porFraternidade Rosacruz de Campinas

A cura de uma menina que estava com a boca deformada

A cura de uma menina que estava com a boca deformada

Aqui está uma história de uma menina que foi ajudada por meios da cura espiritual definitiva. Dois Auxiliares Invisíveis foram conduzidos a um certo lugar na Europa, onde uma menina estava pedindo por ajuda. Eles foram até ela e viram uma menina muito simples que estava chorando porque sua boca estava deformada.

Depois que ela contou sua história, um dos Auxiliares Invisíveis disse: “pegue um pouco farinha e água para fazer uma pasta, e vamos tentar melhorar seu rosto”.

A menina pegou a farinha, a água e uma toalha. Foi-lhe dito para se deitar. E depois de ter deitado, a Auxiliar Invisível colocou a toalha debaixo de sua cabeça. A Auxiliar Invisível fez uma pasta de farinha e água e colocou em seu rosto espalhando nele até secar.

Enquanto massageava sua face, a força curadora de Deus foi enviada a ela através do outro Auxiliar Invisível, e boca dela voltou ao normal. Quando a pasta secou por completo, a Auxiliar Invisível a retirou e pediu que ela fosse lavar seu rosto. Ela o fez rapidamente e olhou no espelho. Ela disse que seu rosto estava maravilhosamente claro e limpo e sua boca estava como antes. Sua alegria não tinha limites.

– Quem fez isto? – Ela perguntou.

O primeiro Auxiliar Invisível apontou para a segunda Auxiliar Invisível, e a menina correu para ela e a beijou. Então, a menina agradeceu aos dois Auxiliares Invisíveis por tudo que tinham feito por ela. Depois de pedirem a ela para ir à igreja e ser uma boa menina, os Auxiliares Invisíveis saíram e continuaram com suas atividades.

(IH – de Amber M. Tuttle)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Encontramos na Bíblia, no Livro de Jó, as seguintes palavras: “Podes atar as cadeias das Plêiades ou soltar os atilhos do Orion?” (Jo 38:31). Essas estrelas exercem alguma influência sobre os seres humanos?

Pergunta: Encontramos na Bíblia, no Livro de Jó, as seguintes palavras: “Podes atar as cadeias das Plêiades ou soltar os atilhos do Orion?” (Jo 38:31). Essas estrelas exercem alguma influência sobre os seres humanos?

 

Resposta: Sim, não há dúvida que todas as estrelas no universo exercem alguma influência sobre os seres humanos, e alguns astrólogos marcam as posições de várias estrelas fixas ao levantar um horóscopo. A nosso ver, isso é apenas uma perda de tempo e trabalho, pois a Mente humana tem agora uma prova suficientemente forte para equilibrar as influências interagentes das Casas, Signos e Aspectos dos Astros, de tal maneira que seja possível ler com precisão a mensagem completa das estrelas, como é mostrada por esses fatores elementares. Pode-se afirmar, contudo, no tocante às Plêiades, que são uma das três manchas nebulosas do Zodíaco que, segundo descobriu-se, exercem uma influência perniciosa sobre os olhos em determinadas configurações do horóscopo do Sol ou da Lua com Saturno, Marte, Urano e Netuno.

(Perg. 109 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Como podemos orar ou se dirigir a Saturno quando ele é o Astro Regente, causando problemas e tristezas?

Pergunta: Como podemos orar ou se dirigir a Saturno quando ele é o Astro Regente, causando problemas e tristezas?

Resposta: Para entender o que é a oração, use a ilustração de uma casa de energia elétrica com fios para as diferentes casas da cidade. Em cada casa há um interruptor e, quando a gente o aperta, a potência que estava até lá fora nos fios e subestação de energia elétrica entra na nossa casa, ilumina-a ou põe motores para funcionar, de acordo com as leis de sua manifestação. Podemos dizer que Deus, principalmente, e os Sete Espíritos Planetários correspondem secundariamente à subestação de energia elétrica que está conectada a todos, e a oração pode ser dita como o interruptor pelo qual nos colocamos em contato com a luz e a vida divina, permitindo que ela flua para nós e nos ilumine para a nossa elevação espiritual.

É uma lei que a eletricidade fluirá facilmente ao longo do cobre ou outros metais, mas é bloqueada pelo vidro, e antes que possamos obter a eletricidade em nossas casas, devemos ter um interruptor feito em conformidade com essa lei, um interruptor de cobre. Se usássemos um interruptor de vidro, não obteríamos eletricidade; o interruptor de vidro seria uma maneira mais eficaz de excluir o fluido elétrico da nossa habitação. De forma semelhante, se nossas orações (que correspondem ao interruptor) estão em conformidade com as leis de Deus, o propósito divino pode se manifestar através de nós, e nossas orações podem ser respondidas; mas se rezamos ao contrário da vontade de Deus, então uma oração funcionará de maneira semelhante a um interruptor de vidro em um circuito elétrico.

Como uma grande nação envia seus embaixadores e plenipotenciários a outras nações, então também há embaixadores de cada um dos grandes Anjos e Arcanjos Astrais, presentes em nossa Terra. Seus nomes são os seguintes:

  • Ituriel é o embaixador de Urano;
  • Cassiel é o embaixador de Saturno;
  • Zacariel é o embaixador de Júpiter;
  • Samael é o embaixador de Marte;
  • Anael é o embaixador de Vênus;
  • Rafael é o embaixador de Mercúrio;
  • Miguel é o embaixador do Sol;
  • Gabriel é o embaixador da Lua.

A Lua é o nosso satélite e não está na mesma posição que os outros Astros. Os embaixadores desses Astros são Arcanjos, enquanto Gabriel é um Anjo.

Normalmente, a humanidade ora a Deus. Essas orações são, no momento, principalmente egoístas e ignorantes. As orações de tais pessoas não podem receber atenção dos embaixadores que têm a cargo os diferentes departamentos da vida, mas geralmente são atendidas, na medida do possível, pelos Auxiliares Invisíveis, que trabalham para a elevação de seus irmãos. O astrólogo ocultista, no entanto, que sabe o que quer e pode trabalhar em harmonia com as forças astrais, aborda diretamente os embaixadores desses Astros e obtém seu objetivo mais facilmente dessa maneira. Ele estuda as horas astrais, quando aqueles Astros governam e, na época apropriada, profere seu pedido, que é, geralmente, para outra pessoa ou para a iluminação espiritual sobre certos assuntos a serem usados para o bem-comum.

(do Livro: “A Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas” – Vol. I – pergunta 162 – Max Heindel)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

“Como o Ser humano Pensa…”

“Como o Ser humano Pensa…”

“O uso da palavra para expressar pensamentos é o mais alto privilégio que só uma entidade racional, pensante, como o ser humano, pode possuir”. Com estas palavras os Ensinamentos Rosacruzes expressam o grande valor que o ser humano deve atribuir ao pensamento e a palavra.

Tudo que o ser humano já fez com suas mãos é pensamento cristalizado. Qualquer coisa que tenha feito até aqui, primeiro foi um pensamento em sua Mente antes de surgir no plano físico. Com nossa consciência objetiva, e por meio dos sentidos, adquirimos conhecimento do mundo externo, e a este conhecimento chamamos “real”. Através de nossa consciência interna surgem as ideias e pensamentos, os quais nos parecem vagos, indistintos e irreais. Contudo, na medida em que avançarmos e nos desenvolvermos, estes poderão se tornam tão claros e reais como quaisquer objetos do mundo físico contemplados à luz do dia.

Na introdução do “O Conceito Rosacruz do Cosmos” lemos: “Tão seguramente como o pensamento existia antes do cérebro, construiu este e continua construindo-o para expressar-se através dele; tão seguramente como agora a Mente abre o seu caminho e extrai segredos da Natureza pela própria força de sua audácia, assim também o coração achará um meio de superar suas limitações e satisfazer seus anseios. Por enquanto ele está impedido, dominado pelo cérebro. Algum dia, porém, reunirá forças para romper seus grilhões e tornar-se um poder maior que a Mente”.

Nosso atual plano de ação é o Mundo Físico, e é aqui, por meio dele, que aprendemos a pensar certo. Vamos ilustrar: ao inventor surge uma ideia. Algo ainda não muito bem definido, mas que ele reconhece como uma boa ideia, de modo que enquanto pondera sobre a mesma vai revestindo-a de matéria mental. É da Região do Pensamento Concreto que atraímos a matéria mental com que revestimos as nossas ideias. O inventor tem em mente construir uma máquina, e esta já aparece em sua Mente criativa como se estivesse concretizada na matéria física e funcionando. Mas continua traçando planos, modificando-os e tornando a traçá-los. Finalmente constrói a máquina. Mas, quando termina e vai testá-la descobre que muitas modificações precisam ser feitas e que talvez tenha até de refazê-la por completo, só que desta vez apoiado na experiência da primeira tentativa, antes que ela seja capaz de funcionar conforme planejado. Assim, a ideia do inventor precisou ser experimentada na matéria física concreta antes que seu funcionamento pudesse ser comprovado.

