A Unidade na Diversidade
Toda vida emana de uma única fonte: Deus. A vida é a mais significativa expressão da Divindade. É o “sopro” que agita toda essa variedade de formas. A vida se expressa e cresce em consciência através da forma. Esta, quando esgotadas suas possibilidades de ensejar crescimento vem a decompor-se. Retorna às suas condições originais, sendo reaproveitada posteriormente em um novo ciclo.
Quanto mais evoluída é a vida, mais refinada deve ser a forma para expressar-se. Portanto, todas as aparentes diferenças observadas aqui no Mundo Físico espelham níveis de evolução. Essas diferenças não são reais em si mesmas.
Quando a Fraternidade Rosacruz faz a apologia da Fraternidade Universal, isto não significa que as pessoas de grupos étnicos e culturas distintas devam pensar, sentir e agir conforme um só e definido padrão. Não se almeja a uniformidade, mas a harmonia na diversidade. A diversidade não deve encerrar um conflito em potencial, porquanto a essência, o espírito de tudo o que tem existência neste plano é da mesma natureza.
A diversidade existente na família humana é o fator capaz de gerar uma gama muito rica de relacionamentos. Cada grupo “diferenciado”, contribui valiosamente com seus traços peculiares para o progresso da humanidade. Aliás, a raça humana como um todo, é a síntese das conquistas realizadas por todos os povos em todas as épocas.
Observemos um quebra-cabeça. A justa posição de suas peças acaba formando uma figura bem definida. As peças, em quase toda a sua totalidade diferem umas das outras, mas harmonizam-se e encaixam-se perfeitamente.
A unidade se fragmenta numa multiplicidade de formas, mas não perde sua identidade, sua possibilidade de coesão. As partes tendem a agrupar-se para formar conjuntos harmônicos. Por exemplo, os átomos, os elementos constitutivos do Cosmos formam-se conforme este, principalmente tal como as moléculas, células, órgãos, organismo e sociedades.
Partindo do princípio da unidade – não da uniformidade – na diversidade, a ideia de um mundo fraternal não deve situar-se no plano das utopias. Ela é factível, é viável, pois se trata de uma lei através da qual o Cosmos é ordenado.
O grande progresso ocorrido nos campos dos transportes e comunicações nas últimas décadas tornou bem evidente a inter-relação e interdependência nos negócios humanos. O isolamento é uma impossibilidade, pois não se pode fugir ao envolvimento na totalidade das coisas.
Existe uma unidade essencial. Essa visão de mundo ressalta a unidade transcendendo todas as diferenças e nela, a humanidade deve estruturar as bases de uma convivência pacifica.
(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 07/85 – Fraternidade Rosacruz – SP)
Pergunta: No Apocalipse, São João diz: “E já não haverá mar”. O que isso significa?
Resposta: Significa exatamente o que é dito, pois a Terra está passando por inúmeros estágios evolutivos que propiciam as condições necessárias para o nosso desenvolvimento. Houve uma era de escuridão, durante a qual o material do nosso planeta achava-se reunido em um estado de fermentação e germinação, os quais produziam calor e, no momento em que foi proferido o fiat criador:
“Faça-se a luz”, esse material transformou-se numa névoa de fogo luminosa, girando em torno do seu eixo e aquecendo a atmosfera circundante, a qual logo esfriava ao entrar em contato com o espaço exterior. Assim foi gerada a umidade que caía sobre o planeta incandescente, resultando em vapor que se elevou em direção ao espaço, uma neblina ígnea.
Durante eras, esses processos de evaporação e condensação aconteceram até formar-se uma crosta sólida que cobriu a Terra e se tornou o que chamamos terra firme e seca, da qual se elevava uma espécie de bruma, tal como descrita na Bíblia. Esse vapor esfriava-se, condensava-se e caía sobre a terra em forma de chuva, o que, gradualmente, clareou o ar propiciando-nos às condições atmosféricas prevalecentes até hoje. No passado, possuíamos corpos que nos permitiram viver nos diversos ambientes terrestres; atualmente, nossos veículos são, em sua maior parte, compostos de água, tal como são os corpos dos animais e vegetais. Apesar disso, a Bíblia diz que tanto a carne quanto o sangue não podem herdar o Reino de Deus. Ela também diz que deveremos descartar-nos do corpo físico e elevar-nos no ar. Daí a citação do Apocalipse, 21:1. “E já não haverá mar”. Desse modo, as condições gerais nos sãos apresentados, e há alguns indícios mostrando que, embora essas mudanças estejam ocorrendo lentamente, elas estão realmente surgindo. Os cientistas começam agora a admitir que a Terra está perdendo umidade. Lemos num artigo publicado no “Literary Digest”: “Muitas autoridades reconhecem que a Terra está perdendo lentamente a sua umidade. Isto ocorre como é parcialmente explicado por C. F. von Hermann, em Science (New York), pela ação das descargas elétricas no vapor em decomposição. Um dos gases componentes, o hidrogênio, é muito leve e sobe até as camadas superiores da atmosfera terrestre, de onde é finalmente expelido.
Essa perda de hidrogênio significa, na realidade, uma perda de água. A decomposição da umidade da Terra, com o seu desaparecimento final, é causada também por outros agentes, especialmente pelo efeito dos raios luminosos da parte superior do espectro. O Sr. von Hermann cita um escritor em Umschau, Dr. Karl Stoeckel, que disse: “Acredita-se que os raios ultravioletas da luz solar, que incidem sobre o vapor de água em suspensão na camada inferior da atmosfera terrestre, decompõem uma pequena parte desse vapor para produzir o hidrogênio, que se eleva a grandes altitudes”.
A respeito disso, o Sr. von Hermann comenta: “Não creio ter sido verificado antes que a superfície da Terra está continuamente perdendo hidrogênio por meio da decomposição do vapor de água provocada por cada relâmpago”. Pickering e outros já reconheceram as linhas de hidrogênio no espectro de um relâmpago, e estudos mais amplos na meteorologia mencionam que os clarões dos relâmpagos decompõem uma certa quantidade de água. O hidrogênio formado por cada relâmpago, eleva-se rapidamente à atmosfera superior e perde-se no espaço.
