porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Paz de Deus

A Paz de Deus

De tempos em tempos ouvimos falar muito de paz; todavia, se pedirmos que nos deem uma definição da palavra “paz”, arriscamo-nos a obter uma resposta muito incerta e vaga. De um modo geral, pensamos que a paz é a ausência de guerra, ou a ausência de disputas, de ruídos ou qualquer ideia do gênero.

Essas coisas são, de fato, aspectos da paz, mas são todas negativas. De forma que somos levados a indagar se não há também um aspecto positivo. Uma coisa que é inteiramente negativa, se é que alguma coisa o pode ser, é sem dúvida insatisfatória e incompleta. Vejamos, pois, se não existe também um lado positivo.

Numa grande galeria de arte existe um quadro representando uma impetuosa queda de água, junto à qual cresce uma árvore. Num ramo dessa árvore, que se debruça sobre a queda de água, encontra-se um passarinho cantando em louvor a Deus. O quadro intitula-se “Paz”. Pensemos por um momento, e prontamente compreenderemos o que estava na mente do artista. Ele viu claramente, e representou com muito êxito, a ideia do aspecto positivo da paz.
Durante a primeira guerra mundial, foi uma coisa notável que, exatamente na “terra de ninguém”, por entre as granadas e as balas, os pássaros continuavam a sua vida normal, sem sequer saberem que o ser humano, que se imagina tão superior, lutava contra a sua própria espécie. Em certa ocasião, num castelo arruinado que se encontrava na linha de combate, eu e meus companheiros observamos um casal de andorinhas. Desde a madrugada até ao crepúsculo, esses dois passarinhos andaram de cá para lá, nas proximidades do seu ninho, trazendo ambos o bico cheio de moscas para os seus esfomeados filhotes. Viram também uma paz ativa.

Outro exemplo: Ouçam um pouco da música dos mestres — o “Largo”, ou o “Coro da Aleluia”, de Haendel, a “Sonata Patética”, de Beethoven, o “Noturnos”, de Chopin — e verão que essa música é ativa, que algumas dessas obras manifestam mesmo grande atividade, e, contudo, quando as tocamos ou ouvimos, sentimos uma intensa vibração de paz e conforto.

Na vida quotidiana encontramos a mesma coisa. Coloquemo-nos num grande edifício onde se produz força motriz, defronte de um grande gerador de corrente para uma cidade; ouçamos o seu constante e tranquilo sussurro, e sem dúvida experimentaremos uma sensação de paz.

Ou pensemos então no motorista de um carro, que segue por uma estrada adiante, e ouve o constante sussurro de um motor bem afinado. Ele está bem alerta, contudo descontraído na presença de um poder ativo, concentrado, mas dirigido.

Não, a paz não é negativa, não é um estado de inércia, mas sim uma sensação de atividade harmoniosa, pela qual nos sintonizamos com Deus.

Pensemos no ruído da máquina de escrever, que tem o poder de nos acalmar ou de nos irritar. Por que?

Simplesmente devido a forma como as nossas forças e emoções a ele reagem. E é sem dúvida aqui que se encontra a chave do mistério.

Não é a atividade ou a sua ausência que constituem a paz. É antes essa sensação íntima de harmonia e tranquilidade.

Mas, até aqui, temos estado a falar de paz simplesmente em relação a nossa condição humana. Para que possamos compreender a paz de Deus, não teremos de olhar ainda mais para dentro?

Em nossa vida quotidiana, estamos constantemente a encontrar condições propensas a perturbar e nublar os nossos Corpos de Desejos. Sempre que permitimos tal condição, perdemos imediatamente a sensação de paz, não é verdade? De forma que depende de nós defendermo-nos, reprimir a irritação ou a crítica em relação às ações do próximo; habituarmo-nos a dizer: “não a minha vontade, mas a tua”; aprender a considerar o ponto de vista das outras pessoas e, se se nos tornar necessário, dar a conhecer o nosso desacordo, fazê-lo com o devido espírito de amor e bondade. Quando procedermos assim — e concordamos que é uma coisa muitíssimo difícil de fazer — começaremos então finalmente a sentir aquela paz mais profunda, mais íntima, uma antecipação da verdadeira paz de Deus. Devemos observar que não há necessidade de nos retirarmos do contato com o mundo.

