Trabalhando com o Urso e seu Espírito Grupo
Agora, vou contar-lhes outra história de urso. É uma história sobre um pequeno urso que alguns Auxiliares Invisíveis viram em uma casa grande, em um determinado país. Primeiro eles viram uma criança e um pequeno urso na cama. Alguém entrou e descobriu que o ursinho tinha feito xixi na cama.
Essa pessoa ficou muito irritada e repreendeu o urso, castigando-o. Os Auxiliares Invisíveis se materializaram, e um deles disse a ela para tentar fazer com que o urso a compreendesse e ser um urso mais cuidadoso no futuro.
Então a Auxiliar Invisível acariciou o pequeno urso e falou com ele. Ela lhe mostrou a porta, a abriu, se pôs em posição como se também tivesse quatro patas e foi com ele até a porta.
Ela roçou a porta e mostrou para ele como conseguir fazer o mesmo. Então ela o levou ao ar livre e continuou dizendo-lhe o que ele deveria fazer. Ela o pegou de novo e fez ele ir até a porta e roçar nela, e depois o deixou.
O Espírito-Grupo se mostrou ao Auxiliar Invisível e ela lhe pediu para sugestionar o ursinho a fazer como ela o tinha mostrado.
“Ele entende, e ele estará tudo bem agora”, disse o Espírito-Grupo.
A visão espiritual dos Auxiliares Invisíveis está desenvolvida para que eles possam ver o Espírito-Grupo. Ele tinha uma cabeça e pescoço que parecia um urso gentil, e ele conversou com os Auxiliares Invisíveis na linguagem da alma. Seu corpo era como o de um ser humano, mas sua aura era muito maior e mais brilhante do que a maioria das auras dos seres humanos. O Auxiliar Invisível viu esse Espírito-Grupo no Mundo do Desejo, onde ele vive.
Parecia que ele estava bem perto deles. Tente imaginar um ser bonito e radiante com a cabeça e o pescoço de um urso, e você terá uma pequena ideia de quão adorável é esse Espírito-Grupo.
As pessoas eram fazendeiros e gostavam de animais de estimação. Eles disseram aos Auxiliares Invisíveis que encontraram a mãe urso quando era jovem, a levaram para casa, a alimentaram e domesticaram. De vez em quando ela ia embora por alguns dias e depois voltava. Um dia, veio o pequeno urso, ainda bebê, e eles o pegaram e o alimentaram como um bebê usando uma mamadeira.
Eles o mantiveram em casa, e ele era o animal de estimação e companheiro da filha. Ela o amava e o queria perto dela. Às vezes ele dormia em sua cama, mas ele sempre sujava a cama. Por fim, perderam paciência com ele.
“O pequeno urso nasceu aqui, mas o pai urso nunca esteve aqui”, disse a mãe da menina.
O Espírito-Grupo disse que essas pessoas ajudariam os ursos em sua evolução e que o bebê urso estava em uma família em sua última vida e era muito inteligente e domesticado.
Outro dia, os Auxiliares Invisíveis passaram e entraram para ver como o urso estava se comportando. Eles viram arranhões na porta onde ele tinha arranhado; então eles sabiam que ele entendeu o que fazer quando precisava sair. O pequeno urso estava na cama com a menina, e ambos estavam profundamente adormecidos. Eu acredito que os alunos ocultistas que amam animais lembrarão dessa história. É uma das felizes lembranças dos Auxiliares Invisíveis que estiveram lá.
A humanidade tem uma grande dívida com a onda de vida animal, pois essa sofreu terrivelmente nas mãos de seres humanos implacáveis.
Basta pensar em quantos de nossos irmãos, revestidos de pele, foram mortos ou feridos em armadilhas de vários tipos para virarem belos casacos de pele. Os caçadores atiraram em milhares de animais, muitas vezes apenas por esporte.
(IH – de Amber M. Tuttle)
Ação em um país em guerra: salvando as pessoas
Uma noite dessas, Auxiliares Invisíveis foram enviados para um país na Europa, onde ainda era dia, para evitar que soldados matassem algumas mulheres e crianças.
Os Auxiliares Invisíveis mandaram as Salamandras silenciarem. Então eles disseram às mulheres para irem para um país vizinho, e as ajudaram até chegarem lá.
(As Salamandras são os Espíritos da Natureza que causam todos os tipos de fogo. Esses Espíritos da Natureza são de chamas coloridas de diversos tamanhos. Algumas são pequenas e outras, tal como aquelas encontradas nas crateras de vulcões, são enormes em tamanho).
