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Livro: A Cura Definitiva e a Doença à Luz do Renascimento e dos Astros

A cura permanente necessita da remoção das condições que causam a doença.

Essas condições vão além do físico, usualmente, originada em vidas terrestres anteriores à presente.

Elas têm a ver com a vida mental e emocional do ser humano; elas são o resultado de alguma desobediência, intencional ou ignorante, da lei cósmica.

A doença está enraizada no pecado, e o pecado é o desvio da lei perfeita.

Não é, portanto, um castigo arbitrário imputado ao ser humano desobediente por uma deidade ofendida, mas o resultado inevitável de violações contra os caminhos verdadeiros e saudáveis da Natureza.

1. Para fazer download ou imprimir:

Corinne Heline – A Cura Definitiva e a Doença à Luz do Renascimento e dos Astros

2. Para estudar no próprio site:

A Cura Definitiva e a Doença à Luz do Renascimento e dos Astros

 

Por

Corinne Heline

Fraternidade Rosacruz

 

Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil

Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82

Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil

Traduzido e Revisado de acordo com:

Healing and Disease in the Light of Rebirth and the Stars

1ª Edição em Inglês, 1940, editada por Corinne Heline

Pelos Irmãos e Irmãs da Fraternidade Rosacruz – Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil

www.fraternidaderosacruz.com

contato@fraternidaderosacruz.com

fraternidade@fraternidaderosacruz.com

 

SUMÁRIO

A Violação Contra os Caminhos Verdadeiros e Saudáveis da Natureza   4

A CONSTITUIÇÃO DO SER HUMANO.. 6

AS CONDIÇÕES PRÉ-NATAIS. 8

HARMÔNICOS ASTRAIS. 10

A música com relação ao bem-estar.. 13

A classificação das doenças. 16

Afinidades astrológicas. 18

Macrocosmo e Microcosmo.. 20

O peso do medo.. 22

DOENÇAS HEREDITÁRIAS. 24

HIPNOTISMO.. 27

DOENÇA MENTAL.. 29

INSANIDADE E OBSESSÃO.. 31

EUTANÁSIA.. 34

O SANGUE.. 35

OS QUATRO ELEMENTOS. 37

A CAUSA ESPIRITUAL DAS DEFICIÊNCIAS FÍSICAS. 39

 

 

A VIOLAÇÃO CONTRA OS CAMINHOS VERDADEIROS E SAUDÁVEIS DA NATUREZA

Se você me perguntasse o que estudar, eu diria: “você mesmo”; e quando você já estudou bem e me perguntasse o que mais estudar, eu responderia outra vez: “você mesmo”.

A cura permanente necessita da remoção das condições que causam a doença. Essas condições vão além do físico, usualmente, originada em vidas terrestres anteriores à presente. Elas têm a ver com a vida mental e emocional do ser humano; elas são o resultado de alguma desobediência, intencional ou ignorante, da lei cósmica. Esta verdade foi tornada clara por Cristo Jesus quando Ele perguntou a Seus discípulos: “O que é mais fácil dizer: Teus pecados te sejam perdoados, ou dizer: Levanta-te e anda?”.

A doença está enraizada no pecado, e o pecado é o desvio da lei perfeita. Não é, portanto, um castigo arbitrário imputado ao ser humano desobediente por uma deidade ofendida, mas o resultado inevitável de violações contra os caminhos verdadeiros e saudáveis da Natureza. Estando fora de harmonia com as leis da vida, a doença aparece e serve como um aviso ao ofensor de que a restauração da saúde necessita de conformidade com a ordem divina. Deste modo, o ser humano se torna esclarecido, e doloroso apenas porque, na maior parte, ele não aprenderá senão por meio das experiências dolorosas e imediatas. Quando ele chega a reconhecer essas verdades e faz as correções e reajustes necessários, mediante as quais as causas da doença são removidas, os efeitos doentios desaparecem e a cura permanente se torna uma condição estabelecida.

Esta verdade nos foi fornecida pelo Cristo ao curar um homem paralítico. De acordo com o registro, como relatado em Jo 5:5-8; 14[1], Cristo Jesus encontrou uma multidão que estava doente ao lado da piscina de Betesda, mas parece que havia apenas um entre eles que recebeu a cura. Isto não foi porque Cristo Jesus não quis curar a todos, mas porque Ele, evidentemente, descobriu apenas um em quem Ele reconheceu um espírito receptivo e a fé necessária para receber a cura que um ministério divino poderia conceder a ele.

E, assim, lemos que o Mestre disse ao que foi curado para pegar sua cama e andar, e que o homem curado assim o fez. Mais tarde, quando Cristo Jesus o encontrou no Templo, Ele disse: “Eis que estás curado; não peques mais, para que não te suceda algo ainda pior!”, lembrando-lhe que é uma violação da lei, física e espiritual, que origina a doença, enquanto a obediência a ela evita o seu aparecimento.

Novamente, no Evangelho de São João, lemos sobre o cego de nascença. À pergunta dos discípulos quanto à causa, o Mestre respondeu: “Que as obras de Deus (o espírito interior) se manifestem”. É através do sofrimento, da dor e da limitação que o Ego desperta para a realização de sua Própria perfeição inata..

 

A CONSTITUIÇÃO DO SER HUMANO

 

Os alunos de Paracelso vieram a ele com a pergunta: “Diga-nos, Ó Mestre, qual é o mistério da natureza e do ser humano! Qual é o mistério da doença e o que é vida e morte?”. A que o antigo sábio respondeu: “Se você decifrar o ser humano, então você deve entender essa linguagem oculta que é revelada ao estudioso, mas escondida do leigo”.

A linguagem oculta a que Paracelso se refere é a dos mistérios que estão escondidos nos grandes ciclos da vida e cujos significados estão escritos nos Astros, para serem decifrados por aqueles que desenvolveram a sabedoria interior. Bem-aventurados os olhos que veem e o coração que compreendem algo do trabalho maravilhoso dessas leis que governam a natureza e o ser humano.

À luz da Sabedoria Ocidental, o ser humano é infinitamente mais do que a forma externalizada contatada com os sentidos exteriores. O ser humano possui uma cadeia de veículos, os quais, exceto o corpo físico, são invisíveis à visão comum; mas que, no entanto, estão presentes se interpenetrando mutuamente e funcionando ativamente na manutenção da forma composta por meio da qual o Espírito se manifesta neste plano físico. Quando ocorre qualquer desajustamento entre qualquer um desses veículos, o resultado é uma desordem, de algum tipo, na Mente ou no Corpo, ou em ambos. A natureza e o grau dessas desordens determinam a natureza e o grau da doença resultante. Diagnosticar uma doença perfeitamente é desnudar o alinhamento imperfeito entre os Corpos do ser humano, visível e invisíveis. Portanto, o verdadeiro médico, como observa Paracelso, estuda o invisível com mais seriedade do que o visível.

O Corpo do ser humano é tríplice. Compreende o Corpo Físico (Denso), o Corpo Vital (que é sua contraparte etérica) e o Corpo de Desejos. Esses três veículos interpenetrados estão conectados ao Espírito ou Ego tríplice pelo elo da Mente, o veículo mental.

O Ego tem seu assento na posição relativa à raiz do nariz e usa o sangue como seu veículo especial. O veículo físico especializado do Corpo Vital é o sistema glandular; o do Corpo de Desejos é o sistema nervoso.

As causas profundas e ocultas que estão por trás do mistério da doença e cura – a origem de várias enfermidades, a sua duração e muitos outros problemas igualmente interessantes relacionados com esse assunto – podem ser resolvidas satisfatoriamente pelo ocultista por meio das Leis gêmeas do Renascimento e da Consequência.

 

AS CONDIÇÕES PRÉ-NATAIS

 

Nós seremos muito auxiliados para ter uma compreensão mais adequada da complexidade e profundidade do nosso assunto, considerando, primeiro, as condições pré-natais sob as quais um Ego faz o trabalho preparatório para entrar em outra encarnação em um novo corpo físico. Este trabalho inicial começa com a criação do arquétipo que é igual ao corpo físico que será formado. Este padrão celestial vivo e vibrante determina o tamanho, a forma e aparência geral do Corpo e, também, a duração da vida útil aqui na Terra.

A qualidade e a força do arquétipo, sejam essas bem lembradas, são dependentes do Ego é da sua vida terrena anterior. Elas são formadas pelas forças vitais geradas no passado pelo próprio Espírito, sendo estas forças um extrato sintetizado do indivíduo, que são experiências anteriores das suas existências aqui na Terra. Quando uma vida terrena foi vivida em condições limitadas, negativas e desarmoniosas – e isso incluiria todo tipo de falta, mal e doença – as essências delas extraídas serão de qualidade correspondente. Uma vez que é fora desta essência que o novo arquétipo é formado, ele será composto de elementos gerados no passado e dos frutos de que reaparecem no próximo corpo físico usado pelo Ego.

Nós temos apenas que observar a média dos veículos humanos para perceber como imprudentemente a humanidade, como um todo, tratou seus instrumentos físicos e quão pouco reconhece pensamentos e ações como fatores causadores de saúde ou doença em seu corpo. Como um ser humano pensa, assim ele é. A lei de colher como nós semeamos se aplica em todos os planos do ser. Nós somos o que somos por causa do que fomos e podemos ser o que seremos quando chegarmos à realização do poder criativo do pensamento e adquirimos a capacidade de dirigi-lo, como quisermos. Não há nenhuma limitação colocada sobre o ser humano, mas é aquilo que ele impõe sobre si mesmo que o limita. Quando a maioria das pessoas aceitarem a Lei do Renascimento, sob esse ponto de vista, uma raça nova e emancipada, uma raça que será verdadeiramente “herdeiros e co-herdeiros com Cristo” virá a existir.

A Lei do Renascimento, que decreta que um Ego retorna à vida terrena uma e outra vez até que todas as lições do plano material tenham sido aprendidas, suas possibilidades totalmente exploradas e seus poderes completamente dominados, às vezes, é má interpretada por aqueles que não têm estudado completamente o assunto e entendem como imposição de limitações desnecessárias ao Espírito do ser humano. Mas corretamente compreendida, a Lei do Renascimento vem como uma verdade libertadora que aponta o caminho para as repetidas oportunidades de exercitar as nossas faculdades, dadas por Deus, até que estas sejam desenvolvidas na sua plenitude divina, de acordo com os processos ordenados de evolução da vida, em todos os planos do universo. É a Lei do Renascimento que permite ao ser humano se tornar, de fato, o “mestre de seu destino e capitão de sua alma”.

 

HARMÔNICOS ASTRAIS

 

Depois de um tempo de estudos, nós devemos compreender que a evolução progride em harmonia com a escala musical e que cada Espírito encarnado responde, em certa medida da Alma, a um dos Sete Espíritos ante o Trono de Deus, ou astrologicamente falando, a um dos sete Planetas em nosso Sistema Solar (Esotericamente, somente sete Planetas são pertencentes ao nosso Sistema Solar[2]).

O Planeta ao qual o Ego é sintonizado determina o ritmo do arquétipo que, por sua vez, transmite essa mesma nota dominante aos demais veículos que compõem a personalidade (a persona, a máscara) por meio da qual o Espírito funciona durante a vida terrena. Embora uma nota planetária seja a predominante, os tons combinados dos outros seis Planetas também operam na formação do tecido celestial. Os corpos planetários são veículos onde os Espíritos Planetários habitam, e como seu movimento físico é contínuo, assim também é a atividade dos Espíritos que os animam. Suas radiações influenciam tudo dentro da esfera de suas operações, desde o átomo mais diminuto até a maior esfera dentro do nosso sistema solar. Quanto dessa influência o Ego pode receber e construir em seu padrão de vida depende de seu desenvolvimento, que por sua vez é determinado pela qualidade e pela quantidade da experiência acumulada no crescimento da alma durante os ciclos anteriores de encarnação.

Quando, por exemplo, soar a nota elevada de um Trígono entre o Sol e Netuno nos céus, se o Espírito ainda não despertou as qualidades latentes, tornando-o capaz de responder a esse impulso inspirador elevado, que quando apropriado e manifestado na vida individual leva ao estado exaltado de que conhecemos como Iniciação, nada, consequentemente, lhe acontecerá em termos de consciência. O efeito dessa falha em responder, quando tal tom foi soado, será uma ausência de tal tendência planetária no arquétipo da próxima encarnação. Se, a título de exemplo, uma pessoa reage às forças de uma Quadratura entre os mesmos dois Planetas e experimenta seus efeitos em condições de psiquismo e mediunidade negativos, as tendências para se manifestar novamente essas mesmas condições aparecerão na próxima vida terrena. Se as tentações de ceder à negatividade sob tal Aspecto forem dominadas, e se a consciência for elevada a níveis onde ela se mantenha intocada pela manifestação indesejável da Quadratura, um Aspecto semelhante não terá de ser experimentado na próxima vida terrestre. Se não for dominada, ela reaparecerá, pois, a fraqueza ainda deve ser superada. A vida na Terra é uma escola, e os Espíritos Planetários ante o Trono estão entre os nossos instrutores celestes. Eles não nos obrigam a viver de um modo ou de outro, mas impelem-nos a viver em harmonia com seus caminhos ordenados e em obediência às Leis do bem universal.

