porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Espírito do Capitalismo quando temperado com a visão interna espiritual

O Espírito do Capitalismo quando temperado com a visão interna espiritual

Desde os tempos primitivos que, de uma ou de outra forma, o capitalismo existe. Encontramos mercadores e negociantes em todas as partes do mundo, durante todos os estágios da história da humanidade. Através dos tempos tem até existido cidades e vilas que foram construídas em função do sistema capitalista. Porém, nunca o capitalismo desenvolveu-se tanto como atualmente no mundo ocidental.

O capitalismo de hoje em dia é único; não pode e não deve ser comparado com as anteriores formas de capitalismo.

O capitalismo, numa larga escala, emergiu da Idade Média para a história moderna, após sofrer uma transformação. O sistema capitalista, que era inicialmente um ideal, foi adulterado até ao seu presente estado por um mundo que renunciou a Deus e esqueceu a liberdade humana.
Desde os primórdios a religião desempenhou o principal papel na vida cotidiana do ser humano. Qualquer influência que o capitalismo possa ter tido no indivíduo, desde os primeiros tempos até fins da Idade Média, foi sempre subordinada a influência que nele tinha a religião. Por outro lado, o sistema capitalista de hoje não está subordinado a quaisquer ideais religiosos. Na realidade, o sistema capitalista atual não mantém mais os ideais nos quais foi moldado, no início do período da Reforma. O capitalismo moderno tem sido usado como um instrumento contra a iluminação espiritual do ser humano. O capitalismo, no começo da Reforma, era baseado nos ideais de honestidade, frugalidade, diligência, sobriedade e prudência (para citar alguns), mas no mundo atual estes ideais foram substituídos pela cupidez.

A cupidez, devemos salientar, não é apanágio do sistema capitalista. Exemplos de cobiça podem ser encontrados em todos os credos e em todas as nações; foram, na sua maior parte, exemplos individuais de avidez. Porém, em nenhum tempo, a cobiça foi tão predominante, tão disseminada, tão tolerada e adotada como hoje. “Enriquecei-vos” parece ser o grito de batalha do dia. Este cupidez tão predominante no sistema capitalista moderno existe, principalmente, em virtude das tão disseminadas ideias materialistas adotadas atualmente.

Tem havido muitos que reconheceram a avidez e o egoísmo prevalecentes no sistema capitalista atual e tentaram mudá-lo. Muitos, nessa tentativa, voltaram-se para o socialismo, comunismo ou até o fascismo e muitos que adotaram estes sistemas ficaram desapontados, pois, são também sustentados pelo materialismo e, assim, servem como bons exemplos de cobiça. Estes sistemas não estão isentos de cupidez e egoísmo, mas, o que é pior, negam os únicos ideais que podem salvar o ser humano: Deus e a liberdade individual.

O materialismo é o nosso inimigo verdadeiro, que tem estado escondido e trabalhando através do nosso sistema capitalista. O ser humano, através dos seus desejos egoístas, tomou-se um escravo do materialismo e só quando obtiver controle sobre seus desejos, pode libertar-se de sua dependência material. Só quando retornar para Deus, ele será libertado. Temos que devolver ao capitalismo os ideais que, em certa época manteve. Devemos retomar a uma vida orientada espiritualmente e a ela subordinar, novamente, os objetivos materiais.

Para compreendermos melhor como chegamos à nossa maneira de ser capitalista atual devemos olhar para trás, até a Idade Média.

IDADE MÉDIA
As sementes do moderno capitalismo foram, pela primeira vez, semeadas na Idade Média. Estas não eram as sementes do interesse, dos salários, trabalho, rendas ou capital; eram as sementes dos princípios econômicos que afinal desenvolveram-se até chegar à filosófica materialista de hoje.

Durante a Idade Média, as considerações espirituais tornaram-se subordinadas aos interesses econômicos. Este processo foi lento, demorando vários anos e não se completou sem lutas. Estas lutas envolviam interesses das pessoas de negócios, da Igreja e do Estado. Em muitos casos, a Igreja adaptou os seus ensinamentos às realidades econômicas da época e aquelas poucas figuras religiosas que se opuseram às, então, correntes, práticas feudais e mercantis, foram silenciadas peto tempo.

Porém, as suas críticas eram tão relevantes então, como são hoje. R. H. Tawney, no seu livro “Religion and the rise of capitalism” (A religião e a ascensão do capitalismo), salienta a ideia em que se insistiu na Idade Média de “que a sociedade é um organismo espiritual e não uma máquina econômica…”.

Tawney também salienta “que os interesses econômicos estão subordinados à verdadeira finalidade da vida, que é a salvação, e que a conduta econômica é um aspecto da conduta pessoal, na qual estão ligadas as regras da moral”.

