Arquivo de categoria Método para Adquirir o Conhecimento Direto

PorFraternidade Rosacruz de Campinas

Qualidades: é o que somente devemos enxergar no próximo

Qualidades: é o que somente devemos enxergar no próximo

Quando, passeando Cristo-Jesus e seus discípulos passaram por um cão morto, em estado de putrefação, houve quem se preocupasse com o mau cheiro, e, não se contendo, comentou-o. Prontamente Cristo Jesus chamou a atenção dos discípulos para a alvura dos dentes daquele animalzinho, fazendo com que vissem apenas o que nele havia de bom.

No fato que acabamos de descrever percebe-se com clareza, a profunda lição que o Mestre dera aos discípulos de todos os tempos e à humanidade.

Feliz, portanto, de quem procura se compenetrar da sublime lição dada por Cristo-Jesus. Vai gradativamente enxergando em seu próximo tão somente as qualidades. Com isto, a sua felicidade avulta, tendo em vista a possibilidade que alcança de fazer, em maior proporção, a felicidade dos outros. Esta realização é, sem dúvida, o que há de mais importante, não apenas no Mundo Físico.

Max Heindel, nosso Amigo e Mestre, em perfeita consonância com Cristo-Jesus, ensina-nos no “Conceito Rosacruz”, que devemos ver o BEM em TUDO. Aliás, entre os Estudantes da Fraternidade Rosacruz, felizmente, alguns só se compenetraram bem da lição conscientemente. Outros, atingiram certo ponto e continuam se esforçando. E, há ainda aqueles que estão iniciando a maravilhosa jornada.

Caminhando, pois, como ensinara o Mestre, verificaremos, no correr dos dias, que Ele tinha e tem toda razão desaparecendo por completo, o “mau cheiro” que antes sentia, por ventura nos fatos e pessoas.

Lembremo-nos, finalmente, de que a Bíblia Sagrada diz o seguinte: “Deus criou tudo e viu que tudo era bom”. É conveniente, portanto, meditar diariamente sobre isto.

(Hélio de Paula Coimbra; publicado pela Revista Serviço Rosacruz de julho de 1966)

PorFraternidade Rosacruz de Campinas

Fraternidade: ajudar o seu irmão, e quem falta dita qualidade

Fraternidade: ajudar o seu irmão, e quem falta dita qualidade

Entre os ensinamentos de Cristo Jesus está em posição de relevo o que diz respeito à Fraternidade. Como é belo vermos, por exemplo, o Sol nascer para todos, indistintamente. Iluminar permanentemente sem fazer distinção alguma. Semelhantemente atuam os seres que trabalham na Vinha de Cristo. São bons e irradiam, constantemente, em todos as direções, simpatia o amor. Fazem-no de maneira espontânea e simples, jamais pensam em estardalhaço, igualmente não se preocupam com glória, e, menos ainda, com palavreado empolado.

Suas palavras tem o colorido da sinceridade, estão revestidas da pureza de sentimentos e da naturalidade. Onde caem, é indiscutível a sua fecundação, pois têm algo do Verbo.

Assistimos, há alguns dias, a uma palestra de um irmão realizada na Fraternidade Rosacruz, que muito nos alegrou, pois sentimos, nitidamente, todos as características que aludimos acima. Igualmente, temos assistido com imenso prazer excelentes preleções de outros companheiros.

E, como cada Ego é um pequeno Sol que se destacou do sol Central, vai, à medida que com este se afina, crescendo automaticamente seu brilho, e, em maior proporção passa a fazer o bem aos demais, imbuído de desprendimento mais elevado. Nesta altura dos acontecimentos poderíamos dizer que a nobreza de sentimentos, aliada à Pureza da Mente, consubstanciados na ação, fizeram com que se confundisse Fraternidade e Amor.

Viver fraternalmente é ser bom, saber perdoar as faltas alheias, ser rigoroso quando for o caso, mas também saber ser brando quando necessário, pois tudo na vida é faca de dois gumes.

Quem tem uma qualidade boa, quiser viver fraternalmente, e, portanto, dentro do amor, não pode deixar de ajudar o seu irmão, e quem falta dita qualidade. Assim, o forte ajuda o fraco, e, juntos, todos seremos fortes, ou pelo menos possibilitará a extração de uma média. Procedendo assim estará dando prova segura, por meio de seu viver, de estar integrado nos Ensinamentos de Cristo e seus Apóstolos.

