PANQUECA RÁPIDA DE AVEIA
INGREDIENTES:
MODO DE PREPARO:
É ótima para o lanche da tarde ou mesmo no café da manhã.
Peculiaridades do Éter
O investigador ocultista verifica que o ÉTER apresenta graus de densidade, a saber: Éter Químico, Éter de Vida, Éter Luminoso e Éter Refletor.
O Éter Químico é o meio de expressão das forças que promovem a ASSIMILAÇÃO, o crescimento e a manutenção da forma (e a excreção).
O Éter de Vida é o plano de manifestação das forças que são ativas na PROPAGAÇÃO, ou seja, na construção de novas formas.
O Éter Luminoso transmite poder motriz do Sol ao longo dos vários nervos dos corpos “vivos”, e torna possível o movimento.
O Éter Refletor recebe a impressão das imagens de tudo o que existe, vive e se move. Grava, também, todas as variações, de modo semelhante ao filme de uma câmara cinematográfica. Nesse “registro” os médiuns e psicômetras podem ler o passado, baseados no mesmo princípio em que, sob condições adequadas, os filmes são reproduzidos uma e outra vez.
Temos falado do Éter como um meio, ou caminho, de forças, palavras que não transmitem um significado exato para as Mentes em geral. Mas, para um investigador ocultista as forças não são apenas nomes, tais como: vapor, eletricidade, etc. Ele os percebe como seres inteligentes, de diferentes graus, sejam sub ou supra-humanos. O que nós chamamos “Leis da Natureza” são Grandes Inteligências que guiam seres menos evoluídos, de acordo com certas regras destinadas a adiantar evolução deles.
Na Idade Média, quando ainda havia muitas pessoas dotadas de clarividência “negativa”, falava-se de Gnomos, Duendes e Fadas, que vagavam pelas montanhas e pelos bosques. Esses seres são os “espíritos da terra”. Também se falava das Ondinas, ou espíritos da água, que habitavam os rios e os arroios; dos Silfos que habitavam as névoas dos vales e pântanos, como espíritos do ar; mas pouco se falava das Salamandras, pois são espírito do fogo, não sendo, portanto, tão facilmente descobertas ou acessíveis à maioria das pessoas. As antigas lendas são agora consideradas como superstições, mas, não obstante, uma pessoa dotada de visão Etérica pode mesmo perceber os pequenos Gnomos depositando a verde clorofila nas folhas das plantas, e dando às flores as múltiplas e delicadas tonalidades de cores. Os cientistas tentaram uma vez ou outra dar-nos uma explicação adequada do fenômeno do vento e da tormenta. Mas falharam, e não o conseguirão enquanto procurarem uma explicação mecânica para aquilo que realmente é uma manifestação da Vida. Se fossem capazes de perceber as hostes de Silfos voando de um lado para o outro, “saberiam” quem e quais são os elementos responsáveis pela inconstância do vento; se pudessem observar uma tempestade marítima por meio da Visão etérica perceberiam que a frase: “luta dos elementos” não é uma frase vazia, porque o mar é verdadeiramente um campo de batalha dos Silfos e Ondinas. O ulular da tempestade é o “grito de guerra” dos espíritos do ar. Também as Salamandras se encontram por toda a parte e não há nenhum fogo que possa ser aceso independentemente de seu auxílio. São mais ativas ocultamente, no interior da Terra, tornando-se responsáveis pelas explosões e erupções vulcânicas. As classes de seres que acabamos de mencionar ainda são “sub-humanas”, mas dentro de algum tempo alcançarão um estado evolutivo correspondente ao humano, embora sob circunstancias diferentes das que agora servem para o nosso desenvolvimento. Mas, presentemente, essas maravilhosas inteligências, que nós chamamos “leis da Natureza”, dirigem os exércitos das entidades menos desenvolvidas. Para chegar a melhor compreensão do que são esses diferentes seres, e sua relação conosco, exemplifiquemos: suponhamos que um mecânico esteja construindo uma máquina, e a seu lado um cão o observa. O cão vê o ser humano em seu trabalho e o modo como usa suas diversas ferramentas para dar forma a matéria, e também como a máquina vai lentamente tomando forma, com o emprego dos rudes metais: ferro e aço, latão e outros. O cão é um ser de uma evolução inferior, e não compreende a intenção do mecânico, mas não obstante vê tanto o trabalhador como seu trabalho e o resultado que se apresenta como a máquina. Suponhamos agora que o cão fosse capaz de ver os materiais que lentamente vão mudando de forma, juntar-se e converterem-se numa máquina, mas não pudesse perceber o trabalhador, nem a atividade por ele desenvolvida. Nesse caso, o cão estaria, em relação ao mecânico, em situação idêntica à nossa em relação às grandes inteligências que chamamos “Leis da Natureza” e seus auxiliares, os “espíritos da natureza”.
Nós vemos as manifestações dos seus trabalhos como FORÇA que move matéria de distintas maneiras, mas sempre sob Condições Imutáveis.
No Éter também podemos observar os “Anjos”, cujos corpos mais densos são feitos desse material, assim como o nosso corpo físico é formado de gases, líquidos e sólidos. Esses Seres estão um passo além do estado humano, assim como nós estamos um grau mais avançados sobre a evolução animal. Todavia, nós nunca fomos animais semelhantes aos da atual fauna, mas, em um estado anterior no desenvolvimento do nosso planeta, tivemos uma constituição semelhante à do animal. Naquela ocasião os Anjos passaram pelo estágio “humano”, se bem nunca possuíssem um Corpo Denso como o nosso, nem funcionaram em matéria mais densa do que a Etérica. Algum dia, numa condição futura, a Terra tornar-se-á novamente Etérica; então o ser humano será “semelhante” aos Anjos. Por isso a Bíblia nos diz que o ser humano foi feito “um pouco inferior aos Anjos” (Hb 2:7).
Como o Éter é a passagem das forças vitais e criadoras, e os Anjos são peritos construtores utilizando esse elemento, podemos facilmente compreender que estão exatamente capacitados para ser os protetores das forças propagadoras nos vegetais, no animal e no ser humano. Em toda a Bíblia encontramos os Anjos sendo encarregados desse serviço: dois Anjos se aproximaram de Abraão e lhe anunciaram o nascimento de Isaac; “prometeram” um filho ao homem obediente a Deus. Depois, esses mesmos Anjos destruíram Sodoma “pelo abuso da força criadora” que ali se incorria. Anjos também anunciaram aos Pais de Samuel e de Sansão o nascimento daqueles gigantes do cérebro e dos músculos. À Isabel apareceu o Anjo (não Arcanjo) Gabriel e anunciou-lhe o nascimento de João, e depois apareceu também a Maria com a mensagem de que ela havia sido eleita para conceber a Jesus.
(Revista Serviço Rosacruz – 03/78 – Fraternidade Rosacruz – SP)
Trabalhando em Harmonia com a Lei
O maravilhoso Poder de Deus, quando uma condição específica se põe a Seu cuidado, já foi comprovado inúmeras vezes. Muitas pessoas creem inabalavelmente nessa verdade porque a testemunharam. Também, se desejamos ser curados de alguma enfermidade, requer-se nossa colaboração para tornarmo-nos merecedores dessa graça.
A fé é indispensável. É o primeiro requisito. Ela deve significar, no edifício da vida, um alicerce seguro, mais sólido do que qualquer granito. A fé consiste na resignação à dor, no sol interno capaz de iluminar a noite escura e profunda das incertezas e da dúvida. Significa estar mais próximo da Divindade do que de nós mesmos, porquanto compreende confiança, humildade e o doce anseio de ser atendido e amparado.
Assim mesmo, é igualmente importante nossa boa vontade para corrigir hábitos arraigados em nosso ser, hábitos esses sempre prontos a retardar a ajuda. Quando alguém procede mal, quando sua vida fracassa, é porque não tem forças para fazer frente a seus problemas. É uma atitude de grande valor moral fazer valer as boas inclinações, ajudando a alguma pessoa necessitada, perdoar uma ofensa, mas sem esperar benefícios em troca. Dessa forma, trabalhando em harmonia com o Universo, aprenderemos também a nos renovar moral e espiritualmente.
Ganhamos energias pondo-nos em sintonia com as forças espirituais.
