A Sétima Bem-Aventurança
“Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus” – Mt 5:8.
A palavra “pacificadores” tem o sentido de ‘FAZEDORES DE PAZ’.
A tradução: “pacíficos”, em vez de “pacificadores”, que consta de muitas versões portuguesas não corresponde ao sentido do original grego eirênopoioi e tampouco ao latim “pacifici”. Ser pacífico – conforme essas falhas versões induzem a pensar, seria um estado passivo de paz. Mas o significado original indica um processo ATIVO e dinâmico de “exercer a paz”, de manifestar a paz, de “estabelecer a paz”.
Todavia, essa paz dinâmica ativa e INTERNA, consoante o princípio esotérico: “Tudo vai de dentro para fora”. Dai que o Cristo ensine a irmos da causa para o efeito. Ninguém pode dar o que não tem: só comunica paz aquele que a estabeleceu primeiramente dentro de si. O inverso é verdadeiro: todo conflito exterior nasce dos conflitos interiores: “A boca fala do que está cheio o coração”. Sejam os conflitos individuais, sejam os familiares, os regionais, os nacionais como os mundiais, todos eles são filhos de conflitos internos não pacificados. A paz efetiva é assinada no Tribunal da Consciência. Os acordos externos, assinados pela personalidade falsa, são instáveis como ela. São meros armistícios (repouso de armas), tréguas maiores ou menores entre duas guerras.
É comum interpretarem exotericamente esta bem-aventurança, citando-a para exaltar os que se esforçam por estabelecer a paz e concórdia nas relações individuais, na família, no trabalho, numa pendência jurídica e até estender sua influência à Nação e ao Mundo. Nesse pensamento é que se instituiu o Prêmio Nobel da Paz.
Não se pode negar o mérito de alguém procurar conciliar interesses e dissolver desavenças, num sentido externo.
Mas a prática da vida nos tem demonstrado o quão difícil e delicada é essa tarefa. Quase sempre a interferência de terceiros piora as coisas em vez de melhorá-las. Além disso, é humano que o conselheiro se deixe influenciar por seus próprios pontos de vista, levando mais falhas a questão. Melhor seria que, chamados a ajudar, pudéssemos, SEM OPINAR, convencer as partes a sinceramente buscarem um novo ponto de vista. Isso é melhor que convencê-las a um acordo, às vezes com alguma coação; aí a pendência será apenas remendada na superfície; não houve paz; as partes ficaram insatisfeitas e não se perdoarão. Ora, o que vale é o íntimo!
A nosso ver, a ideal atuação do pacificador nessas questões externas é a da ORAÇÃO verdadeira. Se o “conselheiro” tem paz interna poderá aquietar-se, não permitindo que suas próprias opiniões interfiram, não importa o que suceda e malgrado as aparências do caso. Ele pede às partes que se acalmem e orem sinceramente por solução com ele. Essa é a norma: ORAR POR E COM ELAS, para que se estabeleça a regra de Cristo: “Se dois ou três se reunirem EM MEU NOME, ali estarei NELES”. O “pacificador” ergue, então, um silencioso pensamento ao PAI, pedindo-lhe sabedoria às partes. Permanecem alguns minutos no anseio e expectativa da luz, sem permitir que os canais internos fiquem “entupidos” com teimosias, opiniões ou com “ordens a Deus”. Então, o que melhor atenda às partes, manifestar-se-á. Em tal caso, essa pacificação tornar-se-á ATIVA.
Devemos adquirir experiência do poder da oração e da conscientização da Divina Presença. Em muitas situações difíceis, entre discussões desagradáveis, em meio a desarmonias, quase sempre se dissolvem as tensões e se estabelece um clima de concórdia, sem que se proclame qualquer solução nem se pronuncie qualquer opinião. O importante, indispensável é que o “pacificador” seja-o INTERNAMENTE, em boa medida.
