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O que sucedeu ao Corpo Denso de Jesus, colocado no túmulo e não encontrado na manhã da Páscoa?

Pergunta: O que sucedeu ao Corpo Denso de Jesus, colocado no túmulo e não encontrado na manhã da Páscoa? Se o Corpo Vital de Jesus foi preservado para ser novamente usado por Cristo, o que faz Jesus, nesse meio tempo, para obter um Corpo Vital? Não seria mais prático conseguir um novo Corpo Vital para Cristo, quando da Sua Segunda Vinda?

Resposta. O estudo das Escrituras nos revela que Cristo costumava afastar-se de Seus discípulos, os quais ignoravam nesses momentos o Seu paradeiro — ou se sabiam, nunca mencionaram. Não obstante, isso é explicado pelo fato de que, sendo um Espírito tão glorioso, Suas vibrações eram por demais elevadas até mesmo para os melhores e mais puros veículos físicos. Por conseguinte, era necessário que o Espírito se retirasse, deixando o Corpo em completo repouso por algum tempo para que os átomos pudessem reduzir a sua frequência até atingir o nível costumeiro. Cristo acostumara-se a recorrer aos Essênios, deixando o Corpo aos seus cuidados. Esses eram peritos nisso e o Cristo não sabia lidar com os veículos que recebera de Jesus. Não tivesse recebido esses cuidados e o repouso necessário, o Corpo Denso de Jesus teria sido desintegrado muito antes que se concluíssem os três anos do Seu ministério e o Gólgota nunca teria sido alcançado.

No momento oportuno, quando Seu ministério terreno terminou, os Essênios cessaram de interferir. Os acontecimentos retomaram o seu curso natural e a tremenda força vibratória concedida aos átomos os espalhou aos quatro ventos; assim, quando o túmulo foi aberto, poucos dias mais tarde, não se encontrou o menor sinal do Corpo.

Isso está em perfeita harmonia com as leis naturais conhecidas por nós através de sua ação no mundo físico. Correntes elétricas de baixo potencial queimam e matam, enquanto uma voltagem muitas vezes superior pode passar através do Corpo sem qualquer efeito nocivo. A luz, cuja frequência vibratória é tremenda, é agradável e benéfica para o Corpo, mas quando focalizada através de uma lente, sua frequência vibratória diminui e temos uma força destrutiva. Da mesma maneira, quando Cristo, o grande Espírito Solar, entrou no denso Corpo de Jesus, a frequência vibratória foi reduzida devido à resistência da matéria densa, o que poderia reduzir o Corpo a cinzas, como ocorre na cremação, se não tivesse havido uma interferência. A força foi a mesma, o resultado idêntico — exceto que, sendo um fogo invisível o que consumiu o Corpo de Jesus e não o fogo comum, não houve cinzas. Com relação a isso, é bom lembrar que esse fogo jaz invisível em todas as coisas. Apesar de não o vermos na planta, no animal ou na pedra, ele está presente, visível à visão interna e capaz de manifestar-se a qualquer momento, contanto que se revista com uma chama de substância física.

Considerando que o autor do Conceito Rosacruz do Cosmos praticamente não teve ajuda na revisão das provas desse livro, é motivo para congratulações não serem encontrados muitos erros. O Capítulo XV, O Sangue Purificador, refere-se ao presente assunto. Foi corrigido e a palavra “Átomo-semente” substituiu a expressão “outros veículos”. A frase ficou assim: “Depois da morte do Corpo Denso de Jesus, os Átomos-semente foram devolvidos a seu primitivo dono.”. Durante os três anos de intervalo entre o Batismo, quando cedeu seus veículos, e a Crucificação, que ocasionou a volta dos Átomos-semente, Jesus adquiriu um veículo de Éter, da mesma forma que um Auxiliar Invisível adquire matéria física sempre que for necessário materializar todo o seu Corpo ou parte dele. Contudo, um material que não combine com o Átomo-semente não pode se adaptar definitivamente. Ele se desintegra tão logo se esgote a força de vontade nele reunida; portanto, isso foi apenas um paliativo. Quando o Átomo-semente do Corpo Vital retornou, um novo Corpo foi formado e, nesse veículo, Jesus atua desde então, trabalhando com as igrejas. Ele nunca mais tomou para si um Corpo Denso, embora fosse perfeitamente capaz de fazê-lo. Provavelmente pelo fato de seu trabalho ser inteiramente desligado das coisas materiais e diferir diametralmente do trabalho de Christian Rosenkreuz, que tratou dos problemas do Estado, da indústria e da política. O último, portanto, necessitou de um Corpo físico para poder aparecer diante do público.

A razão pela qual o Corpo Vital de Jesus está sendo preservado para a Segunda Vinda de Cristo, ao invés de ser formado um novo veículo, é dada em Fausto, um mito que expõe, em termos pictóricos, uma grande verdade espiritual de valor inestimável para a alma que busca. Fausto, desejando adquirir um grande poder espiritual antes de merecê-lo, atrai um Espírito disposto a satisfazer seu desejo — mas exige uma retribuição, pois o altruísmo é uma virtude que ele simplesmente não possui. Quando Lúcifer se volta para sair, ele fica temeroso ao ver um pentagrama diante da porta, com uma ponta voltada em sua direção. Ele pede a Fausto que remova o símbolo para que ele possa sair, porém esse último pergunta-lhe por que não sai pela janela ou pela chaminé. Lúcifer admite relutantemente que: “Para fantasmas e Espíritos, é lei que por onde entraram, devam sair”.

