10º Mandamento
“Não cobiçarás”
Notem as sutis diferenças e correlações; observem a ligação deste com o 8º Mandamento: “Não furtarás”. Desejar, cobiçar, já é um roubo, porque há um movimento interno, emocional e mental, que nos põe numa injusta relação com a pessoa ou coisa. É uma incompreensão de nossa relação com o único suprimento, da Única Fonte e de nossa inevitável ligação com o Todo. Cristo esclarece: “Se alguém olhar uma mulher e em pensamento a cobiçar, já cometeu adultério”. Notem bem: adulterou uma verdade e roubou. E quem faz isso? A personalidade viciosa.
Conclusão
Esses dez mandamentos constituem a Lei de Moisés, “a letra da verdade”. Em seu sentido literal, adequado ao povo daquela época, era o primeiro estágio da verdade, a “pedra”. Tal como apresentamos aqui, em seu aspecto mais profundo, é o segundo estágio, a “água viva” – que cada um há de transformar em vinho – o terceiro estágio – pela vivência e assimilação conscientizada. Tal é o convite e desafio que apresentamos ao leitor.
Em essência, esses Dez Mandamentos devem ser amalgamados pela consciência e sintetizados, como nos ensinou o Mestre: “Ama o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de todo o teu entendimento e com toda a tua alma” (coração e Mente fundidos na Sabedoria que se expressa como Alma). E como isso se cumpre?
“Amai o próximo como a vós mesmos”!
Para chegar à síntese consciente, é preciso vivenciar a análise. Desejamos que esses pontos lhes suscitem outros, conducentes a uma profunda compreensão deste magno assunto.
O Pião Cantante
Palavra-chave: Energia
Era um lindo dia – daqueles em que todos deveriam estar alegres e felizes. Nosso amiguinho Dino tinha começado assim o seu dia, quando uma pequena nuvem apareceu no céu dele. Ele não podia imaginar como aquilo tinha acontecido e estava realmente perplexo. Ele tinha intenção de ajudar Rosália – sim, ele queria realmente ajudá-la – mas, em vez disso, tinha quebrado o pião cantante dela. Isso é, tirou todo som dele, pois dando corda, esticando demais, a mola se rompeu. O pião rodaria, mas nunca mais cantaria.
Claro que Rosália estava muito triste vendo pião cantante dela inutilizado. Nenhum dos dois sabia o que fazer. Então Rosália começou a brincar com suas bonecas e tentou esquecer o pião. Dino andou sem rumo certo e foi para bem longe. Finalmente, cansou e jogou-se no chão sobre a grama verde. Ouviu um zumbido e olhou ao redor para ver de onde vinha. Adivinhem o que ele viu?
Mexendo-se de um lado para outro, lenta e atarefadamente entre os talos da grama, estavam minúsculos e verdes Espíritos da Natureza – as menores criaturas que ele já vira. Estavam muito ocupados, trançando-se de um lado para outro no meio da grama. Eram tão verdes quanto a grama – e minúsculos, do tamanho do polegar dele. Eles tinham pequenas asas, por isso se quisessem podiam voar até o topo da grama mais alta. Ao se movimentarem, tagarelavam alegremente e foi isso que Dino ouviu. Ele estava fascinado e observou aqueles minúsculos duendes verdes por um longo tempo, até que finalmente teve que voltar para casa.
No caminho, em volta dele, os pássaros, as flores, as árvores e toda a Natureza pareciam estar felizes e contentes. Ele sentiu que devia estar alegre também, então começou a assobiar enquanto ia pela estrada. Alguma coisa dentro dele parecia estar empurrando-o, mas não sabia o que era. Em pouco tempo, estava de novo em casa e, então, lembrou-se do pião. O que ele deveria fazer? O que ele poderia fazer? Bem, decidiu perguntar a sua mãe, ela certamente saberia. Procurou-a por toda parte e finalmente encontrou-a no jardim.
Primeiro, contou-lhe sobre os minúsculos duendes, verdes como a grama e muito ocupados. Depois, falou sobre o pião cantante. Sua mãe sorriu e ouviu-o em silêncio. Quando ele terminou, ela disse:
– Dino, qual o seu verdadeiro nome?
Isso realmente surpreendeu Dino. Ele sorriu e respondeu:
– Ricardo, mas todos me chamam de Dino.
Então, sua mãe o surpreendeu novamente ao dizer que Ricardo significava coração rico, um bonito nome, mas muito difícil de estar à altura dele. E ela contou-lhe o que fez seu coração ser rico. Querem que eu conte?
– Bem, disse a mãe de Dino, do Grande Espírito de Vida que vive no Sol emana constantemente uma profunda força que nunca termina e que nos dá vontade de fazer coisas. Foi isso que fez os verdinhos Espíritos da Natureza trabalharem tanto na grama alta e era um pouquinho dessa força vital no seu coração, Dino, que o estava sempre incentivando a fazer as coisas. Essa força vital deu-lhe um coração rico, rico no amor que induz as boas ações. É exatamente como se uma vozinha dissesse: “Faça isso, faça isso!” E essa grande força vital está em todos os lugares – nas pedras, plantas, pássaros, animais, no vento e na eletricidade, em todas as coisas que vivem e se movimentam. Às vezes, continuou sua mãe, estamos tão cheios de energia, que exageramos. Foi o que aconteceu quando você deu corda no pião cantante. Seu coração rico o incentivou a fazer uma boa ação, mas você usou muita energia e seus dedos ficaram tão fortes que você deu muita corda e a delicada mola se quebrou. Quando a vozinha disser: “Faça isso, faça isso!” devemos esperar um pouquinho e provavelmente ouviremos outra voz dizer: “Seja gentil, faça com amor”. Então, seremos sempre cuidadosos para não exagerarmos.