O pensamento sozinho, vindo da Região do Pensamento Concreto, nada pode testar nem verificar. Por isso, “o Mundo Físico é absolutamente necessário para ensinar-nos a lidar com as forças do pensamento e do desejo”.
Pensamentos-forma oriundos de dentro e de fora de nós são projetados no Corpo de Desejos para despertar sentimentos que conduzam à ação. De modo geral o pensamento tem o poder de modelar e modificar a matéria física, mas seu maior poder consiste na capacidade que tem para modelar os veículos mais sutis que possuímos.

Pensamentos de preocupação e temor inibem o Corpo de Desejos, enquanto que, uma disposição otimista no encarar a vida possa afiná-lo a qualquer tom desejado. Isto consegue repetindo o pensamento tantas vezes que ele se torne um hábito.

A realidade do Mundo do Pensamento torna-se mais evidente quando o ser humano consegue fazer com que seus pensamentos apareçam como forma física tangível e útil para solucionar problemas terrenos. Deste modo fica claro que a Região do Pensamento Concreto não é absolutamente algo vago ou apenas imaginário, mas sim algo muitíssimo real. O que percebemos com a visão dos olhos físicos pertence ao mundo da forma inerte. Quando olhamos para um ônibus elétrico que se move pelas ruas, o veículo que podemos ver é só matéria inerte. A força que o movimenta, porém, não pode ser vista. Podemos apenas notar seu efeito ao ver com nossos olhos o deslocamento do coletivo, porque a força (ou poder) verdadeira, real, pertence aos reinos invisíveis. O pensamento que criou a forma física provém de um reino mais elevado ainda. Provém do Mundo do Pensamento, que é a pátria do Espírito Humano.

Tudo que vemos aqui no plano físico é de fato pensamento cristalizado. Nossas casas, aparelhos, usinas de força e automóveis; nossos rádios, televisores, etc., tudo é resultado final do pensamento; tudo provém da intangível matéria mental. As ideias e pensamentos de Watt e Edison, de Morse e Marconi, aperfeiçoaram-se e possibilitaram a nossa moderna maneira de viver. Mesmo que alguma calamidade – um terremoto, um incêndio – destruísse os resultados físicos de seus inventos (as máquinas e aparelhos), ainda assim outras pessoas poderiam construir com base nas plantas ou esquemas idealizados por seus autores. Só isso demonstra que os pensamentos são mais permanentes que as coisas.

Considerando nossa vida diária, quer nos parecer que seu aspecto mais importante é aquele que reflete nossos atos. Todavia, se nos detivermos no assunto e procurarmos descobrir o que nos faz agir da maneira que agimos, concluiremos que nossos pensamentos são potencialmente muito mais poderosos. Porque se pensamos errado agimos errado e se pensamos certo agimos certo, uma vez que o pensamento precede a ação.

No Capítulo III – o ser humano e o método de evolução – do “Conceito Rosacruz do Cosmos” encontra-se uma explicação bem detalhada de como funcionam os pensamentos-forma e das diferentes maneiras pelas quais eles alcançam os seus objetivos. Todos os veículos do ser humano são envolvidos nesse processo. Antes da humanidade ser dotada de Mente, era relativamente fácil conduzir o ser humano pelos caminhos que devia trilhar, garantindo-se assim a execução daquilo que Deus havia planejado para ele. Foi somente na primeira parte da Época Atlante, quando recebeu a Mente, que ele começou a resistir. Naquele período de nossa evolução a Mente era ainda extremamente fraca, enquanto a natureza de desejos era muitíssimo forte. Por tal razão a Mente bandeou-se facilmente para o Corpo de Desejos. Dessa aliança resultou uma qualidade inexistente até então: a astúcia, que predominou entre os humanos até a Época Ária, quando o pensamento e o raciocínio, já mais evoluído, capacitou-se na formação de ideias.

A força do pensamento é o mais poderoso meio de obter-se conhecimento, e de tal maneira que, se concentrado sobre determinado objetivo, será capaz de vencer quaisquer obstáculos para alcançá-lo. Geralmente, porém, propendemos a desperdiçar nossa força mental, pelo que, do que resta, pouco podemos aproveitar. Por conseguinte, precisamos aplicá-la com esforço persistente, se quisermos conseguir todo o conhecimento possível de determinado assunto ou matéria.

Como Egos, funcionamos diretamente na substância da Região do Pensamento Abstrato e, a que é mais importante, atuamos dentro da parte que especializamos na periferia de nossa própria aura individual. Portanto, tudo que vemos e contemplamos é colorido pela nossa própria atmosfera, pela aura que criamos com nossos sentimentos, emoções e atitudes resultantes. Assim, se não temos dentro de nós qualquer qualidade indesejável não podemos atrair pensamentos sórdidos ou menos sadios dos outros, ao passo que uma Mente serena, francamente honesta, pura e prestativa, só pode despertar-nos outros o melhor que existe neles. Deste modo, e de muitas outras maneiras, somos guardas de nossos irmãos, sendo, pois, responsáveis pelos pensamentos que semeamos pelo mundo.

Certos pensamentos que julgamos nossos, originários de nossas Mentes, às vezes, provém de outras pessoas. Mas para que nos afetem eles precisam harmonizar-se conosco. Quase todos sabem como funciona a diapasão. Quando um deles é vibrado, outro próximo vibra harmonicamente, se ambos estiverem afinados no mesmo tom. Algo semelhante acontece à nossa Mente: os pensamentos-forma que nós próprios geramos juntam-se a outros de idêntica natureza gerados por outras pessoas, e fortalecem-se mutuamente – para o bem ou para a mal, consoante suas naturezas. É claro, pois, que devemos ter cuidado ao emitir pensamentos-forma que não poderíamos jamais ser tentados a seguir. Pode ser que eles estejam precisando só de uma pequena parcela de força para inclinar a balança na direção de algo que o receptor haja apenas pensado, mas nunca tencionado cometer.

Vemos assim que aquilo que pensamos colorido pelos sentimentos que alimentamos sobre qualquer coisa, pode importar em grandes consequências. Se “amamos a pureza e buscamos a bem” nutrimos e mantemos, quais Anjos da Guarda, tudo o que é bom em volta de nós. “Pensamentos são coisas”, de modo que, se nosso propósito é bom, sua intensidade pode fortalecer o bem que desejamos para toda a humanidade. “Como o ser humano pensa em seu coração, assim ele é”.

“O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece; não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre; tudo crê; tudo espera; tudo suporta. O amor jamais acaba” (I Cor. 13:4-8).

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 12/85 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Os Novos Pintinhos – Palavra Chave: Amor Materno

Os Novos Pintinhos
PALAVRA CHAVE: Amor Materno

Vocês todos se lembram do alvoroço que aconteceu entre as galinhas, quando Pintadinha botou seu primeiro ovo no ninho preparado por Shirley para ela?

Houve uma razão para isso. Os ovos são coisas maravilhosas. Não só são bons para comer, como também é a origem de novos pintinhos. As galinhas sabem disso e ficam contentes. Essa é a razão porque as galinhas cacarejam suas lindas canções quando botam um ovo. Pintadinha estava agora muito ocupada e feliz. Todos os dias cantava sua canção: “Có-có-có-có-ró”, que queria dizer: “Vou botar um ovo”. Então, saia, sentava-se no ninho e sonhava com o futuro. Depois que botava o ovo, saia voando do ninho e cacarejava alto: “Botei um ovo, botei um ovo”.

Quando já havia uma dúzia de ovos no ninho, Pintadinha achou que era suficiente poder cobri-los bem com suas asas. Amava tanto seus ovos, que decidiu ficar com eles bem aconchegados ao seu peito. E assim, em vez de ficar no pátio com as outras galinhas, apreciando o calor do sol, ficava o dia inteira sentada sobre os ovos. Só os deixava por alguns minutos quando saia apressada para buscar água ou comida. Tinha um modo muito engraçado de dizer as outras galinhas que andava ocupada demais para visitá-las. “Có-có-có” dizia, enquanto comia apressadamente para voltar correndo ao ninho. Não queria que seus ovos esfriassem; esse era o motivo de sua pressa.

Pintadinha sabia muitas coisas para uma galinha de seu tamanho e como conseguiu aprender tudo isso era um mistério que muito poucas pessoas sabiam. Não só sabia como manter os ovos bem quentinhos, como também sabia virá-los todos os dias. Como é que ela fazia isso, vocês sabem? Não tendo mãos como nós, acham que os arrastava com os pés? Oh! não! Isso seria muito rude. Ela os virava delicadamente com o bico, um ovo após o outro, até virar todos. Como ela sabia que uns já tinham sido virados e outros não, é ainda um mistério. Levava muito tempo nisso, mas nunca parava até estarem todos virados, sem se importar com o cansaço.

