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Espiritualidade: tudo que façamos seja indício dos ideais que professamos

Espiritualidade: tudo que façamos seja indício dos ideais que professamos

“Todo aquele que trata de cultivar esta reta virtude da espiritualidade, deve sempre começar por fazer tudo para a glória do Senhor, porque fazemos todas as coisas como para o Senhor, não importa que tipo de trabalho façamos”. (do Livro: Ensinamentos de um Iniciado – Max Heindel)

Perguntamo-nos: Quantos de nós lutamos conscientemente em fazer tudo para a glória do Senhor? Quantos de nós consagrarmos todo pensamento, toda palavra, toda ação, todo momento de trabalho pago, serviço voluntário, e ainda atividade ociosa para Ele? Duvidamos que muitas pessoas possam responder afirmativamente.

E, no entanto, que benção será quando finalmente tenhamos aprendido a fazer assim. Quando nossa atitude se faça de tal maneira que automaticamente lutaremos por fazer tudo com o melhor de nossa capacidade, porque deste modo estaremos servindo a Ele e a seus filhos, já não poderemos abusar de nossos talentos, desperdiçá-los e nem os usar para o mal.

Há um refrão que diz: “Se algo é digno de fazer-se, é digno que seja feito”. E igualmente é certo que “se algo é digno de fazer-se, é digno que seja bem feito para a glória de Deus”, e ao contrário, se algo não é digno de fazer-se para a glória do Senhor, não é digno que seja feito de nenhuma maneira.

Quando falamos da glória do Senhor, nos referimos ao que lhe honra em qualquer forma. Somente lhe honra o melhor do que somos capazes. Uma tarefa servil feita com espírito de amor e de serviço inegoísta só pode falar em honrar-Lhe; um sermão, brilhante e muito bem pronunciado, é uma desgraça para Ele, ainda mais se o orador for motivado em sua eloquência por um desejo de autoglorificação.

Fazer tudo para a glória do Senhor significa não somente obras, mas também todos os pensamentos, emoções e palavras que expressamos. Somos ou deveríamos ser conscientes do poder latente nas formas de pensamentos que criamos. Assim como o poder de nossos bons pensamentos aumentará a glória do Senhor, assim também o maligno poder dos pensamentos condenáveis atua como um obstáculo para o Plano Divino, um obstáculo que deverá ser superado com a ajuda de Seres Superiores e, finalmente, eliminado pelo próprio pensador.

Portanto, devemos ser demasiadamente cuidadosos em conservar nossas atitudes e ideias constantemente puras e elevadas. Um aparente e breve deslize, como resposta ao impulso da natureza inferior, nunca vem só, geralmente principia uma reação em cadeia com outros erros e continua até que o Ego possa de novo se corrigir suficientemente para obedecer aos impulsos do Eu Superior e trabalhar uma vez mais para a glória do Senhor. Isto é igualmente válido para o estorvo inofensivo e impensado, e também para as ações sujas, efetuadas com intenção.

Como estudante dos Ensinos Superiores, temos uma responsabilidade especial de conduzirmo-nos, de modo que tudo que façamos seja indício dos ideais que professamos.

Que todos possamos viver de maneira a que todos os momentos de nossas vidas sejam um reflexo desses ideais.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 10/81 – Fraternidade Rosacruz – SP)

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Destino maduro: refere-se à consequência que necessariamente deverão ser vivenciadas pela pessoa

Destino maduro – refere-se à consequência que necessariamente deverão ser vivenciadas pela pessoa. No entanto, a Filosofia Rosacruz, uma Escola de Mistérios Ocidentais, ensina-nos que sempre há certa margem para a pessoa colocar coisas novas em movimento.

Em outras palavras, é possível modular a intensidade de um destino maduro, desde que a lição que se deve aprender tenha sido aprendida e o reequilíbrio com as forças da natureza, tenha sido reestruturado.

Ver mais no Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, Vol. II.

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Razão: é a faculdade que nos permite a encontrar alguma causa a partir do seu efeito e deduzir qualquer efeito da causa que provocou

Razão – é a faculdade que nos permite a encontrar alguma causa a partir do seu efeito e deduzir qualquer efeito da causa que provocou. A razão é o resultado da atividade do espírito humano na Mente. É a faculdade que desenvolvemos na Época atual.

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Lucíferos: Anjos Lucíferos ou Espíritos Lucíferos ou Lúcifer são atrasados da Onda de Vida dos Anjos

LucíferosAnjos Lucíferos ou Espíritos Lucíferos ou Lúcifer são atrasados da Onda de Vida dos Anjos. Eles não podem progredir no mesmo passo com os outros Anjos, e evoluem por meio da experiência adquirida pela humanidade terrena que levou o ser humano à ação, infundindo-lhe a natureza egoísta e apaixonada.

