade em Mercúrio seja muito maior do que aqui.

Vênus também possui atmosfera densa, bem como Marte. Os astrônomos notaram alguma semelhança entre Mercúrio, Vênus e a Terra nas regiões polares cobertas de neve, nas nuvens que cobrem a superfície dos Planetas e na variação das estações e dos climas. A existência de vida humana idêntica à nossa sobre esses três Planetas parece possível. Pelo menos, está abundantemente demonstrado que alguma forma de vida, não se levando em conta as suas características fisiológicas, é inteiramente provável nesses Planetas.

A Sabedoria Antiga nos fala de Grandes Seres que vieram dos seus mundos celestiais para reinar na Terra ensinar a humanidade a astronomia, a arquitetura, as matemáticas e todas as outras ciências que chegaram até nossos dias. Esses Seres apareceram primeiramente como Deuses e Criadores, incorporaram-se no ser humano, surgindo afinal como Reis e Legisladores divinos. Os Egípcios falam da ciência que floresceu somente depois do aparecimento dos seus Deuses Isis-Osíris aos quais continuaram a adorar como Deuses mesmo depois que eles apareceram como Príncipes em forma humana. Como Príncipes construíram cidades, aproveitaram as inundações devidas às cheias do Nilo, inventaram a agricultura, ensinaram o uso da música, da geometria etc. E muito significativo que o trigo nunca tenha sido encontrado em estado silvestre; acredita-se que não seja um produto da nossa Terra.

O que esses líderes sabiam e o que podiam fazer não parecia resultar do uso dos órgãos dos sentidos ou do conhecimento humano. Tais guias foram adorados como “Mensageiros Divinos” e como tais, dirigiram as comunidades e instruíram,alguns indivíduos, suficientemente desenvolvidos, nas artes de governar. Dizia-se que esses Mensageiros Divinos falavam com os deuses e que foram iniciados pelos deuses nas leis segundo as quais os seres humanos deviam evoluir. Tais iniciações e comunhões ocorriam em lugares desconhecidos do povo e, por esse motivo, eram chamados de Templos de Mistérios.

O ser humano é, todavia, um deus em potencial e está escrito que quando os deuses se retiraram deixando a humanidade colocar em prática as leis que havia aprendido sem ter quem a guiasse, chegou um período de degeneração devido a fraqueza humana.

Alguns entusiastas dos “discos voadores” dizem que o propósito da visita dos habitantes de outros Planetas não é impedir que a humanidade se aniquile pelo uso da energia nuclear, mas sim preveni-la da possibilidade de terrível cataclismo planetário pelo abuso das explosões atômicas que já estariam fazendo grandes alterações em seus Planetas, causando prejuízos à sua humanidade. Chegam mesmo, esses entusiastas, a dizer que tais visitantes já fazem uso de um poder desconhecido (para nós) a fim de contrabalançar alguns resultados das explosões atômicas que nós já realizamos. Seria mais razoável acreditar que a força atômica que a humanidade conseguiu dissociar cause maior catástrofe ao nosso próprio Planeta, a Terra, e que se tais fatos foram deduzidos por uma humanidade de outro Planeta, superior à nossa que eles se inquietassem e fizessem algum esforço, dentro de suas possibilidades, para evitar tal calamidade. Mas como estão levando a cabo seu intento por meio dessas visitas periódicas e áreas afastadas do nosso Planeta e a grupos isolados de pessoas que não podem convencer nosso governo do perigo que nos aguarda, isso faz com que ponhamos em dúvida o que dizem esses entusiastas. A inteligência superior atribuída aos visitantes dos outros Planetas levaria qualquer um a crer que eles seriam capazes de convencer a humanidade da Terra que estaria andando por mau caminho de forma mais prática do que essa. Uma inteligência tão grande que pode viajar em naves espaciais de sua criação, que demonstra não ter dificuldades em conversar na própria linguagem das pessoas com quem entra em contato, por certo estaria apta a provar seu ponto de vista, da mesma forma que a nossa humanidade avançada, daqui a centenas ou milhares de anos, poderá provar seu conhecimento superior.