De acordo com o curso natural dos acontecimentos, o Espírito, ao nascer, entra no Corpo Denso pela cabeça, trazendo consigo os veículos superiores. Ao deixar o Corpo, à noite, ele sai pelo mesmo caminho e da mesma forma que reentrará pela manhã.

O Auxiliar Invisível também sai e reentra no Corpo pela cabeça. Finalmente, quando a nossa vida na Terra termina, alçamo-nos para fora do Corpo pela última vez através da cabeça, que é, então, reconhecida como sendo o caminho de entrada e saída natural do Corpo. Portanto, o pentagrama com uma ponta para cima é o símbolo da magia branca que trabalha em harmonia com a lei da evolução.

O mago negro, que age contra a natureza, subverte a força vital, dirigindo-a para baixo através dos órgãos inferiores. A passagem pela cabeça fecha-se para ele; então, retira-se pelos pés e o cordão prateado estende-se em direção aos órgãos inferiores. Por conseguinte, Lácifer entrou facilmente no gabinete de Fausto, pois o pentagrama estava com duas pontas voltadas para ele, representando o símbolo da magia negra. No entanto, ao tentar sair, ele encontra somente uma ponta voltada para si e tem que se curvar diante do símbolo da magia branca. Ele só podia sair pela porta, pois havia entrado por ela e assim vê-se preso, ao descobrir que esse caminho esteja bloqueado. Da mesma forma, Cristo tinha a liberdade de escolher Seu veículo de entrada na Terra, onde está agora confinado; contudo, uma vez escolhido o veículo de Jesus, Ele é forçado a sair pelo mesmo caminho. Se esse veículo fosse destruído, Cristo permaneceria neste ambiente tão limitado até que o Caos dissolvesse a Terra. Isto seria uma grande calamidade e é por tal razão que o veículo usado por Ele é guardado com o máximo cuidado pelos Irmãos Maiores.

Nesse meio tempo, Jesus foi quem perdeu todo o crescimento anímico obtido durante os trinta anos terrestres anteriores ao Batismo e contido no veículo cedido a Cristo. Esse foi e é um grande sacrifício feito para nós; mas, como todas as boas ações, esse sacrifício redundará em maior glória no futuro. Esse veículo será usado por Cristo quando Ele vier estabelecer e aperfeiçoar o Reino de Deus; estará tão espiritualizado e glorificado que, quando for novamente restituído a Jesus no momento em que Cristo entregar o Reino ao Pai, será o mais maravilhoso de todos os veículos humanos. Embora isso não tenha sido ensinado, o autor acredita que Jesus será o mais elevado fruto que o Período Terrestre produziu nesse sentido, vindo Christian Rosenkreuz em segundo lugar. “Não há maior ser humano do que aquele que dá a sua própria vida” e o fato de dar não somente o Corpo Denso mas também o Corpo Vital, por tanto tempo, certamente é o supremo sacrifício.

(Pergunta nº 96 do Livro: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume II)

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Como o corpo de Jesus pôde ser dispersado pelas forças vibratórias do Espírito de Cristo após Sua saída e como os átomos poderiam ter saído do túmulo uma vez que esse estava selado?

Pergunta: Agradeço as respostas a respeito do corpo de Jesus e de sua relação com Cristo, mas fico ainda sem entender como o corpo de Jesus pôde ser dispersado pelas forças vibratórias do Espírito de Cristo após Sua saída. Também como os átomos poderiam ter saído do túmulo uma vez que esse estava selado?

Resposta: Acreditar que o corpo habitado por nós seja totalmente vivo é uma das nossas ilusões, pois a realidade não é essa. A parte deste corpo que pode ser considerada viva é tão pequena que o que afirmamos é praticamente verdadeiro. A maior parte está totalmente adormecida, senão morta.

Esse é um fato bem conhecido pela ciência, e a razão ensina-nos isso de certa forma. Isso acontece porque a nossa força espiritual é tão fraca que não pode prover este veículo com vida em quantidade suficiente. Quanto menos conseguimos vitalizar o corpo, mais ele assemelha-se a um torrão de argila que temos de arrastar com força até que, depois de alguns anos, ele cristaliza-se de tal maneira que se torna impossível para nós manter a ação vibratória. Então, somos forçados a deixar o corpo, e dizemos que ele morreu. Um processo lento de desintegração ocorre a fim de restituir aos átomos o seu estado livre original.

Verifiquemos agora o que acontece quando um Espírito poderoso, como o de Cristo, se apodera de um destes corpos terrenos. Constatamos que há uma semelhança com o caso de um homem que é reavivado de um afogamento. Nesse caso, o Corpo Vital foi extraído e a ação vibratória dos átomos físicos cessou parcial ou integralmente. Então, quando o Corpo Vital é obrigado a penetrar novamente no corpo físico, ele começa a estimular cada átomo a entrar em ação e começar a vibrar.