Anteriormente, a humanidade infantil vivia inocente e despreocupada e estava sob a orientação dos Anjos. Eles é que determinavam o momento em que o ato sexual (um ato criador sagrado) devia ser feito, e o resultado era o conjunto de Corpos que duravam um longo tempo sem saber o que era a doença ou enfermidade.

Mas os lucíferos ensinaram os seres humanos que eles poderiam fazer, sem a direção de Anjos, e cumprir o ato criador à vontade e ainda gratificar os sentidos. Isto é o que constituiu o “pecado original”. A Bíblia nos diz que Jeová expulsou a humanidade (Adão e Eva) do Jardim do Éden e que essa começou a “vagar pelo deserto” do Mundo Físico, por meio da experiência de sofrimento, da morte e de outras adversidades que conhecemos hoje.
Os lucíferos trouxeram aos seres humanos o conhecimento do bem e do mal. Anteriormente, só conhecia o bem. Eles também nos permitiram exercer o nosso livre arbítrio e desenvolver o nosso instinto criador.

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Progredindo com o Zodíaco – O que os Nativos de Aquário precisam saber sobre os Outros Signos

PROGREDINDO COM O ZODÍACO – O QUE OS NATIVOS DE AQUÁRIO PRECISAM SABER SOBRE OS OUTROS SIGNOS

Para entender os outros, é necessário primeiro nos entendermos. O aquariano tem certos talentos especiais para si próprio, entre eles possui a arte de trabalhar com pessoas; é sociável porque Aquário é o Signo da humanidade. Mas você, aquariano, possui uma modéstia que, multas vezes, o torna constrangido perante os outros e você nem sempre leva em conta sua própria habilidade para a colaboração. Algumas sugestões sobre outros Signos poderão ajudá-lo.

PEIXES (Comum-Água) é o tipo: “Oh, querido. Qual é o assunto”. O seu ombro está sempre preparado para você chorar nele, mas não tão preparado para um conselho construtivo. Não espere ajuda ativa e decidida dessas pessoas porque eles, normalmente, são incapazes de prosseguir com planos.

ÁRIES (Cardeal-Fogo) é um dos seus melhores amigos. Seu temperamento é ardente e sua ajuda compensadora. Se, porém, algumas opiniões se opõem as suas fique de sobreaviso, porque ele é um lutador nato e você ficará confuso e surpreso com sua crueldade e decisão. Uma chamada a ordem, de uma forma firme, o trará de volta.

TOURO (Fixo-Terra) é bastante diferente de você em princípios gerais. Seus alvos não são iguais aos seus e ele é capaz forçá-lo a seguir seus passos. Não tente fazer uma lista do que ele deve fazer até que você próprio tenha um programa bem planejado ou ele tentará tomar conta da organização.

GÊMEOS (Comum-Ar) é semelhante a você. Ele é capaz de se ocupar em pequenas coisas como dar telefonemas, escrever cartas e todas as outras pequenas tarefas diárias que são essenciais para garantir o progresso.

CÂNCER (Cardeal-Água) é aquele que procura os pontos fracos nos seus planos ou projetos; é capaz de tornar-se um preocupado crônico e tentará bloquear o seu otimismo. Ele é ótimo para ajudá-lo a gozar os confortos do lar e como é muito sensível, seja calmo e compreensivo com ele.

LEÃO (Fixo-Fogo) é o Signo em oposição ao seu. Estude o nativo de Leão acima de todos os outros, porque ele personifica as qualidades que complementam as suas. O Leão espera que você o siga, mas com um pouco de diplomacia poderá convencê-lo a seguir você e ele não se aperceberá disso. Ele gosta de ser elogiado.

VIRGEM (Comum-Terra) é uma daquelas pessoas que não têm nada em comum com você, a não ser que você “tome as dores” dela para compreendê-la. O nativo de Virgem tem grandes qualidades para julgar e descriminar, assim como habilidade para trabalhos minuciosos e esmerados. Passe por cima de sua crítica ao não-essencial.

LIBRA (Cardeal-Ar) é fácil você gostar dos nativos deste Signo. Eles formam julgamentos mais rápidos que os seus e tem mais propensão para tomar decisões drásticas. Entenda seus altos e baixos porque eles são pessoas instáveis. São muito justos, mas algumas vezes tão ansiosos para contrabalançar os dois lados que não conseguem permanecer firmes.