Evidentemente que não, pois dessa forma não podemos esperar senão os mais negativos aspectos da paz — a inércia, a qual de fato não é paz de forma alguma.

Não, nós não precisamos procurar a paz, temos é que harmonizar os nossos corações com o que nos rodeia. Tantas vezes ouvimos dizer: “Oh, se eu pudesse viver em outro ambiente!” Para quê? Uma vez que nos encontramos no ambiente mais propício para nós, nas verdadeiras condições escolhidas por nós próprios, antes de renascermos? Tantas vezes ouvimos, na verdade, e talvez o digamos a nós próprios: “Oh, se eu pudesse vir trabalhar aqui na Sede, como tudo seria simples para mim! ” Vejo um pequeno sorriso nas faces de alguns dos nossos obreiros.

Eles sabem perfeitamente que não é tão fácil. Aqui, como talvez em parte alguma do mundo, onde são enviados ensinamentos elevados e sublimes, onde as forças do bem são poderosas, exatamente aqui encontramos as forças negras do mal, concentrando-se para tentar anular todo esse bem. Ao passo que trabalhar na sede pode dar muita alegria e satisfação. É isso, sob certos aspectos, o mais difícil. Esses queridos amigos necessitam de todo o auxílio que pudermos dar-lhes. São apenas seres humanos, como nós próprios; cometem os seus erros; têm os seus problemas; conseguem fazer muito bem. Necessitam de pensamentos amorosos.

Devemos sempre lembrar-nos de que a Fraternidade não é apenas constituída pela Sede, mas sim pela soma total de todos os estudantes e Probacionistas, onde quer que se encontrem no mundo.

Por conseguinte, torna-se absolutamente óbvio que, ao procurarmos manter os nossos corpos sob fiscalização, ao tentarmos aprender a fé que se recusa a ser perturbada, então não somente começaremos a experimentar essa espantosa paz interior, a paz de Deus, mas começaremos também a irradiá-la para o mundo.

Com tudo isto, não conseguimos realmente definir a paz de Deus, não é verdade? Pois isso é algo que não se pode expressar devidamente. É qualquer coisa que apenas podemos sentir, à medida que nós formos nos reconciliando com aquela palavra espiritual de harmoniosa criação.

Mesmo assim, apenas entrevemos um fragmento da sua divina glória, pois é maior do que tudo que possamos imaginar.

Temos assim o aspecto positivo ou ativo da paz, e esse também é incompleto.

Para conseguir descobrir a verdadeira paz, temos necessariamente que equilibrar os dois polos. Ao passo que, em nossos múltiplos deveres e atividades, lutarmos por esse sentimento íntimo de paz, que é a presença de Deus, não devemos, contudo, negligenciar os nossos períodos de tranquila meditação, o silêncio das concentrações nos nossos serviços, a descontração e repouso das ocasiões em que nos encontramos a sós com os nossos pensamentos. Sim, ambas as coisas são muito necessárias, e quando conseguirmos abrir os nossos corações a esses dois aspectos da paz, experimentaremos essa paz divina de que tanto necessitamos nestes conturbados tempos.

“Possa a paz de Deus, que ultrapassa todo o entendimento, manter o nosso coração e a nossa mente no conhecimento e amor Divinos”.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de 02/72)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Faísca Insatisfeita – Palavra Chave: Coragem

A Faísca Insatisfeita
PALAVRA CHAVE: Coragem

No fundo, bem no fundo da Terra, existem ricos leitos de carvão ou minas. Vocês sabiam disso, não é? Não sabiam? Bem, agora vocês sabem e algum dia aprenderão tudo sobre essas camadas de carvão, mas nossa história de hoje é sobre algo um pouco diferente.