Sua mãe também lhe disse que tinha certeza de que se ele se lembrasse do seu coração rico, seria sempre guiado por esse amor que vem do seu interior.
Bem, vocês sabem, o rico coração de Dino estava cheio de vontade de fazer algo imediatamente e, naquela hora, essa vontade era de comprar um novo pião cantante para Rosália. O amor em seu rico coração sussurrou:
– Deixe Rosália dar corda sozinha. E ele deixou.
Agora, o novo pião canta sem parar. Não foi bonito da parte de Dino?
(do Livro Histórias da Era Aquariana para Crianças – Vol. V – Compilado por um Estudante – Fraternidade Rosacruz)
Comece a Tecer…Deus provê o fio
Quão sensível o tato de uma aranha; sente em cada fio e vive ao longo da linha…
Já observou uma aranha, habilmente, tecendo a teia dela? Extraindo magistralmente de si mesma a sedosa substância que logo endurece ao se por em contato com o ar. E com esse material milagroso – como um arquiteto consumado – constrói seu tecido, destinado a emaranhar qualquer visitante inesperado que lhe sirva de alimento ao seu apetite.
Na mente infinitesimal da aranha, está sendo concebido um plano singular; calcula o vento, o deslocamento do ar e se mantém firme no seu objetivo, utilizando o seu próprio ímpeto de oscilação, para poder lançar seu fio a grandes distâncias; de árvore a árvore, de um poste a outro e assim completa seu ordenado trabalho. Do êxito disso depende sua vida e a vida de gerações por vir.
A aranha é uma auxiliar valiosa para o jardineiro, pois nunca se alimenta de vida vegetal, como também um exemplo ímpar para humanidade, mostrando dedicação e persistência.
Não somos nós muito diferentes da aranha! Utilizamos a substância dos nossos pensamentos e esforçamo-nos por construir um tecido de vida que atrai para nós qualidades físicas e espirituais que, ao mesmo tempo, alimentam física e espiritualmente o ser humano interno e externo, permitindo assim a livre expressão da sua energia criadora.
Da mesma forma como para a aranha, existem somente dois requisitos. Um plano bem pensado e uma determinação firme de levar adiante esse plano. Podemos ter com frequência um plano bem estruturado, mas qualquer obstáculo abala nossa decisão. O plano fica esquecido, restando somente um sentimento de fracasso e de derrota, duvidamos de nós e perguntamos onde foi que erramos. Também se dependermos dos outros e eles falharem, a derrota nos abaterá igualmente.
Pouco se importa se os planos anteriormente mencionados correspondam um dia de diversão ou promoção de negócios ou mesmo trabalhos para o bem-estar dos outros; a derrota é igualmente real.
Se procurarmos uma resposta para êxito em qualquer campo, só serve um formulário para todos eles: planejamento e fé interna de que seremos capazes de realizar um esforço construtivo.
Com o pensamento daremos forma à substância mental desde o Mundo do Pensamento Concreto que interpenetra o Mundo Físico. Se arquitetarmos um plano de ajudar alguém, cada vez que nele concentramos ou dele falamos – tendo pensamentos construtivos com o ideal básico – o pensamento forma crescerá em concordância.
Se pelo contrário nós duvidamos, o plano sai confuso, enfraquecido pelos temores e dúvidas, o fracasso é certo.
Os pensamentos são coisas e a Mente é criadora. Pelos impulsos dos pensamentos podemos realizar tijolo por tijolo aquele que já tomou forma em nossa Mente. Os pensamentos criadores, firmes, amorosos e não egoístas serão construídos dessa maneira. Os pensamentos de dúvida vacilantes sobre o projeto arruínam a estrutura mental.
Podemos dizer, o que é uma lei da Mente e da vida, que antes que qualquer coisa possa se manifestar na existência, primeiro deve ser feita nos Mundos internos. Pode-se dizer que os sucessos futuros projetam as suas sombras.
Conscientes desse fato espiritual devemos sentir uma grande responsabilidade de ver claramente todas as coisas, pessoas e situações.
Do anterior podemos deduzir porque nós fracassamos em tantas ocasiões. Estamos menos sujeitos aos fracassos se planejamos e executamos um objetivo particular. Se a pessoa se mantém fiel a seu ideal, surpreender-se-á com outros prestando-lhe valoroso auxílio.
Se desejar ter uma relação harmoniosa no lar, determine primeiro o que quer e depois se resolva a viver o seu ideal o melhor que lhe for possível, sem se importar com as ações dos demais e terá compensação. Esse mesmo princípio pode ser utilizado em qualquer campo que valha a pena e terá a vantagem incalculável de poder ajudar pessoas a se tornarem melhores em todos os sentidos devido aos seus pensamentos construtivos amorosos e persistentes.
A maior fraqueza que quase todos nós temos é a de supormos que os outros vão agir desta ou daquela maneira. Esperando desarmonia, já de antemão a derrota é certa.