(Hélio de Paula Coimbra; publicado pela Revista Serviço Rosacruz de maio de 1966)

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O Trabalho de Equipe e o Prazer de Servir

O Trabalho de Equipe e o Prazer de Servir

Entre os sistemas de se organizar para um trabalho, parece-nos o mais recomendável aquele que se constitui de uma EQUIPE. Esta começa por congregar, através de sua constituição, seres humanos que estejam acima do personalismo. Já superaram em apreciável nível, a vaidade pessoal.

Assim, colocam o bem da coletividade muito além do pessoal. Reúnem-se para que o conjunto produza melhor do que qualquer um deles, isoladamente.

Nos debates e demais atividades, entendem-se perfeitamente, pois todos compreendem que deve, sempre, prevalecer o que for melhor. Jamais, portanto, perdem tempo em pensar qual deles, seria mais ou menos importante. Sabem que todos são valorosos e que, cada um, espontaneamente, dá, de coração, o que estiver ao seu alcance. Não pensam, de maneira alguma, nessa ou naquela recompensa, por mais tentadora que pareça. Trabalham, harmoniosamente, tendo em vista um único objetivo.

É oportuno recordarmos aqui a extraordinária EQUIPE constituída por Cristo-Jesus e os Apóstolos.

Nada mais justo e acertado do que tomarmos essa EQUIPE como MODELO.

O “Trabalho de Equipe” nos faz lembrar, também, de algo fraterno, concretamente falando. Encerra, por isso mesmo, vivência Aquariana. E, dita vivência representa, seguramente, união, à qual, como se diz correntemente FAZ A FORÇA. Por fim, diríamos, assim procedendo, estaremos vivendo o maior mandamento de Cristo: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos”.

(Hélio de Paula Coimbra; publicado pela Revista Serviço Rosacruz de abril de 1966)

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Como Transmitir os Ensinamentos Rosacruzes

Como Transmitir os Ensinamentos Rosacruzes

Todo estudante responsável e dedicado aceita, espontaneamente, a missão de transmissor dos ensinamentos dos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz. Não se exige o brilho da retórica ou quaisquer outros atributos de um orador. O importante é que a pessoa conheça os Ensinamentos Rosacruzes e se disponha a transmiti-los a quem realmente esteja interessado em ouvir. Isso poderá ser feito numa tribuna, se o estudante frequentar algum Centro ou Grupo de Estudos, como também em diálogos informais com pequenos grupos ou mesmo com apenas um ouvinte interessado. O que importa é a comunicação inteligível, com sincera intenção de ajudar.

Max Heindel, porém, adverte: cuidado com o conhecimento superficial, pois é muito perigoso em termos de religião e filosofia. Pode levar a confusões e até a verdadeira desgraça.

A bibliografia Rosacruz é bem ampla. A exposição de seu conteúdo, ilustrada com a narração de fatos do cotidiano e outros conhecimentos, torna-se muito atraente.

Quem transmite não necessita de ser um erudito, uma “enciclopédia ambulante”. É lógico que a cultura geral ajuda, porquanto enseja valiosos subsídios. Oferece, principalmente, a quem de uma tribuna se dirige a uma plateia numerosa, recursos ilustrativos, tornando a exposição mais didática e dinâmica.

Temos visto, entretanto, estudantes sem grande cabedal de cultura, discorrerem com grande propriedade sobre os ensinamentos rosacruzes, principalmente em conversas informais. Alguns, na sua simplicidade, intuem admiravelmente muitas verdades ocultas. Isto lhes facilita a comunicação.

Muitos se empolgam com a lógica e o racionalismo que embasam os Ensinamentos Rosacruzes. Esses fatores, contudo, não são suficientemente poderosos para tornar tais ideias aceitáveis por todos. Em não se ressaltando sua natureza moral, a exposição ficará incompleta. Nessas ocasiões pode-se avaliar em que medida o estudante se esforça por realizar em si mesmo o equilíbrio entre a Mente e o Coração.

Como afirmou Max Heindel, o valor de qualquer ensinamento religioso ou filosófico reside em seu poder detransformar interiormente as pessoas. Se isso não ocorrer, tal ensinamento não passará de mero conhecimento intelectual, apenas um “sino que tine”.

Convém lembrarmos sempre, em nossas conversas e exposições, a harmonia existente entre os princípios rosacruzes e os ensinamentos de Cristo. Indo um pouco mais longe podemos afirmar que os ensinamentos rosacruzes explicam esotericamente a Bíblia, dentro de uma linha de absoluta coerência.

O estudante deve estar sempre preparado, pois a qualquer momento poderá surgir uma oportunidade de expor ou conversar sobre o cristianismo esotérico. Essa oportunidade poderá se desdobrar de várias maneiras como: exposição a uma plateia relativamente numerosa, colóquio informal em pequeno grupo ou ainda troca de ideias com alguém interessado ou angustiado com a pressão de algum problema.