A nossa vida é exatamente como está assinalado pelos Astros. Se essa verdade for levada com cuidado na nossa Mente, a concepção errônea, mantida por quem não conhece, que a astrologia implica fatalismo é para sempre removida. Seja qual for o desenho formado pelas linhas de força que admitimos e dirigimos dentro de nosso ser, ele é impresso em nosso arquétipo atual e será transferido dele para o próximo. Esse padrão é refletido em nosso corpo físico, onde é expresso como saúde ou doença, dependendo se as forças foram atraídas para padrões de beleza e harmonia ou de feiura e discórdia.

Das penas autocriadas que seguem o desvio de forças, ou para falar astrologicamente, do infortúnio dos Aspectos astrais adversos, o ser humano liberta-se quando aprende os caminhos das leis e vidas divinas em obediência a elas. A libertação da escravidão dos “Aspectos adversos” vem com o despertar do Cristo Interno. A iluminação que se segue a tal despertar conduz a uma vida de amor e beleza: linhas de discórdia desaparecem do arquétipo e, em devido tempo, sua doença refletida no corpo físico também desaparece. O poder libertado do Cristo Interno também fortalece o ritmo do arquétipo, fornecendo um adicional vigor físico ao corpo e, por vezes, um prolongamento da vida. Quem honra seu pai e mãe, isto é, aqueles que vivem em obediência às leis do seu Criador, garantem maior duração de dias na vida terrestre. Um exemplo de vida prolongada pode ser citado no caráter bíblico do bom Rei Ezequias[3].

 

A MÚSICA COM RELAÇÃO AO BEM-ESTAR

 

Como já foi dito, a evolução prossegue em harmonia com os ritmos da escala musical. O tom de um Astro em particular ao qual um Ego está sintonizado estabelece a nota-chave do arquétipo; e mais tarde, quando a matriz do Corpo Vital é colocada pelos Anjos do Destino dentro do útero do Corpo da mãe que espera o bebê, é ajustada para a mesma nota-chave musical que soa no arquétipo.

O Corpo Denso é moldado em uma réplica exata do Corpo Vital, o meio para o fluxo da força vital. O Corpo Denso, portanto, também é construído em harmonia com este mesmo ritmo musical. Quando este fato é reconhecido, torna-se claro como a relação harmoniosa do Ego com seus Corpos significa saúde e como uma dissonância entre ela e seus veículos produz a doença.

Estresse, raiva, excesso emocional de qualquer tipo, alimentos ricos e pesados usados em excesso, todos tendem a diminuir o tom inicial do Corpo Vital e, assim, perturbar o “equilíbrio musical” de todo o organismo. Os Corpos são mais facilmente suscetíveis a reações desarmoniosas e tais fraquezas também existem no arquétipo e são mais susceptíveis de reaparecer. Tais fraquezas são vistas no horóscopo radical da pessoa, já que ele é, na verdade, um retrato da alma. Onde há as Quadraturas e Oposições são os lugares em que a desarmonia é mais provável aparecer. Uma análise científica de todos os fatores envolvidos aponta para a natureza de uma doença mental ou física, que é susceptível de se manifestar. Lembre-se, no entanto, que o Cristo Interno despertado pode elevar o ser humano acima destas linhas que causam tal desarmonia.

Quando percebemos que a doença é realmente uma desarmonia musical – “doces sinos tocam fora de sintonia”[4], como o poeta escreveu – também começamos a entender alguma coisa sobre o papel em que a música assumirá na prática de cura do futuro. Se cada pessoa estivesse suficientemente sensibilizada para poder se elevar, em consciência, para onde pudesse ouvir a sua própria nota-chave, as palavras do Mestre, “Médico, cure a si mesmo”[5], teriam um novo e mais abrangente significado. Mas como isso não é possível e enquanto isso outros métodos devem ser empregados.

O alívio da doença vem quando o ritmo do Corpo Vital é elevado e fortalecido. A saúde ou harmonia é permanentemente restaurada quando as linhas de harmonia são definitivamente restabelecidas dentro do arquétipo. Assim, vemos como as “pílulas e os pós” inadequados se transformam à luz deste entendimento, e quão essencial é o poder do pensamento espiritual e da Mente transformada, como defendido pelo grande metafísico cristão, São Paulo.

Um dos meios mais poderosos de elevar o tom do Corpo Vital é mediante o uso de afirmações espirituais. Muitas partes da Bíblia são particularmente eficazes para alcançar esse objetivo, sendo o vigésimo-terceiro Salmo[6] e o primeiro capítulo do Evangelho de São João[7] exemplos familiares e notáveis. Determinada música, um poema ou trechos de um livro que se gosta muito também são úteis para alcançar esse resultado desejado.

Para sermos imunes à doença é necessário que a prática de elevar a consciência até um ponto em que ela entre em contato com o “tom” do espírito seja realizada fielmente em intervalos regulares, preferivelmente nas primeiras horas da manhã, assim que se despertar, e à noite ao se deitar. É melhor usar consistentemente a mesmo texto, assim, com o tempo, cada átomo de cada um dos nossos Corpos, visível e invisíveis, responderá instantaneamente ao “tom” do texto usado.

A respiração profunda, rítmica e harmoniosa é também um fator importante na reabilitação de ambos: o ser humano interior e exterior. A respiração é fundamental para a vida física, e à medida que aprendemos a elevar a consciência, também aprenderemos a respirar nos poderes do Espírito Santo; isso nos permitirá transcender as limitações da doença e até mesmo conquistar o último de todos os inimigos, a própria morte.

 

A CLASSIFICAÇÃO DAS DOENÇAS

 

Todas as formas de doença podem ser divididas em duas classes, a saber, crônica e aguda. Um estudo da doença à luz do renascimento mostrou que as fraquezas mentais em uma vida costumam resultar em enfermidades físicas nas próximas; e vice-versa, os abusos físicos podem resultar em deficiências mentais. As atitudes da Mente, nebulosas e alheias, sejam elas quais forem, constroem linhas de força nos Átomos-sementes dos Corpos de Desejos e das Mentes, as quais são mais tarde transferidas para o “arquétipo”. Do arquétipo elas são, por sua vez, transmitidas aos próximos Corpos Vitais e Densos do Ego onde elas aparecerão como linhas de desarmonia ou doença, crônica ou aguda. Ali permanecem até que o Espírito interior tenha aprendido a lição imposta pela enfermidade. A causa será, então, removida após o que o efeito irá desaparecer permanentemente. Qualquer forma de cura que não remova a causa é obviamente temporária. Todo verdadeiro curador tenta despertar no paciente a percepção de sua própria divindade inata.

O paciente demonstra a saúde e integridade da Mente e do Corpo na proporção em que ele percebe seus poderes interiores e os utiliza corretamente. Se pudéssemos observar os veículos mais sutis, interpenetrando o Corpo Denso do ser humano, veríamos os processos de restauração acontecendo simultaneamente em toda a cadeia de veículos, desde aqueles dentro até aqueles fora do físico.

Há quatro elementos de que todas as coisas são compostas. Estes elementos são chamados de Fogo, Ar, Água e Terra. Todas as doenças podem ser classificadas sob uma ou outra destas quatro rubricas. Por exemplo, as enfermidades causadas pela indulgência alcoólica, cânceres e febres são de natureza do Fogo. As aberrações mentais e doenças causadas pelo uso excessivo de drogas, vêm sob o elemento Ar. Corpos malformados e crescimentos anormais pertencem ao elemento Terra. As doenças do estômago, do aparelho digestivo e dos sistemas assimilativo e glandular estão associadas ao elemento Água.

 

AFINIDADES ASTROLÓGICAS

 

Existem quatro tipos fundamentais de pessoas que se correlacionam com os doze Signos zodiacais. Estes doze Signos podem ser subdivididos em quatro grupos de três cada, de acordo com o elemento a que pertencem. Esses quatro grupos compõem, o que conhecemos astrologicamente, como as quatro triplicidades. Um curador será mais bem-sucedido se lidar com doenças que estão sob o mesmo elemento que está o seu Signo Regente. Por exemplo: o médico que estiver sob o Signo de Leão, do elemento Fogo, terá maior habilidade para curar pacientes que estão sob um Signo de um elemento compatível e para curar doenças pertencentes ao elemento Fogo. A maioria dos curadores, se não todos, de todas as escolas, independentemente de reconhecerem ou não os fatores astrológicos, admitem que têm mais sucesso no tratamento de alguns pacientes e na cura de alguns tipos de doenças do que outros. O motivo disso ocorrer é o elemento comum que liga ou não o curador ao paciente, e também um terceiro fator, a doença a ser curada. Estes são os fatos que devem ser levados em conta, mesmo que eles ainda sejam desconhecidos pelos que praticam.

Um curador com o Sol no Signo Cardeal e de Fogo de Áries será bem-sucedido no tratamento de doenças agudas; já outro curador com o Sol no Signo Fixo e de Fogo Leão, terá sucesso no tratamento de doenças crônicas; um outro com o Sol no Signo de Fogo e Comum Sagitário servirá mais eficazmente como um (a) enfermeiro (a). Da mesma forma, um curador sob o raio dos Signos de Terra será bem-sucedido com o tipo de doença governada pelo seu Signo Regente: se esse for Capricórnio, serão doenças agudas; se Touro, crônicas; e se for Virgem, a cura que vem principalmente por meio de serviços de enfermaria. Sob o raio dos Signos de Ar, Libra governa doenças agudas; Aquário, crônicas; Gêmeos, a enfermaria. Sob o raio dos Signos da Água: Câncer, agudas; Escorpião, crônicas; e Peixes, a enfermaria.

À medida que nos aproximamos da era colaborativa do Signo de Ar Aquário, os grupos de cura vão sendo estabelecidos para trabalhar ao longo de linhas especializadas determinadas pela aptidão fundamental, como esta é determinável por referência à ciência dos Astros. Este conhecimento será aplicado em escolas de cura, em hospitais e na prática geral de cura. Haverá grupos de cura formados de doze, ou múltiplos deles, nos quais as forças combinadas e devidamente proporcionadas de todos os doze Signos zodiacais tornar-se-ão operacionais com um grau de eficiência que não é possível sem tal organização. Tal grupo se tornará um poder como grupo, e cada indivíduo nele, trabalhando inteligentemente ao longo de seu próprio raio especializado, funcionará com habilidade aprimorada como resultado de sua coordenação com os outros praticantes que possuem forças complementares que, em sua integralidade, servem a todos os seres humanos e à natureza. Os resultados de tais esforços concentrados serão tão notáveis e de tão grande alcance que muitos que se aproximarão para zombar permanecerão para elogiar.

 

MACROCOSMO E MICROCOSMO

O ser humano é um universo microcósmico. As leis que regem as esferas astrais igualmente se aplicam aos corpos do ser humano. Cada átomo no universo e no ser humano está em rotação contínua. Na saúde o movimento é da esquerda para a direita; na doença, da direita para a esquerda. O pensamento positivo e construtivo também produz o movimento no sentido horário; já o pensamento negativo e destrutivo, anti-horário.

Clarividentemente, qualquer crescimento anormal no corpo é visto composto de átomos de rotação negativa e fora de harmonia com a nota-chave do Corpo Vital.

O forte pensamento construtivo de um curador, reforçado por afirmações apropriadas entre ambos, curador e paciente, tem o poder de reverter esse movimento e, assim, desintegrar os átomos doentes, sucedendo, depois a restauração da saúde.

Dr. Alexis Carrel[8], em sua obra ricamente informativa e esclarecedora, Man, the Unknown, observou que “a ciência estuda, intensamente, o fígado, os rins e todas as suas funções no corpo do ser humano, mas esquece da única função significativa, que é o pensamento”.

A vida é vibração. É a Essência Eterna se manifestando e tem uma certa taxa de movimento. Quando a taxa vibratória cai abaixo de um determinado ponto, a doença é o resultado, e quando reduz ainda mais, segue a morte. Nesse ponto, a força de desintegração ultrapassa aquelas de atração e de coesão. A vibração oferece a chave para os segredos da saúde e da doença, da juventude e da idade, da morte e da sua rendição eventual para a vida imortal.

 

O PESO DO MEDO

 

As pessoas sofrem hoje com doenças contagiosas. Epidemias repetidas afetam dezenas de milhões de pessoas. O medo desempenha um papel importante nesses momentos. Onde a doença em si leva a vida de centenas, talvez seja verdade que o medo reivindica as vítimas aos milhares. Em tais situações, o pensamento se torna, obviamente, o mais importante fator de cura e controle. Se as pessoas reconhecessem a importância da afirmação do Dr. Carrel, citada acima, e dessem atenção ao poder do pensamento, o problema do contágio seria amplamente resolvido. O medo tem efeito paralisante. Ele retarda o movimento dos átomos do Corpo Físico e da Mente. A harmonia rítmica entre os vários veículos é perturbada, produzindo o resultado inevitável da doença de qualquer tipo.

