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	<title>Arquivos mahat - Fraternidade Rosacruz em Campinas - SP - Brasil</title>
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	<description>Uma Associação de Cristãos Místicos</description>
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	<title>Arquivos mahat - Fraternidade Rosacruz em Campinas - SP - Brasil</title>
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		<title>Os Verdadeiros Presentes de Natal, Seus Símbolos e o maior Presente de todos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fraternidade Rosacruz de Campinas]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Dec 2024 15:27:15 +0000</pubDate>
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<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Os verdadeiros presentes de Natal são mais profundos que aqueles que muitos de nós dão, por ensejo tradicional. </p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Afinal, o Caminho da Espiritualidade começa em dar de si. Não se trata de dar presentes, mas dar de si mesmo, nas menores coisas e manifestações (pelos pensar, sentir, falar e agir). Tal é “<em>o caminho mais curto, o mais seguro e mais agradável que nos conduz à Deus</em>” (que repetimos todas as vezes que oficiamos o <a href="https://fraternidaderosacruz.com/ritual-do-servico-devocional-servico-do-templo-como-oficiar-e-como-participar/">Ritual do Serviço Devocional do Templo</a>), ou seja, à religação consciente com o “Eu superior”, o que realmente somos, a Individualidade, o Ego, um Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado aqui.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Natal é o símbolo da culminância de um estado de transição, do humano para o espiritual. Para chegar a esse portal e ser admitido como “novo nascido” é mister aprender a lição do serviço amoroso e desinteressado (portanto, o mais anônimo possível), focado na divina essência oculta em cada um de nós – que é a base para a Fraternidade Universal, em cada minuto do ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cristo é o divino presente a que todos devemos almejar: é o coração que preparamos para recebê-lo; é a consciência despojada de valores negativos que pode conceber o Messias interno. Devemos nos preparar, “<em>Somos Cristos em formação</em>”, como nos ensina S. Paulo em suas Epístolas. Que Deus fortaleça nossas aspirações!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vamos falar do símbolo que há no pinheirinho de Natal. O pinheirinho é árvore de folhas perenes. No auge do inverno no hemisfério norte, quando a neve se vai acumulando, pesando e crestando suas folhas, ele permanece firme, à espera do hálito quente da primavera que vem reanimá-lo. Daí haver sido tomado como símbolo da vida eterna, que transita pelas estações do ano, inalterável aos desafios dos renascimentos, ereto, olhando para o céu e levantando os braços em oração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A silhueta do pinheiro é triangular. O triângulo com a ponta para cima é o símbolo da Trindade Divina, em que reside a vida eterna. Seu verde constante é o símbolo da esperança que não se abate nas vicissitudes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, não importa que aqui no hemisfério sul não haja neve. Pense no símbolo e ponha uns flocos de algodão sobre as folhas de seu pinheirinho. E as lampadazinhas lembrarão o significado da vida, que por si só ele exprime.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora, vamos falar sobre a simbologia que há nas velas natalinas. As velas que se acendem ou que figuram nos adornos natalinos, representam a luz do Aspirante à vida superior, Cristão. Nosso estado atual de consciência ainda não pode libertar a luz total do Espírito interno. É apenas uma fresta, uma pequenina luz. No entanto, todas as trevas do mundo não podem esconder a luz de uma pequenina vela. Ao contrário, quanto mais profunda as trevas, mais ressalta a luz, por pequena que seja. Se não podemos ser uma estrela, sejamos uma lâmpada que alumia a todos e a nós mesmos. Se não podemos ser uma lâmpada, sejamos, pelo menos uma pequena vela. Dizendo melhor, não é que humanamente possamos ser alguma coisa. Em verdade depende de compreendermos que o Divino, em nós, é quem faz. &#8220;<em>Deus é Luz</em>” (IJo 1:5). Somos feitos à Sua imagem e semelhança. Basta, pois, que