(Perg. 80 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz SP)
Pergunta: Gostaria que me fosse esclarecida a aparente contradição encontrada no livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas: “O ser humano inicialmente era semelhante aos deuses, feito à sua imagem macho-fêmea, um hermafrodita e, posteriormente, um lado foi-lhe tirado para que ele se dividisse em dois sexos”. “Cada Espírito é completo em si mesmo. Ele assume um corpo masculino ou feminino em épocas diferentes a fim de aprender as lições da vida, e é somente no atual estágio de desenvolvimento que existe uma função tal como a do sexo”. A primeira citação parece afirmar que o ser humano era uno e dividiu-se em duas partes, enquanto a última citação implica que o ser humano sempre foi uno e não se dividiu em duas partes.
Resposta: Ambas as citações estão corretas, mas a primeira refere-se àquilo que consideramos atualmente como o corpo físico. Durante o estágio de cristalização na Época Hiperbórea, quando o ser humano em formação era semelhante aos vegetais, o corpo físico tinha características das várias plantas, pois era capaz de frutificar a si mesmo e criar um novo corpo, mas, posteriormente, na Época Lemúrica, quando se tornou necessário para a evolução do ser humano que ele tivesse um instrumento para pensar, falar e expressar-se, uma metade da força sexual foi desviada com a finalidade- de construir uma laringe e um cérebro. Consequentemente, o corpo físico de um grupo da humanidade retém a polaridade negativa ou feminina para a procriação, enquanto outra parte da humanidade tem o sexo positivo ou masculino desenvolvido no corpo físico.
Não obstante, devemos também compreender que teria sido impossível dividir a humanidade em sexos, mesmo por pouco tempo, se a energia criadora do Espírito não fosse bipolar. Essa força dual criadora é usada em todo o seu poder mágico, e expressa-se como Vontade e Imaginação, masculino e feminino, positivo e negativo. Seja ela ativada por Deus, o Arquiteto de todo o universo solar, ou por um Iniciado de qualquer grau, o processo é o mesmo. Ele requer, primeiro, o exercício da qualidade feminina da imaginação, com a qual o elemento a ser criado é imaginado e moldado na matéria mental em seus mínimos detalhes para formar o arquétipo do elemento a ser criado; segundo, quando esta tarefa tiver sido realizada, é necessário um esforço poderoso da força criadora masculina, a vontade concentrada, para reunir e construir nesse arquétipo criado pela imaginação, o material necessário à sua manifestação no mundo ao qual pertence e no qual deverá atuar.
O mesmo processo ocorre quando um Iniciado deve moldar um veículo no qual possa atuar e materializar-se, ou quando um mágico de ordem inferior deseja criar uma flor ou um objeto similar para uma demonstração.
Cada um deve ser capaz de exercer a função feminina da imaginação a fim de moldar, no mundo invisível, o objeto a ser concretizado. O aroma e tudo que se relaciona a ele deve ser completo – cor, nuance, etc. Em seguida, o esforço poderoso da vontade ordena os átomos físicos na matriz e o objeto manifesta-se no Mundo Físico.
Um processo similar ocorre também na criação de um novo corpo no sistema atual. A potente imaginação feminina da mãe é necessária para moldar o embrião numa forma humana durante o período de gestação, e é a vontade concentrada do pai durante o momento da cópula que fornece tanto o impulso necessário como a força motriz até que o Ego seja capaz de executar o seu próprio trabalho.
Não devemos esquecer que a humanidade é ainda bissexual no que se refere ao corpo físico, pois embora um órgão sexual esteja completamente desenvolvido, o outro permanece latente e, por assim dizer, em estado embrionário. Sendo assim, não há contradição entre as duas citações, pois uma refere-se particularmente ao corpo físico e a outra ao Espírito.
(Perg. 84 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz SP)
Pergunta: Há algum trecho na Bíblia, seja no Antigo ou no Novo Testamento, onde é dito aos seres humanos, que se casem e vivam depois como irmão e irmã, sob quaisquer circunstâncias? Se isto não consta na Bíblia, por que é ensinado por vocês?
Resposta: Os Semitas Originais foram a quinta das raças Atlantes. Surgiram da Atlântida submersa, como foi contado de várias formas nas histórias de Noé e Moisés. Seu destino era uma Terra Prometida, não a pequena e insignificante Palestina, mas a terra como ela é hoje constituída. Era prometida porque estava passando por mudanças que ocorrem quando, uma nova raça está preparada para tomar posse dela. Inundações haviam destruído a civilização Atlante. No deserto de Gobi, na Ásia Central, vagueava o núcleo das presentes raças Arianas.
Na época em que tal núcleo estava para se tornar uma raça que povoaria o mundo, é natural que a procriação de crianças fosse de importância capital. Era considerado como dever de todos gerar um grande número de filhos e ser fecundo. Atualmente, não estamos vivendo naquela época, o mundo está mais povoado, e os Egos reencarnantes estão mais cautelosos, não se empenhando tanto em conceber. Nós nunca apregoamos o celibato geral, nem dissemos que as pessoas devem casar-se e depois viver como irmãos durante todo o tempo, mas ensinamos que as pessoas casadas devem, de acordo com as circunstâncias, ajudar a perpetuar a raça. Quer dizer, se ambos, marido e mulher, estão física, moral e mentalmente em condições, e possuem um lar onde um Ego encarnante possa ter a oportunidade de renascer e adquirir experiência, eles deverão oferecer-se como um sacrifício vivo no altar da humanidade e fornecer a substância de seus corpos para prover um Ego de um veículo, recebendo-o em seu lar como receberiam um convidado querido, gratos por poder fazer por ele o que outros lhes fizeram. Mas, quando o ato de fecundação tiver sido realizado, eles deverão abster-se de outras relações sexuais, até que se sintam novamente preparados para gerar o corpo de outra criança. É esse o ensinamento dos Rosacruzes a respeito da relação ideal entre marido e mulher. Eles sustentam que a função criadora não deveria ser usada com propósitos sensuais, mas para a perpetuação da raça, como foi, naturalmente, designada. Essa é uma situação ideal e pode estar fora de alcance para a maioria das pessoas no presente momento, como o é a prescrição de amar os nossos inimigos. No entanto, se não tivermos ideais elevados, não faremos progresso algum.