É de supor-se que quem busca a cura de suas enfermidades está disposto a fazer o possível para colaborar no amoroso trabalho do nosso Pai Celestial. Portanto, se nos negarmos reiteradamente a fazê-lo estaremos sempre perseguindo objetivos contrários aos do Universo, inclusive opostos aos do nosso ser mais íntimo. Todos possuímos não só a capacidade de nos comportar eticamente bem, como a íntima necessidade de fazê-lo. E quem ceda com razoável frequência às suas tendências ao bem, não necessitará, certamente, buscar a autor renovação: esta chegará automaticamente a ele.
Todos nós já tivemos, alguma vez, provas do amor protetor de Deus. Deixemos, pois, que essa Presença interna seja o guia das nossas decisões e atos para, assim, trabalharmos em harmonia com a Grande Lei. Dessa forma atrairemos as pessoas e situações capazes de contribuir para o nosso crescimento espiritual, além do que nosso estado de saúde será um reflexo dessa harmonia.
E agora, em relação ao acima exposto, vem-nos à Mente o pernicioso hábito de fumar. Sabemos que ao eliminá-lo beneficiaremos nosso Corpo Denso. Além disso, a força de vontade posta em ação para dominar o hábito contribuirá decisivamente para o nosso desenvolvimento espiritual.
Por outro lado, se o paciente não coopera nesse aspecto, os Auxiliares Invisíveis ver-se-ão frustrados em seu trabalho, pois as toxinas do tabaco inaladas diariamente anulam o que eles realizam durante a noite. Por essa razão devemos envidar os maiores esforços por manter-nos firmes e constantes em nossa determinação de continuar lutando até vencer a difícil batalha da vida.
(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 02/85 – Fraternidade Rosacruz – SP)
Oitava e Nona Bem-Aventuranças
“Felizes os que forem perseguidos por causa da perfeição, porque deles é o Reino dos Céus. Felizes sois quando vos injuriarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Alegrai-vos e exultai, porque é grande vosso prêmio nos céus, pois assim perseguiram aos profetas que existiram antes de vós” (Mt 5:10-12).
“Felizes sois, quando os homens vos odiarem e quando vos excomungarem, vos ultrajarem e rejeitarem vosso nome como indigno, por causa do Filho do Homem: alegrai-vos e exultai nesse dia, pois grande é vosso prêmio no céu, porque assim seus pais (deles) fizeram aos profetas”. “Mas ai de vós quando vos louvarem os homens, porque assim seus pais (deles) fizeram aos falsos profetas” (Lc 6:22,23,26).
As sete primeiras bem-aventuranças, anteriormente expostas, representam sete passos definidos na cristificação do ser humano. São os meios para a criação religar-se à sua Fonte, como disse São Paulo: “Até que todos cheguemos à unidade da convicção e do pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem perfeito, a medida da estatura da plenitude de Cristo” (Ef 4:13).
Essas duas últimas, 8ª e 9ª bem-aventuranças, representam as PROVAS indispensáveis para CONFIRMAR as sete primeiras. Serve de TESTE à legitimidade da evolução alcançada nos sete primeiros passos.
Se o candidato falhar nessas duas últimas bem-aventuranças, deverá voltar e REVIVER as sete primeiras, porque será “sinal” inequívoco de fracasso em um ou mais dos sete passos essenciais. Daí a necessidade de analisarmos cuidadosamente o sentido desses dois passos finais.
São Lucas inclui em seu método místico esse arremate, terminando por uma condenação (versículo 26) ou advertência, à tentação da personalidade aceitar falsa honra. O que a maioria aprova, quase sempre não é o melhor.
Confrontemos os dois sinóticos:
São Mateus fala de perseguição, injúria e mentira.
São Lucas refere-se a ódio, excomunhão, ultraje, rejeição e indignidade.
Que significa tudo isso? É preciso ter muito cuidado com as palavras porque podemos atribuir-lhes sentidos falsos. A personalidade falsa, em nós, é multo hábil para justificar-se e guardar o seu prestígio. Há sempre uma grande dificuldade para admitirmos imparcialmente as próprias falhas, justificando-as com eufemismos curiosos, no esforço de “sermos bem vistos pelos seres humanos”. O trecho é claro: o que se faz contra o Eu real, o que fere os interesses superiores da Essência humana. Somos simples aspirantes, pessoas comuns ainda. É preciso cautela para não nos incluir entre os “justos”. As reações desagradáveis que provocamos nos demais têm, quase sempre, uma CAUSA INTERNA. O mal que vemos fora é muitas vezes um espelhismo. Se vemos ou suscitamos algo negativo, é sinal de que essa mesma falha se projetou de nós. Nosso Eu real a vê e chama nossa atenção para ela, convidando-nos a conscientizá-la e não mais a alimentarmos. Nada surge em nossa experiência, de bem ou de mal a não ser que algo semelhante, em nosso íntimo, o atraia. Assim como um imã atrai apenas as coisas de ferro ou aço (que lhe são semelhantes), também nós atraímos o que nos é afim. Somos como um aparelho transmissor e receptor: transmitimos a mensagem silenciosa de nosso modo de ser e captamos do exterior o que nos é semelhante. É a sintonia automática e fiel da “onda” ou “faixa” vibratória que nos corresponde.
As pessoas imaturas (os espiritualmente infantes) sofrem repetidamente pelas mesmas falhas, porque não as conscientizam e nem as sobrepõem. Então, como a Hidra de Lerna de cabeças falsas, aquela deficiência ressurge disfarçada, em nova curva do caminho, desafiando-as outra vez. Estão cegas, e surdas às advertências da vida; aos convites de regeneração. Querem colher o que não plantam. Gostariam de ser tratadas com simpatia e consideração e como não recebem esse tratamento dos outros, queixam-se de que são invejadas e perseguidas, tanto no trabalho como na sociedade. Para suprir a subconsciente falha (que lhes dá complexo de inferioridade) esforçam-se por demonstrar sua superioridade em alguma coisa, alegando esta e outras razões, como causa dessa atitude hostil dos outros, em relação a elas. “É despeito..”- dizem.
Simples camuflagem. Grande ilusão! Benditas desilusões que vêm demolir essas tolas justificativas da personalidade falsa. Não há justificação. Ninguém pode impedir de recebermos o que o destino traz a nosso encontro, como eco de nosso caráter. Tudo é produto do mérito ou demérito. Se desejarmos Deus em nossa vida; se almejarmos paz e harmonia; se aspirarmos “herdar a terra” deveremos exercer conscientemente as bem-aventuranças descobrindo e levando os evangelhos aos pequenos “eus” irregenerados de nosso íntimo, que são as CAUSAS das perseguições, da hostilidade, frustrações, injúrias e calúnias de nossa experiência.
A personalidade é ardilosa no refugiar-se em justificações. Gostamos de nos enganar e nos enfurecemos quando alguém nos desmascara. Podemos perdoar tudo: perda de bens, de amizades etc., mas nunca perdoamos a quem nos desmascare. A psicologia diz que é muito comum uma pessoa ficar inimiga gratuita de outra a quem, num impulso de sinceridade, confessa um segredo importante de sua vida; porque ela se torna depositária de um ponto fraco. Estamos sempre a camuflar nossos vícios, sem coragem de olhá-los de frente e tomar consciência de sua real natureza: uma ilusão. Por isso é que o desmascaramento constitui o maior crime. Por isso condenaram Sócrates a beber cicuta e o Cristo a morrer na cruz.
Soltem Barrabás!
Compreendamos: a origem, a causa de toda adversidade, é INTERNA.
– Mas – dirá o leitor – parece haver contradição em tudo isso! Se o Cristo manifestou Seu Amor e boa vontade em dar-nos o Reino, assegurando-nos, nas sete primeiras bem-aventuranças, que podemos ganhar o Reino dos Céus mediante o esvaziamento da personalidade e aspiração do Eu superior; que por meio da conscientização das falhas seremos consolados, que pela mansidão (não resistência) podemos alcançar a felicidade aqui e agora mesmo; que a ardente aspiração de aprimoramento ser-nos-á atendida; que pela misericórdia exercida em relação aos outros (e a nós mesmos) estabeleceremos um reino do amor, que, pela limpeza interna alcançaremos a união com o Eu Superior; que ao realizarmos a paz, seremos chamados filhos de Deus – por que é que, nessas duas últimas bem-aventuranças Ele considera uma felicidade sermos perseguido, injuriados, caluniados, odiados, excomungados, ultrajados, rejeitados e desprestigiados? Por que é que o próprio Cristo, sendo perfeito, sofreu essas coisas todas, se as causas das perseguições são internas? Esclareçamos essa aparente contradição para que o assunto se torne definidamente lógico. Para isso, dividamos a humanidade em três categorias de pessoas:
1. Os espiritualmente infantis, que se acham no nível de consciência de transgressões ignorantes às leis divinas. Suscitam reações da Lei de Causa e Efeito, sofrem e se revoltam porque não sabem por que sofrem. Para eles, a finalidade da vida é “gozar”, num sentido deturpado. Não compreendem por que não podem “gozar” sem restrições nem dores.