Uma boa ajuda que podemos prestar a muitas pessoas carentes de paz e de equilíbrio, que recorrem à nossa oração é mostrar que a única fonte de luz e de paz é o CRISTO INTERNO. Qualquer pessoa pode ter acesso a essa graça, se buscá-la sinceramente, dentro de si. No entanto, até que a pessoa se equilibre, é mister atendê-la e mostrar como, com sua indispensável colaboração, a “coisa funciona”. Depois elas farão isso sozinhas e, com a devida orientação e assistência podem chegar a serem também outras PACIFICADORAS a serviço do Alto.
Infelizmente, a maioria abandona a prática quando se encontra melhor ou vê solucionadas as pendências.
Paciência. Não compreenderam ainda a necessidade de uma pacificação permanente, mediante a regeneração do caráter.
Voltemos à consideração da PAZ interna, referida pelos místicos como “o melhor passaporte para Deus”.
Quem nô-la pode dar? A personalidade? Jamais!
A personalidade é incoerente e egoísta, geradora de conflitos e divisões. Só o Cristo nô-la pode dar. É uma verdadeira GRAÇA. Num momento grave, em vésperas de sua crucifixão, Ele declarou: “A minha paz vos dou: a minha paz vos deixo. Não vo-la dou como o dá o mundo. Portanto, não se inquiete o vosso coração nem se arreceie”. “Dou-vos a minha paz para que a minha alegria esteja em vós e seja perfeita a vossa alegria; e ninguém mais vos tire a vossa alegria”.
Consideremos seriamente essas palavras, embora não as possamos avaliar profundamente, enquanto não as vivermos. É uma “paz que ultrapassa todo o humano entendimento”.
No esoterismo as emoções são representadas pelas águas; e os pensamentos pelos ventos. Todos conhecemos inúmeros casos de pessoas que, num momento difícil, clamaram com toda a alma aos céus e foram assistidas “milagrosamente”. Em qualquer ocasião, como há dois mil anos, o Cristo interno pode erguer-se do fundo da barca de nossos corpos e, estendendo os poderosos braços, comandar: “Ondas, acalmai! Ventos, cessai!”. E, voltando-se, pode recriminar-nos como outrora: “homens de pouca fé!”.
Realmente, aquele que se habitua a buscar silenciosamente o Cristo, várias vezes ao dia, numa serena comunhão, alcança a imperturbável sensação de PAZ.
O Cristo adverte: “Pedis e não recebeis porque pedis mal”. A maioria ora apenas para pedir a satisfação de desejos egoístas. Vivem imersos nas atividades materiais, que constituem a motivação de sua vida. Só se lembram de Deus nos momentos difíceis e oram para livrar-se dos incômodos e provas, não percebendo que são advertências para corrigirem seu modo de viver.
Oremos corretamente. Pratiquemos a conscientização da Presença, acima de instabilidade emocional: relaxando-nos e acalmando-nos para que vibratoriamente nosso elevador nos conduza internamente a Ele. Então, o Cristo se nos manifestará de algum modo, como outrora, andando sobre as águas e dizendo: “Não temas! Sou Eu!”.
Tenhamos a coragem e confiança de também pedir-Lhe para andar sobre as ondas (sobrepor-nos ao humano, ultrapassar a mente concreta) sem vacilar como Pedro.
Até que essa PAZ estável se estabeleça em nós, aqui e agora, devemos tratar de ir conquistando uma paz relativa e crescente, por meio das práticas espirituais recomendadas na parte final do “Conceito Rosacruz do Cosmos”, além das indispensáveis e preciosas práticas devocionais: conscientização da Presença, orações etc. Não importa que durante muito tempo não tenhamos “sinal”. A semente enterrada deve sofrer um período de transformação e de preparação até que assome à superfície para alegrar-nos a visão. Mas durante todo o tempo ela exige nosso cuidado e colaboração. Assim a prece. A natureza divina, como a Terra, jamais deixa de fazer Sua parte. O Cristo nos ouve e age. Isso nos basta. Os “sinais” são muitas vezes prejudiciais porque excitam o Aspirante e prendem-no em curiosidade estéril e até na vaidade.