Sim; a humilde aranha tem muitas lições a nos ensinar. Podemos romper seu tecido, mas ela na primeira oportunidade repará-lo-á não se importando com quantas vezes tenha de fazer isso. Sempre com fé, de que terá material suficiente para completar sua obra.
Já imaginou o que a aranha faria se pudesse pensar em todos os danos potenciais a que viria sofrer o seu tecido, ou o número de vezes em que este pudesse ser destruído? Ou pode imaginar quanto tecido poderia produzir se duvidasse continuamente da sua habilidade de poder fazer ligações entre distâncias quase inalcançáveis?
Nestes dias em que escutamos conversas relativas a guerra e destruição é imperativo que nós possamos viver dia a dia da melhor maneira possível e trabalhar com fé sem nos preocupar com as circunstâncias adversas. Isso nos dará a vantagem inestimável de utilizar todas nossas energias e talentos numa só direção, o que dará liberdade de ação à Mente e à alma, cheias de recompensas das realizações e crescimento moral.
A vida vem duma fonte invisível que brota dentro de nós e nos leva a ter experiências para o nosso bem. Por que então permitir que as coisas temporais (por si mesmo mutáveis) nos desencorajem de alcançar qualquer meta justa? Sabemos em nosso íntimo que só as coisas tangíveis estão sujeitas à morte.
Da Eterna Fonte Espiritual vem a vida e com esse sentimento temos de crescer e expandir. Aprendendo a depender cada vez mais desse conhecimento, desse poder interno e, cada vez menos das condições do mundo externo.
Nesta Estação Sagrada, faremos uma pausa, para dar graças a Deus pela dádiva da Sua Vida, que existe dentro de nós. E cada um se resolve expressar mais e mais Seu Poder que trabalha tanto interno quanto externamente em nós de conformidade com o esforço que nós faremos com a Mente aberta e coração anelante para atrair mais e mais Seu Mundo para a Manifestação.
Em todos nossos planos recordemos este ditado: “Comece seu tecido, Deus provê o fio”.
(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 11/84 – Fraternidade Rosacruz – SP)
Somente a Nossa Consciência pode nos Alertar Quanto ao Papel que Nos Cumpre Desempenhar
Será que, ao efetuarmos diariamente nosso exame de consciência, temos nos indagado se, por ventura concorremos com um mínimo de esforço para que a disseminação do ideal Rosacruz seja uma realidade? Temos contribuído, dentro de nossas possibilidades, para o engrandecimento da obra encetada por Max Heindel?
Em verdade, somente a nossa consciência pode alertar-nos quanto ao papel que nos cumpre desempenhar dentro da Fraternidade, avaliando os nossos talentos e indicando-nos como eles poderão ser aplicados no programa de expansão Rosacruz. A obra carece de ajuda, dependendo muito da nossa dedicação, sinceridade e trabalho, para consolidar-se como precursora da Idade de Aquário.
A Fraternidade Rosacruz constitui algo muito mais grandioso do que se possa imaginar. Não podemos restringi-la, conceituando-a apenas como uma Escola filosófica-espiritualista, como outras existentes por aí, simplesmente orientando e instruindo os interessados por meio de livros, folhetos e conferências.
A missão, o ideal, os meios, o programa e a estrutura da Fraternidade formam um conjunto a transcender essencialmente tudo aquilo que podemos conceber como sendo edificante.
Os Irmãos Maiores, através de Max Heindel, outorgaram ao mundo algo inédito, original, sem paralelos; uma filosofia que expõe e elucida os mais intrincados problemas sociais e espirituais, dentro de um elevado padrão de lógica e reverência, diante do qual esboroam-se todos os argumentos contrários. O Sr. Heindel colocou ao nosso alcance um cabedal de conhecimentos, cuja beleza e profundidade mal podem ser expressas por palavras. Tais princípios atendem perfeitamente as exigências de uma época na qual o racionalismo e o espírito inquiridor ante empírico repelem tudo o que não se enquadra em seus domínios. A Filosofia Rosacruz é atualíssima e concomitantemente abre perspectivas maravilhosas quanto ao futuro do ser humano.
Se verdadeiramente sentimos que ela veio preencher algo em nossas vidas, proporcionando-nos um maior vislumbre do mundo em que vivemos, se mediante seus ensinamentos estamos penetrando e conhecendo nosso próprio ser, então é necessário que sejamos coerentes conosco mesmos, arregaçando as mangas e trabalhando pelo crescimento dela, da maneira que pudermos.
Sozinhos, pouco ou nada poderemos realizar. Se houver união de esforços, concatenando-se os talentos de cada membro da comunidade em prol de um objetivo comum, as possibilidades de êxito serão bem mais amplas.
Nunca será demais repetir que o ser humano isolado é uma impossibilidade. Reiteramos sempre as palavras do nosso Ofício Devocional: “um só carvão não produz fogo, mas quando se juntam vários carvões, o calor latente em cada um deles pode produzir chama, irradiando luz e calor”.
Somos apologistas do trabalho de equipe, porquanto ele apresenta inúmeras vantagens, como por exemplo, o alcance de um máximo rendimento com tempos e esforços mínimos, mediante o aproveitamento racional das qualidades e aptidões de cada um em função do todo. Além disso, sua ação faz-se sentir maravilhosamente, revertendo em benefício de cada elemento, em forma de disciplina, solidariedade, harmonia, companheirismo e expansão natural das próprias qualidades.
