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Desenvolvimento Equilibrado: como está o seu?

Desenvolvimento Equilibrado: como está o seu?

No Livro “Ensinamentos de um Iniciado”, Max Heindel afirma que os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz concluíram que o orgulho intelectual, a intolerância e a impaciência ante as restrições seriam os “pecados” mais comuns nos tempos modernos.

Uma visão crítica do mundo atual confirma com exatidão essas palavras proféticas. O intelecto tornou-se uma faca de dois gumes. É, sem dúvida, o instrumento mais útil à disposição do ser humano para conquistar e exercer domínio sobre a matéria. Por outro lado, tem sido a causa de muita miséria individual e social. Frio como é, e não raro impermeável ao calor dos sentimentos, o intelecto induz decisões sem o respaldo do amor.

A intolerância e a impaciência ante as restrições são também filhas do intelecto, desse dominador, pronto a se rebelar quando algum obstáculo parece se interpor em seu caminho.

A Mente é o veículo mais recente adquirido pelo ser humano, encontrando-se ainda no primeiro estágio de seu desenvolvimento. Não estando a cargo de outras Hierarquias, deve ser dominada e desenvolvida pelo próprio indivíduo, sem qualquer ajuda externa.

O intelecto gera o egoísmo e o egocentrismo. Fomenta um espírito de superioridade conducente à intolerância em relação a algo de que discordamos ou consideramos intelectualmente indigno de nós mesmos.

Existindo para si mesmo, o intelecto é frio e calculista, procurando reforçar o conhecimento com adicional conhecimento para promover os interesses pessoais do Ego.

Dessa forma chega a ser tanto um instrumento como fonte de incentivo ao egoísmo. O desenvolvimento equilibrado do Coração e da Mente constitui o único meio para neutralizar esse risco. É mister que o amor inerente ao primeiro dirija por canais universalmente construtivos o conhecimento adquirido pelo último. Nossas capacidades mentais e devocionais devem se unir e esse equilíbrio só atinge a perfeição quando o indivíduo atinge o nível evolutivo de um Adepto, conforme nos ensina o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz.

Importante, também, que se faça este esclarecimento: não fazemos nenhuma objeção ao conhecimento em si mesmo. Particularmente nesta época de grande avanço científico é essencial uma diversidade de conhecimentos para que as inovações beneficiem efetivamente a humanidade. O uso que o ser humano faz de seu intelecto é que determina se está seguindo linhas materiais ou espirituais de desenvolvimento.

Dessa maneira, percebe-se quão importante é desenvolver o aspecto devocional da nossa natureza, a caridade e a simpatia, à medida que as faculdades intelectuais são robustecidas.

(Publicada na revista ‘Serviço Rosacruz’ – set/out/87)

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Entendendo a nossa situação antes e durante o tempo da primeira vinda de Cristo: O Povo Escolhido – Semelhanças com alguns aspectos atuais

Entendendo a nossa situação antes e durante o tempo da primeira vinda de Cristo: O Povo Escolhido – Semelhanças com alguns aspectos atuais

Por mais de mil anos aguardara o povo judeu a vinda do Salvador. Nesse acontecimento fundamentara suas mais gloriosas esperanças. No cântico e na sua profecia, no ritual do templo e nas orações domésticas haviam envolvido o Seu nome. Entretanto, por ocasião de Sua vinda, não O conheceram. O Bem-Amado do céu foi para eles “como raiz duma terra seca”; não tinha “parecer nem formosura”; e não Lhe viam beleza nenhuma para que O desejassem. “Veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam” (Is 53:2 e Jo 1:11).

Todavia Deus escolhera a Israel. Ele o chamara para conservar entre os seres humanos o conhecimento de Sua lei, e dos símbolos e profecias que apontavam para o Salvador. Desejava que fosse como fonte de salvação para o mundo. O que Abraão fora na terra de sua peregrinação, o que fora José no Egito e Daniel nas cortes de Babilônia, deveria ser o povo hebreu entre as nações. Cumpria-lhe revelar Deus aos seres humanos.

Na vocação de Abraão, Deus dissera: “Abençoar-te-ei… e tu serás uma bênção… e em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12:21-3). O mesmo ensino foi repetido pelos profetas. Ainda depois de Israel ter sido arruinado por guerras e cativeiros, pertencia-lhe a promessa: “Então os restos de Jacó estarão no meio de muitos povos, como um orvalho que vem do Senhor, e como gotas de água que caem sobre a erva, sem dependerem de ninguém, e sem esperarem nada dos filhos dos homens” (Mq 5:7). A respeito do templo de Jerusalém, o Senhor declarou por intermédio de Isaías: “Minha casa será chamada casa da oração para todos os povos” (Is 56:7).