2. Os Aspirantes à vida superior, que compreendem as verdades espirituais e estão procurando realizá-las, conscientes de que a regeneração há de ser conquistada lenta e seguramente pelo conhecimento e superação de suas falhas.
3. Os seres realizados, espiritualmente adultos, que já se libertaram das limitações viciosas da personalidade e a transformaram em serva fiel do Eu superior, trabalhando para libertar os demais de sua escravidão.
Agora, raciocinemos: a violenta resistência da natureza inferior se dá DENTRO DE NÓS, na fase de aprimoramento; e acontece FORA, vinda de outros, quando um ser iluminado procura libertá-los. Portanto, ela sempre nasce da personalidade viciosa.
Entre duas pessoas condicionadas, uma vê e atrai, na outra, aquilo que está em si. E quando ela supera todas as limitações, a resistência vem APENAS como reação da natureza inferior, na pessoa a quem se deseja libertar. Ao mesmo tempo, isso serve de teste para o ser iluminado. Nada, nele, a esta altura, deve identificar-se com o mal dos outros. Ele não se deve entristecer pela ingratidão. Ele atribui tudo ao Eu real: êxitos e fracassos aparentes, pois, em realidade, tudo converge para o bem.
Há duas regras esotéricas que deveríamos guardar e praticar, em nossa espiritualização:
1. Busquemos observar, imparcialmente, nossas reações internas. Mantenhamo-nos livres para receber as palavras e atitudes dos outros, despidas de agressão, analisando em que medida elas se ajustam a nós.
a) Se uma ofensa ou oposição é justificada, não temos razões para nos aborrecermos. Aproveitemo-la em nossa correção.
b) Se uma ofensa ou oposição é injustificada (realmente, pois as justificações e amor-próprio dificultam muito essa apreciação), também não nos devemos magoar, porque não cabem a nós.
As injustiças, a agressividade das atitudes e palavras, os agravantes vários em que a outra pessoa tenha incorrido, ficam por conta dela. Ninguém responde pelos erros dos outros. O destino é individual. “A doçura amansa a ira”- (Salomão). Se aproveitarmos estar com a razão para amesquinhar a outra pessoa, nossa violência e grosseria debilitam nossas razões.
2. “Nada pode ferir-me, senão na medida em que admito a ofensa” – ensina São Bernardo. Eis uma regra importante de psicologia. Se admito a ofensa, ela me fere. Se não a admito, permaneço ileso. Não se trata de superficialidade: sorrir por fora e magoar-me por dentro. Não. É não responder por dentro. Embora nossos “eus” reajam lá dentro à agressão (porque são semelhantes), não nos deixamos envolver por eles; ficamos à parte, observando sua reação sem nos identificarmos com eles. Não é fácil, mas pode e deve ser conseguido.
Também nesse caso é preciso ponderar honestamente se a crítica é fundada ou não. Se de algum modo contribuímos para essa atitude hostil, tenhamos a nobreza de pedir desculpas. Se não temos culpa, esclareçamos a coisa com mansidão e firmeza. Se a pessoa está emocionalmente descontrolada, aguardemos ocasião para esclarecê-la. E se, finalmente, não podemos provar nossa inocência tenhamos confiança de que “nada há em oculto que não venha a ser revelado”. De toda forma, não há motivo de mágoa senão na persona orgulhosa. E se há meios para se ajudar alguém ou esclarecer situações, só pode ser pela verdade AMOROSA.
É interessante observar as reações da personalidade falsa no período de aprimoramento. Ela usa dos mais astuciosos meios e justificações e reclamos, chegando a apelar para reações biológicas: asma, bronquite, diarreias, erupções de pele – de natureza alérgica, como choros e esperneios de uma criança caprichosa e mal educada. Por quê? Porque deseja sobreviver. Quem está no “trono” luta para permanecer.
Enquanto atendemos aos velhos hábitos arraigados, alimentando-os com a repetição, tudo vai bem – exceto nas pessoas elevadas, nas quais a “pequenina e silenciosa voz” reclama por libertação. Por isso, toda mudança de hábitos é difícil. Os “poderes constituídos” resistem, o que é compreensível, conhecendo-se o instinto de conservação. Daí que toda reforma de caráter deva estar claramente delineada nas verdades do ser, usando-se adequadamente os conhecimentos, a observação de si, a não resistência e persistente realização da “nova criatura”. Não se trata de combater – no sentido comum – e matar a natureza inferior, mas, sim, transmutá-la, despindo-a dos condicionamentos e ilusões de que a revestimos com a “falsa luz”. A resistência, o combate, dão forças à ilusão. Quando combatemos algo é porque o julgamos real. Mas a única realidade é o Espirito. Não se trata de resistir, porque isso põe no palco de nossa consciência os chamados males e eles se fortalecem na luz de nossa atenção. Quanto mais pensamos em nossas falhas mais as alimentamos. Mas, se lhes observamos as reações, na convicção de que são apenas realidades transitórias, agindo com a vida que lhes emprestamos, deixamos de alimentá-las e elas vão depauperando pela falta do alimento da repetição e da crença nelas.
A reação dos velhos hábitos é bom sinal. É prova de que estamos nos transformando para melhor; por isso reagem. Mas pode ocorrer o contrário, que bons hábitos reclamem dentro de nós, quando começamos a substituí-los por outros piores, numa queda de caráter ao condescender com uma vida fútil e viciosa. Aí já é outro caso. Devemos discernir. O critério seguro é consultar as verdades espirituais que os Iluminados deixaram, como setas nas encruzilhadas. São guias seguros.
O certo é que, na transformação para melhor começarmos a sentir uma alegria pura. Nosso relacionamento melhora, mas também sentimos prazer em ficar a sós, num desejo de comunhão interna. Tornamo-nos sensíveis a um pôr-do-sol, à beleza singela de uma flor, à simplicidade de uma criança. Compreendemos e aceitamos melhor cada pessoa como ela é sem nos deixarmos afetar por suas expressões negativas.
É o abrir-se à graça: as janelas d’alma estão abertas à luz, esperando até que o Sol nos visite. Fazemos o que nos incumbe, e Deus jamais falha em realizar a Sua parte. Depois vemos que foi só Deus Quem agiu; que não somos dois, mas UM.
Automaticamente vamos deixando velhos hábitos; já não nos apetecem. É um subir gradativo de escala vibratória, onde as consonâncias e dissonâncias vão se alterando. Não são as coisas que mudam; nós é que mudamos.
Antigos amigos já não se comprazem em nossa companhia e novas pessoas surgem à nossa experiência pela lei de atração dos semelhantes. Não nos entristeçamos nem os seguremos. É preciso que se vão. E recebamos os novos amigos e sua contribuição. Cada encontro é um mistério insondável, de resultados imprevisíveis. Deixemos que o “rio da vida” corra. É claro que estamos em estado de oração, cada vez mais conscientes de nós mesmos, sem perder a visão da meta: um olho no presente e outro na eternidade, mas confiantes na lei divina que assegura a cada grau o suprimento exato.
Essa gradativa cristificação do ser vai alterando nossa relação com o destino passado. À medida que conscientizamos e superamos níveis inferiores de consciência, eles deixam de agir sobre nós como limitações Cármicas. Há uma gradual libertação e um conquistar de luz, porque somos como um parêntesis na eternidade, deslocando-nos para frente e acima, guardando uma individualidade, um modo próprio de ser.
Mas se, inversamente, deixamo-nos arrastar e escravizar pela “velha criatura com seus vícios”, as reações da Lei serão muito mais severas, como ensina a parábola do “Credor incompassivo” (Mt 18:23-34).
