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porFraternidade Rosacruz de Campinas

12-Mês de Dezembro: Senhor Cristo chega ao Coração do Planeta Terra

Mês de Dezembro: Senhor Cristo chega ao Coração do Planeta Terra

As radiações do Amor de Cristo penetram gradualmente as várias camadas do Planeta até que na ocasião do Solstício de Dezembro elas alcançam seu poder máximo e esplendor no coração da Terra.

Poucas pessoas percebem o prodigioso poder espiritual que inunda a Terra na época do Santo Natal. Os Sábios usam todas as oportunidades e canais para fazer frutificar o Plano Divino na Terra.

É por isso que no Natal somos banhados por vibrações de paz e boa-vontade. Essa imensa onda que irradia Amor Cósmico tem sua culminância em dezembro. Sem essa presença espiritual não haveria suficiente entusiasmo em nossos corações. Não sentiríamos tanta felicidade nem tanto desejo de proporcionar mais felicidade aos outros. O costume universal de dar presentes no Natal empalideceria. Todos seriam drasticamente afetados.

A Estação do Advento se estende pelo mês de dezembro e é anunciada como uma Festividade de Luz. O impulso espiritual da estação prepara a humanidade para o derramamento das forças celestiais acompanhando o renascimento do Cristo Cósmico em nossa esfera terrestre. Esse período é seguido pela estação do Solstício de Dezembro que se estende de 21 de dezembro à 24 de dezembro e culmina com o dia seguinte, o 25 de dezembro, no Natal, o dia mais profundamente reverenciado em toda a Cristandade. A observância da festividade dessa estação santa nunca cessará para os aspirantes, até que o Cristo tenha nascido dentro de nossas próprias almas. O quanto desse êxtase o discípulo tenha experimentado nesse momento depende do degrau que ele tenha alcançado, e o regozijo pela sua participação cada vez mais crescente da mistura nessa estação entre o terreno e o divino é sentido com uma intensidade nunca alcançada em outro momento do ano.

Durante dezembro, os tons do filantrópico Sagitário, nota chave Fá maior, regido pelo otimista e benevolente Planeta Júpiter, cuja palavra-chave é idealismo e o quieto, metódico Capricórnio, nota chave Sol maior, regido pelo conservador e perseverante Saturno, cuja palavra-chave é obstrução com suas sistemáticas atividades construtivas, preparam a Terra para receber o raio do amor de Cristo e nutri-la até que esteja preparada para a liberação no centro da Terra. Então, começa sua viagem para fora, em direção à periferia da Terra, alcançando a na época do Equinócio de Março. Quando os dias são mais curtos e as noites mais longas, na Noite Santa, o raio do Espírito de Cristo alcança o centro da Terra. Aqui, Ele permanece três dias e três noites, libertando de Si mesmo a germinante força do Espírito Santo que, lentamente, vai permear a Terra e frutificá-la para outro ano.

Ou seja: Ele chega ao centro da nossa Terra à meia-noite de 24 de Dezembro. Aí Ele fica três dias e depois começa a voltar.

Em dezembro, durante as longas noites de inverno, a força física solar está adormecida e as forças espirituais alcançam seu grau máximo de intensidade (no hemisfério norte).

A noite entre 24 e 25 de dezembro é, em todo o ano, a Noite Santa por excelência. O Signo zodiacal da imaculada Virgem Celestial está sobre o horizonte oriental à meia-noite, e o Sol do ano novo nasce e começa sua jornada do ponto mais austral, em direção ao hemisfério norte, para (fisicamente) salvar essa parte da humanidade da obscuridade e da fome inevitáveis, caso permanecesse sempre abaixo do Equador.

À meia-noite de 24 de dezembro, para os povos do hemisfério norte, onde nasceram todas as religiões atuais, o Sol está diretamente abaixo da Terra e as influências espirituais são fortíssimas.

Em tal momento, nessa noite, aos que desejassem, pela primeira vez, dar um passo na Iniciação, seria muitíssimo mais fácil porem-se em contato consciente com o Sol Espiritual.