Mas os israelitas fixaram suas esperanças em grandezas mundanas. Desde o tempo de sua entrada na terra de Canaã, apartaram-se dos mandamentos de Deus e seguiram os caminhos dos gentios. Era em vão que Deus enviava advertências por Seus profetas. Em vão sofriam eles o castigo da opressão gentílica. Toda reforma era seguida da mais profunda apostasia.

Houvessem os Filhos de Israel sido leais ao Senhor, e Ele teria podido cumprir Seu desígnio, honrando-os e exaltando-os. Houvessem andado nos caminhos da obediência, e tê-los-ia exaltado “entre todas as nações que criou para louvor, e honra, e glória Sua”. “Todos os povos da terra verão que é invocado sobre ti o nome do Senhor”, disse Moisés; “e temer-te-ão”. “Os povos… ouvindo todos estes preceitos” dirão: “Eis um povo sábio e inteligente, uma nação grande” (Dt 26:19; 28:10; 4:6). Devido a sua infidelidade, porém, o desígnio de Deus só pôde ser executado por meio de contínua adversidade e humilhação.

Foram levados em sujeição a Babilônia, e espalhados pelas terras dos pagãos. Em aflição renovaram muitos a sua fidelidade ao concerto de Deus. Enquanto penduravam suas harpas nos salgueiros, e lamentavam o santo templo posto em ruínas, a luz da verdade brilhava por meio deles e difundia-se entre as nações o conhecimento de Deus.

O sistema pagão de sacrifícios era uma perversão do sistema que Deus indicara, e muitos dos sinceros observadores dos ritos pagãos aprenderam com os hebreus o significado do serviço devidamente ordenado, apoderando-se, com fé, da promessa do Redentor.

Muitos dos exilados sofreram perseguição. Não poucos perderam a vida em virtude de sua recusa de observar as festividades pagãs. Quando idólatras se levantaram para esmagar a verdade, o Senhor levou Seus servos à presença de reis e governadores para que estes e seu povo pudessem receber a luz. Repetidamente os maiores monarcas foram levados a proclamar a supremacia do Deus a quem seus cativos hebreus adoravam.

Mediante o cativeiro da Babilônia, os israelitas foram realmente curados do culto de imagens de escultura. Durante os séculos que se seguiram, sofreram opressão de seus inimigos gentios, até que se afirmou neles a convicção de que sua prosperidade dependia da obediência prestada à lei de Deus. Mas com muitos deles a obediência não era motivada pelo amor. Tinham motivo egoísta. Prestavam a Deus um serviço exterior como meio de atingir a grandeza nacional. Não se tornaram a luz do mundo, mas excluíram-se do mundo a fim de fugir à tentação da idolatria. Nas instruções dadas a Moisés, Deus estabeleceu restrições à associação deles com os idólatras; estes ensinos, porém, haviam sido mal interpretados. Visavam preservá-los contra as práticas dos gentios. Mas foram usados para estabelecer uma parede de separação entre Israel e todas as outras nações. Os judeus consideravam Jerusalém como seu céu, e tinham reais ciúmes de que Deus mostrasse misericórdia aos gentios.

Depois da volta de Babilônia, foi dispensada muita atenção ao ensino religioso. Ergueram-se por todo o país sinagogas, nas quais a lei era exposta pelos sacerdotes e escribas. E estabeleceram-se escolas que, a par das artes e ciências, professavam o ensino dos princípios da justiça. Esses agentes perverteram-se, porém. Durante o cativeiro, muitos do povo haviam adquirido ideias e costumes pagãos, os quais foram introduzidos em seu serviço religioso. Conformaram-se, a muitos respeitos, com as práticas dos idólatras.

À medida que se apartavam de DEUS, os judeus perderam em grande ponto de vista os ensinos do serviço ritual. Esse serviço fora instituído pelo próprio Cristo. Era, em cada uma de suas partes, um símbolo d’Ele; e mostrara-se cheio de vitalidade e beleza espiritual. Mas os judeus perderam a vida espiritual de suas cerimônias, apegando-se às formas mortas. Confiavam nos sacrifícios e ordenanças em si mesmos, em lugar de descansar n’Aquele a quem apontavam. A fim de suprir o que haviam perdido, os sacerdotes e rabis multiplicavam exigências por sua conta; e quanto mais rígidas se tornavam, menos manifestavam o amor de Deus. Mediam sua santidade pela multidão de cerimônias, ao passo que tinham o coração cheio de orgulho e hipocrisia.