Todos os dias, Shirley saía para ver Pintadinha e dar-lhe alguma coisa saborosa para comer. Pintadinha estava ficando tão magra que parecia cansada e fraca. Sua crista que costumava ser bem vermelha antes estava pálida. Mesmo assim, sentava-se no ninho, pacientemente, mantendo os ovos quentes com seu corpo. Em uma manhã, porém, teve uma experiência maravilhosa. Sentiu um movimentozinho embaixo do seu peito. Um dos ovos parecia vivo, depois outro e outro. Oh, como isso a emocionou! Coraçõezinhos estavam batendo dentro dos ovos, corpos pequeninos lutavam para quebrar as suas cascas de prisões, pintinhos, preparando-se para abandonar os ovos.

– Meus nenês! Meus queridos nenezinhos! Sussurrava Pintadinha. Vão sair logo da casca!

Nesse dia, não largou o ninho nem por um minuto.

Shirley lhe trouxe um pouco de pão macio embebido em leite e ela comeu agradecida.

Pintadinha podia ouvir as bicadinhas dos pintinhos tentando quebrar suas cascas. Um após outro conseguiram fazer uma abertura minúscula. Assim que respiraram o ar em seus pequenos pulmões, sentiram-se tão fortes que esticaram as suas perninhas e empurraram a casca com toda força que podiam. Pouco a pouco, conseguiram partir as cascas em dois e saíram aos tropeços para se aninharem entre as penas macias de sua mãe, Pintadinha.

No dia seguinte, quando Shirley foi ver Pintadinha, ouviu tanto “Piu-Piu,” que imediatamente soube que os pintinhos tinham nascido. Foi correndo chamar a mãe para vê-los. Quando entraram no galinheiro, um pintinho pôs a cabecinha para fora, a fim de olhar o mundo maravilhoso. Era tão bonitinho que Shirley teve vontade de pegá-lo.

Mas, quando estendeu a mão em sua direção, Pintadinha eriçou as penas e ralhou tanto, que Shirley se ofendeu. A mãe, porém, lhe disse para não se importar, pois Pintadinha estava só chamando a atenção de Shirley para não machucar seus pintinhos; mas se ela fosse boazinha e os alimentasse todos os dias, Pintadinha confiaria nela e deixaria que os tocasse.

Então, Pintadinha e sua ninhada foram colocadas em uma casinha especial, toda de ripas, com espaço suficiente entre elas para permitir que os pintinhos entrassem e saíssem livremente. Eram tão pequeninos e macios! Shirley adorava vê-los correr por ali.

Como as crianças, os pintinhos tinham muita coisa a aprender. Quando mamãe Pintadinha os chamava “Piu-piu-piu,” logo aprenderam que ela tinha algo para comer.

A galinha segurava o alimento no bico e os pintinhos disputavam-no. Eram pintinhos tão saudáveis e famintos que estavam sempre prontos para uma nova refeição.

Como cresceram depressa! Em duas semanas tinham rabinhos muito engraçados. Em quatro semanas já estavam tão crescidos que foram colocados no galinheiro com Pintadinha. E como se divertiam correndo para todos os lados com a mãe! Ela era muito boa para eles e sabia tanta coisa! Podia escavar buracos enormes no chão para encontrar minhocas, as maiores e mais gordinhas. Podia apanhar besouros e moscas. Encontrava brotos macios no capim. Sabia quando ia chover, assim como muitas outras coisas, como se esconder de um corvo preto que vivia do outro lado do desfiladeiro. Pintadinha ensinou essas coisas todas para os filhotes e, como vocês podem imaginar, doze ativos pintinhos para alimentar e educar era uma grande tarefa. Quando ficavam exaustos e aninhavam-se debaixo de suas asas, Pintadinha tinha sempre uma linda canção de ninar, que cantava suavemente em língua de galinha. A letra era mais ou menos assim:

– Durmam, durmam queridinhos. Mamãe os manterá quentinhos.

Eram pintinhos bonzinhos e tentavam obedecer à mãe; mas, à medida que iam crescendo, às vezes se afastavam dela para passear. Entretanto, ficavam sempre felizes quando achavam o caminho de volta para casa.

(Do Livro Histórias da Era Aquariana para Crianças – Vol. V – Compiladas por um Estudante – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: O que aconteceu com cada Corpo de Jesus nos 30 anos e depois até os 33 anos?

PERGUNTA: O que aconteceu com cada Corpo de Jesus nos 30 anos e depois até os 33 anos?

RESPOSTA: O Corpo Denso e Átomo-semente do Corpo Denso de Jesus foi cedido a Cristo, dos 30 aos 33 anos da encarnação do Irmão Maior Jesus. O Átomo-semente do Corpo Denso de Jesus foi devolvido a ele após a morte física de Cristo Jesus.

O Corpo Vital e Átomo-semente do Corpo Vital de Jesus foi cedido a Cristo dos 30 aos 33 anos da encarnação do Irmão Maior Jesus. O Átomo-semente do Corpo Vital de Jesus foi devolvido a ele após a morte física de Cristo Jesus.

O Corpo Vital de Jesus está sendo guardado por Irmãos Maiores em algum lugar na Terra, entre a crosta e o núcleo do Planeta, para ser utilizado na segunda vinda de Cristo.

Com o Átomo-semente do Corpo Vital o Irmão Maior Jesus construiu outro Corpo Vital.

O Corpo de Desejos do Irmão Maior Jesus sempre ficou com ele. Aliás foi nele que Jesus funcionou durante os 30 a 33 anos da sua encarnação na época de Cristo Jesus.

Portanto, depois da morte do Corpo Denso de Cristo Jesus, os Átomos-sementes foram devolvidos a seu primitivo dono, Jesus de Nazaré que, algum tempo depois, funcionando temporariamente em um Corpo Vital que construíra, instruiu o núcleo da nova fé formado por Cristo.

O Irmão Maior Jesus de Nazaré, desde aquele tempo, tem conservado a direção dos ramos esotéricos.

Aproveitemos para entender a diferença entre Cristo e Jesus, como nos fornece o Conceito Rosacruz do Cosmos, em Jesus e Cristo Jesus:

O veículo inferior de um Arcanjo, a onda de vida que Cristo pertence, é o Corpo de Desejos. Cristo, o mais alto Iniciado do Período Solar, emprega geralmente o Espírito de Vida como veículo inferior. Funciona tão conscientemente no Mundo do Espírito de Vida como nós no Mundo Físico. Rogamos ao estudante que note de modo particular este ponto, porque o Mundo do Espírito de Vida é o primeiro Mundo Universal. Nesse Mundo cessa a diferenciação e começa a manifestar-se a unidade, pelo menos quanto ao nosso Sistema Solar.
Cristo tem o poder de construir e funcionar num veículo tão inferior como o Corpo de Desejos, o veículo usado pelos Arcanjos, mas não pode descer mais.

Jesus pertence à nossa humanidade. Estudando o ser humano Jesus na Memória da Natureza, podemos segui-lo em suas vidas anteriores. Nelas viveu sob diversas circunstâncias, sob vários nomes, em diferentes encarnações, do mesmo modo que qualquer outro ser humano. Isto não sucede com o Ser Cristo. No Seu caso só pode encontrar-se uma única encarnação.

Todavia, não se imagine que Jesus tenha sido um indivíduo comum. Era de Mente singularmente pura, muito superior à grande maioria da nossa presente humanidade. Esteve percorrendo o Caminho da Santidade através de muitas vidas, preparando-se para a maior honra que poderia ter recebido um ser humano.
Sua mãe, a Virgem Maria, possuía, também, a mais elevada pureza humana, por isso foi escolhida para ser a mãe de Jesus. O pai, José, era um elevado Iniciado, capaz de realizar o ato de fecundação como um sacramento, sem nenhum desejo ou paixão pessoal.

Em consequência, o formoso, puro e amoroso espírito conhecido pelo nome de Jesus de Nazaré veio ao mundo num Corpo puro e sem paixões. Este Corpo era o melhor e o mais perfeito que se podia produzir na Terra. A tarefa de Jesus, nesta encarnação, era cuidar e desenvolver o seu Corpo até o maior grau de eficiência possível para o grande propósito a que devia servir.