Esse esforço para despertar os átomos adormecidos causa uma sensação de agulhadas intensamente desagradável, geralmente descrita por pessoas que sofreram um afogamento, e essa sensação só cessa quando os átomos físicos atingem uma frequência vibratória de uma oitava abaixo da frequência vibratória do Corpo Vital. A partir daí nenhuma sensação se manifesta além daquelas normalmente experimentadas.

Consideremos agora o caso de Cristo ao entrar no Corpo Denso de Jesus. Nesse corpo, os átomos moviam-se a uma velocidade bem inferior à das forças vibratórias do Espírito de Cristo. A aceleração, portanto, fazia-se inevitável, e durante os três anos de ministério, essa aceleração acentuada da vibração desses átomos teria destruído o corpo, não fosse a poderosa vontade do Mestre, assistida pela habilidade dos Essênios, em mantê-los unidos. Se os átomos estivessem adormecidos quando Cristo deixou o corpo de Jesus, da mesma forma que os nossos átomos ficam adormecidos quando deixamos os nossos corpos, um longo processo de purificação teria sido necessário para desintegrar o corpo. Mas eles estavam, como já o dissemos, altamente sensibilizados e vivos, portanto, era impossível conservá-los reunidos com o Espírito ausente.

Em eras futuras, quando aprendermos a manter os nossos corpos vivos, não trocaremos os átomos e, portanto, não trocaremos os corpos tão frequentemente. E mesmo quando o fizermos, o processo de purificação não será tão longo como o é hoje. O túmulo não estava hermeticamente selado, por isso, não ofereceu obstáculo à passagem dos átomos.

(Pergunta nº 97 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, Vol. II)

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O Problema da Memória e da Recordação

O Problema da Memória e da Recordação

Com a intensidade do seu entusiasmo, ao estudar pela primeira ver os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental da Rosacruz, os Estudantes experimentam muitos despertares breves nos planos internos da Natureza. Frequentemente regressam ao corpo pela manhã, depois de uma noite de trabalho nos planos internos, com recordações confusas, recordações de ter visto o Mestre ou os Irmãos Leigos, e entre suas experiências mais comuns está a de lhes terem sido mostradas linhas ou páginas impressas, as quais esperava-se que lessem. Algumas vezes isso é lido exatamente como se lê um livro com os olhos no Mundo Físico. Outras vezes o impresso desaparece e o leitor encontra-se vivendo ele mesmo à narração que havia começado a ler nos planos astrais. Tudo é excessivamente claro e vívido no momento em que sucede, mas ao despertar começa a se desvanecer na memória e causa decepção perceber que se pode recordar apenas um esboço muito pobre do que foi visto e, às vezes, nem isso. Outras vezes a experiência não é totalmente lembrada ao despertar, e logo, no curso do dia, ou talvez, dias ou semanas depois, recorda-se subitamente que tal ou qual acontecimento sucedeu no mundo da alma, durante as horas em que o corpo esteve adormecido.

O Estudante acredita firmemente que quando chegue a ser Probacionista, sua memória será mais brilhante e que recordará tudo o que experimente nos planos internos. Agora, é certo que o Probacionista que vive uma vida intensamente devocional, ao mesmo tempo que conserva sua Mente alerta e concentrada, descobrirá certamente que tenha feito algum progresso, mas novamente deparar-se-á com a decepção ao perceber que a memória e a consciência estão bloqueadas. Poderá, então, desiludir-se e chegar à conclusão de que não alcançará a meta nesta vida, e voltar aos caminhos do mundo.

É bom, portanto, que o Estudante saiba que a memória plena da experiência do mundo interno é raramente alcançada, e isso não acontece senão muito tempo depois da primeira Iniciação, e que ainda assim, é necessário algum esforço para alcançar a plenitude da recordação do mundo da alma, no Mundo Físico.

Max Heindel mesmo nos fala a respeito disso em seus primeiros escritos, e como esses nem sempre são acessíveis ao Estudante de hoje, queremos aproveitar a oportunidade e copiar de nossa revista Rays from the Rose Cross, de novembro de 1945, em que esse problema foi tratado:

Pergunta: — Algumas vezes tenho recordações do trabalho que faço no mundo da alma, durante a noite, mas me incomoda o fato de não poder lembrar sempre a experiência completa. Quanto tempo se passará antes de que possa recordar inteiramente as experiências noturnas?

Resposta: — Essa aberração da memória da alma continua até depois da primeira Iniciação e ainda por esse tempo não é imediatamente corrigida. Max Heindel relata que, depois de sua Iniciação na Europa, encontrou certo número de Irmãos Leigos presentes ao Serviço do Templo em seus Corpos-Almas, entre eles um homem a quem designa como Sr. X. Max Heindel escreve: “Falamos a respeito de muitas coisas em comum interesse e o Sr. X disse ao que escreve que vivia em certa cidade da América do Norte e que esperava que nos encontrássemos ali em alguma oportunidade. Isso foi cordialmente acolhido por mim, porque eu acreditava que quando me encontrasse com o Sr. X, no corpo físico, tal cavalheiro explicaria multas coisas que eu, sendo um jovem neófito, não sabia, porque nesta época não estava preparado para recordar todas as experiências do mundo invisível com a consciência física”.