(Perg. 21 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz SP)
Senhorita Caranguejo e o Besouro Marinho
Palavra-chave: Discriminação
Era uma vez uma caranguejinha chamada Crusti. Morava em uma linda praia, onde havia centenas e centenas de outros caranguejinhos, como também besouros marinhos e outras minúsculas criaturas marinhas. Era um lugar encantador. Podia-se ver o oceano por quilômetros e quilômetros de distância. Em dias claros, se via ao longe grandes navios passando e, bem distante da praia, uma pequena ilha rochosa.
Crusti era só um bebê caranguejo. Ela não era maior do que uma unha de seu polegar. Isso é ser muito pequenininha, não é? Mas, embora fosse tão pequena, chegou o dia em que ela e seus irmãozinhos e primos tiveram que tomar conta de si mesmos e conseguir suas próprias refeições, porque todos os papai e as mamãe caranguejos tinham ido de férias para a ilha rochosa. Lá, a água era fria e funda e, quando o vento do norte soprava, grandes ondas rugiam e se lançavam sobre os rochedos. Era um lugar perigoso demais para os bebês caranguejos e foi essa a razão de terem sido deixados para trás, em suas casinhas na praia.
Vocês já viram uma casinha de caranguejo? É muito diferente das nossas. Os pisos são de areia úmida e fofa e as paredes também são de areia e muito leves. As casinhas não têm janelas nem portas. Quando um caranguejinho quer entrar ou sair, somente precisa fazer um buraco na parede e passar por ele. O teto é a única parte sólida da casa. Consiste em uma pedra lisa e achatada sobre a areia. Talvez alguns de vocês já tenham visto estas casas.
Geralmente ficam ao longo da beirada da água. Se alguma vez um de vocês viesse a pegar uma dessas pedras, que é o teto de uma casa de caranguejo, que comoção teria provocado. Todos os caranguejinhos e os besouros marinhos fugiriam o mais rapidamente possível para se esconderem em uma casa vizinha. Pensem vocês também: não levariam um susto se um gigante enorme aparecesse e lhes tirasse o teto da casa? Vocês não correriam para se esconder?
A pequena Crusti tinha muitos amigos. Era realmente uma caranguejinha muito esperta. Ela podia correr de lado e para trás também. Seu amigo predileto era um grande besouro marinho preto. Era tão preto e brilhante como um botão de sapato e tinha maneiras educadas. Em verdade, pertencia a uma família nobre e muito antiga de besouros marinhos. Gostava muito de Crusti e os dois costumavam comer juntos todos os dias na Poça da Alga Marinha.
Um dia, quando a sineta de conchas do mar tiniu, Crusti não apareceu. O besouro marinho esperou, esperou e ela não veio. Apesar de estar com muita fome não pensava em começar a comer até que sua amiguinha chegasse. Era um cavalheiro muito educado! Quando já estava ficando realmente alarmado, viu-a correr em sua direção.
Imediatamente ofereceu-lhe o braço e conduziu-a para um canto calmo onde o jantar os aguardava. Crusti não conseguiu comer nada e quando lhe foi perguntado o motivo, quase chorou. E teria chorado se não fosse uma caranguejinha valente, que sabia que chorar era tolice. Disse ao besouro que havia decidido lançar-se ao mar e ir para a ilha rochosa.
O pobre besouro ficou muito transtornado. Ficou muito pálido e também não conseguiu comer. Na verdade, sentiu-se tão mal que uma lágrima rolou pelo seu nariz, mas limpou-a rapidamente com uma de suas antenas, pois não queria que Crusti o visse chorar. Sabia que, apesar de ser um bebe caranguejo, Crusti tinha “opinião própria” e gostava de fazer o que queria. Portanto, se ela tinha decidido ir para o mar, ele não poderia impedi-Ia.
Só que não podia suportar a ideia de perder sua companheirinha e, então, lhe pediu que ficasse. Entretanto, ela decidiu que estaria mais segura nas águas profundas.
– Você não imagina que experiência terrível tive esta manhã, disse Crusti, se soubesse não me pediria para ficar.
– Conte-me, pediu o besouro.
– Ouça bem, eu lhe contarei tudinho, disse ela. Esta manhã estava me divertindo, brincando com os peixes-lua em sua poça, quando o chão começou a sacudir e a tremer. Não sabia qual era a causa, talvez um tremor de terra e isto me fez sentir tonta. Nesse instante, duas criaturas enormes, espirrando água para todos os lados, apareceram ali onde eu estava. Que coisas bem estranhas elas eram! As cabeças eram esticadas para cima de um jeito ridículo e tinham só duas pernas para andar. Imagine ter só duas pernas, acrescentou com desdém. Eu morreria mortificada se eu tivesse somente duas pernas, e olhou cheia de admiração para suas próprias e bonitas dez pernas.
O besouro empertigou-se todo com um estalo das mandíbulas, declarando que, se Crusti lhe contasse quem eram essas criaturas, ele iria imediatamente e as beliscaria bem e rudemente. Estava realmente disposto a isso.
Crusti, porém, não sabia quem ou o que eram.
– Você não acha que poderiam ser gigantes? Perguntou ela.
O besouro tocou de leve sua orelha esquerda com uma de suas pernas tortas, uma atitude habitual que o ajudava a pensar.
– Mas isso não foi o pior que aconteceu, continuou Crusti. Quando corria para me esconder nas algas-marinhas, passei sobre um pé enorme que estava no meu caminho e você deveria ter escutado o grito horrível que a criatura deu. Era simplesmente aterrorizante. Então, a outra criatura correu para mim, colocando um de seus pés na água e tentou me agarrar. Oh, fiquei com tanto medo! Perseguiu-me tanto, que fiquei tão cansada que já não aguentava mais correr; finalmente me agarrou e me colocou numa latinha suja. Era tão quente e abafado lá dentro que quase morri. Se o vento não tivesse virado a lata, tenho certeza que não teria condições de escapar. Então, escondi-me sob uma pedra até que as criaturas se fossem. Foi por isso que me atrasei para o jantar e decidi ir para o mar. Mas, diga-me, você tem alguma ideia quem são essas criaturas?
O besouro pensou intensamente por alguns minutos e respondeu um pouco indeciso:
– Estou imaginando que talvez sejam Doroti e Jaque.
