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	<title>Arquivos Theophile Gautier - Fraternidade Rosacruz em Campinas - SP - Brasil</title>
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	<description>Uma Associação de Cristãos Místicos</description>
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		<title>Os Ensinamentos Rosacruzes e a Teoria do Renascimento</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Apr 2018 11:24:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Método e Leis cósmicas que regem a evolução]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os Ensinamentos <a class="glossaryLink" title="conceito: Rosacruzes" aria-describedby="tt" data-cmtooltip="&#60;div class=glossaryItemTitle&#62;Rosacruzes&#60;/div&#62;&#60;div class=glossaryItemBody&#62;A Ordem Rosacruz n&#xE3;o &#xE9; simplesmente uma sociedade secreta e vis&#xED;vel, &#xE9; uma Escola de Mist&#xE9;rios Menores, tendo a sua sede nos mundos internos, e aqueles que a formam s&#xE3;o elevados Seres Guardi&#xF5;es(...)&#60;/div&#62;" href="https://fraternidaderosacruz.com/glossary/rosacruzes/" target="_blank" data-gt-translate-attributes='[{"attribute":"data-cmtooltip", "format":"html"}]' tabindex="0" role="link">Rosacruzes</a> e a <a class="glossaryLink" title="conceito: Teoria do Renascimento" aria-describedby="tt" data-cmtooltip="&#60;div class=glossaryItemTitle&#62;Teoria do Renascimento&#60;/div&#62;&#60;div class=glossaryItemBody&#62;Nos ensina que cada alma &#xE9; uma parte integrante de Deus, contendo em si todas as potencialidades divinas, do mesmo modo que a semente cont&#xE9;m a planta; que por meio de repetidas exist&#xEA;ncias em(...)&#60;/div&#62;" href="https://fraternidaderosacruz.com/glossary/teoria-do-renascimento/" target="_blank" data-gt-translate-attributes='[{"attribute":"data-cmtooltip", "format":"html"}]' tabindex="0" role="link">Teoria do Renascimento</a> Desde os mais remotos tempos as almas avan&#xE7;adas v&#xEA;m demonstrando grande interesse em elucidar o eni</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>Os Ensinamentos Rosacruzes e a Teoria do Renascimento</strong></p>
<p>Desde os mais remotos tempos as almas avançadas vêm demonstrando grande interesse em elucidar o enigma da vida e da morte. Hoje, entretanto, esse ardor ganha maior amplitude. As catástrofes, as guerras, os problemas socioeconômicos se agravando, a autodestruição pelas drogas e neuroses, as questões ecológicas, a violência urbana, formam um delicado painel a desafiar o ser humano. Embora esta seja a época dos &#8216;QIs&#8217; assombrosos, dos PHDs, da tecnologia ultrassofisticada, nunca houve tamanha sensação de insegurança.</p>
<p>Essa grande provação está induzindo os seres humanos a procurarem respostas satisfatórias, em fontes não convencionais. Muitos já estão se embrenhando no campo do espiritualismo profundo, na esperança de encontrar soluções para os problemas que os afligem. Daí o crescimento das Escolas Esotéricas e a venda em escala crescente de obras ocultistas nas livrarias.</p>
<p>Motivando mais ainda essa busca, notamos os modernos meios de comunicação social apresentando, constantemente, reportagens e artigos sobre a &#8220;vida após a morte&#8221;, reencarnação, clarividência e outros temas apaixonantes.</p>
<p>Isso é muito significativo, mesmo a despeito de alguns programas de televisão darem um tratamento superficial e sensacionalista a tais questões. Porém, sempre resta um saldo positivo.</p>
<p>Qual dos temas acima referidos cerca-se de maior interesse? Cremos ser o da reencarnação, nos ensinamentos da Sabedoria Ocidental, divulgados pela Fraternidade Rosacruz, conhecida como RENASCIMENTO.</p>
<p>Lemos no Antigo Testamento, Jó queixando-se da natureza efêmera da vida humana e dos dissabores por ela causados: &#8220;O homem nascido de mulher vive breve tempo, cheio de inquietações&#8221;. E em outro versículo indaga: &#8220;Quando o homem morre, tornará a viver?&#8221;.</p>
<p>A essa pergunta sumamente importante, os ensinamentos rosacruzes responde com toda segurança: sim. No capítulo IV do Conceito Rosacruz do Cosmos &#8211; Renascimento e Lei de Consequência &#8211; Max Heindel aborda a questão, alinhavando considerações, ilustrações e argumentos. É um dos pontos básicos do rosacrucianismo, porque faz emergir as causas de muitos fatos e fenômenos intrigantes.</p>
<p>O ocultista aceita o renascimento como um fato indiscutível, não como uma possibilidade ou hipótese. Não afirma &#8220;crer&#8221;, porquanto &#8220;crença&#8221; é algo meio vago, subjetivo. Ele conhece, sabe. Os mais avançados, inclusive, têm a oportunidade de acompanhar a trajetória de um Ego, desde que desencarna, passando por algumas etapas &#8220;post-mortem&#8221;, até o próximo renascimento. Logo, não necessitam crer.</p>