Nesse momento lá havia muitas mortes e pessoas feridas espalhadas pelo chão, e a região parecia uma terra árida, com prédios velhos e destruídos espalhados por todo lado. Aqui os Auxiliares Invisíveis apagaram o fogo que estava queimando algumas pessoas. Eles disseram às Salamandras para irem embora e elas os obedeceram.
Os Auxiliares Invisíveis foram atingidos muitas vezes. Um Auxiliar Invisível resgatou um garotinho de um soldado que estava prestes a enfiar uma baioneta no corpo da criança. A mãe da criança tinha sido morta. O Auxiliar Invisível levou a criança até um outro país e encontrou uma casa para ela.
(IH – de Amber M. Tuttle)
A entrada para a próxima terra se fazia por meio de um pórtico cujos pilares eram inteiramente cobertos por espigas de milho seguras por meio de folhas entre as quais apareciam ramos de frutas e flores. Rex e Zendah lembraram-se do festival da colheita.
Na base de cada um dos pilares havia uma bacia com água; em torno de cada bacia havia palavras gravadas.
Numa estava escrito: “Somente com mãos e pés limpos podem entrar nesta terra”. E na outra: “O asseio é quase religiosidade”.
O espaço entre os pilares não era fechado por portão, mas parecia coberto de pés de milho mais altos do que as crianças. Não se via nenhum caminho e quando as crianças tocavam os pés de milho com as mãos sentiam que eles eram duros, não dobravam. Não havia nenhuma passagem entre os pés de milho… Zendah olhou para o rolo que Hermes lhe dera e mostrou a Rex o que lá estava escrito: “Quando chegarem à Terra da Virgem, lavem-se na água das bacias e esvaziem-nas diante dos pés de milho entre os pilares: depois pronunciem a senha”.
Os meninos dirigiram-se para as bacias. Rex lavou as mãos em uma e Zendah na outra.
– “Você acha que nós devemos lavar em ambas as bacias? “, perguntou Rex.
– “É claro, bobinho”, disse Zendah. “Suponho que sejam espécies diferentes de água. Senti isso quando pus minhas mãos dentro delas”. Sentando-se no chão, Zendah pôs os pés nas águas de ambas as bacias.
– “Não vejo necessidade de fazer isso”, resmungou Rex, pensando que estavam perdendo tempo com tanta lavagem. Todavia, Zendah mostrou a Rex que numa das bacias estava escrito sobre limpeza de pés e mãos e Rex concordou que era melhor lavar os pés também. Depois de se lavarem, despejaram a água como estava ordenado. Na areia apareceram as seguintes palavras: PUREZA e SERVIÇO. Essas palavras formaram-se lentamente e logo desapareceram. Uma voz assustou-os – “Sejam bem-vindos meninos”.
Olharam para cima e viram que onde havia pés de milho que não dobravam estava Hermes com os braços estendidos para eles.
– “Vocês se conduziram muito bem até aqui sem mim”, disse Hermes, “mas nunca me afastei de vocês, embora vocês não me percebessem. Era eu quem “soprava” nos seus ouvidos quando vocês não sabiam o que fazer”.
Chamou os meninos para perto de si e afastando os pés de milho com uma das mãos, com a outra apontou para um caminho que havia entre eles.
Caminharam por extensos milharais, por grandes plantações de aveia, cevada, trigo e outras espécies de grãos.
Tudo madurinho, pronto para ser colhido. No fim do caminho encontraram uma bonita cidade onde várias mulheres, vestidas, de amarelo – cor de milho maduro – foram ao seu encontro. Essas mulheres pareciam não ver Hermes, mas falaram com as crianças.
– “Lavaram seus pés? “, perguntou uma.
– “Suas mãos estão limpas? “, perguntou outra.
– “Espero que vocês não tragam a menor partícula de sujeira para a Terra da Virgem”, disse uma terceira.
Rex e Zendah ficaram atarantados e olharam para Hermes para saber o que deviam dizer.
– “Senhoras”, disse ele, “não há necessidade de fazerem tais perguntas. Estariam bem empregadas para muita gente: não para esses meninos que estão usando seu corpo astral que, como sabem, está sempre limpo. Além disso, eles não poderiam entrar nesta terra sem usarem antes a água das bacias do portão”.
As mulheres inclinaram-se solenemente para as crianças que seguiram com Hermes pela cidade ensolarada. Por toda a parte viam-se pequenas casas com jardins, cada um diferente dos outros.
Umas coisas tinham esses jardins em comum; não se via nenhuma erva má, e em todos eles havia canteiros de flores e passeios limpos, sem uma pedra fora do lugar. Era tudo tão bem arrumadinho que os meninos chegaram a ter receio de passar por ali.