Contudo, o trabalho grupal requer também uma dose de boa vontade, sinceridade, entendimento, sentimento altruísta, e, o que reputamos de suma importância: AUSÊNCIA DE PERSONALISMO. Esses requisitos possibilitam a um grupo relativamente heterogêneo, empreender e concretizar obras de vulto.
Essencialmente cristão, o método Rosacruz de desenvolvimento prevê estes dois aspectos: individual e coletivo. O trabalho coletivo realiza-se por meio dos Núcleos rosacruzes ou de esforços empreendidos por irmãos nossos, não importa sob que títulos, com objetivos edificantes. Por outro lado, o método Rosacruz indica meios de realização estritamente individuais, objetivando aprimorar o Aspirante, de modo a lhe permitir transcender os entraves internos separatistas, integrando-o cada vez mais perfeitamente no puro sentido de equipe, dentro da unidade cristã, que representará o coroamento da presente época evolutiva: “um só rebanho e um só Pastor”, o Cristo.
Em decorrência, todo e qualquer trabalho deve ser executado dentro daquele princípio denominado SERVIÇO AMOROSO E DESINTERESSADO AOS DEMAIS. Se algo é feito com amor, despido de qualquer sentimento de interesse pessoal, será por certo duradouro. Se levar, porém, a marca do egoísmo, será como um Castelo edificado sobre a areia: mais cedo ou mais tarde acabará em ruínas.
Nosso labor não deve esperar recompensa, e sim resultados benéficos à coletividade. Felizes seremos quando formos capazes de prodigalizar tudo aos demais sem nada esperar em troca, a não ser novas oportunidades de servi-los. O simples pensamento de RECEBER já revela indícios de egoísmo, ao passo que o desejo de DAR implica sentimento de amor. Isso vem ao encontro da seguinte afirmação de um pensador dos tempos modernos: “Quem professa a filosofia do receber, confessa sua falência em dar”.
O estudante sincero e devotado não procura saber o que poderá receber da Fraternidade Rosacruz, mas sim o que lhe poderá dar.
Estamos trabalhando na Vinha do Cristo, e isso, somente isso, já justifica e compensa plenamente todo o sacrifício e esforço que empreendamos em prol desse ideal sublime.
(Publicado pela Revista Serviço Rosacruz de março de 1972)
Transmutar, Eis a Questão
Qual deve ser nossa atitude diante de uma situação desagradável ou aflitiva? Reagir violentamente? Prostrar-nos desanimada e passivamente deixando as coisas acontecerem?
Não, tal conduta em nada nos dignificaria. A palavra-chave em casos dessa natureza é: TRANSMUTAÇÃO. Podemos e devemos transmutar uma situação desagradável, tornando-a mais harmoniosa e agradável. Não somos obrigados a aceitar o mal como inevitável, muito embora ele exista.
Como seres dotados de incomensuráveis potencialidades divinas não podemos permitir-nos o conformismo diante do sofrimento. A criatividade, o amor, a ação e o sentimento de unidade são atributos capazes de mudar as condições que nos envolvem. Infelizmente as pessoas vivem inconscientes dessa realidade. Vivem perdidas nos labirintos de seus problemas existenciais, tornando-se, dia após dia,
Impotentes para reverter essas situações dolorosas e limitadoras. Decididamente, o sentimento fatalista só pode conduzir à inércia e ao desespero.
Todos têm em comum uma origem, uma herança, um ideal espiritual. Será o suficiente ajudarmo-nos mutuamente a transformar o prejudicial em benéfico. Nada ganhamos sendo interesseiramente indulgentes, fazendo concessões a emoções inferiores, ou prolongando deliberadamente uma situação preocupante ou lamentável.
Ninguém cresce ou promove o crescimento através de lamentações. Nossas desistências nada representam de positivo no ambiente em que vivemos. Mas, pelo contrário, todos se beneficiam quando nos portamos com equilíbrio e inteligência, quando o amor nos incentiva a agir com o propósito de transformar uma situação dolorosa num bem comum.
Cada momento nos traz oportunidades originais de transmutar o mal em bem. Através de pensamentos e sentimentos positivos, de ações decididas, tudo é possível. TUDO! Não há necessidade de aguardar melhores dias ou ocasiões propícias para transformar as coisas. AGORA é o momento e AQUI é o lugar.
É verdade que o Sol nasce todas as manhãs. No entanto, cabe-nos escolher o curso de ação que mais nos convém. Podemos entender cada dia como sendo um desafio às nossas capacidades ou uma nova oportunidade de crescimento. Também nos é dado ignorar o nascer desse Sol, vivendo passiva e desnecessariamente problemas e amarguras passadas.
Por gigantescos que sejam nossos desafios, nosso poder de superá-los é infinito. Sempre há uma luz no fim do túnel. É necessário, entretanto, caminhar até lá.
(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 10/84 – Fraternidade Rosacruz – SP)
MANTEIGA DE CASTANHAS
Ingredientes:
Modo de Preparo:
9º Mandamento
“Não dirás falso testemunho”
Que é o verdadeiro? Que é o falso?
Verdadeiro é Deus e Sua obra. Verdadeira é a centelha divina que constitui nossa autêntica identidade.
Falso é o desvirtuamento do natural, por causa de nossa ignorância ou vício. Já vimos que a personalidade falsa, por sua ignorância e condicionamentos, é a prostituta, a testemunha falsa.