Fixemos o brocardo: “o preço da liberdade é a eterna vigilância”.
Finalmente, vamos abordar o caso das perseguições externas. Distingamos as duas razões por que um Iluminado é perseguido pela sociedade.
O nível de ser, o grau de consciência de cada indivíduo, mostra, em menor ou maior grau, suas tendências viciosas e nobres. O Divino, em cada pessoa, sempre invoca um desejo de aprimoramento, ao passo que a natureza inferior, para justificar-se, reage violentamente contra qualquer coisa que ameaça os velhos hábitos. A simples presença de um indivíduo justo, bom, iluminado, brilhante, assume o caráter de uma ofensa. É um contraste entre o que sabemos ser e o que desejamos ser. Reagimos porque desejamos. É como se a presença da pessoa nos lembrasse: “Se você não é, ainda, a culpa é sua”. É claro que não há palavras, senão uma “conversa interior”, a que podemos denominar inveja, “dor de cotovelo” etc. É uma defesa psicológica, por falta de compreensão. É a personalidade que gostaria de ser destacada, de ser bem vista, prestigiada. Uma reação curiosa: anseio de aprimoramento do Divino que a personalidade desvirtua com uma reação de inveja, de agressão, para justificar-se. Então, que faz a persona? Procura um defeito, “arranja” um ponto fraco na outra pessoa e procura diminuí-la. Para que? Para que ela não seja maior que ela. Os pequenos procuram sempre pisar nos grandes para terem a ilusão de que são maiores que eles. Entre os “civilizados” essa reação assume caráter mais sofisticado, mas igualmente violento e egoísta.
Há também a reação positiva que um ser elevado suscita: sentimos o desejo e fazemos o esforço de também sermos elevados, à nossa maneira.
A segunda razão por que um iluminado é perseguido, é esta:
a) Porque abala os fatores “massa” e “tradição” em que se apoia a sociedade.
Essa reação surge em maior grau nos meios religiosos, filosóficos e científicos. É inevitável que, no curso da evolução e dentro do Esquema Divino, de vez em quando surjam luminares para provocar mais um grande avanço. Aparece uma mentalidade brilhante e original, uma “exceção à regra”, um “metido” que se atreve a por em dúvidas os conceitos estabelecidos e fica procurando novidades para dar “panca de gênio”.
Ora, o ser humano comum, comodamente ilhado em sua personalidade, vibrando apenas na esfera de sua percepção, sente-se seguro nos condicionamentos, nos costumes ancestrais. Ao mesmo tempo, como uma criança que se amedronta quando não vê conhecidos, nos sentimos seguros em pertencer à nossa massa social. Os fatores tradição e massa nos dão segurança, porque somos dependentes, porque estamos ligados, subconscientemente, por cordões umbilicais, a esses poderosos fatores.
Por isso, quando um indivíduo liberto mostra não necessitar desses fatores e “começa a inventar moda”, provoca um terremoto em nossa estrutura. É um revolucionário! Todos se voltam contra ele, exceto uma elite menor (elite real) que não ousava externar seus pontos de vista, mas que admira um autêntico líder. Não foi o que sucedeu a todos os grandes inovadores? Muitas vezes as grandes ideias nasceram do sangue desses mártires da evolução, destemidos seres que tiveram a coragem de cumprir desígnios superiores para assegurar à evolução humana a rota prevista. A missão tinha de ser realizada. Agindo pelo Divino permanente, mesmo à custa da personalidade transitória, tais seres constituem (talvez uma centena apenas que renasce de tempos em tempos, segundo a necessidade) as molas da evolução humana.
Todas as coisas deste mundo se sucedem umas às outras, como as ondas do oceano que se desfazem na praia. Nascem, crescem, cumprem seu papel e depois começam a cristalizar-se, porque se conservam e não se renovam. Aí se tornam ultrapassadas. Ficam anacrônicas. Então surgem esses grandes seres para cumprir a demolição do velho e lançar as bases da edificação do novo.
Eles constituem o “Governo Oculto do Mundo”. Quando pensamos neles, nossa alma se reabastece na esperança; nossa fé em Deus se reafirma, e dizemos: “BEM-AVENTURADOS OS QUE SÃO PERSEGUIDOS POR CAUSA DA JUSTIÇA!”.
As Aventuras de Rex e Zendah no Zodíaco
A Terra dos Peixes
Antes de baterem na porta dos peixes, ficaram alguns minutos olhando para ela – pois era muito difícil encontrar onde bater. Os lados da porta eram como duas grandes ondas e entre elas apareciam linhas de água em movimento, não parando um momento, e brilhando com todas as cores que se veem numa concha. Girando, no centro do portão, havia dois peixes, um seguindo o outro; um cor de cobre e o outro tinha cor parecida com a do zinco. No meio desse bonito portão havia uma pérola de grande valor, maravilhosa na forma e na cor, que, como um espelho, refletia um rosto que mudava constantemente de feições. Em um momento esse rosto era hediondo e no momento seguinte era belo, tão bonito que dificilmente poderia alguém deixar de gostar dele.
Zendah viu um búzio no chão, junto ao portão.
– “Sopra-o”, disse Rex. “Nos contos de fadas que nós lemos, sempre se toca uma corneta na entrada do castelo do gigante”.
Zendah soprou o búzio. Soou uma nota suave, e todo movimento do portão cessou; os peixes pararam de nadar em roda e colocaram-se um de cada lado da pérola, ficando assim:
– “Quem pede para entrar” gritou uma voz. “Dê a palavra de passe”.
– “Rex e Zendah”, disseram os meninos, “e a palavra é AMOR”.
– “Pela virtude do Amor, entrem, REX e Zendah”, disseram várias vozes, e o portão abriu-se lentamente.
Enquanto o portão se abria, Zendah olhou para Rex com espanto e exclamou:
– “Veja, Rex, veja! É só mar!”
Os meninos estavam parados sobre a macia areia de uma praia, e tanto quanto sua vista abrangia, viam milhas e milhas de ondas agitadas, pontilhadas de pequenas ilhas.
Longe, no mar alto, na maior das ilhas, erguia-se um castelo construído em madrepérola.
Logo apareceu perto deles um lindo bote com duas crianças dentro: um menino com cabelos cor de palha e uma menina, tão loura que seus cabelos brilhavam como prata.
O bote tinha o formato de um peixe voador e podia elevar-se no ar e voar, à vontade de quem o dirigia.
-“Vamos voar” gritou Rex, mal se sentaram no bote. O bote elevou-se no ar levemente, depois mergulhou nas ondas e novamente se elevou, porque parecia não poder subir a grande altura sobre as ondas.
Mostraram aos meninos que o bote era movido por eletricidade. No fundo do bote, exatamente sob o banco onde estava sentada a menina que dirigia o bote, havia placas de cobre. Essa menina calçava sapatos estranhos; o pé esquerdo tinha sola de cobre e o pé direito, sola de zinco; quando queria que o bote navegasse, ela apertava ambos os pés contra as placas de cobre do fundo; quando queria que o bote navegasse nas águas, apertava somente o pé direito; e apertava o pé esquerdo, com sola de cobre, quando queria fazer o bote parar.
Como os meninos ouvissem um cântico curioso enquanto navegavam e não vissem pássaros, perguntaram de onde vinha tal cântico.
-“São os peixes”, disseram seus guias. São domesticados e cantam para nós, já que não temos pássaros na Terra dos Peixes”.
Passaram por inúmeros botes semelhantes ao em que estavam e logo chegaram ao Castelo de Pérola. Depois de desembarcarem em um pequeno cais andaram por caminho coberto por diferentes espécies de conchas, por entre duas fitas de meninas vestidas com túnicas cor de malva pálido. Seus sapatos eram lindos e todas as jóias que usavam estavam nos pés.
Em parte alguma do castelo havia cores brilhantes. As paredes eram cor de marfim; os pilares pareciam feitos de feldspato translúcido que lembravam a névoa que certa vez eles haviam visto de manhã, à beira-mar, quando o Sol brilhava através dela. Todas as paredes e pilares, quando tocados, emitiam um som musical, e todas as pessoas que eles encontravam no caminho levavam um instrumento musical.