Alguém que tem ouvidos muito aguçados ouviu certo dia uma conversa muito, muito interessante. Os gnomos que trabalham com o carvão estavam conversando com os raios do Sol. Vocês sabem, eles entendiam-se perfeitamente. Eis o que falou o Mais Sábio dos Gnomos:

– No fundo da Terra há uma faísca de luz insatisfeita, sempre dizendo: “Deixe-me sair! Estou cansada de ser prisioneira. Quero sair. Estou tão tolhida aqui neste carvão tão, tão negro! Deixe-me sair, por favor! Por favor! Não pertenço a este lugar porque sou uma faísca de luz. Por que tenho que ficar trancada no escuro? Oh, deixe-me sair! Quanto tempo mais terei que ficar aqui”?

Os raios do Sol dançavam e brincavam à volta de onde estava sentado o Mais Sábio dos Gnomos.

– Pare de dançar por um minuto, Alegre Raio de Sol, disse o Mais Sábio dos Gnomos a um dos raios mais alegres e animados. A Faísca deve ter algum parentesco com vocês. Vamos ver se pensamos em alguma maneira de ajudar essa pobre encerrada. Como vocês acham que uma faísca de luz conseguiu ficar dentro do leito do carvão? Mas já que está lá, talvez possamos tirá-la.

Alegre Raio de Sol, sempre tão brilhante disse:

– Sábio Gnomo, você não sabe que todas somos faíscas de luz do Grande Espírito do Sol, manifestadas em diferentes aspectos, maneiras e formas? Algumas faíscas, como os raios do Sol, brilham de dia, enquanto os raios lunares e o das estrelas brilham à noite. Algumas estão totalmente escondidas dos olhos, nos corações dos seres humanos e nas flores; algumas escondidas nas pedras e rochas e sim, até mesmo no negro, negro carvão. Mas todas elas pertencem ao Grande Espírito do Sol. Sempre, sem falhar, quando o tempo certo chega, as faíscas são todas libertadas de seus esconderijos. Agora, Mais Sábio Gnomo, apresse-se, continuou o Alegre Raio de Sol, e conforte essa Faísca insatisfeita. Diga-lhe para ser um pouco mais paciente. Ela ficará escondida por algum tempo – talvez cem anos, ou por aí, mas isso não é muito tempo. Algum dia, o carvão será descoberto pelos seres humanos e trazido para a luz do dia, para fora da terra totalmente. Então, em algum dia de muito frio, o carvão se encontrará em um fogo maravilhoso, todo vermelho e brilhante, e de dentro dele sairá a Faísca. Ela voará diretamente para o Sol e estará junto com os outros raios outra vez e brilhará, brilhará, brilhará. Então, dançará com os raios do Sol nas árvores, nas flores, e será feliz e brilhante.

O Mais Sábio dos Gnomos achou que o plano do Alegre Raio de Sol era muito bom e concordou em fazer o que lhe fora sugerido.

Novamente, o Alegre Raio de Sol falou, murmurando muito baixinho:

– Por favor, Sábio Gnomo, diga também para a Faísca não ficar mais se lastimando, ela deve ser corajosa. Algum dia se libertará do negro, negro carvão e será uma linda faísca de luz. E diga-lhe que nunca se esqueça de que mesmo estando escondida no fundo da terra, ela é uma faísca de luz do Grande Espírito do Sol, o dador da luz e da vida.

(Do Livro Histórias da Era Aquariana para Crianças – Vol. V – Compiladas por um Estudante – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O que é a Fraternidade Rosacruz?

A Fraternidade Rosacruz não é uma seita ou organização religiosa, mas sim uma grande Escola de Pensamento, filosófica-cristã, que divulga a filosofia ou cristianismo esotérico, tal como foi ensinado a Max Heindel, seu fundador, pelos irmãos Maiores da Ordem Rosacruz.

Seus ensinamentos projetam luz sobre o lado científico e o aspecto espiritual dos problemas relacionados a origem e evolução do Ser Humano e do Universo.

Estes Ensinamentos constituem um meio para nos tornarmos melhores e desenvolvermos o sentimento de altruísmo e do dever, estabelecido assim uma Fraternidade Universal.

A Fraternidade Rosacruz é cristã porque baseia seus ensinamentos nos princípios cristãos, e é esotérica, ou oculta, porque desvenda o sentido mais profundo desses mesmos princípios.