Note-se que essa afirmação foi feita depois que Max Heindel havia já tomado sua primeira Iniciação: ele, contudo, chamava-se a si mesmo um jovem neófito, e disse que, todavia, não estava preparado para recordar todas suas experiências dos planos internos. Essa capacidade é adquirida mediante a prática contínua, e a primeira Iniciação não confere automaticamente a plena memória contínua das experiências obtidas fora do corpo. Podemos esclarecer dizendo que o desenvolvimento da memória total do Espírito é parte do trabalho da Iniciação; mas a Iniciação propriamente dita não acontece subitamente, mas é a culminação de uma série ascendente de experiências com seu desenvolvimento espiritual concomitante.

O Estudante deve entender que a Iniciação é algo mais que ser liberado do corpo pela primeira vez. Esse é unicamente o primeiro passo da primeira Iniciação. Segue muito trabalho ulterior, como o elevar-se a planos mais altos, e ler nos registros da Memória da Natureza concernentes à Época Polar e à Revolução de Saturno, deste Período Terrestre. Essa leitura da Memória da Natureza não é feita simplesmente como um estudo de história: faz surgir na consciência as forças que trabalharam, então, no ser humano e as faz atuantes mais uma vez, com a vontade de vigília do neófito. Deve-se notar também que o simples fato de sair do corpo, ainda que com plena consciência de vigília, não é a Iniciação. A Iniciação consiste em fazer com que o neófito saia do corpo à vontade e com plena consciência. Há algumas pessoas que foram iniciadas em vidas anteriores e se recordam da maneira de fazer isso; mas esses casos são raros.

Recordação do trabalho feito nos planos internos durante a noite é registrada no Átomo-semente e é lembrado inteiramente depois da morte, quando o Espírito é liberto do corpo.

Contudo, Max Heindel adverte muitas vezes que o fato de ser simplesmente um membro da Fraternidade Rosacruz não abrirá nunca, nem nesta, nem em mil vidas, as portas das faculdades superiores, inclusive a falha recordação das experiências noturnas no Mundo do Desejo. Deve-se fazer um trabalho definido. As faculdades intelectuais e imaginativas devem ser treinadas, e a intuição espiritual que é o dom do Espírito do Cristo Interno, o Princípio do Espírito de Vida, deve Ser conduzida a certo grau de maturidade.

Todo o trabalho é feito pelo Espírito Virginal, que é o verdadeiro Ser Humano, o Eu Sou, feito à imagem e semelhança de Deus. Esse Espírito, como sabemos, possui três “potências” ou “princípios” que se ativam nos planos cósmicos correspondentes à sua natureza, e em cada um desses planos revestem-se a si mesmos com o que pode ser chamado “envolturas” da substância do plano, ainda que à palavra envoltura não expresse adequadamente a ideia pretendida. Essas três potências do Espírito Virginal são o Espírito Divino, o Espírito de Vida (Amor) e o Espírito Humano. Desses, tem se dito outras vezes nos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental que: o Espírito Humano trabalha na Mente como Razão; o Espírito de Vida trabalha na Mente sob a forma de Intuição e que o Espírito Divino trabalha na Mente como Epigênese, que é o poder criador da Divindade, o poder mediante o qual o Espírito faz nascer novas iniciativas e progressos para a evolução. A Epigênese é a que torna possível que o Espírito inicie novas linhas de progresso e desenvolvimento. É ela que capacita o ser humano para “reger suas estrelas”.

Assim como o Espírito Humano se manifesta como Razão, e o Espírito de Vida como Amor e Intuição, assim O Espírito Divino se manifesta como Vontade Criadora.

Em todos os casos a Mente é a ponte, e a essência anímica de toda experiência chega ao Espírito por essa ponte. Não há outro caminho, diz Max Heindel. Com um pouco de reflexão, perceberemos como isso é certo. Se a Mente é descartada, o ser humano regride a um estado animal, ou ainda vegetal.

A Mente humana funciona no Mundo do Pensamento, que está dividido nas duas “regiões”: a Região do Pensamento Concreto e a Região do Pensamento Abstrato. A Memória da Natureza pertencente ao Período Terrestre encontra-se na região intermediária do Mundo do Pensamento, onde também têm seu lugar as forças arquetípicas. Essa Região das Forças Arquetípicas, que é o lugar da Memória da Natureza pertencente o Período Terrestre é, consequentemente, a “memória” do Espírito da Terra. As primeiras nove Iniciações dos Mistérios Menores revelam tudo que está oculto nesse registro. A primeira Iniciação Maior, que faz do Iniciado um Adepto, revela, então, o mistério da própria Mente. Esse é um mistério que pertence a “Deus, O Pai” — O aspecto Pai dos Logos Solar, que é o Líder dos Senhores da Mente. Nesse “mistério da Mente” está a solução dos problemas do Bem e do Mal, da “Queda do Homem” e da Ilusão.

(Publicado na revista ‘Serviço Rosacruz’ – jul./ago./88)

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Livro: Dos Escritos de Max Heindel – Os Arquétipos

Os arquétipos são criados por forças arquetípicas que trabalham nas quatro Regiões inferiores do Mundo do Pensamento Concreto.

Arquétipos vivem, movem-se e criam, como a qualquer coisa mecânica feita pelo ser humano – mas sem racionalidade.

Quando o arquétipo é construído e colocado em vibração, e enquanto a forma continuar vibrando, a vida é sustentada.