Depois de passarem por muitas salas e por escada encaracoladas, pararam afinal na sala do trono e viram o Rei Netuno. Seu trono era feito de conchas marinhas, com estofo de seda violeta. Em sua mão segurava uma vara longa, feita de um metal esbranquiçado e brilhante, em cuja extremidade havia pontas e em cada uma delas, uma pérola.
– “O Tridente de Netuno”, murmuraram um para o outro. Netuno deu-lhes as boas- vindas e virando-se para uma bela senhora que estava a seu lado disse-lhe para mostrar às crianças as maravilhas do país.
– “A Rainha Vênus passa muitas horas nesta terra, ajudando-me”, disse Netuno, “e ela entende de crianças mais do que eu”.
Eles foram conduzidos a todos os quartos do castelo; em um deles, encontraram uma orquestra composta de crianças, cada uma tocando um instrumento diferente; a música que tocavam era a mais bonita que eles jamais ouviram. Uma ou duas delas, sentadas quietinhas num canto, pareciam nada fazer.
– “Por que não estão tocando com os outros? Estão de castigo?” perguntou Rex.
– “Qual nada”, disse Vênus, estão escutando a música dos Anjos e escrevendo-a para que os outros possam tocá-las”.
Em outro aposento encontraram todos atarefados em escrever e toda a vez que uma das crianças parava e parecia estar pensando profundamente, aparecia sobre sua cabeça uma pequena nuvem com centenas de pequenos quadros.
– “Estão escrevendo estórias e poesias”, disse Vênus, respondendo a pergunta mental das crianças”. Todos esses pequenos quadros que vocês veem na nuvem, são as ideias que lhes chegam”.
Deixando esses aposentos e descendo as escadas do castelo, chegaram a um anexo ao castelo onde havia várias espécies de animais, alguns feridos nas orelhas, pássaros com asas ou pernas quebradas, e outros com outras doenças. Crianças de todas as idades tentavam ligar os membros quebrados deles ou curar-lhes as feridas. Rex e Zendah olharam para seu guia com olhares interrogativos.
– “Quando os animais são feridos na terra, vêm para cá para se curarem”, disse Vênus olhando em volta.
“As crianças também deviam vir aqui para aprenderem a ser bondosas e a amar todos os animais, pois aqui temos hospitais onde tanto as pessoas como os animais são curados. Mas antes de vocês partirem, vou mostrar-lhes algo muito precioso”, disse Vênus.
Entrando em outro bote voador semelhante ao primeiro eles foram conduzidos a uma ilha próxima do Castelo de Pérola. Era muito pequena e quase que completamente coberta por um Templo de vidro, circular, guardado por dois cavaleiros cobertos por armaduras brilhantes e com escudos onde se via gravado um emblema de uma Taça Prateada em fundo azul. Os cavaleiros também pediram a palavra de passe e, tendo-a recebido, deixaram as crianças entrar.
Nada havia no interior a não ser um altar num dos cantos e um grande espelho. Sobre o altar brilhava intensa luz como a da Lua cheia; dentro dessa luz puderam ver a taça de cristal que cintilava como diamante, ou melhor, mais parecia o Sol brilhante numa gota de orvalho.
– “Meninos”, disse Vênus “quando o Rei Artur veio viver entre as estrelas, trouxe consigo a Taça Mágica, que tem o poder de dar aquilo que cada um mais precisa. Mas vocês devem estar certos daquilo que desejam. Deve ser algo que vocês possam repartir com aqueles que vocês amam. Essa taça não voltará à terra enquanto os seres humanos brigarem uns com os outros apontando para o espelho. Ela disse: “neste espelho, se seus olhos forem bastante forte, vocês poderão ver tudo o que aconteceu ou o que venha acontecer. Vou dar-lhe um espelhinho mágico semelhante a este, Zendah, e se você usá-lo bem, quando estiver em dificuldades, você saberá exatamente o que fazer.
– “Rex segue esta pérola, e toda a vez que você pegar nela, lembre-se da palavra de passe desta terra e assim fazendo, procure levar de volta à terra, outra vez, o Santo Cálice”, concluiu Vênus.
Muito contritos, nas pontas dos pés, voltaram ao pórtico do Templo, trazendo consigo seus presentes; retomaram o bote voador, deixando a Rainha Vênus, com um sorriso em seus lábios, em pé sobre os degraus da escada.
Voltaram à praia e saíram pelo portão da Terra dos Peixes, e uma vez fora, passaram a procurar pela Terra do Aquário, por vezes conhecido como, “O Homem do Jarro”.
Tudo isso era maravilhoso, mas Urano somente balançou a cabeça quando Rex perguntou como aquilo era feito.
– “Um dia você saberá, meu filho”, disse ele, “se você estudar bastante”. Então, conduzindo-os ao portão de entrada, deu a Rex uma pequena ponte mágica que, segundo disse, o habilitaria a enviar seus pensamentos, como um relâmpago, aonde quisesse, se Rex a segurasse e usasse a palavra de passe. Para Zendah, deu um colar feito de duas serpentes semelhantes às do portão, tendo cada uma safira na boca.
Eles nunca souberam como saíram dessa Terra. Subitamente viram um lampejo, a terra tremeu, e eles estavam defronte do portão seguinte, o do Capricórnio.
(The Adventures of Rex and Zendah In The Zodiac – por Esme Swainson – publicado pela The Rosicrucian Fellowship – publicado na revista Rays from the Rose Cross nos anos 1960-61; As Aventuras de Rex e Zenda no Zodíaco (as Ilustrações são originais da publicação) –Fraternidade Rosacruz – SP – publicado na revista Serviço Rosacruz de 1980-81)
As Aventuras de Rex e Zendah no Zodíaco
A Terra do Carneiro
Porque o calor aumentasse muito, Rex e Zendah perceberam estar próximos do último portão, o do carneiro.
Pela primeira vez em todas as suas aventuras, Rex e Zendah estavam realmente assustados. Por um momento, chegaram a ter medo. Onde esperavam encontrar um portão, havia uma muralha de chamas cintilantes, impetuosas, crepitantes, tão alta que parecia tocar o céu. Pararam para olhar e viram todas as tonalidades do verde, do azul, do vermelho e do lilás, onde, antes viam somente amarelo. Cada cor parecia emitir uma nota musical, sendo agradável vê-las e ouvi-las.
– “O último portão!” disse Rex após alguns minutos. “E parece difícil transpô-lo. Veja, entre as chamas há uma buzina, mas como faremos para atingi-la e fazer soar o alarme?”
– “Bem”, replicou Zendah, “a senha desta terra é CORAGEM. Será melhor vermos se podemos chegar perto dela”.
De mãos dadas, pouco a pouco eles foram se aproximando. Estranho como possa parecer, o calor não aumentava à medida que eles se aproximavam do portão. Afinal chegaram bem perto das chamas. Rex, ousadamente esticou seu braço e verificou que podia pôr a mão na buzina sem se queimar. Tocou-a; houve um outro som sem resposta, do outro lado do portão. As chamas dividiam-se, formando dois pilares recurvados e enrolados na parte superior, como chifres.
Unia-os uma espécie de corrente de fogo vermelho, da qual pendia uma cortina de chamas de cor rosada. Os pilares eram dourados e muito brilhantes. A buzina de dentro tornou a soar, vindo após, a pergunta: – “Quem ousa chegar a este portão?”
Os meninos responderam conforme estava nas instruções:
– “Rex e Zendah, com coragem, ousam penetrar na Terra do Carneiro”.
– “Atravessem o fogo”, mandou a voz. Isso parecia difícil. Os meninos entreolharam-se por um ou dois minutos, mas nenhum deles disse que o outro estava com medo. Aproximaram-se mais do portão e viram que a cortina de chamas abriu-se pelo meio, possibilitando a entrada sem que eles se queimassem, embora as chamas fossem ameaçadoras. Atravessando a cortina de chamas, chegaram a uma terra de sol ardente. Era tão brilhante que eles sentiram vontade de pular e cantar.
Ninguém os esperava como acontecera em outras terras. À sua frente estendia-se grande campo silvestre com florestas enormes, selvagens, mas bonitas. Não se via nenhuma estrada. Perto, encontraram duas machadinhas que, evidentemente, eles deviam apanhar, pois havia um cartaz no qual se lia:
“Usem-me; servirei para desbravar caminhos difíceis”.