A divisa da Fraternidade Rosacruz é: uma Mente Pura, um Coração Nobre e um Corpo São

Sua tônica é: SERVIÇO

 

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Nossa “Bondade” tem que adquirir Força em Si Mesma

A Nossa “Bondade” tem que adquirir Força em Si Mesma

Durante a nossa jornada de purificação, quando nos esforçamos por mudar seriamente de vida e tornar-nos cada vez melhores corremos o risco de acabar parecendo tolos, dando ensejo a que pessoas mal informadas, interpretem nossa bondade baseadas em seus próprios padrões, como sinal de fraqueza. Daí podem surgir situações difíceis que vão exigir tremendos esforços de nossa parte, para que sejam corrigidos todos os enganos, e as coisas colocadas em seus lugares. Na verdade, leva um bom tempo até que nosso esforço para sermos melhores, apareça revestido de sua própria verdade, sob sua real aparência. Antes disso, há um longo incômodo interno até que se chegue a adquirir o aspecto de tranquilidade, paz e desprendimento real, que não poderá mais ser confundido com a aparência de uma pessoa tola e desavisada.

Para isso, nossa “bondade” deve adquirir força em si mesma, criada não só pelos nossos bons propósitos, mas principalmente pelas nossas boas realizações.

O exemplo máximo de força encontramos em Cristo Jesus, que era bom, justo, honesto e manifestava todas as qualidades superiores que eram raras na humanidade de seu tempo. Essas qualidades eram fortes e se sobrepunham às iniquidades e fraquezas dos que O cercavam, fazendo-O amado por uns e temido por outros. E foi por temor à força dessas qualidades que O crucificaram. Mas embora fosse Cristo um enviado do Pai para sacrificar-se por nós, redimindo nossos erros pelo seu sangue derramado na cruz, é seu exemplo que temos de seguir, para que seja possível despertar a força que existe em nós, e que é Deus em nosso próprio íntimo.
Porque, só quando pudermos nos apoiar nesta força, é que alguma coisa começará a dar frutos, no longo caminho de preparação que vimos trilhando. Esses frutos, porém, muitas vezes poderão parecer fugazes, como se a força conquistada em bem, nos esteja escapando, fazendo com que nos sintamos subitamente sós e desamparados. Mas, embora isso aconteça, não será prova de que Deus nos abandonou e retirou de nós a sua força.

Pelo contrário, vem provar que Ele está ainda mais próximo, a ponto de nos permitir experimentar nossa própria solidão, e nos fazer compreender e sentir que Ele é também esta solidão, que Ele também está no nosso desamparo.

Uma coisa é certa: nunca estamos sós. Deus está sempre presente, e é a nossa constância no Bem, nossa permanência na Verdade, que nos levará a sentir cada vez mais real a presença Divina. Mesmo que a impressão dessa Presença mude, que já não se manifeste como apoio, como graça, como auxílio, mas como percalço, como dura experiência, mesmo assim, ela, a Presença, está cada vez mais perto e mais sutil; não como uma força externa, mas como Poder dentro de nós mesmos, como aquisição conquistada pela nossa própria permanência na fé. E esta deve ser a nossa maior esperança quando tivermos que colocar à prova a nossa bondade, num mundo que nem sempre encontraremos preparado para recebê-la.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de junho/73)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Técnicas de como Salvar uma Pessoa de ser Assassinada em um País em Guerra

Técnicas de como salvar uma pessoa de ser assassinada em um país em guerra

A seguinte história é bastante diferente, mas ilustra bem o trabalho dos Auxiliares Invisíveis. Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados a uma terra estrangeira para salvar um jovem que morava numa casa com vista para uma bela represa. No caminho, os Auxiliares Invisíveis passaram por um país montanhoso que, em determinados lugares, era muito bonito. Muitas guerras aconteceram naquela parte do país. Os Auxiliares Invisíveis chegaram a casa que havia sido mostrado e receberam instruções de Seres Elevados para executar sua missão naquela noite. À medida que os Auxiliares Invisíveis desceram avistaram dois cordeiros bonitos e um cão pastor no pátio, em frente da casa. Um dos Auxiliares Invisíveis foi vê-los, aproximando-se.

