porFraternidade Rosacruz de Campinas

Somente a Nossa Consciência pode nos Alertar Quanto ao Papel que Nos Cumpre Desempenhar

Somente a Nossa Consciência pode nos Alertar Quanto ao Papel que Nos Cumpre Desempenhar

Será que, ao efetuarmos diariamente nosso exame de consciência, temos nos indagado se, por ventura concorremos com um mínimo de esforço para que a disseminação do ideal Rosacruz seja uma realidade? Temos contribuído, dentro de nossas possibilidades, para o engrandecimento da obra encetada por Max Heindel?

Em verdade, somente a nossa consciência pode alertar-nos quanto ao papel que nos cumpre desempenhar dentro da Fraternidade, avaliando os nossos talentos e indicando-nos como eles poderão ser aplicados no programa de expansão Rosacruz. A obra carece de ajuda, dependendo muito da nossa dedicação, sinceridade e trabalho, para consolidar-se como precursora da Idade de Aquário.

A Fraternidade Rosacruz constitui algo muito mais grandioso do que se possa imaginar. Não podemos restringi-la, conceituando-a apenas como uma Escola filosófica-espiritualista, como outras existentes por aí, simplesmente orientando e instruindo os interessados por meio de livros, folhetos e conferências.

A missão, o ideal, os meios, o programa e a estrutura da Fraternidade formam um conjunto a transcender essencialmente tudo aquilo que podemos conceber como sendo edificante.

Os Irmãos Maiores, através de Max Heindel, outorgaram ao mundo algo inédito, original, sem paralelos; uma filosofia que expõe e elucida os mais intrincados problemas sociais e espirituais, dentro de um elevado padrão de lógica e reverência, diante do qual esboroam-se todos os argumentos contrários. O Sr. Heindel colocou ao nosso alcance um cabedal de conhecimentos, cuja beleza e profundidade mal podem ser expressas por palavras. Tais princípios atendem perfeitamente as exigências de uma época na qual o racionalismo e o espírito inquiridor ante empírico repelem tudo o que não se enquadra em seus domínios. A Filosofia Rosacruz é atualíssima e concomitantemente abre perspectivas maravilhosas quanto ao futuro do ser humano.

Se verdadeiramente sentimos que ela veio preencher algo em nossas vidas, proporcionando-nos um maior vislumbre do mundo em que vivemos, se mediante seus ensinamentos estamos penetrando e conhecendo nosso próprio ser, então é necessário que sejamos coerentes conosco mesmos, arregaçando as mangas e trabalhando pelo crescimento dela, da maneira que pudermos.

Sozinhos, pouco ou nada poderemos realizar. Se houver união de esforços, concatenando-se os talentos de cada membro da comunidade em prol de um objetivo comum, as possibilidades de êxito serão bem mais amplas.

Nunca será demais repetir que o ser humano isolado é uma impossibilidade. Reiteramos sempre as palavras do nosso Ofício Devocional: “um só carvão não produz fogo, mas quando se juntam vários carvões, o calor latente em cada um deles pode produzir chama, irradiando luz e calor”.

Somos apologistas do trabalho de equipe, porquanto ele apresenta inúmeras vantagens, como por exemplo, o alcance de um máximo rendimento com tempos e esforços mínimos, mediante o aproveitamento racional das qualidades e aptidões de cada um em função do todo. Além disso, sua ação faz-se sentir maravilhosamente, revertendo em benefício de cada elemento, em forma de disciplina, solidariedade, harmonia, companheirismo e expansão natural das próprias qualidades.

Contudo, o trabalho grupal requer também uma dose de boa vontade, sinceridade, entendimento, sentimento altruísta, e, o que reputamos de suma importância: AUSÊNCIA DE PERSONALISMO. Esses requisitos possibilitam a um grupo relativamente heterogêneo, empreender e concretizar obras de vulto.

Essencialmente cristão, o método Rosacruz de desenvolvimento prevê estes dois aspectos: individual e coletivo. O trabalho coletivo realiza-se por meio dos Núcleos rosacruzes ou de esforços empreendidos por irmãos nossos, não importa sob que títulos, com objetivos edificantes. Por outro lado, o método Rosacruz indica meios de realização estritamente individuais, objetivando aprimorar o Aspirante, de modo a lhe permitir transcender os entraves internos separatistas, integrando-o cada vez mais perfeitamente no puro sentido de equipe, dentro da unidade cristã, que representará o coroamento da presente época evolutiva: “um só rebanho e um só Pastor”, o Cristo.

Em decorrência, todo e qualquer trabalho deve ser executado dentro daquele princípio denominado SERVIÇO AMOROSO E DESINTERESSADO AOS DEMAIS. Se algo é feito com amor, despido de qualquer sentimento de interesse pessoal, será por certo duradouro. Se levar, porém, a marca do egoísmo, será como um Castelo edificado sobre a areia: mais cedo ou mais tarde acabará em ruínas.

Nosso labor não deve esperar recompensa, e sim resultados benéficos à coletividade. Felizes seremos quando formos capazes de prodigalizar tudo aos demais sem nada esperar em troca, a não ser novas oportunidades de servi-los. O simples pensamento de RECEBER já revela indícios de egoísmo, ao passo que o desejo de DAR implica sentimento de amor. Isso vem ao encontro da seguinte afirmação de um pensador dos tempos modernos: “Quem professa a filosofia do receber, confessa sua falência em dar”.

O estudante sincero e devotado não procura saber o que poderá receber da Fraternidade Rosacruz, mas sim o que lhe poderá dar.

Estamos trabalhando na Vinha do Cristo, e isso, somente isso, já justifica e compensa plenamente todo o sacrifício e esforço que empreendamos em prol desse ideal sublime.

(Publicado pela Revista Serviço Rosacruz de março de 1972)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Transmutar, Eis a Questão

Transmutar, Eis a Questão

Qual deve ser nossa atitude diante de uma situação desagradável ou aflitiva? Reagir violentamente? Prostrar-nos desanimada e passivamente deixando as coisas acontecerem?

Não, tal conduta em nada nos dignificaria. A palavra-chave em casos dessa natureza é: TRANSMUTAÇÃO. Podemos e devemos transmutar uma situação desagradável, tornando-a mais harmoniosa e agradável. Não somos obrigados a aceitar o mal como inevitável, muito embora ele exista.

Como seres dotados de incomensuráveis potencialidades divinas não podemos permitir-nos o conformismo diante do sofrimento. A criatividade, o amor, a ação e o sentimento de unidade são atributos capazes de mudar as condições que nos envolvem. Infelizmente as pessoas vivem inconscientes dessa realidade. Vivem perdidas nos labirintos de seus problemas existenciais, tornando-se, dia após dia,

Impotentes para reverter essas situações dolorosas e limitadoras. Decididamente, o sentimento fatalista só pode conduzir à inércia e ao desespero.

Todos têm em comum uma origem, uma herança, um ideal espiritual. Será o suficiente ajudarmo-nos mutuamente a transformar o prejudicial em benéfico. Nada ganhamos sendo interesseiramente indulgentes, fazendo concessões a emoções inferiores, ou prolongando deliberadamente uma situação preocupante ou lamentável.