Quando uma epidemia varre uma cidade, a atmosfera psíquica assume um aspecto de chumbo; é cinza e pesada, com os pensamentos acumulados de medo das pessoas. As manchetes dos jornais e revistas aumentam isso ainda mais. Ao manifestar as emoções de medo por meio de gritos, em voz alta, os números dos que estão doentes e as fatalidades à medida que essas aumentam, só fazem crescer os números da epidemia. Só isso é uma influência sinistra de tremendo poder. É em grande parte responsável pela redução da consciência de uma comunidade durante uma epidemia, de tal forma que se torna uma tarefa de grandes proporções para o indivíduo que precisa se elevar acima dela. Quão verdadeiramente Jó falou para as multidões quando exclamou: “O que eu temi veio sobre mim”.

Quando esses fatos são conhecidos e se atuam sobre eles, medidas efetivas podem ser tomadas para evitar o medo e se permanecer imune ao contágio. Mantenha a Mente fielmente centrada. Sinceramente e com calma e confiança, medite sobre o Poder Divino que está sempre disponível e que é chamado para agirmos. Use tais afirmações para fortalecer o equilíbrio e a fé. O 23º e o 91º Salmos têm poderes maravilhosos para aliviar o medo. Deixe esses ritmos entrarem nos recessos do subconsciente pela repetição e pela meditação sobre suas certezas divinas. Evite ler sobre doenças ou discutir o assunto desnecessariamente, e nunca negativamente. Recuse-se a permitir que qualquer um dos detalhes fúnebres seja retratado em sua Mente. A faculdade da Mente em construir imagens (imaginação) é uma das ferramentas mais poderosa. Pode ser usada de forma construtiva ou destrutiva. Pode reconstruir um corpo doente ou derrubar um saudável. O poder de fazer uma ou outra coisa está dentro de nós mesmos.

Além disso, deve-se notar a este respeito que, de acordo com a lei justa de retribuição, aqueles que, consciente ou ignorantemente, implantam medos de contágio durante epidemias nos corações dos outros, se tornam vítimas de sua própria infelicidade na presente ou em outras vidas.

 

DOENÇAS HEREDITÁRIAS

 

As doenças hereditárias podem ser completamente entendidas apenas à luz do renascimento. A Lei da Hereditariedade é a contrapartida da Lei espiritual do Renascimento. Quando forçado a incluir fatos explicáveis apenas por uma referência à Lei da Hereditariedade, o entendimento é uma falácia. Os atributos individuais imputados aos poderes da hereditariedade, na verdade, não o são; esse é um dos muitos equívocos limitantes que ainda não foram ultrapassados.

Embora seja verdade que os pais fornecem os átomos físicos ou constroem o corpo infantil de um Ego entrante, e que um corpo puro não pode ser fornecido por pais cujos corpos estão carregados de venenos e doenças, nunca se deve esquecer que o Ego encarnado não precisa estar sujeito a tais limitações. Possui o poder de anular a condição negativa passada a ele de acordo com a Lei da Hereditariedade. Pode refazer o seu Corpo Denso átomo a átomo. As qualidades do seu caráter não são produtos da hereditariedade ou do ambiente. Elas pertencem à alma individual, e a alma é filha de sua própria criação anterior. A razão pela qual recebe, pela hereditariedade, um corpo imperfeito é devido a sua própria necessidade de tê-lo assim; o Ego foi contra as leis de Deus e da Natureza no passado e, portanto, se vê na imperfeição física, até o momento em que cessem tais violações e obedeça à lei do bem-estar e da harmonia. Não há nenhum limite de tempo para que isso ocorra e é sempre o Ego que escolhe deixar o caminho da dor e seguir pelo caminho da alegria duradoura. Esse tempo pode ser agora.

Onde a semelhança de caráter entre pais e filhos parece indicar que a hereditariedade foi aplicada, a contrapartida a essa conclusão é o fato da quantidade de casos em que há extrema dissimilaridade. A explicação para a semelhança é a Lei da Atração que normalmente reúne Egos de níveis de desenvolvimento, gostos e interesses semelhantes.

Um Ego entra na vida terrestre trazendo com ele, de maneira latente, todos os poderes e habilidades que adquiriu nas vidas passadas, juntamente com o incremento que acrescentou durante seu período nos Mundos interiores, entre a última vida terrestre e a que se aproxima. O tempo entre vidas terrestres não é de ócio; é de uma atividade intensa e objetiva. Normalmente, o crescimento e o progresso são contínuos e ininterruptos. O corpo em que o Ego funcionará será construído, conforme mencionado anteriormente, de materiais fornecidos pelos pais. A qualidade desse material estará de acordo com as causas que o Ego colocou em movimento nas vidas passadas. Se nas vidas passadas ele incorporou linhas de discórdia ou fraqueza, ou tendências a certas doenças em seu Corpo, elas existirão em seu arquétipo atual e, pela Lei da Atração, ele gravitará para os pais que fornecerão materiais de natureza similar. Assim, o Ego formará um corpo suscetível a certas fraquezas específicas, mas de acordo com as causas criadas em vidas passadas por si mesmo, não porque ele tenha enfrentado o infortúnio de uma filiação sobre a qual ele não teve controle. Se assim não o fosse, então estaríamos negando a existência da justiça no Mundo e afirmando que encarnamos, bem ou mal, bom ou mal, por capricho e não de acordo com o destino; estaríamos negando o funcionamento da lei natural na esfera moral e a supervisão de um Pai Divino – Ele que é Amor e não faz acepção das pessoas proporciona a mesma oportunidade para todos os Seus filhos se tornarem perfeitos, do mesmo modo que Ele é perfeito.

Além da Lei geral da Atração, que coloca indivíduos semelhantes na mesma família, na mesma comunidade e em grupos raciais, também, normalmente, existem laços específicos de uma natureza íntima do passado que ligam os indivíduos em relações familiares. Há causas a serem colhidas; frutas agradáveis para serem colhidas, dívidas penosas a serem pagas – com mais frequência um pouco de cada uma dessas coisas.

Vamos repetir novamente – pois nunca será o bastante repetir isso – não se deve inferir do exposto até aqui que estamos impotentes devido ao nosso passado. Os vínculos infelizes forjados sob a Lei de Causa e Efeito, entre pessoas, podem ser sublimados, desde que promovamos uma realização da verdade que nos liberta. As cadeias das causas passadas e os laços da hereditariedade nos sustentam tanto quanto permitimos que façam isso: “Estamos presos sob a Lei (pensamento material); nós somos livres em Cristo (realização espiritual)” (Gl 5:1).

 

HIPNOTISMO

 

A prática do hipnotismo traz sérias consequências tanto para o praticante como para suas vítimas. Envolve interferência com o livre arbítrio do Ego. O hipnotizador projeta sua própria Mente no cérebro da outra pessoa e torna-a sujeita à sua vontade. Mesmo quando isso é feito com o propósito altruísta de libertar uma pessoa de um hábito que a escraviza, como drogas ou bebidas alcoólicas, não é justificável.

A cura não é permanente até que o próprio sofredor tenha vencido o vício por si mesmo e, portanto, quando um hipnotizador cura o corpo, ao expulsar a vontade do Ego, usando-o e suplantando-o com seu próprio poder de vontade, ele simplesmente priva o Ego da oportunidade de aprender a lição que algum dia deve dominar. O ganho aparente imediato é realmente uma perda. A lição a ser aprendida foi adiada; também, o poder da vontade da vítima foi enfraquecido pelo processo.

O livre arbítrio é a herança mais valiosa de um Ego, durante esta peregrinação terrestre. Uma pessoa que trabalha para suplantar a força de vontade de outra, mesmo quando os motivos possam ser definidos como bons, traz para si consequências desastrosas. Pelo poder da vontade, o Ego monta a escada da evolução que conduz à divindade. Essa vontade é enfraquecida no indivíduo que se submete ao hipnotismo, no qual o estado da vontade do hipnotizador suplanta a vontade dos hipnotizados, que estão completamente sob seu domínio. No entanto, uma pessoa não pode ser colocada “sob o feitiço” se sua própria vontade for mais positiva do que a do hipnotizador.

Quando o controle sobre outro é para fins de diversão ociosa ou para ganhar alguma vantagem egoísta, as consequências do erro são ainda mais graves. Aqueles que entregam sua vontade a outro têm a tarefa de recuperar o poder de vontade que se perdeu. Aqueles que tenham vitimado outros serão convocados sob a Lei da Justiça para ajudar suas vítimas a recuperar seus poderes enfraquecidos. Eles também estão sujeitos a graves enfermidades físicas em futuras encarnações. Tal é o destino frequente de um hipnotizador profissional. Através de um corpo deformado e inútil, o Espírito aprenderá a enormidade do erro em usar o corpo de outra pessoa indefesa, substituindo sua própria vontade pela de seu legítimo ocupante.

A prática generalizada do hipnotismo em nosso tempo, juntamente com o fluxo de literatura favorável ao assunto, é outra evidência das forças desintegradoras que ameaçam retardar nossa civilização e causar o colapso. A integridade no pleno significado dessa palavra é a grande necessidade do nosso tempo – integridade em nossa vida pessoal e pública, integridade na vida comercial, profissional e governamental. O ser humano deve se tornar um ser atuante harmonioso e único, antes de poder construir uma vida bem-sucedida e tornar-se uma unidade sintonizada com a construção de uma comunidade saudável, uma cultura saudável e uma civilização duradoura.

 

DOENÇA MENTAL

 

Atualmente, a ciência médica está muito menos materialista do que estava no século passado. Isso é confrontado com fatos que são convincentes para reconhecer que ela deve aprender como trabalhar com Mentes doentes muito mais do que com Corpos doentes.

A natureza e o comportamento da psique ou alma se tornaram um objeto de extensa pesquisa médica, e tem se desenvolvido tanto que fez da psiquiatria um ramo reconhecido pela prática médica. Embora a psique ainda seja popularmente considerada como um termo apenas para a Mente e não para o veículo superior da alma, aos poucos, a direção do pensamento científico médico está se afastando, proveitosamente, dos conceitos materiais que tinha e que consideravam o ser humano unicamente como um ser físico; agora está, gradualmente, aceitando a natureza do ser humano como ensinado nas doutrinas religiosas e na ciência oculta.

A pressão dos fatos da vida cotidiana está ajudando a se admitir de que algo além do material existe, confirmando que a Mente é superior à matéria e que para curar, se é necessário mais do que drogas e remédios. O incontável número de casos mentais que agora estão sendo tratados apenas em hospitais nos Estados Unidos, juntamente com outro grande número de casos não hospitalizados estimados entre sete e quatorze milhões, necessitaram de uma nova e crescente classe de curadores que nós conhecemos como psiquiatras ou terapeutas-mentais. O próximo desenvolvimento lógico na administração da cura permanente será a restauração da cura que combinava religião e ciência, como praticada pelo sacerdote-médico – o Cristo, o Curador dos Curadores, que veio à Terra para que os seres humanos pudessem ser completamente revigorados e confortados.

As doenças mentais são de vários tipos e gradações. A mais predominante é a psiconeurose, ou a neurose leve. Ela é caracterizada por emoções conflitantes e mal ajuste ao ambiente. Há deficiência na integração adequada entre Corpo, Mente e Alma. Os vários princípios, ou Corpos, do ser humano exterior e interior saem de um alinhamento perfeito e fracassam, às vezes, na tentativa de funcionar como uma unidade. Há uma divisão – daí a expressão “personalidade dividida”, ou esquizofrenia, como é tecnicamente denominada. Isso foi definido como uma divisão entre o sentido do real e o ideal, o estado da Mente de alguém que é incapaz de enfrentar certas realidades desagradáveis e, assim, se afasta de um mundo irreal.

 

INSANIDADE E OBSESSÃO

 

Mais grave é a doença mental, anteriormente chamada de simples insanidade, mas na nova terminologia conhecida como psicose. O distúrbio mental daqueles que sofrem de psicose é devido a várias causas e condições. Um tipo de insanidade é conhecido, em termos médicos, como multi-personalidade, ou obsessão, em que a Mente, às vezes, sai da condição dita normal por algum motivo ainda não conhecido pela prática médica material. É um tipo de insanidade que antes era pronunciada incurável e, consequentemente, seus sofredores estavam comprometidos com instituições mentais para toda a vida. No entanto, na década de 1930 se descobriu uma forma de tratamento que, em muitos casos, se mostrou altamente eficaz. Isso é conhecido como o “tratamento de choque”, pois, com o uso de eletricidade, insulina ou Metrazol[9], o paciente é submetido a uma série de choques tão fortes quanto possível. Dessa forma, verificou-se que os pacientes, às vezes, eram sacudidos de volta ao estado dito normal. Ser jogado no “poço da cobra” é apenas outra forma de administrar esse choque. Era uma teoria entre médicos medievais que, uma vez que um choque desse tipo era suficiente para desencadear uma pessoa sã, também deveria ter o poder de trazer uma Mente louca de volta à normalidade.