Passando além desses lugares floridos chegaram à cidade principal que Hermes disse chamar-se cidade da Perfeição.
Lá havia lindas casas limpas que, na maioria, pareciam lojas dos mais variados negócios. Dentro delas, escreventes trabalhavam afanosamente escrevendo em enormes livros, fazendo soma de parcelas com várias ordens de algarismos.
Todas as paredes eram cobertas de prateleiras divididas em centenas de repartições, cheias de papéis e todas rotuladas com nomes diferentes. Pessoas andavam apressadas pondo ou tirando papéis dessas repartições.
Estavam muito atarefadas para poderem explicar aos meninos que também não se mostraram muito interessados até que Hermes lhes explicou que aquilo que ali escreviam era de grande utilidade para outras terras porque lá se escreviam e conservavam guardadas as coisas importantes que aconteciam.
De lá foram ter a um grande quarto na subloja que muito os interessou.
Era o maior laboratório que já haviam visto. Homens e mulheres de aventais brancos, auxiliados por vários rapazes da idade de Rex, estavam agrupados em torno de pequenas chamas azuis de gás, observando vasos de vidro de formas estranhas.
Outros esmagavam coisas em almofarizes. De quando em quando havia explosões nos vidros e todos se juntavam em redor anotando em seus cadernos de apontamento.
Um homem tirava o sumo de várias frutas, enchia vidros com ele e experimentava o efeito de gotas de líquidos coloridos sobre eles. Esses resultados também eram anotados. Rex perguntou: – “Que fazem eles? ”
– “Tentam descobrir quais as coisas que têm maior valor alimentício para as pessoas comerem”. Rex replicou: – “Pensei que os melhores alimentos fossem o de melhor gosto.
Daí eles passaram por um corredor até uma sala verde cheia de plantas e de flores desabrochadas; muitas delas desconhecidas dos meninos.
– “Por que”, perguntou Zendah, depois de andar de uma planta para outra, “elas não se parecem nem um pouco com as que temos em casa? ”
O jardineiro-chefe chegava nesse momento e respondeu:
– “Não, não são: aqui as Fadas nos ajudam desenvolver novas espécies de frutas e flores. Vejam: assim é que fazemos, mas primeiramente precisamos ver se as estrelas dizem ser o tempo propício”. Dirigiu-se para um livro pendurado num dos cantos da sala e correu seu dedo por uma página.
– “Bem, em cinco minutos poderemos começar”.
Tirou uma pequena escova de uma caixa e dirigindo-se a uma planta branca semelhante a um lírio que crescia próximo, tirou um pouco de pólen dos seus estames e depositou-o no longo talo verde que crescia no centro de uma magnífica flor vermelha.
– “Agora”, disse, “devemos atá-lo num saquinho de musselina para que ninguém o toque. Quando as sementes amadurecerem, veremos delas nascer um lindo lírio, vermelho com pintas brancas ou então branco com pintas vermelhas. Não podemos afirmar como será porque tudo depende das Fadas”.
Depois, deu aos meninos um pêssego com gosto de abacaxi e uma maçã almiscarada, sem sementes.
Mostrou-lhes uma rosa azul e uma ervilha amarelo-brilhante.
– “Todas essas flores e esses frutos são descobertos aqui, antes de vocês poderem produzi-los na terra”, disse ele.
Zendah segurou em seu braço.
– “Quando poderemos produzir uma rosa azul? “, perguntou. Ele balançou a cabeça misteriosamente.
– “Quando o jardineiro-chefe for morar com vocês”, respondeu.
Os meninos não queriam mais sair dali. Afinal, Hermes disse-lhes que se apressassem e levou-os a um jardim cercado por altas paredes de pedras. As paredes eram cobertas por árvores frutíferas. No meio do jardim havia um canteiro hexagonal cheio de lírios brancos. No centro desse canteiro havia uma árvore estranha; suas folhas brilhavam como prata e os frutos cintilavam como joias de diversas cores. No alto do galho mais elevado havia uma maçã dourada que brilhava como o sol.
– “Esta é a coisa mais valiosa desta Terra”, disse Hermes, “a maçã Dourada do conhecimento e da cura. Em todo o universo só existe este exemplar. Algumas das pessoas que vocês acabaram de ver estão tentando fazer nascer outras árvores semelhantes a esta. Conseguiram fazer uma maça prateada que fará muito benefício, mas ainda não descobriram como fazer nascer a maçã vermelha”. Saindo desse pátio, penetraram no palácio. Aí, como em toda parte, tudo estava onde devia estar; nada faltava, embora não fosse tão bonito nem tão confortável quanto o Palácio de Vênus.