deixemos a luz interna brilhar, na medida em que removemos os condicionamentos da Personalidade, como as nuvens desfeitas revelam o Sol. Acenda as velas de Natal e pense nisso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Será que o verdadeiro “Papai Noel” – não esse que temos nos comerciais vestido de vermelho, azul e outras cores e o branco e que, para muitos, é o que é o Natal – também é um símbolo natalino? Vejamos! A figura simpática, sempre esperada, de “Papai Noel” ou S. Nicolau (conforme a tradição) está ligada a Júpiter, governante de Sagitário: alto, forte, rosado, risonho, dadivoso – as características físicas e internas de Júpiter, Regente de Sagitário, que precede e anuncia o Natal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E por falar em presentes, não podíamos deixar de citar os três Reis Magos e seus presentes. Vamos ver a simbologia que aqui há: a narrativa da visita dos Reis Magos está no Evangelho segundo S. Mateus<a href="#_ftn1" id="_ftnref1">[1]</a>. Nesse trecho se fala indeterminadamente de alguns magos que vieram do oriente. A tradição designou três representantes das Raças: branca, amarela e negra. Beda, um escritor inglês (673-735) foi quem os batizou de Gaspar, Melchior e Baltazar. A palavra “mago” vem do hebraico &#8220;magh”, em sânscrito &#8220;mahat”, que significa &#8220;grande&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A simbologia é clara: a realização do verdadeiro Cristianismo há de abraçar a Humanidade inteira e dissolver todo o conceito de Raças na unidade espiritual. Mas, isso acontecerá quando cada um de nós se tornar um “mago”, isto é, grande (por dentro), um rei (que governa a si mesmo), ao alcançar a união com o “Eu superior” – e servir à “divina essência oculta” em todos nossos irmãos e nossas irmãs, acima de todos os preconceitos que são as divisórias atuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os presentes que três Reis Magos deram: ouro, incenso e mirra são alegorias do Espírito, Corpo e Alma, respectivamente. Estamos evoluindo, e quando iluminados pela consciência é o ouro depositado das escórias. A mirra é uma erva amarga (resina de Balemodendron) procedente da Arábia e alude às dores e dificuldades com que o nós, o Ego humano, evoluímos acumulando nossas experiências por meio dos Renascimentos aqui. O incenso é utilizado nos ofícios religiosos para incorporação de Elementais que trabalham, sob as ordens dos Anjos, pela respectiva comunidade. A Fraternidade Rosacruz desaconselha o seu uso e prefere meios internos, já que é um recurso de incorporação. Daí estar ligado com o “corpo”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conjuntamente, os presentes dos magos representam a dedicação integral do Aspirante à vida superior ao seu Cristo Interno, quando Ele nasce. Somente quando a consciência do que realmente somos (a Individualidade, um Espírito, um Ego humano) desperta se diz que o Cristo Interno nasceu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Cristo definiu essa dedicação integral como o maior mandamento Cristão: “<em>Amar a Deus </em>(o Divino em si, nos semelhantes e no Universo) <em>de todo o coração, de todo o entendimento, com todas as forças, de toda alma</em>&#8221; (Mt 12:30).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora, vamos ver o símbolo que há oculto no presépio natalino. Segundo a história, o presépio foi instituído por S. Francisco de Assis, para representar a cena da manjedoura, descrita pelo Evangelho segundo S. Lucas. Seria ideal que nossos filhos e nossas filhas aprendessem a modelar as figurinhas de massinha, para representar essa cena. Uma caixa de areia, com o auxílio de uns pedaços de plástico para imitar os rios, pontilhões de papelão, manjedoura com palhinha e pauzinhos, detritos de madeira serrada e pintados de verde, para imitar a grama, fixam vivamente, no íntimo da criança, o cenário natalino, de tão formosos símbolos. O presépio nos enseja ocasião de explicar às crianças, com palavras simples, aquilo que Cristo pede a cada um de nós (“<em>Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, não para os homens</em>.” (Col 3:23); “<em>Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade.</em>” (IICor 9:7); “<em>Devemos dar nossa vida pelos irmãos.