Um pouco antes dos Auxiliares Invisíveis chegarem ao local, alguns soldados encontraram um rapaz, um jovem aparentando uns dezoito anos, que vivia com suas três irmãs. Ele tinha ido à cidade para comprar suprimentos e estava voltando para casa. Os soldados iriam atirar no jovem por ser antipatriota. A um dos Auxiliares Invisíveis foi solicitado que levasse esse jovem assustado a uma casa e que construísse um campo de proteção invisível ao seu redor e o aconselhasse a ficar longe do seu lar por um tempo.

No exato momento em que os soldados estavam prontos para matá-lo, o Auxiliar Invisível agarrou o jovem, o suspendeu no ar e depois o levou para tal casa. O outro Auxiliar Invisível assistiu a tudo isso e na manhã seguinte, quando acordou, lembrou de tudo com clareza.

Os soldados estavam muito confusos e surpresos; pois quando atiraram no jovem viram o Auxiliar Invisível afastando-o com segurança. A Auxiliar Invisível perguntou ao jovem se saberia explicar como ele atravessou a casa tão rapidamente.

“Não, você viu?”, ele perguntou.

Então o Auxiliar Invisível explicou como foi feito. Ela lhe contou como foi conduzida a situação e falou sobre os Auxiliares Invisíveis e seu trabalho – como eles fazem e como eles podem ter controle sobre os Corpos físicos suspensos no ar. O jovem estava muito interessado.

O Auxiliar Invisível lhe disse que tinha sido enviado para ajudá-lo porque ele tinha um trabalho a fazer pelo seu povo.

“Eu simplesmente não consigo entender como você me pegou e me levantou tão rápido pelo ar e me desceu tão facilmente”, disse o jovem. “Eu tive até dificuldade em respirar”.

“Oh, seu trabalho é maravilhoso!”

Então, o Auxiliar Invisível disse ao jovem para deixar o seu lar e que nada de mal ocorreria com suas irmãs ou a seus animais de estimação. O jovem foi embora imediatamente.

Os Auxiliares Invisíveis entraram na casa e conversaram com suas três irmãs. Uma delas tinha sido uma enfermeira do exército por dez anos, depois disso, manteve-se em casa. A irmã mais nova tinha um tipo de debilidade mental incurável e nunca tinha frequentado uma escola. Os Auxiliares Invisíveis queriam ajudá-la, mas foram informados que não podiam ajudá-la, uma vez que tinha lições a aprender. Os pais estavam mortos, e as irmãs e seu irmão se apropriaram daquele lugar e foram informados de que não deveriam se preocupar.

Os Auxiliares Invisíveis perceberam um empregado que estava tentando ajudar um cachorro de estimação que estava doente. O cachorro estava enrolado em um cobertor acolchoado e deitado numa cama no chão. Ele estava constipado e tinha febre. Os Auxiliares Invisíveis curaram o cachorro, que, em seguida, logo levantou e correu.

A essa altura, os cordeiros tinham sido levados ao porão, onde seriam guardados. Uma irmã disse que eles deixavam os cordeiros se alimentarem de capim no quintal várias vezes por dia e, então, os guardavam, pois queriam protegê-los dos soldados que passavam por lá.

(IH – de Amber M. Tuttle)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Ajudando uma Família de Esquilos

Ajudando uma Família de Esquilos

Uma noite de novembro, dois Auxiliares Invisíveis foram à um lugar na América do Sul onde encontraram, em uma grande árvore, uma mamãe esquilo e seus bebês. Os esquilos estavam magros e com fome, pois a comida era muito escassa. Um Auxiliar Invisível disse a mamãe do pequeno esquilo, de olhos bem brilhantes, que os levariam para um lugar onde ela pudesse conseguir mais alimento.

O Espírito-Grupo mostrou aos Auxiliares Invisíveis para onde deveria levar os esquilos. Os Auxiliares Invisíveis os levaram a uma fazenda que ficava cerca de 24 quilômetros dali e lá teriam facilidade em conseguir alguns vegetais verdes e milho em um silo. O fazendeiro, que era um homem gentil, certamente não machucaria os esquilos. O Espírito-Grupo disse para os Auxiliares Invisíveis que eles poderiam ficar lá.