Quando a lei nos pede um testemunho, ele deve estar baseado na verdade. E juramos afirmá-lo, com a mão sobre a Bíblia – que prevê esse mandamento.
Ora, testemunhar é ver sem interpretar, sem mesclar no fato a nossa opinião. A opinião, o julgamento e interferência da falsa personalidade é, por conseguinte, prostituição do fato. Aí tomamos partido contra alguém e a favor de outrem. Não estamos sendo imparciais; não estamos dizendo o fato em si, tal como o observamos, despido de opiniões.
Transpondo o que dissemos ao campo espiritual, tomando por base o testemunho dos Seres iluminados, sabemos que o ser humano é permanentemente divino; se conseguimos desligar qualquer opinião pessoal ou sentimento de simpatia ou antipatia, encarando simplesmente. O Ser propriamente dito, na convicção de que ele é um filho de Deus e, portanto, nosso irmão, algo acontece de maravilhoso: tocamos o seu íntimo, atingimos sua Essência, derrubamos os muros que tenham existido entre nós e realizamos a prova da Fraternidade Universal.
Mas se o vemos como algo à parte de Deus e de nós mesmos, com todos os seus defeitos, sem compreendê-lo no estágio atual de consciência, estamos dando um falso testemunho dele.
Quarta Bem-Aventurança
“Felizes os famintos e sequiosos de perfeição, porque eles serão satisfeitos” (Mt 5:6).
“Felizes os que agora tendes fome, porque sereis fartos…”.
“Mas ai de vós os que agora estais fartos, porque tereis fome” (Lc 621-25).
As traduções correntes registram: “Bem-Aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos”.
Atualmente para nós a palavra justiça sugere o sentido jurídico. Em francês, “justice” tem igualmente o sentido de JUSTESSE – em português: JUSTEZA ou AJUSTAMENTO. Tal é o exato sentido do texto original grego dos evangelhos (1º século). Daí havermos preferido adotar: “famintos e sequiosos de perfeição”, para remover qualquer dúvida – advertindo que o significado é: “felizes os que têm fome e sede de ajustamento”.
Ajustamento a que? Está claro: às divinas leis; à vontade divina em nós. Neste verdadeiro sentido, a palavra JUSTIÇA é uma das chaves com a qual o leitor poderá desvelar o sentido esotérico de muitas passagens da Bíblia.
Justiça não é meramente uma conduta reta, mas, sobretudo, uma INTENÇÃO reta, em cada assunto e aspecto da vida. Notem a reiteração de Cristo: o que interessa é a causa, o pensamento, a intenção. Se esta é reta, os efeitos (impulsos sentimentais, palavras e atos) também o serão. O ser humano interno se expressa (ex + pressar ou impulsionar para fora) e retrata sua intenção – pressupondo coerência e sinceridade, conforme a citação evangélica: “Assim como o ser humano pensa em seu coração (íntimo) assim ele é”. Caso contrário, a pessoa pensa ou sente uma coisa, mas fala ou age diferentemente. Nesse caso é insincera e hipócrita. A manifestação está em desacordo com a intenção.
Esta bem-aventurança é prometida e assegurada aos que têm fome e sede (forte aspiração, sincero propósito) de verdade. Ora, como que as bem-aventuranças constituem um conjunto completo de condições interdependentes deduzimos que a realização da justiça depende também de “sermos mansos”, “mendigos de espírito”, “chorando” sinceramente quando obstados por nossos condicionamentos viciosos. Buscando sinceramente viver as bem-aventuranças podemos receber os lampejos do Eu real, cuja vontade desejamos OUVIR e CUMPRIR em todas as nossas manifestações. Com a prática sincera os contatos se amiudarão, até que ocorra o pentecostes. Todavia, as práticas iniciais, se bem-feitas, trarão as primeiras respostas da “pequenina e silenciosa voz”, em forma de intuição ou sabedoria interna, se preenchermos este anseio de ajustamento.
O divino Mestre proclama felizes os que têm essa fome e sede da experiência de Deus; um forte e sincero propósito de cumprir Sua vontade na vida de todos os dias.
Muitos podem pensar: “Ainda estou verde; longe da meta; como saber se estou fazendo a vontade de meu Eu real ou de minha personalidade?”.
Até que alcancemos a iluminação, não é fácil distinguir. O que importa, no entanto, é que cada um aja segundo seu nível de consciência. Se preenchermos os requisitos de humildade, desapego, sinceridade, exame de nós mesmos, mansidão etc., os resultados virão. Além disso, há sempre um “sabor’ interno”, um senso intuitivo do que é certo ou não. Vamos usando do melhor modo nossos recursos atuais e desenvolvendo outros, para atingir a meta.
Importante, nesta bem-aventurança, é cultivar o hábito da coerência, pois, como bem observou Emerson: “O que um homem é, grita tão alto, que não chegamos a ouvir o que ele mesmo diz”. A incoerência, mentira, hipocrisia têm pernas curtas. A convivência desmascara as intenções. Mas, os que se ajustam ao íntimo, em coerência consigo mesmos, serão saciados, satisfeitos, em todos os sentidos.
São Lucas registrou: “ter fome” e “estar farto”. Apenas isso. Referiu-se especialmente a “ter fome” do Divino interno, para experimentar a satisfação, gradativamente maior, da religação. Ao mesmo tempo desaprova os que se satisfazem, intensa e exclusivamente nos gozos da personalidade, prevendo-lhes pela Lei de Consequência, a insatisfação, o vazio, a frustração e até mesmo a carência, a miséria, pelo uso injusto e egoísta dos recursos que o Cristo interno lhes deu para administrar.