</em>” (IJo 3:16)). José e Maria não encontram lugar para Jesus nascer e tiveram que se ajeitar em uma manjedoura (lugar anexo à casa onde pernoitavam e alimentavam os animais, principalmente no inverno). Pergunta: Você tem um lugarzinho em seu coração, para nascer Jesus?</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cidade se chamava Belém, que significa “casa do pão”. Essa “casa de pão” é o nosso coração, quando aprendemos a viver bem, isto é, quando aproveitamos as oportunidades de cada dia, como grãozinhos de trigo, e vamos moendo, cozendo, com bons pensamentos, sentimentos, desejos, boas emoções, palavras verdadeiras e amorosas, atos bons, ações e obras boas, o pão vivo, a hóstia sagrada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Belém ficava na região da Galileia, que significa &#8220;Jardim fechado”; quer dizer o nosso íntimo, o lugar secreto do Altíssimo mencionado no Salmo 91<a href="#_ftn2" id="_ftnref2">[2]</a>. Ali é que tem que nascer nosso Cristo Interno, como “nasceu” o Cristo aqui entre nós. É Cristo que nos ensina que deve haver um Natal interno. Angelus Silésius nos ensinou: “Ainda que o Cristo nascesse mil vezes em Belém, se não nascer dentro de ti, tua alma continuará extraviada&#8230; Olharás em vão a cruz do Gólgota, a menos que ela seja erguida em teu próprio coração”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">José conduziu Maria grávida, para Belém. Também nós devemos estar cheios de luz, de bem, de amor, de entendimento da verdade espiritual, para que nasça o Cristo Interno. A gestação é de tempo variável: depende do nosso preparo. Podemos abreviá-lo ou retardá-lo. Os incômodos da gravidez são altamente compensados pela alegria do nascimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O menino se chamou Jesus. Jesus significa &#8220;aquele que é salvo por Deus”. Salvo de quê? De quem? De você mesmo, de sua falsa Personalidade, egoísta, que é o “anticristo”. Só a Graça de Deus pode conseguir isso, bem como aprendemos no Livro das Crônicas: “<em>Não temais, não vos deixeis atemorizar diante dessa imensa multidão; pois esta guerra não é vossa, mas de Deus</em>.” (IICro 20;15). Então você poderá se chamar também Jesus, “aquele que é salvo por Deus”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mesma Trindade (pai, mãe e filho, aqui representada por José, Maria e Jesus respectivamente) aparece igualmente na tradição filosófica de outros países. Sempre um iluminado ser nascia de uma “virgem&#8221; e esses Iniciados estavam relacionados com o Sol. Entre os persas foi Mitras; entre caldeus foi Tamuz; entre os egípcios foi Horus, filho de Osíris e Isis. Os antigos deuses do norte previam a aproximação da “luz-dos-Deuses&#8221; como a chegada de Surt, o brilhante Sol-Espiritual desses deuses e inaugurar harmonia em “&#8221;Gimie&#8221;, a terra regenerada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Só o Cristianismo fala de Alguém que veio e que voltará!</p>



<p class="wp-block-paragraph">No ponto de vista externo, exotérico, essas crenças criaram a adoração do Sol, como fonte de espiritualidade, luz e vida. Em todas as partes se construíram os Templos com as portas em direção ao Leste, onde “nasce o Sol”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista interno, esotérico, o “místico Sol da meia-noite” há de brilhar na escuridão da nossa inconsciência atual, com o irromper da Luz interna, do Cristo Interno, que vem estabelecer definitiva harmonia em nosso ser, quando estejamos preparados, em condição de uma &#8220;terra regenerada”, isto é, uma Personalidade transformada para servir de canal ao “Eu superior”. Isso pressupõe uma Personalidade humilde (a “manjedoura”) e a parte instintiva, animal, domesticada (o boi e o burrico) que S. Francisco de Assis colocou ali inspirado pelo Livro de Habacuc<a href="#_ftn3" id="_ftnref3">[3]</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De um prisma cósmico, mais amplo, Cristo veio efetivamente do Sol, pois é o mais elevado Iniciado entre os Arcanjos. O que possibilitou Sua vinda foi o preparo de Jesus, que lhe cedeu os veículos Corpo Denso e Corpo Vital, para que se manifestasse entre nós como um ser humano. “Como é em cima é em baixo” e, assim, para manifestação do Cristo Interno é necessário que a Personalidade se regenere. Então, se cumpre a profecia da vinda do Messias o “Himmanu-El”<a href="#_ftn4" id="_ftnref4">[4]</a>, “o Deus conosco” – Aquele que nascerá no íntimo de cada um de nós, quando transformado e