Jesus de Nazaré nasceu mais ou menos no tempo indicado pela História, e não no ano 105 antes de Cristo, conforme indicam algumas obras ocultistas. O nome Jesus era comum no Oriente. Um iniciado chamado Jesus viveu no ano 105 A.C. e obteve a Iniciação egípcia. Não foi Jesus de Nazaré, com quem estamos a relacionar-nos.
Cristo usou todos esses veículos próprios e só tomou de Jesus os Corpos Vital e Denso. Quando Jesus atingiu trinta anos de idade, Cristo penetrou nesses Corpos e empregou-os até o final de Sua Missão, no Gólgota. Depois da destruição do Corpo Denso, Cristo apareceu entre os Discípulos em Corpo Vital, no qual funcionou ainda durante algum tempo. O Corpo Vital é o veículo que Ele empregará quando aparecer novamente. Nunca tomará outro Corpo Denso.

Com isto se relaciona o objetivo de todo treinamento esotérico, de que falaremos mais tarde, que é trabalhar sobre o Corpo Vital, para construir o Espírito de Vida e acelerar seu desenvolvimento.

Jesus, quando Cristo tomou o seu Corpo, era um Discípulo de grau elevado e, por conseguinte, seu Espírito de Vida estava bem organizado. Vemos, portanto, que o veículo inferior em que funcionou Cristo e o melhor organizado dos veículos superiores de Jesus eram idênticos. Cristo, ao tomar os Corpo Vital e Denso de Jesus, encontrou-se com uma série completa de veículos, desde o Mundo do Espírito de Vida até o Mundo Físico.

Jesus já alcançara as mais elevadas vibrações do Espírito de Vida, e passou por várias Iniciações para obter o necessário efeito sobre o Corpo Vital. O Corpo Vital de um ser humano comum ter-se-ia paralisado instantaneamente sob as intensíssimas vibrações do Grande Espírito que entrou no Corpo de Jesus. Até este Corpo, puríssimo e ultrassensível como era, não podia suportar durante muitos anos os tremendos impactos vibratórios d’Aquele. Quando lemos que, em certa ocasião, Cristo se afastava dos seus Discípulos, ou caminhava sobre o mar em sua procura, o esoterista sabe que Cristo tinha abandonado momentaneamente os veículos de Jesus para dar-lhes descanso, deixando-os ao cuidado dos Irmãos Essênios que, melhor que Cristo, sabia como deviam cuidar de tais veículos.

Esta cessão foi consumada com pleno e livre consentimento de Jesus. Ele soube que, durante a encarnação inteira, estava preparando um veículo para Cristo. Submeteu-se alegremente, para que o desenvolvimento da humanidade pudesse receber o gigantesco impulso que lhe foi dado pelo misterioso sacrifício do Gólgota.
Cristo Jesus possuía os doze veículos que formam uma ininterrupta cadeia, desde o Mundo Físico até o próprio Trono de Deus. Portanto, Ele é o único Ser do Universo que está em contato, ao mesmo tempo, com Deus e com o ser humano. É capaz desta mediação porque experimentou, pessoal e individualmente, todas as condições e conhece todas as limitações incidentais à existência física.

Cristo é único entre todos os Seres dos sete Mundos. Unicamente Ele possui os doze veículos. Ninguém, a não ser Ele, é capaz de sentir tão elevada compaixão e compreender tão amplamente a situação e as carências da humanidade. Ninguém, a não ser Ele, está qualificado para trazer o remédio que satisfaça todas as nossas necessidades.

Assim, ficamos conhecendo a natureza de Cristo, o Iniciado mais elevado do Período Solar, que tomou os Corpo Vital e Denso de Jesus para poder funcionar diretamente no Mundo Físico, e aparecer como um ser humano entre os seres humanos. Se o seu aparecimento se desse de maneira milagrosa, estaria em desacordo com o plano evolutivo porque, ao final da Época Atlante, a humanidade obteve a liberdade de agir bem ou mal. Para aprender a dominar-se não podia ser empregada sobre ela nenhuma coação. Devia conhecer o bem e o mal por meio da experiência. Antes desse tempo, os seres humanos tinham sido conduzidos, voluntariamente ou não, mas, depois se deu a eles liberdade, sob diferentes Religiões de Raça, cada uma delas adaptada às necessidades de cada Tribo ou Nação.

Que as rosas floresçam em vossa cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O poder interno que está destinado a abrir-lhe um lugar de relevo no mundo

O poder interno que está destinado a abrir-lhe um lugar de relevo no mundo

“Os Ensinamentos da Fraternidade têm um poder interno que está destinado a abrir-lhes um lugar de relevo no mundo, mas devemos fazer por merecê-lo, de acordo com a maneira pela qual ajudamos a trazer esses Ensinamentos dos Irmãos Maiores à atenção da humanidade em geral” (Cartas aos Estudantes).
“Bem-Aventurados sãos os mansos, porque herdarão a terra” (Mt 5:4).

As Bem-aventuranças têm sido objeto de muitas e variadas interpretações. Alguns dizem que elas não devem ser encaradas como uma norma de vida, mas antes como uma cápsula de tempo, contendo leis espirituais, e que só será operativa num futuro muito distante. Outros argumentam que Cristo Jesus estava mostrando um padrão de vida que não podemos seguir, a menos que nos retiremos do mundo – que os afazeres do mundo, negócios, comércio e especialmente política, são atividades competitivas, nas quais, certamente, os mansos não conseguirão singrar. A página 321 do Conceito (edição em Inglês) ajuda a compreender as passagens confusas das Escrituras por meio de um ponto de vista mais amplo e claro: “A verdade é múltipla e com diferentes facetas. Cada verdade oculta requer um exame de diferentes pontos de vista; cada ponto apresenta uma certa fase da verdade e todos eles são necessários para adquirir uma concepção definitiva e completa do que quer que seja que esteja sendo estudado”. Assim se passa também com as Bem-aventuranças, especialmente “Bem-aventurados são os mansos, porque eles herdarão a terra”. Por vezes, encontramos pessoas que se deixam espezinhar pelos outros. São, habitualmente, ridicularizadas e muitas vezes alvo de pena e críticas. Há algum tempo, eram publicados quadrinhos na sessão cômica dum jornal sobre Casper Milquetoast, um homenzinho amável, manso, insosso e patético. Uma vez, Casper era mostrado em pé, numa esquina, durante um aguaceiro torrencial. A água transbordava das abas de seu chapéu e ele tiritava miseravelmente, enquanto dizia: “Se aquele moço não aparecer dentro de mais 45 minutos, ele pode ir embora e pedir a outra pessoa que lhe empreste o dinheiro”. Essa caricatura parece exagerada e ridícula – mas será realmente? Manso é definido como “sofredor, paciente, de maneiras suaves, suportando injúrias”. A definição desfavorável é “mole”, “sem fibra”, “fraco”. Todos nós gostaríamos de expressar as qualidades positivas e verdadeiras identificadas com a palavra “manso” e fazemos esforços nesse sentido; mas todos, frequentemente, usamos a expressão desfavorável “fraco”, quando o nosso semelhante não se mostra à altura de nossas expectativas. A definição negativa de mansidão parece estar frequentemente associada com o Cristianismo e com o nosso Salvador em particular. Ouvimos muitas vezes a frase: “o manso e suave Jesus”. O poeta Swinburne chamava-o de “o Galileu pálido, mortiço”.

Inofensivo, fraco, invertebrado, de maneiras suaves, gentil – era isso que Ele queria dizer, quando dizia a Seus Discípulos: “Vós herdareis a terra se fordes mansos – inofensivos”?

Pois se esse era o sentido de suas palavras, elas certamente caíram em ouvidos surdos. Provavelmente, nunca houve outro grupo de homens que tenha de tal maneira desafiado a proverbial definição de manso. Eles argumentaram e combateram, enfrentando, corajosamente aqueles que desafiavam os Ensinamentos de Cristo; um deles apoderou-se duma espada e decepou a orelha de Malchus. Eles desafiaram a autoridade de Roma, “nós devemos obedecer a Deus e não aos homens” bramavam. Foram atirados na prisão, não porque eram mansos e suaves, mas porque eram homens de caráter e convicção.

Se nós rejeitamos os conceitos correntes e uso da palavra manso, o que, então, está a Bem-Aventurança nos dizendo?

A palavra-chave para essa Bem-Aventurança é: “Mansidão ou impessoalidade; a renúncia completa do eu”. A correlação astral é a Lua. A Lua atrai e aumenta à medida que toca cada ponto sensível na sua viagem de 30 dias em torno do círculo mágico, o horóscopo. A correlação bíblica é: “Aquele que perde a sua vida por amor de Mim, salvá-la-á”. Isso dá uma conotação completamente nova a essa Bem-Aventurança, no que concerne à versão popular. “Mansidão” aqui equipara-se com “impessoalidade”. A palavra “manso ” não é usada muito frequentemente na Bíblia, e é usada para descrever só duas pessoas: Moisés e Jesus.