As paredes eram cobertas de linho amarelo. Pequenas correntes d’água passavam por canais nos corredores de modo que para se entrar nos quartos era preciso passar pela água. Isso era para evitar a entrada de poeira nos quartos.
Na sala maior, bem no fundo, havia um dossel sob o qual estavam sentados cinco homens sábios em torno de uma mesa redonda. Havia uma cadeira vazia na mesa; a diferença entre essa cadeira e as outras estava em ser mais belamente entalhada. Hermes disse que essa era a sua cadeira, mas que sempre estava tão ocupado como mensageiro dos deuses que os cinco homens governavam por ele quando estava ausente.
– “Meu irmão Vulcano também ajuda, mas está tão ocupado em forjar obras de arte que também não tem muito tempo para governar. Pouca gente sabe quando ele aqui aparece”.
Os meninos olhavam para uma oficina ao lado da sala. Lá viram Vulcano martelando folhas de metal. Muitos jovens faziam inúmeras coisas úteis, desde vasos e bacias até pequenos baldes. Era notável a delicadeza dos detalhes e o polimento dado a cada peça. Voltando à sala grande, Hermes apanhou em um prato uma bonita maçã colorida e deu-a a Zendah. Olhando-a surpresa, Zendah verificou que era de metal embora parecesse verdadeira.
– “Esta é uma cópia da maçã da saúde”, disse Hermes, “mas poderá fazer passar a dor de cabeça quando você cheirar, também cura uma porção de outros males”.
Nas mãos de Rex, Hermes depositou um alfinete com feitio de lírio, cuja cabeça era de jaspe, dizendo-lhe para conservá-lo como lembrança da Terra da Virgem.
De um outro prato tirou um grande pedaço de bolo e partindo-o ao meio deu um pedaço a cada um dos meninos.
– “Em parte alguma vocês encontrarão pão que satisfaça tanto como este da Terra da Virgem”, disse.
De fato, depois de terem provado, Rex e Zendah concordaram que jamais provaram pão tão delicioso.
De regresso ao portão de entrada, passavam por todas as casas tão limpinhas e de novo chegaram aos campos de milho. Hermes mostrou-lhes o caminho acenando com a mão.
Os meninos penetraram no caminho mostrado e logo chegaram ao lado de fora da Terra da Virgem, próximo do portão seguinte.
(The Adventures of Rex and Zendah In The Zodiac – por Esme Swainson – publicado pela The Rosicrucian Fellowship – publicado na revista Rays from the Rose Cross nos anos 1960-61; As Aventuras de Rex e Zenda no Zodíaco (as Ilustrações são originais da publicação) –Fraternidade Rosacruz – SP – publicado na revista Serviço Rosacruz de 1980-81)
A Paz de Deus
De tempos em tempos ouvimos falar muito de paz; todavia, se pedirmos que nos deem uma definição da palavra “paz”, arriscamo-nos a obter uma resposta muito incerta e vaga. De um modo geral, pensamos que a paz é a ausência de guerra, ou a ausência de disputas, de ruídos ou qualquer ideia do gênero.
Essas coisas são, de fato, aspectos da paz, mas são todas negativas. De forma que somos levados a indagar se não há também um aspecto positivo. Uma coisa que é inteiramente negativa, se é que alguma coisa o pode ser, é sem dúvida insatisfatória e incompleta. Vejamos, pois, se não existe também um lado positivo.
Numa grande galeria de arte existe um quadro representando uma impetuosa queda de água, junto à qual cresce uma árvore. Num ramo dessa árvore, que se debruça sobre a queda de água, encontra-se um passarinho cantando em louvor a Deus. O quadro intitula-se “Paz”. Pensemos por um momento, e prontamente compreenderemos o que estava na mente do artista. Ele viu claramente, e representou com muito êxito, a ideia do aspecto positivo da paz.
Durante a primeira guerra mundial, foi uma coisa notável que, exatamente na “terra de ninguém”, por entre as granadas e as balas, os pássaros continuavam a sua vida normal, sem sequer saberem que o ser humano, que se imagina tão superior, lutava contra a sua própria espécie. Em certa ocasião, num castelo arruinado que se encontrava na linha de combate, eu e meus companheiros observamos um casal de andorinhas. Desde a madrugada até ao crepúsculo, esses dois passarinhos andaram de cá para lá, nas proximidades do seu ninho, trazendo ambos o bico cheio de moscas para os seus esfomeados filhotes. Viram também uma paz ativa.
Outro exemplo: Ouçam um pouco da música dos mestres — o “Largo”, ou o “Coro da Aleluia”, de Haendel, a “Sonata Patética”, de Beethoven, o “Noturnos”, de Chopin — e verão que essa música é ativa, que algumas dessas obras manifestam mesmo grande atividade, e, contudo, quando as tocamos ou ouvimos, sentimos uma intensa vibração de paz e conforto.
