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	<title>Arquivos beleza interior - Fraternidade Rosacruz em Campinas - SP - Brasil</title>
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	<description>Uma Associação de Cristãos Místicos</description>
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	<title>Arquivos beleza interior - Fraternidade Rosacruz em Campinas - SP - Brasil</title>
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		<title>A Pequena Sombra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fraternidade Rosacruz de Campinas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Feb 2018 19:26:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Histórias Aquarianas para Crianças e Adolescentes]]></category>
		<category><![CDATA[beleza interior]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Pequena Sombra A carinha de Betina estava muito vermelha e as l&#xE1;grimas rolavam de sua face, enquanto ela batia com seu p&#xE9; no ch&#xE3;o iradamente e gritava</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"><strong>A Pequena Sombra</strong><br />
</span></p>
<p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">A carinha de Betina estava muito vermelha e as lágrimas rolavam de sua face, enquanto ela batia com seu pé no chão iradamente e gritava:<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">&#8211; Eu não me importo! Essa é minha boneca e Maria a pegou. Eu dei umas palmadas nela e não me arrependo!<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Ela segurou a boneca desafiadoramente em seus braços e bateu seu pé no chão novamente, ainda soluçando.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Mamãe sacudiu sua cabeça com tristeza e disse:<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">&#8211; Oh! Betina, Maria é apenas uma garotinha. Ela mal completou três anos e você já é uma menina de cinco. Foi muito errado de sua parte bater nela. Você poderia tê-la deixado brincar com sua boneca por um momento, pois sabe que suas coisas sempre voltam para você. Agora, o que devo fazer? Eu quero que entenda e seja gentil. Especialmente gentil com os que são menores que você. As crianças menores não entendem ainda muito bem as coisas que você já entende. Sabe disso e é por esse motivo que deve ser gentil e prestativa até que elas sejam de seu tamanho. Quando Maria tiver a sua idade, ela não pegará as coisas porque ela entenderá melhor.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Betina ficou quieta enquanto sua mãe falava. Ela se envergonhou, mas não quis admitir. Era o que sempre acontecia. Seu temperamento explodia dentro dela como uma grande nuvem negra, e ela se esquecia de ser carinhosa e boa. Ficava realmente brava e magoava as pessoas. Chorava, chorava e batia o pé. Mais tarde, quando pensava sobre isso, não conseguia entender. Era como se houvesse outra menina dentro dela fazendo todas essas coisas más.., pois ela sabia que a verdadeira menininha que ela era não queria fazer isso, absolutamente. E, mesmo assim, acontecia todas as vezes. Não sabia o que fazer sobre isso. Simplesmente esquecia e ficava furiosa novamente.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Mamãe tomou sua mão e a conduziu até o alpendre ensolarado que ficava no fundo do quintal.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">&#8211; Olhe, disse ela, veja, você tem sua sombra. Veja como é bem maior que você. Veja como ela se dirige para frente, se você estiver de costas para o Sol. Veja também como ela pula para trás e a segue, se você se virar. Às vezes, ela fica até menor que você, mas sempre a segue enquanto você estiver à luz do Sol.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Betina olhou para sua mãe, com surpresa. Ela gostaria de saber o que isso tinha a ver com o fato dela ser uma menina má. Sabia que devia existir algo nisso. Sua mãe não a repreendia com frequência. Em vez disso, costumava contar-lhe histórias que faziam com que ela tentasse ser melhor. A repreensão devia produzir esse mesmo efeito, mas mamãe preferia a história.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Mamãe sentou-se nas escadas do alpendre e colocando Betina gentilmente ao seu lado, começou a falar:<br />
&#8211; Vou contar a você uma história sobre uma sombra. Quero que ouça bem atentamente, depois deixarei você aqui sozinha por uns minutos, para que possa pensar sobre ela.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Este era o modo com que mamãe fazia as coisas. Depois da história, você devia pensar sobre ela e saber o que fazer a fim de adaptar a história à realidade de sua vida. Algumas histórias podem ajudá-la, como essa.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">A voz suave de mamãe continuou:<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">&#8211; Era uma vez uma menininha bonita e que tinha uma bela casa. Tinha tudo o que uma menininha necessitava para ser feliz. Às vezes, algumas meninas não têm tudo o que necessitam. É difícil a vida para essas garotinhas, mas isto não era desculpa para a menininha da qual estamos falando. Ela tinha tudo o que precisava &#8211; só que não tinha beleza dentro dela. Quando queria ela sabia ser muito educada, mas, às vezes, tinha um gênio muito ruim. Quando ficava nervosa fazia coisas terríveis. Chegava a ser cruel. Com muita frequência tornava as outras pessoas muito infelizes. Depois, quando conseguia controlar o seu temperamento ruim, sentia-se infeliz. Mesmo assim, continuava com o mesmo temperamento. Mas, um dia, algo muito estranho lhe aconteceu. Ela estava terrivelmente nervosa, tinha dado um tapa na sua melhor amiga. Depois bateu seu pé no chão, gritou e chorou tanto que feriu o ouvido de quem a ouvisse. Ninguém queria se aproximar dela. Iam embora e a deixavam sozinha, e foi aí que essa coisa estranha aconteceu.