É um sagrado privilégio transmitir os mistérios da Sabedoria Ocidental. Sendo assim, não nos parece justo desperdiçar uma ocasião dessas por uma razão menos relevante. Alegar inibição, nervosismo ou coisa parecida para não cumprir essa missão não é uma atitude dignificante.

Em contrapartida, quem for bem-dotado em termos de comunicabilidade se imunize contra a vaidade. Os ensinamentos rosacruzes devem ser transmitidos com humildade, devoção e entusiasmo. Evite-se fazê-lo com ar professoral ou afetação. A simpatia ajuda muito. E não olvidemos: a quem muito é dado muito será exigido.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 04/83 – Fraternidade Rosacruz – SP)

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Aplique os Princípios Espirituais

Aplique os Princípios Espirituais

Como aspirantes no caminho espiritual, deveríamos sempre encontrar uma forma de aplicar os Ensinamentos Rosacruzes em nossas vidas diárias. Isto não significa, necessariamente, alardear convicções ou tentar converter nossos amigos e familiares. Estamos falando da capacidade de levar os ensinamentos às pequenas coisas, de modo a dignificá-lo.

Tomemos, por exemplo, uma passagem do Ritual: “Para atingirmos essa realização, esforcemo-nos por esquecer, diariamente, os defeitos dos nossos irmãos, procurando servir à divina essência neles oculta, o que é a base da fraternidade”. Poderíamos questionar-nos a respeito desses ensinamentos procurando encontrar uma maneira de levá-los à prática.

Primeiramente, o que significa para nós “divina essência” recôndita em cada ser humano? Se pudermos defini-la, teremos compreendido a base do Ritual. A divina essência, assim expressa, é o Cristo Interno: “Não sou eu quem vive, mas o Cristo vive em mim” (Gl 2:20). Esta é uma força de amor e coesão, assim como as forças cósmicas mantêm harmonia em nosso Sistema Solar e a Terra em sua órbita. Pensemos nisto por um momento. Temos dentro de nós uma fagulha da fraternidade cósmica. Essa consciência constituirá, certamente, um fator de mudanças em nosso relacionamento com os demais.

Alguns dirão, não obstante: “Eu trato com pessoas de caráter débil ou de mente estreita. Como posso valer-me dessa compreensão para equacionar certos problemas?”. “O misticismo é um formoso sonho, mas enfrento problemas reais com pessoas reais”. Isso reflete uma compreensão errônea acerca dos assuntos espirituais. Certamente a vida apresenta seus percalços e temos de encará-los. Poderemos optar pelo caminho mundano, reagindo negativamente, pagando o mal com o mal, etc. Ou, então, afirmar: “Este é o meu destino. Eu o mereço pelo que fiz em vidas passadas”. Ambas as atitudes são inconvenientes ao extremo.

Para o aspirante, a solução é agir conforme preceitua o Ritual, buscando o Cristo Interno. Se tivermos problemas com alguém, peçamos ajuda ao Cristo Interno. Podemos dirigir-nos ao templo interior, solicitando auxílio além da experiência externa. Então, quando enfrentarmos o indivíduo ou a situação teremos fortaleza interior ou a informação necessária com as quais poderemos manejar a dificuldade. Ao mesmo tempo, e isto não é fácil, esforcemo-nos por comunicar-nos com o Cristo na outra pessoa. Não nos preocupemos com seu aspecto pouco atraente. Procuremos apenas a divina essência. Sintamos a força Crística dentro de nós, tratando de irradiá-la nesse contato, apelando para o Cristo em nosso semelhante. Não é necessário dizer alguma coisa, porém, isto influenciará o resultado.

Talvez devamos mudar nossos pontos de vista. Estamos procurando a verdade, não só para os demais, mas para nós mesmos. A Vontade do Cristo pode não se conformar com nossos desejos pessoais. Contudo, se formos receptivos, isto em si mesmo, ajudará a resolver o problema.