A viagem entre os Planetas não é novidade, mas há razões para acreditarmos que ela só é possível com veículos muito mais sutis. As condições e os elementos físicos não são empecilho nem afetam aos que viajam nesses veículos sutis. As forças que encontraremos no trajeto são “interplanetárias” e assim como os Filhos de Deus” puderam outrora chegar ao nosso Planeta e tornar conhecida sua vontade à humanidade infantil, aqueles que conseguirem suficiente crescimento anímico nos nossos dias, poderão viajar para “países estrangeiros”, conforme seu desejo de servir.

Considerando o movimento de qualquer objeto material na nossa atmosfera, não podemos esquecer que está provado cientificamente que qualquer objeto (mesmo as naves espaciais), de material que tenha densidade maior do que o meio no qual está agindo (neste caso nossa atmosfera) criaria uma onda de choque, se viajasse com velocidade maior do que a do som, que é aproximadamente de 1.200 quilômetros por hora. Qualquer pessoa que visse um”disco voador” estaria, inevitavelmente, dentro da onda de choque, se ele viajasse com aquela velocidade ou maior ainda, e o som da onda de choque seria ouvida, com certeza, com grande intensidade. Mas até agora, nenhum dos observadores de discos voadores fez referência a esse fato, que é elementar, na física.

Não há dúvida que a humanidade quer dominar um a um os diversos materiais bem como as limitações e restrições físicas na conquista da matéria. Dessa forma pretende alcançar e penetrar regiões afastadas do nosso centro de densidade, a Terra. Como a densidade varia ao se aproximar de outro Planeta, aí encontrará novamente um grau ou condição de matéria que terá de lutar para conquistar. Conquistar o ser humano quer, pois ele está cada vez mais penetrando em seu veículo próprio a Mente, à medida que este veículo vai se tornando”maduro”.

Parece-nos, todavia, que o melhor que o ser humano poderia fazer, se conseguisse intercâmbio amistoso com seres de outros Planetas, seria a troca de conhecimentos intelectuais e é razoável supor que este seja um passo dado na direção certa que conduzirá à Fraternidade, dentro da esfera de influência de Deus, todas as Suas criaturas que, dessa forma, lhe proporcionarão o desenvolvimento e a perfeição evolutiva que ele busca.

(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 10/79)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Valorização da Vida; afinal a solução está dentro de você

A Valorização da Vida; afinal a solução está dentro de você

No rol de deveres do ser humano, particularmente do espiritualista, enfatizamos um como sendo básico e, de certa forma, abrangendo todos os outros: valorizar a vida.

O espírito pouco afeito à solidariedade humana passa indiferente às carências alheias. A palavra carência, dentro do tema proposto, assume, também, dimensões abrangentes. Quando nos referimos a indivíduos carentes, a primeira ideia suscitada – e cremos ser mesmo assim – é a de que lhes falta algo indispensável à subsistência física: pode ser alimento, agasalho, medicamento, moradia, ou, então, algo passível de garantir-lhes o futuro, como instrução, por exemplo.

O enfoque dado habitualmente às necessidades humanas, raras vezes foge ao contexto acima mencionado. Há uma razão para isso: a extrema limitação do ser humano ao mundo material. O ser comum, ignorando sua condição essencial de espírito, não pode atinar com outra realidade a não ser a que o circunda e lhe é perceptível através dos sentidos físicos. Tão agregado ao terra-a-terra ele permanece, a ponto de não admitir a existência de causas suprafísicas como origem de manifestações fenomênicas.

A Mente não identificada com as profundas investigações sobre a origem, estado atual e futuro do ser humano e do mundo desponta fantasiosa e inverossímil à simples hipótese de que tudo é regido por Leis Cósmicas imutáveis.

Daí a dependência exclusiva de instrumentais meramente humanos para equacionar os mais intrincados e transcendentais problemas, ora inquietando a humanidade. E como nem sempre a solução é encontrada, a preocupação e o desespero tomam conta de muitos.