No Livro dos Números, diz-se de Moisés: “Agora o ser humano Moisés era muito manso, mais do que todos os homens que havia na face da terra”. Suave? Sofredor? Essas denominações não se enquadram na personalidade dinâmica do herói do Velho Testamento. Duas imagens de Moisés acodem-nos à lembrança. A primeira, é de Moisés como um jovem, criado na corte do Faraó. Um dia, viu um egípcio bater num escravo. Era demais para esse jovem judeu, que matou o egípcio. Chamem-lhe um acesso de cólera ou um raro momento de paixão, mas não pode ser chamado um ato de mansidão, no sentido popular da palavra. A segunda imagem é o episódio dos 10 mandamentos. Quando Moisés vinha descendo a montanha com as Tábuas de Pedra, viu seu povo dançando em torno dum vitelo dourado: “E Moisés, muito irado, atirou de suas mãos as tábuas e quebrou-as ao pé do monte. E, pegando no bezerro que tinham feito, queimou-o e esmagou-o até o reduzir a pó, que espalhou na água, e deu a beber dele aos filhos de Israel” (Ex 32:19-20). Isso novamente, não pode ser chamado um ato de mansidão. É necessário falar da ira de Nosso Senhor Jesus Cristo? Pode ser necessário para alguns que nunca podem imaginar Nosso Senhor ficando encolerizado. Mas ficou. O que precisamos dizer, e isto ajuda-nos a atingir a compreensão do significado esotérico da palavra “manso”, é que Sua ira foi dirigida contra os erros e as injustiças cometidos contra os outros. Nunca foi uma reação defensiva de sua parte àquilo que estava acontecendo com Ele. Foi espancado, escarnecido, ameaçado, mas nunca respondeu uma palavra, nem retribuiu. Sua cólera era dirigida contra os líderes religiosos e o pesado fardo que colocavam sobre o povo, e contra aqueles que enganavam no troco os frequentadores do Templo. Mesas viradas, pombas soltas de suas gaiolas, os vendilhões correndo apressadamente para fugir à dor aguda do chicote: (Mt 21 :13) “Minha casa deve ser chamada a casa da oração; mas vocês transformaram-na num antro de ladrões”. Uma vez mais, isso não foi um ato de mansidão.

Esses dramáticos incidentes coincidem com a vida na Terra tal como se nos apresenta hoje.

Estamos deixando a Idade de Peixes e entrando na Idade de Aquário. Somos como os filhos de Israel, mantendo-nos fiéis e adorando os dias dourados da indecisão, em vez de olhar para o futuro, onde o vitelo dourado desta dispensação está sendo moído e derramado sobre as águas da espiritualidade? Estamos abrigando dentro de nós os vendilhões, os desejos materialistas, que tem poluído o Templo de Deus, a nossa personalidade? Sim, na verdade, há uma interpretação interna e uma externa de todas essas Escrituras.

Na Bíblia, encontramos alegorias, simbolismos e mitos que foram usados para velar verdades sagradas e que só podem ser interpretadas pelos Espíritos avançados a quem foi dada a chave. Max Heindel era um deles e por seu intermédio os Irmãos Maiores puderam revelar muitas das verdadeiras interpretações dos Ensinamentos Sagrados.
Um mito é um estojo que contém, às vezes, as mais profundas e preciosas joias da verdade espiritual, pérolas de beleza tão raras e etéreas que não podem ficar expostas ao intelecto material. Com a intenção de as proteger e ao mesmo tempo permitir-lhes trabalhar pela humanidade, no sentido da ascensão espiritual dela, os Grandes Mestres que guiam nossa evolução, invisíveis, mas poderosos, deram essas verdades espirituais para o ser humano nascente, encerradas no simbolismo pitoresco dos mitos, para que assim possam trabalhar sobre os seus sentimentos, até chegar o tempo em que o seu nascente intelecto tenha se tornado suficientemente desenvolvido e espiritualizado para que possam senti-las e conhecê-las (do Livro: Cristianismo Rosacruz).

Os poderes espirituais existem adormecidos dentro de cada ser humano, mas só são desenvolvidos por assiduidade paciente e continuidade no fazer o bem, através dos anos. Somente uns poucos têm fé para iniciar na senda até a sua consecução, ou perseverança para prosseguir nessa prova difícil. Se nossas vidas não são impulsionadas pelos motivos mais puros e altruístas, poderemos ser um tormento para a humanidade, pois qualquer poder usado fora da direção dos princípios Crísticos, é destrutivo e suas reações trazem sofrimento.

Portanto, o exercício de qualquer poder implica em responsabilidade perante a Lei Divina.

Um parágrafo no livro “O Desejo das Idades”, de Ellen G. White, explicou isto lindamente: “o Governo sob o qual Jesus viveu era corrupto e opressivo; com todas as pessoas ocorriam abusos gritantes – extorsão, intolerância e dolorosa crueldade. Entretanto, o Salvador não intentava reformas civis. Ele não atacava os abusos nacionais, nem condenava os inimigos da nação. Ele não interferia com a autoridade ou com a Administração dos que estavam no poder. Ele foi o nosso exemplo, mantendo-se afastado dos governos terrenos. Não porque fosse indiferente aos infortúnios dos seres humanos, mas porque o remédio não repousava em medidas meramente humanas e externas. Para ser eficiente, a cura deve atingir o ser humano individualmente e deve regenerar o seu coração.

Atentem bem – Cristo Jesus preocupava-se com as pessoas. Curava suas doenças, alimentava-os quando estavam famintos. Ninguém poderia dizer que era indiferente aos anseios das pessoas.

Ele foi o exemplo personificado do Manso Bem-Aventurado. Há grandes esperanças para aqueles que desejam segui-lo. A história completa da humanidade pode ser resumida nas palavras: “profundo conhecimento” ou “mestria”; ser capaz de submeter aqueles desejos, paixões e instintos que fazem a pessoa censurar, eliminar ou tentar destruir os outros. Os mansos abençoados são os seres humanos de Deus que usam aquela índole e disposição para atingir um propósito e um objetivo. Manso abençoado foi um Gandhi, que conseguiu levar o ex-poderoso Império Britânico a ajustar um acordo, não pela força ou “choques ruidosos da espada”, mas mediante seu próprio poder disciplinado e energia moral. Manso abençoado é um Lincoln, anunciando durante uma eleição: “Sei que existe um Deus a quem repugna a injustiça e a escravidão. Eu vejo a tempestade se aproximando e sei que Sua mão está nela. Se Ele tem um lugar e um trabalho para mim e acredito que tem, eu estou pronto. Não sou nada, mas a Verdade é tudo”. Mansa abençoada é uma Florence Nightingale, lutando como um tigre para a cura de seus doentes. Todos eles eram mansos no sentido cristão da palavra, pois sua cólera era voltada contra as injustiças e maus tratos causados a outros e não a eles próprios.

O ser humano desenvolveu o seu poder sobre o seu meio ambiente. Transformou em desertos, jardins florescentes. Recuperou os desertos, dirigindo as águas para a fertilidade. Usou o fogo e os metais para criar segundo suas necessidades. Usa o ar como via expressa de transportes. O ser humano é um criador. Desenvolveu muitos poderes, mas ainda não é senhor de si próprio. Nos dias de auto maestria, o ser humano dirigirá todos os seus poderes com sabedoria e amor e o reino dos céus manifestar-se-á na terra. É a lei de sua condição divina. O tempo destrói as criações de suas mãos, mas a alma do ser humano progride sempre com as riquezas de suas experiências. Novamente repetimos: “Bem-Aventurados sejam os mansos”. É impossível domá-los, desalojá-los ou destruí-los. Eles herdarão a terra.

(Pulicado na Revista Serviço Rosacruz de mai/78, traduzido da Revista “Rays from the Rose Cross”).

porFraternidade Rosacruz de Campinas

As Aventuras de Rex e Zendah no Zodíaco – A Terra do Caranguejo

As Aventuras de Rex e Zendah no Zodíaco
A Terra do Caranguejo

The-Land-of-Crab-1 As Aventuras de Rex e Zendah no Zodíaco - A Terra do Caranguejo

 

Rex e Zendah sentaram-se, para recobrar o fôlego depois de sua súbita saída da Terra do Leão. Se vocês não estão habituados aos terremotos, eles lhes tirarão o fôlego, embora, como no caso que vimos, eles contribuam para economizar o tempo. Poucos minutos depois os meninos levantaram-se e começaram a procura do portão do Caranguejo. Primeiramente tiveram de esfregar bem os olhos porque não podiam distinguir onde estava o portão por causa do nevoeiro.

Era como se procurasse ver o monte que ficava além do quintal de sua casa em manhã enevoada.

Mas, à medida que acomodavam a vista, a névoa foi-se dissipando e eles viram um portão de prata, brilhante. No centro do portão, um gigantesco caranguejo sustinha entre seus tenazes uma lua crescente que brilhava com a própria lua. Na carapaça do caranguejo havia dois sinais, como notas musicais, lado a lado.