Trate ESCORPIÃO (Fixo-Fogo) com luvas de pelica. Ele é tão ou mais determinado que você e está muito concentrado em si mesmo. Contudo ele pode ser um bom amigo e colaborador, se você puder estabelecer com ele relações cordiais. Não deixe suas observações provocantes afetarem-no, porque elas não significam nada.

SAGITÁRIO (Comum-Fogo) é um tipo que você achará atrativo, mas use de descriminação para selecioná-lo. Este Signo possui a mais alta e a mais baixa mente, e seu amigo Sagitário pode se tornar uma má influência a menos que você o escolha cuidadosamente. Cuidado, ele poderá fazer com que você perca dinheiro e tempo.

CAPRICÓRNIO Cardeal-Terra) é regido por Saturno que é o co-regente do seu próprio Signo. Estas pessoas têm algo em comum com você, mas são muito ambiciosas e agressivas quando querem alguma coisa. Capricórnio é um amigo valioso, mas como competidor ele poderá vencê-lo pela sagacidade, a não ser que você seja cuidadoso.

(Publicada na Revista: Serviço Rosacruz – março/81)

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O Trabalho de Equipe e o Prazer de Servir

O Trabalho de Equipe e o Prazer de Servir

Entre os sistemas de se organizar para um trabalho, parece-nos o mais recomendável aquele que se constitui de uma EQUIPE. Esta começa por congregar, através de sua constituição, seres humanos que estejam acima do personalismo. Já superaram em apreciável nível, a vaidade pessoal.

Assim, colocam o bem da coletividade muito além do pessoal. Reúnem-se para que o conjunto produza melhor do que qualquer um deles, isoladamente.

Nos debates e demais atividades, entendem-se perfeitamente, pois todos compreendem que deve, sempre, prevalecer o que for melhor. Jamais, portanto, perdem tempo em pensar qual deles, seria mais ou menos importante. Sabem que todos são valorosos e que, cada um, espontaneamente, dá, de coração, o que estiver ao seu alcance. Não pensam, de maneira alguma, nessa ou naquela recompensa, por mais tentadora que pareça. Trabalham, harmoniosamente, tendo em vista um único objetivo.

É oportuno recordarmos aqui a extraordinária EQUIPE constituída por Cristo-Jesus e os Apóstolos.

Nada mais justo e acertado do que tomarmos essa EQUIPE como MODELO.

O “Trabalho de Equipe” nos faz lembrar, também, de algo fraterno, concretamente falando. Encerra, por isso mesmo, vivência Aquariana. E, dita vivência representa, seguramente, união, à qual, como se diz correntemente FAZ A FORÇA. Por fim, diríamos, assim procedendo, estaremos vivendo o maior mandamento de Cristo: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos”.

(Hélio de Paula Coimbra; publicado pela Revista Serviço Rosacruz de abril de 1966)

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A Linda Deusa – Palavra-chave: Aspiração

A Linda Deusa
Palavra-chave: Aspiração

Era uma vez, há muitas e muitas centenas de anos, uma linda deusa. Porque ela era tão linda e seu coração tão amoroso, as mais lindas cores flutuavam a seu redor. Era chamada a Deusa da Dança. E vocês sabem que sua risada era tão borbulhante e com tão lindos tons, que realmente parecia música. Não era de admirar que todos amassem esta graciosa e linda deusa.

Uma noite, quando tudo estava em paz e em silêncio, a deusa foi ao jardim e, ao passear entre as flores, um esplendor, uma luz suave, espalhou-se toda ao seu redor. As delicadas cores do arco-íris pareciam flutuar no ar perfumado. A deusa começou a cantar. A melodia era suave e clara e atraía para ela todos os Espíritos da Natureza que moravam no jardim. Logo, as flores estavam se balançando agradavelmente na suave brisa da noite, e elas acenavam com prazer, umas para as outras. Rapidamente, difundiu-se a boa notícia de que haveria dança ao luar. As árvores ajudaram a espalhar a notícia também.

De repente, por entre as árvores, pôde ser vista uma Lua de prata no alto dos céus, emitindo uma suave luz branca.

Nos brilhantes raios lunares flutuavam os pequenos e ágeis espíritos das flores, todos em suas mais belas vestes.

Um encantador espírito da flor saiu de um lírio cantando:

– Eu sou a pureza do coração.

Saiu depois o espírito da margarida, balançando-se graciosamente, de um lado para o outro e cantando:

– Eu sou a inocência.