Ninguém cresce ou promove o crescimento através de lamentações. Nossas desistências nada representam de positivo no ambiente em que vivemos. Mas, pelo contrário, todos se beneficiam quando nos portamos com equilíbrio e inteligência, quando o amor nos incentiva a agir com o propósito de transformar uma situação dolorosa num bem comum.

Cada momento nos traz oportunidades originais de transmutar o mal em bem. Através de pensamentos e sentimentos positivos, de ações decididas, tudo é possível. TUDO! Não há necessidade de aguardar melhores dias ou ocasiões propícias para transformar as coisas. AGORA é o momento e AQUI é o lugar.

É verdade que o Sol nasce todas as manhãs. No entanto, cabe-nos escolher o curso de ação que mais nos convém. Podemos entender cada dia como sendo um desafio às nossas capacidades ou uma nova oportunidade de crescimento. Também nos é dado ignorar o nascer desse Sol, vivendo passiva e desnecessariamente problemas e amarguras passadas.

Por gigantescos que sejam nossos desafios, nosso poder de superá-los é infinito. Sempre há uma luz no fim do túnel. É necessário, entretanto, caminhar até lá.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 10/84 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

RECEITA – Manteiga de Castanhas

MANTEIGA DE CASTANHAS

 

Ingredientes:

 

  • 1 e 1/2 xícara (chá) de Castanhas (pode ser: Castanhas de Caju / Castanha do Pará ou Amêndoas)
  • 1 Iogurte natural
  • 1/2 xícara de Mel (ou um pouco menos)
  • 1 colher (sopa) de raspas de limão
  • 1 colher (sopa) de Hortelã

 

Modo de Preparo:

 

  • Bata todos os ingredientes no liquidificador, verifique o sabor, se precisa mais ou menos mel ou mais ou menos hortelã.
  • Coloque num pote de vidro.
  • Guarde em geladeira.
porFraternidade Rosacruz de Campinas

Os Dez Mandamentos são Indicações Conducentes à Consciência Crística – Nono Mandamento

9º Mandamento

“Não dirás falso testemunho”

Que é o verdadeiro? Que é o falso?

Verdadeiro é Deus e Sua obra. Verdadeira é a centelha divina que constitui nossa autêntica identidade.

Falso é o desvirtuamento do natural, por causa de nossa ignorância ou vício. Já vimos que a personalidade falsa, por sua ignorância e condicionamentos, é a prostituta, a testemunha falsa.

Quando a lei nos pede um testemunho, ele deve estar baseado na verdade. E juramos afirmá-lo, com a mão sobre a Bíblia – que prevê esse mandamento.

Ora, testemunhar é ver sem interpretar, sem mesclar no fato a nossa opinião. A opinião, o julgamento e interferência da falsa personalidade é, por conseguinte, prostituição do fato. Aí tomamos partido contra alguém e a favor de outrem. Não estamos sendo imparciais; não estamos dizendo o fato em si, tal como o observamos, despido de opiniões.

Transpondo o que dissemos ao campo espiritual, tomando por base o testemunho dos Seres iluminados, sabemos que o ser humano é permanentemente divino; se conseguimos desligar qualquer opinião pessoal ou sentimento de simpatia ou antipatia, encarando simplesmente. O Ser propriamente dito, na convicção de que ele é um filho de Deus e, portanto, nosso irmão, algo acontece de maravilhoso: tocamos o seu íntimo, atingimos sua Essência, derrubamos os muros que tenham existido entre nós e realizamos a prova da Fraternidade Universal.

Mas se o vemos como algo à parte de Deus e de nós mesmos, com todos os seus defeitos, sem compreendê-lo no estágio atual de consciência, estamos dando um falso testemunho dele.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Quarta Bem-Aventurança: “Felizes os famintos e sequiosos de perfeição, porque eles serão satisfeitos”

Quarta Bem-Aventurança

 

“Felizes os famintos e sequiosos de perfeição, porque eles serão satisfeitos” (Mt 5:6).

“Felizes os que agora tendes fome, porque sereis fartos…”.

“Mas ai de vós os que agora estais fartos, porque tereis fome” (Lc 621-25).

As traduções correntes registram: “Bem-Aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos”.

Atualmente para nós a palavra justiça sugere o sentido jurídico. Em francês, “justice” tem igualmente o sentido de JUSTESSE – em português: JUSTEZA ou AJUSTAMENTO. Tal é o exato sentido do texto original grego dos evangelhos (1º século). Daí havermos preferido adotar: “famintos e sequiosos de perfeição”, para remover qualquer dúvida – advertindo que o significado é: “felizes os que têm fome e sede de ajustamento”.

Ajustamento a que? Está claro: às divinas leis; à vontade divina em nós. Neste verdadeiro sentido, a palavra JUSTIÇA é uma das chaves com a qual o leitor poderá desvelar o sentido esotérico de muitas passagens da Bíblia.
Justiça não é meramente uma conduta reta, mas, sobretudo, uma INTENÇÃO reta, em cada assunto e aspecto da vida. Notem a reiteração de Cristo: o que interessa é a causa, o pensamento, a intenção. Se esta é reta, os efeitos (impulsos sentimentais, palavras e atos) também o serão. O ser humano interno se expressa (ex + pressar ou impulsionar para fora) e retrata sua intenção – pressupondo coerência e sinceridade, conforme a citação evangélica: “Assim como o ser humano pensa em seu coração (íntimo) assim ele é”. Caso contrário, a pessoa pensa ou sente uma coisa, mas fala ou age diferentemente. Nesse caso é insincera e hipócrita. A manifestação está em desacordo com a intenção.

Esta bem-aventurança é prometida e assegurada aos que têm fome e sede (forte aspiração, sincero propósito) de verdade. Ora, como que as bem-aventuranças constituem um conjunto completo de condições interdependentes deduzimos que a realização da justiça depende também de “sermos mansos”, “mendigos de espírito”, “chorando” sinceramente quando obstados por nossos condicionamentos viciosos. Buscando sinceramente viver as bem-aventuranças podemos receber os lampejos do Eu real, cuja vontade desejamos OUVIR e CUMPRIR em todas as nossas manifestações. Com a prática sincera os contatos se amiudarão, até que ocorra o pentecostes. Todavia, as práticas iniciais, se bem-feitas, trarão as primeiras respostas da “pequenina e silenciosa voz”, em forma de intuição ou sabedoria interna, se preenchermos este anseio de ajustamento.

O divino Mestre proclama felizes os que têm essa fome e sede da experiência de Deus; um forte e sincero propósito de cumprir Sua vontade na vida de todos os dias.

Muitos podem pensar: “Ainda estou verde; longe da meta; como saber se estou fazendo a vontade de meu Eu real ou de minha personalidade?”.

Até que alcancemos a iluminação, não é fácil distinguir. O que importa, no entanto, é que cada um aja segundo seu nível de consciência. Se preenchermos os requisitos de humildade, desapego, sinceridade, exame de nós mesmos, mansidão etc., os resultados virão. Além disso, há sempre um “sabor’ interno”, um senso intuitivo do que é certo ou não. Vamos usando do melhor modo nossos recursos atuais e desenvolvendo outros, para atingir a meta.