Sugerimos aos aspirantes a tentarem uma experiência. Tomem um incidente complicado ou ponha-se em contato com a pessoa complicada, tratando de comunicar-se com o Cristo Interno. Procure ver qual o efeito produzido sobre o problema. Provavelmente, você também concluirá que os princípios espirituais podem e devem ser aplicados na vida diária, ajudando assim a todos os interessados.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 02/83 – Fraternidade Rosacruz – SP)

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Hipnotismo – Bom ou Mal

Hipnotismo – Bom ou Mal

Pode-se dizer que a Mente humana consiste de duas partes: a Mente Consciente e a Mente Subconsciente. A Mente Consciente é a parte da Mente onde a informação é conscientemente coletada, onde tem lugar o pensamento lógico e onde são tomadas as decisões. A Mente Subconsciente é a parte da Mente onde estão armazenadas as memórias e os hábitos. A Mente Subconsciente de uma pessoa contém tudo que esta tenha visto ou ouvido (que tenha ou não se conscientizado delas); é também a memória de todos os acontecimentos de sua vida. Quando a Mente Consciente quer se lembrar de alguma coisa precisa reaver a informação da Mente Subconsciente. Quanto maior for à habilidade da Mente Consciente de se comunicar com a Mente Subconsciente mais facilmente a informação será lembrada. A Mente Consciente também se comunica com a Mente Subconsciente quando hábitos estão sendo formados ou rompidos e quanto melhor a comunicação mais eficiente será o controle exercido sobre os hábitos.

O hipnotismo, definido como um estado de comunicação superior com a Mente Subconsciente, está dividido em duas categorias básicas: hipnotismo clássico e auto-hipnotismo. No hipnotismo clássico a Mente Consciente de uma pessoa estabelece comunicação com a Mente Subconsciente de outra pessoa. No auto-hipnotismo a Mente Consciente de uma pessoa estabelece comunicação superior com sua própria Mente Subconsciente. Vamos considerar a natureza e os efeitos de cada um desses tipos de hipnotismo.

No tipo clássico de hipnotismo, o hipnotizador induz a pessoa a se colocar em um estado mentalmente passivo. O hipnotizador, então, pega a cabeça do Corpo Vital da pessoa para separá-la da cabeça do Corpo Denso da mesma pessoa, de modo que a cabeça do Corpo Vital fica enrolada ao redor do pescoço. A ligação entre o Ego da pessoa e o Corpo Denso é, então, separada e os veículos superiores se retraem. O Éter do Corpo Vital do hipnotizador reside agora na cabeça física densa da pessoa e dá ao hipnotizador acesso direto a Mente Subconsciente da pessoa. O hipnotizador pode, agora, obter informação ou dar ordens como desejar. Mesmo depois que a pessoa acorde do transe hipnótico algum Éter do Corpo Vital do hipnotizador ainda permanece na cabeça da pessoa, de modo que pelo resto da vida terrena desta pessoa, ou até que o hipnotizador morra, este terá algum controle sobre esta pessoa.

O hipnotizador clássico tem sido usado, indubitavelmente, por pessoas inescrupulosas, desejosas de adquirir poder sobre outras por objetivos egoístas. Tem sido usado para divertir e maravilhar pessoas em “shows”, mas tem sido usado, também, por outros que tentam conseguir algum bem por meio dele. Os médicos, por exemplo, tem o hipnotismo para aliviar dores de pacientes de maneira a diminuir a necessidade de drogas. Foi descoberto que o alívio da dor pode durar não só durante o transe hipnótico da pessoa, mas também depois de despertado. Foram desenvolvidas experiências nas quais o hipnotismo foi usado para ajudar a obter a cura de doenças. Nestes casos usa-se a teoria de que o estado mental da pessoa é um fator causador de doença e que suspendendo, interrompendo a ação da Mente Consciente da pessoa, o processo de cura ocorre. A hipnose clássica tem sido usada, também, para curar pessoas com maus hábitos como fumar e beber.

Quando observado sob um ponto de vista de curto alcance, o hipnotismo clássico, usado por médicos bem-intencionados, parece ter efeitos benéficos. Mas, por mais bem intencionados que eles sejam, os efeitos de longo alcance do hipnotismo clássico não são bons. Como é de nosso conhecimento, através de nosso estudo dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, o objetivo da vida é a evolução da alma. No início de cada vida terrena, os Anjos ajudam cada Ego a iniciar o caminho pela vida ao longo do qual ele irá encontrar as privações e tentações que tanto precisa para aprender a enfrentar e vencer as dificuldades da vida, desenvolvendo sua alma. Quando um Ego encontra dor e doença, se estas são aliviadas ou curadas por meio do hipnotismo clássico, o Ego não o desenvolveu, dentro de sua própria alma, as forças para superar a situação. Ao contrário, a vontade do hipnotizador é que foi usada para transpor a situação. Assim, o Ego da pessoa não alcançou o desenvolvimento da alma que a dor e a doença deveriam ter proporcionado, e o Ego terá que enfrentar semelhante dor ou doença em algum momento futuro. Do mesmo modo, quando o hipnotismo clássico é usado para superar maus hábitos é a vontade do hipnotizador que venceu este hábito e, portanto, o Ego da pessoa terá a mesma fraqueza quando renascer em sua próxima vida na Terra. Terá, então, que lutar novamente com o problema até que desenvolva a força interior para superá-lo. Talvez um problema muito mais sério, inerente ao uso do hipnotismo clássico, é o de que é um pecado contra o Espírito Santo. O Espírito Santo, como um foco do princípio criador na natureza, se expressa por meio de órgãos reprodutivos para criar novos Corpos e por meio do cérebro, para criar novos pensamentos.