Lentamente, flutuando pacificamente ao redor do perfume da rosa, outro espírito de flor disse:

– Eu sou o amor, eu sou o amor. O amor é como uma rosa vermelha.

Depois, veio o espírito de uma flor de laranjeira, seguida timidamente pelo modesto espírito da violeta que, inclinando sua linda cabeça ao luar, murmurou:

– Eu sou a lealdade.

Ouviu-se um fraco ruído e todos pararam para ouvir o doce espírito de uma florzinha azul cantando:

– Não te esqueças de mim.

Havia dúzias e dúzias de outros espíritos de flores, todos cantando e dançando graciosamente ao som das melodias das fadas, no jardim encantado. Sinos suaves estavam tocando, chamando todos os Espíritos da Natureza. A música da floresta estava cada vez mais alta e, um a um, os ágeis espíritos começaram a dançar à luz do luar. Ao se moverem suave e delicadamente à luz prateada do luar, eles formavam um lindo quadro. Alguns dos espíritos se movimentavam para cima e para baixo; outros para frente e para trás, e outros iam em direção às árvores. Brilhando, com asas brancas, ao flutuarem no ar, eles pareciam uma névoa descendo para beijar as flores.

A Lua de prata sorria para o alegre grupo e, você sabe, alguns espíritos marotos riam também para ela. Ela gostou e continuou sorrindo. Era como se sua luz fosse ficando cada vez mais brilhante, enquanto os raios lunares se espalhavam cada vez mais pelo jardim.

Os ágeis espíritos das flores cantaram e dançaram, e foram felizes até bem depois da meia noite. Mas, ao final tinham de ir. Um a um, eles flutuavam graciosamente sobre a deusa, dizendo:

– Boa noite, linda deusa. Obrigado pela linda festa. Que seus sonhos sejam doces!

Então, todos entraram nas lindas formas de suas flores, todos ficaram em paz, e o silêncio voltou a reinar no jardim encantado, enquanto a Luz e as estrelas os guardavam, velando por eles.

(do Livro Histórias da Era Aquariana para Crianças – Vol. V – Compilado por um Estudante – Fraternidade Rosacruz)

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As Aventuras de Rex e Zendah no Zodíaco – Na Terra do Homem do Jarro – Aquário

As Aventuras de Rex e Zendah no Zodíaco
Na Terra do Homem do Jarro

O-Homem-do-Jarro-1 As Aventuras de Rex e Zendah no Zodíaco - Na Terra do Homem do Jarro - Aquário

 

As crianças estavam paradas agora no lado externo do segundo portão. Este era muito diferente do primeiro; parecia feito de nuvens de movimento rápido e acima delas podia-se ver um grande globo verde tendo uma estrela no meio.

Rex encontrou uma vara que parecia ter vida, caída perto do portão. As instruções do rolo diziam que ele devia usá-la para conseguir entrada.

– “Não vejo onde possa bater”, disse ele para Zendah, mas no momento em que levantou a mão com a vara, uma faísca, como um relâmpago, saiu do extremo desta direção ao globo verde em cima do portão. Subitamente as nuvens desapareceram e os meninos viram que o globo descansava sobre uma grossa coluna verde. Atravessadas no meio do portão estavam duas serpentes; uma de prata, por cima, e outro de bronze, por baixo:

O-Homem-do-Jarro-2 As Aventuras de Rex e Zendah no Zodíaco - Na Terra do Homem do Jarro - Aquário

Gravado por cima das serpentes aparecia o símbolo de duas mãos dadas:

O-Homem-do-Jarro-3 As Aventuras de Rex e Zendah no Zodíaco - Na Terra do Homem do Jarro - Aquário

– “Quem veio chamar o guardião das Grandes Distâncias?”, gritou uma voz.

– “Rex e Zendah, da terra”, responderam eles.

– “Dê o passe”.

– “Fraternidade”, respondeu Rex.

– “Entrem, Rex e Zendah, pelo espírito da Fraternidade, na terra do Aquário”.

Os portões rangeram. Os dois encontraram-se no começo de uma larga estrada que se estreitava quando se olhava para longe, em frente. De cada lado dessa estrada saíam outras cinco, ficando assim o terreno dividido em onze partes, tendo cada uma delas lindas casas.

Logo viram vindo, ao longe, um homem envolto em uma túnica feita de um material que eles nunca viram antes.

Parecia uma malha de proteção e embora não fosse de metal, brilhava qual escamas de uma cobra em furta-cor, ora verde, ora laranja, ora púrpura. Sobre esta malha havia uma vestimenta feita de vários quadrados coloridos. Em torno dos tornozelos tinham aros com joias que brilhavam como a vara do portão. Ele deu as boas-vindas às crianças e convidou-as a verem o Rei.