– “Não parece haver nenhum caminho”, disse Rex, apanhando as machadinhas e dando uma a Zendah. “Gostaria de saber que direção devemos tomar”.
– “Sigamos o Sol”, propôs Zendah. “Devemos chegar a algum lugar”.
Partiram por aquela terra selvagem, trepando pedras, atravessando bosques onde tiveram de abrir caminho usando as machadinhas. Isso era mais divertido do que enfadonho. Afinal, depois de algum tempo, chegaram a campos cultivados e viram algumas casas. Ao saírem do bosque, depararam com enorme carneiro branco. Dos chifres enfeitados do carneiro pendiam campainhas. Os campos estavam cheios de ovelhas, mas o carneiro, de alguma maneira, fez Rex e Zendah compreenderem que o deviam seguir. Era por certo, um carneiro sábio!
Lá se foram eles atrás do carneiro.
O sol estava muito quente e a brisa era forte, mas eles sentiam-se vigorosos e podiam caminhar sem cansaço.
Afinal chegaram a uma estrada cheia de casas. Da maior delas saía barulho de máquinas e de pancadas de martelo. Pararam para olhar, pois todas as portas e janelas estavam abertas. Dentro, vários homens trabalhavam com ferramentas, máquinas e forjas, alguns malhando o ferro aquecido ao rubro.
– “Que estão fazendo?” perguntaram a um homem que saía da casa.
– “Tudo o que se pode fazer com o ferro”, respondeu o homem. “Todas as ferramentas que se usam no campo para arar e colher, e agora, triste é dizê-lo, fazem também espadas e canhões e todas as coisas que os homens precisam na guerra. Teremos de fazer essas coisas até que os homens acabem de combater. Então, a energia do carneiro será utilizada somente para fazer ferramentas úteis”.
Durante alguns minutos ficaram observando aquela afanosa colmeia humana, vendo as centelhas pular do ferro, de quando em quando. Por fim, recomeçaram a seguir o carneiro. Pela estrada vinha ruidoso grupo de cavaleiros que resplandeciam ao sol. Parando seus cavalos perto dos meninos, estes verificaram que eram cavaleiros vestidos com armadura real. O chefe saudou-os com sua espada.
– “O Rei quer vê-los imediatamente”, disse ele, “e mandou buscá-los. Montem ligeiro e sigam-nos”.
Deram um cavalo a cada um. Os meninos radiantes reconhecendo que aqueles eram os mesmos cavalos que montaram na Terra do Arqueiro. Também já haviam-se encontrado com o chefe dos cavaleiros antes, na Terra do Leão e assim os meninos sentiram-se à vontade.
Rex foi convidado a encabeçar a tropa por ser uma visita especial, já que estava visitando sua própria terra. Cavalgaram depressa. O vento revolvia seus cabelos, tal a velocidade com que iam. Atravessaram clareiras onde havia cabanas; passaram por cidades que pareciam ter sido acabadas de edificar, até que por fim chegaram à Cidade de Marte.
O palácio estava numa elevação. Era todo construído de mármore vermelho polido. Era esplendoroso e brilhava como fogo sob os raios do sol. Os meninos não pararam para observá-los. Subiram logo as escadas que conduziam à entrada do palácio, onde os outros cavaleiros vieram ao seu encontro. Estes últimos traziam túnicas brancas sobre suas armaduras, com o emblema da cruz e do carneiro bordado a ouro vermelho. Alguns deles – não muitos – tinham túnicas vermelhas e cruzes brancas. Cada cavaleiro tinha um pagem, um rapazinho de cabelos ruivos que tinha a frente, carregando a espada e o elmo do cavaleiro, feito também de aço forjado.
Rex e Zendah foram escoltados através das passagens e da longa escadaria de degraus de pedra verde-escuro até em cima, onde encontraram um homem idoso vestindo hábito de monge.
– “Vocês têm algo muito importante a fazer”, disse ele. “Nesta sua visita, que é a última, recebemos ordens de sagrá-los Cavaleiros do Sol, se prestarem juramento. O fogo pelo qual passaram no portão de entrada foi a primeira prova. Vocês prometem, Rex e Zendah, falar sempre a verdade, não terem medo, combater pelos fracos e serem leais ao nosso Rei?”
Os meninos responderam: – “Sim”.
O senhor idoso colocou-lhes então sobre os ombros uma longa capa com uma cruz vermelha na parte posterior e mandou que eles o seguissem até a sala e que não falassem até receber ordem para isso. Era uma sala muito bonita, tão alta que não se via o teto. As paredes eram de cor-de-rosa pálido; os pilares de magnífico vermelho, como uma papoula. Cavaleiros, em suas armaduras brilhantes, permaneciam em “sentido” ao longo das paredes que tinham bandeiras de todos os países espalhadas, algumas novas, outras gastas ou rasgadas. O trono não estava no lugar habitual, mas no centro da sala. Frente a ele, no fundo da sala, havia um altar. A janela por trás do altar tinha a forma curiosa de uma espada, indo do chão ao teto. O punho da espada formava o diâmetro de uma estreita janela circular com doze divisões, cada uma com vidro de cor diferente.
Devagar, os meninos seguiram o senhor idoso até o trono onde estava o Rei Marte sentado, vestido com maravilhosa roupagem vermelha e ouro, tendo à cabeça uma coroa de aço polido. Marte cumprimentou-os e disse-lhes:
– “Fui comissionado por nosso Senhor, o Sol, para sagrá-los seus cavaleiros, esta é grande honra. Vocês prometeram obedecer as leis dos cavaleiros e assim, quando chegar o momento oportuno, vocês me seguirão até as almofadas que estão diante do altar. Vejam que o fogo do altar não está aceso; somente uma vez por ano o sol acende o Fogo Sagrado para mostrar que a Terra despertou para seu trabalho anual com seu auxílio. É nessa ocasião que são admitidos aqueles que se qualificam para serem sagrados Cavaleiros do Sol”.
Defronte do altar, do lado direito, estava em pé um arauto com uma trombeta. De cada lado, sentados, seis tambores. Os tambores rufaram. Marte deixou seu trono e caminhou até defronte do altar. Rex e Zendah seguiram-no e ajoelharam-se nas almofadas. Ouviu-se uma nota clara, tocada na trombeta e nesse momento um grande facho de luz solar brilhou através da janela em forma de espada, atingiu o altar em seu percurso, brilhando sobre Marte e os meninos ajoelhados aos seus pés.
A madeira aromática incendiou-se e nuvens de fumaça ergueram-se no ar. Nas nuvens de fumaça viram o rosto do senhor sol sorrindo para eles, desaparecendo a seguir. Enquanto eles estavam banhados pela luz do sol, Marte retirou sua espada e batendo com ela levemente no ombro de cada um dos meninos, exclamou:
– “Levanta-te, Cavaleiro do Sol, toma tua Espada de Luz semelhante à do Rei Artur e, com coragem e destemor, combate o Dragão do Egoísmo no mundo, sem jamais desesperar, seja qual for a dificuldade da tarefa”.
Os meninos levantaram-se. Os pagens cingiram-nos com cintos vermelhos e entregaram-lhes espadas luzidias em cujas copas seus nomes apareciam feito brilhantes. Todos os cavaleiros que estavam na sala desembainharam as espadas e saudaram-nos. Foi um lindo espetáculo ver tantas espadas brilhando no ar.
Logo depois, os dois tomaram seus lugares, já como cavaleiros, ao lado de Marte e esperaram que estes assinassem os passaportes, para que os cavaleiros pudessem, durante o próximo ano, seguir para terras estrangeiras onde combateriam a favor dos oprimidos.
Marte disse a cada um deles, enquanto apunha seu selo vermelho sobre o passaporte:
– “Segue com coragem, irmão, e vence todas as dificuldades”.
Aos poucos o facho de luz solar foi-se extinguindo. Marte virou para os meninos e disse-lhes que era hora de partirem. Saudando-o com suas espadas novas, os meninos fizeram meia volta e saíram do palácio, tomando de novo seus cavalos que os esperavam na entrada.
Os cavaleiros os seguiram até o portão de entrada e depois de saudá-los com suas espadas, os meninos logo estavam do lado de fora do portão.
– “Nossas aventuras terminaram, Zendah”, suspirou Rex; “agora voltemos para casa”.