Na vida quotidiana encontramos a mesma coisa. Coloquemo-nos num grande edifício onde se produz força motriz, defronte de um grande gerador de corrente para uma cidade; ouçamos o seu constante e tranquilo sussurro, e sem dúvida experimentaremos uma sensação de paz.
Ou pensemos então no motorista de um carro, que segue por uma estrada adiante, e ouve o constante sussurro de um motor bem afinado. Ele está bem alerta, contudo descontraído na presença de um poder ativo, concentrado, mas dirigido.
Não, a paz não é negativa, não é um estado de inércia, mas sim uma sensação de atividade harmoniosa, pela qual nos sintonizamos com Deus.
Pensemos no ruído da máquina de escrever, que tem o poder de nos acalmar ou de nos irritar. Por que?
Simplesmente devido a forma como as nossas forças e emoções a ele reagem. E é sem dúvida aqui que se encontra a chave do mistério.
Não é a atividade ou a sua ausência que constituem a paz. É antes essa sensação íntima de harmonia e tranquilidade.
Mas, até aqui, temos estado a falar de paz simplesmente em relação a nossa condição humana. Para que possamos compreender a paz de Deus, não teremos de olhar ainda mais para dentro?
Em nossa vida quotidiana, estamos constantemente a encontrar condições propensas a perturbar e nublar os nossos Corpos de Desejos. Sempre que permitimos tal condição, perdemos imediatamente a sensação de paz, não é verdade? De forma que depende de nós defendermo-nos, reprimir a irritação ou a crítica em relação às ações do próximo; habituarmo-nos a dizer: “não a minha vontade, mas a tua”; aprender a considerar o ponto de vista das outras pessoas e, se se nos tornar necessário, dar a conhecer o nosso desacordo, fazê-lo com o devido espírito de amor e bondade. Quando procedermos assim — e concordamos que é uma coisa muitíssimo difícil de fazer — começaremos então finalmente a sentir aquela paz mais profunda, mais íntima, uma antecipação da verdadeira paz de Deus. Devemos observar que não há necessidade de nos retirarmos do contato com o mundo.
Evidentemente que não, pois dessa forma não podemos esperar senão os mais negativos aspectos da paz — a inércia, a qual de fato não é paz de forma alguma.
Não, nós não precisamos procurar a paz, temos é que harmonizar os nossos corações com o que nos rodeia. Tantas vezes ouvimos dizer: “Oh, se eu pudesse viver em outro ambiente!” Para quê? Uma vez que nos encontramos no ambiente mais propício para nós, nas verdadeiras condições escolhidas por nós próprios, antes de renascermos? Tantas vezes ouvimos, na verdade, e talvez o digamos a nós próprios: “Oh, se eu pudesse vir trabalhar aqui na Sede, como tudo seria simples para mim! ” Vejo um pequeno sorriso nas faces de alguns dos nossos obreiros.
Eles sabem perfeitamente que não é tão fácil. Aqui, como talvez em parte alguma do mundo, onde são enviados ensinamentos elevados e sublimes, onde as forças do bem são poderosas, exatamente aqui encontramos as forças negras do mal, concentrando-se para tentar anular todo esse bem. Ao passo que trabalhar na sede pode dar muita alegria e satisfação. É isso, sob certos aspectos, o mais difícil. Esses queridos amigos necessitam de todo o auxílio que pudermos dar-lhes. São apenas seres humanos, como nós próprios; cometem os seus erros; têm os seus problemas; conseguem fazer muito bem. Necessitam de pensamentos amorosos.
Devemos sempre lembrar-nos de que a Fraternidade não é apenas constituída pela Sede, mas sim pela soma total de todos os estudantes e Probacionistas, onde quer que se encontrem no mundo.
Por conseguinte, torna-se absolutamente óbvio que, ao procurarmos manter os nossos corpos sob fiscalização, ao tentarmos aprender a fé que se recusa a ser perturbada, então não somente começaremos a experimentar essa espantosa paz interior, a paz de Deus, mas começaremos também a irradiá-la para o mundo.
Com tudo isto, não conseguimos realmente definir a paz de Deus, não é verdade? Pois isso é algo que não se pode expressar devidamente. É qualquer coisa que apenas podemos sentir, à medida que nós formos nos reconciliando com aquela palavra espiritual de harmoniosa criação.
Mesmo assim, apenas entrevemos um fragmento da sua divina glória, pois é maior do que tudo que possamos imaginar.
Temos assim o aspecto positivo ou ativo da paz, e esse também é incompleto.