– Sim, sim, gritou Crusti, toda excitada. Lembro-me que foi assim que se chamaram.
– Mas, Doroti e Jaque são seres humanos – pessoa, você sabe.
– São? indagou Crusti. Já ouvi falar nas raças humanas. Elas são coisas muito malvadas, não são?
– Não, eu não diria isso, respondeu o besouro.
– Ora, de certo que são, declarou Crusti com indignação. Por que me pegaram então, se não são maus? Minha tia Bengala de Caranguejo bem que me avisou para ter cuidado com eles. Disse-me que, se alguém aparecesse eu deveria me esconder rápido como um relâmpago, para que não me pegassem e cozinhassem para o jantar.
– Não acho que Doroti ou Jaque fossem capazes disso, comentou o besouro. Só as pessoas que não sabem nada melhor para fazer, é que fazem esse tipo de coisa. Tenho certeza de que não tinham intenção de serem cruéis com você. Bem sabe que as pessoas frequentemente fazem coisas sem pensar. Pode ser que tivessem aprendido que você era uma irmãzinha mais jovem deles e estivessem ansiosos por conhecê-la. Talvez não tivessem intenção de ser grosseiros ou fazer-lhe algum mal.
– Bem, disse Crusti, se eles são meus irmãos e irmãs, acho que seria melhor perdoá-los desta vez, e aguardarei mais um pouco antes de ir morar na ilha. Mas, espero que alguém ensine Doroti e Jaque, e também a todos os outros garotinhos e garotinhas, que não está certo perseguir caranguejinhos ou colocá-los em latinhas sujas, mesmo quando só quiserem fazer amizade.
(Do Livro Histórias da Era Aquariana para Crianças – Vol. V – Compilado por um Estudante – Fraternidade Rosacruz)
Pergunta: Em sua explicação esotérica da ópera TANNHAUSER, o senhor diz que o homem deve encontrar a mulher dentro de si. O que isso significa?
Resposta: É ensinado tanto na Bíblia como esotericamente, que houve um tempo em que a humanidade era macho-fêmea, hermafrodita ou bissexual. Naquela época, cada um era capaz de perpetuar a espécie sem o auxílio de ninguém mais. O homem era, então, uma unidade completa em si, capaz de autofecundação. Não obstante, para que o corpo se tornasse um perfeito veículo para o Espírito, era necessário que se desenvolvesse um cérebro e uma laringe para que o ser humano pudesse pensar e expressar-se através da palavra. Para esse fim, dirigiu-se a metade da força criadora para cima para construir esses órgãos, capacitando o ser humano a voltar a sua consciência criadora para fora, povoando o mundo com criações de sua fantasia tais como podemos ver manifestadas sob a forma de navios, casas, ferrovias, telefones, e todas as outras coisas elaboradas pela mão do ser humano, e que foram primeiro concebidas em pensamento e, em seguida, concretizadas neste mundo físico.
O ser humano tornou-se, assim, um criador em dois planos, o físico e o mental, mas todos nós sabemos que não é possível fazer um circuito elétrico com um fio só. Temos que ter dois de polaridades opostas, e quando metade da força criadora foi desviada para o cérebro, só a outra metade permaneceu disponível para a procriação. Desse modo, o ser humano cessou de ser uma unidade criadora completa e dependeu de alguém mais para suprir a parte da força que lhe faltava, fosse ela positiva ou negativa, masculina ou feminina. Desde então, a dor, o pecado e a amargura invadiram o mundo e ficamos sob o domínio da morte. Não obstante, com o tempo, a humanidade aprenderá a enviar a outra metade da força criadora para cima através da medula espinhal em direção ao cérebro, que se tornará, então, bipolar.
Nessa época, usaremos ambos os hemisférios do nosso cérebro e não apenas um, como acontece atualmente.
Quando esse dia chegar, o homem terá encontrado a mulher dentro de si, e a mulher terá encontrado o homem dentro de si. Não será mais necessário encontrar um companheiro a fim de perpetuar os nossos corpos, pois seremos capazes de conceber em nosso cérebro um veículo adequado à nossa forma de expressão e concretizá-lo, da mesma maneira como agora damos forma física às nossas ideias. É por meio desse poder que os Adeptos perpetuam sua existência física e criam um novo corpo antes de abandonar o antigo, mas eles têm duas medulas espinhais e usam ambos os hemisférios do cérebro.
(Perg. 83 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – Max Heindel –Fraternidade Rosacruz SP)
Influências Fisionômicas e de Personalidade
dos Astros
(*) Advertência: a descrição aqui apresentada é mais exata quando o Astro é o Regente do horóscopo e bem-aspectado.
(Veja mais no Livro: Mensagem das Estrelas – Capítulo XIX – Max Heindel e Augusta Foss Heindel)

O Planeta que rege Gêmeos é Mercúrio e pertence aos Planetas rápidos porque leva um ano, aproximadamente, para passar por todo o Zodíaco. Atualmente Mercúrio rege dois Signos: Gêmeos e Virgem.
Mercúrio faz o semblante magro, e os dedos, tanto das mãos quanto dos pés, compridos e finos e a aparência escura.
O queixo ganha a covinha ou risquinho vertical e dá capacidade intelectual à pessoa.
Mercúrio é considerado o “Mensageiro dos Deuses” e simboliza, com isso, o elo que forma e a sua função servil.
Eles repassam e combinam, mas dificilmente testam as coisas por si.
Mercúrio pode ser descrito como o pensamento “humano” e é, portanto, o elo entre o instinto (Lua) e o pensamento divino (Netuno).
Tradução feita pelos irmãos e irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil, do original: ASTROLOGISCHE TYPELOGIE – Hans Stein – Fishe-tekst – Fraternidade Rosacruz – Alemanha
As Aventuras de Rex e Zendah no Zodíaco
A Terra dos Gêmeos
O portão da terra dos Gêmeos era delicado e diáfano, quase tão fino quanto uma teia de aranha. Dava a impressão que se poderia passar por ele, mas ao mesmo tempo se sentia que ele barrava a passagem. Sua principal característica é que se movia de leve, constantemente, de modo que nunca se sabia para qual parte dele se estava olhando.