The-Land-of-Crab-2 As Aventuras de Rex e Zendah no Zodíaco - A Terra do Caranguejo

Em torno do portão havia palavras escritas, difíceis de ler porque o portão girava sem parar. Num determinado momento, o crescente lunar estava na parte superior do portão, para pouco tempo depois aparecer na parte inferior. No lugar das dobradiças, existiam estranhas peças de prata parecidas com os tenazes do caranguejo. Havia um sulco nos tenazes, onde o portão estava encaixado e onde deslizava, girando, girando… em cada metade do portão havia uma fechadura e os meninos ficaram embaraçados, sem saber qual das duas servia para abri-lo, mesmo porque eles ainda não possuíam a chave.

Zendah foi a primeira a ver uma portinha num dos pilares, esculpida em formato de caranguejo: tocando-a com seus dedos, ela abriu-se. Dentro, encontrou uma chave de prata.

Rex tentou abrir a fechadura do lado direito do portão. Introduziu a chave e deu-lhe volta. Ouviu o ruído característico de fechadura que se abre, mas… O portão não se abriu. Concluiu então que estava na fechadura errada e foi para a outra, sobre a qual se lia a palavra “TENTE”.

Subitamente, Zendah exclamou:

– “Olhe! É uma das palavras que havia no portão de Capricórnio! “

Tirando do seu bolso a chave de chumbo que havia achado naquela Terra, ela introduziu-a na fechadura da esquerda e viu que servia.

De repente o portão parou de mover-se, com o crescente lunar na parte superior, e os meninos então puderam ler as palavras que não conseguiram ler enquanto ele se movia.

Lá estava escrito:

– “Para Leste ou para Oeste, o lar é melhor! “

Ao longe, ouviram uma voz dizendo:

– “Queridos meninos, sabem a senha? “

Ouvindo isso os meninos ficaram espantados, pois reconheceram a voz de sua mãe. Mas responderam:

– “Paciência”.

Mais surpreendidos ainda ficaram quando o caranguejo, se desprendendo do portão e batendo seus tenazes, mostrou-lhes o caminho no lugar que ele ocupava. Depois que os meninos pularam, o caranguejo voltou ao seu lugar e disse:

– “Torna a girar, ó círculo da lua noturna! “

Querendo ver o que sucedia, os meninos olharam para trás e viram recomeçar a dança do caranguejo e da lua.
Não viram ninguém na entrada dessa Terra. Era noite e havia muito nevoeiro e, espantados, ouviram murmurarem:
– “Sim é”.

– “Não, vai primeiro e vê”.

– “Não há pressa”.

Aos poucos seus olhos se acostumaram à névoa e viram à sua frente um caminho que seguia por uma floresta de grandes árvores; pequenos riachos faziam ruído ao passarem sobre as pedras, como uma miniatura de cachoeira. Uma grande lua amarelada surgiu aos poucos por trás das árvores e, afinal, eles puderam distinguir as coisas como se estivessem iluminadas pela luz do dia. As vozes se aproximavam, Zendah virou-se para Rex e disse baixinho:

– “Estou certa de ter visto algumas crianças escondidas atrás das árvores”.

Sim, elas estavam. Um rosto brejeiro apareceu por trás de um tronco desaparecendo em seguida. O mesmo aconteceu com outros.

Rex impacientou-se.

– “Saiam e sejamos amigos”, gritou ele. – “Não tenham medo pois não lhes faremos mal”.

Em um ou dois minutos, estavam cercados de inúmeras crianças, algumas vestidas com roupas que brilhavam como prata e outras com roupas verde e violeta. Quase todas eram pálidas, de cabelos brancos e moviam-se muito devagar. O chefe, uma menina, disse a Zendah:

– “Desculpem-nos sermos tão lentos. Temos tão poucas visitas aqui e não sabíamos que eram vocês. Somos muito medrosos até conhecermos bem as pessoas”.

Dando-se as mãos, foram pelo caminho até onde havia duas grandes pedras que Rex ficou espantado, pensando quem teria tido tanta força para colocá-las onde estavam.

Todos dançaram em torno das pedras, cantando linda canção que dizia algo acerca do sagrado fogo da lareira, conforme pareceu a Rex e Zendah.

Os dois estavam tão interessados em descobrir o que é que eles cantavam que não perceberam a chegada de uma figura alta que permaneceu sorrindo no meio do círculo, observando os arredores. Subitamente repararam naquela figura e atravessando a roda, penduraram-se no pescoço da senhora, exclamando:

– “Mamãe, mamãe, como veio até aqui! Jamais pensamos encontrá-la aqui entre as estrelas!”.

As outras crianças olharam atônitas. – “É sua mãe?”, perguntaram as crianças. “Ela vem aqui todas as noites contar-nos histórias”.

Mamãe balançou a cabeça.

– “Sim esta é a minha terra, como a Terra do Arqueiro é a sua Zendah, mas vocês devem ficar muito quietinhos porque esta noite é uma noite especial. É a noite de São João e todas as fadas se reúnem para sua festa que principia antes da Lua Cheia”.

Muito quietos, nas pontas dos pés, todos se dirigiam para uma moita de salgueiro onde havia um gramado. Sentaram-se por trás de seus arbustos.

Ouviram uma nota clara, límpida, saída por clarins da fada e logo quatro morcegos passaram voando à luz do luar, cada um conduzindo uma pequena fada às costas. Voando em círculos, baixando até que as fadas puderam pular para o chão. Depois que as fadas desceram, os morcegos foram se dependurar nas árvores próximas, usando para isso os ganchos que possuem nas asas.

De um botão de rosa silvestre, um pequeno pássaro castanho iniciou um belo cântico cheio de trinados. Ao som dessa música as quatro fadas puseram-se a dançar agitando suas varinhas mágicas. Por onde as varinhas passavam nasciam centenas de cogumelos e de fungos.

Ouviram-se de novo os clarins das fadas e as árvores se afastaram abrindo uma clareira onde tomaram lugar sobre a grama. Em baixo das árvores as ninfas da floresta.

Aproximando-se, viam-se, ao longe, centenas de fadas tendo à sua frente a Rainha Titânia e o Rei Oberam precedidos por estranha procissão de caranguejo e de guaiamus, caminhando sobre suas patinhas traseiras.

Quando todos entraram na clareira, sentaram-se. As quatro fadas menores ficaram ao centro e tocaram estranhos instrumentos musicais feitos de conchas e caramujos, com cordas de teia de aranha. Rex e Zendah estavam certos de já terem ouvido antes essa música quando estiveram no bosque perto de sua casa, mas nessa ocasião não sabiam que era a música das fadas. Tinham de prestar muita atenção às fadas que dançavam ao som daquela estranha música, pois não conservava a mesma figura por mais de dois minutos seguidos; às vezes eram grandes, outras vezes menores; às vezes se pareciam com flores, outras vezes com caranguejos.

No fundo da clareira havia um banco de musgos, de cada lado do banco cresciam botões de rosas brancas e centenas de margaridas. Defronte do banco havia um pequeno banhado onde cresciam violetas aquáticas e lírios brancos.

The-Land-of-Crab-3 As Aventuras de Rex e Zendah no Zodíaco - A Terra do Caranguejo

De madrugada a Lua surgia por trás dos salgueiros, a esquerda do banhado. Subiu aos poucos até que parou exatamente por cima do banhado, refletindo-se nas suas águas. Nesse preciso instante, parecia que a lua despedia raios que batiam na água e voltavam, tecendo um gigantesco véu de luar mostrando todas as cores do arco-íris, só que mais pálidas, com menos brilho do que quando se vê durante o dia.

Quando ficou pronto, apareceu um oval de espessa névoa no centro. Aos poucos o oval foi-se tornando maior até que apareceu linda mulher com uma coroa de prata, em pé sobre a superfície do banhado. Tinha cabelos da cor de buganvília e olhos azuis claro. Todas as fadas se voltaram para ela e quando ela subiu no banco de musgos cantaram linda canção de saudação:

Salve a senhora Lua!

Salve a Rainha da Noite!

Se a Lua e Câncer (Caranguejo) aparecem juntos.

As fadas saúdam-na!

Com voz que mais parecia um murmúrio de brisa de verão passando pelas árvores, o Espírito da Lua falou.

The-Land-of-Crab-4 As Aventuras de Rex e Zendah no Zodíaco - A Terra do Caranguejo

– “Salve, filhos dos bosques, das árvores e dos arroios! Passaram bem desde o nosso último encontro? Tem algo a pedir?”

– “Tudo bem, grande Rainha”, responderam inúmeras vozes. A Rainha continuou: – “Apareçam, crianças humanas, vocês viram minha terra; agora venham receber os presentes de recordação que temos para dar àqueles que nos visitam”.

Muito espantados, por não saberem que estavam sendo vistos, Rex e Zendah vieram para a Luz do Luar, segurando as mãos de sua mãe.