A maioria dos ocidentais vive engolfada nos afazeres de sua vida predominantemente materialista. Não sentem necessidade de Deus, nem tem problemas de consciência com seus egoísmos, hipocrisias, deslealdades e desonestidades. Acostumaram-se a ver tudo isso como “males necessários” da vida moderna. Ora, o apego material é escravizador. Ele nos envolve num ciclo de progressão geométrica: se temos 1, queremos 2; se temos 2, esforçamo-nos para conseguir 4; se temos 4, tudo fazemos para conquistar 8; e assim por diante. Se há ‘X’ de prazeres, o usufruto aumenta o desejo de gozos maiores. Desse modo, vão se entretendo com seus pequenos finitos, sem desejar nem buscar o infinito em si mesmo, que é o objetivo da evolução: “Sede vós perfeitos, como é perfeito o vosso Pai Celestial”. Permanecem na faixa grosseira da personalidade e pagam um alto preço por essa degradação do ser; não raro perecem com um infarto ou um derrame. Quando são mais felizes, uma úlcera nervosa ou um esgotamento nervoso os lança num hospital. Inútil, ficam remoendo mentalmente suas preocupações; pensando nas contas, nos negócios etc., sem ajudar o organismo em seu desesperado esforço de restauração.
Quem não conhece esses casos? Essas pessoas? São muito comuns! E todas elas se julgam insubstituíveis!
Certa vez ouvi uma estória de um homem assim: não tinha tempo para nada sério ou elevado a que um bom amigo o convidava. Um dia esse amigo insistiu: “Dê-me, pelo menos, dez minutos, agora!”. O homem ascendeu com relutância e o amigo o levou de carro, encosta acima, até que pararam defronte ao cemitério”. O homem o olhou com estranheza e perguntou: “Que é isto? Por que me trouxe ao cemitério?”. Sem responder, o amigo o levou para dentro e, estendendo os braços, apontou para os túmulos e disse: “Todos eles se julgavam eternos e insubstituíveis! Como você! E a maioria deles só viveu para a carcaça! Agora voltemos e em cada enterro em que for obrigado a ir, lembre-se de minhas palavras”.
Felizmente, o egoísmo, a desonestidade, a mentira, os abusos e orgias, pela lei de atração dos semelhantes, se incumbem de aproximar pessoas de índole igual ou pior, para que ambos se tornem fartos de tudo isso. Deus não tem pressa. Seus moinhos moem devagar, mas moem fino, “É da vontade d’Ele que ninguém se perca”. Mas, felizes dos que acordam mais cedo à realidade de si mesmos. Aí chorarão arrependidos, e serão consolados; tornar-se-ão mansos e verão a promessa de Deus cumprida; ficarão famintos e sequiosos de perfeição a mendigar o Espírito, alcançando a satisfação do Reino.
Há outra classe de “fartos” ou “satisfeitos” que se encontra numa perigosa estagnação. Referimo-nos aos espiritualistas e religiosos que SE JULGAM superiores, “filhos de Deus” realizados; julgam estar em dia com sua consciência e com Deus. Pecam por orgulho espiritual, por uma presunção luciferina.
A meta é a perfeição. Ninguém deve estar satisfeito com o que é sob pena de estagnar. Estagnar é retroceder, porque a natureza não conserva coisas paradas. No rio da vida, ou remamos e subimos, ou a correnteza nos carrega.
No livro e no filme de “Fernão Capelo Gaivota” há um pormenor que se adapta a este ponto quando o mestre Chang disse a Jonathan: “Todo limite é um limite; até mesmo o voar a velocidade da luz é um limite; a meta é a perfeição! Não podemos parar nos limites, por altos que sejam”!
Bem-Aventurados os famintos e sequiosos como a mulher samaritana que, tendo capacidade para retirar a profunda sabedoria tradicional (tirar água do poço de 33 metros: veja o símbolo: 3 x 3 = 9) buscou e entrou em contato com o Cristo interno, pedindo-lhe da água Viva, para que não mais tivesse sede das coisas e verdades humanas. Isto é normal no caminho da Espiritualidade: um constante esforço de superação. A cada lance de subida abrem-se novos horizontes, que nos suscitam o desejo de mais subir.
O impossível é alcançado por pequenos e sucessivos possíveis. Eis o convite da persistência diária, do esforço de aprimoramento, que tem feito os grandes atletas, os grandes artistas, os grandes seres humanos. Em todos eles havia, em comum, um desejo de perfeição, uma insatisfação pelo que haviam realizado antes.
Há seres humanos ultrapassados, mas não ideias ultrapassadas – diz uma norma da moderna empresa. Tudo pode e deve ser constantemente aprimorado. Quem para de criar, de crescer, de inovar, de ampliar é logo substituído numa empresa. Há sempre ideias novas no ar, a nossa espera.
Do ponto de vista espiritual é a mesma coisa. Max Heindel diz que a Epigênese (ou gênio) é o mais importante fator evolutivo.