É preciso considerar igualmente outros fatores de PAZ, nos intervalos das práticas espirituais, todos os dias. Seja no trabalho, seja no lazer, numa roda de conversa, vigiemos para que essa PAZ continue presente em nosso íntimo e possa ajudar silenciosamente, onde estivermos. Isto exige “orai’ e vigiar”, ou seja, uma atitude CONSCIENTE, de observação de si, para não permitir a influência e contaminação de fatores negativos da má leitura, da má TV, do sensacionalismo, das piadas maliciosas, das rodas de crítica, cujas impressões nos invadem os sentidos e vão se acumulando em nosso subconsciente, quase sempre como impressões mal digeridas, mal conscientizadas, em quantidade e qualidade prejudiciais à psique humana. O tempo é um talento divino precioso em nossa evolução: não deve “ser morto” em atividades fúteis e negativas. É preciso aproveitar o tempo sobrante de modo mais legítimo. Higiene mental não é malgastar negativa e indolentemente as folgas, senão “fazer coisas que nos edifiquem”.
À medida que vamos conquistando a PAZ interna, sentimos impulso espontâneo de comunicá-la e, com isso, prestar um valioso SERVIÇO. Mas tenhamos cuidado em não proclamá-la. Estejamos alerta com a personalidade!
Não precisamos buscar oportunidades, porque o Cristo interno atrairá, automaticamente, as pessoas carentes.
Nessas ocasiões devemos deixar que a PAZ do Cristo em nós serene as pessoas. Nem precisamos dizer nada. Só devemos saber que não é a persona quem faz. Não devemos “nos esforçar”. O importante é estar vigilante para que não nos deixemos contaminar pelos aspectos negativos da questão exposta pela pessoa. Não nos devemos identificar com o “caso”. Até é melhor que ela não diga de que se trata. Apenas silenciar e orar conosco. Mas se tem necessidade de “desabafar”, não nos deixemos contaminar, por meio és de nossos “eus” negativos. Nem permitamos que os encontros de ajuda sejam meros desabafos. A pessoa deve colaborar para que haja uma solução.
Se agirmos firmemente dessa maneira, nossa ajuda começa a ser solicitada. Devemos concedê-la amorosa e desinteressadamente, sem permitir, no entanto, que ela nos prejudique as tarefas essenciais. E que nossa humilde alegria seja a de nos sabermos ser “canais conscientes do Cristo, a Quem devemos dirigir todo o mérito”.
A pessoa que se abre internamente à sua videira alcança a paz e esta lhe vem como influxo de GRAÇA, com irresistível tendência para jorrar, transbordando em amoroso SERVIR, não apenas aos parentes e amigos, mas a todos com que se põe em contato, inclusive os animaizinhos e plantas. Ai nos tornamos como o “menino do dedo verde”, de mão abençoada, cuja imposição tira uma dor de cabeça. Mas é preciso que toda nossa vida seja uma expressão de PAZ, pela qual conquistamos tudo e todos, ao contrário da violência, que gera violência e enfraquece uma defesa justa.
O filósofo americano, Emerson, disse certa vez a um homem que falava muito em paz (mas que não a possuía dentro de si): “Não posso ouvir o que dizes, porque aquilo que realmente és, troveja muito alto”. De fato, ninguém nos pode convencer com palavras. É indispensável que nosso viver seja um testemunho e aval do que dizemos. O exemplo é o mudo e convincente argumento.
Ainda mais: todo sentimento personalístico de vaidade, de atribuir o mérito à persona, tem o efeito de fechar os canais da graça interna.
A conquista gradativa da PAZ interna resulta de um vigilante, persistente e bem orientado esforço. Não é a personalidade quem vai conquistá-la. Ao contrário: impede-a. É mister dissolver as nuvens da personalidade para que o sol brilhe.
Embora sejamos aparentemente pequenos e débeis como David; sempre que nos defrontemos com um desafio materialmente maior (gigante Golias), se temos a pedra da realização interna e a arrojamos para dissolver a ilusão, prostraremos os embaraços e alcançaremos a vitória pela paz. Até chegarmos a esse ponto, de conquistar sem violência as injustiças e dissolvê-las, experimentaremos muitos malogros. Não têm importância: “O único fracasso é deixar de lutar”.