Quando alguém se deixa hipnotizar cessa de ser seu próprio dono e perde sua faculdade de pensar independentemente. A partir do momento que o hipnotizador interfere na faculdade criativa do pensamento, uma faculdade que é uma expressão direta do Espírito Santo, esta pessoa está, consequentemente, cometendo um pecado contra o Espírito Santo.

Contrastando com isto, o auto-hipnotismo pode ser descrito como um processo no qual uma pessoa coloca sua Mente Consciente em comunicação com sua própria Mente Subconsciente. Descobriu-se, através de experiências, que quando a frequência da onda do cérebro é reduzida para menos de 14 ciclos por segundo, esta comunicação pode ser alcançada. A frequência da onda do cérebro, naturalmente, cai para menos de 14 ciclos por segundo durante o sono, mas aprendendo a relaxar, sem adormecer, é possível alcançar essa frequência acima mencionada estando consciente e tendo o completo controle da Mente Consciente. Assim, a Mente Consciente pode reaver memórias da Mente Subconsciente ou pode dirigir a Mente Subconsciente a agir de determinadas maneiras. Deste modo, hábitos podem ser formados, interrompidos ou cessados e a Mente Subconsciente pode ser dirigida para ajudar no processo de cura.

Ao contrário do método utilizado no hipnotismo clássico, o Ego, ao usar sempre o auto-hipnotismo, mantém total controle de sua Mente Consciente. Além disso, a Ego está usando sua própria vontade e forças geradas de seu interior para enfrentar e superar seus problemas. O uso do auto-hipnotismo para ajudar a superar maus hábitos ou auxiliar no processo de cura, portanto, não traz só benefícios imediatos, mas também benefícios duradouros.

Problemas assim superados não terão que ser enfrentados novamente. O auto-hipnotismo, na verdade, pode aumentar a capacidade do Ego de agir criativamente por meio de seus Corpos. Muitas pessoas querem fazer muitas coisas, mas são incapazes, devido a alguma falta de controle físico ou emocional. Por exemplo, um pianista pode não ter controle muscular para executar uma peça musical difícil, ou um orador pode ficar muito nervoso para fazer um discurso. Usando a auto-hipnose, a Mente Consciente pode programar a Mente Subconsciente para dirigir a execução da peça musical ao piano e para manter o orador calmo durante o discurso.

A criatividade mental, também, pode ser aumentada por auto-hipnotismo. A Mente Subconsciente geralmente tem acesso a soluções de problemas que a Mente Consciente tem tentado resolver. Assim, se a Mente Consciente (quando há um problema) se põe em contato com a Mente Subconsciente, a solução pode ser encontrada. Newton descobriu a Lei da gravidade enquanto descansava debaixo de uma macieira e, igualmente, Albert Einstein descobriu suas ideias revolucionárias sobre espaço e tempo num dia em que descansava na cama devido a uma doença.

Concluindo, podemos dizer que o hipnotismo clássico, qualquer que seja sua intenção ou a maneira de ser usado, não é aconselhável; mas o auto-hipnotismo pode ser usado com resultados benéficos.

(Revista  ‘Serviço Rosacruz’ – por de Elsa M. Glover – 09/82 – Fraternidade Rosacruz – SP)

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A Quem serve o progresso

A Quem serve o progresso

Salta aos olhos, até do observador menos atento, o decaimento da qualidade de vida, mormente nos grandes centros urbanos. Caso esse processo não seja detido a tempo, suas consequências tornar-se-ão simplesmente catastróficas.

Atualmente, nossas esperanças se voltam para os ecólogos, cujo esforço no sentido de amenizar esse quadro desalentador, merece o apoio de todo cidadão responsável. Essa luta vai lenta, mas seguramente encontrando receptividade em todos os segmentos sociais e culturais.

Inclusive, algumas filosofias espiritualistas já se manifestam a respeito, procurando exortar as pessoas a procurarem alimentação e vidas naturais como um caminho que conduz a um perfeito equilíbrio.