Importante, nesta bem-aventurança, é cultivar o hábito da coerência, pois, como bem observou Emerson: “O que um homem é, grita tão alto, que não chegamos a ouvir o que ele mesmo diz”. A incoerência, mentira, hipocrisia têm pernas curtas. A convivência desmascara as intenções. Mas, os que se ajustam ao íntimo, em coerência consigo mesmos, serão saciados, satisfeitos, em todos os sentidos.

São Lucas registrou: “ter fome” e “estar farto”. Apenas isso. Referiu-se especialmente a “ter fome” do Divino interno, para experimentar a satisfação, gradativamente maior, da religação. Ao mesmo tempo desaprova os que se satisfazem, intensa e exclusivamente nos gozos da personalidade, prevendo-lhes pela Lei de Consequência, a insatisfação, o vazio, a frustração e até mesmo a carência, a miséria, pelo uso injusto e egoísta dos recursos que o Cristo interno lhes deu para administrar.

A maioria dos ocidentais vive engolfada nos afazeres de sua vida predominantemente materialista. Não sentem necessidade de Deus, nem tem problemas de consciência com seus egoísmos, hipocrisias, deslealdades e desonestidades. Acostumaram-se a ver tudo isso como “males necessários” da vida moderna. Ora, o apego material é escravizador. Ele nos envolve num ciclo de progressão geométrica: se temos 1, queremos 2; se temos 2, esforçamo-nos para conseguir 4; se temos 4, tudo fazemos para conquistar 8; e assim por diante. Se há ‘X’ de prazeres, o usufruto aumenta o desejo de gozos maiores. Desse modo, vão se entretendo com seus pequenos finitos, sem desejar nem buscar o infinito em si mesmo, que é o objetivo da evolução: “Sede vós perfeitos, como é perfeito o vosso Pai Celestial”. Permanecem na faixa grosseira da personalidade e pagam um alto preço por essa degradação do ser; não raro perecem com um infarto ou um derrame. Quando são mais felizes, uma úlcera nervosa ou um esgotamento nervoso os lança num hospital. Inútil, ficam remoendo mentalmente suas preocupações; pensando nas contas, nos negócios etc., sem ajudar o organismo em seu desesperado esforço de restauração.

Quem não conhece esses casos? Essas pessoas? São muito comuns! E todas elas se julgam insubstituíveis!

Certa vez ouvi uma estória de um homem assim: não tinha tempo para nada sério ou elevado a que um bom amigo o convidava. Um dia esse amigo insistiu: “Dê-me, pelo menos, dez minutos, agora!”. O homem ascendeu com relutância e o amigo o levou de carro, encosta acima, até que pararam defronte ao cemitério”. O homem o olhou com estranheza e perguntou: “Que é isto? Por que me trouxe ao cemitério?”. Sem responder, o amigo o levou para dentro e, estendendo os braços, apontou para os túmulos e disse: “Todos eles se julgavam eternos e insubstituíveis! Como você! E a maioria deles só viveu para a carcaça! Agora voltemos e em cada enterro em que for obrigado a ir, lembre-se de minhas palavras”.

Felizmente, o egoísmo, a desonestidade, a mentira, os abusos e orgias, pela lei de atração dos semelhantes, se incumbem de aproximar pessoas de índole igual ou pior, para que ambos se tornem fartos de tudo isso. Deus não tem pressa. Seus moinhos moem devagar, mas moem fino, “É da vontade d’Ele que ninguém se perca”. Mas, felizes dos que acordam mais cedo à realidade de si mesmos. Aí chorarão arrependidos, e serão consolados; tornar-se-ão mansos e verão a promessa de Deus cumprida; ficarão famintos e sequiosos de perfeição a mendigar o Espírito, alcançando a satisfação do Reino.

Há outra classe de “fartos” ou “satisfeitos” que se encontra numa perigosa estagnação. Referimo-nos aos espiritualistas e religiosos que SE JULGAM superiores, “filhos de Deus” realizados; julgam estar em dia com sua consciência e com Deus. Pecam por orgulho espiritual, por uma presunção luciferina.

A meta é a perfeição. Ninguém deve estar satisfeito com o que é sob pena de estagnar. Estagnar é retroceder, porque a natureza não conserva coisas paradas. No rio da vida, ou remamos e subimos, ou a correnteza nos carrega.

No livro e no filme de “Fernão Capelo Gaivota” há um pormenor que se adapta a este ponto quando o mestre Chang disse a Jonathan: “Todo limite é um limite; até mesmo o voar a velocidade da luz é um limite; a meta é a perfeição! Não podemos parar nos limites, por altos que sejam”!

Bem-Aventurados os famintos e sequiosos como a mulher samaritana que, tendo capacidade para retirar a profunda sabedoria tradicional (tirar água do poço de 33 metros: veja o símbolo: 3 x 3 = 9) buscou e entrou em contato com o Cristo interno, pedindo-lhe da água Viva, para que não mais tivesse sede das coisas e verdades humanas. Isto é normal no caminho da Espiritualidade: um constante esforço de superação. A cada lance de subida abrem-se novos horizontes, que nos suscitam o desejo de mais subir.

O impossível é alcançado por pequenos e sucessivos possíveis. Eis o convite da persistência diária, do esforço de aprimoramento, que tem feito os grandes atletas, os grandes artistas, os grandes seres humanos. Em todos eles havia, em comum, um desejo de perfeição, uma insatisfação pelo que haviam realizado antes.

Há seres humanos ultrapassados, mas não ideias ultrapassadas – diz uma norma da moderna empresa. Tudo pode e deve ser constantemente aprimorado. Quem para de criar, de crescer, de inovar, de ampliar é logo substituído numa empresa. Há sempre ideias novas no ar, a nossa espera.

Do ponto de vista espiritual é a mesma coisa. Max Heindel diz que a Epigênese (ou gênio) é o mais importante fator evolutivo.

Abordemos, a seguir, a relação desta Bem-Aventurança com as atividades mentais:

É uma lei universal: o que concebemos em nossa Mente é automaticamente expresso em nossa experiência diária. Iludem-se e prejudicam-se aqueles que julgam pensar impunemente. Aqueles que tenham estudado o “Conceito Rosacruz do Cosmos” hão de lembrar-se de que tudo o que existe na natureza, ao nosso redor, bem como aquilo que compõe nossa atmosfera ou circunstâncias, é o resultado de um pensamento. Cada pensamento cultivado forma um arquétipo na região mental: um modelo vivo que sustenta vibracionalmente a forma criada. Se penso em miséria, acabo construindo a mesma. Se penso que estou doente, acabo gerando a doença.

Sabendo que ao pensar estamos formando um arquétipo mental – algo que vai influir em nosso destino futuro, porque criará e sustentará a condição mentalizada (seja de bem, seja de mal) – podemos avaliar a responsabilidade no ato de pensar.

Somos seres racionais. Nisto nos distinguimos dos reinos inferiores. Mas também assumimos com a capacidade da razão, uma responsabilidade maior. Somos os criadores de nosso destino, pelo ato de pensar e de exteriorizar os pensamentos na vida. Portanto, PODEMOS E DEVEMOS APRENDER A PENSAR CORRETAMENTE, conforme as leis divinas para nosso próprio bem.