Há verdade aqui, bem conhecida pelo ocultista. No caso da personalidade múltipla, um Ego externo entrou em um Corpo que não é seu, ao expulsar o proprietário legítimo.

Portanto, o Corpo é usado por duas (ou mais) entidades. Enquanto a ciência material repudia essa “teoria do diabo”, como a denomina, reconhece os tratamentos de choque como expulsando algo; ou, pelo menos, como afetando algum tipo de rearranjo no mecanismo mental do paciente. O ocultista, por outro lado, vê-lo como um meio pelo qual uma entidade intrusiva é forçada a afrouxar seu poder sobre o Corpo Vital da vítima e, assim, transformar o Corpo em seu proprietário legítimo, pelo menos parcialmente ou por um breve período. O fato é que a retenção da entidade obsessiva é gradualmente enfraquecida por tratamentos repetidos desse tipo e, em alguns casos, as curas completas são alcançadas.

As obsessões podem ser divididas em duas classes: elementais e demoníacas. A primeira é a mais comum. Geralmente é causada por abuso das suas próprias forças criadoras sexuais em vidas anteriores. Tal prática, se prolongada, produz uma condição extremamente nervosa e negativa, que torna o sujeito uma presa fácil para os elementais da terra, da água e do ar. Foi essa forma de insanidade que o Médico Supremo curou quando expulsou entidades obsessivas de seres humanos aflitos e os enviou para suínos, que, quando então possuídos, se precipitaram de cabeça no mar e se afogaram. Os suínos simbolizam os elementos bestiais na natureza do ser humano, que devem ser expulsos para limpar sua casa de modo que o seu legítimo dono possa retornar.

Todas as obsessões demoníacas resultam da prática de alguma forma de magia negra, em vidas passadas. Por magia negra se entenda qualquer prática que escravize, de alguma forma outro ser, ou que limite o livre arbítrio de um indivíduo.

Como já foi dito anteriormente, não existe crime maior. O perpetrador de tais erros paga terrivelmente, por meio da dor e tristeza até que ele tenha aprendido a enormidade de seus pecados.

O tratamento da obsessão demoníaca, que é alarmantemente prevalecente na atualidade, exige um curador do Corpo, da Alma e do Espírito que seja altamente espiritual e possua visão espiritual.

Infelizmente, tais tipos de curadores são poucos. Portanto, nossos manicômios continuam cheios de pessoas com tais casos, ditos, incuráveis.

Na Bíblia essa desordem é frequentemente referida como a posse de demônios.

As pessoas que sofrem de obsessão perdem os benefícios que normalmente receberiam de sua experiência terrena, na medida em que são privados do uso de seus próprios Corpos. No entanto, essa não é toda a perda: a agonia que sofrem, como resultado de sua expulsão, se escreve em sua alma. Depois de terem contemplado, a partir do mundo interior, os crimes psicológicos que cometeram e que trouxeram sobre elas uma trágica calamidade, a voz da consciência lhes falará alto, em futuras vidas, advertindo-as contra a repetição desses pecados.

 

EUTANÁSIA

A questão surge, às vezes, sobre a justificativa de aliviar a vida de um indivíduo que implora se livrar de um corpo que o torna incapaz de receber a menor autoajuda. Do ponto de vista de uma única vida terrestre, os argumentos a seu favor podem parecer completamente plausíveis. Mas à luz do renascimento e da lei de Consequência, este é um erro que não pode ser tolerado. Não resolveria nenhum problema. O Ego deve nascer novamente e mais uma vez em um Corpo igualmente impotente até que as ações de transgressões passadas tenham sido aprendidas. Este não é o edito arbitrário de uma Deidade vingativa; é o trabalho inexorável da Lei da Justiça eterna. É o caminho do progresso. “Não vos iludais; de Deus não se zomba. O que o homem semear, isso colherá”[10].

 

O SANGUE

 

O sangue é o canal direto do Espírito dentro do corpo do ser humano. Contém os segredos mais profundos da vida. Um “laço de sangue” significa uma ligação que é indissolúvel; isso só pode ser cortado mediante a liberação final de um Espírito de seu corpo. Esse fato foi confirmado por um relatório interessante da imprensa sobre um homem que havia doado seu sangue a um número considerável de pessoas que necessitavam de transfusões. Ele afirmou que sempre que alguém a quem ele tinha doado o sangue morreu, ele estava imediatamente ciente da passagem dessa pessoa e via a imagem dela. O que ele viu não era apenas uma imagem, mas o próprio espírito desencarnado.

No caso de transfusões de sangue, deve-se tomar um grande cuidado para garantir o tipo de sangue adequado e que o doador pertença, astrologicamente, ao mesmo Elemento que o paciente.

Um paciente que esteja sob um Signo de Fogo deve aceitar o sangue apenas de um doador do Signo de Fogo ou de Ar; um paciente do Signo da Água deve recorrer a alguém que pertence a um Signo da Água ou de Terra; um paciente do Signo do Ar, de um doador do Signo do Ar ou do Signo do Fogo; um paciente do Signo da Terra, de um que vem sob um Signo da Terra ou da Água.

Duas pessoas que entram em um relacionamento tão íntimo quanto à mistura de sangue costumam fazê-lo em liquidação de alguma dívida incorrida no passado. Aquele que frequentemente doa seu sangue dessa maneira provavelmente está expiando pelo sangue que ele derramou, talvez no decorrer de guerras onde ele agrediu as pessoas ferozmente.

No caso de uma pessoa altamente sensibilizada, por meio de uma vida limpa e sagrada, são necessárias precauções extras, pois, de outra forma, as reações podem ser graves ou mesmo fatais. Nesse caso, é desejável obter sangue de alguém que se abstenha de carne, tabaco e bebidas alcoólicas. Onde a taxa vibratória do sangue recém-infundido varia muito da do paciente, o Ego pode não ser capaz de conciliar a diferença e trazer a vida “alienígena” – pois “a vida está no sangue” – sob seu controle total, no qual o desenlace, ou mesmo a morte, é o resultado.

 

OS QUATRO ELEMENTOS

 

Toda enfermidade está conectada com um dos quatro elementos. Venenos são de origem do Fogo e no centro do Corpo de Desejos. O veneno é inofensivo para o Corpo quando os desejos mais inferiores são transmutados. Assim, a afirmação do Mestre a Seus Discípulos: “Pegarão serpentes com as mãos; e, se algo mortífero beberem, de modo nenhum lhes fará mal”[11].

Todas as fermentações operam sob o raio do Fogo. Bebidas alcoólicas têm o efeito de tornar o ser humano um escravo da sua natureza de desejos e uma ferramenta abjeta de Lúcifer. A casa de oração (o Corpo) se torna um covil de ladrões (venenos destrutivos). Uma das causas mais tenebrosas de todas as nações no mundo é o resultado de suas extensas condescendências às bebidas alcoólicas. Aqueles que se engajam na fabricação e distribuição de bebidas alcoólicas, ou que são, de alguma forma, responsáveis pelo seu tráfego, não vão escapar dos efeitos deletérios, que o hábito de bebida alcoólica tem sobre a raça humana. Um dia eles irão ter que compartilhar e suportar a carga sobre essa conduta, devido ao estrago que eles estão causando na criação.

As epidemias são, em grande parte, uma reação de erros coletivos cometidos no passado. Os, mais ou menos, de dez milhões, que escaparam da praga entre 1919 e 1920[12] sofreram uma reação súbita por meio dos crimes em massa da Primeira Guerra Mundial. Não podemos tirar a vida de nossos irmãos e carregar a atmosfera com pensamentos destrutivos de assassinatos por ódio e vingança – muito maior do que gás venenoso do poder – sem que isso resulte em uma pesada dívida de miséria e morte.

A cólera, peste negra e varíola são mais prevalecentes entre os povos primitivos do que em povos mais evoluídos. Eles são ocultamente atribuídos, em grande parte, às práticas de vodu, magia negra, encantamentos e outros meios usados para subordinar a Mente de uma pessoa para fazer o que uma outra quer, sem o seu conhecimento ou contra a vontade da pessoa.

Segundo as palavras de um sábio, as fraquezas da alma são projetadas no corpo. No Átomo-semente, localizado no ventrículo esquerdo do coração, está gravado um registro inalterável da vida do ser humano. Por esse registro é julgado e seu destino fixado – de fato, como o salmista cantou: “o vosso coração viverá eternamente”[13].

 

A CAUSA ESPIRITUAL DAS DEFICIÊNCIAS FÍSICAS

 

Uma vez que o exterior reflete o interior, é nesse último que devemos procurar a causa raiz de qualquer manifestação no Corpo Denso. Essas causas não são verificáveis por um exame apenas no corpo físico, mas podem ser discernidas por alguém capaz de investigar as condições dos Corpos mais sutis. Para saber as causas encontradas nesses corpos sutis, dos efeitos manifestados no Corpo Denso é preciso possuir poderes espirituais para ler a Memória da Natureza, onde é gravado tudo desde o início dos tempos.

As pesquisas feitas no lado oculto da saúde e da doença fornecem uma luz surpreendente sobre a ciência da cura. Dos inúmeros fatos revelados, alguns podem ser citados, a título ilustrativo.

A percepção espiritual clara se expressará, em si mesma, como uma visão física perfeita. Uma persistente recusa de ver a verdade, quando apresentada, termina na cegueira. A hipermetropia advém de se ter negligenciado as oportunidades de servir e de se viver no futuro, descuidando-se do presente. Sobre a miopia, um esoterista escreve: “Entretanto, a limitação imposta pela miopia, se não fosse para perscrutar os assuntos de outras pessoas, então, por que a punição colocada em olhos e ouvidos inocentes?”. Um ponto de vista mental deformado, se mantido em tempo suficiente, produzirá uma distorção da visão física.

Do mesmo modo quanto à perda da visão, há razões semelhantes para explicar a surdez. Fechar, persistentemente, os ouvidos para as palavras da Verdade provocará a chegada de um tempo em que uma verdade falada cairá sobre os ouvidos incapazes de ouvir.

Um impedimento na fala indica blasfêmia, falso testemunho ou fofoca maliciosa no passado. As palavras podem matar ou ferir; o efeito disso é uma fala prejudicada, ou mesmo um dos tipos de imbecilidade total. A traição de uma confiança sagrada ou a violação de um voto pode, mais tarde, custar ao traidor uma lesão na língua ou, em casos mais sérios, sua perda completa.

A maioria das pessoas sofre, alguns mais outros menos, de dentes imperfeitos. Raramente eles permanecem em perfeitas condições até o fim de uma vida. A causa oculta dessa perda é a identificação na consciência de si mesmo com as coisas efêmeras da vida. Quando a consciência é transferida da realidade transitória para a realidade imutável, a mudança será refletida em condições de estabilidade relativa e permanência no Corpo Denso.

As afecções cardíacas resultam de afeições inferiores. Eis um exemplo bem-humorado, no entanto, o jovem doente chegou mais perto da causa real do que o diagnóstico do médico: ao ser informado, pelo médico, que ele tinha um coração ruim, que ele estava preocupado com angina de peito, o jovem até concordou com o médico, mas insistiu que não era essa a causa! As mágoas provêm de muitos amores. Um extravasamento sensual de afeições gera como efeito um coração fraco, que funciona mal. Um intenso amor pessoal, dirigido a um único indivíduo à custa de qualquer consideração para os outros, em que tal consideração se deve, tem o efeito de reduzir o tamanho do coração e originar distúrbios cardíacos.

O coração, o centro do princípio do amor, sofre quando esse princípio é subvertido da sua expressão mais elevada. “Como um ser humano pensa em seu coração, assim ele é”.

As doenças que afetam os braços e ombros resultam de se evadir das responsabilidades da vida e relegá-las a outros.

As mãos apresentam, mais do que o rosto, indicadores do caráter, da habilidade e do desenvolvimento. Elas revelam a natureza e a qualidade dos pensamentos e das ações do passado. Sendo uma expressão direta da Mente, elas se desenvolvem, assim como se desenvolve o pensador. Compare as mãos dos antropoides sem Mente com as do ser humano racional. O polegar, indicador da vontade, sabedoria e atividade, não está tão desenvolvido nos antropoides. Mesmo o de um gorila gigante é menor que o pequeno dedo de um ser humano, e sua capacidade de tocar os outros dedos da mão com seu polegar é muito pouca.

As mãos, como a Mente que elas expressam por meio de ações, são regidas por Mercúrio. O dedo mindinho é governado especificamente por esse Planeta. Quando a Mente está distorcida, o dedo mindinho é curvado. É assim em imbecis congênitos.

Um Ego nascido sem uma ou ambas as mãos, ou as perdeu como resultado de utilizá-las sem escrúpulos, como um cirurgião que executou experiências cruéis ou um soldado culpado de terríveis atrocidades. Os dedos podem ser perdidos como consequência em roubar, trapacear, apostar ou cometer outras práticas desonestas.

