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	<title>Arquivos vivissecção - Fraternidade Rosacruz em Campinas - SP - Brasil</title>
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	<description>Uma Associação de Cristãos Místicos</description>
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		<title>A Missão de Dash: uma História de Vivissecção</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 12:34:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Anita Long estava parada, olhando pela janela com olhos pensativos e sombrios. <a class="glossaryLink"  title="conceito: Era"  aria-describedby="tt"  data-cmtooltip="&#60;div class=glossaryItemTitle&#62;Era&#60;/div&#62;&#60;div class=glossaryItemBody&#62;Uma Era pode ser definida como a passagem do Sol, ao &#38;quot;cruzar&#8221; o equador terrestre &#8211; no sentido norte para o sul, a cada ano (uma vez por ano) no Equin&#243;cio de Mar&#231;o, em um determinado Signo. Pelo(...)&#60;/div&#62;"  href="https://fraternidaderosacruz.com/glossary/era/"  target="_blank"  data-gt-translate-attributes='[{"attribute":"data-cmtooltip", "format":"html"}]'  tabindex='0' role='link'>Era</a> uma jovem fr&#225;gil e sens&#237;vel sobre quem as vibra&#231;&#245;es do Mundo materia</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Anita Long estava parada, olhando pela janela com olhos pensativos e sombrios. Era uma jovem frágil e sensível sobre quem as vibrações do Mundo material pesavam intensamente. Durante toda a noite ela havia viajado, como mais gostava de fazer, entre as, assim chamadas, coisas vagas, intangíveis ou transcendentes. Sempre que refletia muito sobre esses assuntos, a aparente lentidão do progresso humano na Terra a assustava e a desanimava.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Afastando-se da janela com um suspiro perplexo, seu olhar caiu sobre o editorial de um jornal vespertino: “A cruzada contra a vivissecção”. Ela nunca havia pensado muito sobre o assunto, apenas sabia que a ideia talvez fosse horrível, repulsiva. Naquele mesmo dia, várias de suas amigas haviam insistido para que ela as ajudasse a trabalhar nas ruas, despertando o interesse do público pela causa; no entanto, sempre avessa às multidões apressadas das ruas da cidade, ela recusara.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sentia-se muito solitária desde a morte do seu companheiro, um belo cão, da raça <em>bull terrier,</em> chamado Dash, ocorrida poucas semanas antes. Sua coleira ainda estava pendurada ao lado da cama, pois ele costumava acordá-la de manhã colocando-a sobre o travesseiro; então ficava ansiosamente esperando o passeio matinal enquanto ela se vestia. Rapidamente ela conteve as lágrimas enquanto acariciava a coleira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">— Querido Dash, como sinto sua falta! — murmurou, deixando-se afundar sonolenta entre os travesseiros. De repente, ergueu-se parcialmente. Estava acordada ou sonhando?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dash estava novamente em seu lugar habitual, ao lado da cama, e seus olhos suplicavam ansiosamente como costumavam fazer. Mas desta vez ele não prestava atenção à coleira. Parecia apenas impaciente para que ela o acompanhasse. Já não havia brincadeira em seu comportamento, apenas um apelo sério. Agora, ele deveria conduzir e ela deveria seguir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Incapaz de resistir ao olhar suplicante, Anita colocou a mão sobre sua cabeça e, meio adormecida, meio desperta, viu-se muito longe, na cidade, diante das paredes de um grande edifício de pedra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim que entrou no prédio, seu coração pareceu parar ao ouvir os terríveis gemidos de agonia vindos de uma sala adjacente. Dash, com o mesmo olhar mudo e implorante, conduziu-a até uma porta, onde ela ficou paralisada de espanto. Sua respiração quase cessou de terror.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em uma grande jaula estavam cães de todos os tipos e tamanhos, gemendo e arfando em dolorosa agonia. Alguns tinham enormes feridas na garganta, das quais o sangue escorria em pequenos filetes enquanto respiravam; outros tinham aberturas cortadas em seus flancos, que, em seu sofrimento, mordiam e rasgavam, deixando pedaços de carne dilacerada espalhados pelo chão da jaula. Um enorme mastim, com os olhos lacrimejantes e os lábios cobertos de espuma, agarrava as barras de ferro da jaula com os dentes e, em um frenesi de dor, tentava arrancá-las.