– “E vocês verão que isso não é fácil sem mim”, gritou uma voz. Voltando-se os meninos viram Hermes.
– “Bem, vamos rápido. Quando chegarem em casa, ajudarei vocês para se lembrarem de tudo o que viram e ouviram. Estão ansiosos para usar os talismãs? Então, cada mês, pensem na palavra senha corresponde e logo verão que poderão usar o talismã durante todo o mês. O uso que vocês poderão fazer deles, depende da prática.
Vejam: aqui estão as outras chaves para abrir o Livro da Sabedoria; estas chaves vocês poderão usar quando forem mais velhos”.
Hermes segurou os meninos pelas mãos e voou de volta para a terra, tão depressa que não tiveram tempo de contar até dois e já estavam no seu quarto.
– “Agora”, disse Hermes, “saiam bem devagar dos seus trajes estelares para se lembrarem de tudo pela manhã”. Tocou-os com seu báculo e … a primeira coisa que eles lembraram é que estavam sentados na cama, o sol alto, brilhando pela janela e sua mãe dizendo:
– “Vocês demoraram a levantar hoje”.
– “Oh! Mamãe, passamos momentos deliciosos. Estivemos na Terra das Estrelas com Hermes. Você se lembra de nos ter encontrado na Terra do caranguejo?”
Mamãe sorriu – ‘Então vocês também se lembraram? Vocês estão de parabéns, pois não são todas as crianças que Hermes leva às Terras do Zodíaco”.
EPÍLOGO
AS AVENTURAS CHEGARAM AO FIM. Mas vocês poderão encontrar as portas da entrada das Terras do Zodíaco se por elas procurarem. Vocês verão que será mais fácil visitar umas terras do que outras. De certo isso depende de qual fada haja sorrindo sobre o berço de cada um, quando nasceu, dando-lhe o talismã e a senha do seu signo natalício. Se foi o Rei Netuno quem sorriu para você ou se foi a Senhora Lua, você terá para contar, quando acordar, aventura ainda mais excitantes do que as de Rex e Zendah. E então você poderá escrevê-las para outras crianças lerem.
Melhor que tudo, se você conseguir persuadir Hermes, o mensageiro dos Deuses, a tocá-lo com seu báculo mágico e a dar-lhes seus sapatos alados, eles serão seu passaporte para todas as Terras das Estrelas.
(The Adventures of Rex and Zendah In The Zodiac – por Esme Swainson – publicado pela The Rosicrucian Fellowship – publicado na revista Rays from the Rose Cross nos anos 1960-61; As Aventuras de Rex e Zenda no Zodíaco (as Ilustrações são originais da publicação) –Fraternidade Rosacruz – SP – publicado na revista Serviço Rosacruz de 1980-81)
PROGREDINDO COM O ZODÍACO – O QUE OS NATIVOS DE ÁRIES PRECISAM SABER SOBRE OS OUTROS SIGNOS
Se você nasceu sob os ardentes raios de Marte, regente de ÁRIES (Signo Cardeal do Fogo), seu caminho na vida será espinhoso, a menos que você dedique algum tempo para a difícil arte de entender outras pessoas. Isso não é fácil para você aprender, porque a sua própria Natureza é tão direta e franca que, muitas vezes, você se frustra e se irrita com a atitude e os caminhos, nem sempre honestos, de outras pessoas. Sua concepção sobre o que seja uma vida boa é aquela que for plena de ação numa forma simples, clara e limpa, envolvendo tudo. Mas não deve cometer o erro de achar que todas as pessoas querem ou esperam a mesma coisa ou ajam do mesmo modo. Se for assim, você por certo se desapontará frequentemente pela omissão de seus amigos em ajudá-lo ou defendê-lo nos momentos difíceis.
Veja os sonhadores nativos de PEIXES (Signo Comum e da Água), por exemplo. Essas pessoas nasceram sob o Signo imediatamente precedente ao seu, assim, ambos, você e seu amigo de Peixes, nasceram no mês de março. Seus aniversários podem ser na mesma semana ou na outra, mas seus temperamentos são tão opostos um do outro, como os polos. Você gosta de estar fazendo sempre alguma coisa, para o seu amigo de Peixes nada é mais agradável do que sentar e sonhar com o que ele irá fazer. Talvez vocês dois tenham algum plano para vencer na vida. Você vai para casa vibrando, num imenso interesse, sonha com isso toda a noite, toma o seu café da manhã agitado, ansioso por encontrar o seu amigo e dizer-lhe que está apto para começar o trabalho. Mas o que estará ele fazendo? Já estará acordado e em plena ação? Não. Provavelmente ainda estará na cama ou adiando um projeto enquanto toma o seu café da manhã. Você agirá bem se não o deixar dar o primeiro passo ou liderar o projeto. Você poderá apreciar melhor o seu amigo de Peixes se você deixar para ele os detalhes da aventura e você levando à frente, o desempenho total.
O Signo que se segue ao seu é o de TOURO. Os nativos deste Signo são bons, alegres, dignos de confiança e como amigos são tão sólidos e certos como uma rocha. Mas tente apressá-los! Sua noção de tempo é totalmente diferente da sua e eles não mudarão prontamente. Se você desejar andar com um amigo de Touro, ajuste o seu passo ao dele, porque ele é de um Signo Fixo e não muito adaptável. Seja carinhoso com ele, porque quando você precisar de paz e tranquilidade, um relaxamento sem maiores preocupações, ele é a sua pessoa.
O inteligente e brilhante nativo de GÊMEOS (Signo do Ar) é um atrativo para o ardente nativo de Áries. Essas pessoas são tão ativas e rápidas como você, suas Mentes estão sempre cheias de novas e brilhantes ideias. No entanto nunca param ou se fixam, estão sempre mudando. Se você for capaz de tolerar a incerteza e as mudanças rápidas, nenhuma companhia será mais agradável e brilhante.
Áries (Fogo) e CÂNCER (Água) não combinam bem. Numa coisa combinam bem: ambos pertencem ao grupo Cardeal e são pessoas de ação. Isso será bom enquanto puderem e concordarem em agir juntas, mas suas Mentes não correm pelo mesmo canal. Os de Câncer são tímidos, enquanto você é arrojado nos assuntos em que se possa projetar. Os nativos de Câncer lutarão até ao fim, quando encurralados, mas não lhes agrada o pensamento de combate como agrada a você. A expectativa de uma prova ou sofrimento é torturante para eles; com isso você poderá julgá-los um pouco aborrecidos e não terá muita paciência com eles.
LEÃO é o segundo dos Signos de Fogo e de certa forma é o Signo mais chegado a você, com exceção de Sagitário. Leão gosta de comandar, Áries também, mas há uma diferença entre vocês. Enquanto o nativo de Áries está sempre entre os primeiros na ação, disposto a reconhecer a real superioridade do outro, dará seu total apoio e lealdade a um líder, quando estiver convencido que ele o é, o nativo de Leão deseja ser esse líder e nunca está satisfeito com o segundo lugar. Se você vai juntar-se a um leonino, acostume-se a ouvir o pronome “EU” e deixe-o acreditar que ele está encabeçando o projeto ou trabalho.
VIRGEM (Terra) e Áries (fogo) não têm muito em comum, porque os nativos de Virgem valorizam todas as coisas da vida que você não dá muita importância. Eles exigem perfeição nos detalhes, nas coisas insignificantes, criticam e analisam desde o tom da voz até o levantar das sobrancelhas. Nenhum homem pode enganar uma esposa de Virgem (e vice-versa), muito menos um Ariano e se você tomar uma nativa (o) de Virgem para sua companheira ou seu companheiro na vida, esteja preparado para estar barbeado todos os dias e vestir-se muito bem à hora das refeições. Nenhuma virtude, por maior que seja, compensará estes pequenos convencionalismos e detalhes, muito necessários para um autêntico virginiano.
LIBRA (Ar) é o Signo em oposição ao seu e, pela lei da polaridade, o mais diferente. Não obstante e talvez por isso mesmo, há uma grande atração complementar entro os Signos opostos. Se você acredita poder alcançar um casamento feliz, unindo-se a uma pessoa oposta a você, escolha um nativo de Libra. Como amigos e sócios vocês não concordarão. O nativo de Libra é calmo e conciliador, enquanto você é brusco e franco. Muitas vezes, como o geminiano, ele muda suas ideias e seu temperamento é de extremos: hoje tão otimista quanto possa ser, amanhã poderá cair numa depressão, que o levará até ao desespero. Não o subestimá-lo como competidor ou opositor. Pode dar a impressão de não ser um grande lutador, mas pode tornar-se uma fortaleza e um batalhador decidido, se resolver sê-lo.