Os pés mutilados são um reflexo de liderar outros por caminhos errados. “Melhor lhe fora ser lançado ao mar com uma pedra de moinho enfiada no pescoço do que escandalizar um só destes pequeninos”[14].

As deficiências dos órgãos geradores resultam de um mau uso da força sagrada vital; também por interferência criminal em processos normais, como em abortos forçados, por exemplo. Sofrer a extração do líquido da coluna vertebral, um processo delicado e perigoso, é o efeito do uso indevido, em qualquer uma das muitas formas, dessa preciosa substância de vida e de vitimizar os outros por meio do poder que ela contém.

O fígado é o assento do Corpo de Desejos; consequentemente, suas numerosas afecções são rastreáveis pelas várias formas de desejos profanas e motivações egoístas.

Os problemas de estômago têm como causa o ter vivido para comer em vez de comer para viver. O glutão se torna uma pessoa irritável e que sofre com indigestão. Mesmo que isso seja remediado, a causa continua nas coisas superiores. Aquele que simplesmente junta os fatos, que acumula conhecimento até se saciar, faz por sua Mente o que o excesso de comida faz por seu estômago.

Falhar em assimilar o conhecimento e usá-lo com um propósito se torna a causa oculta de problemas intestinais. Como a Mente negligenciou selecionar com sabedoria e usar propositadamente o conhecimento que reuniu, então os intestinos falham no processo seletivo de absorção de elementos necessários para a manutenção do Corpo e rejeitando tudo o que é inútil e supérfluo. A relação pode ser notada astrologicamente, sendo Virgem o Signo do discernimento, que determina o trato intestinal.

O flagelo moderno do câncer pertence ao elemento fogo destrutivo e tem seu centro no Corpo de Desejos. Sua origem pode ser rastreada de forma oculta até um momento em que os desejos desenfreados dominaram. O antigo flagelo da lepra teve sua origem em uma causa semelhante. A paralisia vem da falta de compaixão no passado. É a limitação física decorrente da indiferença para as alegrias ou tristezas dos outros. O espírito impassível leva o Corpo a um estado semelhante.

A tuberculose é o efeito do pensamento e de uma vida materialista. Pensamentos endurecidos produzem tecido endurecido.

Hidropisia resulta da tendência habitual de exagerar.

Doenças diretamente atribuíveis à impureza do sangue tem como causa pensamentos sensuais, venenosos e destrutivos.

Tumores e cistos são manifestações físicas de acúmulo, apreensão e da natureza egoísta.

A morfina pertence ao elemento Ar e define seus ritmos destrutivos principalmente na mentalidade. Muitos casos de insanidade podem ser atribuídos ao uso excessivo de drogas no passado. Entre os casos pronunciados “irremediavelmente incuráveis” estão aqueles que levaram os outros a esse hábito devastador.

Os corpos paralisados seguem frequentemente as crueldades passadas infligidas sobre seres humanos ou animais – por exemplo, as terríveis atrocidades da Inquisição e os sofrimentos aos quais os animais são submetidos em laboratórios de vivissecção. O motivo superior não anula o ato da lei. A colheita será como a semeadura em todos e cada um dos aspectos do ato. O propósito nobre reagirá em um refinamento e um fortalecimento do caráter; a crueldade envolvida como resultado de uma natureza desequilibrada ou subdesenvolvida reagirá no organismo físico de uma mancha igualmente não natural. A lei é exata e inexorável. Onde o corpo está incapacitado, é provável que o Ego tenha ocupado uma posição de poder que tenha sido mal utilizada ao condenar os outros a torturas indescritíveis.

As linhas da causa alcançam o passado distante e unem as forças de vida de cada uma das nossas palavras e transferem para dentro a substância cristalizada na nossa habitação e ambiente corporais presentes. Se, portanto, não estamos satisfeitos com a nossa condição presente, faremos bem em lembrar que temos, por nosso próprio pensamento e ação no passado, nos tornados o que somos hoje; e que um pensamento e uma ação mais inteligentes hoje produzirão para nós um futuro melhor. Nenhuma influência externa é responsável por nossas limitações; ninguém pode influir no nosso progresso em direção à perfeição, se nós não quisermos. O Espírito interior é o único monitor do destino do ser humano. Nele reside todo o poder. A regeneração da sua natureza e a iluminação do Espírito prosseguem juntos.

O pensamento é o grande poder regenerador. “transformai-vos, renovando a vossa mente”[15], admoestou São Paulo. E novamente: “glorificai, portanto, a Deus em vosso corpo”[16]. Aqui temos as duas afirmações fundamentais de cura definitiva fornecidas por um dos médicos supremos de todos os tempos.

Para conhecer a saúde contínua e radiante é necessário viver em constante comunhão com a divindade interior. Nessa relação, a liberdade de todos os laços da causalidade passada. Esse foi o ensinamento do Cristo e de todos os iluminados que vieram após Ele, independentemente do tempo, lugar ou credo.

FIM

[1] N.T.: 5Encontrava-se aí um homem, doente havia trinta e oito anos. 6Jesus, vendo-o deitado e sabendo que já estava assim havia muito tempo, perguntou-lhe: “Queres ficar curado?” 7Respondeu-lhe o enfermo: “Senhor, não tenho quem me jogue na piscina, quando a água é agitada; ao chegar, outro já desceu antes de mim”. 8Disse-lhe Jesus: “Levanta-te, toma o teu leito e anda!” (…) 14Depois disso, Jesus o encontrou no Templo e lhe disse: “Eis que estás curado; não peques mais, para que não te suceda algo ainda pior!”.

[2] N.T.: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno e Urano.

[3] N.T.: O rei Ezequias foi o 13º Rei de Judá, e reinou por 29 anos. Seguiu o exemplo do seu brilhante antepassado, o Rei Davi. Segundo a Bíblia, após a expulsão dos assírios, Ezequias experimenta um novo milagre. Tendo adoecido gravemente acometido do que a Bíblia chama de úlcera (alguns acreditam tratar-se de um câncer), o profeta Isaías veio lhe dizer que iria morrer. Não se conformando, Ezequias pôs-se a orar e Isaías retorna com outra mensagem de Deus informando um acréscimo de mais 15 anos à vida do rei.

[4] N.T.: Da obra Hamlet, Ato 3, Cena 1, página 7 de Shakespeare

[5] N.T.:  Lc 4:23

[6] N.T.: Deus é meu pastor, não me faltará. 2Em verdes pastagens me faz repousar. Para as águas tranquilas me conduz 3e restaura minhas forças; Ele me guia por caminhos justos, por causa do Seu nome. 4Ainda que eu caminhe por um vale tenebroso, nenhum mal temerei, pois estás junto a mim;1 Teu bastão e Teu cajado me deixam tranquilo. 5Diante de mim preparas uma mesa, à frente dos meus opressores; unges minha cabeça com óleo, e minha taça transborda. 6Sim, felicidade e amor me seguirão todos os dias da minha vida; minha morada é a casa de Deus por dias sem fim.

[7] N.T.: Os 5 primeiros versículos do 1º Capítulo: 1No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. 2Ele estava no princípio com Deus. 3Tudo que foi feito, foi feito por Ele e nada do que tem sido feito, foi feito sem Ele. 4N’Ele estava a Vida e a Vida era a Luz dos homens; 5a Luz resplandece nas trevas, mas as trevas não a compreenderam.

[8] N.T.: Alexis Carrel (1873-1944) foi um biologista francês.

[9] N.T.: Metrazol é um remédio utilizado como estimulante para os sistemas circulatório e respiratório; muito utilizado para tratamento de convulsões.

[10] N.T.: Gl 6:7

[11] N.T.: Mc 16:18

[12] N.T.: Refere-se à Gripe Espanhola

[13] N.T.: Sl 22:26

[14] N.T.: Lc 17:2

[15] N.T.: Rm 12:2

[16] N.T.: ICor 6:20

poradmin

Nossa vida aqui, nossa vida lá, nossos poderes aqui, nossos poderes lá

Nossa vida aqui, nossa vida lá, nossos poderes aqui, nossos poderes lá

Cedo ou tarde chegará um momento em que a consciência será forçada a reconhecer o fato de que a vida, como a conhecemos, seja passageira e que, em meio a todas as incertezas da nossa existência, haja apenas uma certeza — a Morte!

Quando a Mente é despertada pelo pensamento desse salto no escuro, que em algum momento deve ser tomado por todos, as grandes perguntas — De onde viemos? Por que estamos aqui? Para onde vamos? — devem inevitavelmente surgir. Esse é um problema fundamental com o qual todos devem, mais cedo ou mais tarde, lidar e é da maior importância como resolveremos isso, porque a opinião que adotarmos vai colorir toda a nossa vida.

Somente três teorias dignas de reconhecimento foram apresentadas para resolver esse problema. Para nos situarmos em um dos três grupos da humanidade que foram separados por sua aderência a uma dessas hipóteses é necessário conhecê-las, analisar calmamente, comparar umas às outras e a fatos estabelecidos. A palestra nº 1, publicada no Livro Cristianismo Rosacruz, faz exatamente isso e, concordando ou não com suas conclusões, certamente teremos uma compreensão mais abrangente dos vários pontos de vista envolvidos para podermos formar uma opinião inteligente, quando lermos O Enigma da Vida e da Morte.

Se chegarmos à conclusão de que a morte não acaba com a nossa existência, será muito natural perguntar: onde estão os mortos? Essa questão importante é tratada na palestra nº 2. A lei de conservação da matéria e energia impede a aniquilação, mas vemos que a matéria esteja constantemente mudando do estado visível para o invisível e vice-versa, como, por exemplo, no caso da água que é evaporada pelo sol, parcialmente condensada em forma de nuvem e depois cai de novo na terra, como chuva.

Também a consciência pode existir e não ser capaz de fornecer qualquer sinal disso, como nos casos onde as pessoas foram consideradas mortas, porém acordaram e disseram tudo o que foi falado e feito em sua presença.

Portanto, deve haver um Mundo invisível feito de força e matéria que seja tão independente da nossa cognição quanto a luz e a cor independem do fato de não serem percebidas pelos cegos.

Nesse Mundo invisível, os “mortos” vivem em plena posse de todas as faculdades mentais e emocionais. Vivem aí uma vida tão real quanto a existência aqui, no Mundo visível.

O Mundo invisível é conhecido por meio de um sexto sentido desenvolvido por alguns, mas latente na maioria das pessoas. Pode ser desenvolvido por todos; no entanto, métodos diferentes produzem resultados variados.

Essa faculdade compensa a distância de um modo bem superior aos melhores telescópios e a falta de tamanho é contrabalançada em um grau inacessível ao microscópio mais poderoso. Ela penetra onde o raio-X não pode. Uma parede ou uma dúzia de paredes não são mais densas para a visão espiritual do que o cristal é para a visão comum.

Na palestra nº 3, Visão Espiritual e os Mundos Espirituais, essa faculdade é descrita e a palestra nº 11, Visão e Intuição Espirituais, fornece um método seguro para o seu desenvolvimento.

O Mundo invisível é dividido em diferentes domínios: Região Etérica, Mundo do Desejo, Região do Pensamento Concreto e Região do Pensamento Abstrato.

Essas divisões não são arbitrárias, mas necessárias porque a substância de que são compostas obedece a leis diferentes. Por exemplo, a matéria física está sujeita à lei da gravidade; no Mundo do Desejo, porém, as formas levitam tão facilmente quanto gravitam.

O ser humano precisa de vários veículos para funcionar nos diferentes Mundos, do mesmo jeito que necessita de uma carruagem para andar sobre a terra, de um barco para o mar e uma aeronave para o ar.

Sabemos que ele precisa de um Corpo Denso para viver no Mundo visível. Ele também tem um Corpo Vital, composto de éter, que lhe permite sentir as coisas ao seu redor. Um Corpo de Desejos formado pelos materiais do Mundo do Desejo, o que lhe confere uma natureza apaixonada e o incita à ação. A Mente é formada pela substância da Região do Pensamento Concreto e atua como um freio por impulso: ela dá propósito à ação. O ser humano real, o Pensador ou Ego, age na Região do Pensamento Abstrato, operando sobre, e através de, seus vários instrumentos.

A palestra nº 4 trata das condições normais e anormais da vida como Sono, Sonhos, Transe, Hipnotismo, Mediunidade e Loucura. Os veículos mais refinados mencionados anteriormente são todos concêntricos ao Corpo Denso, no estado de vigília, quando estamos ativos em pensamentos, palavras e ações; contudo, as atividades do dia fazem com que o corpo fique cansado e com sono.

Quando o desgaste causado pelo uso de um edifício torna necessários reparos exaustivos, os inquilinos precisam sair para que os trabalhadores possam ter espaço total para a restauração. Portanto, quando o desgaste do dia esgota o corpo, é necessário que o Ego saia. Essa retirada torna o corpo inconsciente, sendo necessário um trabalho preciso para restaurar seu tom e ritmo. Durante a noite, o Ego paira ao lado de fora do Corpo Denso, envolto no Corpo de Desejos e na Mente. Às vezes, o Ego retira-se apenas parcialmente, tendo uma das metades dentro do corpo e a outra, fora; quando isso ocorre, ele vê o Mundo do Desejo e o Mundo Físico, mas de forma confusa como em um sonho.