Com todas as suas minuciosas e enfadonhas injunções, era impossível guardar a lei. Os que desejavam servir a Deus e procuravam observar os preceitos dos rabinos, mourejavam sob pesado fardo. Não podiam encontrar sossego das acusações de uma consciência turbada. Assim operava Satanás para desanimar o povo, rebaixar sua concepção do caráter de Deus, e levar ao desprezo a fé de Israel. Esperava estabelecer a pretensão que manifestara quando de sua rebelião no céu – que as reinvindicações de Deus eram injustas, e não podiam ser obedecidas. Mesmo Israel, declara ele, não guardava a lei.

Ao passo que os israelitas desejavam o advento do Messias, não tinham um reto conceito da missão que Ele vinha a desempenhar. Não buscavam redenção do pecado, mas libertação dos romanos. Olhavam o Messias por vir como um conquistador para quebrar a força do que os oprimia, e exaltar Israel ao domínio universal. Assim estava preparado o caminho para rejeitarem o Salvador.

Ao tempo do nascimento de Cristo, a nação estava irritada sob o governo de seus dominadores estrangeiros, e atormentada por lutas internas. Fora permitido aos judeus manterem a forma de um governo separado; mas coisa alguma podia disfarçar o fato de se achavam sob o jugo romano, ou reconciliá-los com a restrição de seu poder. Os romanos pretendiam o direito de indicar ou destituir o sumo sacerdote, e o cargo era muitas vezes obtido pela fraude, o suborno e até pelo homicídio. Assim o sacerdócio se tornava mais e mais corrupto. Todavia os sacerdotes ainda ostentam grande poder, e o empregavam para fins egoístas e mercenários. O povo estava sujeito as suas desapiedadas exigências, e era também pesadamente onerado pelos romanos. Esse estado de coisas causava geral descontentamento. Os levantes populares eram frequentes. A ganância e a violência, a desconfiança e apatia espiritual estavam corroendo o próprio âmago da nação.

O ódio dos romanos, bem como o orgulho nacional e espiritual levaram os judeus a se apegarem ainda rigorosamente as suas formas de culto. Os sacerdotes tentavam manter reputação de santidade mediante escrupulosa atenção às cerimônias religiosas. O povo, em seu estado de trevas e opressão, e os príncipes, sedentos de poder, ansiavam a vinda d’Aquele que havia de vencer seus inimigos e restaurar o reino a Israel. Eles tinham estudado as profecias, mas sem percepção espiritual. Esqueciam, portanto, os textos que apontavam à humilhação o primeiro advento de Cristo, e aplicavam mal os que falavam da glória do segundo. O orgulho lhes obscurecia a visão. Interpretavam a profecia segundo seus desejos egoístas.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 09/79 – Fraternidade Rosacruz – SP)

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O Caminho da Perfeição: desenvolvendo a visão e os poderes espirituais

O Caminho da Perfeição: desenvolvendo a visão e os poderes espirituais

No caminho da perfeição, desenvolvemos a visão e os poderes espirituais. Da visão espiritual fala-se muitas vezes, como sendo o sexto sentido. A humanidade comum tem cinco sentidos, porém, todos temos o sexto sentido latente e alguns, na vanguarda, o têm desenvolvido. No passado, tínhamos só quatro sentidos, desenvolvidos.

A primeira evidência do desenvolvimento do sexto sentido está na capacidade de sentir as vibrações de planos, além do físico. Quando chegamos a sentir estas vibrações, ainda que o sexto sentido não esteja desenvolvido ativamente, damo-nos conta da existência desses planos superiores e percebemos a verdade nos sistemas filosóficos que os descrevem.

Neste caso, está a maioria dos estudantes da filosofia esotérica. O fato de serem estudantes desta filosofia já mostra que são capazes de sentir a verdade nela contida e que são, mais ou menos, sensitivos às vibrações suprafísicas.