O homem bateu as mãos por cima da cabeça e imediatamente uma máquina voadora prateada desceu, e eles entraram nela. Voaram alto, por cima da grande escada central e chegaram logo ao castelo, com a velocidade do pensamento. Homens altos, vestidos como seu guia, estavam parados de cada lado ao longo da escada de entrada, e todos eles faziam gestos de saudação quando eles passavam, juntando a mão direita com a esquerda.

O castelo estava cheio de belas estátuas e ornamentos de toda espécie e eram tantos que não foi possível verificar a sua variedade.

– “Rex”, murmurou Zendah, “parece o museu Britânico, só que muito mais bonito”.

Passaram pelo grande hall e por fim chegaram diante do trono, feito de muitos metais diferentes. O tapete o qual estavam o trono e as cortinas que lhe ficaram por trás, eram feitos de quadrados verdes e laranja, alternados.

Um homem idoso, de semblante e longa barba, estava sentado no trono. Vestia túnica verde escuro, em cuja bainha havia muitas crisólitas e ramos de morango cheio de frutos e por baixo tinha uma vestimenta de fino linho branco. Segurava uma ampulheta e a seu lado permanecia um homem escuro com os olhos penetrantes e uma coroa que parecia luzir com brilhantes de fogo. Sua roupa também mudava de cor cada vez que se olhava para ela.

O-Homem-do-Jarro-4 As Aventuras de Rex e Zendah no Zodíaco - Na Terra do Homem do Jarro - Aquário

– “Sejam bem-vindos, meus filhos”, disse o velho Rei. “Vocês conhecem o meu nome; sou o pai tempo, por vezes chamado Saturno. Aqui, na terra do Aquário, muito do meu trabalho é feito pelo Rei Urano, que é mais velho do que eu, embora pareça mais jovem. Ele mostrará a vocês as maravilhas desta terra”.

– “Vamos primeiro as minas”, disse Urano, descendo do trono. Deixando o palácio entraram novamente na máquina voadora, e partiram para as montanhas onde chegaram logo.

Urano levou-os ao interior de uma montanha em que havia cavernas profundas nas quais homens trabalharam com máquinas conhecidas.

– “Estas são minas de rádium”, disse Urano. “Vejam!”, e ele apertou um botão de uma máquina que estava próxima das paredes da caverna. Imediatamente uma espécie de espada desceu e praticou uma abertura na rocha. Do corte saiu uma torrente de metal cintilante que brilhava como o Sol. Parecia ter vida e os meninos não puderam olhar para ele além de um instante.

– “Temos desse metal na terra?”, perguntou Rex.

– “Sim, mas pouca quantidade. Quando a Terra era muito jovem, pusemos boa quantidade nela, mas com o tempo, quase toda irradiação voltou para cá, restando somente um metal pesado que vocês chamam chumbo; mas esse metal pertence na realidade, a outra Terra”.

– “Que pena! Gosto mais deste!”, disse Zendah.

– “Algum dia os homens aprenderão a transformar o chumbo novamente em rádium; mas isso não é para já”, disse Urano sorrindo.

Deixando as cavernas eles subiram ao topo da montanha onde havia uma construção com telhado de vidro, cuja porta de entrada era alcançada por meio de centenas de degraus. Aí eles viram todas as variedades de máquinas voadoras sendo construídas.

Em um canto perceberam certo número de pessoas em pé em altos pilares, abrindo os braços, pulando de lá de cima e planando até chegar ao chão como se tivessem asas.

– “Que fazem eles?”, perguntou Zendah.

– “Praticam o voo sem máquinas; todos podem fazer isso se aprenderem a usar seu corpo astral apropriadamente; mas sem ele não é fácil, não”.

Novamente fora, em um lindo vale viram blocos de mármore nos quais homens e mulheres esculpiam estátuas, algumas, apenas começadas e outras terminadas.

Zendah desejava muito poder fazer o mesmo, e Urano deu-lhe uma pequena ferramenta e disse-lhe que quando chegasse em casa experimentasse, mas praticasse primeiro com a massa.

– “Eu preferia poder enviar mensagens pelo ar’, disse Rex.

Urano levou as crianças para outro prédio onde havia inúmeros fios passados de uma parede à outra. Rex viu uma grande placa de ebonite com botões de prata e Urano disse-lhe: pode apertar um dos botões e desejar intensamente.