O hipnotismo é um ataque mental. A vítima desavisada é expulsa do seu corpo e o hipnotizador obtém o controle. As vítimas do hipnotizador são libertadas com a morte dele, no entanto; mas o médium não tem tanta sorte. Os espíritos que o controlam são realmente hipnotizadores invisíveis. Essa invisibilidade oferece grandes possibilidades de enganar e após a morte eles podem tomar posse do Corpo de Desejos do médium e usá-lo por séculos, impedindo que sua infeliz vítima progrida no caminho da evolução. Essa última fase da mediunidade é elucidada na palestra nº 5, Morte e Vida no Purgatório.

O que chamamos de morte é, na realidade, apenas a mudança de consciência de um Mundo para outro. Temos uma ciência do nascimento com enfermeiras treinadas, obstetras, antissépticos e todos os outros meios de cuidar do Ego que chega; contudo, precisamos muito de uma ciência da morte, pois quando um amigo está saindo da existência concreta, permanecemos impotentes, ignorantes em relação a como ajudar; ou pior, fazemos coisas que tornam a passagem infinitamente mais difícil do que se estivéssemos apenas ociosos. Dar estimulantes é uma das piores ofensas contra os moribundos, porque atrai novamente o espírito ao Corpo Denso e o faz com a força de uma catapulta.

Depois que o coração parou, pela ruptura parcial do Cordão Prateado (que unia os veículos superiores do ser humano aos inferiores durante o sono e, após a morte, permanece indiferente por um tempo que varia de algumas horas a três dias e meio), o espírito ainda pode sentir o embalsamamento do corpo físico, sua abertura para exames post-mortem ou a cremação. Esse corpo não deve, portanto, ser incomodado, porque o Ego que passa de um Mundo ao outro está empenhado em revisar as imagens de sua vida passada (que são vistas em um lampejo por pessoas que se afogam). Essas imagens são impressas diariamente e a cada hora no éter do Corpo Vital, independentemente da nossa observação, assim como uma imagem detalhada é impressa na placa fotográfica pelo éter, ainda que o fotógrafo não tenha observado seus detalhes. Elas formam um registro absolutamente verdadeiro da nossa vida passada, que podemos chamar de Memória subconsciente (ou Mente subconsciente) e é muito superior à visão que armazenamos conscientemente em nossa memória (na Mente).

Sob a imutável Lei da Consequência, que decreta que aquilo que nós semearmos nós colheremos, os atos da vida são a base da nossa existência após a morte. O panorama de uma vida passada é o livro dos Anjos do Destino, os organizadores da partitura que fazemos junto à Lei da Consequência.

A revisão do panorama da vida logo após a morte registra as imagens no Corpo de Desejos, que é o nosso veículo normal no Mundo do Desejo, onde o Purgatório e o Primeiro Céu estão localizados.

Esse panorama é o fundamento da purificação do mal, no Purgatório, e da assimilação de boas ações, no Primeiro Céu. É da maior importância que ele seja profundamente gravado no Corpo de Desejos, porque se a gravação for profunda e clara, o Ego sofrerá mais acentuadamente no Purgatório, e experimentará alegrias mais intensas no Primeiro Céu. Tais sentimentos permanecerão como consciência nas vidas futuras, impulsionando as boas ações e desencorajando os maus atos.

Se deixarmos o espírito em paz, tranquilo, para se concentrar no panorama da vida, a gravação será clara e nítida; no entanto, se os parentes desviarem sua atenção com altas e histéricas lamentações durante os primeiros três dias e meio, período onde o Cordão Prateado ainda está intacto, uma impressão superficial ou borrada fará com que o espírito perca muitas das lições que deveriam ter sido aprendidas. Para corrigir essa anomalia, os Anjos do Destino são frequentemente forçados a terminar a próxima vida dele na Terra durante a primeira infância, antes que o Corpo de Desejos tenha nascido, conforme descrito em Nascimento, um Evento Quádruplo (palestra nº 7), pois o que não foi vivificado não pode morrer; assim, a criança entra no primeiro céu e aprende as lições que não aprendeu anteriormente, tornando-se dessa forma equipada a passar pela Escola da Vida.

Como tais Egos mantêm o Corpo de Desejos e a Mente que tinham na vida em que morreram quando crianças, é comum que se lembrem dessa existência, porque só permanecem fora da vida terrena de um a 20 anos.

O sofrimento no Purgatório surge por duas causas: os desejos que não possam ser satisfeitos e a reação às imagens do panorama da vida — o bêbado, por exemplo, sofre as torturas de Tântalo, porque não tem meios de obter ou reter a bebida. O avarento sofre porque lhe falta a mão para impedir que seus herdeiros dissipem seu estimado tesouro. Assim, a Lei da Consequência elimina os maus hábitos até que o desejo se esgote.

Se tivermos sido cruéis, o panorama da vida irradia sobre nós a imagem de nós mesmos e de nossas vítimas. As condições são revertidas no Purgatório: nós sofremos como eles sofreram. Assim, com o tempo, somos expurgados do pecado. A matéria grosseira do desejo que forma a personificação do mal é expelida pela força centrífuga da Repulsão, no Purgatório, e retemos unicamente o puro e o bem, que são corporificados em matéria de desejo mais sutil que é dominada pela força centrípeta — Atração, que no Primeiro Céu une o que é bom, quando o panorama retrata cenas de nossas vidas passadas em que ajudamos outras pessoas ou nos sentimos gratos pelos favores recebidos, conforme descrito na palestra nº 6, Vida no Céu, que também fala da estadia no Segundo Céu, localizado na Região do Pensamento Concreto.

Esse também é o reino do tom, como o Mundo do Desejo é da cor e o Mundo Físico, da forma. O tom, ou som, é o construtor de tudo o que existe na Terra, como João diz: “No princípio era o Verbo (o som), e o Verbo se fez carne.”, a carne de todas as coisas, “Sem Ele nada do que foi feito se fez”. A montanha, o musgo, o rato e o ser humano são encarnações dessa Grande Palavra Criadora que desceu do céu.

Lá, o ser humano se torna um com as forças da natureza; Anjos e Arcanjos o ensinam a construir um ambiente conforme o que mereceu sob a Lei da Consequência. Se ele gastou seu tempo na especulação metafísica, igual aos hindus, deixou de construir um bom ambiente material e renascerá em uma terra árida, onde inundações e fome o ensinarão a voltar sua atenção às coisas materiais. Quando ele focaliza sua Mente no Mundo Físico, aspirando à riqueza e ao conforto material, constrói no Céu um inigualável ambiente material, uma terra rica com instalações que lhe trarão facilidade e conforto, como o mundo ocidental tem feito. Mas, dado que sempre ansiamos pelo que nos falta, as posses que temos nos saciam para além do conforto e estamos começando a desejar novamente a vida espiritual, como os hindus, nossos irmãos mais novos, querem agora a prosperidade material que temos e estamos deixando para trás, o que é melhor explicado na palestra nº 19, A Força Futura — Vril?, que mostra por que as práticas de ioga hindu são prejudiciais aos ocidentais: eles estão atrás de nós na evolução.

Depois que o Ego ajuda a construir o arquétipo Criativo para o ambiente de sua próxima vida terrena, no Segundo Céu, ascende ao Terceiro Céu, localizado na Região do Pensamento Abstrato. Mas poucas pessoas aprenderam a pensar de forma abstrata como os matemáticos; portanto, a maioria está inconsciente, como no sono, aguardando o Relógio do Destino — as estrelas, para indicar a hora em que os efeitos gerados pela ação das vidas passadas possam ser calculados. Quando os responsáveis pelo tempo celestial, o Sol, a Lua e os Planetas, alcançam uma posição adequada, o Ego acorda com o desejo de um novo nascimento.

Os Anjos do Destino examinam o registro de todas as nossas vidas passadas, estampadas na Mente supraconsciente toda vez que o Ego vai para o Terceiro Céu, conforme descrito na palestra nº 7, Nascimento, um Evento Quádruplo. Quando não há uma razão específica para a tomada de um determinado ambiente, o Ego tem várias opções de encarnação. Elas são mostradas a ele em uma visão geral, exibindo o grande esboço de cada vida proposta, mas deixando espaço para o livre-arbítrio individual nos detalhes.

Depois que uma escolha é feita, o Ego deve liquidar as causas maduras que foram selecionadas pelos Anjos do Destino e qualquer tentativa de escapar será frustrada. Deve-se notar cuidadosamente que o mal seja erradicado no Purgatório. Somente as tendências restam para nos tentar, até que, de forma consciente, nós as vençamos. Assim, nascemos inocentes e pelo menos todo ato maligno é um ato de livre-arbítrio.

Quando o Ego desce em direção ao renascimento, reúne os materiais para seus novos corpos, mas eles não nascem ao mesmo tempo. O nascimento do Corpo Vital inaugura um rápido crescimento entre os sete anos e os 14, desenvolvendo também a faculdade de propagação. O nascimento do Corpo de Desejos, aos 14 anos, dá origem ao período impulsivo que vai dos 14 aos 21. Nessa idade, o nascimento da Mente fornece um freio ao impulso e concede a base para uma vida séria.

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross em maio/1915 – traduzido pela Fraternidade Rosacruz – Campinas – SP – Brasil)

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O Hipnotismo, um cerceamento e violência à sagrada liberdade individual

O Hipnotismo, um cerceamento e violência à sagrada liberdade individual

Nos ensinamentos que promulga, a Fraternidade Rosacruz leva acima de tudo a liberdade humana. Sua mensagem é, sobretudo, de libertação. Como o hipnotismo representa um cerceamento e violência a essa liberdade, a Fraternidade Rosacruz o desaprova terminantemente. Porque o hipnotismo é um cerceamento e violência à sagrada liberdade individual, explicaremos no decorrer desta exposição.

Muitas pessoas, ao tomar seu primeiro contacto com a Fraternidade e receber as instruções preliminares, estranham que vedemos a inscrição a hipnotizadores, médiuns, videntes, quiromantes e astrólogos profissionais. Explicamos: são práticas que agridem a liberdade do espírito interno, que mercantilizam e prostituem forças divinas. Isso dizemos porque a realidade mesma, observada dos planos internos, nos autoriza a proteger a boa fé e ignorância de muita gente a respeito desses assuntos.

Do ponto de vista da ciência materialista, o ser humano é considerado simplesmente como algo físico, um corpo organizado, não um ser espiritual a manipular uma complexa instrumentação mental, emocional, etérica e química. Esses conceitos materialistas são divulgados tanto nos livros e escolas que, ao atingirmos a fase adulta e começarmos a estudar o ocultismo, surpreendemo-nos muitas vezes com a insidiosa influência dessas ideias, gravadas em nós desde a infância. Sabemos da Bíblia, aprendemos catecismo em pequenos, ouvimos muitas vezes as inúmeras e claríssimas asserções de que fomos feitos à imagem e semelhança de Deus, de que a vontade de Deus é que atinjamos a perfeição, de que as coisas que o Cristo fazia nós as faremos também e maiores obras ainda, além de um sem número de afirmações, segundo as quais vemos que somos seres espirituais, herdeiros das promessas divinas. No entanto, passemos os olhos ao nosso redor. Vejam quanta gente agitada, convulsionada, nervosa, lutando desesperadamente numa competição muitas vezes injusta, anticristã, no afã de quê? Ficar rico? “Gozar” a vida? “Assegurar” o futuro? Onde a fé, onde a confiança em Deus, onde a convicção de que, à morte, tudo deixamos aqui, levando apenas a essência do que tenhamos FEITO de bom ou de mau?

É lógico que ninguém poderá fazer as coisas que o Cristo fez e obras maiores ainda, segundo nos afirmam os Evangelhos, se não for pelo renascimento, que permite o aperfeiçoamento gradativo, pois ninguém pode realizar esse gigantesco intento em uma só existência. É lógico que, se há “céus”, se há um plano imaterial, suprassensível, um mundo invisível aos nossos olhos físicos, esse mundo que é a origem de tudo, o mundo das causas, nenhum assunto poderá ser inteiramente considerado e compreendido, se não for abordado em seus aspectos físico e espiritual, devendo haver entre ambos os aspectos inteira coerência, pois no reino de Deus não existe contradição.

Com esse preâmbulo, voltemos ao tema do hipnotismo.

Que é ele?