O sexto sentido, ou visão espiritual, com que obtemos conhecimento direto dos planos superiores, é triplo. O grau mais baixo é a visão etérica que percebe o Mundo etérico com as suas entidades tais como os espíritos da natureza. A visão etérica permite ver através de objetos físicos e observar as condições de qualquer de suas partes. Isso se aplica a todas as substâncias, exceto o vidro. O vidro não é condutor de eletricidade. Este fato sugere uma conexão interessante entre os éteres, a visão etérea e a eletricidade. Vamos deixar este tema à meditação dos estudantes, esperando que dela tirem proveito.

O segundo grau de visão espiritual é a clarividência do Mundo do Desejo. Percebe o Mundo do Desejo e os Corpos de Desejos das entidades que vivem ali. Na clarividência, um objeto aparece completo ante a nossa vista. A clariaudiência é outro meio de entrar em contato com o Mundo do Desejo, capacitando-nos a ouvir as vozes espirituais daqueles que vivem ali e compreender sua misteriosa linguagem.

Pelo terceiro grau de visão espiritual, percebemos as realidades espirituais, no Mundo do Pensamento. Aqui, entramos em contato com os arquétipos de todas as coisas existentes. Estes arquétipos sendo entidades vivas, falam e instruem-nos sobre eles mesmos. É difícil pôr em ordem lógica os conhecimentos obtidos deste modo, porque os percebemos como uma totalidade e não como apresentá-los em partes distintas, como no caso de nossa visão física.

A visão espiritual pode ser positiva ou negativa. A forma positiva a aquela que o estudante de uma escola oculta positiva há de desenvolver. O desenvolvimento se opera pelo despertar da glândula pineal e do corpo pituitário e, além isso, pela conservação da força criadora sexual, que deve ascender para o cérebro.

Certos exercícios fazem vibrar o corpo pituitário, de tal modo a desviar as linhas das forças sexuais ascendentes, fazendo-as passar pela glândula pineal e pelo corpo pituitário, formando, assim, uma ponte entre os dois. Deste modo, obtém-se a visão espiritual positiva, sob o domínio da vontade.

No ocultista, a maior parte da corrente de força sexual flui para cima, pelo canal espinhal e pela laringe, até o cérebro e, dali, para baixo, ao coração. O ocultista desenvolve a parte intelectual da sua natureza em maior proporção que a parte da corrente flui para cima pelo coração e laringe, antes de chegar ao cérebro. O místico desenvolve a parte devocional da natureza, em grau maior que a parte intelectual. Ambas as formas pertencem ao desenvolvimento espiritual positivo e aumentam a visão espiritual.

O caminho negativo de desenvolvimento é o do médium. Este desenvolve sua faculdade por meio do plexo-solar e do sistema nervoso simpático, em vez de fazê-lo pelo cérebro e pelo sistema cérebro-espinhal. A visão do médium não está sob seu domínio, nem sujeita à sua vontade. Além disso, não a retém para as vidas futuras, enquanto a visão espiritual positiva, obtida pelo verdadeiro ocultista ou místico, retém-se para sempre.

O ocultista e o místico terão que obter o desenvolvimento nos dois sentidos: intelecto e coração.

O caminho negativo seguido pelo médium há de ser muitas vezes, entrar no desenvolvimento da visão espiritual positiva. Contudo não devemos, nunca, cultivar a mediunidade.

A visão espiritual e os poderes ocultos só podem ser desenvolvidos, de modo seguro, por uma vida de serviço em favor da humanidade. Se desenvolvemos estes poderes, por qualquer outro motivo que não seja o da colaboração com o grande plano da evolução, estaremos em perigo. Se nosso objetivo é o desejo egoísta de obter poderes, para favorecer, exclusivamente, nossos propósitos e nossas vantagens individuais, abrimos nossa “aura” a entidades más, que nos servirão temporariamente. Breve seremos nós que teremos de servi-las. E, pior, exigirão o pagamento da dívida até ao extremo. Paga a dívida, o aspirante é ainda, muitas vezes, arrastado para baixo, aos abismos da degradação.

A vaidade que alguém alimente por ter certo grau de desenvolvimento espiritual pode ser a porta de entrada de elementais na sua aura, o que muitas vezes, produz a queda do indivíduo. Por esta razão, a Bíblia é cientificamente correta, quando nos previne contra o orgulho. Este perigo apresenta-se de modo sério, quando trilhamos o caminho da perfeição. Os veículos do aspirante estão sensibilizados quer pela vida pura, quer pelos exercícios que pratica.