Com frequência cada vez maior, são debatidos e analisados, nas altas esferas, questões relativas ao meio ambiente e à qualidade de vida nos grandes centros urbanos. Nesses, a grita é geral contra algumas distorções da vida moderna: poluição, condições de vida cada vez mais desumanas, marginalidade, pressa (que a nada conduz), neurose, artificialidade, solidão, dizimação de áreas verdes, etc.

Discute-se o assunto, promovem-se congressos, legisla-se a respeito, mas o ser humano reitera suas transgressões.

Além desses problemas, outros parecem exigir também urgentes soluções, desafiando a humanidade: as perspectivas de uma superpopulação à mercê de uma assustadora insuficiência de alimentos e o esgotamento progressivo de reservas energéticas, ameaçando esmagar a economia mundial.

Ora, tais desequilíbrios foram engendrados pelo próprio ser humano através de sua ambição, de sua vivência egoísta, de sua sede de poder. Compete-lhe, por conseguinte, no cultivo das virtudes opostas, restaurar a harmonia.

A solução pode ser encontrada no interior do próprio ser. Basta desenvolver e expressar as amorosas qualidades de empatia, afabilidade, caridade e espírito comunitário. A ajuda mútua torna-se um imperativo nos agitados dias em que vivemos.

Muitas pessoas sentem-se deprimidas pela solidão; anseiam por uma voz amiga, capaz de lhes preencher o imenso vácuo interior. Outras carecem de autoafirmação; aspiram por ver reconhecidas suas qualidades. Há aquelas cujas idiossincrasias as tornam pouco atrativas; necessitam de um pouco, talvez de uma minguada gota de compreensão. Há o jovem desejoso de que o aceitem com sua espontânea autenticidade. Há o velho reclamando um pouco de atenção. Há o animalzinho querendo afago. Há a flor e a árvore clamando por cuidados e admiração. Há a criança necessitando de amparo. Há a natureza, expressão física de Deus, rogando para ser preservada, no interesse da própria humanidade. Há pessoas de todas as raças e nacionalidades, de variados níveis culturais, de diferentes camadas socioeconômicas, formando uma multidão; mãos estendidas, olhos suplicando amor, só amor.

Em cada um desses seres palpita a vida.

E se desejamos um mundo melhor, tratemos de valorizá-la.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de 09/1975)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Psicometria, em Síntese

Psicometria, em Síntese

Nos dias que correm, mormente através da Parapsicologia, um fenômeno tem despertado a atenção de estudiosos e curiosos: a psicometria. Verifiquemos, sucintamente, o que a Filosofia Rosacruz nos diz a respeito, por meio da palavra autorizada de Max Heindel:

“O Éter interpenetra toda a matéria do Mundo Físico, de maneira que os átomos químicos de qualquer substância, por densa que seja, não se tocam. Cada um vibra em um campo de Éter.

“Todos os objetos emitem vibrações desse Éter, levando à nossa retina as imagens de todas as coisas que nos rodeiam. Essas imagens não se perdem.

“No Éter formador do nosso Corpo Vital existem gravações, imagens de todas as coisas que temos observado conscientemente. E nossa capacidade de evocá-las depende de as lembrarmos ou não.

“No Éter que interpenetra cada objeto há uma imagem de tudo quanto o rodeia. Nas paredes de nossas casas estão gravadas todas as cenas, todos os incidentes ali ocorridos. E ainda que sejam pintadas, não será possível eliminarmos as impressões ali deixadas. Se extrairmos um pedacinho de argamassa de uma habitação, levando-o a uma pessoa dotada de visão etérica, é possível que ela lhe observe o Éter e nos relate algumas cenas ocorridas naquele lugar. Se lhe mostrarmos um pedaço de pedra das pirâmides do Egito, poderá vê-las tão perfeitamente como se fosse uma fotografia, porque o Éter dos objetos é que imprime sua imagem na placa fotográfica. E a única diferença entre essa impressão e aquela que recebemos na retina é que a primeira podemos fixar na placa e observá-la novamente a qualquer momento. Por outro lado, não nos é dado vislumbrar tão claramente as cenas do nosso passado em circunstâncias ordinárias.

Contudo, o psicômetra, capaz de ver no Éter, tem uma possibilidade imensa à sua disposição.”

(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 10/77)

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