Consiste em, por meio de passes à cabeça ou por meio de toques em certos pontos vitais, EXPULSAR o éter da cabeça da vítima, introduzindo ali, em substituição, por meio da vontade, o próprio éter (do hipnotizador). Nessa condição, fica o paciente privado de consciência, do crivo da razão, que o torna ser humano, ser racional, capaz de analisar, rejeitando ou aceitando o que lhe é proposto. No transe hipnótico, temos de obedecer ao que nos for ordenado. Depois a “ordem” ficará gravada através de um pequeno resíduo do Corpo Vital do hipnotizador na medula oblonga da vítima, como elos, como cordéis pelos quais o hipnotizador poderá atuar na vítima enquanto viver. O hipnotismo é perigoso, mormente nas mãos de pessoas inescrupulosas. Difundido como está, infelizmente até por certas escolas ditas espiritualistas, pode ser um instrumento de domínio, de exibição de falsos poderes, com propósitos egoístas, dando geralmente causa à idiotia em vida futura. Muitos Egos, privados numa vida de seu livre arbítrio, vinculados e aprisionados num corpo demente, de cérebro deformado, sem possibilidade de expressão natural, mostram as causas de sua enfermidade nos maus aspectos de Netuno, que rege as faculdades espirituais. Embora não seja uma forma grave de magia negra, traz essa consequência num destino maduro. Contudo, por isso não devemos concluir que todos os casos de idiotia congênita se devem a essas práticas em vidas anteriores, porque existem outras causas.

Para se ter uma ideia próxima de como se desloca a parte etérica, tomemos o exemplo de um fenômeno comum, como o do adormecimento de um braço ou de uma perna. Uma posição forçada, dificultando a livre circulação do sangue e do fluido vital, provoca o deslocamento do Éter. Em tais casos, vemos o braço ou a perna etéricos flutuando sobre o braço ou a perna material, respectivamente, até que, pela normalização da circulação do sangue, os pontos vitais de novo se introduzem no membro, dando causa, com sua entrada, àquela sensação de “formigamento”. No caso da hipnose, não se dá o formigamento porque a parte vital retirada da cabeça é substituída imediatamente por éter do hipnotizador, durante o transe.

Muitos objetam, embora, sabendo disso, que em certos casos o hipnotismo se justifica, como, por exemplo, na medicina ou em odontologia, para tirar o dente, sem dor, de pessoas que têm alergia por injeções, que têm males de coração, etc. As correntes médicas especializadas no assunto se dividem, pró e contra sua aplicação. A maioria dos psicanalistas já condenou o seu emprego nas sessões, para descobrir a causa dos traumas. Julgam eles, mui acertadamente, que o paciente deve ter consciência da causa e por si mesmo, com orientação do médico ou sem ela, erradicar o trauma.

Do ponto de vista oculto, é evidentemente errado tratar de curar um hábito, como o da bebida alcoólica, pelo hipnotismo. Encarado do ponto de vista de uma só vida (daí a ciência material e as igrejas cristãs populares muitas vezes concordarem com o hipnotismo) o tratamento pela hipnose pareceria justo e eficiente. Senta-se o paciente numa cadeira, faz-se-o dormir e dão-se-lhe certas sugestões. Desperta-se-o e quando se põe de pé, já está curado de seu mau hábito. De alcoólatra que era, converte-se num cidadão respeitável, que cuida bem de sua esposa e filhos e segundo todas as aparências o benefício obtido é inegável.

Mas se contemplamos as coisas do ponto de vista mais profundo, o do ocultista, que vê os dois planos e contempla esta vida como uma dentre muitas, que toma em consideração o efeito causado nos veículos invisíveis dessa pessoa, então o caso é completamente diferente. Quando se submerge uma pessoa no sono hipnótico, na forma já descrita, além de privá-la da livre escolha, impõe-se-lhe uma ordem, não uma simples sugestão e o paciente não tem outro remédio senão obedecer, mormente quando se repetem os transes, porque fica um resíduo do manipulador, para agir dentro do indivíduo. É como que, para usar uma comparação, uma pequena parte do magnetismo infundido num dínamo elétrico, que nele fica sempre e com o qual pode ser posto em movimento. Assim, o resíduo etérico do hipnotizador, dentro da vítima, cresce em proporção e poder, com a repetição dos transes a que for submetido pela mesma pessoa. Concluímos, pois, que a vítima de um hipnotizador não vence um mau hábito por sua própria vontade e força, senão pela imposição da vontade de outra.

Quando regressa à terra, em próximo renascimento, terá as mesmas debilidades que não venceu e terá de novamente lutar consigo mesmo, até vencer-se.

Alguém poderá contestar que uma sugestão não prejudica, pois, a vida inteira passamos a receber sugestões por meio de livros, de cinema, de pessoas, etc. Mas é um caso muito diferente, porque em tais circunstâncias a pessoa está de posse de sua razão, com direito de aceitar ou rejeitar a sugestão. Se se trata de uma pessoa de forte personalidade, diante de outra, de vontade débil, essa sugestão poderá assumir quase o caráter de uma imposição. Mas essa influência a moverá somente quando atender-lhe à natureza. Uma pessoa comum, numa assembleia onde todos estejam vibrando em uníssono numa mesma ideia, ou num comício onde um líder consiga inflamar a maior parte dos ouvintes com suas ideias, ou numa parada patriótica onde se exaltem os sentimentos de patriotismo, poderá afetar-se momentaneamente, deixar-se levar pela força da egrégora. Mas depois, consigo mesmo, voltará à tônica de seu modo de ser. No hipnotismo é diferente: fica uma influência, uma imposição estranha.

Por oportuno, lembremos o que diz Max Heindel em “O Conceito Rosacruz do Cosmo”, obra básica da Filosofia Rosacruz: “O método Rosacruz difere de todos os outros métodos num ponto especial: procura, desde o princípio libertar o aspirante de todas as limitações internas e externas, ajudando-o a conquistar o pleno domínio de si mesmo, pois só em tais circunstâncias poderá “efetivamente ajudar os demais”. Já soubemos de outras organizações com nome de Rosacruz, (não a de Max Heindel, ligada aos Irmãos Maiores da Ordem), que facilitam meios de exercer poder sobre os semelhantes. Do ponto de vista oculto e do Bem, é repreensível, mas os Irmãos Maiores têm isso a seu cuidado, como guardiães e vigilantes de tudo o que é perigoso na evolução humana. Cumprimos nosso dever, esclarecendo quando necessário, deixando o mais a cuidado desses excelsos Seres,  vanguardeiros Guias da Onda humana.

Foram os próprios Irmãos Maiores que, no tempo que julgaram oportuno, anunciaram indiretamente ao mundo a força do pensamento e deixaram entrever o mecanismo do subconsciente, muito antes de Freud. Foram eles que mandaram Mesmer, o qual foi tremendamente ridicularizado pelos postulados que pregava. Só quando os materialistas, trocando o nome da forca descoberta por Mesmer, deram ao mesmerismo o nome de “hipnotismo” é que se tornou “científica”. Em verdade, resta ainda muito a aprender e desaprender aos atuais indivíduos da ciência materialista. Podem eles lutar até o último momento contra o que, zombando, qualificam de “ideias ilusórias” dos ocultistas. É só questão de tempo; terão de aceitar e admitir todas as suas verdades, uma a uma.

“Os pensamentos são coisas”, é uma força atualmente incalculável. À medida que a razão se for desenvolvendo, controlando mais e mais os impulsos do Corpo de Desejos e o altruísmo for assegurando um legítimo emprego a todos os poderes latentes do ser humano, alcançaremos o mérito de utilizar esse poder maravilhoso, mas sempre para o bem e sem imposição a ninguém.

Siegfried, símbolo da alma avançada, na mitologia nórdica, estava armado para a batalha da vida com a espada “nothung” (a coragem do desespero) com a qual combateu e venceu os dois dragões da cobiça e do credo. E tinha outra arma, que nos tempos modernos podemos chamar de poder hipnótico: Tarcap, o capacete da ilusão, que permitia a quem usasse aparecer aos outros na forma que desejasse. E para fazer uso desse poder lhe foi dado também, por Brunhilde, o espírito da verdade, seu cavalo alado, Grane, o discernimento, graças ao qual podemos distinguir o erro da ilusão. Aí está porque nós devemos tornar primeiramente merecedores, por nossa formação moral, de utilizar esses e outros poderes do espírito. Eis, também, porque não podemos aceitar em nosso seio aqueles que propositada e egoisticamente fazem deles uso pervertido.

Para finalizar, damos um meio de empregar legitimamente a força do pensamento, em casos de pessoas que precisam de auxílio extra. Tal auxílio é prestado durante o sono natural, quando o Ego, envolto pela Mente e o Corpo de Desejos sai do corpo físico e geralmente flutua sobre ele ou permanece em sua vizinhança, ligado pelo cordão prateado, enquanto os Corpos Denso e Vital se restauram, no leito. Nessa oportunidade é possível influenciar a pessoa adormecida, inculcando-lhe no cérebro pensamentos e ideias que lhe queremos comunicar. Contudo, não se pode conseguir que ela faça algo ou que acolha qualquer ideia que não esteja de acordo com suas próprias tendências habituais. É impossível ordenar-lhe que faça algo ou obrigá-lo à obediência porque durante o sono natural seu cérebro está interpenetrado por seu próprio Corpo Vital e tem perfeito controle de si mesmo. Não há, aí, desrespeito ao livre arbítrio da pessoa. Já no sono hipnótico, os passes do hipnotizador lançam fora do cérebro o Éter da cabeça, que fica então sobre os ombros da vítima como um colar. Então o cérebro está aberto ao Éter do Corpo Vital do hipnotizador, que toma o lugar do Corpo Vital da vítima. De sorte que no sono hipnótico a vítima não pode escolher nem quanto às ideias, nem quanto aos movimentos de seu corpo, porque é o cérebro que dirige os nervos e músculos voluntários e então, está manipulado por Éter estranho. No sono natural, o Ego é o agente completamente livre. Na realidade, esse método de sugestão durante o sono é sumamente importante para as mães que têm filhos rebeldes e refratários e para as esposas de viciados rebeldes, de vontade fraca. Para tratar dessas pessoas, assenta-se ao lado da pessoa adormecida e (se possível, tomando-lhe uma das mãos) fala-se suave e audivelmente com ela, inculcando-lhe no cérebro as sugestões convenientes. Ao despertar e principalmente com a repetição (há mais facilidade, naturalmente, com as pessoas de sono pesado) verá que muitas dessas ideias lançaram raízes no subconsciente, de uma forma eficaz, porque muitas pessoas detestam conselhos e reprimendas e desse modo se lhes faculta seguir a própria deliberação. Igualmente se pode tratar assim de pessoa enferma, quando carece de otimismo, coragem, fé e outros valores importantes na cura. Sabemos que isso pode ser usado para o mal, mas não mantemos o segredo porque acreditamos que o bem que se pode realizar com esse método sobrepassará em muito o prejuízo que uma ou outra pessoa malvada possa ocasionar. Além do mais, a lei de causa e efeito se incumbe de pôr os irresponsáveis, pela dor, no devido caminho.

(Publicado na revista Serviço Rosacruz de maio/1966)

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Magia: processo mediante o qual se podem realizar certas coisas não realizáveis sob as leis ordinárias conhecidas

Magia – a magia é um processo mediante o qual se podem realizar certas coisas não realizáveis sob as leis ordinárias conhecidas.

Alguns seres humanos investigaram as leis da Natureza, desconhecidas para a maioria, e converteram-se em competentes para manipular as forças sutis. Empregam seus poderes para ajudar aos demais seres quando sua ajuda pode se realizar em harmonia com as leis que regem seu crescimento. Outros que também estudaram essas leis, tornando-se capazes de manipular as forças ocultas do universo, empregam seus conhecimentos com fins egoístas para obter poder sobre seus semelhantes.

Aos primeiros chamamos de “brancos”, e “negros” aos segundos. Ambos empregam as mesmas forças, residindo a diferença no motivo que os impulsiona.

O mago branco é impulsionado pelo “amor e pela benevolência. Se bem que não obre esperando a recompensa, a alma se desenvolve portentosamente como resultado de seu emprego da magia. Põe seus talentos a crédito e está ganhando o cento por um.

O mago negro, por outro lado, encontra-se num triste estado, porque já se disse que “a alma que pecar morrerá”, e tudo quanto façamos contrariamente às leis de Deus, produzirá inevitavelmente o deterioramento das qualidades anímicas.

O mago negro, graças a seus conhecimentos e artes, pode, algumas vezes durante várias vidas, manter seu posto na evolução, mas chegará certamente o dia em que sua alma se desintegrará e o Ego voltará ao que poderíamos chamar de salvagismo.

A magia negra em suas formas mais atenuadas, tais como o hipnotismo, por exemplo, produz algumas vezes o idiotismo congênito numa vida futura de quem o emprega. Os hipnotizadores privam as suas vítimas do livre emprego de seus corpos. Por isto, devido à Lei da Consequência, ver-se-ão ligados a um corpo, cujo cérebro deformado impedirá sua expressão. Contudo não devemos deduzir disto que todos os casos de idiotismo congênito sejam devidos a essas práticas más por parte do Ego numa vida passada; há também outras causas que podem produzir o mesmo resultado.

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Consideram errado tentar curar um mau hábito como, por exemplo, o alcoolismo, por meio do hipnotismo?

Pergunta: Consideram errado tentar curar um mau hábito como, por exemplo, o alcoolismo, por meio do hipnotismo?