Quando o arquétipo cessa de vibrar, a forma se desintegra.

1. Para fazer download ou imprimir:

Dos Escritos de Max Heindel – Os Arquétipos

2. Para estudar no próprio site:

ARQUÉTIPOS

 

Dos Escritos de

Max Heindel

Fraternidade Rosacruz

 

Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil

Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82

Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil

Revisado de acordo com:

1ª Edição em Inglês, 1950, Archetypes, editada por The Rosicrucian Fellowship

Pelos Irmãos e Irmãs da Fraternidade Rosacruz – Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil

www.fraternidaderosacruz.com

contato@fraternidaderosacruz.com

fraternidade@fraternidaderosacruz.com

 

O conteúdo deste pequeno livro é composto de vários escritos sobre arquétipos por Max Heindel, mensageiro autorizado dos Irmãos Maiores da Rosacruz, e fundador da Fraternidade Rosacruz. Cobrindo de forma abrangente e iluminada o assunto sobre arquétipos e as forças arquetípicas, as informações contidas neste livreto serão consideradas uma valiosa adição à biblioteca como referência a qualquer aluno ocultista.

 

INTRODUÇÃO

Os arquétipos são criados por forças arquetípicas que trabalham nas quatro Regiões inferiores do Mundo do Pensamento Concreto[1]. Arquétipos vivem, movem-se e criam, como a qualquer coisa mecânica feita pelo ser humano – mas sem racionalidade. Quando o arquétipo é construído e colocado em vibração, e enquanto a forma continuar vibrando, a vida é sustentada. Quando o arquétipo cessa de vibrar, a forma se desintegra.

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Não há palavras adequadas para exprimir o que a alma (Espírito) sente quando se encontra diante dessa presença, muito acima deste Mundo, onde o véu da carne esconde as realidades vivas debaixo de uma máscara; e muito além do Mundo do Desejo e da ilusão, onde formas fantásticas e ilusórias nos levam a acreditar que elas são algo muito diferentes do que são na realidade. Somente na Região do Pensamento Concreto, onde os arquétipos de todas as coisas se unem no grande coro celestial, ao qual Pitágoras referiu-se como a “harmonia das esferas”, é que nós encontramos a verdade revelada em toda a sua beleza.

(DO LIVRO: Capítulo XII – DO LIVRO MISTÉRIOS DAS GRANDES ÓPERAS)

Se não nos aplicarmos ao trabalho da vida, ou se nós persistentemente seguirmos um caminho que é subversivo ao crescimento da alma, nossa vida destruirá o arquétipo. O renascimento em um ambiente alterado, então, nos dará a chance de recuperar as oportunidades que foram negligenciadas. Por outro lado, quando vivemos em harmonia com o plano da vida inscrito no arquétipo de nosso Corpo Denso, há uma consonância construtiva em suas vibrações que prolonga a vida do arquétipo e, consequentemente, também a vida do Corpo Físico.

Quando percebemos que a nossa vida na Terra é o tempo de semear, e que o valor de nossa existência post-mortem está em relação direta ao incremento que ganhamos em nossos talentos, será imediatamente evidente como sumamente importante que nossas faculdades devem ser utilizadas na direção correta. Embora esta lei se aplique a toda humanidade, é insuperavelmente vital para as almas aspirantes, pois quando nós trabalhamos para o BEM com toda a nossa força e poder e a cada ano a mais vivido incrementa enormemente nosso tesouro celestial. A cada ano a mais vivido ganhamos maior eficácia no progresso da alma, e os frutos alcançados nos últimos anos podem, facilmente, superar os adquiridos na primeira parte da vida.

(DO LIVRO: CARTA AOS ESTUDANTES – Carta nº 33)

Os objetos no Mundo Físico ocultam sempre suas construções ou naturezas internas; nós vemos somente a superfície. No Mundo do Desejo vemos os objetos fora e dentro de nós mesmos, mas eles nada nos dizem deles mesmos, nem da vida que os anima. Na Região Arquetípica[2] parece não haver circunferência, mas, para onde quer que dirijamos nossa atenção, ali está o centro de tudo, e a nossa consciência, instantaneamente, se enche do conhecimento em relação ao ser ou à coisa que estivermos olhando. É mais fácil gravar num fonógrafo[3] o tom que nos chega do céu, do que mencionar as experiências que passamos naquele reino, pois não há palavras adequadas para expressá-las; tudo o que podemos fazer é tentar vivê-las.

(DO LIVRO: CARTA AOS ESTUDANTES – Carta nº 40)

De acordo com isso, nós devemos perceber que cada ato de cada ser humano produz um efeito direto nos arquétipos do corpo. Se o ato está em harmonia com a lei da vida e da evolução, fortalece o arquétipo e possibilita um prolongamento da vida, na qual o indivíduo alcançará o máximo de experiência e obterá um crescimento anímico proporcional, de acordo com seu estado evolutivo e sua capacidade de aprendizagem. Deste modo, menos encarnações serão necessárias para ele chegar à perfeição comparado com um outro que desperdiça a corrente vital e tudo faz para escapar de seu destino ou com outro, ainda, que aplica sua força destrutivamente. Neste caso, o arquétipo esgota-se e romper cedo. Aqueles, cujos atos são contrários à lei, encurtam as suas vidas e têm que renascer mais vezes que as pessoas que vivem em harmonia com a lei. Este é outro exemplo de que a Bíblia é exata quando nos exorta a fazer o bem para que possamos ter uma vida mais longa aqui.