Bem no centro havia um ponto de interrogação cercado por borboletas de metal cujas asas eram extraordinariamente lindas, como nunca se viu em borboletas reais. Os pilares do portão eram diferentes. Um era preto, tendo em cima a cabeça de um menino preto, carrancudo; o outro era dourado e encimado por uma cabeça de menino branco, de rosto sorridente.
Rex e Zendah observaram atentamente o portão, embora seu movimento constante dificultasse a observação, procurando um modo de entrar. Estavam ansiosos para entrar pois parecia uma terra alegre.
– “Não vejo nada que nos ajude”, disse Rex, “acho melhor vermos no livro de Hermes”.
Abriram o rolo e onde havia o símbolo da Terra dos Gêmeos, leram: “Observe o lado direito do portão; lá você verá um canudo de prata. No lado esquerdo você achará uma taça dourada, cheia com um líquido. Rex deverá fazer com o canudo uma bola perfeita e Zendah deverá soprá-la até levá-la exatamente em cima do ponto de interrogação que há no portão; nessa ocasião os Guardiães serão vistos e pedirão a senha”.
– “Que beleza!” exclamou Rex, “temos de fazer bolas de sabão e isso é fácil”.
Logo encontraram o canudo e a taça dourada e Rex sentou-se no chão, próximo ao portão, enquanto Zendah ficou de pé, perto, para tentar soprar as bolas na direção ordenada, logo que Rex a fizesse.
Não foi fácil. Primeiramente nenhuma das bolas era perfeita e quando Rex conseguiu fazer uma, ela, ao soltar-se do canudo, desceu até ao chão e eles não conseguiram fazer com que subisse antes de arrebentar. Tentaram inúmeras vezes até que uma bola perfeita subiu lentamente mas arrebentou quando atingiu o lado esquerdo do portão. Outra bola perfeita foi soprada contra o lado direito do portão onde arrebentou. Somente na terceira tentativa Zendah conseguiu soprar a bola na direção certa. A bola foi subindo, subindo, brilhando com as cores do arco-íris. As crianças esperavam ansiosamente até que ela atingiu a parte de cima do ponto de interrogação onde “bang”, arrebentou. No mesmo instante ouviram um riso e duas vozes gritaram:
– “Digam-nos os nomes deste portão”.
– “Alegria e Vivacidade”, responderam os meninos.
As vozes disseram:
– “Entre Zendah com alegria e Rex com vivacidade”.
O portão dividiu-se ao meio e abriu-se rapidamente com um movimento súbito.
Uma multidão de meninos e meninas correram para eles e puxaram-nos para dentro, todos falando ao mesmo tempo.
– “Venham comigo. De onde vieram?” “Como se chamam?” “Vou mostrar-lhes nossa escola”. “Não, deixem-me levá-los à nossa”, disseram vários meninos.
Rex e Zendah foram puxados de um lado para outro, ficando sem saber para onde ir. Era certo que nenhuma daquelas crianças era tímida!
Afinal, um jovem alto e magro, com um alegre piscar de olhos empurrou os outros para o lado e tomando Rex e Zendah pelas mãos gritou:
– “Que vergonha, meninos! Vocês estão desconcertando nossos visitantes e dando-lhes a impressão que não sabemos o que queremos, embora seja verdade que alguns, nesta terra, tenham dificuldade em decidir-se”.
Voltando-se para Rex e Zendah, perguntou;
– “Estão com suas asas?”
Os meninos balançaram a cabeça negativamente, perguntando:
– “Que asas?
– “Oh! Penso que vocês tenham de esperar até que Hermes chegue”, disse o jovem, “mas até lá pedirei às borboletas que lhes emprestem umas”.
O jovem segurava uma vara de aveleira que brandiu duas vezes sobre sua cabeça. Imediatamente centenas de borboletas amarelas e azuis e de libélulas circundaram-nos. A maior das libélulas, grande como um passarinho, trazia em sua boca dois pares de asas sobressalentes, o jovem apanhou-as e amarrou-as aos pés dos meninos.
– “Agora vocês já podem viajar para qualquer parte da Terra dos Gêmeos, com rapidez. Que querem conhecer primeiro?”, perguntou ele, pois via que ambos estavam ansiosos para fazer perguntas.
– “Por que parece não haver pessoas idosas aqui?” perguntou Rex. O rapaz sorriu e disse:
– “Por uma razão. Não nos inquietamos e somos tão felizes que sempre permanecemos jovens, e viver aqui, mesmo por pouco tempo, todos banham-se na fonte da juventude. Venham ver”.
Foram suavemente pelo ar, passando sobre belas florestas onde cresciam campânulas azuis e buganvílias sobre as quais esvoaçavam milhares de borboletas de todas as cores. Chegaram por fim a um bosque de aveleiras, dentro do qual havia uma fonte de um líquido que brilhava feito prata. O líquido movia-se devagar para a frente e para trás em ondas largas, embora não soprasse nem a mais ligeira brisa. O ar estava perfeitamente parado, mas no bosque de aveleiras parecia ventar. O guia convidou-os a sentarem-se e observar.
Logo surgiram voando duas crianças trazendo consigo uma senhora idosa que não tinha asas nos pés. As crianças desceram-na gentilmente num dos lados da fonte segurando-a pelas mãos enquanto a senhora atravessava a fonte.
Para surpresa de Rex e Zendah, quanto mais a senhora penetrava na fonte, mais jovem se tornava; quando chegou ao outro lado já estava completamente rejuvenescida e em seus pés haviam crescido asas. Quando ela viu o que lhe sucedera, elevou-se no ar com um grito de alegria e juntou-se aos outros jovens que a esperavam na margem da fonte.
– “Realmente não há velhos aqui”, disse-lhes o guia levantando-se para reiniciar sua viagem. “Todos os habitantes daqui passam pela fonte da juventude e enquanto aqui viverem, permanecerão jovens”.
Saindo da floresta, voaram para a Cidade de Hermes, onde viram os moradores ocupados em diversos misteres, sempre afanosos, como se tivessem o cérebro nas mãos. Como na Terra do Homem do Jarro (Aquário), encontraram hábeis escultores, outros pintavam quadros ou tocavam com perícia instrumentos de música. Outros escreviam ou iluminavam manuscrito ou gravavam em cobre. Mas o que quer que fizessem, todos pareciam que poderiam deixar seus trabalhos para fazerem os trabalhos dos outros e tão bem quanto os seus próprios.