– “Pense na mensagem que você quer mandar e ela chegará ao seu destino”, disse Urano.

– “Só pensar?”, perguntou Rex. “Basta isso?”

– “Sim, isso chega, mas você deve pensar firme e ao mesmo tempo olhar nesse espelho ao lado”.

Rex pensou em sua mãe e desejou que ela soubesse as maravilhas que eles estavam vendo.

Ele viu sua mãe em casa, sentada perto da lareira, e uma pequena bola luminosa, cheia de quadros das suas aventuras, partiu como um relâmpago até chegar perto dela e então desapareceu.

Ela sorriu e disse para si mesma: “Que lindos sonhos estão tendo as crianças”.

– “Algum dia”, disse Urano, “as pessoas não precisarão mais de fios para mandarem suas mensagens; apenas ficarão sentadas, pensarão firmemente, e as mensagens chegarão ao destino. As crianças poderão fazê-lo mais facilmente do que os adultos”.

O-Homem-do-Jarro-5 As Aventuras de Rex e Zendah no Zodíaco - Na Terra do Homem do Jarro - Aquário

– “O povo desta terra faz outras coisas interessantes?”, perguntou Zendah.

 

– “Sim; aqueles lá estão desenhando lindas catedrais e outros edifícios e aqueles”, apontou para outra parede, “estão aprendendo a armazenar o relâmpago e a utilizá-lo para movimentar máquinas em substituição ao carvão ou à gasolina”.

Enormes chamas passaram de um lugar para o outro, estremecendo por vezes o edifício – era como se fosse um grande incêndio! Eles viram centelhas saírem aos milhares de bolas brilhantes colocadas em lugares afastados.

Essas bolas apresentavam diversas colorações variando de conformidade com a altura de que eram vistas. As mais baixas eram vermelhas e amarelas, mudando para o verde, ao passo que as mais altas eram azul e púrpura. Um homem estava parado em um dos lados da sala e apontava para uma máquina no lado oposto. Quando fazia isso, parecia que jorrava do seu dedo uma torrente de fogo colorido e a máquina punha-se em movimento sem outro auxílio.

Foi muito maravilhoso, mas Urano apenas sacudiu a cabeça quando Rex perguntou como foi feito. “Você vai descobrir algum dia, meu filho”, ele disse, “se você pensar bastante”. Então, levando-os para o portão de entrada, ele deu a Rex uma ponte mágica minúscula que, ele disse, permitiria que ele enviasse seus pensamentos como Relâmpago onde quer que ele desejasse, se ele se segurasse e usasse a senha. Para Zendah, ele deu um pendente feito de duas cobras, como aquelas no portão, cada um segurando uma safira em sua boca. Eles nunca souberam como eles saíram daquela terra. De repente viram um clarão de luz, o chão tremeu, e eles estavam na frente do portão seguinte, o de Capricórnio.

(The Adventures of Rex and Zendah In The Zodiac – por Esme Swainson – publicado pela The Rosicrucian Fellowship – publicado na revista Rays from the Rose Cross nos anos 1960-61; As Aventuras de Rex e Zenda no Zodíaco (as Ilustrações são originais da publicação) –Fraternidade Rosacruz – SP – publicado na revista Serviço Rosacruz de 1980-81)

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As Bem-aventuranças – Apresentação – Introdução

Felicidade é SER.

Ser o que?

Ser o que essencialmente somos, mas sem condicionamentos da persona; uma Centelha Divina sem deturpações da natureza inferior.

Quando conseguirmos SER, nossa evolução decorrerá sem dores e muito mais rapidamente.

No entanto, estamos fascinados pelo materialismo; condicionados pelos conceitos falsos de que somos uma personalidade à parte e separada de Deus, dependentes de nossos recursos pessoais e externos.

Isso nos vem desviando e retardando a evolução. Urgente se faz retornar ao próprio íntimo, e lá encontrar e desenterrar o “tesouro escondido”, que dissolverá o sentido humano e nos devolverá a verdadeira identidade, na unidade do Espírito.

Mas há um caminho a percorrer; há uma verdade a realizar acerca de nós mesmos, como já enunciada naquela antiga frase (a um tempo convite e desafio), inscrita na fachada do templo de Delfos: “Homem, conhece-te a ti mesmo”.

Os enganos e a astúcia estão no labirinto da personalidade falsa. O “fio de Ariadne” que nos orientara nesse labirinto, para descobrirmos a ilusão e retornar à liberdade é o “Sermão da Montanha”, notadamente as “bem-aventuranças”, que são como “setas nas encruzilhadas” do Peregrino, em busca do próprio SER.