Tem que ser muito mais cuidadoso que as demais pessoas, para evitar sensualismo de qualquer natureza, porque o arrastaria e o esmagaria com maior rapidez que a outros.

Entre os primeiros exercícios que o aspirante ao conhecimento direto deve praticar, está a aguda observação de detalhes. É verdade que a maioria tem olhos e não vê. O aspirante deve se exercitar na arte de observar tudo em volta, com grande minúcia, porque do outro modo, sobrevirá um conflito entre as recordações conscientes, na Mente, e as recordações subconscientes, no Corpo Vital, e isso produzirá desarmonia.

Passando pela rua, podemos melhorar nossa observação, notando, distintamente, todas as casas e seus detalhes, os jardins, o estilo da arquitetura, etc. Mais tarde, deveríamos recordar estes detalhes.

A concentração e os pensamentos positivos são os poderes mentais a desenvolver depois. Nesta prática há que fixar a Mente num só ponto e não permitir que se distraia. A distração destrói o poder do pensamento. A concentração cria-o e fortifica-o. O pensamento positivo alcançará sempre seu objetivo. O pensamento negativo é débil e nunca consegue grande coisa. O pensamento positivo facilitará uma Mente capaz de fazer milagres, em qualquer campo de ação, e nos concederá êxito. O pensamento negativo abre nossa aura às entidades de natureza indesejável.

Exercícios superiores são a meditação, o discernimento, a contemplação e a adoração. Informações sobre eles acham-se no livro “Conceito Rosacruz do Cosmos”. É muito recomendável seu estudo. A repetição sistemática de verdades espirituais faz com que as mesmas se introduzam e se fixem no Corpo Vital. Gradualmente, farão arte do caráter, mormente se reforçados por obras. Deste modo, podemos formar o nosso caráter como quisermos, e caráter é destino.

O aspirante, amiúde, retarda seu progresso por alimentar ansiedade, uma forma de medo. Deve fazer as coisas que sabe serem boas; não deve ter medo do futuro. “O perfeito amor expulsa o medo”.

É necessária esta vitória sobre o amor, antes de desenvolvermos nossos poderes ocultos em geral. Se não a dominarmos, não teremos segurança, para cruzar os planos invisíveis, e nem estaremos em condições, para percorrer esses planos, longe da proteção de nossos corpos físicos. Sentir medo é prova de que não estamos, ainda, completamente capacitados para dominar estas entidades, por conseguinte, é o primeiro grande inimigo que o estudante de ocultismo tem de vencer.

Alguns estudantes caem no erro de desenvolver a vidência espiritual, por meio de drogas, espelhos mágicos ou inadequados exercícios de respiração. Com o tempo, surgirão enfermidades ou obsessões, resultado dessas práticas de caráter negativo. Desenvolvem a visão espiritual, certamente, mas com vibrações irregulares. Os que seguem estas práticas abrem sua natureza ao Mundo do Desejo inferior e às suas entidades viciosas. Os exercícios de respiração orientais não são apropriados aos ocidentais. Algumas vezes, extraem o Corpo Vital do físico, cortando o laço entre os centros sensoriais etéricos e as células cerebrais, produzindo a loucura. Em outros casos produzem ruptura entre o Éter de Vida e o Químico, causa frequente de tuberculose. Nossos estudantes devem desconfiar seriamente dessas práticas; nem sequer fazer o menor ensaio. A respiração higiênica, profunda, e boa, é recomendável.

Finalmente, o equilíbrio, em todos os planos, é o grande objetivo do estudante de ocultismo. Este objetivo é triplo: primeiramente, a concentração mental; em segundo lugar, o equilíbrio emocional e, por último, o poder espiritual.

Todavia, ao obter tudo isto, tendo desenvolvido a visão superior e podendo abandonar seu corpo conscientemente, o aluno não possui a onisciência. Está, somente, no ponto de começar sua educação nos Mundos espirituais. Ali, tem de aprender, num curso de trabalho paciente e de aplicação assídua aos problemas do novo ambiente.

Podemos dar-nos conta, agora, como é tolice seguir os ensinamentos de qualquer mestre que desenvolveu, porventura, um dos três graus da visão espiritual e, talvez, de maneira imperfeita.

Tudo o que se obtém dos Mundos internos, por meio, de qualquer grau de visão espiritual, tem de ser submetido à prova da lógica e do bom senso. Se não resistir a esta prova, devemos rejeitar e fazer novas investigações, antes de aceitar.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de novembro/1972)