Para conseguir descobrir a verdadeira paz, temos necessariamente que equilibrar os dois polos. Ao passo que, em nossos múltiplos deveres e atividades, lutarmos por esse sentimento íntimo de paz, que é a presença de Deus, não devemos, contudo, negligenciar os nossos períodos de tranquila meditação, o silêncio das concentrações nos nossos serviços, a descontração e repouso das ocasiões em que nos encontramos a sós com os nossos pensamentos. Sim, ambas as coisas são muito necessárias, e quando conseguirmos abrir os nossos corações a esses dois aspectos da paz, experimentaremos essa paz divina de que tanto necessitamos nestes conturbados tempos.
“Possa a paz de Deus, que ultrapassa todo o entendimento, manter o nosso coração e a nossa mente no conhecimento e amor Divinos”.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de 02/72)
A Faísca Insatisfeita
PALAVRA CHAVE: Coragem
No fundo, bem no fundo da Terra, existem ricos leitos de carvão ou minas. Vocês sabiam disso, não é? Não sabiam? Bem, agora vocês sabem e algum dia aprenderão tudo sobre essas camadas de carvão, mas nossa história de hoje é sobre algo um pouco diferente.
Alguém que tem ouvidos muito aguçados ouviu certo dia uma conversa muito, muito interessante. Os gnomos que trabalham com o carvão estavam conversando com os raios do Sol. Vocês sabem, eles entendiam-se perfeitamente. Eis o que falou o Mais Sábio dos Gnomos:
– No fundo da Terra há uma faísca de luz insatisfeita, sempre dizendo: “Deixe-me sair! Estou cansada de ser prisioneira. Quero sair. Estou tão tolhida aqui neste carvão tão, tão negro! Deixe-me sair, por favor! Por favor! Não pertenço a este lugar porque sou uma faísca de luz. Por que tenho que ficar trancada no escuro? Oh, deixe-me sair! Quanto tempo mais terei que ficar aqui”?
Os raios do Sol dançavam e brincavam à volta de onde estava sentado o Mais Sábio dos Gnomos.
– Pare de dançar por um minuto, Alegre Raio de Sol, disse o Mais Sábio dos Gnomos a um dos raios mais alegres e animados. A Faísca deve ter algum parentesco com vocês. Vamos ver se pensamos em alguma maneira de ajudar essa pobre encerrada. Como vocês acham que uma faísca de luz conseguiu ficar dentro do leito do carvão? Mas já que está lá, talvez possamos tirá-la.
Alegre Raio de Sol, sempre tão brilhante disse:
– Sábio Gnomo, você não sabe que todas somos faíscas de luz do Grande Espírito do Sol, manifestadas em diferentes aspectos, maneiras e formas? Algumas faíscas, como os raios do Sol, brilham de dia, enquanto os raios lunares e o das estrelas brilham à noite. Algumas estão totalmente escondidas dos olhos, nos corações dos seres humanos e nas flores; algumas escondidas nas pedras e rochas e sim, até mesmo no negro, negro carvão. Mas todas elas pertencem ao Grande Espírito do Sol. Sempre, sem falhar, quando o tempo certo chega, as faíscas são todas libertadas de seus esconderijos. Agora, Mais Sábio Gnomo, apresse-se, continuou o Alegre Raio de Sol, e conforte essa Faísca insatisfeita. Diga-lhe para ser um pouco mais paciente. Ela ficará escondida por algum tempo – talvez cem anos, ou por aí, mas isso não é muito tempo. Algum dia, o carvão será descoberto pelos seres humanos e trazido para a luz do dia, para fora da terra totalmente. Então, em algum dia de muito frio, o carvão se encontrará em um fogo maravilhoso, todo vermelho e brilhante, e de dentro dele sairá a Faísca. Ela voará diretamente para o Sol e estará junto com os outros raios outra vez e brilhará, brilhará, brilhará. Então, dançará com os raios do Sol nas árvores, nas flores, e será feliz e brilhante.
O Mais Sábio dos Gnomos achou que o plano do Alegre Raio de Sol era muito bom e concordou em fazer o que lhe fora sugerido.
Novamente, o Alegre Raio de Sol falou, murmurando muito baixinho:
– Por favor, Sábio Gnomo, diga também para a Faísca não ficar mais se lastimando, ela deve ser corajosa. Algum dia se libertará do negro, negro carvão e será uma linda faísca de luz. E diga-lhe que nunca se esqueça de que mesmo estando escondida no fundo da terra, ela é uma faísca de luz do Grande Espírito do Sol, o dador da luz e da vida.