libertado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O nascimento de Jesus foi narrado por S. Mateus e S. Lucas. Cada um deles fez a narrativa de forma diversa, porque os Evangelhos são métodos de Iniciação. S. Mateus é o método masculino, positivo, do fator vontade. Sua narrativa é marcada de aventuras e perigos. José é avisado pelo Anjo para receber Maria, que “concebeu do Espírito Santo”, o que mostra que da vontade humana não pode vir a realização espiritual, mas de uma fonte mais elevada, pois é Deus-Pai “em mim quem faz as obras; eu, de mim mesmo, nada posso”. Receber a visita dos Reis Magos seus presentes (dedicação consciente ao Cristo interno. Prevalece o fator masculino). José é avisado novamente para deixar Belém, antes do ataque de Herodes (o egoísmo, natureza inferior enciumada), refugiando-se no Egito, a Terra do Silêncio (o preparo interno e silencioso). Já em S. Lucas é o método místico na cena da manjedoura, em humildade e recolhimento, mostrando que o processo de preparo é interno, reservado. É sempre Maria (o fator feminino, coração) que é avisada pelo Anjo. Ela deve ser virgem (um ser humano despojado de impurezas internas, em sua imaginação, o lado feminino), desposada com José, um viúvo, segundo a tradição, ou seja, a vontade humana a serviço do justo, desligada da esposa, do mundo, do vício.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Fraternidade Rosacruz aprendemos que os dois lados são necessários: o Ocultista (intelecto, cabeça, razão) e o Místico (coração, a devoção). Por isso, a Fraternidade Rosacruz adota os emblemas de uma lâmpada ou lamparina (a razão) e de um coração (a devoção), que são os dois polos que temos. Quando esses dois polos se aperfeiçoam, de seu encontro nasce a luz, a sabedoria interna, decorrente da união do amor e do conhecimento, para tornar a Mente amorosa e o Coração sábio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O fato histórico existiu e persiste como tradição, porque esotericamente a vida de Cristo-Jesus é um convite à realização interna. À nossa maneira, todos devemos realizar, individualmente, as fases daquele que nos serviu de modelo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora, vamos ver como é o verdadeiro presente natalino que todos, pobres e ricos, bons e maus, crianças e idosos, homens e mulheres e quaisquer outras “duplas” que podemos segmentar recebem na época do Natal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista cósmico é o que anuncia o presente do céu: o Cristo do Ano Novo, a vida que vem dar novo alento à Terra (na noite mais longa e escura do Ano) física, em uma boa parte da Terra e espiritual em toda à Terra; o Cristo é a promessa da nova vida, com a beleza de cores e perfumes, com as sementes que se converterão em alimento físico e espiritual, para que a Humanidade não pereça.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista coletivo, Cristo é o presente celeste, confortando pelo novo impulso de altruísmo e luz que dá ao globo terrestre, para nos assegurar a evolução e nos livrar de uma nova espécie de “Queda do Homem”. É um eterno presente, já que Ele voluntariamente se encadeou a cruz do mundo, até que sejamos salvos: “<em>Estarei convosco até a consumação dos séculos</em>” (Mt 28-20).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista individual, é a promessa do fruto espiritual, já que todos somos “<em>Cristos em formação</em>” e Ele é o modelo, o exemplo que todos devemos imitar, a nosso modo, internamente. É o convite de um Natal interno, pela religação consciente com o “Eu superior”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, de modo geral, os presentes natalinos e o coração generoso que os oferece, representam as dádivas divinas, em todos os sentidos, já que “<em>Deus é Amor</em>” (IJo 4:8). É o Espírito de Natal expresso em todos os minutos do ano, mas que assumiu sua mais significativa expressão pela vinda do Cristo, o excelso presente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Oxalá que esta orientação do Cristianismo Esotérico da Filosofia Rosacruz lhe traga uma nova abertura e um firme propósito para alcançar essa meta sublime!</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><em>(Publicado na Revista O Encontro Rosacruz de dezembro/1982 – Fraternidade Rosacruz de Santo André-SP)</em></p>