– “Não preciso lembrar-lhes, pois vocês têm em casa uma excelente mestra”, disse a Lua sorrindo, “o que esta Terra significa para todos os que amam o lar, mas lembrem-se que bondade e paciência o tornam muito mais bonito, portanto dou a você, Rex, uma couraça de prata para protegê-lo comparada com a violeta de um terremoto ou uma erupção que tem poder transformador muito maior, com menor esforço.

“Para você, Zendah, dou o conjunto de pulseiras de prata com muitas pedras de lua. Uma vez a cada ano, você poderá assistir as fadas e aprender o que elas e a Lua podem ensinar a você”. Agitando sua varinha de prata, um caranguejo grande e verde-roxo se curvou na frente deles e lhes mostrou uma pequena carruagem, desenhado por gatos brancos, apenas grande o suficiente para os dois. Sua mãe os beijou e sussurrou: “Eu vou ver vocês sempre”, e eles voltaram para a entrada. Mais uma vez, o portão parou de girar e o caranguejo de prata desceu da Lua crescente para deixá-los passar. Eles estavam apenas se preparando para saltar, quando uma risada alegre os cumprimentou e o rei Júpiter entrou. “Então vocês terminaram sua visita à Terra do Caranguejo”, disse ele. “Estou um pouco atrasado, mas vou ver o último dos deleites.” E ele ficou de um lado e acenou sua mão para eles enquanto passavam o portão. O caranguejo retomou sua postura de segurar a lua crescente, e o portão começou a girar mais uma vez.

The-Land-of-Crab-5 As Aventuras de Rex e Zendah no Zodíaco - A Terra do Caranguejo

“Quem pensou em ver a mãe na Terra do Caranguejo?”, Disse Zendah. “Eu me pergunto: ela vai se lembrar quando chegarmos em casa?”. “Eu suspeito que ela vai”, respondeu Rex, “ela sempre parece lembrar de tudo”.

(The Adventures of Rex and Zendah In The Zodiac – por Esme Swainson – publicado pela The Rosicrucian Fellowship – publicado na revista Rays from the Rose Cross nos anos 1960-61; As Aventuras de Rex e Zenda no Zodíaco (as Ilustrações são originais da publicação) –Fraternidade Rosacruz – SP – publicado na revista Serviço Rosacruz de 1980-81)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Espírito e Matéria

Espírito e Matéria

Não há efeito sem causa, nada procede do nada. Em cada um de nós existem forças e potências que não podem ser consideradas materiais, e devem ter suas causas explicadas retomando outra origem que não seja matéria.
A esse princípio chamamos Espírito.

Quando nos interrogamos querendo conhecer e analisar nossas faculdades, quando afastamos da superfície da nossa alma a espuma que a vida nela acumula; quando atravessamos o espesso envoltório com que é revestida nossa inteligência; quando, libertos das preocupações, dos sofismas e da má educação penetramos no mais íntimo do nosso ser é que nos encontramos, frente a frente, com os augustos princípios sem os quais não há grandeza para a humanidade, isto é, o amor ao bem, o sentimento de justiça e o progresso. Esses princípios que encontramos em diversos graus, tanto no ignorante como no gênio, não podem ser originados na matéria que está desprovida de tais atributos. E, se a matéria carece dessas qualidades, como pode ser formada nos seres que as possuem? Nossa memória, nossa ciência, o sentimento do belo e verdadeiro, a admiração que experimentamos pelas obras grandes e generosas não podem ter a mesma origem que a carne dos nossos membros e o sangue das nossas veias. São como reflexos de uma luz pura e elevada, que brilha em cada um de nós, assim como o Sol se reflete nas águas, não importando que sejam turvas ou cristalinas.

Em vão pretendem os cépticos dizer que tudo é matéria. Como sentimos arrebatamentos de amor e bondade, como a virtude nos encanta, como a abnegação, o heroísmo e a beleza moral, então gravadas em nós, como a harmonia das coisas nos enfeitiça. Sendo assim, nada disso nos distinguiria da matéria?

Sentimos, amamos, temos consciência, vontade e razão; será que tudo isso procede de uma causa que nada sente, ama ou conhece uma causa surda e muda?

Tal pensar não resiste ao mais ligeiro exame. O ser humano tem duas naturezas. Seu corpo e seus órgãos derivam da matéria, suas faculdades intelectuais e morais procedem do Espírito.

Podemos ainda dizer qual o propósito do corpo humano, pois os órgãos que compõem tão admirável máquina são as rodas que, incapazes de funcionar sem um motor, possuem uma vontade que as põe em ação. Esse motor é o Espírito.

O Espírito está encerrado na matéria como um prisioneiro em sua cela e os sentidos são as aberturas pelas quais pode comunicar-se com o mundo exterior. Mas a matéria, mais cedo ou mais tarde, decai e se desagrega, enquanto o Ego aumenta em poder, fortificando-se com a educação e a experiência. Suas esperanças crescem e se estendem para além da tumba, suas necessidades de saber, conhecer e viver não têm limites. Tudo demonstra que o ser humano só, temporariamente, pertence à matéria. O corpo não é mais do que uma vestimenta emprestada, uma forma passageira, um instrumento com cujo auxílio o ser humano prossegue neste mundo em uma obra de purificação e progresso.

A vida Espiritual é a vida normal, verdadeira e imortal.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 12/85 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Chaves do Reto Pensar

Chaves do Reto Pensar

O que, na ausência de melhor título, é chamado “Chaves do Reto Pensar” é baseado na antiga verdade de que existe uma harmonia e ordem interiores, que sempre estão presentes, constituindo uma eterna e imutável Realidade. Daí se conclui que as inarmonias da vida se devem ao distanciamento, por parte dos seres humanos, dessa harmonia e ordem inerentes. A vida é governada por certas leis que, se obedecidas, resultam em saúde, integralidade, júbilo e toda suficiência.

É natural que a vida seja harmoniosa, ordeira e bela. A criação desses estados não nos exige imensos esforços, porque eles são a ordem natural das coisas que se manifestarão, tão logo deixemos de deformar a vida, por assim dizer. Podemos deformar uma bola de tênis quando a apertamos, mas se deixamos de pressioná-la, retoma sua forma redonda original, simplesmente porque essa é sua forma natural. Não precisamos de tornar a bola redonda: simplesmente devemos deixar de comprimi-la. O mesmo se dá com a vida: logo deixemos de deformá-la, ela manifesta sua ordem natural de beleza e perfeição inerentes.

A ideia original de perfeição, ordem, beleza e harmonia, sublinham nossa vida. As discórdias da vida, por exemplo: a doença, a nostalgia, a pobreza e outros males, decorrem da dissociação da ordem e da harmonia inerentes e fundamentais, sempre atuantes. No mundo exterior dos sentidos vemos muitas imperfeições, mas há uma ordem e harmonia ocultas, sempiternas e onipresentes. Quando uma tempestade ruge sobre o oceano, imensas vagas se debatem em fúria. Todavia, alguns metros abaixo o oceano permanece perfeitamente calmo e imperturbado. O mesmo se dá com a vida. Se vamos além da superfície, encontramos uma tranquilidade interior e uma perfeita ordem e harmonia.

Os sábios sempre falaram de um Mundo de Realidade interior. De forma nenhuma é uma ideia nova, embora o possa parecer a quem nos lê. A elucidação desse assunto não nos vem enquanto não estejamos preparados para recebê-la. Contudo, uma coisa é ter conhecimento a respeito do Centro Interior de Harmonia e Ordem, e inteiramente outra é estabelecer contato e pôr a nossa vida em correspondência com ela. Mas os sábios nem sempre informaram que o Centro de Harmonia está em nosso íntimo. Nem sempre disseram que em nosso íntimo existe esse reino de harmonia e de perfeição. Mas veio Alguém, há quase dois mil anos que o declarou: o reino da ordem e da harmonia está em nosso íntimo. Quando contatamos o “Centro mais íntimo em todos nós, onde a Verdade habita em plenitude”, descobrimos também estar ligados a uma harmonia e ordem universais interiores, que sublinham o mundo da aparência.

Tudo em nossa vida é resultado do pensamento, seja ele consciente ou inconsciente. “A Mente é criativa – o pensamento governa o mundo”. Se o todo de nossa vida-pensamento correspondesse à Ordem Interior – ou Verdade como a chamamos – então nossa vida exterior, por consequência, seria ordeira, harmoniosa e perfeita. Assim, o que chamamos de “Chaves do Reto Pensar” ensina como pensar retamente, ou seja, em sintonia com a Verdade. É desígnio da vida que sejamos felizes, jubilosos, sadios, verdadeiramente prósperos e bem-sucedidos. Não nos referimos ao êxito mundano, que pressupõe a impiedosa desconsideração aos demais. Queremos significar uma vida cheia de bênçãos, de harmonia, de ordem e do mais alto bem. Aludimo-nos as coisas preciosas que nenhuma riqueza pode adquirir: a felicidade, a paz, a harmonia, o jubilo, a beleza, a ordem, o amor, enfim, tudo o que legitimamente podemos aspirar e possuir, para termos uma saúde integral. Basta vivermos e pensarmos em harmonia com as leis de nosso ser.