A razão porque não se enraizaram estes ideais, deve ser atribuída a cegueira espiritual do ser humano. O capitalismo é um simples instrumento, não um fim em si mesmo. Numa sociedade materialista, o capitalismo é destruidor da capacidade de crescimento espiritual do ser humano. O capitalismo temperado com a visão interna espiritual permite ao indivíduo a liberdade de desenvolver até ao mais alto grau, as suas potencialidades divinas. A chave para o desenvolvimento espiritual é a liberdade e o altruísmo. A luta do ser humano contra as forças do materialismo falharão hoje, como falharam na Idade Média, a menos que o ser humano desenvolva a sua visão interna espiritual. Durante a Idade Média o ser humano foi confrontado com a “a corrupção notória das autoridades eclesiásticas, que pregavam a renúncia, e, por outro lado, davam lições de cupidez” – Tawney.

(Revista Serviço Rosacruz – 01/80 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Unicidade: vencendo todo o sentimento de oposição entre o mundo – ou “os outros” – e você próprio

Unicidade: vencendo todo o sentimento de oposição entre o mundo – ou “os outros” – e você próprio

O ser humano não seria um indivíduo se, em determinada altura de sua jornada evolucional, ele não sentisse ser ele próprio, um indivíduo separado dos outros indivíduos. Porém, ele não será um ser humano, no mais alto sentido da palavra, até que aprenda a transformar esta sensação de isolamento numa nova sensação de unicidade com o Universo como um Todo.

Ângelus Silésius, um místico cujos comentários sobre o nascimento de Cristo dentro de nós devem ser familiares a todos os estudantes dos escritos de Max Heindel e sendo um ser dotado de percepção sensorial, ensinou ao longo destas concepções que o ser humano é uma entidade no meio de outras entidades e seus órgãos sensoriais trazem-lhe informações de que existem, no tempo e no espaço, coisas que parecem estar fora dele. Todavia, quando o Espírito fala no ser humano não existem mais “dentro” ou “fora” e “antes” ou “depois”. Espaço, tempo e separatividade dissipam-se na contemplação do que Silésius chamava de “O Todo Espiritual”.

É neste ponto, disse Silésius, que “o mundo não te restringe; tu próprio és o mundo que te limita… tão fortemente em fronteiras de cativeiro. O ser humano não atinge a perfeita bem aventurança até que a Unidade tenha absorvido a diversidade ou o não eu”.

O pináculo do ser é atingido quando uma pessoa aprende a considerar-se mais do que o seu individual “Eu” e vence todo o sentimento de oposição entre o mundo – ou “os outros” – e ele próprio. Então uma vida superior começa para ele. Ele aniquilou tudo que dentro dele é arbitrário, individualista e que procura o interesse próprio. Ele sente, desde então, a irresistível obrigação de atuar duma forma que seja necessária para o todo. O seu senso de responsabilidade moral cresce muito além do que tinha sido no seu estado de separatividade. O ser humano integral, agora uno com Deus e o Cosmos, faz tudo para o bem do Todo, porque ele sabe que fazer de outro modo, seria retirar a sua contribuição do bem estar universal.

(Revista Serviço Rosacruz – 05/80 – Fraternidade Rosacruz – SP)

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Altruísmo: desenvolvimento pelo controle da circulação do sangue

Altruísmo – desenvolvimento pelo controle da circulação do sangue. O Altruísmo substituirá o patriotismo. O egoísmo vai sendo corroído lenta mais seguramente pelo Altruísmo.
Sob a continuidade do impacto do amor de Deus, dentro do ser humano, se desperta e aumenta a potência da força de igual natureza, o Altruísmo.
É gratificante constatarmos a prática do altruísmo e quanto este, para dignificação da humanidade, vem aumentando.

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Alquimista: profundos estudantes da ciência oculta superior

Alquimista – profundos estudantes da ciência oculta superior. É crença popular que o objetivo dos seus estudos e experiências era transmutar os metais inferiores em ouro.

Essa representação simbólica foi escolhida para encobrir seu verdadeiro trabalho, a transmutação da natureza inferior em espírito. Foi descrita desse modo para evitar as suspeitas dos zelosos sacerdotes, e para não caírem em mentira.

É certa a afirmação de que os Rosacruzes formavam uma sociedade dedicada à descoberta e ao uso da fórmula para fazer a “Pedra Filosofal”. Muitas pessoas tiveram em suas mãos, e ainda tem frequentemente, essa maravilhosa pedra. É muito comum, mas não têm nenhum valor a não ser para o indivíduo que a prepara por si mesmo.

A fórmula obtém-se do treinamento oculto, não sendo os Rosacruzes, a tal respeito, diferentes dos ocultistas de qualquer outra escola. Todos estão dedicados à construção da cobiçada pedra. Cada um emprega seus próprios métodos. Não havendo dois indivíduos iguais, o trabalho eficaz, na esfera de ação de cada um, é sempre individual.

Christian Rosen Kreu trabalhou com os alquimistas séculos antes do advento da ciência moderna.