As coisas e circunstâncias são obras do pensamento. Se desejarmos mudá-las, é preciso deixar de alimentar o pensamento que as sustentam, para que se dissipem com o tempo. A citação evangélica: “Se tiveres fé do tamanho de um grão de mostarda e disseres a um monte: remove-te para lá! Crendo em teu coração, crê que assim será feito”, tem explicação esotérica: sendo uma manifestação material de um arquétipo mental, só modificando PRIMEIRAMENTE o arquétipo é que podemos mudar o monte, fisicamente. Isto se aplica a tudo! Mas leva algum tempo.

As profecias e premonições se baseiam nisto: se a pessoa tem vidência ou sensibilidade para sentir a mudança arquetípica, pode anunciar antecipadamente o fato, que depois ocorrerá no plano físico.

Agora, tome esta chave esotérica e aplique-a na regeneração mental: os arquétipos são alimentados pela repetição do pensamento que o criou. Eles se debilitam quando o deixamos de alimentar e podem ser dissolvidos pela conscientização da falha, pelo sincero desejo de emenda, pela correção e compensação no diário viver.

Troquemos em miúdos: não se pode pensar uma coisa e criar outra. É absurdo. Pensamos numa casa e construímos uma casa. Pensamos e criamos algo correspondente. Só podemos mudar nossa vida quando mudamos nossos pensamentos. Pretender que nossa vida mude, sem a transformação de nossos hábitos mentais, seria o mesmo que imaginar uma favela e criar um palacete. Impossível. Aqui está a raiz da infelicidade humana. Se estivermos sofrendo carências, infortúnios, enfermidades, depressões, pessimismo, fracassos etc., a causa é mental. É sinal vermelho! Temos de parar e retomar o caminho certo. Isto se chama conversão. Temos de reconsiderar nosso modo de pensar, para que mudem nossos hábitos e, desse modo, cheguemos um dia a SER BEM-AVENTURADOS PELA FOME E SEDE DE AJUSTAMENTO às leis de harmonia.

Aparentemente é muito simples. Mas a prática não é fácil como se nos afigura. Por que? A explicação está no extraordinário poder do hábito, no automatismo dessa segunda natureza que nos exige conscientização cuidadosa. Assim, o estudo do hábito é fundamental no processo da iniciação ou comunhão com Deus.

Como se forma o hábito? Pela REPETIÇÃO. Como enfraquecemos um hábito? Deixando de repeti-lo, ao mesmo tempo em que o substituímos por outro hábito melhor. Mas aí está a dificuldade. O hábito é o que está “farto” e não deseja ser privado de sua satisfação. No esforço de alimentar-se pela repetição, desencadeiam as mais curiosas reações como medos, intimidação, dores, etc., através de nosso corpo etérico. É uma reação de sobrevivência.

Por isso, antes de inteligentemente encetar nossa reforma, tornemos nítida consciência mental do que é certo.

Enchamo-nos de convicção e confiança. Depois podemos começar a formar os novos hábitos tomando muita consciência para não cair no automatismo dos hábitos antigos. É questão de persistente conscientização e de observação de nós mesmos. Saibamos que o Cristo interno está dirigindo esse esforço de transformação, pois Ele mesmo no-lo suscitou. Deste modo, estejamos seguros, iremos levando de vencida os pequenos hábitos inconvenientes. A promessa é bem clara: SERÃO SATISFEITOS!

Não nos impacientemos com a aparente lentidão. Uma transformação efetiva exige segurança; consolidação de cada passo. Não nos detenhamos a lamentar nossas falhas. Isto é masoquismo, sofrimento falso. Conscientizemos o melhor e busquemo-lo. Cada vez que pensamos no passado estamos a alimentá-lo. É o que ele quer. O exame noturno de Retrospecção é de outra natureza: é tomar consciência de nosso comportamento mental e emocional, para desarraigar as falhas no próprio ato em que desejam medrar.

Saiba compreender e aceitar os outros como eles são e não como desejaria que eles fossem. Sobretudo, compreenda e se aceite, em cada nível de consciência, a realidade é que devemos partir do que somos para algo sempre melhor! Se você vê os erros do passado é sinal de que se elevou um pouco e de lá os vislumbra. Você é o hoje e não o ontem. Não lamente.

Livre-se dos pensamentos negativos, em relação aos outros e a si mesmo. Você não sabe como isso influi em sua felicidade, em sua harmonia interna e como se reflete em seu lar!

Se você tem real fome e sede de ajustamento ao Cristo esteja seguro; passo a passo, grau a grau, será satisfeito o seu anseio. Não é possível que a busca da verdade e da justeza, com todo o coração, com persistência, observação de si, conscientização imparcial e serena das falhas, não seja coroada de êxito. Não se zomba de Deus nem Ele zomba de seus filhos!

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Eliminando Desejos Inferiores em Seres Humanos

Aqui está uma história de como uma senhora foi ajudada.

Ela estava rezando para que ela pudesse ficar bem e que seu filho parasse de beber tanto.

Os Auxiliares Invisíveis foram enviados para ajudá-la.

Quando eles estavam trabalhando nos veículos invisíveis dela, o filho chegou em casa bêbado e começou a fazer muito barulho.

Um Auxiliar Invisível disse a ele que ele não deveria ficar bêbado e que ela queria que ele ficasse quieto, porque sua mãe estava muito doente e não seria capaz de se levantar.

O filho então tornou-se agressivo e o Auxiliar Invisível pegou ele com firmeza e o colocou para fora de casa.
Estava uma noite fria e ele logo ficou sóbrio e suplicou para deixá-lo entrar. A Auxiliar Invisível o deixou entrar, e ele ouviu o que ela tinha para dizer. A Auxiliar Invisível disse a ele que ele poderia morrer se não se não se emendasse. O homem pediu que a Auxiliar Invisível provasse quem ela era e ela expandiu sua aura e, então, desapareceu.

Ela foi para um quarto próximo, se materializou e voltou para onde ele estava.

“Certamente eu devo estar falando com um Anjo, pois humanos não fazem o que ela fez”, o atônito homem disse.
“Eu me pergunto se estava sonhando ou vendo coisas”.

A Auxiliar Invisível estava atrás dele, e lhe falou claramente: “Não, você não está sonhando”.

E no que o homem se virou era como se ele tivesse levado um pontapé.

“Por favor, Anjo, ele disse, tenha misericórdia de mim, eu farei de mim um homem e pararei de beber”.

O segundo Auxiliar Invisível também estava presente, e ele disse a ela para colocar sua mão na cabeça do homem para dar a ele energia, pois ele estava tremendo como uma folha.

Este homem cumpriria sua promessa, pois os Auxiliares Invisíveis atenuaram nele o desejo por bebida.

Um grande evangelista uma vez disse em sua congregação duas histórias similares a esta.

Em cada caso o homem, que era um beberrão, orou por ajuda, e o desejo por bebida forte o deixou completamente.
Estudantes de Ocultismo sabem que um Irmão Leigo ou Irmã Leiga pode eliminar o um desejo de um ser humano, de modo que esse nunca mais vai querer se intoxicar com bebidas novamente.

