Vida, Vida, Vida…não existe a morte!

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Vida, Vida, Vida…não existe a morte!

Vida, Vida, Vida…não existe a morte!

Mês de novembro. Aqueles que professam o Cristianismo popular reverenciam pungentemente seus mortos. Nós, Estudantes da Filosofia Rosacruz, tributamos nosso respeito a essa atitude; porém não a imitamos. Compreendemos o significado da chamada “morte”. Sabemos que seja um processo natural dentro do fluxo evolutivo.

Sob o ponto de vista oculto, somos, antes de mais nada, Espíritos, partes integrantes de Deus, células divinas. Sendo assim, encontramo-nos dotados, em forma latente, de todos os atributos divinos. Assim como uma gigantesca árvore encontra-se potencialmente numa minúscula semente, da mesma forma Deus está em nós e nós, NELE. Possuímos, entretanto, essa energia ainda em fase estática. Cumpre-nos dinamizá-la para emergirmos da impotência para a onipotência.

Um axioma científico assevera que a função cria o órgão. Os atributos inerentes ao Espírito necessitam ser despertados e exercitados. Além disso, todo crescimento anímico é promovido através da experiência. Eis porque, como Espíritos, procuramos meios para expressar e desenvolver nossas divinas faculdades. Os meios aludidos são os nossos veículos e dentre eles aquele que presentemente nos é mais útil é o Corpo Denso, formado de matéria química.

A “morte”, dentro do conceito popular, diz respeito ao fenômeno da paralisia total e definitiva do Corpo Denso e sua posterior decomposição, após o sepultamento.

Esse fato, encarado com horror pela maior parte da humanidade, é um processo natural. O veículo denso, como meio de expressão do Espírito na Região Química do Mundo Físico, presta relevantes serviços à causa evolutiva; porém, com o decorrer dos anos ele paulatinamente se cristaliza, até chegar a um estado em que se torna praticamente inútil, deixando de proporcionar as experiências requeridas pelo ser em evolução. A Chispa Divina é obrigada a abandoná-lo, adentrando então nos Planos internos da natureza (imperceptíveis aos sentidos físicos), onde durante muito tempo assimilará o valor educativo da última encarnação. O corpo, despojado das forças que o animavam, dissolve-se, retornando à economia da natureza. Esse retorno periódico da matéria à substância primordial habilita o ser a evoluir. Se o processo de cristalização prosseguisse indefinidamente, ofereceria um terrível obstáculo à evolução do Espírito. Quando a matéria se cristaliza a ponto de tornar-se demasiada pesada e dura, o ser espiritual, não podendo manejá-la livremente, retira-se para recuperar a energia exaurida. No entanto, retornará futuramente acrescido de novos conhecimentos e experiências, ocupando novas formas, recomeçando seu período de aprendizado no Plano terrenal.

A frase “quanto mais amiúde morremos, tanto melhor viveremos” considera-se um axioma. Goethe, o poeta Iniciado, disse: “Quem não experimenta morrer e nascer para a vida, sem interrupção, sempre será um hóspede triste sobre esta terra infeliz.”. São Paulo afirmou: “Eu morro todos os dias”.

Neste mês em que se pranteia os chamados “mortos”, lembremo-nos mais uma vez: a morte não existe.

No universo de Deus só há uma realidade absoluta: VIDA, VIDA, VIDA…

(De Pereira dos Santos, publicado na Revista Serviço Rosacruz de novembro de 1970)

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2 Comentários até agora

Maria JoséPostado em12:57 am - nov 9, 2019

Gostava de saber, se uma pessoa que está muito doente fisicamente, que parece ter perdido o sentido de vida… apenas está ali, não se mexe, come por peg, não fala, às necessidades fisiológicas, são como os bebés fazem…apenas respira, enquanto Deus quiser. Digam-me Irmãos, está pessoa já não pertence ao mundo dos vivos? De quem falo, é do meu marido. Dou-lhe todo o conforto possível, mas como hei-de olhar para este ser humano, moribundo?

    adminPostado em9:56 am - nov 12, 2019

    Cara irmã. Enquanto o Cordão Prateado não é rompido (quando efetivamente a passagem para os Mundos espirituais ocorre, no evento que conhecemos como morte aqui no Mundo Físico) o nosso irmão continua evoluindo. Se ele ainda enxerga com os olhos físicos ou escuta com os ouvidos físicos ou sente com o tato físico ou sente o cheiro com o nariz ou, ainda, tem paladar ele continua na consciência de vigília e aprendendo as lições (ainda que nessas condições restritivas) como qualquer um de nós. Se esses sentidos físicos ele já não os tem, continua evoluindo em consciência de sono com ou sem sonhos; aprendendo as lições (ainda que nessas condições restritivas) como qualquer um de nós, quando estamos dormindo. E além de não possuir mais esses sentidos físicos e não estar mais com a consciência de sono com ou sem sonhos, mais com a consciência de transe profundo, continua evoluindo em consciência de sono com ou sem sonhos; aprendendo as lições (ainda que nessas condições restritivas) como qualquer um de nós. E cabe a quem o cerca prover todas as condições, ainda que mínimas, para ele continuar evoluindo. Ele está presenciando tudo isso e extremamente grato por aqueles que estão lhe prestando o serviço amoroso e desinteressado de lhe ajudar nesse momento tão difícil da evolução dele (esse é um dos exemplos mais claro e preciso do que é o serviço amoroso e desinteressado que aprendemos na Fraternidade Rosacruz). E, mais, quem o ajuda também está evoluindo, a passos até mais largos do que em uma situação normal! Que as rosas floresçam em vossa cruz 😉

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