RESPOSTA: Não, não conhecemos lugares com tais qualidades e se os encontrássemos lamentaríamos por causa de seus habitantes.
Se temos um caráter violento e vamos viver no topo de uma montanha como reclusos, onde nossa sensibilidade não pode ser ferida pela rudeza de outras pessoas, temos pouquíssimos méritos em não ser impacientes.
Se julgarmos ser difícil dominar nossos vícios, ou nossas faltas nas grandes cidades e procurarmos o deserto como habitação, insignificante será o nosso crédito moral.
Somos colocados nas cidades, em estreito contato com os nossos semelhantes para que nos acostumemos a nos acomodar a eles em aprender a manter firmemente o nosso caráter, apesar de tudo, vencendo as tentações onde quer que elas existam.
Um pode estar no topo de uma montanha, porém, ter o seu coração na cidade. Ou pode estar enclausurado em um mosteiro e desejar os prazeres do mundo.
É melhor ficarmos exatamente onde estamos e desenvolver as qualidades espirituais que nos tornarão melhores homens e mulheres. Temos bastante que fazer no mundo e, se fugirmos dele quem executará a tarefa? Somos responsáveis pelos nossos companheiros e nossas companheiras de jornada aqui e a menos que nos incumbamos apropriadamente dessa responsabilidade, faltaremos com o nosso dever para com o destino, que nos levará novamente a um ambiente tal – ou pior – ao qual não poderemos escapar.
É muito melhor tratarmos de aprendermos todas as lições que estão ao nosso alcance, em vez de fugir delas em esplêndido isolamento, mesmo porque agindo assim só procrastinamos as lições que temos a aprender aqui, renascidos.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – agosto/1975 – Fraternidade Rosacruz – SP)
liç
Resposta: Podemos, pela força de vontade, controlar os Aspectos no nosso horóscopo? Essa é uma questão bastante complexa, mas podemos dizer que se os Aspectos do horóscopo não podem ser controlados e temos que nos submeter a eles, então, podemos muito bem descansar, tomar nossos remédios prescritos e viver à deriva, ou seja, se deixar levar. Se o destino governa e somos impotentes no “mar da vida”, de que adiantaria estudar a Astrologia Rosacruz? De que adiantaria tentar melhorar? Mas, graças a Deus, há um fator que não é mostrado no horóscopo: a força de vontade do ser humano. É isso que faz toda a diferença.
Vamos supor que duas pessoas tenham os mesmos Aspectos nos seus horóscopos; elas podem ter nascidos em horários muito próximos e até no mesmo lugar e podem ter horóscopos bem semelhantes, no que se refere à alguns Aspectos. Elas têm o mesmo Signo no Ascendente e os mesmos Astros (Sol, Lua e Planetas) em Conjunção. Suponhamos que elas tenham os mesmos Aspectos adversos, ou seja, as mesmas aflições, advindas de um desses Astros, e uma delas se desanime e diga: “Não consigo evitar isso. Assim o é. Eu simplesmente tenho que passar por isso e seguir em frente. Não adianta lutar“. E a outra pessoa diz: “Não vou me submeter! Vou me levantar e lutar“. A atitude mental da última pessoa mudaria completamente os eventos a favor dela.
Este é o motivo pelo qual nós nunca podemos predizer as coisas com absoluta certeza. Em noventa e nove por cento dos casos podemos prever com certeza, porque a maioria das pessoas se deixa levar pelo “fluxo das marés”, mas essa é justamente a razão pela qual devemos estudar a Astrologia Rosacruz. Por meio dessa Ciência Estelar sabemos o que está por vir e, se vemos algo adverso e que pode nos trazer dores, tristezas e/ou sofrimentos, podemos dizer para nós mesmos: “Sei que há uma certa influência prestes a se manifestar e eu não vou me submeter a ela“. No entanto, constatamos inúmeros casos em que as pessoas são regidas por seus Signos e Astros, apesar de tudo. Nós dissemos às pessoas que uma certa influência viria a acontecer e que agiriam precipitadamente, para o grande prejuízo delas, se não fossem cuidadosas, e no exato momento que a influência foi prevista, elas iriam e fariam exatamente aquilo contra o qual foram advertidas.
Entretanto, há um grande conforto: os Astros impelem, mas não compelem – ou seja: não obrigam. Essa é a base sobre a qual devemos trabalhar com os Astros para extrair todo o bem do nosso horóscopo. Quando vemos os Aspectos benéficos (Sextis, Trígonos e algumas Conjunções) se aproximarem, algo que contribui para o crescimento da alma, tentemos trabalhar com eles com determinação. As pessoas são, frequentemente, propensas a se deixarem levar tanto pelos Aspectos benéficos como pelos Aspectos adversos (Quadraturas, Oposições e algumas Conjunções). Se vamos ou não fazer a nossa parte, é algo que não pode ser previsto.
Temos o direito de mudar o destino gerado? Certamente, pois é isso o que devemos fazer. Numa vida passada, fomos levados a uma certa posição astral e tivemos que trazê-la conosco. Agora, estamos aqui justamente para aprender a proceder corretamente e a governar os nossos Astros, e é exatamente para isso que a ciência da Astrologia Rosacruz nos foi fornecida. Devemos tentar fazer o melhor possível com esse conhecimento, caso contrário, ele pode se tornar uma maldição. Há pessoas que recorrem, constantemente, aos seus horóscopos e dizem: “Vou ficar doente e posso ver que a morte é certa“, etc. Se é assim que vão usá-lo, é melhor não estudar a Astrologia Rosacruz.
(Pergunta nº 30 do Livro Filosofia Rosacruz por Perguntas e Respostas vol. II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)