Abordemos, a seguir, a relação desta Bem-Aventurança com as atividades mentais:
É uma lei universal: o que concebemos em nossa Mente é automaticamente expresso em nossa experiência diária. Iludem-se e prejudicam-se aqueles que julgam pensar impunemente. Aqueles que tenham estudado o “Conceito Rosacruz do Cosmos” hão de lembrar-se de que tudo o que existe na natureza, ao nosso redor, bem como aquilo que compõe nossa atmosfera ou circunstâncias, é o resultado de um pensamento. Cada pensamento cultivado forma um arquétipo na região mental: um modelo vivo que sustenta vibracionalmente a forma criada. Se penso em miséria, acabo construindo a mesma. Se penso que estou doente, acabo gerando a doença.
Sabendo que ao pensar estamos formando um arquétipo mental – algo que vai influir em nosso destino futuro, porque criará e sustentará a condição mentalizada (seja de bem, seja de mal) – podemos avaliar a responsabilidade no ato de pensar.
Somos seres racionais. Nisto nos distinguimos dos reinos inferiores. Mas também assumimos com a capacidade da razão, uma responsabilidade maior. Somos os criadores de nosso destino, pelo ato de pensar e de exteriorizar os pensamentos na vida. Portanto, PODEMOS E DEVEMOS APRENDER A PENSAR CORRETAMENTE, conforme as leis divinas para nosso próprio bem.
As coisas e circunstâncias são obras do pensamento. Se desejarmos mudá-las, é preciso deixar de alimentar o pensamento que as sustentam, para que se dissipem com o tempo. A citação evangélica: “Se tiveres fé do tamanho de um grão de mostarda e disseres a um monte: remove-te para lá! Crendo em teu coração, crê que assim será feito”, tem explicação esotérica: sendo uma manifestação material de um arquétipo mental, só modificando PRIMEIRAMENTE o arquétipo é que podemos mudar o monte, fisicamente. Isto se aplica a tudo! Mas leva algum tempo.
As profecias e premonições se baseiam nisto: se a pessoa tem vidência ou sensibilidade para sentir a mudança arquetípica, pode anunciar antecipadamente o fato, que depois ocorrerá no plano físico.
Agora, tome esta chave esotérica e aplique-a na regeneração mental: os arquétipos são alimentados pela repetição do pensamento que o criou. Eles se debilitam quando o deixamos de alimentar e podem ser dissolvidos pela conscientização da falha, pelo sincero desejo de emenda, pela correção e compensação no diário viver.
Troquemos em miúdos: não se pode pensar uma coisa e criar outra. É absurdo. Pensamos numa casa e construímos uma casa. Pensamos e criamos algo correspondente. Só podemos mudar nossa vida quando mudamos nossos pensamentos. Pretender que nossa vida mude, sem a transformação de nossos hábitos mentais, seria o mesmo que imaginar uma favela e criar um palacete. Impossível. Aqui está a raiz da infelicidade humana. Se estivermos sofrendo carências, infortúnios, enfermidades, depressões, pessimismo, fracassos etc., a causa é mental. É sinal vermelho! Temos de parar e retomar o caminho certo. Isto se chama conversão. Temos de reconsiderar nosso modo de pensar, para que mudem nossos hábitos e, desse modo, cheguemos um dia a SER BEM-AVENTURADOS PELA FOME E SEDE DE AJUSTAMENTO às leis de harmonia.
Aparentemente é muito simples. Mas a prática não é fácil como se nos afigura. Por que? A explicação está no extraordinário poder do hábito, no automatismo dessa segunda natureza que nos exige conscientização cuidadosa. Assim, o estudo do hábito é fundamental no processo da iniciação ou comunhão com Deus.
Como se forma o hábito? Pela REPETIÇÃO. Como enfraquecemos um hábito? Deixando de repeti-lo, ao mesmo tempo em que o substituímos por outro hábito melhor. Mas aí está a dificuldade. O hábito é o que está “farto” e não deseja ser privado de sua satisfação. No esforço de alimentar-se pela repetição, desencadeiam as mais curiosas reações como medos, intimidação, dores, etc., através de nosso corpo etérico. É uma reação de sobrevivência.
Por isso, antes de inteligentemente encetar nossa reforma, tornemos nítida consciência mental do que é certo.
Enchamo-nos de convicção e confiança. Depois podemos começar a formar os novos hábitos tomando muita consciência para não cair no automatismo dos hábitos antigos. É questão de persistente conscientização e de observação de nós mesmos. Saibamos que o Cristo interno está dirigindo esse esforço de transformação, pois Ele mesmo no-lo suscitou. Deste modo, estejamos seguros, iremos levando de vencida os pequenos hábitos inconvenientes. A promessa é bem clara: SERÃO SATISFEITOS!
Não nos impacientemos com a aparente lentidão. Uma transformação efetiva exige segurança; consolidação de cada passo. Não nos detenhamos a lamentar nossas falhas. Isto é masoquismo, sofrimento falso. Conscientizemos o melhor e busquemo-lo. Cada vez que pensamos no passado estamos a alimentá-lo. É o que ele quer. O exame noturno de Retrospecção é de outra natureza: é tomar consciência de nosso comportamento mental e emocional, para desarraigar as falhas no próprio ato em que desejam medrar.
Saiba compreender e aceitar os outros como eles são e não como desejaria que eles fossem. Sobretudo, compreenda e se aceite, em cada nível de consciência, a realidade é que devemos partir do que somos para algo sempre melhor! Se você vê os erros do passado é sinal de que se elevou um pouco e de lá os vislumbra. Você é o hoje e não o ontem. Não lamente.