(IH – de Amber M. Tuttle)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

RECEITA – Tortinha de Espinafre

TORTINHA DE ESPINAFRE

Ingredientes:

  • 4 ovos
  • 1 xícara (chá) de cebola picadinha
  • 100 grs de ricota esfarelada
  • 100 grs de muzzarela ralada
  • 1 xícara (chá) bem cheia de espinafre picado
  • 1 cx peq de tomates cereja
  • salsinha picada
  • cebolinha picada
  • azeite

Modo de preparo:

Num pirex não muito grande e que possa ir ao forno coloque:

  • 4 ovos e bata, acrescente a cebola, a ricota, a muzzarela, o espinafre e conforme for colocando, vá mexendo delicadamente.
  • Coloque a salsinha e a cebolinha e misture.
  • Coloque os tomates cereja cortados ao meio, por cima.
  • Regue com azeite.
  • Leve ao forno pré aquecido por 30 minutos.
porFraternidade Rosacruz de Campinas

Você tem qualidades para renovar o mundo?

Você tem qualidades para renovar o mundo?

O verdadeiro renovador não é aquele que agride os outros acusando-os de todas as falhas; que descarrega sobre os ombros alheios a responsabilidade de todas as coisas; — que permanece na parte externa dos acontecimentos.

Não. O verdadeiro renovador, se sente – ele mesmo – igreja, fraternidade, sociedade, “os outros”, comprometido com a vida até suas últimas consequências. Não se evade, colocando culpa nas estruturas e obstáculos para uma realização.

O verdadeiro profeta está disposto a dar a vida pela causa comum e sabe que as estruturas por quanto inadequadas e injustas, não o impedem de amar e doar-se totalmente. Conta-se que o Capitão Cortés, ao chegar ao México, queimou os navios, para externar com esse seu gesto que não era possível voltar para trás. O autêntico renovador não foge da situação, mas a enfrenta com espírito de total disponibilidade.

Que se deve, então, fazer? Devemos ser os pioneiros de um mundo novo, de uma sociedade melhor do que aquela em que vivemos. Somos chamados a fazer coisas que vão além da lógica e da psicologia.

Dar aos outros todo o nosso tempo e toda nossa vida, não é lógico, nem psicologicamente possível, e, no entanto, isto não é uma utopia.

O renovador é um ser humano de vitalidade ascendente, isto é, um ser humano que onde se encontra, leva a vida, a alegria, embora muitas vezes tenha que dizer: Não. E o diz com tanto amor, que também nesse caso, comunica um sentido de grandeza e elevação. Seu oposto é o ser humano de vitalidade descendente, isto é, a pessoa que trata as coisas de cima para baixo. Mesmo num ato generoso, deprime.

É muito importante ser consciente da dialética entre vida e morte, abraço e repulsa, alegria e tristeza.

Hoje nós conhecemos por dentro o problema da guerra, da fome, da alienação, do vazio existencial, mas exatamente porque desejamos ser renovadores, julgamos que a vida é mais bela do que a morte, que é melhor construir que destruir, melhor amar que odiar, melhor a alegria do que a tristeza.

Essa é a primeira característica da espiritualidade de um renovador.

Não tenho confiança nas pessoas e nos grupos que vivem a renovação em um clima de agressividade e de amargura, jogando pedra em todo mundo.

Além disso tudo, o verdadeiro renovador deve ser um poeta para criar um mundo novo. Mais do que burocráticos e organizadores, precisamos de poetas. Falando isso não quero dizer que se deva desconhecer a necessidade da ciência, da técnica e da organização. Quero dizer que se o fogo da poesia não aquecer tudo isso, estará condenado à atrofia.