Desses embates, os mais árduos são os internos. Trava-se uma luta real entre as duas naturezas opostas do ser humano, tanto mais árdua quanto mais apercebidos estejamos de nossas tendências viciosas. Elas lutam para sobreviver, como se relata na obra ocultista “Baghavad-Gita”. Mas a vitória é alcançada sem violência, como já mostramos na terceira bem-aventurança. Essa batalha interna, pela regeneração do Ser e soberania de nosso Melquisedeque, é o tema constante de todas as religiões e filosofias, porque constitui a medula da evolução e o interesse maior do ser evoluinte. Entre os Maniqueus, o ensinamento principal é a lenda da guerra entre os filhos das trevas e os filhos da Luz. Entre os manuscritos essênios encontrados em 1947, há um que trata do mesmo assunto. No Velho Testamento há diversas passagens simbólicas, de lutas entre os filisteus (filhos das trevas) contra os filhos de Deus. No evangelho de João há o embate entre as trevas e a luz. Esses são alguns exemplos desse tema fundamental.
Encerraremos este passe com uma lição de Paulo, acerca de nosso modo de viver, na conquista gradativa e segura da PAZ:
“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que seja verdadeiro; tudo o que seja honesto; tudo o que é justo; tudo o que é puro; tudo o que é amável; tudo o que é de boa fama; se há alguma virtude e se há algum louvor, seja isso o que ocupe os vossos pensamentos. O que também aprendestes e recebestes e ouvistes e vistes em mim (notem o valor do exemplo!) isso fazei, e o DEUS DE PAZ SERÁ CONVOSCO!” – (Fp. 4:8-9).
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Lema Rosacruz: “Uma Mente Pura, Um Coração Amoroso e um Corpo São”
Salvando um homem e seus 3 filhos de morrerem afogados usando a Consciência Jupiteriana
Aqui está uma história de como um pai e suas crianças foram resgatados da morte no mar. Esse homem vivia no sul.
Uma noite ele levou suas três crianças para um pequeno passeio de barco. A água tornou-se repentinamente revolta, e foram levadas para o mar. O pai perdeu de vista a costa e remou a noite toda orando por ajuda. Por fim a ajuda foi enviada a ele, e eles foram salvos da morte.
Por meio da Consciência Jupiteriana foi mostrado para dois Auxiliares Invisíveis, à distância, o que estava acontecendo com esse homem e suas três crianças pequenas.
Quando os Auxiliares Invisíveis chegaram ao lugar e olharam para baixo, viram um barco grande quase cheio de água.
O pai tentava desesperadamente chegar à praia. Em uma extremidade, um menino estava sentado com água até o pescoço. Na outra extremidade outro menino estava sentado só com a cabeça fora da água, enquanto uma menina tinha ficado debaixo da água e deitada no fundo do barco.
Um Auxiliar Invisível abaixou e rapidamente resgatou as duas crianças de uma extremidade do barco e as levantou no ar.
O outro Auxiliar Invisível pegou o pai e o outro menino e os levou para a praia, onde os outros estavam já recebendo cuidados.
Ambos os Auxiliares Invisíveis se lembravam claramente dessas cenas na manhã seguinte.
(IH – de Amber M. Tuttle)
Teoria do Renascimento – ensina que cada alma é uma parte integrante de Deus, contendo em si todas as potencialidades divinas, do mesmo modo que a semente contém a planta; que por meio de repetidas existências em Corpos terrestres de qualidade gradualmente melhor, as possibilidades latentes convertem-se lentamente em poderes dinâmicos; que ninguém se perde neste processo, mas que toda a humanidade alcançará, por fim, a meta da perfeição e a união, novamente, com Deus.
É dualística, isto é, atribui certos fatos e fases da existência a estados suprafísicos e invisíveis, se bem que difira amplamente em outros pontos da Teoria Teológica.