(IH – de Amber M. Tuttle)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Ajudando um homem que deixou cair as chaves em um lugar com água enlamaçada

Ajudando um homem que deixou cair as chaves em um lugar com água enlamaçada

Aqui está outra história de como um homem foi ajudado. Dois Auxiliares Invisíveis estavam em um dos estados do sul, onde encontraram um homem que tinha perdido todas suas chaves em um canal. Ele estava parado na margem do canal, com o maço de chaves na mão, conversando com sua esposa. Quando ele apontou para o outro lado do canal, as chaves escaparam de sua mão e caíram na água barrenta. Ele não tinha outras chaves, então, eles ficaram trancados para fora de sua casa.

O homem começou a orar pedindo ajuda para tê-las de volta. Ele marcou o lugar onde estava com um pedaço de madeira preso ao chão. Os Auxiliares Invisíveis foram até ele, e ele lhes contou o que tinha acontecido: “Nós estamos hospedados em uma casa de campo no hotel”, disse o homem, “e todo o nosso dinheiro está em nossa mala de viagem. As chaves estão no fundo do canal, e eu não sei como pegá-las.

Se você pegar minhas chaves, eu lhe darei cem dólares”.

O homem preocupado achava que o Auxiliar Invisível era alguém que vivia por perto.

Se as chaves não forem recuperadas agora – disse a senhora Auxiliar Invisível -“elas podem afundar na lama, e pela manhã pode ser impossível encontrá-las. A água está a 1 metro e meio de profundidade neste lugar”.

“Eu não consigo ver as chaves agora, e é muito escuro para tirá-las antes da manhã”, disse o homem.

“Pegue as chaves para ele” – disse a senhora Auxiliar Invisível.

O Auxiliar Invisível deslizou na água, estendeu a mão e pegou as chaves e subiu com elas e as entregou ao homem que estava muito surpreso e sem palavras.

“Como você enxergou minhas chaves, e como você poderia respirar na água enlameada?” – perguntou o homem surpreso.

“Não preste atenção nisso, mas seja gentil e útil para todos que você conhece”, disse o Auxiliar Invisível.

“Tento ser” – respondeu o homem. “Venha me ver amanhã, e eu lhe darei os cem dólares”.

Os Auxiliares Invisíveis se foram, e é claro que eles nunca mais voltaram para ver o homem; pois não o ajudaram por qualquer recompensa. Estes Auxiliares Invisíveis gostam de andar por aí ajudando pessoas e animais. Na manhã seguinte ao acordarem, os dois Auxiliares Invisíveis lembraram claramente dessa história.

(IH – de Amber M. Tuttle)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Usando um cão que sabia fazer truques como ventriluquo para ajudar um pai de família

Usando um cão que sabia fazer truques como ventriluquo para ajudar um pai de família

 

Aqui está uma história incomum que trata de um Auxiliar Invisível que utilizou um cão com ventríloquo para ajudar um homem e sua família.

Certa noite, dois Auxiliares Invisíveis passavam por uma cidade do leste e viram que uma mulher estava parada em frente a uma taberna com dois filhos e um cachorro da raça Collie. Os Auxiliares Invisíveis desceram e foram até eles. E um dos Auxiliares Invisíveis perguntou à mulher o que havia acontecido, e ela disse: “Estou esperando meu marido sair para que eu possa pedir algum dinheiro para ele para comida. Do contrário, ele irá beber até não poder mais”.

O Auxiliar Invisível perguntou a alguém à distância, por meio do pensamento, se ele poderia ajudar a mulher, e então, foi autorizado a fazê-lo.

– O cachorro pode fazer alguns truques? – Perguntou o Auxiliar Invisível

– Sim – respondeu o menino.

O Auxiliar Invisível descobriu que o cão sabia vários truques. “Isso é tudo que eu quero saber”, disse ele. Então o Auxiliar Invisível disse ao cão para ir até o seu dono. O cão entrou na taverna e foi até o pai do menino. O Auxiliar Invisível disse ao cão para se sentar, e ele obedeceu. “Senhor, por favor, pare de beber e volte para casa”, disse o Auxiliar Invisível que estava perto do cachorro. “Eles precisam de você e de seu dinheiro, e eu gostaria de obter mais ossos”.

O Auxiliar Invisível havia somente materializado o suficiente de seu corpo físico para falar, e o homem não o viu.
O marido da mulher virou-se e olhou para o cão sentado. Então, o Auxiliar Invisível falou novamente e disse: “Senhor comerciante – o dono da taverna – você está errado em levar todo o dinheiro desse homem que tem uma família e você sabe disso. Venha, senhor, estamos esperando por você lá fora”.

O homem saiu e viu sua família, e se sentou na entrada da taverna. Ele deu para sua esposa todo o seu dinheiro, e depois se levantou e foi para casa.

Este homem estava bêbado antes que o cachorro falasse, mas a experiência o deixou sóbrio rapidamente. Quando os Auxiliares Invisíveis chegaram a sua casa, ele já estava lá, e se encontrava tremendo como uma folha. O cachorro aproximou-se dele, e o Auxiliar Invisível disse: “Obrigado, senhor, por voltar para casa, agora posso ter mais ossos”, e ele foi embora.

O homem ficou pálido. Um Auxiliar Invisível pediu a outra Auxiliar Invisível que dissesse a ele que tinha sido avisado para parar de beber e que ele deveria tomar conta de sua família. A Auxiliar Invisível disse ao homem, e ele prometeu que o faria.

“O que fez o cachorro falar? – a esposa perguntou ao visitante.

“Ele foi usado como um meio para fazer o seu marido saber que estava na hora de parar de beber e cuidar de sua família”, disse o Auxiliar Invisível. “Ele não acreditaria em nenhum ser humano”.

O Auxiliar Invisível disse à esposa de que se ele bebesse novamente, ele poderia ter um derrame.

Os Auxiliares Invisíveis pensaram que ele poderia ter um acidente vascular cerebral a qualquer momento, ou que ele poderia ter delirium tremens .

“O que aconteceu com o homem que estava com você?, perguntou a esposa à Auxiliar Invisível. “Ela ficou assustado e fugiu?”

“Não – disse a Auxiliar Invisível. “Ele tinha outro trabalho a fazer.” Depois disso, a Auxiliar Invisível brincou por alguns minutos com o Collie, e depois partiu.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Terceira Bem-Aventurança: “Felizes os mansos, porque eles herdarão a Terra”

Assim, lemos na Bíblia no Evangelho Segundo S. Mateus (5:5).

Por que S. Lucas não incluiu essa bem-aventurança, tão afim a seu misticismo? Justamente ela, que figura entre a meia dúzia de textos mais importantes da Bíblia – pois encerra o segredo para dominar todas as espécies de dificuldades!

Parece-nos que seja porque o método iniciático de S. Lucas já é, todo ele, mansidão. Ao método ocultista de S. Mateus é que falta esse princípio e ele o inclui para equilibrar sua forma dinâmica de preparação.