Por esse motivo, nos antigos templos, os Discípulos preparados para a Iniciação eram levados pelas mãos dos Hierofantes dos Mistérios e, por meio de cerimônias que se realizavam no Templo, eram elevados a um estado de exaltação, no qual transcendiam toda condição física. A Terra tornava-se transparente à sua visão espiritual e eles viam o Sol da meia-noite: a “Estrela”! Não era o Sol físico, seu Salvador físico, o que viam com os seus olhos espirituais, mas o Espírito do Sol, o Cristo, seu Salvador Espiritual.

Essa Estrela que brilhou na Santa Noite ainda brilha para o místico na obscuridade da noite. Quando o ruído cessa e a confusão da atividade física se aquieta, então ele entra em seu interior e procura o caminho que conduz ao Reino da Paz. A brilhante Estrela está sempre ali para guiá-lo e sua alma ouve a canção profética: “Paz na terra e boa vontade entre os homens“.

Paz e boa vontade a todos, sem exceção, não excluindo nem os inimigos. É de admirar que custe muito a educar a humanidade para este tão elevado tipo de moral? Há algum meio melhor para demonstrar a beleza e a necessidade da paz, da boa vontade e do amor do que compará-los com o estado atual de guerras, egoísmos e ódios?

Quanto mais forte é a luz, tanto mais profunda é a sombra que projeta. Quanto mais altos os ideais, mais claramente podemos ver nossos defeitos.

(Você pode ter mais material para estudos em: Cap. XII – Ensinamentos de um Iniciado; O Cristo Cósmico – Interpretação Mística da Páscoa; Cap. I – Interpretação Mística do Natal; A Estrela de BelémConceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel; A Escala Musical e o Esquema de Evolução – compilado por um Estudante da Fraternidade Rosacruz; A Festa da Natividade – Ao Longo do Ano com Maria; O Maravilhoso Livro das Épocas – Vol. VI – Vol. VII – Vol. X – Corinne Heline)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Lei de Atração: o semelhante atrai o semelhante

A Lei de Atração: o semelhante atrai o semelhante

Todos já sabemos que, pela Lei de Atração, o semelhante atrai o semelhante. Entretanto, nem sempre estamos atentos para perceber o quanto essa lei age em cada momento de nossa vida, através dos nossos pensamentos, dos nossos sentimentos e dos nossos atos.

Recordando que somos constituídos pela nossa parte humana e pela parte superior ou divina, vamos perceber que, em geral, vivemos mais influenciados pela nossa parte humana do que pela divina. A maioria das vezes, temos orientado os nossos pensamentos e os nossos atos seguindo os conceitos humanos muito mais do que a lógica divina. Entretanto, devemos lembrar-nos que, quando se pratica um ato ou se alimenta um pensamento apoiado unicamente no lado humano de nosso ser, tão suscetível a erros e a fraquezas, atraímos para nós, pessoas, coisas, pensamentos e acontecimentos coerentes com o nosso modo humano de agir e de pensar. Consequentemente, quando agimos influenciados pelo nosso lado superior, nossas ações excedem a lógica humana e vão repercutir em tudo o que nos cerca também, sejam coisas ou pessoas — formando, com eles, o equilíbrio de valores e de fatos que constituem a nossa vida. É por isso que, quando as coisas em torno de nós, começam a não correr bem, quando o mundo todo parece conspirar contra nós, contra a nossa saúde e à nossa tranquilidade, quando parece que as coisas materiais ou espirituais que desejávamos, nos têm sido negadas, devemos fazer um exame de consciência muito bem feito e procurar em nós mesmos, em nossos pensamentos e atos, a causa de todo aquele efeito negativo.