A doutrina do Renascimento, que postula um processo de lento desenvolvimento, efetuado, persistentemente, por meio de repetidos renascimentos e em formas de crescente eficiência. Por intermédio destas formas, tempo virá em que todos alcançarão o cume do esplendor espiritual, presentemente, a nós, inconcebível. Nada há nesta teoria que seja irrazoável ou difícil de aceitar. Olhando ao redor, vemos por toda a parte o esforço lento e perseverante, na natureza, para atingir a perfeição. Não vemos nenhum processo súbito de criação ou mesmo de destruição, tal como postula o teólogo, mas nós vemos isto sim, “Evolução”.
Evolução é “a história do progresso do Espírito no Tempo”. Por toda a parte, observando os variados fenômenos do Universo, vemos que o caminho da evolução é uma espiral. Cada volta da espiral é um ciclo. Cada ciclo funde-se com o seguinte, e, como as espirais são contínuas, cada ciclo é o produto melhorado do precedente e o criador de estados sucessivos de maior desenvolvimento.
A linha reta não é mais que a extensão de um ponto. Tem apenas uma dimensão no espaço. A teoria materialista e a teológica seriam semelhantes a essa linha. O materialista diz que a linha da vida parte do nascimento e, para ser coerente, termina na hora da morte. O teólogo começa a sua linha com a criação da alma pouco antes do nascimento. Depois da morte a alma vive indefinidamente, mas seu destino foi determinado de modo irremediável pelos próprios atos no curto período de uns tantos anos. Não pode voltar atrás para corrigir os erros. A linha, seguindo sempre reta, implica numa experiência irrisória e em nenhuma elevação da alma após a morte.
O progresso natural não segue uma linha reta, conforme está implícito nessas duas teorias. Nem mesmo segue um caminho circular, o que significaria uma infinidade de voltas nas mesmas experiências e o emprego de apenas duas dimensões do espaço. Todas as coisas se movem em ciclos progressivos para que possam aproveitar plenamente todas as oportunidades de progresso oferecidas pelo universo de três dimensões. É, pois, necessário à vida em evolução tomar o caminho de três dimensões – a espiral que segue continuamente para frente e para cima.
Quer na modesta plantinha do nosso jardim, quer nas gigantescas sequoias da Califórnia, com troncos de nove metros de diâmetro, sempre notamos a mesma coisa: cada ramo, talo ou folha brota segundo uma espiral simples ou dupla, ou em pares opostos que se equilibram mutuamente, análogos ao fluxo e refluxo, ao dia e à noite, à vida e à morte, e a outras atividades alternativas da Natureza.
Examinando a abóbada celeste, e observando as imensas nebulosas ígneas ou os caminhos dos Sistemas Solares, por toda a parte vemos a espiral. Na primavera a Terra sacode seu branco manto e desperta do período de descanso – seu sono invernal. Todas as atividades visam produzir vida nova por toda a parte. O tempo passa. O trigo e as uvas amadurecem e são colhidos. Outra vez o ativo verão se desvanece no silêncio e na inatividade do inverno e, novamente, o manto branco da neve envolve a Terra. Seu sono, porém, não é eterno: despertará de novo ao canto da nova primavera, que marcará para ela um pouco mais de progresso no caminho do tempo.
Assim acontece com o Sol. Levanta-se todas as manhãs, mas a cada dia progride em sua jornada anual.
Por toda a parte encontra-se a espiral: para frente, para cima, para sempre!
Será possível que esta lei, tão universal em todos os outros Reinos, não o seja também na vida do ser humano? Deverá a Terra despertar a cada ano do seu sono invernal; deverão a árvore e a flor viverem de novo e somente o ser humano morrer? Não é possível! A mesma lei que desperta a vida na planta para que cresça outra vez, traz o ser humano de volta para adquirir novas experiências e avançar ainda mais para a meta da perfeição. Portanto, a teoria do Renascimento, que ensina a necessidade de repetidas incorporações em veículos de crescente perfeição, está em perfeito acordo com a evolução e com os fenômenos da Natureza, o que não ocorre com as outras duas teorias.