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Alma: produto espiritualizado do Corpo

Alma – Durante a vida o tríplice Espírito, o Ego, trabalha sobre e no Corpo Tríplice ao qual está ligado pelo elo da Mente. Este trabalho traz à existência a Tríplice Alma. A Alma é, pois, o produto espiritualizado do Corpo. A tríplice Alma, por sua vez, amplia a consciência do tríplice Espírito.

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RECEITA – Pão com Arroz Integral

PÃO COM ARROZ INTEGRAL

  • Ingredientes:

 

  • 1 xícara (chá) de arroaz integral deixado de molho por 4hs.
  • 4 ovos
  • 2 iogurtes desnatados
  • 1/2 xícara (chá) de azeite
  • 1 colher (chá) de sal
  • 1 colher (sopa) de fermento químico

 

Modo de preparo:

 

  • Bata todos os ingredientes no liquidificador.
  • Unte uma forma grande e coloque a mistura.
  • Leve ao forno a 180° entre 20 e 25 minutos ou até dourar.
  • (Ele não cresce muito)
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Autoconhecimento: a única maneira de compreendemos o mundo que nos rodeia

Autoconhecimento: a única maneira de compreendemos o mundo que nos rodeia

 

O princípio do autoconhecimento anuncia a chegada do princípio do auto despertar. Místicos como Meister Eckart (N.R.: frade dominicano, reconhecido por sua obra como teólogo e filósofo e por seu misticismo. Ele é considerado como um dos grandes símbolos do espírito intelectual da idade média) e Angelus Silesius (N.R.: Pseudônimo de Johannes Scheffler (1624-1667), poeta, Místico cristão, filósofo, médico, poeta, jurista Germânico) e filósofos como Platão e Goethe examinaram com todo o cuidado o problema do autoconhecimento. De forma geral concluíram que um aumento de cuidados e autoconhecimento é paralelo com um aumento da compreensão da unicidade da vida e da unidade de tudo. Quanto mais claramente nos conhecemos a nos próprios, mais claramente compreendemos o mundo que nos rodeia e vice- versa.

 

O mundo exterior existe para nós, na medida em que se comunica com a nossa consciência ou, mais exatamente, na medida em que nossa consciência esteja preparada para compreendê-lo. Exatamente como o acesso a todos os livros do mundo, não será de nenhuma valia, se não soubermos lê-los, assim, também, não poderemos compreender a mensagem de algo externo a nós, a menos que tenhamos desenvolvido dentro de nós a habilidade para compreender a sua “linguagem”.

 

Uma vez que tenhamos aprendido a “linguagem” de qualquer coisa ou faceta externa que desejamos compreender, estaremos aptos a recebê-la e absorvê-la dentro de nós. Então, se realmente estamos “vigilantes e sensíveis”, ela pode tornar-se, literalmente, uma parte de nós. O conhecimento, então, não provém tanto das coisas observadas, como do observador. As cores existem em tudo que vemos, mas não podem transmitir ao olho nada que nele não exista. Ao contrário, o olho é que deve reconhecer qual a cor observada.

 

(Revista Serviço Rosacruz 05/80 – Fraternidade Rosacruz – SP)

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Alimento: o alimento de um ser humano é veneno para outro

Alimento – Todos os bois pastam erva e todos os leões comem carne, mas “aquilo que é alimento para um ser humano pode ser veneno para outro”. Isto é mais uma ilustração da absoluta influência do Espírito-Grupo. Tal influência contrasta com a do Ego, que faz cada ser humano necessitar de uma porção de alimento diferente da que precisa outro. Os mais puros e melhores alimentos têm suas partículas envolvidas por Éter planetário e matéria de desejos mais pura. Se eles forem empregados na construção do Corpo Denso, purificam e melhoram todos aqueles Corpos.

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Alento: “nephesh” em hebraico

Alento: “nephesh” em hebraico, é o mesmo no ser humano e no animal. Isto se pode demonstrar mesmo àqueles que se baseiam firmemente na autoridade da Bíblia. Segundo Capítulo do Gênesis: “Então, Jeová formou o ser humano do barro da Terra e soprou suas narinas o alento (nephesh) e o ser humano converteu-se em uma criatura que respirava (nephesh chayim)”.

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Água: o elemento Água só foi acrescentada nesse Esquema de Evolução no Período Lunar

Água – Até a Época Atlante só a água fora usada como bebida nas cerimônias e serviços do Templo. O elemento Água só foi acrescentada nesse Esquema de Evolução no Período Lunar. A antiga Atlântida diferia do mundo atual em muitas coisas; a maior diferença estava na constituição da atmosfera e da água daquela época. A água não era tão densa como agora, continha maior proporção de ar. A atmosfera da Atlântida, nebulosa e pesada, tinha muita água em suspensão.

Lembremos que a Água é o grande dissolvente.

 

 

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