<p>Três teorias principais procuram esclarecer o enigma da vida e da morte: (1) a Materialista, (2) a Teológica e (3) a do Renascimento. Segundo a primeira, delas, nada há que transcenda os limites da matéria física. A Mente é o resultado de certas correlações da matéria, o homem é o ser mais elevado do Universo e sua inteligência perece quando da sua morte. Fora disto, dizem os apologistas dessa teoria, tudo é produto da imaginação, de alucinações ou fruto da ignorância. O mundo material é a única realidade.</p>
<p>Essa teoria, entretanto, a cada dia que passa se torna mais insustentável. As pesquisas efetuadas pelas sociedades parapsicológicas das nações mais desenvolvidas; os estudos realizados por pessoas cultas e séria; os depoimentos de pessoas comprovadamente sãs e idôneas, envolvendo fenômenos suprafísicos, evidenciam a descoberta e confirmação de uma nova realidade.</p>
<p>A Teoria Teológica nega a possibilidade de o espírito renascer aqui no Mundo Físico. Assevera que, em cada nascimento uma alma recém-criada por Deus adentra a arena da vida; que ao fim de certo período deixa essa existência, passando pelo umbral da morte; que as condições &#8220;post-mortem&#8221;, eternas por sinal, dependerão de seus atos e conduta (segundo algumas seitas cristãs) ou de sua fé em Cristo como seu Salvador (segundo outras) durante a vida terrena. Portanto, aqueles cujo procedimento foi reprovável ou não tiveram fé deverão sofrer eternamente, enquanto os outros serão recompensados.</p>
<p>Ora, é fácil encontrar uma grande, uma flagrante contradição nessa teoria, decorrente da injustiça que ela carrega em seu bojo. Se nos Evangelhos o próprio Cristo nos exorta a perdoar não sete vezes, mas setenta vezes sete, isto é, infinitamente, como Deus pode condenar alguém ao sofrimento eterno, sabendo-se que o ambiente ou qualquer circunstância podem induzir facilmente à transgressão?</p>
<p>Que Divindade é essa, responsável pelo nascimento de um indivíduo numa favela, em meio à fome, ignorância e delinquência, e de outro numa mansão, cercado de todos os cuidados e educação esmerada? Se a própria justiça dos seres humanos, falível em si mesma, ainda tem a nobreza de conceder &#8220;sursis&#8221;, liberdade condicional e oportunidades de recuperação a quem comete delitos, por que Deus &#8211; suprema Perfeição &#8211; condenaria alguém?<br />
Não, não é possível que seja assim. A Teoria Teológica projeta a imagem de uma Deidade antropomórfica, ou seja, concebida à imagem e semelhança do ser humano. Mas não é a própria Bíblia que afirma termos sido criados, nós, à Sua imagem e semelhança? O bom senso não consegue admitir tamanho absurdo. Conclui-se, portanto, da insustentabilidade dessa teoria.</p>
<p>Por fim, resta-nos analisar a Teoria do Renascimento, chamada pelos espíritas, teosofistas, budistas, etc., de reencarnação.</p>
<p>Se observamos a vida do ponto de vista ético-lógico não há como deixar de aceitar o renascimento. O Universo é regido por leis sábias, e, certamente, uma mente lúcida não poderá atribuir-lhe um sentido injusto. Tudo tem sua razão de ser.</p>
<p>Se os próprios seres humanos de ciência admitem, no campo material, um processo denominado &#8220;evolução&#8221;, por que não admitir que o mesmo se estenda a todos os campos?</p>
<p>Em todos os lugares contemplamos o esforço da natureza para atingir a perfeição. Não há processos súbitos de criação e destruição. Tudo caminha e se aperfeiçoa, lenta, mas seguramente.</p>
<p>Observemos a organização social, política, econômica, religiosa e familiar dos povos. Confrontemos com o panorama de quinhentos, mil ou dois mil anos atrás. Houve uma transformação radical, uma evolução, um aprimoramento, sem dúvida alguma. Não é lógico supor-se, entretanto, que os subsídios para promover essa evolução tenham sido colhidos apenas e tão somente nos bancos escolares ou nos templos, em um determinado lapso de tempo.</p>
<p>Há um cabedal de experiências, um lastro cultural e psicológico, impossível de ser formado no curto espaço correspondente a uma vida. Não nos esqueçamos, também, de um aspecto importante: todos esses avanços extraordinários tiveram a conduzi-los, a inspirá-los, a traçar-lhes as diretrizes, seres humanos dotados de qualidades incomuns, alguns até gênios na mais pura expressão do termo. Não adquiriram asas faculdades maravilhosas em poucas décadas.</p>
<p>A evolução é a história do progresso do espírito no tempo. São necessárias muitas vidas para que se consolide um atributo excepcional. Não fosse isso verdade, como explicar o fato de um Mozart tocar e compor em tenra idade, sem submeter-se a um aprendizado metódico?</p>
<p>&#8220;Por toda parte, observando os variados fenômenos do Universo, vê-se a espiral do caminho evolutivo. Cada volta da espiral compreende um ciclo. As espirais são contínuas. Cada ciclo submerge-se no próximo e é o produto melhorado do precedente, criando estados de maior desenvolvimento&#8221;, afirma Max Heindel.</p>
<p>Renascendo alternadamente em corpos masculinos e femininos, os seres humanos adquirem conhecimentos e experiências variados. Alguma imperfeição desta vida poderá ser corrigida numa ou em várias existências futuras. Uma qualidade atual poderá ser aprimorada a níveis nunca dantes imaginados. E, o que é muito importante, novas causas poderão ser deflagradas, novos cursos de ação eleitos, no exercício de uma divina faculdade, alavanca mór de todo progresso: a Epigênese.</p>
<p>Até poucas décadas atrás, o assunto &#8220;renascimento&#8221; ou &#8220;reencarnação&#8221;, era tratado com certa reserva fora dos ambientes esotéricos. Bastava que se o mencionassem para, de imediato, alguém, associá-lo com espiritismo. Verdade seja dita: os seguidores de Kardec também são reencamacionistas. Entretanto, essa associação de ideias revela como se desconhece o assunto. Afinal, ele é igualmente familiar a outras denominações filosóficas e religiosas. Nas rodas acadêmicas, todavia, era considerado &#8220;tabu&#8221;. Ninguém se aventurava a mencioná-lo, por temor ao ridículo.</p>
<p>Hoje, o quadro acima se encontras em franca mudança. A realidade ou não do renascimento vem merecendo debates até nos meios científicos. As pesquisas se intensificam. Casos interessantes estão sendo estudados e catalogados, objetivando-se, mais cedo ou mais tarde, provar-se alguma coisa.</p>
<p>E por que razão alguém se vexaria em admitir, publicamente, sua crença no retomo do espírito à vida terrena? Se é por temor ao ridículo, então&#8230;nossos pêsames. Se alguém se envergonha de suas convicções, então por que não as abandona de uma vez? Na realidade não está convencido de coisa alguma.</p>
<p>Mergulhamos no passado. Veremos a doutrina do renascimento constituindo um dogma fundamental dos sistemas religiosos dos antigos egípcios, dos Druidas e de outros povos. Quase todas as religiões orientais são reencarnacionistas.</p>
<p>Nos países ocidentais, vários seres humanos célebres confessaram publicamente sua crença nessa verdade. Pitágoras, insigne filósofo e matemático grego do quinto século antes de Cristo dizia, lembrar-se de ter sido Hermotino e de ter lutado na guerra de Tróia.</p>
<p>Ovídio, poeta latino (43 A.C. a 17 D.C.) afirmava ter assistido, numa encarnação anterior, ao cerco de Tróia, chegando a relatar em seus versos, acontecimentos de diferentes existências pelas quais teria passado.</p>
<p>Empédocles, filósofo e médico (quinto século A.C.) ensinava que os &#8220;seres se separavam pela repugnância, e pelo amor atingiam a união; que a alma para alcançar os conhecimentos necessários, reencarnava até chegar à perfeição&#8221;. Afirmava lembrar-se de duas encarnações, uma delas como homem e a outra como mulher.<br />
O célebre escritor e político francês Lamartine, cria nas vidas sucessivas. No seu livro &#8220;Viagem ao Oriente&#8221; diz ter reconhecido o vale do Terevento e o túmulo dos macabeus.</p>
<p>Guerra Junqueiro meditando sobre os males que afligem o gênero humano, inclinava-se a crer que sejamos réprobos expiando faltas de outras existências.</p>
<p>Theophile Gautier, Alexandre Dumas (pai), Ponson de Terrail, Pierre Loti e outros escritores externam, por diversas vezes sua crença no renascimento.</p>
<p>Encontramos no Novo Testamento vários pontos alusivos ao renascimento, se bem Cristo não o tenha revelado abertamente. Mas fê-lo aos Discípulos, reservadamente. Por razões de ordem evolutiva, o conhecimento dessa verdade permaneceu oculto das massas durante vários séculos. Para os esoteristas cristãos e alquimistas, contudo, essa doutrina nunca foi novidade.</p>
<p>Cresce, dia a dia, o número de pessoas que, não só aceitam essa teoria, como se dispõem a estudá-la com profundidade. E, na Idade de Aquário, a iniciar-se dentro de uns 600 anos, aproximadamente, sua aceitação deverá ser total.</p>
<p style="text-align: right;"><em><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">(Revista &#8216;Serviço Rosacruz&#8217; – 03/79 – Fraternidade Rosacruz</span><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">)</span></em></p>
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