Considerando a vida sob o ponto de vista ético, podemos inferir que a Lei do Renascimento e sua companheira, a Lei de Consequência, juntas constituem a única teoria que satisfaz o senso de justiça e está em harmonia com os fatos da vida, conforme os vemos ao nosso redor.
Teoria Teológica – afirma que em cada nascimento uma alma recém-criada por Deus entra na arena da vida, passando pelas portas do nascimento, a esta existência visível; que ao fim de um curto período de vida no mundo material passa, através dos portais da morte, ao invisível além, de onde não volta mais; que sua felicidade ou desgraça ali é determinada para a toda eternidade pelas ações que tenha praticado durante o período infinitesimal que vai do nascimento à morte.
É dualística, isto é, atribui certos fatos e fases da existência a estados suprafísicos e invisíveis, se bem que difira amplamente em outros pontos da Teoria do Renascimento.
Uma das maiores objeções que se faz à doutrina teológica ortodoxa, tal como se apresenta, é sua completa e reconhecida impropriedade. Das miríades de almas que foram criadas e habitam este Globo desde o princípio da existência, mesmo que este princípio não vá além dos seis mil anos, é insignificante o número das que se salvariam: apenas “cento e quarenta e quatro mil”! As demais seriam torturadas para sempre! E assim o demônio teria sempre a melhor parte. De modo que até poderíamos dizer, como Buda: “Se Deus permite que tais misérias existam, Ele não pode ser bom, e se Ele não tem o poder de impedi-las, não pode ser Deus”.
Nada há na Natureza que se pareça a tal método: criar para, em seguida, destruir o que foi criado. Imagina-se que Deus deseja a salvação de TODOS, e que é contrário à destruição de qualquer um, tanto que para salvá-los “deu Seu Único Filho”. Assim sendo, esse “glorioso plano de salvação” falha pela base!
Se um transatlântico, com duas mil almas a bordo enviasse uma mensagem sem fio de que estava afundando na saída de Sandy Hook , poder-se-ia considerar um “glorioso plano de salvação” enviar em seu socorro apenas um rápido barco a motor, capaz de salvar só duas ou três pessoas? Certamente que não! Pelo contrário, seria considerado um “plano de destruição” não providenciar meios adequados para salvar, pelo menos, a maioria dos passageiros em perigo.
O plano de salvação dos teólogos, porém é muitíssimo pior do que isso, uma vez que dois ou três em dois mil é uma proporção imensamente maior do que o plano teológico ortodoxo de salvar unicamente 144.000 dentre todas as miríades de almas criadas. Podemos, pois, sem medo de errar, rejeitar esta teoria também, já que é inexata, porque é irrazoável. Se Deus é onisciente Ele deve ter desenvolvido um plano mais eficaz. E assim Ele o fez. O que ficou dito é apenas teoria dos teólogos. Os ensinamentos da Bíblia são, conforme veremos adiante, muito diferentes.
A Teoria Materialista sustenta que a vida é uma viagem do berço ao túmulo; que a Mente é o resultado de certas correlações da matéria; que o ser humano é a mais elevada inteligência do Cosmos, e que a sua inteligência perece quando o Corpo se desintegra, após a morte.
É monística. Procura explicar todos os fatos da existência como processos dentro do mundo material.
Comparando a teoria materialista com as leis conhecidas do Universo, notamos que tanto a continuidade da força como as da matéria estão bem determinadas, além de qualquer necessidade de elucidação. Sabemos também que força e matéria são inseparáveis no Mundo Físico. Isto é contrário à teoria materialista, para a qual a Mente perece ao ocorrer a morte. Se nada pode ser destruído, também a Mente não o poderá. Ademais, sabemos que a Mente é superior à matéria, posto que ela modela a face tornando-a uma reflexão ou espelho da Mente. Sabe-se que as partículas dos nossos Corpos são continuamente trocadas e que, pelo menos uma vez em cada sete anos, todos os átomos do Corpo são substituídos.