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Incapaz de suportar por mais tempo aquela visão abominável, Anita se afastou estremecida. Mas Dash, erguendo-se, segurou sua mão com a boca e a conduziu mais adiante pela sala. Ela viu gaiolas cheias de coelhos, todos mutilados e manchados de sangue com olhos suaves, mas repletos de medo diante da sua aproximação. Havia inúmeros ratos brancos e encolhidos, juntos; alguns haviam morrido por crueldade ou negligência; outros aguardavam, indefesos, sem proteção, os horrores que o dia seguinte poderia trazer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Soluçando de puro terror e compaixão, Anita continuou. Dash, com seus grandes olhos escuros e cheios de lágrimas, observava cada um de seus movimentos de forma suplicante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um canto da sala ela viu um pequeno bezerro olhando para ela com seus belos olhos marcados pela agonia. Perguntando-se qual seria a causa, aproximou-se e descobriu um grande corte em seu flanco, através do qual podia ver o movimento dos intestinos enquanto ele respirava. O animal recuou, tremendo, quando ela se aproximou e estendeu uma mão trêmula para acariciá-lo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">— Deus tenha piedade da Humanidade! — lamentou ela. — Quando nossos irmãos mais jovens, que deveriam buscar em nós orientação e auxílio em sua evolução, são levados pela crueldade humana a recuar com medo diante de um rosto humano. Não é de admirar que a evolução da Humanidade esteja retardada. Somente quando esses crimes atrozes forem esgotados e o ser humano se tornar o protetor e defensor dos seus irmãos mais jovens na evolução, somente então poderá encontrar seu próprio lugar no Plano de Deus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">— Ah, Dash! — exclamou ela, abraçando pelo pescoço. — Como sou grata a você por me ter ensinado essa lição! Agora compreendo que sua pequena vida na Terra terminou para que você pudesse prestar esse auxílio aos da sua própria espécie. Farei a minha parte, querido Dash, para que todos saibam e compreendam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dash, em um esforço frenético para demonstrar sua alegria diante dessas palavras, latiu e saltou ao redor dela, lambendo suas mãos com entusiasmo. Então, de repente, Anita despertou completamente em sua cama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No início estava atordoada. Tudo parecera tão real! Ainda conseguia sentir o calor da língua de Dash em suas mãos. Ficou imóvel por muito tempo, refletindo&#8230; De vez em quando, um arrepio de terror percorria seu corpo ao recordar a experiência da noite.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo pela manhã Anita já estava vestida, a caminho da cidade. Desde então, todos os dias o seu rosto alegre e luminoso pode ser visto na esquina mais movimentada, enquanto sua voz suave ecoa a cada transeunte: — Você não gostaria de assinar minha petição para abolir a horrível tortura contra os animais?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas pessoas assinam por causa do seu rosto gentil e da emoção em sua voz; outras ficam tão tocadas por sua sinceridade que resolvem investigar o assunto imediatamente. Dia após dia sua petição cresce e, ao ver o número de assinaturas aumentar rapidamente, lágrimas frequentemente enchem seus olhos. — Querido, querido Dash — murmura ela —, nós vamos vencer, vamos vencer!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Que Deus abençoe nossos esforços e apresse o dia em que a vivissecção seja contada entre os horrores das eras de trevas. Por vezes, ela ouve um latido distante atravessando o silêncio e sente uma língua quente encostando suavemente em suas mãos.</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><em>(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de agosto de 1920 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz &#8211; Campinas &#8211; SP &#8211; Brasil)</em></p>
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