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<p class="wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref1" id="_ftn1">[1]</a> N.R.&nbsp;: Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que vieram magos do Oriente a Jerusalém, <sup>2</sup>perguntando: “Onde está o rei dos judeus recém-nascido? Com efeito, vimos a sua estrela no seu surgir e viemos homenageá-lo”. <sup>3</sup>Ouvindo isso, o rei Herodes ficou alarmado e com ele toda Jerusalém. <sup>4</sup>E, convocando todos os chefes dos sacerdotes e os escribas do povo, procurou saber deles onde havia de nascer o Cristo. <sup>5</sup>Eles responderam: “Em Belém da Judéia, pois é isto que foi escrito pelo profeta: <sup>6</sup><em>E tu, Belém, </em>terra de Judá, de modo algum<em> és o menor entre os clãs de Judá, pois de ti sairá um chefe que apascentará Israel, o meu povo”. </em><sup>7</sup>Então Herodes mandou chamar secretamente os magos e procurou certificar-se com eles a respeito do tempo em que a estrela tinha aparecido. <sup>8</sup>E, enviando-os a Belém, disse-lhes: “Ide e procurai obter informações exatas a respeito do menino e, ao encontrá-lo, avisai-me, para que, também, eu vá homenageá-lo”. <sup>9</sup>A essas palavras do rei, eles partiram. E eis que a estrela que tinham visto no seu surgir ia à frente deles até que parou sobre o lugar onde se encontrava o menino. <sup>10</sup>Eles, revendo a estrela, alegraram-se imensamente. <sup>11</sup>Ao entrar na casa, viram o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o homenagearam. Em seguida, abriram seus cofres e ofereceram-lhe presentes:<em> ouro, incenso e mirra. </em><sup>12</sup>Avisados em sonho que não voltassem a Herodes, regressaram por outro caminho para a sua região.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref2" id="_ftn2">[2]</a> N.R.: <sup>1</sup>Quem habita na proteção do Altíssimo pernoita à sombra de Shaddai, <sup>2</sup>dizendo a Iahweh: Meu abrigo, minha fortaleza, meu Deus, em quem confio! <sup>3</sup>É ele quem te livra do laço do caçador que se ocupa em destruir; <sup>4</sup>ele te esconde com suas penas, sob suas asas encontras um abrigo. Sua fidelidade é escudo e couraça. <sup>5</sup>Não temerás o terror da noite nem a flecha que voa de dia, <sup>6</sup>nem a peste que caminha na treva, nem a epidemia que devasta ao meio-dia. <sup>7</sup>Caiam mil ao teu lado e dez mil à tua direita, a ti nada atingirá. <sup>8</sup>Basta que olhes com teus olhos, para ver o salário dos ímpios, <sup>9</sup>tu, que dizes: Iahweh é o meu abrigo, e fazes do Altíssimo teu, refúgio. <sup>10</sup>A desgraça jamais te atingirá e praga nenhuma chegará à tua tenda: <sup>11</sup>pois em teu favor ele ordenou aos seus anjos que te guardem em teus caminhos todos. <sup>12</sup>Eles te levarão em suas mãos, para que teus pés não tropecem numa pedra; <sup>13</sup>poderás caminhar sobre o leão e a víbora, pisarás o leãozinho e o dragão. <sup>14</sup>Porque a mim se apegou, eu o livrarei, eu o protegerei, pois conhece o meu nome. <sup>15</sup>Ele me invocará e eu responderei: “Na angústia estarei com ele, eu o livrarei e o glorificarei; <sup>16</sup>vou saciá-lo com longos dias e lhe mostrarei a minha salvação”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref3" id="_ftn3">[3]</a> N.R.: <em>1 Título</em> — <sup>1</sup>Oráculo que o profeta Habacuc recebeu em visão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>I. Diálogo entre o profeta e o seu Deus</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Primeira lamentação do profeta: a derrota da justiça</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>2</sup>Até quando, Iahweh, pedirei socorro e não ouvirás, gritarei a ti: “Violência!”., e não salvarás? <sup>3</sup>Por que me fazes ver a iniquidade e contemplas a opressão? Rapina e violência estão diante de mim, há disputa, levantam-se contendas! <sup>4</sup>Por isso a lei se enfraquece, e o direito não aparece nunca mais! Sim, o ímpio cerca o justo, por isso o direito aparece torcido!