(Do Livro Histórias da Era Aquariana para Crianças – Vol. V – Compiladas por um Estudante – Fraternidade Rosacruz)
A Fraternidade Rosacruz não é uma seita ou organização religiosa, mas sim uma grande Escola de Pensamento, filosófica-cristã, que divulga a filosofia ou cristianismo esotérico, tal como foi ensinado a Max Heindel, seu fundador, pelos irmãos Maiores da Ordem Rosacruz.
Seus ensinamentos projetam luz sobre o lado científico e o aspecto espiritual dos problemas relacionados a origem e evolução do Ser Humano e do Universo.
Estes Ensinamentos constituem um meio para nos tornarmos melhores e desenvolvermos o sentimento de altruísmo e do dever, estabelecido assim uma Fraternidade Universal.
A Fraternidade Rosacruz é cristã porque baseia seus ensinamentos nos princípios cristãos, e é esotérica, ou oculta, porque desvenda o sentido mais profundo desses mesmos princípios.
A divisa da Fraternidade Rosacruz é: uma Mente Pura, um Coração Nobre e um Corpo São
Sua tônica é: SERVIÇO
A Nossa “Bondade” tem que adquirir Força em Si Mesma
Durante a nossa jornada de purificação, quando nos esforçamos por mudar seriamente de vida e tornar-nos cada vez melhores corremos o risco de acabar parecendo tolos, dando ensejo a que pessoas mal informadas, interpretem nossa bondade baseadas em seus próprios padrões, como sinal de fraqueza. Daí podem surgir situações difíceis que vão exigir tremendos esforços de nossa parte, para que sejam corrigidos todos os enganos, e as coisas colocadas em seus lugares. Na verdade, leva um bom tempo até que nosso esforço para sermos melhores, apareça revestido de sua própria verdade, sob sua real aparência. Antes disso, há um longo incômodo interno até que se chegue a adquirir o aspecto de tranquilidade, paz e desprendimento real, que não poderá mais ser confundido com a aparência de uma pessoa tola e desavisada.
Para isso, nossa “bondade” deve adquirir força em si mesma, criada não só pelos nossos bons propósitos, mas principalmente pelas nossas boas realizações.
O exemplo máximo de força encontramos em Cristo Jesus, que era bom, justo, honesto e manifestava todas as qualidades superiores que eram raras na humanidade de seu tempo. Essas qualidades eram fortes e se sobrepunham às iniquidades e fraquezas dos que O cercavam, fazendo-O amado por uns e temido por outros. E foi por temor à força dessas qualidades que O crucificaram. Mas embora fosse Cristo um enviado do Pai para sacrificar-se por nós, redimindo nossos erros pelo seu sangue derramado na cruz, é seu exemplo que temos de seguir, para que seja possível despertar a força que existe em nós, e que é Deus em nosso próprio íntimo.
Porque, só quando pudermos nos apoiar nesta força, é que alguma coisa começará a dar frutos, no longo caminho de preparação que vimos trilhando. Esses frutos, porém, muitas vezes poderão parecer fugazes, como se a força conquistada em bem, nos esteja escapando, fazendo com que nos sintamos subitamente sós e desamparados. Mas, embora isso aconteça, não será prova de que Deus nos abandonou e retirou de nós a sua força.
Pelo contrário, vem provar que Ele está ainda mais próximo, a ponto de nos permitir experimentar nossa própria solidão, e nos fazer compreender e sentir que Ele é também esta solidão, que Ele também está no nosso desamparo.
Uma coisa é certa: nunca estamos sós. Deus está sempre presente, e é a nossa constância no Bem, nossa permanência na Verdade, que nos levará a sentir cada vez mais real a presença Divina. Mesmo que a impressão dessa Presença mude, que já não se manifeste como apoio, como graça, como auxílio, mas como percalço, como dura experiência, mesmo assim, ela, a Presença, está cada vez mais perto e mais sutil; não como uma força externa, mas como Poder dentro de nós mesmos, como aquisição conquistada pela nossa própria permanência na fé. E esta deve ser a nossa maior esperança quando tivermos que colocar à prova a nossa bondade, num mundo que nem sempre encontraremos preparado para recebê-la.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de junho/73)
Técnicas de como salvar uma pessoa de ser assassinada em um país em guerra
A seguinte história é bastante diferente, mas ilustra bem o trabalho dos Auxiliares Invisíveis. Uma noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados a uma terra estrangeira para salvar um jovem que morava numa casa com vista para uma bela represa. No caminho, os Auxiliares Invisíveis passaram por um país montanhoso que, em determinados lugares, era muito bonito. Muitas guerras aconteceram naquela parte do país. Os Auxiliares Invisíveis chegaram a casa que havia sido mostrado e receberam instruções de Seres Elevados para executar sua missão naquela noite. À medida que os Auxiliares Invisíveis desceram avistaram dois cordeiros bonitos e um cão pastor no pátio, em frente da casa. Um dos Auxiliares Invisíveis foi vê-los, aproximando-se.