Esta lei é aplicada a todos sem exceção, mas tem maior significado na vida dos que estão trabalhando, conscientemente, com a lei da evolução do que aqueles que não o fazem. O conhecimento destes fatos deve aumentar dez ou cem vezes o nosso zelo e interesse pelo bem. Mesmo que comecemos, como se costuma dizer, “tarde na vida” podemos facilmente acumular um “tesouro” maior nos últimos anos do que o obtivemos em algumas vidas anteriores. Acima de tudo, nós estamos conquistando a admissão para um começo mais cedo nas próximas vidas.

(DO LIVRO: CARTA AOS ESTUDANTES – Carta nº 96)

No momento em que o Ego está vindo para renascer, ele forma o arquétipo criador de sua forma física no Segundo Céu com a ajuda das Hierarquias Criadoras. Esse arquétipo é uma coisa sonora, vibrante, que é posta em vibração pelo Ego, com uma certa força que é proporcional à duração do tempo a ser vivido na Terra, e até que o arquétipo cesse de vibrar, a forma, que é construída dos elementos químicos da Terra, continuará a existir.

Quando o Ego está descendo para o renascimento, ele desce através do Segundo Céu. Lá será ajudado pelas Hierarquias Criadoras na construção do arquétipo do seu próximo corpo físico, e instila nesse arquétipo uma vida que durará certo número de anos. Esses arquétipos são espaços ocos e eles têm um som ou movimento vibratório que atrai o material do Mundo Físico e coloca todos os átomos no Corpo para vibrar em sintonia com um pequeno átomo que está no coração, chamado de Átomo-semente, que como um diapasão dá uma afinação a todo o resto do material do corpo. No momento em que a plena vida seja vivida na terra, as vibrações no arquétipo cessam e o Átomo-semente é retirado, o Corpo Denso se decompõe e o Corpo de Desejos, no qual o Ego vai funcionar no Purgatório e Primeiro Céu, assume a forma do Corpo Físico. Então, o ser humano começa seu trabalho de expiar seus maus hábitos e atos no Purgatório, assimilando o que é bom de sua vida no Primeiro Céu.

Os parágrafos anteriores descrevem as condições normais, quando o curso da Natureza não é perturbado, mas o caso do suicídio é diferente. Nesse o ser humano tirou o Átomo-semente, mas o arquétipo oco ou vazio, ainda continua vibrando. Ele se sente como se estivesse vazio e experimenta um sentimento corroendo por dentro que pode ser comparado às dores de uma fome intensa. O material para construção de um Corpo Denso está ao seu redor, mas tendo em vista que não possui o medidor do Átomo-semente, é impossível para ele assimilar essa matéria e construí-la num Corpo. Esse terrível sentimento de vazio dura o tempo que deveria durar sua última vida terrestre.

(DO LIVRO: FILOSOFIA ROSACRUZ EM PERGUNTAS E RESPOSTAS – VOL. 1 – PERGUNTA Nº 47)

A Lei de Causa e Efeito é o árbitro que determinará como a vida deve ser vivida, e como algumas oportunidades de crescimento espiritual serão colocadas diante do Ego em vários momentos de sua vida terrestre. Se essas oportunidades forem aproveitadas, a vida continuará pelo caminho reto, mas se for ao contrário, será divergida, por assim dizer, para um beco sem saída, onde a vida será findada pelas Hierarquias Criadoras, que destruirão o arquétipo no Mundo celestial. Assim podemos dizer que a duração de uma vida terrena poderá ser abreviada se negligenciarmos as oportunidades. Há também a possibilidade, no caso de algumas pessoas, quando a vida foi vivida intensamente, e onde a pessoa se esforçou de todas as maneiras para viver de acordo com as oportunidades dadas, de adicionar mais vida no arquétipo e, assim a existência poderá ser prolongada, mas como foi dito, somente em casos excepcionais.

(DO LIVRO: FILOSOFIA ROSACRUZ EM PERGUNTAS E RESPOSTAS – VOL. 1 – PERGUNTA Nº 58)

O ser humano, devido à sua natureza divina, é o único ser que possui a prerrogativa de desordenar o esquema do seu desenvolvimento e da mesma forma que pode pôr fim à sua vida usando a própria vontade, assim também, pode pôr um fim à vida do seu próximo antes que o tempo dele tenha findado. O sofrimento do suicida seria também o sofrimento das vítimas do assassinato, pois o arquétipo do seu corpo estaria juntando material que lhe seja impossível assimilar. Mas, no seu caso, a intervenção de outras entidades impede esse sofrimento (dos assassinados) e ele será encontrado vagueando aqui e ali no seu Corpo de Desejos, num estado letárgico, pelo período que normalmente teria vivido.