Que risco corre quem se torna autoridade? Uma pessoa planificada, escrava da engrenagem burocrática, sem asas para idealizar e prever o mundo do futuro. Essa doença enfraquece todas as instituições de nossa sociedade.
Daí a necessidade de, em todos os níveis de nosso mundo político, social, econômico, eclesiástico, criarem-se grupos de pessoas que sonhem com novas fronteiras. Erra quem ri dos contemplativos, isto é, daqueles que se deixam atrair pelas estrelas, pelo sol, pelo fio da erva, pelo canto dos passarinhos… daqueles que colhem os sinais dos tempos.

Hoje temos necessidade de artistas, de músicos, de poetas, de pessoas que olhem para mais longe. Os técnicos valorizarão as ideias deles. Por que os jovens de nossos tempos gostam da música? É evidente: existe nela a visão de um mundo completamente novo.

Uma terceira característica do renovador é ser existencialmente empenhado. Deve ser uma pessoa disposta a perder tudo, sem nenhum compromisso; a dar-se inteiramente e para sempre; uma pessoa com a qual se pode contar, porque não é ligada a ninguém e a nada, porque não procura fazer carreira, nem visa lucro, nem a própria promoção. É toda empenhada em realizar um novo céu e uma nova terra, uma nova sociedade, uma nova igreja. Por isso se empenha em conhecer os outros pelo nome. A sociedade do futuro não será uma sociedade anônima. Sinto-me humilhado quando me encontro com alguém que conheço e não me lembro o nome. Um conhecimento desse tipo não é possível se a sociedade não se estrutura, desde a base, de um modo humano.

Ocorre fazer a experiência de fraternidade com um pequeno grupo para vivê-la em todas as circunstâncias. Não se pode prescindir dessa experiência se se quiser chegar a uma verdadeira renovação.

Não se é renovador se não se decide a esquecer a si mesmo e a procurar o outro, acolhendo-o no mistério de sua interioridade. O verdadeiro renovador se empenha também no diálogo. O que é o diálogo? Dialogar é ver o mundo com os olhos do outro, é dar ao outro os meus olhos para que também o possa olhar. Não é falar um depois do outro, mas é dizer um ao outro: “por favor, você me dê seus olhos”. “Você” vê coisas que ainda não vi, conhece regiões, pessoas que eu não conheço. E você os viu numa perspectiva diferente da minha e participou dos acontecimentos de modo diferente. É maravilhoso ver o mundo com os olhos dos outros. O renovador é aquele que se decide a amar. É fazer um “nós” com os outros. É muito triste encontrar um pseudoprofeta que fala da religião, dos povos subdesenvolvidos como de terceira pessoa. O verdadeiro renovador é aquele que descobriu o “nós” ao nível do ser e do fazer. Cometemos um grave pecado instaurando um desencadear sem fim de racismos: aqui, ricos; lá, pobres. Aqui os brancos, lá, os negros. Aqui os do Norte, lá; os do Sul. Aqui os progressistas, lá; os conservadores.

Quando, nas fronteiras, me pedem o passaporte, sinto todo o ridículo da situação.

Nós que não estamos dispostos a aceitar passaportes, carimbos de nacionalidades, fronteiras e barreiras, nós que estamos dispostos a sermos uma só coisa, a nós está confiada a criação de um novo tipo de sociedade e também, por que não, um novo tipo de religiosidade.

Para esse trabalho, porém, são necessárias duas ações convergentes: uma de baixo e outra de cima. Se do alto impuserem novas estruturas sem que a base esteja preparada para acolhê-las, a troca seria artificial. Por isso ao lado das soluções radicais previstas pelo alto é necessário um trabalho de sensibilização das consciências às novas exigências do tempo.

Por isso são muito necessárias hoje pessoas ricas de carga interior, que traduzam seus pensamentos em ações concretas, que escutem as consciências e as façam mais sensíveis aos problemas da renovação. Quem tem dotes para agir do alto, use-os; quem, ao invés, é chamado a colaborar de baixo, se empenhe nessa linha. Só assim faremos um novo céu e uma nova terra.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de jan/72)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pó de Diamante

Pó de Diamante

Foi fascinante observar como um relojoeiro polia o delicado eixo de uma engrenagem de relógio. À medida que uma roda girava em minúsculo torno, o operário perito gentilmente comprimiu um pedaço de madeira macia contra a superfície estreita da espiga. Entremeio havia pó de diamante — o mais eficiente abrasivo conhecido na profissão.