Neste amoroso desejo de SERVIR, o CRISTIANISMO ESOTÉRICO, exposto pela Fraternidade Rosacruz, fundada por Max Heindel, lhe oferece este trabalho.

Nota: não leia de um fôlego só. Medite uma por uma das exposições e acrescente sua própria experiência e sentir, valorizando-as com seu dom epigenético; pois, são temas inesgotáveis.

Oração do Estudante Rosacruz

Aumenta o meu amor por Ti, Senhor,
Para que eu possa servir-Te melhor
A cada dia que passa!
Faze que as palavras de meus lábios
E as meditações de meu coração
Sejam agradáveis a Teus olhos,
O Senhor, minha Força e meu Redentor!

 

INTRODUÇÃO

O “Sermão da Montanha” é um dos mais importantes trechos da mensagem cristã; um código universal de conduta, cabível a qualquer religião ou credo.

Mahatma Gandhi o considerou “o documento máximo da espiritualidade”. Outros seres humanos ilustres são de opinião que ele unirá, futuramente, todas as religiões e filosofias, concretizando o ideal do Cristo: “Um só rebanho e um só Pastor”. Disseram mais: se se perdessem todos os documentos do mundo e apenas se salvasse o “Sermão da Montanha”, a humanidade não ficaria prejudicada, porque ele constitui, por si só, um completo método de orientação espiritual.

De fato: qual a solução para a paz mundial? Qual o modo de restabelecer a harmonia entre os seres humanos? Só mesmo levando cada indivíduo a conhecer-se, reconduzindo-o ao próprio íntimo, para retomar contato com sua Divina Essência, e entrar na posse de sua herança de Filho de Deus. Mas isto pressupõe – como sugerem as bem-aventuranças – que sejamos:

– desprendidos e servidores;

– puros de coração;

– coerentes na reta justiça, apesar de perseguições;

– mansos, pacificadores e misericordiosos;

– amorosos com os que nos odeiam sem razão; e

– retribuidores de bem, mesmo aos que nos fazem mal.

Segundo as normas atuais de conduta, isto parece impossível de ser praticado. Pedimos que o leitor conserve a mente livre e caminhe conosco através desta análise. Depois, meditando, certamente concordará conosco, dispondo-se a praticar também, com nova compreensão, estes maravilhosos princípios.

Notem que, ao contrário das diversas religiões e correntes espiritualistas, Cristo não dá instruções pormenorizadas acerca do que devemos ou não fazer. Ele foi antiritualístico e antidogmático. Rebatia severamente os fariseus, esclarecendo que as normas externas de nada valem. Sua mensagem se constitui de princípios gerais, para educar nosso estado mental. Ele mostrou que a causa da ação humana está na Mente: se o pensamento (a causa) é puro, logicamente os atos (os efeitos) serão corretos e edificantes.

Cabe a cada um de nós, segundo o nível de compreensão, extrair desses princípios gerais as consequências práticas.

Dos quatro Evangelistas que recolheram material para instituir seus métodos de Iniciação, foi São Mateus quem nos deu a versão mais completa do “Sermão da Montanha”, iniciando pelas bem-aventuranças.

Segundo São Mateus, as bem-aventuranças se constituem de nove passos. Nove é um número cabalístico, representativo do gênero humano, do que se deduz tratar-se de uma síntese para a libertação humana. Por seu profundo sentido, é compreensível que a maioria não a possa penetrar inteiramente. É um desafio, mesmo aos mais preparados internamente, porque sua prática prevê o despojamento do sentido humano vicioso.

As bem-aventuranças são uma síntese do espírito cristão e não meramente da letra. É uma sinopse espiritual e não literária. Uma súmula geral, semelhante àquelas que, na velha maneira oriental, sintetizavam os ensinamentos religiosos e filosóficos, tais como: os oito caminhos de Buda; os dez mandamentos de Moisés, etc.

Em comparação a São Mateus, São Lucas omite a 3ª, 5ª, 6ª e 7ª bem-aventuranças. Só apresenta as demais, com as respectivas condenações: “ai de vós…”.