(DO LIVRO: FILOSOFIA ROSACRUZ EM PERGUNTAS E RESPOSTAS – VOL. 1 – PERGUNTA Nº 60)

Como já afirmei, a minha visão tonal e a capacidade de funcionar na Região do Pensamento Concreto era indiferente e principalmente limitada às subdivisões inferiores, mas uma pequena ajuda dos Irmãos naquela noite me permitiu entrar em contato com a quarta Região, onde se encontram os arquétipos, e lá recebi os ensinamentos e a compreensão do que é contemplado como o mais elevado ideal e a missão da Fraternidade Rosacruz.

Vi nossa sede e uma multidão de pessoas, vindo de todas as partes do mundo para receber os ensinamentos. Vi-os saindo dali para levar bálsamo aos aflitos próximos e distantes. Ao passo que neste mundo é necessário investigar, a fim de descobrir alguma coisa; lá, a voz de cada arquétipo traz consigo, como ao mesmo tempo, que impressiona a consciência espiritual, o conhecimento do que esse arquétipo representa. Assim, naquela noite, recebi um entendimento que está muito além do que minhas palavras podiam expressar; pois o mundo em que vivemos se baseia no princípio do tempo, enquanto que no reino superior dos arquétipos tudo é um eterno agora. Esses arquétipos não revelam sua história como esta é narrada, mas produzem sobre a consciência uma concepção instantânea de toda a ideia, muito mais clara do que poderia ser transmitida em palavras.

 (DO LIVRO: ENSINAMENTOS DE UM INICIADO – CAPÍTULO XXI – PARTE II)

A Região do Pensamento Concreto, como você deve se lembrar de nossos outros ensinamentos, é o reino do som, onde a harmonia das esferas, a música celestial, que penetra tudo que existe, da mesma forma que a atmosfera da Terra circunda e envolve tudo o que é terreno. Pode-se dizer que nessa região tudo está envolto e permeado de música. Vive e cresce pela música. Lá, a palavra de Deus soa adiante e forma todos os vários modelos que mais tarde se cristalizam nas coisas que nós contemplamos no mundo terrestre.

No piano, cinco teclas escuras e sete brancas formam a oitava. Além dos 7 globos nos quais evoluímos durante um Dia de Manifestação, há cinco globos escuros que atravessamos durante as Noites Cósmicas. Em cada ciclo de vida, o Ego retira-se por um tempo para o mais denso desses cinco, isto é, o Caos, o mundo sem forma onde nada permanece salvo, a não ser os centros de força conhecidos como átomos-semente. No início de um novo ciclo de vida, o Ego desce novamente na Região do Pensamento Concreto, onde a “música das esferas” imediatamente faz vibrar os Átomos-sementes.

Há sete esferas; os Planetas de nosso Sistema Solar. Cada um tem sua nota-chave e emite um som diferente de todos os outros Planetas. Um ou outro, dentre eles, vibra em particular sincronia com o Átomo-semente do Ego, que então busca a encarnação. Então, esse Planeta corresponde à “tônica” da escala musical e, embora os tons de todos os Planetas sejam necessários para construir um organismo completo, cada um é modificado e feito para adaptar-se ao impacto básico dado pelo Planeta mais harmonioso, que é, portanto, o regente dessa vida, sua Estrela do Pai. Assim, como na música terrestre, também na celestial existem harmonias e dissonâncias, e todos influenciam sobre o Átomo-semente e ajudam a construir o arquétipo. Assim as linhas vibratórias de força são formadas, que mais tarde atraem e organizam partículas físicas, como acontece com esporos ou areias que formam figuras geométricas sobre uma placa de bronze à vibração de um arco de violino.

Mais tarde, ao longo dessas linhas arquetípicas de vibração, o corpo físico é formado e se expressa com precisão à harmonia das esferas como era tocada durante o período de construção. Esse período, entretanto, é muito mais longo do que o período atual da gestação, e varia de acordo com a complexidade da estrutura requerida pela vida que busca a manifestação física. Tampouco é contínuo o processo de construção do arquétipo, pois sob os aspectos dos Planetas que emitem notas, às quais as forças vibratórias do Átomo-semente não podem responder, ele simplesmente sussurra sobre as que já aprenderam, e assim, engajado, espera por um novo som que possa usar na construção de organismo que se deseja para se expressar.

Portanto, sabendo que o organismo terrestre, que cada um de nós habita, é formado segundo linhas vibratórias produzidas pela música das esferas, nós podemos entender que as dissonâncias que se manifestam como enfermidades são produzidas primeiramente pela desarmonia espiritual interna. Torna-se mais evidente que, se pudermos obter conhecimentos precisos sobre a causa direta da desarmonia e saná-la, a manifestação física da doença logo desaparecerá. É essa a informação dada pelo tema astrológico da pessoa, pois nele cada Astro em sua Casa e Signo expressam harmonia ou discórdia, saúde ou doença. Portanto, todos os métodos de cura são adequados apenas na proporção em que levam em consideração as harmonias e discordâncias astrais manifestadas na roda da vida – o horóscopo.

(DO LIVRO: ENSINAMENTOS DE UM INICIADO – CAPÍTULO XXII – PARTE III)

No mundo celeste há imagens de modelos-arquétipos. Na língua grega a palavra “apxn” significa “no princípio”, isto é, no início. O Cristo disse de Si mesmo, ou melhor, o Iniciado que já compreendeu Sua própria divindade diz: “Eu sou o princípio (apxn) e o fim”. Há nessa palavra “princípio” (apxn) o núcleo gerador de tudo que temos aqui.