Livre-se dos pensamentos negativos, em relação aos outros e a si mesmo. Você não sabe como isso influi em sua felicidade, em sua harmonia interna e como se reflete em seu lar!
Se você tem real fome e sede de ajustamento ao Cristo esteja seguro; passo a passo, grau a grau, será satisfeito o seu anseio. Não é possível que a busca da verdade e da justeza, com todo o coração, com persistência, observação de si, conscientização imparcial e serena das falhas, não seja coroada de êxito. Não se zomba de Deus nem Ele zomba de seus filhos!
Aqui está uma história de como uma senhora foi ajudada.
Ela estava rezando para que ela pudesse ficar bem e que seu filho parasse de beber tanto.
Os Auxiliares Invisíveis foram enviados para ajudá-la.
Quando eles estavam trabalhando nos veículos invisíveis dela, o filho chegou em casa bêbado e começou a fazer muito barulho.
Um Auxiliar Invisível disse a ele que ele não deveria ficar bêbado e que ela queria que ele ficasse quieto, porque sua mãe estava muito doente e não seria capaz de se levantar.
O filho então tornou-se agressivo e o Auxiliar Invisível pegou ele com firmeza e o colocou para fora de casa.
Estava uma noite fria e ele logo ficou sóbrio e suplicou para deixá-lo entrar. A Auxiliar Invisível o deixou entrar, e ele ouviu o que ela tinha para dizer. A Auxiliar Invisível disse a ele que ele poderia morrer se não se não se emendasse. O homem pediu que a Auxiliar Invisível provasse quem ela era e ela expandiu sua aura e, então, desapareceu.
Ela foi para um quarto próximo, se materializou e voltou para onde ele estava.
“Certamente eu devo estar falando com um Anjo, pois humanos não fazem o que ela fez”, o atônito homem disse.
“Eu me pergunto se estava sonhando ou vendo coisas”.
A Auxiliar Invisível estava atrás dele, e lhe falou claramente: “Não, você não está sonhando”.
E no que o homem se virou era como se ele tivesse levado um pontapé.
“Por favor, Anjo, ele disse, tenha misericórdia de mim, eu farei de mim um homem e pararei de beber”.
O segundo Auxiliar Invisível também estava presente, e ele disse a ela para colocar sua mão na cabeça do homem para dar a ele energia, pois ele estava tremendo como uma folha.
Este homem cumpriria sua promessa, pois os Auxiliares Invisíveis atenuaram nele o desejo por bebida.
Um grande evangelista uma vez disse em sua congregação duas histórias similares a esta.
Em cada caso o homem, que era um beberrão, orou por ajuda, e o desejo por bebida forte o deixou completamente.
Estudantes de Ocultismo sabem que um Irmão Leigo ou Irmã Leiga pode eliminar o um desejo de um ser humano, de modo que esse nunca mais vai querer se intoxicar com bebidas novamente.
(IH – de Amber M. Tuttle)
Ajudando um homem que deixou cair as chaves em um lugar com água enlamaçada
Aqui está outra história de como um homem foi ajudado. Dois Auxiliares Invisíveis estavam em um dos estados do sul, onde encontraram um homem que tinha perdido todas suas chaves em um canal. Ele estava parado na margem do canal, com o maço de chaves na mão, conversando com sua esposa. Quando ele apontou para o outro lado do canal, as chaves escaparam de sua mão e caíram na água barrenta. Ele não tinha outras chaves, então, eles ficaram trancados para fora de sua casa.
O homem começou a orar pedindo ajuda para tê-las de volta. Ele marcou o lugar onde estava com um pedaço de madeira preso ao chão. Os Auxiliares Invisíveis foram até ele, e ele lhes contou o que tinha acontecido: “Nós estamos hospedados em uma casa de campo no hotel”, disse o homem, “e todo o nosso dinheiro está em nossa mala de viagem. As chaves estão no fundo do canal, e eu não sei como pegá-las.
Se você pegar minhas chaves, eu lhe darei cem dólares”.
O homem preocupado achava que o Auxiliar Invisível era alguém que vivia por perto.
Se as chaves não forem recuperadas agora – disse a senhora Auxiliar Invisível -“elas podem afundar na lama, e pela manhã pode ser impossível encontrá-las. A água está a 1 metro e meio de profundidade neste lugar”.
“Eu não consigo ver as chaves agora, e é muito escuro para tirá-las antes da manhã”, disse o homem.
“Pegue as chaves para ele” – disse a senhora Auxiliar Invisível.
O Auxiliar Invisível deslizou na água, estendeu a mão e pegou as chaves e subiu com elas e as entregou ao homem que estava muito surpreso e sem palavras.
“Como você enxergou minhas chaves, e como você poderia respirar na água enlameada?” – perguntou o homem surpreso.
“Não preste atenção nisso, mas seja gentil e útil para todos que você conhece”, disse o Auxiliar Invisível.
“Tento ser” – respondeu o homem. “Venha me ver amanhã, e eu lhe darei os cem dólares”.
Os Auxiliares Invisíveis se foram, e é claro que eles nunca mais voltaram para ver o homem; pois não o ajudaram por qualquer recompensa. Estes Auxiliares Invisíveis gostam de andar por aí ajudando pessoas e animais. Na manhã seguinte ao acordarem, os dois Auxiliares Invisíveis lembraram claramente dessa história.
(IH – de Amber M. Tuttle)