Um pouco antes dos Auxiliares Invisíveis chegarem ao local, alguns soldados encontraram um rapaz, um jovem aparentando uns dezoito anos, que vivia com suas três irmãs. Ele tinha ido à cidade para comprar suprimentos e estava voltando para casa. Os soldados iriam atirar no jovem por ser antipatriota. A um dos Auxiliares Invisíveis foi solicitado que levasse esse jovem assustado a uma casa e que construísse um campo de proteção invisível ao seu redor e o aconselhasse a ficar longe do seu lar por um tempo.
No exato momento em que os soldados estavam prontos para matá-lo, o Auxiliar Invisível agarrou o jovem, o suspendeu no ar e depois o levou para tal casa. O outro Auxiliar Invisível assistiu a tudo isso e na manhã seguinte, quando acordou, lembrou de tudo com clareza.
Os soldados estavam muito confusos e surpresos; pois quando atiraram no jovem viram o Auxiliar Invisível afastando-o com segurança. A Auxiliar Invisível perguntou ao jovem se saberia explicar como ele atravessou a casa tão rapidamente.
“Não, você viu?”, ele perguntou.
Então o Auxiliar Invisível explicou como foi feito. Ela lhe contou como foi conduzida a situação e falou sobre os Auxiliares Invisíveis e seu trabalho – como eles fazem e como eles podem ter controle sobre os Corpos físicos suspensos no ar. O jovem estava muito interessado.
O Auxiliar Invisível lhe disse que tinha sido enviado para ajudá-lo porque ele tinha um trabalho a fazer pelo seu povo.
“Eu simplesmente não consigo entender como você me pegou e me levantou tão rápido pelo ar e me desceu tão facilmente”, disse o jovem. “Eu tive até dificuldade em respirar”.
“Oh, seu trabalho é maravilhoso!”
Então, o Auxiliar Invisível disse ao jovem para deixar o seu lar e que nada de mal ocorreria com suas irmãs ou a seus animais de estimação. O jovem foi embora imediatamente.
Os Auxiliares Invisíveis entraram na casa e conversaram com suas três irmãs. Uma delas tinha sido uma enfermeira do exército por dez anos, depois disso, manteve-se em casa. A irmã mais nova tinha um tipo de debilidade mental incurável e nunca tinha frequentado uma escola. Os Auxiliares Invisíveis queriam ajudá-la, mas foram informados que não podiam ajudá-la, uma vez que tinha lições a aprender. Os pais estavam mortos, e as irmãs e seu irmão se apropriaram daquele lugar e foram informados de que não deveriam se preocupar.
Os Auxiliares Invisíveis perceberam um empregado que estava tentando ajudar um cachorro de estimação que estava doente. O cachorro estava enrolado em um cobertor acolchoado e deitado numa cama no chão. Ele estava constipado e tinha febre. Os Auxiliares Invisíveis curaram o cachorro, que, em seguida, logo levantou e correu.
A essa altura, os cordeiros tinham sido levados ao porão, onde seriam guardados. Uma irmã disse que eles deixavam os cordeiros se alimentarem de capim no quintal várias vezes por dia e, então, os guardavam, pois queriam protegê-los dos soldados que passavam por lá.
(IH – de Amber M. Tuttle)
Ajudando uma Família de Esquilos
Uma noite de novembro, dois Auxiliares Invisíveis foram à um lugar na América do Sul onde encontraram, em uma grande árvore, uma mamãe esquilo e seus bebês. Os esquilos estavam magros e com fome, pois a comida era muito escassa. Um Auxiliar Invisível disse a mamãe do pequeno esquilo, de olhos bem brilhantes, que os levariam para um lugar onde ela pudesse conseguir mais alimento.
O Espírito-Grupo mostrou aos Auxiliares Invisíveis para onde deveria levar os esquilos. Os Auxiliares Invisíveis os levaram a uma fazenda que ficava cerca de 24 quilômetros dali e lá teriam facilidade em conseguir alguns vegetais verdes e milho em um silo. O fazendeiro, que era um homem gentil, certamente não machucaria os esquilos. O Espírito-Grupo disse para os Auxiliares Invisíveis que eles poderiam ficar lá.
(IH – de Amber M. Tuttle)
TORTINHA DE ESPINAFRE
Ingredientes:
Modo de preparo:
Num pirex não muito grande e que possa ir ao forno coloque: