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	<title>Arquivos missão - Fraternidade Rosacruz em Campinas - SP - Brasil</title>
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	<description>Uma Associação de Cristãos Místicos</description>
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	<title>Arquivos missão - Fraternidade Rosacruz em Campinas - SP - Brasil</title>
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		<title>A Pequena Árvore Perturbada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fraternidade Rosacruz de Campinas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Apr 2018 13:40:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Histórias Aquarianas para Crianças e Adolescentes]]></category>
		<category><![CDATA[doação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Pequena &#xC1;rvore Perturbada A pequena &#xE1;rvore estava assustada. Bem, talvez n&#xE3;o exatamente assustada, mas terrivelmente perturbada. No entanto, n&#xE3;o era </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>A Pequena Árvore Perturbada</strong></p>
<p>A pequena árvore estava assustada. Bem, talvez não exatamente assustada, mas terrivelmente perturbada.</p>
<p>No entanto, não era a primeira vez que ela se sentia assim. Houve aquela vez quando ela estava dormindo de forma tão confortável. Be-e-em, não era propriamente dormindo, mas dormitando no solo gostoso, escuro e muito bem aquecido. Tinha sido tão delicioso permanecer lá, no solo amigo, espreguiçando-se de vez em quando para se desenferrujar. Mas, um dia, uma esticada ambiciosa tirou sua cabeça do solo e um exuberante bocejo transformou-se em um grito assustado. A situação foi efetivamente muito difícil. Por mais que ela tentasse, não podia retirar sua cabeça debaixo do solo amigo.</p>
<p>O solo tinha sido um tanto desalmado, também. Antes, tinha sido sempre muito amigo, aconselhando a arvorezinha a espalhar suas raízes para fora, a fim de colher alimento com mais facilidade. Esse mesmo solo tinha sido tão prestativo em armazenar alimentos e umidade no local adequado &#8211; como se estivesse colocando uma mesa de banquete bem em frente dela, apesar da arvorezinha nada entender sobre mesas. Mas, agora, o solo tinha apenas rido de sua terrível situação.</p>
<p>&#8211; O que posso fazer? lastimou a arvorezinha. É tão estranho ter minha cabeça descoberta.</p>
<p>&#8211; Estranho, realmente, zombou o insensível solo. Meu Deus, será que terei de suportá-la durante toda sua vida?</p>
<p>Pare de se lastimar e absorva tudo o que você puder dessa maravilhosa luz do Sol.</p>
<p>&#8211; O que é a luz do Sol? perguntou a arvorezinha.</p>
<p>&#8211; Boba, disse o solo, olhe para cima e você verá o Sol. Não há engano!</p>
<p>Naturalmente, a arvorezinha não o conhecia, como tudo isso aconteceu logo pela manhã, o Sol estava apenas iniciando sua jornada através do céu, assim, quando a arvorezinha olhou para cima, lá estava o Sol. Ele sorriu da maneira mais gentil possível, de forma que a arvorezinha retribuiu o seu sorriso sentindo-se muito bem. Esta situação era excelente e ela parou para pensar sobre isso.</p>
<p>&#8211; Por que você não me falou antes sobre este adorável lugar? Disse a árvore, repreendendo o solo, olhando-o fixamente. Você sabia disso o tempo todo, ela acusou.</p>
<p>O solo não lhe deu qualquer resposta, mas sorriu de maneira cordial. A arvorezinha suspirou aliviada. Mais uma vez ela virou sua face para o Sol. Ela olhou tão fixamente para esse Astro amigo que quase ficou cega. Então, transferiu seu olhar para o solo, piscou e piscou até que sua visão se tornou normal outra vez. Aí começou a olhar para todos os lados. Ela estava cercada por uma verdadeira floresta ou qualquer outra coisa, porque não sabia como chamá-la. E algumas de suas companheiras eram bem maiores que ela.</p>
<p>&#8211; Olá, ela saudou a árvore mais próxima, que era muito maior que ela.</p>
<p>&#8211; Você está se dirigindo a mim? perguntou friamente a árvore alta, com grande dignidade. A arvorezinha nada sabia sobre dignidade, e espantou-se, e isto fez com que ela se sentisse encabulada.</p>
<p>&#8211; Sim, senhora, a arvorezinha rapidamente respondeu, recuperando-se. Que lugar é este?</p>
<p>&#8211; Este é um viveiro, explicou a árvore grande.</p>
<p>&#8211; O que é um viveiro? quis saber a arvorezinha.</p>
<p>&#8211; É um lugar, disse a árvore grande, onde as arvorezinhas como você são cuidadas até que chegue a hora de partir.</p>
<p>-Partir? A arvorezinha estava se tornando cada vez mais perplexa. O que significa partir?</p>
<p>&#8211; Bem, é &#8211; partir.</p>
<p>A árvore grande estava evidentemente em dificuldades &#8211; talvez nem mesmo soubesse a resposta.</p>
<p>&#8211; Você não sabe o que significa partir? a arvorezinha persistiu.</p>
<p>Mas, antes que a grande árvore pudesse responder, as companheiras que estavam ao seu redor puseram-se a rir, agitando-se em contentamento, enquanto a árvore alta parecia agitar-se de desgosto. Só que toda essa agitação devia ser por causa de uma brisa brincalhona que veio dançando e balançava as árvores para lá e para cá.</p>
<p>As demais árvores não deram opinião, e até mesmo o solo não a ajudou, pois ele tinha aconselhado:</p>
<p>&#8211; Não faça tantas perguntas. Somente espere, que no devido tempo você saberá.</p>
<p>&#8211; O que é o tempo? a arvorezinha quis saber.</p>
<p>Porém, o solo não deu resposta. Depois disso, a pequena árvore passou o dia entretida olhando para o Sol e para suas companheiras.</p>
<p>Depois, ficou novamente perturbada, mais ainda do que quando retirou sua cabeça do solo. Notou que o Sol estava fazendo uma espécie de jogo. Parecia estar perseguindo ou correndo atrás de alguma coisa no céu, mas a arvorezinha não foi capaz de saber o que era. E, de repente, o Sol sumiu de vista. Isto a surpreendeu tanto, que perguntou novamente, e desta vez em um tom mais digno de uma árvore.</p>
<p>&#8211; O que aconteceu? a arvorezinha indagou timidamente, para ninguém em particular.</p>
<p>&#8211; É noite, bobinha, as outras árvores responderam em coro.</p>
<p>&#8211; O que é noite? desejava saber a arvorezinha.</p>
<p>&#8211; Hora de dormir, disse a árvore maior, que tinha respondido durante o dia, às suas perguntas.</p>
<p>Então, como que sentindo um pouco de vergonha de si mesma pela impaciência anterior, acrescentou:</p>
<p>&#8211; O Sol foi dormir para estar revigorado de manhã e seria melhor você fazer o mesmo.</p>
<p>A arvorezinha queria saber o que era manhã, mas achou melhor não perguntar. Estava ainda perturbada e em nenhum momento sentiu sono e sequer sonhou durante toda a noite.</p>
<p>Na manhã seguinte estava muito surpresa. Naturalmente lá estava o Sol e todas as outras árvores e o solo. Mas, o surpreendente era que, embora não se lembrasse de ter se esticado – isto devia ter ocorrido pois sua cabeça estava muito mais alta – estava mais próxima do Sol do que quando fora dormir. Todas essas coisas surpreendentes aconteceram e tudo muito de repente.</p>
<p>A arvorezinha estava feliz &#8211; mesmo com todos os seus sobressaltos &#8211; e, à medida que os dias passavam, ela notava com satisfação que, mesmo durante o dia, sua cabeça tornava-se mais alta, cada vez mais próxima do Sol.</p>
<p>Ela aceitou o conselho do solo e raramente fazia qualquer pergunta agora. O ambiente que a cercava já não a incomodava &#8211; acostumara-se a ele. Sabia, sem que lhe dissessem, que o seu corpo se chamava tronco, e ficou orgulhosa o dia em que uma folhinha tinha aparecido no seu próprio tronco! Lá ela permaneceu fazendo uma bela decoração, pensou a arvorezinha. Ela nada mencionou, pois notou que algumas de suas companheiras estavam enfeitadas com duas e até com três folhinhas. Ela não as invejou. Absolutamente. Parecia a ela que muitos enfeites não significavam bom gosto. De qualquer forma, ela decidira esperar e ver como as coisas se desenrolariam. E assim o tempo passou meses naturalmente, apenas a arvorezinha não sabia disso porque não sabia ler um calendário.</p>
<p>Um dia, algo que se movia caminhou por entre seu grupo e amarrou alguma coisa no seu tronco. A princípio ela se sentiu desconfortável, mas logo habituou-se com aquela coisa. Como decoração deveria ter o seu valor, exceto que todas as suas amigas tinham as mesmas coisas amarradas em seus troncos, assim ela não levava nisso qualquer vantagem. Essas coisas que se moviam entre o seu grupo eram muito estranhas. Não pareciam árvores, isto é, não muito. E emitiam sons esquisitos enquanto falavam. A arvorezinha desejou saber como seria movimentar-se como elas, embora jamais pudesse se mover dessa maneira, pois elas tinham dois troncos. Ela tentou arrancar suas raízes do solo, de maneira que pudesse tentar a experiência, mas teve que desistir porque o solo estava tão aderido a elas, que não conseguiu movê-las. E a única resposta que recebeu ao questionar o solo foi de censura: &#8220;Não seja boba&#8221;. Ela gostaria de saber, um tanto ansiosa, o que significava ser boba, mas decidiu não perguntar.</p>
<p>Depois de desfrutar de uma vida sem problemas por alguns meses, durante os quais sua cabeça continuou cada vez mais próxima do Sol, ela estava novamente pen&#8230;. Não, desta vez ela estava realmente assustada. Aquelas coisas que frequentemente se moviam entre seu grupo tinham vindo novamente e olhado, com atenção, a coisa amarrada em seu tronco e uma delas disse:</p>
<p>&#8211; Aqui está exatamente o que você procura, um vigoroso pessegueiro dourado.</p>
<p>Isto lhe soou tão engraçado que a arvorezinha quase entrou em convulsão de tanto rir. Uma daquelas coisas que se movia a chamara de vigoroso pessegueiro dourado, quando ela e todas as suas amigas sabiam, com toda certeza, que ela era uma árvore. Mas, seu sorriso foi sufocado quando algo duro passou através do solo muito rudemente e quase cortou uma parte de suas raízes. De repente, suas raízes estavam fora do solo e ela estava se movendo diretamente através das fileiras de suas companheiras, sem mesmo tocar no chão. Ela tentou gritar, mas estava obstruída em sua seiva e mal conseguiu respirar. Ela ouviu debilmente a voz da árvore mais alta,que tinha respondido a tantas de suas perguntas, dizer:</p>
<p>&#8211; Agora, você sabe o que significar partir.</p>
<p>Se isso significava partir, a arvorezinha decidiu que não gostava disso, nem um pouco. De fato, quando se recuperou de seu susto, ela ressentiu-se enormemente. O fato de ter perguntado o significado de partir, não queria dizer que ela realmente quisesse saber. Não podia entender porque mostravam a ela as coisas, quando simplesmente se interessava em saber como eram e aí nem sempre recebia resposta. A vida realmente estava se tornando muito complexa.</p>
<p>O partir não tinha sido tão mal, como descobriu depois, pois suas raízes encontraram um novo solo amigo que imediatamente as abrigou de maneira mais reconfortante. Assim, a pequena árvore voltou ao seu estado normal de fazer perguntas enquanto olhava ansiosamente o seu novo lar, o Sol ainda apostava corrida no céu, o que era reconfortante, e o solo era tão amigo como tinha sido o outro. Aí, deu um olhar mais atento para as redondezas.</p>
<p>Suas companheiras estavam bem mais distantes umas das outras do que estavam antes, e aparentemente ela era a única árvore pequenina neste estranho novo lugar.</p>
<p>Uma grande e velha árvore estava por perto e a arvorezinha pediu a ela uma informação.</p>
<p>&#8211; Isto é um viveiro? ela queria saber.</p>
<p>A velha árvore respondeu, de maneira cordial, dizendo:</p>
<p>&#8211; Não, isto é um pomar.</p>
<p>&#8211; O que é um pomar? perguntou a arvorezinha.</p>
<p>&#8211; Um lugar onde as árvores vivem, foi a resposta.</p>
<p>&#8211; Mas pensei que este lugar onde as árvores vivem fosse um viveiro, pelo menos foi o que me disseram as outras arvorezinhas.</p>
<p>&#8211; Bem, explicou a velha árvore, há lugares e lugares. As árvores moram em ambos; no viveiro quando são pequenas e no pomar quando são mais velhas.</p>
<p>&#8211; Oh, murmurou a arvorezinha excitadamente e, em seguida agitou os seis galhos que lhe tinham crescido, enquanto permaneceu no viveiro. Entendi, um viveiro é um viveiro, mas um pomar é um partir.</p>
<p>&#8211; Um partir?</p>
<p>A velha árvore ficou muito surpresa até que a arvorezinha explicou sobre como a árvore mais alta, no viveiro tinha lhe dito que haveria uma época de partir.</p>
<p>&#8211; Sei, a velha árvore riu. Não, um pomar não é um partir. Um viveiro é um viveiro, um pomar é um pomar, e o que acontece entre dois é que é partir.</p>
<p>Essa explicação não ajudou muito a arvorezinha, mas ela decidiu nada mais perguntar sobre o assunto.</p>
<p>&#8211; Você é quase uma árvore grande, disse-lhe a velha árvore.</p>
<p>Isso deu à arvorezinha um sentimento de importância que era muito agradável – algo como o agradável sentimento que tinha quando se esticava.</p>
<p>&#8211; O ano que vem, disse-lhe a velha árvore, você dará frutos.</p>
<p>&#8211; O que é fruto? perguntou a arvorezinha.</p>
<p>&#8211; Espere e verá, respondeu a velha árvore e, então, como o solo lhe havia dito uma vez, acrescentou: espere e no tempo certo você saberá.</p>
<p>Respostas estranhas, pensou a arvorezinha com irritação. Por que não respondiam suas perguntas? Parecia-lhe que era tão fácil responder suas perguntas quanto dizer que ela esperasse. Logo esqueceu disso, pois estava interessada em descobrir e conhecer o que estava à sua volta. Ela tinha muitas folhas agora, mas em vez de estarem no seu tronco, estavam nos seus galhos. Davam-lhe um bom efeito, ela pensou.</p>
<p>E assim, muitos meses se passaram. Mais galhos brotaram e os mais velhos tornaram-se maiores e mais folhas surgiram. A arvorezinha realmente estava emocionada até às raízes. Aí, começou a acontecer uma coisa. Ela não ficou assustada nem perturbada, mas desejava saber por que sua seiva se dirigia as suas raízes, em vez de ir para seu tronco e seus galhos.</p>
<p>&#8211; Não pense nada sobre isso, a velha árvore aconselhou. Você está se preparando para o sono do inverno.</p>
<p>&#8211; Mas eu durmo todas as noites, protestou a arvorezinha. E se eu devo dormir durante esse inverno o que é isso? O inverno vem entre o dia e a noite ou entre a noite e o dia?</p>
<p>&#8211; Nem uma coisa nem outra, respondeu a velha árvore. Você já passou por isso no viveiro, mas era muito jovem para se lembrar. Apenas espere e, no tempo devido, você saberá.</p>
<p>Mas a arvorezinha estava experimentando uma sonolência tão grande que nem se ressentiu da resposta que tantas vezes já ouvira. E ela estava cada vez mais sonolenta, de maneira que nem percebeu que suas folhas caíram. E logo se esqueceu de tudo e entrou num sono profundo.</p>
<p>Mais tarde acordou – a velha árvore lhe disse que era primavera. Naturalmente a arvorezinha agora mais do que quando dormira – queria saber o que era a primavera, mas estava muito ocupada para perguntar. Sua seiva, ela percebia, estava fluindo fortemente através de seu tronco e de seus galhos. O Sol brilhava alegremente, e suas folhas estavam brotando de uma forma maravilhosa. A vida, parecia a ela, era algo que valia a pena. Este sentimento, ela pensou, devia ter alguma relação com a coisa chamada primavera, mas ela percebeu que não adiantava querer saber como a primavera tinha chegado, pois tanto ela como as suas amigas tinham dormido, e assim não havia ninguém para lhe responder sobre tais assuntos.</p>
<p>Então, um dia, ela ficou terrivelmente surpresa, pois pequenas coisas brancas e rosadas estavam em todos os seus galhos. Nada de assustar naturalmente e eram bem decorativas, mais ainda do que as folhas. Ela estava bastante orgulhosa dessa nova contribuição ao seu guarda roupa. Notou que a árvore velha também tinha as mesmas coisas em seus galhos, só que em maior número; assim sendo, pediu a ela explicações.</p>
<p>&#8211; São botões, explicou a árvore velha. Primeiro os botões, depois os frutos.</p>
<p>A arvorezinha decidiu nada perguntar sobre os frutos &#8211; ela já havia perguntado uma vez, sem resultado. De qualquer forma, ela estava muito ocupada com os acontecimentos. Passarinhos e abelhas ficavam em volta dela o tempo todo. Soube de seus nomes pela velha árvore. Eles eram ótimos companheiros e divertidos. Os passarinhos sentavam-se em seus galhos e faziam um barulho agradável &#8211; eles eram efetivamente bem alegres e simpáticos. Naturalmente que a linguagem deles era muito mais forte do que a do suave suspiro das árvores. E as abelhas pareciam se deliciar com os botões, pois ficavam à sua volta e dentro deles a maior parte do dia.</p>
<p>Mas, aí chegou um dia de consternação, seus botões estavam caindo. Ela apelou para o conselho da árvore velha.<br />
Meus botões estão caindo, ela disse excitadamente. Será que eu também vou cair?</p>
<p>&#8211; Absolutamente, assegurou-lhe a árvore velha. Você está se preparando para os frutos. Você é um pessegueiro e os seus frutos serão pêssegos.</p>
<p>&#8211; Oh! a arvorezinha recebeu a informação dolorosamente. É uma pena eu perder os botões quando eles são tão atraentes.</p>
<p>Ela tinha certeza que se sentiria nua, ou como alguém se sentiria com um mínimo de adornos.</p>
<p>Porém, sobreviveu à tragédia e permaneceu bem atenta observando o crescimento de seu primeiro fruto. De início, sentiu-se um tanto desapontada. As pequenas coisas verdes, nodosas, não eram tão bonitas como seus botões e, de qualquer forma, ela tinha esperado algo diferente. Não podia explicar bem o que esperava &#8211; a única coisa que sabia é que não estava satisfeita. Mas, pouco a pouco, dia após dia, refez sua opinião. Não se podia negar o fato de que se tornavam mais bonitos cada dia &#8211; todos os seus seis frutos. Ela tinha ficado muito entusiasmada e tinha até mesmo se vangloriado um pouco de sua proeza para a árvore velha. Esta tinha sorrido, afavelmente.</p>
<p>Entretanto, tinha chegado o dia da grande tragédia o dia em que outros tomaram conhecimento da arvorezinha. Ela tinha notado que aquelas mesmas coisas que se moviam sobre o solo, no viveiro, também se moviam e do mesmo modo, no pomar. De início, suspeitou muito delas, pois teve medo que ela fosse partir novamente. Porém, como nada aconteceu, ela gradualmente deixou de suspeitar deles e até mesmo lhes deu boas vindas, especialmente quando admiravam suas vestes de folhas e botões. Mas, ultimamente, elas estavam admirando seus frutos &#8211; até mesmo os tocavam. Ela não se importava muito. Coitados, eles não possuíam os frutos dourados que ela possuía.</p>
<p>Mas, que horror! Aquelas coisas que se moviam no pomar tinham arrancado seus belos frutos &#8211; todos os seis, covardemente! Como ela poderia sobreviver a isso? Seus belos frutos &#8211; seus únicos frutos!</p>
<p>Com sofrimento, ela contou para a árvore velha o terrível golpe. Contou-lhe todo o cuidado que tomara com seus frutos, do orgulho que tinha deles – tudo reduzido a nada.</p>
<p>E a árvore velha com carinho a consolava:</p>
<p>&#8211; Arvorezinha, você completou um ciclo de sua Vida. Você veio aqui para cumprir uma missão.</p>
<p>&#8211; Quem fez isso? perguntou a arvorezinha. Nunca ninguém me contou sobre uma missão. Houve partidas, tempos, invernos e primaveras, mas nunca ninguém me falou sobre missão.</p>
<p>Diante disso, a árvore velha sorriu com ternura, através de seus muitos troncos.</p>
<p>&#8211; Ouça, ela disse, as coisas que pegaram os seus frutos chamam-se homens. Eles pensam que colocaram você aqui, mas não é bem assim. Deus, que criou você, é que o fez. E Deus lhe deu uma missão a cumprir. Ele quis que você tivesse folhas, após lhe dar galhos vigorosos. Assim, os passarinhos puderam descansar e gozar de sua sombra.</p>
<p>&#8211; Quem fez os passarinhos? perguntou a arvorezinha. Eles têm uma missão? E por que não criam sua própria sombra?</p>
<p>&#8211; Bem, bem, reprovou a árvore velha, não faça muitas perguntas. Estou falando sobre você, apesar de falar sobre os passarinhos, Deus os criou, como criou as outras coisas.</p>
<p>&#8211; Deus é uma árvore como nós? a arvorezinha quis saber.</p>
<p>&#8211; Não, respondeu a velha árvore. Agora deixe-me terminar sua história. Depois que suas folhas cresceram, vieram os botões. Isto foi a primeira tarefa para, em seguida, crescerem os frutos. Mas você também foi feita para enfeitar o mundo &#8211; e isso é tão importante quanto frutificar &#8211; pois você estava muito bela com suas folhas verdes e botões cor-de-rosa.</p>
<p>A arvorezinha aprumou-se. Era bom ser apreciada, pensou.</p>
<p>&#8211; Também, continuou a velha árvore, os botões continham alimento para as abelhas que você tanto admirou. Aí vieram os frutos que os homens comerão, pois eles não podem comer a luz solar, como faz você.</p>
<p>&#8211; Eu não gosto que eles comam os meus frutos, disse a arvorezinha. Meus pêssegos são tão belos!</p>
<p>&#8211; Esse é o motivo de você ser uma árvore, continuou a velha árvore, como se não tivesse sido interrompida. Olhe o que você fez: abrigou os pássaros, alimentou as abelhas, foi uma coisa de grande beleza e agora alimenta os homens. Esta é sua missão. Deus lhe deu uma grande participação no trabalho da vida. No próximo ano, você fará tudo novamente.</p>
<p>&#8211; Bem, murmurou a arvorezinha, espero que Deus esteja satisfeito. Quanto ao próximo ano &#8211; esperarei e saberei, no devido tempo &#8211; talvez.</p>
<p style="text-align: right;"><em><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">(Do Livro Histórias da Era Aquariana para Crianças – Vol. II &#8211; Compiladas por um Estudante – Fraternidade Rosacruz)</span></em></p>
<p>O post <a href="https://fraternidaderosacruz.com/a-pequena-arvore-perturbada/">A Pequena Árvore Perturbada</a> apareceu primeiro em <a href="https://fraternidaderosacruz.com">Fraternidade Rosacruz em Campinas - SP - Brasil</a>.</p>
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