</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Primeiro oráculo: os caldeus flagelo de Deus</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>5</sup>Olhai entre os povos e contemplai, espantai-vos, admirai-vos! Porque realizo, em vossos dias, uma obra, vós não acreditaríeis, se fosse contada. <sup>6</sup>Sim, eis que suscitarei os caldeus, esse povo cruel e impetuoso, que percorre vastas extensões da terra para conquistar habitações que não lhe pertencem. <sup>7</sup>Ele é terrível e temível, dele procede seu direito e sua grandeza! <sup>8</sup>Seus cavalos são mais rápidos do que panteras, mais ferozes do que lobos da tarde. Os seus cavaleiros galopam, seus cavaleiros chegam de longe, eles voam como a águia que se precipita para devorar. <sup>9</sup>Acorrem todos para a violência, sua face ardente é como um vento do oriente; eles amontoam prisioneiros como areia! <sup>10</sup>Ele zomba dos reis, príncipes são para ele motivo de riso. Ele se ri de toda fortaleza; ele amontoa terra e a toma! <sup>11</sup>Então o vento virou e passou&#8230; É culpado aquele cuja força é seu deus!</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Segunda lamentação do profeta: as extorsões do opressor</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>12</sup>Não és tu, Iahweh, desde o início o meu Deus, o meu santo, que não morre? Iahweh, tu o estabeleceste para exercer o direito, ó Rochedo,” tu o constituíste para castigar! <sup>13</sup>Teus olhos são puros demais para ver o mal, tu não podes contemplar a opressão. Por que contemplas os traidores, silencias quando um ímpio devora alguém mais justo do que ele? <sup>14</sup>Tu tratas o homem como os peixes do mar, como répteis que não têm chefe! <sup>15</sup>Ele os tira a todos com o anzol, puxa-os com a sua rede e os recolhe em sua nassa; por isso ele ri e se alegra! <sup>16</sup>Por isso ele oferece sacrifícios à sua rede, incenso à sua nassa; pois por causa delas a sua porção foi abundante e o seu alimento copioso. <sup>17</sup>Esvaziará ele, sem cessar, a sua rede, massacrando os povos sem piedade?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&nbsp;2 Segundo oráculo: o justo viverá por sua fidelidade</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Vou ficar de pé em meu posto de guarda, vou colocar-me sobre minha muralha e espreitar para ver o que ele me dirá e o que responderá à minha queixa. <sup>2</sup>Então Iahweh respondeu-me, dizendo: “Escreve a visão, grava-a claramente sobre tábuas, para que se possa ler facilmente. <sup>3</sup>Porque é ainda uma visão para um tempo determinado: ela aspira por seu termo e não engana; se ela tarda, espera-a, porque certamente virá, não falhará! <sup>4</sup>Eis que sucumbe aquele cuja alma não é reta, mas o justo viverá por sua fidelidade”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>II. Maldições contra o opressor</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Prelúdio</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>5</sup>Verdadeiramente a riqueza engana! Um homem arrogante não permanecerá, ainda que escancare suas fauces como o Xeol, e, como a morte, seja insaciável; ainda que reúna para si todas as nações e congregue a seu redor todos os povos! <sup>6</sup>Não entoarão, todos eles, uma Sátira contra ele? não dirigirão epigramas a ele? Eles dirão:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>As cinco imprecações</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>I </em>Ai daquele que acumula o que não é seu, (até quando?) e se carrega de penhores! <sup>7</sup>Não se levantarão, de repente, os teus credores, não despertarão os teus exatores? Tu serás a sua presa. <sup>8</sup>Porque saqueaste numerosas nações, tudo o que resta dos povos te saqueará, por causa do sangue humano, pela violência feita à terra, à cidade e a todos os seus habitantes!</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>II </em><sup>9</sup>Ai daquele que ajunta ganhos injustos para a sua casa, para colocar bem alto o seu ninho, para escapar à mão da desgraça! <sup>10</sup>Decidiste a vergonha para a tua casa: destruindo muitas nações, pecaste contra ti mesmo. <sup>11</sup>Sim, da parede a pedra gritará, e do madeiramento as vigas responderão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>III </em><sup>12</sup>Ai daquele que constrói uma cidade com sangue e funda uma capital na injustiça! <sup>13</sup>Não é de Iahweh dos Exércitos que os povos trabalhem para o fogo e que as nações se esforcem para o nada? <sup>14</sup><em>Porque a terra será repleta do conhecimento da glória de Iahweh, como as águas cobrem o fundo do mar!