Salienta essa bem-aventurança que a mansidão ou doçura (pralís, no grego), dá-nos a herança da Terra. Já o Antigo Testamento o prometera também: “Os mansos herdarão a Terra e se deleitarão na abundância da paz” (Sl 37:11).

Mais tarde escreveu Isaias: “Meus escolhidos herdarão a Terra e meus servos nela habitarão” (Is 65:9). Há, pois, uma constante no Antigo e Novo Testamento: uma Terra, cheia de paz, reservada aos mansos. Por que não prometem o céu, mas a Terra? É porque o “Reino dos Céus está dentro de nós“, aqui mesmo, na Terra, para ser desfrutado, se formos mansos.

Querem alguns estudiosos, que essa bem-aventurança se refere a um estado evolutivo futuro, quando aprendermos, por meio de muitos renascimentos, a ser mansos. Então, faremos jus à herança de paz.

Não estamos de acordo com eles, porque sempre haverá os malvados, que não serão expulsos do Planeta, senão que todos continuaremos “viajando no mesmo trem”, provando-nos e ajudando-nos. Só que os malvados se consumirão ante as consequências das próprias maldades, pois as reações da lei se tornam proporcionalmente mais fortes, na medida da evolução.

Essa mansidão não tem sentido geral nem externo: ela deve ser individual e interna. A heterogênea massa humana, em evolução na Terra, apresentará sempre as diferenças de níveis evolutivos, tal como os alunos de uma escola ou de uma classe. Conforme esse nível e índice individual é que essa mansidão vai sendo conquistada.

Para compreendermos o sentido dessa bem-aventurança, analisemos as palavras-chave: mansos e Terra.

O vocábulo “manso” pode sugerir, a um leitor contemporâneo, um indivíduo “mole”, “morno”, que se omite ou não se arrisca a contraditar ninguém; uma pessoa com falta de coragem e de dignidade, servil e até hipócrita, empenhada em cultivar um relacionamento sem conflito, ainda que isso exija a bajulação, mentiras “brancas” etc.

Alguns agem assim, buscando não se chocar com ninguém, julgando ser um esforço virtuoso. Em Verdade é uma sutil manobra da persona: de parecer bonzinho.

Não! Jamais poderíamos atribuir ao Cristo essa deformação. O verdadeiro significado da palavra MANSO vem de uma atitude mental de “não resistência” recomendada pelo Cristo nas Bem-aventuranças” (Mt 5:39): “Não resistais ao maligno (ou ao mal)”. É a mesma atitude inofensiva que os orientais chamam AHIMSA ou “não violência” com a qual Gandhi venceu a Inglaterra e libertou a Índia.

A agressividade é sinal de complexo, de recalque. E é mesmo. Só é manso quem se baseia no Eu superior – aquele que se mantém num estado de receptividade, de Mente aberta, de canal consciente, numa amorosa atitude de entrega; no desejo de que o Divino interno se lhe manifeste; intuindo-o em tudo. Ora, toda solução que nos venha da Fonte interna será melhor do que a melhor solução meramente humana, mental, ditada pelas conveniências. Além disso, as circunstâncias e as pessoas em jogo estão sempre a compor situações diferentes.

Só o Divino interno pode intuir-nos e harmonizar cada necessidade, conduzindo cada dia do melhor modo. Tal atitude, complexa em sua análise, mas simples em si mesma, é a CHAVE DO ÊXITO NA VIDA.

Mais uma vez confirmamos: o que interessa ao Cristo, é a CAUSA interna: se o íntimo é manso, é doce, é receptivo à sabedoria interna, os atos – que são os efeitos, logicamente serão acertados e conducentes a infalível êxito.

Agora vejamos o sentido de “Terra”. Significa a esfera material, o exterior, a manifestação, a consequência, o lado humano pelo qual o Eu superior se expressa. No “Pai Nosso”, a frase: “Seja feita a tua vontade, assim na Terra como nos céus” – por exemplo – indica que a vontade do Cristo interno deve ser feita nos assuntos externos da Personalidade (pelos pensamentos, sentimentos, emoções, desejos, palavras, atos e obras); que são a Terra como já é feita, de modo perfeito, no aspecto espiritual do ser; pois “o Reino dos Céus está dentro de nós“.

Desse modo se completa o sentido, para uma coerente cadeia de ação: se revelamos mansidão interna, pela reverente entrega (“Seja feita a Tua vontade“), o Cristo interno intuir-nos-á, assegurando-nos êxito através de correto agir. Não obstante sua franqueza, coragem, decisão e estoicismo, S. Paulo foi manso: “Quando sou fraco é que sou forte“, “não eu quem vive, mas o Cristo vive em mim“. Sua Personalidade se despojava de qualquer pretensão e se submetia, como canal consciente e fiel, ao Espírito. Cristo, a mais esplendorosa Luz que jamais conhecemos; pois é o mais elevado Iniciado dos Arcanjos, em perfeita unidade com o Pai – atribui toda a Sua imensa possibilidade ao Divino: “Não eu quem faz as Obras, mas o Pai, que habita em mim, é quem faz as obras“. Isso revela que, na medida em que reconhecemos nossa real Identidade (Divina), vamos diluindo todo sentido humano de ser pela evidência da UNIDADE no Divino interno e, uma vez como Espírito, unimo-nos essencialmente a todos os semelhantes, a toda a Criação e ao Pai Universal.

A parábola da videira é um convite dos mais expressivos, nos Evangelhos, para alcançarmos essa mansidão e, por meio dela, realizarmos uma intensa e frutífera ação em prol da elevação do mundo (e, em última análise, em prol de nós mesmos). Aqueles que se apoiam nos recursos humanos egoístas e violentos tornam-se um galho separado da videira interna do Cristo e só podem colher os frutos de discórdia e ignorância que geraram, porque não são frutos do Espírito. Mas o “manso” liga-se internamente a Videira e recolhe a seiva que o sustenta numa ação reta e edificante. Ele sabe que o Eu real é quem pensa, ama, fala e age em e através dele, ou melhor, COMO ELE – sendo ele. Para chegar a essa entrega não é fácil; deve haver um total despojamento do sentido humano egoísta, separatista, criado pela “falsa luz”.

Felizmente os falsos frutos são ilusórios, transitórios e só vivem enquanto alimentados por nossa ignorância. Já os frutos espirituais são eternos porque nascem da essência imortal.

Regra geral, desvirtuamos as mensagens internas, verdadeiras e mansas, do Cristo interno: colhemos repetidos fracassos e teimamos em não compreender e aceitar os claros ensinamentos do Messias. Fazemo-lo por pura ignorância, como disse Sócrates: “o homem faz o mal porque não conhece o bem”. De fato, se confiássemos que, ao seguir os ditames do Espírito poderíamos “herdar a Terra”, ou seja, alcançar êxito autêntico em todas as circunstâncias, por certo procuraríamos com mais afinco, alcançar essa “mansidão”. Temos tido mostras disto pela ação de pessoas conhecidas com alguma dose dessa mansidão – elas se destacam nos trabalhos de equipe, nos conclaves, nas mesas-redondas, nos difíceis misteres de conduzir homens –, possibilitando que o bom senso prevaleça em benefício de todos.