ESCORPIÃO (Água) é outro Signo regido por Marte. Você pode pensar que tem muito em comum com pessoas deste Signo. Nada mais errado. Esse é um Signo aquoso e o nativo de Escorpião é caprichoso e introspectivo. Muitas vezes ele age impetuosamente, como você também, mas outras vezes ele se torna inerte e desinteressado. O fogo fumegante que age nele não é da verdadeira chama que você imagina e quando você tentar soprar a fumaça e acalmar o entusiasmo exacerbado dele, você poderá ver-se à frente de uma explosão de sarcasmo, que o atingirá profundamente.
Os nativos de SAGITÁRIO (Fogo) são seus companheiros alegres e generosos. Essas pessoas são, ao mesmo tempo, idealistas e de mente superior e podem servir sob a mesma bandeira que você. São, por vezes, irresponsáveis e interferem num empreendimento ou trabalham nele, por simples amor à aventura. São um tanto rudes e francos, um carácter ético que você entende e respeita. São bastante flexíveis, o que os tornam valiosos em casos de necessidade.
CAPRICÓRNIO (Cardeal, Signo da Terra) é outro Signo que você acha difícil de entender. É regido por Saturno e é o Signo mais sério do Zodíaco. Mesmo que o alvo da vida de um capricorniano seja o de uma vida totalmente fútil e frívola, ele seguirá esse caminho com toda intensidade. São determinados e corajosos, mas podem também ser diplomáticos e astutos, nem sempre dizem o que pensam, mas sabem guardar muito bem um segredo.
AQUÁRIO (Ar) – Os nativos deste Signo são os maiores amigos que uma pessoa pode ter. Você deve ter um aquariano no seu círculo de amizades. Suas ideias são progressistas e modernas e seu entendimento é mais universal que o seu. Ele poderá ajudá-lo a não ser tão fanático e radical e a ser aceito, com simpatia, num grupo.
(Publicada na Revista: Serviço Rosacruz – maio/81)
O Poder Divino é a única Força essencial no Universo, embora se manifeste de diversas maneiras. É o Verbo que percorre o espaço como vibração sonora, dando formas definidas aos bilhões de átomos. Deus é, portanto, o único poder. Nele vivemos, nos movemos e temos o nosso ser. Sua Força nos permeia e um dia nós a manifestaremos como Ele agora o faz.
Todo ocultista percebe a existência de dois elementos, aparentemente opostos, mas complementares: energia e matéria. Grosso modo podemos afirmar que a matéria é o Espírito cristalizado, e a energia é esse mesmo Espírito ainda não cristalizado. Essa afirmação leva-nos a concluir que energia e matéria são Espírito.
Durante o processo de manifestação a cristalização da energia e a descristalização da matéria são contínuas. A energia modela e vitaliza a matéria. É o agente invisível dando vida à matéria a qual é o elemento visível da ação dessa força.
Todo ato criador e a manutenção das formas dependem da Vontade e Imaginação. O Espírito humano expressa predominantemente uma dessas polaridades na forma de sexo diferenciado. Eis porque a propagação da espécie exige a união dos dois polos: masculino e feminino.
O Sol irradia as forças física e espiritual. A Lua apenas as reflete. A cadência ritmada das forças espirituais e físicas constitui a origem das atividades físicas, morais e mentais do globo terrestre. Em dezembro (para o hemisfério norte) a energia espiritual atinge seu ponto máximo de irradiação. É inverno e toda atividade física parece adormecida. Nos meses de verão, acontece justamente o oposto: as forças espirituais encontram-se inativas, enquanto as físicas, através do princípio fecundador da Natureza, atingem seu vigor máximo.
A energia espiritual emanada de Deus é absorvida de diferentes maneiras. O ser humano, por exemplo, recebe as energias espirituais pela cabeça. Os Espíritos-Grupo da Onda de Vida Animal difundem sua influência através da coluna vertebral dos animais que estão sob sua responsabilidade. No caso dos vegetais, os Espíritos-Grupo (desse reino) projetam suas correntes a partir do centro da terra em direção à periferia, onde são absorvidas pelas raízes.
As forças astrais também desempenham um papel importante na evolução humana. Cada um dos Espíritos planetários exerce uma influência específica, dando margem a experiências vitais para a evolução do ser humano.
(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 02/85 – Fraternidade Rosacruz – SP)
Semeando e Colhendo
Os ponteiros do relógio assinalam a hora dos acontecimentos diários, mas permaneceriam imóveis se não fossem movidos pela força de um mecanismo oculto. Sua paralização nos causaria a perda de oportunidades na vida. À semelhança dos ponteiros do relógio, os Astros visíveis marcam os acontecimentos de nossa vida. A diferença é que os Grandes Espíritos cujos corpos são os planetas jamais se detém. O Grande Relógio do Destino não nos deixa perder oportunidades, se bem possamos invalidá-las sob determinadas circunstâncias.
Conta-se que Thomaz Edson, em determinada fase de sua vida, trabalhava como telegrafista noturno de uma estação ferroviária. E, para poder dormir nos intervalos possíveis, sem faltar a seu importante dever, imaginou um recurso: colocava um recipiente na beira de uma mesa e da torneira fazia verter água, em volume calculado, para enchê-lo em determinado tempo. Deitava-se em baixo do recipiente e quando este se enchia, transbordava e a água caía-lhe no rosto, acordando-o em tempo de atender ao primeiro trem. Semelhantemente, estamos girando numa corrente contínua de ações, para o bem ou para o mal, rumo ao depósito do tempo. O que dele transborda volta sobre nós, impelindo-nos a novas ações. Não importa que adormeçamos, como Edison, pois o sono da morte não pode invalidar as ações do espírito imortal. Uma reencarnação ocorrerá exatamente quando o depósito do tempo estiver cheio, para que o espírito recolha o que semeou e aprenda suas lições de vida. Somos impulsionados a renascer no instante em que os raios estelares prevalecentes correspondem às inclinações de caráter formadas por nós mesmos.
Edson ficaria aborrecido se alguém o despertasse atirando-lhe água na cabeça. No entanto, ficava satisfeito com o que lhe acontecia porque ele mesmo o preparara sabendo da necessidade de acordar na hora certa. Igualmente, ficaremos satisfeitos se estivermos conscientes de que as lições atuais são consequências de vidas passadas, são meios de superarmos nossas deficiências físicas, morais e intelectuais.
(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 02/85 – Fraternidade Rosacruz – SP)
Pergunta: Se “Deus fez o homem um pouco inferior aos Anjos”, como é possível que ele se torne, no final, superior a eles no Mundo Espiritual?
Resposta: Essa pergunta revela um equívoco. Isso nunca foi declarado nos Ensinamentos Rosacruzes, mas foi dito algo que pode ter gerado uma interpretação errada. A evolução move-se numa espiral e nunca se repete na mesma condição. Os Anjos representam uma corrente evolutiva mais antiga; eram humanos num período anterior da Terra, chamado de Período Lunar entre os Rosacruzes. Os Arcanjos eram a humanidade do Período Solar, e os Senhores da Mente, chamados por Paulo os “Poderes das Trevas”, eram a humanidade do sombrio Período de Saturno. Nós somos a humanidade do quarto período do presente esquema de manifestação, o Período Terrestre. Como todos os seres do universo estão evoluindo, a humanidade dos períodos anteriores também evoluiu, de forma que hoje encontram-se num estágio mais elevado daquele em que estavam quando eram humanos – eles são sobre-humanos. Portanto, é verídico que Deus fez o homem um pouco inferior aos Anjos. Mas, como tudo está num estado de progressão espiralar, também é verdade que a nossa atual humanidade é superior e mais evoluída do que os Anjos o foram; e que os Anjos foram uma categoria mais elevada da humanidade do que os Arcanjos quando eram humanos. Na próxima etapa atingiremos algo semelhante ao atual estágio dos Anjos, mas seremos superiores ao que eles são agora.
(Perg. 2 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz SP)