</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>IV </em><sup>15</sup>Ai daquele que faz beber seus vizinhos, e que mistura seu veneno até embriagá-los,para ver a sua nudez! <sup>16</sup>Tu te saciaste de ignomínia e não de glória! Hebe, pois, tu também, e mostra o teu prepúcio! Volta-se contra ti a taça da direita de Iahweh, e a infâmia vai cobrir a tua glória! <sup>17</sup>Porque a violência contra o Líbano te cobrirá, e a matança de animais te causará terror, por causa do sangue humano, pela violência feita à terra, à cidade e a todos os seus habitantes!</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>V </em><sup>19</sup>Ai” daquele que diz à madeira: “Desperta!”. E à pedra silenciosa: “Acorda!”. (Ele ensina!) Ei-lo revestido de ouro e prata, mas não há sopro de vida em seu seio. <sup>18</sup>De que serve uma escultura para que seu artista a esculpa? Um ídolo de metal, um mestre de mentira, para que nele confie o seu artista, construindo ídolos mudos? <sup>20</sup>Mas Iahweh está em seu Santuário sagrado: Silêncio em sua presença, terra inteira!</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>III. Apelo à intervenção de Iahweh</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>3 Título</em> — <sup>1</sup>Uma oração do profeta Habacuc no tom das lamentações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Prelúdio. Súplica</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>2</sup>Iahweh, ouvi a tua fama, temi, Iahweh, a tua obra! Em nosso tempo faz revivê-la, em nosso tempo manifesta-a, na cólera lembra-te de ter compaixão!</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Teofania. A chegada de Iahweh</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>3</sup>Eloá vem de Temã, e o Santo do monte Farã. A sua majestade cobre os céus, e a terra está cheia de seu louvor. <sup>4</sup>Seu brilho é como a luz, raios saem de sua mão, lá está o segredo de sua força. <sup>5</sup>Diante dele caminha a peste, e a febre segue os seus passos. <sup>6</sup>Ele pára e faz tremer a terra, olha e faz vacilar as nações. As montanhas eternas são destroçadas, desfazem-se as colinas antigas, seus caminhos de sempre. <sup>7</sup>Vi em aflição as tendas de Cusã, estão agitadas as tendas da terra de Madiã.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>O combate de Iahweh</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>8</sup>Será contra os rios, Iahweh,que a tua cólera se inflama, ou o teu furor contra o mar para que montes em teus cavalos, em teus carros vitoriosos? <sup>9</sup>Tu desnudas o teu arco, sacias de flechas a sua corda. Cavas o solo com torrentes. <sup>10</sup>Ao ver-te as montanhas tremem; uma tromba d’água passa, o abismo faz ouvir a sua voz, levanta para o alto as suas mãos. <sup>11</sup>Sol e lua permanecem em sua morada, diante da luz de tuas flechas que partem, diante do brilho do relâmpago de tua lança. <sup>12</sup>Com cólera percorres a terra, com ira pisas as nações. <sup>13</sup>Tu saíste para salvar o teu povo, para salvar o teu ungido, destroçaste o teto da casa do ímpio, desnudando os fundamentos até à rocha. <sup>14</sup>Traspassaste com teus dardos o chefe de seus guerreiros, que se arremessavam para nos dispersar com gritos de alegria, como se fossem devorar um miserável em lugar escondido. <sup>15</sup>Pisaste o mar com teus cavalos, o turbilhão das grandes águas!</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Conclusão: Temor humano e fé em Deus</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>16</sup>Eu ouvi!’ Minhas entranhas tremeram. A esse ruído meus lábios estremeceram, a cárie penetra em meus ossos, e os meus passos tornam-se vacilantes. Espero tranquilo o dia da angústia que se levantará contra o povo que nos ataca! <sup>17</sup>(Porque a figueira não dará fruto, e não haverá frutos nas vinhas. Decepcionará o produto da oliveira, e os campos não darão de comer, as ovelhas desaparecerão do aprisco e não haverá gado nos estábulos). <sup>18</sup>Eu, porém, me alegrarei em Iahweh, exultarei no Deus de minha salvação! <sup>19</sup>Iahweh, meu Senhor, é a minha força, torna meus pés semelhantes aos das gazelas, e faz-me caminhar nas alturas. Ao mestre de canto. Para instrumentos de corda.</p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref4" id="_ftn4">[4]</a> N.R.: ou Immanu-El, que é uma forma de se referir a Cristo Jesus, o Messias, como &#8220;Deus conosco&#8221;. O nome aparece em Mateus 1:23, onde se lê: &#8220;<em>E ele será chamado Emanuel, que significa, Deus conosco</em>&#8220;.</p>
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