Somos admiradores do progresso, porém, mantendo sempre uma visão crítica a respeito. Há progresso e “progresso”. É necessário submeter todas as suas manifestações a um crivo inteligente.

A princípio, todo progresso é desejável, isto dentro de sua conceituação mais corriqueira, usual ou convencional. O bom senso, entretanto, obriga-nos a analisá-lo sob múltiplos aspectos, além daqueles de ordem material e imediatista.

Quando falamos ou pensamos em progresso, convém sempre perguntar: “A quem ou a quantos ele serve? “. A todos, indistintamente, ou a uma minoria privilegiada? Se apenas alguns são beneficiados, então, suspeite-se dele. É lógico que nem todos têm acesso aos frutos do progresso ao mesmo tempo, contudo, é mister que pelo menos tenham a esperança de mais tempo menos tempo poderem desfrutá-lo.

A tecnologia atingiu, em nossos dias, um estágio admirável. Isso deve ser motivo de regozijo, porque representa a utilização de uma das notáveis faculdades do ser humano, a inteligência. Além disso, veio trazer mais conforto à humanidade, encurtando distâncias, promovendo um maior intercâmbio entre os povos, etc.

Todavia, diante dos quadros que nos são dados a ver e conhecer diariamente, julgamos ser preciso voltar, agora, nossas esperanças, não para a tecnologia, mas para a regeneração do ser humano. Isso porque o emprego pervertido, egoísta e competitivo da tecnologia, vem se tornando insustentável. Até algumas décadas atrás, a euforia com o avanço científico chegava ao seu auge. Hoje, entretanto, já não se lhe deposita tanta confiança. A fé cega que depositávamos na ciência e na tecnologia para solucionar nossos problemas foi abalada até às raízes após o lançamento da bomba atômica sobre Hiroshima.

Nas décadas mais recentes, as pessoas mais esclarecidas e conscientes passaram a preocupar-se mais com esses problemas. A extinção gradativa de espécimes que enriquecem a fauna e a flora, através dos processos de desmatamento, da caça impiedosa, da degradação do ambiente natural, causada pela poluição atmosférica e hídrica, não pode passar despercebida pela consciência dos seres humanos bem-intencionados. Há que reagir a esse estado de coisas.

Felizmente têm surgido vozes corajosas e idealistas defendendo a preservação da VIDA em nosso Planeta. São pessoas dotadas de uma visão ampla da unidade da vida.

Para elas, o ser humano em vez de Senhor da Criação é apenas uma parte integrante da natureza. Não procura dominá-la ou explorá-la, mas sim harmonizar-se com ela.

Lembro-me neste instante de uma placa escrita no sítio Recanto das Aves: “Aqui os Animais, as Águas e as Árvores são Reis”.

Esses idealistas, apesar da indiferença e omissão de muitos, ainda assim estão encontrando simpatia e até adesão em toda parte. Os órgãos de comunicação estão colaborando nessa campanha de esclarecimentos.

O mundo necessita de um contingente de pessoas com essa visão e capacidade de agir, suficientemente amadurecidos, para sobreporem-se às divergências religiosas e ideológicas, numa busca imparcial da melhoria da qualidade de vida.

Uma bela imagem desse tipo de ser humano é a do tripulante da nave espacial Terra. Numa nave espacial, a colaboração entre os tripulantes no sentido de preservá-la e de usar racionalmente os recursos alimentícios e energéticos de que dispõem é imprescindível para o êxito de uma missão.

Os seres humanos deveriam imaginar-se como sendo astronautas, obrigados a manter sua nave em perfeitas condições de habitabilidade. Começariam aí a conscientizar-se de sua responsabilidade.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 05/82 – Fraternidade Rosacruz – SP)

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Os Ensinamentos Rosacruzes e a Iluminação do Aspirante

A literatura Rosacruz oferece-nos temas fascinantes para estudo e meditação. Max Heindel desvenda, principalmente no Conceito, com sabedoria e encanto as raízes metafisicas da evolução humana. Contém o fruto de profundas investigações ocultistas realizadas nos planos internos da Natureza. Mais do que isso, em cada letra vibra a alma do autor, um autêntico Apóstolo do Cristianismo nos tempos modernos.

Não obstante a diversidade de temas tratados na obra básica, entre eles subsiste a coerência, alinhavando-se numa unidade perfeita. E o que é mais admirável: cada obra aparenta ser uma extensão das outras. Em conjunto englobam as mais ousadas concepções da filosofia oculta.