Por toda a parte os trabalhos eram diferentes. Em uma sala um jovem falava a respeito de suas viagens pelas estrelas. Disseram a Rex e Zendah que aquela era uma terra de conferencistas e que qualquer um podia falar bem, embora os habitantes das outras terras dissessem que eles falavam demais.
Por onde quer que andassem, viam no salão de conferências luzes coloridas e de formas bizarras: centenas de bolinhas flutuando no ar, triângulos, cubos etc. Seu guia explicava que essas figuras luminosas eram pensamentos que se viam mais facilmente ali do que em outras partes, porque lá tudo era muito vivaz e o ar claro.
Por fim chegaram ao palácio de Hermes. Foi bom que eles tivessem asas nos pés pois não poderiam atingir o castelo.
O castelo consiste de duas torres circulares, muito altas e estreitas ligadas por magnífica ponte pênsil que balançava ao sopro da brisa. A entrada principal ficava no meio da ponte.
Todo castelo assentava em um mar de mercúrio e viajava em torno desse mar, incessantemente. Unicamente ao meio dia e à meia noite em ponto, o castelo estava no meio e essa era a ocasião em que se podia voar para a entrada. Em outra ocasião, seria impossível chegar ao castelo.
– “Agora”, disse-lhe o guia, observem atentamente e sigam-me no momento em que o castelo estiver no meio, pois de outra forma vocês não poderão ver Hermes enquanto estiverem nesta terra”.
Ouviram-se badalar de sinos do alto da torre da esquerda. Quando pararam de soar, duas notas profundas saíram dos sinos da torre da direita. Chegara o momento. Eles tinham que voar para a entrada com a velocidade do pensamento e estavam sem fôlego quando chegaram aos degraus da escadaria. Imediatamente o castelo pôs-se a mover, novamente, mas de onde eles estavam parecia-lhes que a terra é que se movia e não o castelo.
No pórtico, dois pagens, um menino e uma menina, puxaram as cortinas. Eram tão parecidas que Rex e Zendah exclamaram:
– “Mas vocês são gêmeos!
Os dois se entreolharam e sorriram;
– “Só os gêmeos são utilizados no palácio de Hermes”.
Tudo era em pares, até as paredes de onde pendiam espelhos coloridos de tal maneira que se você parasse um instante, veria dois de você. Atravessando a ponte e subindo ao topo das torres, entraram na sala do trono que estava suspenso e ladeado por cortinas amarelas amarradas a báculos lá em cima, nas paredes.
Os pagens disseram que essas cortinas eram mudadas constantemente, havendo um modelo diferente para cada dia, pois, quem naquela terra desejaria ver sempre a mesma coisa?
No meio da sala havia espelhos, como nos corredores, e também estátuas de homens correndo ou voando. Em cima pendiam inúmeras fileiras de sinos de prata. No fim da sala, erguiam-se duas plataformas, cada uma com um trono: um amarelo e o outro, púrpura. Hermes estava sentado no amarelo. Sorriu e deu as boas-vindas aos meninos.
– “Imagino que vocês querem saber por que tenho dois tronos, não? Quando todos, nesta terra, fazem tudo direito, uso o trono amarelo, mas quando encontro algo errado, o que acontece às vezes, uso o trono cor de púrpura”.
– “Toquem os sinos de boas-vindas”, gritou ele elevando seu cetro. Os sinos executaram alegre canção.
– “Tudo aqui é juventude, atividade e prazeres, mas há também uma lição a aprender”.
Dizendo isto, Hermes levou-os a um pequeno quarto situado ao lado da sala. Aí os meninos viram uma caixa sobre a mesa, cercada de estranhos instrumentos. Sobre as paredes liam-se as palavras:
“Não calunies, nem dês ouvidos às calúnias”
A caixa é a de Pandora. Faz muito tempo, os deuses deram uma caixa aos homens dizendo-lhes que ela lhes traria felicidade enquanto não a abrissem. Mas Pandora era muito curiosa e abriu-a. Imediatamente saíram da caixa todos os males e doenças que os deuses aí haviam encerrado. Só a esperança permaneceu dentro da caixa.
– “Quando os nossos meninos ficam muito faladores, muito curiosos ou turbulentos, são trazidos para cá a fim de se lembrarem da velha história”.
– “Veem esses instrumentos? Os homens os fizeram na terra para com eles fecharem a boca dos que falam muito. Nós conservamos cópias deles aqui como um aviso contra o falar demasiado”.
Voltaram ao salão do trono. Os pagens vinham constantemente trazer cartas e mensagens a Hermes. Era difícil compreender como Hermes podia atender a todos eles. Finalmente um pagem trouxe lindos pares de asas, semelhantes às que Hermes usava nos pés, e deu-os um a Rex e o outro a Zendah, para substituírem as asas da libélula que haviam usado até então.
– “Agora vocês possuem os sapatos da ligeireza. Eles servem para muitos fins, como vocês verão, mas usem apenas no serviço aos outros. As asas da libélula não servem para trabalhos pesados. Alguns dos meus filhos acham que servem, mas logo verificam que não podem voar longe. A joia que lhes dou é a calcedônia; ela é a senha desta terra, lembrarão a vocês para serem os verdadeiros mensageiros dos deuses, levando a esperança e a alegria onde vocês forem. Tornarei a encontrá-los no último portão para levá-los de volta à casa. Agora não posso mais ficar porque nosso Senhor, o Sol, mandou-me chamar”.
Voltando, passaram pela ponte pênsil e pelo lago de mercúrio. Passaram pela cidade de Hermes onde algumas crianças entravam em edifícios que pareciam escolas. Passaram pelo bosque de borboletas e pela fonte da juventude. Chegaram ao portão de entrada e o mesmo grupo de crianças que os recebeu gritou-lhes, enquanto os portões se fechavam:
– “Não se esqueçam de como se fazem bolhas alegres!