Uma das verdades mais difíceis para um principiante aceitar é esta: “a vida é amistosa para conosco”. Eles estão inclinados a supor que seja realmente muito bom fazermos essa afirmação, porque a vida que levamos é de fato harmoniosa, ordenada e cheia de todo o bem possível! Podem pensar que nos seja fácil falar dessa maneira, porque desfrutamos harmonia: mas se tivéssemos de viver a vida deles, haveríamos de cantar uma canção diferente. Poderão pensar e mesmo dizer que se fossemos arrastados do pelourinho ao tronco, como eles o são, ou se nossas vidas estivessem cheias de discórdias, desapontamentos, inimizades, fracassos, doenças e outros males, como eles, então seríamos forçados a confessar que a vida está mui longe de ser amistosa. Pelo contrário. Contudo, o que afirmamos é verdadeiro. A Vida deseja que sua vida seja harmoniosa e abençoada, como a daqueles que atingiram isso. É da intenção divina que sua vida seja repleta de harmonia, de ordem, de bênçãos e de todo o bem possível. Não queremos significar que a vida se torne insipidamente fácil, sem qualquer colorido, experiência ou desafio, senão que você deve triunfar sobre qualquer situação quando as dificuldades se apresentem. O objetivo dessas explanações não é prometer coisas fáceis, mas tornar as pessoas fortes. Para citar Phillips Brooks: “Não oramos por uma vida fácil, mas para sermos indivíduos fortes; não oramos por tarefas a altura de nossas forças, mas por forças a altura de nossas tarefas”. Ensinamos a viver uma vida de poder e de superação.

Coisas, tais como: complexo de inferioridade, só podem existir quando alimentadas. Em vez de olharmos para trás, caminhemos para a frente e para cima. Em vez de evitar a disciplina da vida, cooperamos com ela! Tudo isto poderá parecer impossível a muitas pessoas. Poderão alegar que sabem muito bem o que devem fazer, mas que acham impossível consegui-lo. “As Chaves do Reto Pensar” mostram que, por meio da aplicação do pensamento (poder do pensamento criativo), podemos atingir o que parece impossível. Issoporque passamos a controlar as emoções e nos fortificamos, mercê do Poder Infinito que mantém o Universo. Não divulgamos domínio egoístico de uns sobre os outros, senão uma amorosa cooperação com a vida e com o próximo. Pela mesma forma como superamos a natureza, pela obediência as suas leis, assim também podemos triunfar na vida mediante a cooperarão com suas experiências e pela aceitação de seus desafios.

As pessoas criam suas próprias dificuldades na vida porque ignoram as leis que governam seu Ser; porque usam erroneamente sua imaginação; porque não sabem pensar retamente; porque suas emoções e desejos são desordenados e mal dirigidos; porque focalizam seus poderes e atenção sobre assuntos inadequados. A harmonia passará a substituir a discórdia quando aprendermos a viver de acordo com as leis que regem nosso Ser e quando os nossos pensamentos e emoções sejam controlados e dirigidas a objetivos dignos. Isso poderá parecer excessivamente difícil à maioria das pessoas, mas em realidade não o é. E não o é porque podemos sempre apelar a um Infinito Poder e Infinita Inteligência, a vontade. Não somos nós (a personalidade) que produzimos essas coisas extraordinárias, mas o Infinito Poder (o Espírito) é uma Infinita inteligência operando em e através de nós e de nossas circunstâncias.

A média das pessoas isola-se de sua Fonte e torna-se qual uma bateria descarregada. Em decorrência, executam dificultosamente seu trabalho e ao fim do dia encontram-se fatigadas. Também não veem diante de si nenhum horizonte, além da monótona repetição dos afazeres e das circunstâncias. Aquele que conhece a Verdade e a vive, é como uma bateria diariamente recarregada. Executa seu trabalho sem esforço e no fim do dia não está cansado.

Também recebe ideias em seu consciente, as quais, quando seguidas, podem melhorar grandemente suas perspectivas. Além disso tudo, ele vai se tornando, a pouco e pouco, mais harmonioso e seguro. Em vez de assolado pela vida, do pelourinho ao tronco, permanece em estado de calma. Em lugar da desordem, sua vida passará a exprimir harmonia e plenitude.

“Pelo pensamento errado, o homem transforma as forças boas da vida em enfermidades, carências, ansiedades e todas as demais manifestações de desarmonias. Contrariamente, quando o ser humano pensa em Deus em vez de contra Ele (ou no Bem, em vez de contra Ele), seguramente manifestará a saúde, abundância, harmonia e as mais altas realizações. Pode, então, conhecer a paz; pode viver em superação e indescritível júbilo”.

Nossa vida precisa de ser transformada a semelhança e beleza do Divino. É necessário retornarmos ao nosso Centro, a unida Fonte de toda a vida, em nosso Ser. Em vez de procurarmos remendar os efeitos, devemos nos voltar para as causas. Se nossa vida está errada, é mister procurar a causa de nossa desarmonia, ou melhor, buscar a Fonte da vida em si mesma. Até agora, com poucas exceções, a humanidade concentra seus esforços no combate aos efeitos – com resultados desastrosos. Assim que um mal é aparentemente superado e suprimido, outro maior surge, em desafio. Realmente, quanto mais combatemos os males, mais difíceis eles se vão tornando, porque lhes acrescentamos poderes que, em si mesmos, não possuem. Vemos, então, que o combate aos chamados males, em nossa vida, jamais, poderá removê-los, senão apenas aumentá-los. Os principais “males” em nossa vida são: a penúria, as preocupações financeiras, os cuidados relativos a “suprimento”, as enfermidades físicas, morais e mentais, a fraqueza, as inarmonias, os vazios internos, as insatisfações, os recalques, etc. Todos eles provem da mesma causa: a falta de sintonia com nossa Fonte Divina e com as Leis da Vida e do Ser. Inútil, pois, remediar os problemas, combatendo-lhes os efeitos. Os males aparentes são meros efeitos. É necessário remover-lhes as causas. Então a harmonia interior retornará e a natureza divina brilhará novamente em nossos horizontes, tal como naturalmente é: saudável, alegre, otimista, inteligente, equilibrada, farta, amorosa, dadivosa, pois Deus é felicidade.

Desejamos ser mui claros: a causa de todos os fenômenos é o pensamento. Tudo o que nos sucede de bom ou de mau é resultado dos nossos pensamentos e das emoções e atos deles decorrentes. O pensamento é um poder espiritual muito mais poderoso que a forma material. O Universo Real e Perfeito, invisível aos nossos sentidos, é a expressão de uma ideia Divina, um pensamento feito forma, o Verbo feito carne, pela Mente de Deus. O universo que conhecemos através dos sentidos é apenas um reflexo material do universo espiritual; é apenas um aspecto vibratório inferior e diminuto de Algo muito mais amplo e elevado. Nosso Universo físico pode também ser descrito como a criação da Mente carnal, mencionada em “o Novo Testamento”. Nenhuma dessas descrições é inteiramente satisfatória, mas cada uma delas é parcialmente verdadeira e satisfaz o propósito destas explanações. As palavras limitam as profundas verdades espirituais, mesmo os termos metafísicos e as explicações cientificas. Além do mais, desejamos ser objetivos e simples. É suficiente reconhecermos este fato essencial: todo o pensamento que esteja em harmonia com a Eterna e Absoluta Verdade, atrai para nossas vidas as naturais condições de felicidade, pois somos filhos e herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo. Mas, se, ao contrário, nossos pensamentos estiverem em desacordo com as Leis de Harmonia mantenedoras do Universo, passaremos a expressar em nossa vida, ambiente e circunstâncias, os efeitos correspondentes do chamado “Mal”.

Nosso mundo mental é como um “iceberg”: uma pequena parte acima da superfície das águas e enorme proporção mergulhada no oceano. A parte visível se pode comparar à Mente consciente. A Mente subconsciente é uma vasta área, abaixo do consciente. Aí é que a maioria de nosso pensamento é levado a efeito para nós. Se na Mente subconsciente existe uma ideia dominante de fracasso, de medo ou de fraqueza, ela afastará as decisões do indivíduo, levando-o ao fracasso. Se essa ideia dominante na Mente subconsciente é de enfermidade, começará a manifestar-se como condição mórbida, baixando o teor do corpo e esgotando o sistema nervoso. É uma triste condição na vida dessa pessoa.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 02/73 – Fraternidade Rosacruz – SP)

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