Alguém pode objetar que essa mansidão é impraticável no mundo egoísta, competitivo, materialista, agressivo, interesseiro, de nossos dias. Dizem que a ideia pode parecer muito bonita em teoria, no papel, na boca do filósofo, e, todavia, inexequível. Analisemos esse argumento que naturalmente há de acorrer a muitos leitores. O reino animal é dominado pela lei de “sobrevivência dos mais aptos”; a supremacia do mais forte. E a que sabemos existir na vida da floresta e do oceano: a maior, a mais forte, domina e devora o menor e mais fraco. Mas, é esse o padrão ideal? A mansidão não pode medrar e levar ao êxito?
Relanceando os olhos pelo panorama mundial, vemos agrupamentos humanos em vários estágios de desenvolvimento nos mais variados graus de consciência desde as selvagens, próximos aos irracionais – que se regem pela força – até os ditos civilizados que apenas sofisticaram sua forma de violência: a violência mental, conhecida por eufemismos curiosos, tais como: sagacidade, astúcia, diplomacia, inteligência. Em todos esses degraus há uma constante: essas diferentes classes servem, de modo variado, a Personalidade egoísta. Todos se situam em nível puramente humano, separatista, anticristão.

Esse egoísmo, na busca de todos os recursos, tem invadido a espiritualidade, para ver em que medida os fenômenos, as forças psíquicas e mentais podem servir a seus propósitos. Atualmente existem muitos movimentos e líderes que ministram cursos (bem caros) para alcançar êxito através de poderes.

Esclareçamos bem: isso não é espiritualidade, e, sim, materialidade, de desastrosas consequências porque a maioria não tem base moral para bem empregar poderes. Em primeiro lugar o Reino dos Céus e o ajustamento às leis . . .

Ora, toda forma de egoísmo é manifestação da Personalidade, com sua crença de separatividade. Toda forma de egoísmo é violenta, de algum modo.

À medida que o ser humano evolui, reconhece que a violência é sinal de fraqueza. É preciso ser forte para diluir o egoísmo e sua violência inerente. O ser humano verdadeiramente forte é manso e, portanto, inofensivo. Requer muito mais de nós dominarmos os impulsos do que os seguir. Nisso se inclui a magia negra, uma forma personalista e covarde de interferir no livre arbítrio de outrem.

S. Paulo comparou: “quando eu era menino, pensava como menino, sentia como menino, agia como menino. Agora que sou adulto, deixei das coisas próprias de menino“. Ele se referiu aos graus de consciência evolutiva: há crianças, há rapazes e há adultos espirituais. Tal como o livre arbítrio vai sendo concedido aos filhos, na medida em que se processa seu desenvolvimento interno, até que possam responder juridicamente por seus atos, exercendo direitos e deveres; assim na espiritualidade. Quando necessária, as crianças e rapazes são punidos pedagogicamente pelos pais; quando precisa também os adultos são punidos pela lei social e até perdem seus direitos de cidadão. São formas de educar o egoísmo e a violência.

A história nos ensina que a violência jamais dominou, senão temporariamente, ao passo que a força mansa do Espírito exerce domínio permanente. Onde está o domínio de Dario, de Alexandre Magno, de Júlio Cesar, de Gêngis Khan, de Napoleão, de Hitler e outros adeptos da força e da agressão? Comparem-se esses feitos militares com o espírito de mansidão e de amor de Cristo, de Francisco de Assis, de Mahatma Gandhi e outros. “Violenta non durant” – diziam os romanos; e eles mesmos o comprovaram.

A diferença entre a mansidão espiritual e a violência da Personalidade é clara: a mansidão conquista mansamente, a pouco e pouco, seguramente, ao passo que a violência domina pela destruição. Hoje em dia, arrasando uma cidade em pouco tempo, com uma bomba de alto potencial. Mas, domina? Conquista?

Dirão alguns: “se a violência é própria do egoísmo humano, porque seres iluminados usaram de violência? A Bíblia relata inúmeros casos de agressão, como, por exemplo, as pragas do Egito, a destruição de Sodoma e Gomorra etc. o próprio Cristo expulsou os vendilhões do templo a chicote!”.

Aproveitemos essas dúvidas e pela meditação alcançaremos compreensão mais profunda.

O plano divino de manifestação e evolução se desenvolve em ciclos de CRIAÇÃO, PRESERVAÇÃO E DESTRUIÇÃO. Tudo, seja uma coisa, uma ideia, um sentimento, uma circunstância – tudo – é criado, e preservado para cumprir sua tarefa e colher os frutos de experiência e, finalmente, é destruído, quando se torna ultrapassado e inútil; porque a natureza não conserva o que seja inútil. Ora, tudo o que é criado e mantido, luta para conservar-se, mormente no campo humano, em que o “instinto de conservação” é o mais poderoso. Luta um governo para manter-se; luta uma ideia para prevalecer; luta um hábito para não morrer. E essa luta gera uma consequência cósmica: a dissolução violenta. Não que a violência venha do Divino, mas da resistência ao Divino, pela coisa criada.

Se o ser humano não resistisse ao Divino, jamais haveria destruição, mas apenas transformação constante para melhor.

A lei de evolução não permite que algo ultrapassado venha comprometer o natural desenvolvimento; que venha entravar a necessária e constante renovação. Ela interfere e quebra a resistência e cristalização. Quanto mais forte seja a resistência, mais dor. Isto ocorre em tudo. Até nas menores coisas da vida.

Pois bem, todas as aparentes agressões e violências bíblicas foram motivadas pela resistência do egoísmo humano, que buscava impedir as indispensáveis transições. As pragas do Egito não se referem a simples libertação de um povo cativo, senão a mudança de uma época evolutiva para outra. A destruição de Sodoma e Gomorra foi provocada pelo materialismo – como o foi à queima da Lemúria e o afundamento da Atlântica. Foi a culminância de um destino coletivo, de extrema desobediência às leis evolutivas. Assim também na esfera individual; muitas vezes recusamos as oportunidades e convites de elevação; então nos sobrevêm circunstâncias adversas que nos obrigam a mudar: depois vemos que foi para nosso próprio bem. Outras vezes chegamos a extremos de abuso e, como um fogo, a força divina surge como enfermidade, queimando as cristalizações acumuladas em nosso organismo, por causa de nossos desvios das leis naturais.

O Novo Testamento não diz que o Cristo chicoteou os vendilhões do templo: diz que Ele fez e usou o chicote, do que se infere que expulsou os homens com palavras e os animais com o chicote, porque não podiam compreender as palavras. Num sentido interno significa a decisão serena que não exclui a mansidão para expulsar do templo de nosso corpo, os instintos (animais) e egoísmos (mercadores).

Moisés e outros iluminados usaram de poder espiritual, mas não a serviço da Personalidade deles, senão a mandato divino, pois eram fieis mensageiros, mandatários para cumprir difíceis missões. Pessoalmente foram mansos. Lot não pode converter os cidadãos de Sodoma e Gomorra para evitar a destruição dessas cidades. Não os forçou. Respeitou-lhes o livre arbítrio. Nem mesmo pode converter sua mulher, que, contrariando a recomendação dos Anjos, olhou para trás, para ver as cidades em chamas: é símbolo do apego ao passado vicioso que nos cristaliza; por isso ela se converteu numa estatua de sal.