(The Adventures of Rex and Zendah In The Zodiac – por Esme Swainson – publicado pela The Rosicrucian Fellowship – publicado na revista Rays from the Rose Cross nos anos 1960-61; As Aventuras de Rex e Zenda no Zodíaco (as Ilustrações são originais da publicação) –Fraternidade Rosacruz – SP – publicado na revista Serviço Rosacruz de 1980-81)
Ajudando um Homem Chinês Cristão e Orgulhoso Paralítico
Aqui está como uma oração feita por um homem chinês pedindo ajuda foi atendida. A dois Auxiliares Invisíveis foram mostrados um chinês que estava doente com paralisia. Também lhes mostraram como ajudá-lo. Os Auxiliares Invisíveis foram até o homem que tinha, em torno de, 55 anos. Eles o encontraram tremendo.
“Oh, Anjo! Tu poderoso e único, ajude-me, um pobre verme do pó”, disse o pobre homem. “Eu sou dócil e humilde. Eu estou desta maneira a 25 anos, e ninguém mais pode me ajudar. Ajude-me, tu poderoso Anjo”.
“Você é casado?”, perguntou o Auxiliar.
“Não”, ele respondeu.
“Você é pobre?”, ela perguntou a ele.
“Eu tive em abundância, mas as guerras e meu irmão me tiraram tudo”, ele replicou. “Se eu fosse um homem de boa saúde, eu poderia conseguir tudo de volta. Eu tenho rezado por 10 anos para Deus me curar”.
“Se você se tornar bom, você seria um bom homem e seria amável com todas as coisas vivas e ajudaria todas as pessoas que você pudesse?”, a Auxiliar Invisível perguntou. “Você ajudaria igualmente os animais e as plantas?”.
“Minha Religião ensina isso”, o chinês respondeu.
“Qual é a sua religião?”, a Auxiliar Invisível perguntou.
“Confucionismo era minha religião até 10 anos atrás”, ele respondeu.
“Agora eu acredito na Religião Cristã. Eu tenho rezado, mas não tenho recebido ajuda, e tenho perdido tudo que eu tinha”.
“Isto não pode ser uma dívida do passado que você está pagando?”, a Auxiliar indagou.
“Eu não sei”, ele disse, “eu vivi antes?”.
“Com todo o seu estudo, você não sabe sobre renascimento?, ela perguntou.
“Sim, eu li sobre isso quando eu era jovem, mas eu não estava interessado nisso”, ele disse. “Se você me ajudar, eu farei qualquer coisa, absolutamente, que você pedir. Eu quero ir para a América”.
A Auxiliar Invisível perguntou para alguém à distância se eles poderiam ajudar este homem doente, e eles disseram que eles poderiam ajudá-lo.
O homem disse que durante a guerra com o Japão o telhado de sua casa tinha sido alvejado, mas ele não se machucou, e os soldados não o tinham aborrecido, nem o roubado. Os Auxiliares ajudaram o chinês a se erguer e cambalear pelo quarto, caindo de joelhos em frente a Auxiliar Invisível.
“Poderoso Anjo”, ele disse, “este modesto verme do pó agradece. Possa Deus abençoá-la.
A Auxiliar tentou explicar que eles eram Servos de Deus, mas o chinês não acreditava nisso.
“Vá chamar meu servo no outro quarto para vir aqui”, ele disse para o Auxiliar Invisível.
O Auxiliar Invisível desceu até a área da entrada da casa, num caminho curto e entrou em um quarto onde encontrou uma mulher chinesa de boa aparência. Ele disse a ela que o homem queria vê-la. A mulher correu para o quarto e se curvou ante ele.
“Verme do pó”, o chinês disse para ela, ” vá pegar minhas roupas”.
“Basta!”, disse o Auxiliar Invisível. “De agora em diante que ninguém se curve para você. Chame-a pelo seu nome.
Já que você é um Cristão de fé, não pode ter escravos”.
O Auxiliar Invisível sugeriu um nome sutil, no qual o homem gostou. “Eu a chamarei assim”, ele disse.
“Agora desde que você esteja bem, se você gosta dela, case-se com ela, de acordo com os costumes chineses e a trate como sua esposa e não como sua serva”, o Auxiliar Invisível disse. “Seja honesto com ela, e diga por favor quando você pedir a ela para fazer alguma coisa para você. Dê a ela algum dinheiro para gastar com ela mesma”.
O Auxiliar Invisível disse para a mulher que tudo que ele tinha dito se aplicava a ela também.
“Eu lhe agradeço, “ela disse.
“Eu estou bem?”, o homem perguntou.
“Sim, mas você deve sempre cumprir sua promessa; tenha modos e seja prestativo com todos os seres vivos”.
Ambos os chineses prometeram que eles cumpririam. O homem não podia acreditar que ele estava curado, e ele não parava de se examinar para se certificar que estava tudo bem.
(IH – de Amber M. Tuttle)
Ajudando uma Moça e acompanhando um Homem Mau ao desencarnar
Um dia, os Auxiliares Invisíveis encontraram uma jovem, que era prisioneira, que tinha solicitado ajuda deles. Havia cinco anos que esta jovem e seus pais estavam orando pedindo ajuda. A menina estava em algum lugar nas montanhas num prédio velho e bem construído, mas num país vizinho. Os Auxiliares Invisíveis a encontraram no porão dormindo em cima de um pouco de palha. Eles a acordaram.
“Por favor, deixe-me ir para casa, pois estou morrendo”, disse ela.
“Quanto tempo você esteve aqui?” – Perguntou um dos Auxiliares Invisíveis.
– Não sei – disse ela. “Fui trazida para cá em agosto de 1931. Minha casa fica na costa oeste. Eu fui transferida de lugar umas cinco ou seis vezes desde que fui sequestrada. Uma mulher me traz as refeições, mas eu não tenho comida suficiente, e eu estou lentamente morrendo de fome”.
A mulher contou aos Auxiliares Invisíveis onde ficava sua casa. Ela já fora muito bonita, mas sua aparência, atualmente, era pele e osso.
Os Auxiliares Invisíveis olharam ao redor para ver uma maneira de tirá-la dali. Eles não encontraram nenhuma maneira; porém um Auxiliar Invisível pegou na sua mão e chamou a mulher que lhe trazia comida.
“Quem trouxe essa moça aqui?” – Perguntou o Auxiliar Invisível.
“Eu não sei onde estão os dois homens, mas o patrão está lá em cima”, disse ela. “Ele nunca desce aqui”.