Sempre que agimos com a nossa parte divina, a trajetória das nossas ações no campo espiritual vai se estender à parte divina daqueles que nos cercam, sintonizando com ela, e nós entramos em contacto com as pessoas através daquele raio de projeção. Mesmo que a maioria das pessoas não esteja muitas vezes em condições de compreender a boa intenção de nossos sentimentos e pensamentos, esses pensamentos e sentimentos levam em si uma força de expansão que será sempre absorvida em alguma extensão, pelo semelhante divino contido no outro ser. E, mesmo que não atinja em cheio o objetivo, a linha de projeção volta à sua origem e as boas intenções retornam à sua fonte, favorecendo então aquele que as emitiu.

Quanto mais positivos nos sentirmos em nossa vida de relação, tanto mais poderemos desenvolver e colher o bem em torno de nós, porque é pelo positivo, pelo nosso lado divino que poderemos ajudar a outrem a se elevar, minorando o sofrimento dos nossos irmãos menos esclarecidos.

Quem já atingiu certo grau de conhecimento dos fatos ocultos que regem a vida de todos os seres, não pode permanecer alheio a esses fatos. Do conhecimento, temos que partir para a ação; caso contrário, nossos próprios valores se cristalizarão, e os Guias Espirituais que dirigem a Evolução não poderão ajudar-nos em nosso progresso. Verdade que todo o ser humano é livre em suas escolhas, porém essa liberdade se limita à escolha do certo dentro da Lei. Se escolher o errado, o ser humano sofrerá as consequências desse erro. Portanto, daí se conclui que o ser humano tem liberdade para escolher o certo. Antes disso, até que deseje ele mesmo essa escolha, as forças auxiliares estarão em expectativa para ajudá-lo a progredir. Por isso se diz que o ser humano se agita e Deus o conduz.

Pode acontecer também que levamos uma vida irrepreensível: agimos sempre com boas intenções dentro do direito e do dever, não magoamos ninguém, e desejamos ardentemente ser amigos de todos, procurando raciocinar o máximo possível, apoiados em nosso espírito divino. E, apesar de tudo, certos fatos se precipitam em nossa vida ou vêm perturbar a ordem de nosso lar e de nossos familiares. Esses acontecimentos, nesse caso, possuem uma causa muito mais remota: procedem de outros erros mais distantes, de coisas que fizemos em outras vidas e que só podem ser saldadas daquela maneira, influindo até, muitas vezes, no destino coletivo de uma família ou de uma organização. Porém, se soubermos manter-nos em atitude de graça, isto é, se perseverarmos no divino em nossos atos, palavras, pensamentos e sentimentos, nossa forma de atravessar aquele período será muito mais conformada e se processará debaixo de maior compreensão e tolerância. Assim, superaremos as configurações negativas de nossos temas-natal, perseverando no bem na virtude. Perseverar no bem, portanto, é raciocinar o mais possível dentro da lógica divina, pondo de lado os conceitos humanos, em nossa vida de relação. É mantendo-nos o mais possível vigilante em nosso espírito, procurando estar conscientes de nossa própria consciência em todas as nossas ações diárias, que chegaremos um dia a agir como agia Jesus Cristo, reconhecendo em nós o Espírito de Cristo que existe já em formação em todo indivíduo de boa vontade.

É para isso que estamos aqui. Para, em cada uma de nossas reuniões, adquirirmos novas forças através do despertar dessa parte divina que existe em nós. E isso, pois, conseguiremos pelo desenvolvimento da mente com o conhecimento da Verdade expressa através da Filosofia que aqui se expõe, e pelo despertar de nosso coração, apoiados no espírito de fraternidade e solidariedade que nos eleva a todos a uma camaradagem superior, estimulando assim os nossos bons sentimentos e a nossa devoção. É para isso que nos reunimos aqui todas as semanas como espíritos de vários matizes que desejam ajudar-se mutuamente, em busca da Luz e em busca do Amor, para aprendermos, através do conhecimento da verdade, amar-nos uns aos outros.

E, para nos mantermos conscientes em nosso positivo durante este mês, vamos recordar aquela exortação de Cristo: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”, repetindo-a nos momentos difíceis, nos instantes de insegurança ou de receio, nas horas de lazer, no ônibus, na rua, diante de um desagravo, e sobretudo, repetindo-a em nossas meditações: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de maio/1978)

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