Ao espírito acadêmico do século XX, sequioso de se elevar sobre as limitações do materialismo, os Ensinamentos Rosacruzes são uma dádiva dos céus. O grandioso plano do sistema filosófico e religioso em que se apoiam, conferem-lhes poder para esclarecer os mais intrincados problemas, atualmente afligindo a humanidade.

Os Ensinamentos Rosacruzes satisfazem plenamente a natureza intelectual dos povos ocidentais, podendo ser submetidos ao mais rigoroso crivo da lógica. Mas não foi essa a única intenção dos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, quando autorizaram sua divulgação ao público, no início deste século. Sancionados pelo intelecto há que encontrar ressonância no coração: eis porque foram disseminados.

O próprio Max Heindel revelou sua preocupação em que o Conceito Rosacruz do Cosmos deixasse de cumprir sua finalidade precípua, qual seja: a de tornar o ser humano um ser espiritualmente elevado.

Os encômios estampados nos mais famosos jornais da época, muito menos as expressões entusiásticas dos leitores, afastavam Max Heindel da realidade: de pouco valor seriam os Ensinamentos Rosacruzes, se lograssem apenas informar ou enriquecer cabedais de cultura, sem, entretanto, sensibilizar o íntimo de cada leitor. Isto, diante dos mais elevados objetivos da Ordem seria um fracasso lamentável.

Os Ensinamentos Rosacruzes, quando nas mãos de diletantes, constituem pérolas atiradas aos porcos. Infelizmente algumas pessoas são conduzidas às portas da Fraternidade por mero diletantismo intelectual, não lhes sobrando nenhuma motivação de ordem espiritual. Sua curiosidade superficial, entretanto, não lhes ensejará mais que tímidos passos na Senda. Buscam novidades. Mas, não há novidades: há verdades antigas em novas roupagens, em vestimentas desconhecidas do grande público. As novidades não se encontram em inusitadas formas de apresentação, exigidas pela época. A novidade está na constante descoberta interna daquilo que o estudante vai vivenciando. Isto, porém, requer “penetração”, além do estudo superficial. Os Ensinamentos da Rosacruz são práticos por excelência. Podem e devem ser empregados no cotidiano, transformando-se, mesmo, num estilo de vida. Mas, reconhecemos, não é uma tarefa das mais fáceis. Exige sacrifício, persistência e idealismo. Quantos estão dispostos a empreender tais esforços?

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 05/82 – Fraternidade Rosacruz – SP)

PorFraternidade Rosacruz de Campinas

Amor e Colaboração

Amor e Colaboração

A vida é inexpressiva e vazia se vivemos apenas para nós mesmos. Ela perde seu sentido maior se vivida introvertidamente. Segregar-se, não participar, é excluir-se da harmonia universal. Quem não colabora com o mundo aliena-se dele. Quem não ajuda a seu semelhante encontra-se afastado do sistema de leis suprafísicas que regem o progresso humano. No Universo só cresce, só se desenvolve quem ajuda, quem colabora, quem serve aos demais, consciente ou inconscientemente, mas sempre amorosa e desinteressadamente.

Dentro deste espírito, vez por outra esta revista dirige apelos aos estudantes, exortando-os a cooperar com a Fraternidade Rosacruz. Não o faz pela simples necessidade de ajuda na tarefa de disseminar os ensinamentos Rosacruzes. Não! É verdade que a Obra carece de um número maior de trabalhadores para alcançar maior expressão na comunidade. Ainda há muita coisa por ser feita. A consecução de seus elevados objetivos exige, a cada dia, maiores recursos materiais e humanos. A seara é imensa.

Não importa o grau de cultura: toda pessoa de boa-vontade encontra, na Fraternidade Rosacruz, setores onde possa empregar suas aptidões. Todos podem dar alguma coisa.

No transcurso de diversos renascimentos vimos aumentando nosso cabedal de conhecimentos, além de desenvolver qualidades. Temos acumulado, por meio de experiências as mais variadas, uma dose considerável de energia e capacidades. Cabe-nos, agindo de conformidade com as Leis Cósmicas dirigi-las a finalidades construtivas.

Somos, inerentemente, seres ativos, face ao princípio divino de MOÇÃO-ATIVIDADE – característica do Espírito Santo – palpitando em cada espírito. A inércia e inutilidade não existem na Natureza. Ao órgão que não se emprega não resta outro caminho senão o da atrofia.

Diariamente nossa capacidade de ação é testada nos mais variados desafios. São estímulos necessários. Quanto a isso não pode haver meio termo nem omissão: ou agimos construtivamente e progredimos ou paramos e retrocedemos. Eis aí o verdadeiro conceito de mocidade e velhice: no sentido interno quem desiste e para, morre para a existência, cuja finalidade é o desenvolvimento a graus ainda inconcebíveis para o entendimento humano, das faculdades herdadas do Criador.