O Auxiliar Invisível enviou uma chamada mental para o sequestrador, que chegou armado. Ambos, o homem e a mulher, ficaram tão agitados que eles mal sabiam sobre o que estavam falando.
O homem disse que tinha raptado a moça por dinheiro, mas que não havia conseguido nada. Então ele decidiu mantê-la prisioneira até morrer. Assim, ele levaria seu corpo para casa e o colocaria na varanda da casa de seus pais à noite.
– Nós viemos para levá-la para casa – disse o Auxiliar Invisível. “Pegue algumas roupas para ela”.
O homem malvado riu. “Bem, vocês podem morrer como ratos”, disse aos Auxiliares Invisíveis.
Ele levantou sua arma para atirar num dos Auxiliares Invisíveis, mas eles pediram para as Salamandras ou Espíritos do fogo que aquietassem o fogo; então, sua arma somente clicou. O Auxiliar Invisível pegou a arma do homem que estava assustado e tremendo de medo. O Auxiliar Invisível lhe solicitou, enfaticamente, para encontrar algumas roupas para a mulher e também trazer cobertores grossos. Pediram a mulher que lhe trazia comida para que fosse com o homem para buscar as coisas que eram necessárias.
Os dois saíram e trancaram a porta. “Agora vocês três podem morrer”, gritou o homem malvado e saiu.
A jovem começou a chorar, e os Auxiliares Invisíveis lhe disseram que iriam tirá-la dali. Os Auxiliares Invisíveis desapareceram e subiram para o salão onde estavam o homem e a mulher, se materializaram diante deles e exigiram as roupas. O homem estava paralisado de medo. “Pegue algumas roupas dela e um cobertor, e dê quinhentos dólares” disse ele. “Não. Dê a ela mil dólares e a deixe ir”.
A Auxiliar Invisível pegou as roupas e o cobertor. “Ninguém nos impedirá, uma vez que podemos atravessar qualquer coisa”, disse ela.
Os Auxiliares Invisíveis desceram até o porão e abriram a porta. Vestiram a mulher e a levaram para cima, embrulhada no cobertor. No topo das escadas, eles foram recebidos por dois cães grandes e ferozes. Os cães começaram a se arrastarem em direção aos Auxiliares Invisíveis sobre seus estômagos, e eles choramingaram ao invés de rosnar. O Auxiliar Invisível solicitou ajuda para tirar a moça da casa, pois achava que os guardas poderiam começar a atirar neles e podia ferir a moça. O outro Auxiliar Invisível disse que não precisaria de nenhuma ajuda.
Os Auxiliares Invisíveis disseram às Salamandras para aquietassem o fogo até que eles saíssem. Eles enrolaram a mulher no cobertor e saíram pela porta. Eles criaram uma espécie de escudo em forma de nuvem ao redor dela por meio do pensamento. Depois disso, os Auxiliares Invisíveis flutuaram no ar e a levaram para a pequena cidade onde ela morava, a deixando em segurança em casa, com seus pais.
“Agora vou voltar para aquele lugar para ver se há mais gente mantida em cativeiro”, disse o Auxiliar Invisível a seu companheiro. A Auxiliar Invisível disse que ela também iria. Quando os Auxiliares Invisíveis voltaram à casa do sequestrador, o homem estava conversando com a mulher.
Um Auxiliar Invisível apareceu na sala e perguntou ao homem se havia mais prisioneiros naquele lugar e ele disse: “Sim”.
“Mostre-nos onde eles estão”.
O homem foi a um quarto, destrancou uma porta, e disse aos Auxiliares Invisíveis que havia uma mulher no armário na outra sala.
Os Auxiliares Invisíveis começaram a atravessar o chão. Quando chegaram ao centro da sala, o homem ergueu uma porta de armadilha, e os Auxiliares Invisíveis entraram em um lugar escuro. Um Auxiliar Invisível gritou e agarrou o outro, pois ela tinha esquecido que não estava em seu corpo físico e, portanto, não podia ser ferida.
“Acalme-se”, disse o Auxiliar Invisível. “Nada podem te machucar”.
“Eu tenho medo”, a senhora Auxiliar Invisível respondeu a ele.
“Vá para casa”, disse seu companheiro.
“Me leve para fora e eu irei”, ela respondeu. Nesse momento, ela viu alguns crânios. “Oh! Olhe para esses crânios”, ela disse. “Olha! São quatro”.
“Sim, quatro pessoas pagaram o preço”, disse ele. “Venha, vamos sair daqui”.
Os Auxiliares Invisíveis se desmaterializaram rapidamente, retornaram até o homem e se materializaram.
“Não queremos mais confusão, companheiro” – disse o Auxiliar Invisível.
O homem deu um salto, assustado.
“Sim, seu tempo acabou, e eu tenho um lugar para você”, disse o Auxiliar Invisível.
“Eu não quero morrer”, disse o homem com muito medo. “Eu te darei um milhão de dólares para me salvar”.
“Eu não posso fazer nada”, disse o Auxiliar Invisível. “Olhe para sua vida, e veja o que você fez”.
O homem começou a contar e disse: “Eu sou culpado de sete assassinatos. Olhe para as pessoas que eu chicoteei e roubei! Olhe para todo o gado que já envenenei e as casas que eu queimei! Razão pela qual, eu não fiz nada de bom!”. E ele caiu morto.
Este homem malvado estava revendo os acontecimentos que ele tinha feito durante sua vida, pouco antes de morrer, até quando ele era um bebê. Chamamos isso de panorama da vida.
Os Auxiliares Invisíveis levaram o homem para a região fronteiriça, que é uma região entre o Primeiro Céu e o Purgatório.
“Levem-no para próximo da atmosfera da Terra”, disse um dos responsáveis. “Mantenha sua companheira perto de você. Não, melhor deixa-la aqui”.
“Eu quero ir”, disse a Auxiliar Invisível.
O Auxiliar Invisível a manteve do seu lado, e eles levaram o homem para baixo. O que eles viram foi muito terrível para se colocar em palavras, e nenhum dos dois Auxiliares Invisíveis desejou ir àquela região nunca mais. Esse homem maligno tinha criado todos os tipos de entidades enormes, feias e ferozes, por meio dos seus maus pensamentos e ações.
(IH – de Amber M. Tuttle)