Resposta: Decididamente sim. Sob o ponto de vista de uma vida, tais métodos, por exemplo, aqueles empregados pelos curadores do movimento Immanuel, sem dúvida alguma, são muito benéficos. Coloca-se o paciente numa cadeira, faz-se com que adormeça e, em seguida, são-lhe dadas algumas “sugestões”. Ele levanta-se e está curado do seu mau hábito. De um bêbado inveterado, torna-se um respeitável cidadão que zelará pela sua esposa e família. Por esse aspecto, os efeitos benéficos parecem ser inegáveis. Mas, considerando isso do ponto de vista mais profundo do ocultismo, que encara esta vida como apenas uma entre muitas, ao avaliarmos o caso, a partir do efeito que exerce sobre os veículos invisíveis do ser humano, tudo é muitíssimo diferente. Quando uma pessoa é posta em sono hipnótico, o hipnotizador faz-lhe passes, os quais têm o efeito de expelir o Éter da cabeça do Corpo Denso que é substituído pelo Éter do próprio hipnotizador. Desse modo, o indivíduo é perfeitamente dominado pelo outro, não tendo livre-arbítrio. Portanto, as assim chamadas “sugestões” são, na realidade, ordens às quais a vítima não tem outra opção senão obedecer. Quando o hipnotizador retira o seu Éter e desperta a vítima, ele é incapaz de lhe remover todo o fluido etérico. Usando uma comparação: da mesma forma que uma pequena parte do magnetismo instilado num dínamo elétrico, antes que este seja posto a funcionar pela primeira vez, é deixada para trás e permanece como magnetismo residual a fim de excitar os campos do dínamo sempre que este é acionado, assim também permanece uma pequena parte do Éter do Corpo Vital do hipnotizador na medula espinhal da vítima. Isso se torna um trunfo que o hipnotizador possui sobre ele durante a vida toda, e é devido a esse fato que as sugestões, que serão usadas num período subsequente ao despertar da vítima, são invariavelmente seguidas.

Dessa maneira, a vítima de um curador hipnótico não domina o mau hábito pela sua própria força de vontade, mas fica tão escravizada como se estivesse numa reclusão solitária. Embora nesta vida pareça ter-se tornado uma pessoa melhor, ao retornar à Terra experimentará a mesma fraqueza e terá de lutar até vencer, por si própria, essa tentação.

(Livro: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. I – Perg. 39 – Max Heindel)

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Razões pelas quais o hipnotismo e a mediunidade devem ser evitados

Razões pelas quais o hipnotismo e a mediunidade devem ser evitados

No princípio do desenvolvimento da humanidade, todos eram clarividentes involuntários, por ser débil o laço existente entre o Corpo Vital e o Denso. De então para cá, estes Corpos se compenetraram muito mais intimamente, na maioria das pessoas; porém, nas pessoas sensitivas, o laço é pouco firme. A debilidade deste elo constitui a diferença entre as pessoas psíquicas e as comuns, inconscientes de toda classe de vibrações não perceptíveis pelos cinco sentidos.

Há duas classes de pessoas sensitivas: aquelas que não estão, ainda, firmemente ligadas à matéria, como as raças inferiores, e as que estão na vanguarda da evolução.

Estas últimas podem dividir-se em dois graus. No primeiro, estão as que, por vontade própria, desenvolvem a força vibratória dos órgãos agora unidos com o sistema nervoso voluntário. Convertem-se, por treinamento, em clarividentes voluntários ou ocultistas; os centros sensitivos dos seus Corpos de Desejos produzem vórtices no sentido do movimento dos ponteiros dos relógios.

E no segundo, estão as pessoas de vontade fraca, que se desenvolvem de maneira passiva. Despertam o plexo solar e outros órgãos unidos com o sistema nervoso involuntário e desenvolvem um estado de consciência dos planos interiores, como imagem refletida num espelho, semelhante à consciência que possuíram os seres humanos da Época Lemúrica. Os centros sensoriais de seus Corpos de Desejos giram ao contrário do movimento dos ponteiros do relógio.

Assim, convertem-se em clarividentes involuntários ou médiuns, sem controle nenhum sobre a faculdade de clarividência. Muitas vezes, são vítimas de espíritos inferiores, apegados à terra, que, dizendo-se “Guias”, desenvolvem suas vítimas, como “médiuns de transe”.

Se a união entre os Corpos Denso e Vital do médium é particularmente frouxa, desenvolvem-no como “médium de materialização”. Espíritos de elevada natureza moral, geralmente, não exercem controle sobre médiuns. São os espíritos inferiores e apegados à terra que se encarregam disto.

A morte não tem poder de transformação. Não converte o pecador em santo, nem o ignorante em sábio. É patético, para o clarividente treinado, ver espíritos carentes de experiência controlarem pessoas sensitivas.

O espírito inexperiente, às vezes, entra e toma posse do corpo, de modo que não pode sair dele, quando quiser. Então, o Ego perdeu seu corpo e a sua personalidade muda completamente.

Os elementais são uma classe espíritos sub-humanos. Frequentemente, tomam posse dos Corpos de Desejos, já abandonados por seres humanos inferiores, e tem sobre os médiuns, como espíritos de controle. Na materialização dos espíritos, o éter do Corpo Vital do médium é retirado por meio do baço e usado como meio materialização, atraindo partículas de pó, para torná-lo visível. Esse procedimento debilita seriamente a vitalidade do médium e, não raro, um extremo esgotamento leva-o a consumir drogas e estimulantes.

Às vezes, durante anos, espíritos perversos assumem atitudes de santos, precisamente para controlar suas vítimas. Geralmente só proclamam trivialidades altissonantes e hipocrisias insensatas, de nenhum valor. Alegram-se em enganar suas vítimas, abandonando-as posteriormente.

Depois de ter dominado um médium durante toda a vida, podem, na morte, usurpar os veículos que mantêm a experiência da vida e retê-los durante século, atrasando terrivelmente a evolução do Ego. Por conseguinte, aconselhamos insistentemente, a todos os nossos estudantes: nunca consintam ser guiados, ou controlados, por espíritos que não possam ver e sobre os quais nada saibam. É necessário não abandonarmos, jamais, o controle de nós mesmos.

No hipnotismo, o hipnotizador obtém controle sobre a vítima, induzindo-a, primeiro, a fazer-se perfeitamente negativa, ou passiva. Depois, agindo na cabeça do Corpo Vital do indivíduo, oprime-a, de tal modo, que a desliga da cabeça física, caindo em volta do pescoço. O contato entre o Ego e o Corpo Denso fica cortado, como durante o sono. Então, a cabeça física fica com o éter do Corpo Vital do hipnotizador. Deste modo, obtém poder sobre o indivíduo e, pelo contato assim estabelecido, pode transmitir e obrigar a pessoa hipnotizada a cumprir sua vontade.

Estabelecido o domínio sobre a vítima, pode mantê-lo o tempo que queira e independentemente de toda distância.

Só a morte pode romper esse contato. De nenhum modo é recomendável assistir a sessões espíritas, ou demonstrações hipnóticas, porque existe o perigo de algum espírito inferior apegar-se a nós, causando muitos incômodos. Tampouco é recomendável queimar incenso, porque, ao inalá-lo, atraímos espíritos elementais, que incitam ao sensualismo e às práticas negativas, retardadoras do nosso desenvolvimento espiritual.

A prancheta é outro meio pelo qual os espíritos desencarnados, ou os elementais, podem dominar os crédulos. Ao empregar este objeto, como diversão, uma pessoa negativa é, gradualmente, colocada sob controle, primeiro a mão e o braço usados e, finalmente, toda a personalidade. Os pais não devem nunca permitir a seus filhos usar a prancheta como brinquedo.

Há um meio de proteger-nos contra influência e domínios externos: vivendo uma vida pura e empregando os dias em atos de servir a Deus e aos seres humanos, elaborando pensamentos e atos de natureza pura e nobre. Assim, aumentamos e convertemos em positivos nossos veículos sutis, de maneira que nenhuma entidade possa forçar a entrada em nossa aura, nem exercer qualquer controle sobre nós. Assim, também, construímos o Corpo- Alma, com os éteres Superiores, uma força espiritual radiante que nenhuma entidade de fora pode subjugar.

O objetivo do método de desenvolvimento Rosacruz é precisamente este: emancipar o aluno da dependência dos outros e obter confiança em si mesmo, no mais alto grau.

Se formos escravos, ou instrumentos de hipnotizadores, ou de espíritos desencarnados, ou de elementais, não poderemos obedecer ao Deus interno, nem escutar as ordens do nosso Eu Superior.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de novembro/1972)

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A Mente no Tema Natal

A Mente no Tema Natal

Quando vamos ponderar as qualidades mentais de uma pessoa, em um tema astrológico, a primeira cousa que devemos considerar é a posição de Mercúrio. Primeiramente, notemos em que Signo está ele colocado, depois a Casa e finalmente os Aspectos que mantém com os outros Astros.

Para não nos estendermos demasiado nesta explanação, remeteremos o caro leitor ao livro “Mensagem das Estrelas” para estudar e compreender os efeitos produzidos pelo Astro da razão, nos diferentes Signos do Zodíaco.

Lá encontrará, também, as qualidades básicas de Mercúrio nos doze Signos. Tais qualidades devem ser estudadas cuidadosamente pois do proveito desse estudo dependem os fundamentos em que basearemos depois nossas conclusões. O outro Astro a considerar, no estudo da razão ou mentalidade, é a Lua. Se há um bom Aspecto entre a Lua e Mercúrio, especialmente se esses dois Astros estão colocados nos ângulos do tema e em Signos que podem expressar suas melhores qualidades, podemos confiar que o paciente cooperará com o médico em sua cura.

Todavia, se Mercúrio está em Conjunção com Saturno, teremos uma pessoa de mentalidade obstinada, teimosa, lenta e dada à melancolia. Mas se Mercúrio está em Trígono ou Sextil com Saturno, sua memória será retentiva, Mente bem equilibrada possibilitando o desenvolvimento de boas qualidades de razoamento. Quando Marte e Urano se acham em conjunção com Mercúrio, o paciente é muito impressionável, sensitivo e emocional; um tipo lunático, com pouco controle sobre a Mente. Mas se Marte e Urano estiverem em Sextil ou Trígono com Mercúrio, haverá tendência à sensibilidade e à acuidade mental. Se Mercúrio ou a Lua estiverem em Aspecto adverso com Netuno, a Mente estará inclinada a condições antinaturais e doentias; propenderá a manias e fanatismo na prática da religião, à mediunidade, à bebida e às drogas. Observe-se a Casa e Signo em que estão colocados esses Astros, para conhecer o modo como tendem a manifestar-se.

Sendo Netuno a oitava superior de Mercúrio, tem ele influência sobre a Mente superior. Quando Netuno está em Aspecto adverso com Urano ou com a Lua, dá tendências para indesejáveis experiências de psiquismo. Quando está afligido por Marte, especialmente em Conjunção com esse ígneo Astro, o nativo se vê tentado a empregar amiúde o hipnotismo ou a magia negra sobre os demais, expondo-se, por si mesmo, a ser vítima dos que, faltos de quaisquer escrúpulos, usam essas horrendas práticas sobre os outros.

Quando as aflições mentais se verificam na oitava ou décima segunda Casa têm uma influência mais sutil do que em qualquer outra posição. As aflições ou Aspectos adversos ocorrentes na oitava Casa podem dar à Mente tendências suicidas.

Desejamos imprimir firmemente na memória do leitor que nunca e por nenhuma razão baseie seu diagnóstico somente em um ou dois Aspectos, senão que deve julgar o horóscopo como um todo. Para ilustrar o perigo em que pode incorrer-se pelo exame superficial, tomemos o tema de um homem com Mercúrio em Capricórnio e na sexta Casa, formando um só Aspecto, que era uma débil Quadratura com Netuno. Julgando o horóscopo à ligeira poder-se-ia dizer que o nativo é de urna mentalidade obtusa. No entanto, esta criança foi o primeiro aluno de sua classe.
Em matemática e ortografia era verdadeiramente notável. Já homem, ocupou postos relevantes em suas ocupações e profissão sendo depois um diretor de uma empresa que exige muita habilidade executiva e aguda mentalidade. Para esclarecer isso passemos ao que indicavam os outros Astros de seu tema: tinha sete Astros em Signos de Ar, cinco Astros em Signos mentais, a Lua e Netuno bem aspectados entre si e nos ângulos, o Sol e a Lua em Signos Fixos. Ao resumir o horóscopo pode-se ver claramente por que tal pessoa alcançou tão elevada posição num trabalho mental, apesar de um débil Mercúrio.

Assim, pois, cremos necessário que o leitor tenha sempre em mira, sem esquecer jamais, o conjunto do tema, empregando bem o raciocínio antes de emitir juízo sobre um horóscopo, quer se trate de qualidades mentais, quer de morais, espirituais ou físicas.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – 5/72 – Fraternidade Rosacruz – SP)