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">&#8211; Você, Betina, pode adivinhar o que foi?<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">&#8211; Bem, deixaram-na sozinha no jardim. O Sol estava se pondo e sua sombra pulava para cima e para baixo, do mesmo jeito que ela fazia. De repente, e muito simplesmente, sua sombra se afastou dela e disse-lhe: &#8220;Garotinha, estou cansada de a seguir. Não vou mais ficar com você. Será a única menina no mundo que não terá uma sombra. </span></p>
<p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">E não voltarei até que pare de fazer com que os outros sofram. Olhe o jeito que você está me sacudindo, para cima e para baixo, cada vez que tem um desses seus acessos de mau humor. Nenhuma sombra gosta disso. A sombra gosta de seguir as pessoas boas. Só voltarei quando você se tornar boa. Até logo!&#8221;. E a sombra foi-se embora.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">&#8211; Ela começou logo a sentir-se muito só. Não queria nem gostava mais de andar ao Sol, porque todos perceberam que ela não tinha sombra e ninguém se aproximava mais dela. Eles a apontavam à distância e diziam: &#8220;Olhem que menina estranha. Ela não tem sombra! Ela deve ser muito má, pois nem sua sombra quis segui-la mais! &#8220;. Isto tornou a menina muito infeliz, e ela começou a lastimar a maneira pela qual tratava as outras pessoas. Assim, começou a tentar ser mais gentil e considerar seus sentimentos em relação aos outros, bem como se descontrolar. Ela tentou tanto, que logo não teve mais acessos de mau humor. Descontrolar-se é um mau hábito realmente, e as pessoas podem aprender a formar o bom hábito de NÃO perder o controle se tentarem. A garotinha estava um tanto surpresa ao perceber que isso era realmente verdade, apesar de sua mãe já lhe ter dito. Agora, sua sombra voltara e seus amigos voltaram também. Ela era novamente uma adorável companheira.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Mamãe se levantou.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">&#8211; Por favor, pense sobre essa história, Betina. Eu acho que ela ajudará você a controlar seu mau temperamento.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Betina ouviu a porta fechar-se atrás dela, silenciosamente, pois mamãe tinha entrado na casa para preparar o jantar. Era apenas um conto de fadas naturalmente &#8211; ela sabia disso. Ninguém neste mundo ouviu contar tal coisa, que uma sombra não acompanhasse alguém. Mas ela sabia o significado da história. Ela sabia como a garotinha devia se sentir. Se essas coisas pudessem acontecer, seria terrível. Para ela seria o mesmo que estar sem o vestido, se não tivesse consigo a sua sombra. Ela sabia que a história serviria para lembrá-la que não deveria mais ficar zangada. Cada vez que olhasse para sua sombra, deveria lembrar-se disso.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Ela saiu do alpendre e sua sombra a seguiu alegremente. Atravessou o quintal e se dirigiu à casa de Maria. Sentiu-se muito mal quando viu no rosto de Maria uma acentuada marca vermelha, no lugar onde, pouco antes, havia lhe dado um tapa. Ela sentou-se e entregou a boneca à Maria dizendo:<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">&#8211; Aqui está, Maria, você pode brincar com ela. Eu sinto muito.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Maria sorriu feliz, o perdão estampado nos seus olhos. Querendo fazer as pazes, Betina disse a Maria:<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">&#8211; Vou contar-lhe uma história.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">E falou sobre a história da sombra que sua mãe acabara de lhe contar. Elas estavam sentadas juntas, felizes, quando Betina ouviu sua mãe chamando-a para jantar.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Ela foi saltitando para casa, com sua sombra saltitando atrás dela. Atirando-se nos braços da sua mãe, disse:<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">&#8211; Mamãe, minha sombra me seguiu. É divertido olhar para ela e tentarei lembrar-me de não ficar sacudindo-a para cima e para baixo, procurando não me zangar mais.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Mamãe, deu-lhe um beijo e respondeu:<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">&#8211; É isso mesmo que espero que você faça, querida. Eu quero vê-la tão bonita por dentro, como você é por fora.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Betina sorriu feliz, pois tudo agora estava bem. Ela também queria ser linda por dentro como mamãe lhe dissera. Era tão melhor ser assim!<br />
</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-size: 10pt;"><em><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">(Do Livro Histórias da Era Aquariana para Crianças – Vol. II &#8211; Compiladas por um Estudante – Fraternidade Rosacruz)</span></em></span></p>
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