Salmo da Segurança pela União com o Cristo Interno

Aquele que habita no esconderijo secreto do Altíssimo,
à sombra do Onipotente descansará.
Direi ao meu Senhor: És o meu Deus, meu refúgio,
minha fortaleza; em ti confiarei!
Tu me livras do laço do passarinheiro
e da peste perniciosa.
Tu me cobrirás com tuas penas!
Debaixo de tuas asas estarei seguro:
tua verdade é escudo e broquel!
Não temerei espanto noturno,
nem seta que voe de dia;
nem peste que ande na escuridão;
nem mortandade que assole ao meio-dia.
Mil cairão ao meu lado
e dez mil à minha direita,
mas nunca serei atingido!
Somente com meus olhos olharei,
e verei a consequência dos ímpios.
Porque Tu, ó meu Deus, és meu refúgio
E o Altíssimo é Tua habitação.
Nenhum mal me sucederá,
nem praga alguma chegará à minha tenda.
Porque aos Anjos darás ordem a meu respeito,
para me guardarem em todos os meus caminhos.
Eles me sustentarão nas suas mãos,
para que eu não tropece em pedra alguma.
Pisarei o leão e o áspide;
calçarei aos pés o filho do leão e a serpente.
Pois tão encarecidamente Te amei
Também Tu me livrarás!
Pôr-me-ás num alto retiro
porque conheci o Teu Nome!
Eu Te invocarei e Tu me responderás.
Estarás comigo na angústia;
livrar-me-ás e glorificar-me-ás;
dar-me-ás abundância de dias
e mostrar-me-ás a Tua salvação!

(Livreto editado pela Fraternidade Rosacruz em São José dos Campos – SP)

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Os Dez Mandamentos são Indicações Conducentes à Consciência Crística – Quinto Mandamento

Os dez mandamentos são indicações conducentes à consciência crística – Quinto Mandamento
5º Mandamento

“Honra teu pai e tua mãe”

Os ensinamentos de Cristo parecem contradizer este mandamento. Disse Ele: “Não chameis a ninguém de Pai sobre a Terra, pois um só é vosso Pai, a saber: o vosso Pai Celestial”. E mais: “Aquele que não deixar pai, mãe e irmãos, não pode ser meu Discípulo”.

Em verdade não há contradição. Cristo vem ampliar e definir o real sentido do mandamento. Ele, a personificação do Amor, jamais iria recomendar que descuidássemos, ingratamente, dos nossos deveres filiais. Referia-se aqui como em outros passos evangélicos, ao amor e dever desapegados.

A paternidade e a maternidade são funções divinas: transcendem o humano. A mãe durante o aleitamento é uma pessoa diferente, mais estreitamente ligada ao Divino. Há algo de transcendental na maternidade. Mesmo entre os animais há o chamado “pudor orgânico”, pelo qual a mãe e os filhotes não são atacados nesse período.

O pai e a mãe, meramente como seres humanos nada são, porque não podem manipular a vida. Lembremos que no “Paraíso” comemos da “Árvore do Conhecimento, do bem e do mal”, mas não da “Árvore da Vida”. Por isso não podemos vivificar nada. É função dos Anjos a vida, porque são hábeis manipuladores da força vital.

Que sabe um animalzinho da maravilhosa criaturinha que o gerou? Vemos graciosos gatinhos buscando andar, procurando mamar, manifestando vida e instintos, e isso nos ressalta a manifestação de um Criador que labora através de suas Hierarquias. Mesmo o ser humano, que sabe a mãe da complexidade do ser que gera? Meditem nisso.

Existe apenas um princípio criador, que é o PAI-MÃE – seja para judeus, para gentios, brancos, negros ou índios, feras, animais ou plantas. Max Heindel trata muito bem dessa dual força criadora – os dois polos referidos pelo primeiro versículo do Gênesis. Essa dupla energia manifestada sabiamente por Deus em tudo, é que reverenciamos, sabendo que nada somos de nós mesmos como pessoas, como pais ou mães. O que nos enobrece como canais dessa manifestação criadora é a Vida Divina:

“Eu, de mim mesmo, nada posso; o Pai em Mim é quem faz as obras”.

Portanto, não vamos subestimar nossa mãe e pai carnais, aqueles que amorosamente serviram de canais para o suprimento de material físico em nosso renascimento na Terra. O Esoterismo é claro: “assumimos um dever de gratidão por tudo que recebemos de nossos semelhantes e um dia, nesta ou em outras vidas na Terra, teremos ensejo de lhes retribuir para que se cumpra a lei: dar e receber”.

Mas, a grandiosidade de um pai ou mãe humano está, indubitavelmente, na compreensão de que eles, por si, nada são – predispondo-se a servir ao Divino Universal e ao Divino que deseja renascer – fazendo tudo o que possam no cumprimento de seu trabalho evolutivo.

Para honrar este causal princípio Pai-Mãe, devemos aprender a vê-lo e reverenciá-lo em todas as coisas e pessoas.

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