O indivíduo consciente e sincero esforça-se ao máximo por harmonizar e aperfeiçoar tudo o que esteja ao seu alcance. Sabe muito bem que ao retardar o cumprimento de seu dever ou negligenciar suas tarefas, negligencia a si mesmo. Isto é válido para os indivíduos, como para as empresas e agrupamentos sociais.

Quanto mais produzem, construtiva e legitimamente, tanto mais crescem em todos os sentidos.

A Fraternidade Rosacruz constitui uma oportunidade de cooperação no sentido de erigir um mundo melhor. Sua tônica é servir. Todavia, requer-se uma corajosa disposição para trilhar o caminho do serviço. Os desafios surgem em momentos inesperados; caso o estudante não esteja alerta, poderá sentir abalado o seu idealismo. Trilhar essa vereda íngreme não é empresa das mais fáceis, mas espiritualmente é edificante. O estudante não raro poderá até perguntar-se se vale a pena tanto sacrifício. Fernando Pessoa, o grande poeta místico, responde:

“Valeu a pena?
Vale sempre a pena.
Se a alma não for pequena”.

 

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 07/82 – Fraternidade Rosacruz – SP)

PorFraternidade Rosacruz de Campinas

As Duas Faces do Conhecimento

As Duas Faces do Conhecimento

O conhecimento pode ser uma faca de dois gumes. Imprescindível ao nosso avanço em qualquer campo de atividade, se, todavia, for mal empregado atravancará nosso desenvolvimento. Pouco ou superficial, mesmo quando aplicado com a melhor das intenções, torna-se perigoso. Muito conhecimento, por outro lado, é conveniente apenas àqueles espíritos preparados para recebê-lo, caso contrário, dará à pessoa uma noção exagerada de sua importância e capacidade de influenciar os acontecimentos. Em si mesmo, não é bom nem mau.

O conhecimento é acessível a todos aqueles que, sinceramente, se devotam a sua busca. Em toda Natureza nota-se uma realização lenta e persistente precedendo o desenvolvimento superior. Isto se aplica ao conhecimento estritamente físico como ao dos mundos superiores. A pessoa que admite sua ignorância já deu o primeiro passo no caminho do conhecimento. Só podemos conhecer o superior quando compreendermos o inferior.

“Homem, conhece-te a ti mesmo”. Estas palavras estavam gravadas no frontispício do templo de Delfos na Grécia antiga, como uma lição e advertência. Para compreender o mundo que nos cerca temos de fazê-lo, primeiramente, com nós mesmos. Em assim agindo, conscientizar-nos-emos da verdade prática subjacente na chamada “regra de Ouro”: “Não fazer a outrem o que não desejamos que nos façam”.

O conhecimento total de qualquer assunto requer um estudo intensivo. Renascemos inúmeras vezes no Mundo Físico, entretanto, quem o conhece em toda a sua complexidade? Que dizer, então, dos mundos suprafísicos?
Obter conhecimento direto dos mundos superiores é particularmente difícil para a humanidade atual. É necessário querê-lo tão ardorosamente como uma pessoa que se afoga deseja respirar. Mas, não basta apenas querê-lo. Há outros requisitos necessários a sua obtenção.

O primeiro passo no caminho do conhecimento direto é a purificação dos veículos do espírito, tornando-os cada vez mais sensíveis. Os exercícios de Retrospecção e Concentração ministrados pela Fraternidade Rosacruz são importantes nesse processo, por abrirem vias de aperfeiçoamento de caráter e sensibilização.

O desenvolvimento do sexto sentido ou clarividência coloca-nos no umbral do conhecimento direto. São as primícias do trabalho realizado pelo Aspirante, ao longo de muitos anos ou, quiçá, de muitas vidas.

A aquisição do conhecimento encontra-se estreitamente relacionada com o Corpo Vital e tem, necessariamente, que se alimentar da vida fundamentalmente derivada de produtos do veículo etérico, ou seja, a força criadora e o sangue. Por esta razão, os ensinamentos rosacruzes sempre reiteram que todo desenvolvimento oculto principia pelo Corpo Vital.

Há muito que dizer a respeito do conhecimento. Mas, se queremos evidenciar uma lição moral a respeito do mesmo, podemos fazê-lo nestes termos: o conhecimento implica em grande responsabilidade, e a quem muito é dado, muito será exigido.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 02/82 – fraternidade Rosacruz – SP)

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