Se a teoria materialista fosse verdadeira a consciência também deveria sofrer uma completa mudança, não podendo conservar a memória do passado, pelo que em qualquer tempo só poderíamos recordar os acontecimentos dos últimos sete anos. Mas bem sabemos que tal não acontece. Recordamos até os acontecimentos da nossa infância. Pessoas há que relatam incidentes dos mais triviais, esquecidos da consciência comum, recordados distintamente numa visão rápida e retrospectiva da vida quando estiveram a ponto de perecer afogadas. Experiências similares, em estado de transe, são também muito comuns. O materialismo não pode explicar essas fases de sub e supraconsciência. Simplesmente as ignora. Mas ignorar a existência desses fenômenos, quando a investigação científica moderna os têm comprovado fora de qualquer dúvida, é séria falha numa teoria que proclama poder resolver o maior problema da vida – a Vida em si mesma.
Renascimento – cada alma é uma parte integrante de Deus, contendo em si todas as potencialidades divinas, do mesmo modo que a semente contém a planta; que por meio de repetidas existências em Corpos terrestres de qualidade gradualmente melhor, as possibilidades latentes convertem-se lentamente em poderes dinâmicos; que ninguém se perde neste processo, mas que toda a humanidade alcançará, por fim, a meta da perfeição e a união, novamente, com Deus.
Ela postula um processo de lento desenvolvimento, efetuado, persistentemente, por meio de repetidos renascimentos e em formas de crescente eficiência. Por intermédio destas formas, tempo virá em que todos alcançarão o cume do esplendor espiritual, presentemente, a nós, inconcebível. Olhando ao redor, vemos por toda a parte o esforço lento e perseverante, na natureza, para atingir a perfeição. Não vemos nenhum processo súbito de criação ou mesmo de destruição, tal como postula o teólogo, mas nós vemos isto sim, “Evolução”.
Reencarnação: A Filosofia Rosacruz utiliza de preferência a palavra “renascimento”, que é mais adequado. Durante os nossos desenvolvimentos atuais estamos sujeitos à ação de duas grandes leis: a Lei de Causa e Efeito e a do Renascimento. Conhecendo estas leis podemos compreender o sistema em que vivemos. Em geral, nós voltamos para a Terra a cada mil anos e nós renascemos alternadamente em um corpo masculino e um corpo feminino.
Ordem Rosacruz – é a grande Escola de Mistérios Ocidental. Nesta escola, os pioneiros da humanidade (os Iniciados) aprendem a usar os poderes espirituais que a humanidade comum desenvolverá ao longo de um período muito longo de tempo.
Os Irmãos Maiores da Rosacruz também trabalham para o progresso da humanidade em geral. Eles, discretamente, intervêm nos assuntos mundiais, mas não privam o ser humano da sua livre vontade.
Atualmente, a ciência e a religião são separadas. Nem sempre foi assim e vão se reunir no futuro. No entanto, a ciência materialista não pode se unir a uma religião espiritual. Portanto, é necessário que a ciência seja espiritualizada e que a religião se torne científica.
Isso é para facilitar essas mudanças que os Irmãos Maiores da Rosacruz trazem ao mundo a luz do ensinamento esotérico cristão. Este ensinamento, inteiramente lógico e profundamente espiritual, tem o objetivo de satisfazer tanto a Mente como Coração dos seres humanos.
O nome simbólico do fundador da Ordem dos Rosacruzes é Christian Rosenkreuz (Cristão Rosacruz), que significa que o cristão com a cruz e as rosas. É por isso que os ensinamentos Rosacruzes é uma escola predominantemente cristão.
Evolução – Um Grande Dia de Manifestação compreende 7 Períodos. Mas também pode ser dividido em duas fases principais (de 3 e meio Períodos): Involução e Evolução.A primeira fase é dedicada à construção de veículos do Espírito e para o despertar sua consciência. Ele é chamado de Involução. A próxima fase, na qual o ser humano desenvolve sua consciência até a onisciência divina, é chamado Evolução.
DOCINHO DE AMENDOIM
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