O Direito na esfera humana; o legislativo na constituição busca preservar o interesse coletivo. Erram porque são humanos e agem em função da Personalidade, ao passo que a Lei divina é infalível, é sábia.

Assim, a Deus cumpre a justiça; aos seres humanos a mansidão – se bem que a mansidão perfeita seja muito rara, porque pressupõe a orientação global do Eu divino, sem interferência egoísta da Personalidade. Mas é um dever nosso buscar atingi-la, cultivando-a pouco a pouco, pois, só ela nos pode assegurar a verdadeira posse, a herança da Terra.

Entende-se por posse o agarrar, segurar, apropriar-se, isolar algo para nós, seja pessoa, direito ou coisa. Não é isso. A verdadeira posse subentende a concordância de ambas as pessoas na união: os dois são possuidores e possuídos, ao mesmo tempo. Não se trata de dominar externamente, como o domínio militar, a força para assegurar a posse. Já vimos que essa conquista é ilusória, transitória, porque suscita insatisfação e reação contrária. Também não é conquista a sedução egoísta, porque o egoísmo tem curta duração. Só possui quem conquista o íntimo e internamente se dá voluntariamente. E só permanece a conquista mútua quando cada parte procura edificar a outra, em vez de explorá-la, pois a mansidão é baseada no Amor e o Amor sempre dá: é centrífugo e altruísta.

Ser manso é viver em amor, estabelecendo harmonia conosco mesmos e daí com os demais e o Universo. Damos inofensividade e recebemo-la de volta, como um eco, de todos os reinos, infra e supra-humanos. Tal era a linguagem de Francisco de Assis, que os pássaros entendiam, que os peixes escutavam; é a ação do que dá mansidão e a recebe, numa posse autêntica e efetiva.

Isso é herdar a Terra, para glória de Deus.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Os Dez Mandamentos são Indicações Conducentes à Consciência Crística – Oitavo Mandamento

8º Mandamento
“Não furtarás”

Sigamos a mesma linha de pensamento esotérico: Deus é onipresente. O ser humano, feito a Sua imagem e semelhança, é um cosmos dentro do Macrocosmos. Assim como a gota do oceano tem as mesmas propriedades do Oceano inteiro; assim como algumas gotas de sangue revelam as condições do organismo todo; assim devemos compreender que o Criador se acha sintetizado potencialmente em suas criaturas. A semente é da mesma natureza da árvore e se converte numa árvore igual. Isso explica o convite evangélico: “Sede vós perfeitos como vosso Pai celestial é perfeito”.

Isso nos leva a compreender que Deus, como Consciência Infinita, é o único e perfeito suprimento e não falha em dar a cada criatura ou agrupamento, aquilo que corresponde legitimamente as suas necessidades internas de evolução.

Deus é como uma Usina que supre energia às “casas” (indivíduos). Há energia à vontade, mas só nos vem aquela que podemos suportar. Se entra mais energia que os fios podem suportar, queima-se a instalação. Ora, na medida da evolução, os cabos se tornam mais potentes para receberem mais luz. Se nos parece faltar luz, revisemos nosso íntimo; só ali pode haver falha: um fusível queimado, interrupção de cabos ou outra qualquer irregularidade. É preciso corrigir a falha. Ela está sempre dentro de nós. Não há injustiça no plano perfeito de Deus.

Logo, nada temos a roubar nem a quem roubar. Tudo pertence a Deus e Ele não esconde nem nega coisa alguma a seus filhos. Ao contrário, ele está ansioso para expressar-se cada vez mais amplamente por nós. Ele disse: “Filho, tudo o que é meu é teu”. Existe em nós um bem infinito e potencial à espera do despertar para tomar a forma de nossa necessidade. Cada vez que nos abrimos em consciência formamos um vácuo que chupa do suprimento infinito de Deus, o bem de que está necessitando. Esta lei não falha: como uma vasilha só podemos conter a água viva correspondente à nossa interna capacidade; o que ultrapassa, transborda e se vai. Há os que se apropriam indebitamente das coisas e parecem manter os bens a serviço de seus gozos impunes. Engano. Ninguém pode segurar o que não corresponda a seu nível de consciência. Cedo ou tarde a Lei agirá com o efeito correspondente ao caso. Não nos cabe julgar nem calar, mas compreender e confiar no mecanismo de Consequência.

A solução não está, pois, em puxar as escondidas, um fio da instalação vizinha, que parece ter mais luz do que necessita. Na evolução, cada qual tem de resolver, o seu problema. A seiva da “Grande Árvore” está à disposição de todos os galhos e ramos, na medida dos canais internos deles. Todos vivemos e nos movemos em Deus e n’Ele temos o nosso Ser. Portanto, o divino suprimento é comum. Roubar desse suprimento é o mesmo que roubar a nós mesmos. O ambicioso e inescrupuloso ladrão é como o guloso que tem os olhos maiores que o estômago; pode dilatar seu estômago com grandes quantidades de comidas, mas o organismo reterá apenas o que pode assimilar.

O demais se perderá, comprometendo-lhe a saúde.

O desejo de furtar ou de cobiçar e desejar qualquer coisa é uma ilusão. Tudo está à nossa disposição, aqui e agora mesmo, desde que preenchamos as condições de interna receptividade. Nisto há uma divina sabedoria; o que não está de acordo com nossas reais necessidades é inútil e prejudicial, porque não temos consciência suficiente para aproveitá-lo e convertê-lo em efeitos evolutivos.

Superemos a crença de separação. Não há Deus de um lado e o ser humano de outro; há seres humanos em Deus e há Deus expressando-se como consciências individuais: eu e tu. A crença de separatividade é que nos leva, muitas vezes, à tentação de roubar, partindo do princípio materialista de que a posse de qualquer coisa depende de nossa iniciativa pessoal e humana; de nossa esperteza ou de nossa “sorte”. Com isto vem a ideia de uma pessoa roubada e outra que rouba, quando, na verdade, há Deus nessas duas pessoas, à disposição delas, para supri-las. Não há nada que Deus possa fazer e não esteja fazendo agora mesmo. Quanto mais roubamos, quanto mais cobiçamos e desejamos, tanto mais nos fechamos e menos recebemos de nossa fonte interior. Quanto mais aumenta o nosso materialismo, tanto mais reduzimos nosso canal de ligação com a única Fonte: em última análise estamos roubando a nós mesmos.

Este mandamento nos revela a verdadeira Fonte de Suprimento, que traz em si, em potencial, tudo o de que necessitamos. Nada há a cobiçar, nada a desejar nem roubar. O que não é nosso hoje, pode ser amanhã, quando nos pomos em condições de recebê-lo. Não fora assim, não se teria afirmado: “Somos filhos e, portanto, herdeiros de Deus e co-herdeiros com o Cristo”. Não apenas nas coisas espirituais, pois, “se buscamos o Reino interno e nosso ajustamento a Ele, tudo o mais nos virá de acréscimo”.

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