“A espiga é a superfície externa da roda”, esclareceu-me ele. “Se esta peça não tem exatamente o formato que deve ter, é preciso poli-la de novo. O balancim é o coração do relógio, e se houver nele alguma dificuldade, qualquer coisa poderá acontecer depois”.

Aquela substância branca aparentemente inócua, aplicada com tanta suavidade pelo relojoeiro era que dava polimento a espiga e restituía ao balancim sua primitiva eficiência. O pó de diamante é o melhor dos abrasivos. O pó branco desfaz as asperezas e restitui as coisas a sua superfície lisa.

Muitas vezes na vida, nossa maquinaria mental e emocional deixa de funcionar com suavidade porque alguma coisa não está em perfeito estado. O balancim da vida faz atrito em muitos lugares porque a espiga está sulcada de deformidades desagradáveis, e crivada de depressões de pecado. Naturalmente, ficamos angustiados e ansiosos, porque não estamos com o nosso tique-taque correto.

Tudo parece andar errado quando alguma coisa no coração não funciona bem. O reconhecimento disto é o primeiro passo a tomar para prover uma solução para o problema. Portanto, certificai-vos de que o passo seguinte seja tão sábio quanto o anterior.

Ide ao Relojoeiro. Não vos desmontes sozinhos, e, por vós mesmos, remonteis. Evitai pensamento demasiado que reflita o próprio eu. Por que tentar por vós mesmos o conserto do balancim da vida? O Operário celestial consertá-lo-á. Sede pacientes e submissos ao trabalhar. Ele é seu torno, enchendo os vácuos do pecado e nivelando as detestáveis asperezas do egoísmo. Ele poderá usar um aparente abrasivo para polir a espiga, mas justamente isso é necessário para endireitar as coisas. Reponhamos, então, o balancim no relógio e observemos-lhe o funcionamento. Funciona suavemente de novo, não é verdade?

A Vida não é tão má quando aprendemos esse segredo, e buscamos de seu Autor, fortaleza e segurança. Teremos todos, alguma dificuldade com nosso balancim, cedo ou tarde; mas o Relojoeiro sabe solucionar a situação se Lhe concedermos a oportunidade de fazê-lo.

E os métodos que emprega para corrigir-nos são para o nosso bem. O pó de diamante é um aparente abrasivo, mas remove as asperezas e torna-nos de novo suave a vida.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de fev./69)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Salvamento de um Homem que estava Prestes a ser Morto por Afogamento

O Salvamento de um Homem que estava Prestes a ser Morto por Afogamento

Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis salvaram um homem da morte por afogamento. Eles foram enviados para salvar um homem num navio entre a França e a Inglaterra.

No navio estavam dois homens e uma mulher que tinham planejado roubar o homem e atirá-lo ao mar. Um dos conspiradores, a mulher, o estava seguindo pelo navio.

Ele estava rezando para Deus salvá-lo, porque sentiu que estava sendo observado constantemente e estava tremendo.

Os Auxiliares Invisíveis falaram com ele em seu pequenino quarto no navio.Um Auxiliar Invisível disse para ele manter seus papéis de valor e dinheiro juntos. Ele os tinha escondido entre dois colchões em seu beliche.

O Auxiliar Invisível colocou um cobertor na cama, e o homem se deitou nele. Então eles puseram seus pertences nas mãos e sobre ele e o envolveram cuidadosamente.

Eles abriram a porta, carregaram o homem para fora e o levaram até a uma praia, no país no qual ele gostaria de ir e o deixaram num lugar seguro.

Isso parecia uma história de fadas, mas realmente aconteceu.

Auxiliares Invisíveis podem reverter a força da gravidade, assim objetos pesados podem voar pelos ares e podem ser carregados adiante facilmente pelos Auxiliares Invisíveis, que podem se materializar todo ou parte de seus corpos, quando eles precisarem fazer, desta forma, no decorrer de suas atividades.

(IH – de Amber M. Tuttle)

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