No Templo (Tabernáculo) foi colocada uma arca. Foi disposta de tal modo que suas hastes não poderiam ser removidas. Durante toda a viagem através do deserto as hastes deveriam permanecer imóveis. De fato, jamais foram removidas enquanto a arca peregrinava até ser conduzida ao Templo de Salomão. Temos aqui uma condição, onde um determinado símbolo, um arquétipo, algo transportado desde o princípio, é elaborado de tal modo que possa ser reativado em determinadas ocasiões e reconduzido mais adiante. Nessa arca estava o núcleo ao redor do qual todas as coisas gravitavam. Havia o Cajado de Aarão, o Pote do Maná e também as duas Tábuas da Lei.

Nós acabamos de descrever o símbolo perfeito da verdadeira constituição do ser humano, pois, enquanto ele atravessa o vale da matéria e transita continuamente de um lugar a outro, as hastes, sob nenhuma hipótese, podem ser removidas. Elas permanecerão intactas até que chegue a condição simbólica descrita no Apocalipse. Onde se diz: “Aquele que triunfar, eu o farei um pilar no templo de meu Deus; e dali nunca mais sairá”.

Durante o transcorrer do tempo, desde o momento no qual o ser humano começou sua viagem através da matéria, ele possui esse espírito de peregrinação. Nunca ficou parado. Algumas vezes, o templo (Tabernáculo) era conduzido, assim como a arca para um novo lugar. Assim também o ser humano está sempre sendo impelido de um lugar para outro, de um ambiente para outro, de uma condição para outra. Não é uma jornada sem objetivo, pois tem como meta a terra prometida, a Nova Jerusalém, onde haverá paz. Mas, enquanto o ser humano estiver nesta jornada, deve estar ciente de que não haverá descanso e nem paz.

(DO LIVRO: ENSINAMENTOS DE UM INICIADO, CAPÍTULO XXVI – A JORNADA ATRAVÉS DO DESERTO)

Como está escrito no Livro “Conceito Rosacruz do Cosmo”, com referência à constituição do nosso Planeta, o caminho da Iniciação passa através da Terra, da periferia ao centro, um estrato de cada vez e, embora nossos corpos físicos sejam delineados dessa forma pela força da gravitação, sua densidade evita que a traspassemos, tão eficazmente quanto a força de levitação que repele a classe despreparada mencionada nos recintos sagrados. Somente quando, pelo poder de nosso próprio Espírito deixamos nosso Corpo Denso instruído por e em consequência da maneira reta de viver, seremos capazes de ler o registro etérico com melhor proveito. Em um ponto mais avançado do progresso, o “estrato aquoso” da Terra será aberto ao Iniciado, que, então, estará num estado de desenvolvimento apropriado para ler o registro dos acontecimentos passados, impressos permanentemente na substância viva da Região das Forças Arquetípicas, onde o tempo e espaço são praticamente inexistentes, e onde tudo é um eterno Aqui e Agora.

(DO LIVRO: A TEIA DO DESTINO – SEGUNDA PARTE – O CRISTO INTERNO – A MEMÓRIA DA NATUREZA)

É curioso como a perpetração do suicídio em uma vida e o consequente sofrimento post-mortem, no tempo em que ainda existe o arquétipo, muitas vezes gera nestas pessoas um medo mórbido da morte na próxima vida; de modo que, quando a morte ocorre naturalmente no curso normal da vida, os suicidas parecem frenéticos depois de abandonar o corpo e tão ansiosos em voltar ao Mundo Físico que, frequentemente, cometem o crime da obsessão da forma mais tola e impensada.

(DO LIVRO:  A TEIA DO DESTINO – QUINTA PARTE – OBSESSÃO DO SER HUMANO E DOS ANIMAIS)

Uma máxima ocultista diz que “uma mentira é ao mesmo tempo assassina e suicida no Mundo do Desejo”. Os ensinamentos dos Irmãos Maiores, contidos no “Conceito Rosacruz do Cosmo” explicam que sempre que ocorrer um incidente, um pensamento-forma gerado no mundo invisível faz o registro deste acontecimento. Toda vez que se fala ou se comenta deste acontecimento, cria-se uma nova forma de pensamento que se funde com o original e o fortalece, desde que ambos sejam verdadeiros e possuam a mesma vibração. Mas se uma mentira é contada sobre o ocorrido, então as vibrações do original e da reprodução não serão idênticas; eles se chocam e o atrito entre eles acaba destruindo-se mutuamente. Se o pensamento-forma verdadeiro e bom for suficientemente forte, conseguirá o domínio da situação e destruirá os pensamentos-forma baseados na mentira; consequentemente o bem vencerá o mal, mas se os pensamentos maliciosos e mentirosos forem mais fortes, estes podem vencer o pensamento-forma verdadeiro e, assim, destruí-lo. Depois, haverá discórdia entre eles e todos, por sua vez, serão aniquilados.

Assim, uma pessoa que vive uma vida pura, esforçando-se para obedecer às leis de Deus e lutando fervorosamente pela verdade e pela justiça, criará pensamentos-forma de natureza semelhante; sua Mente trilhará caminhos em harmonia com a verdade e quando chegar o momento, no Segundo Céu, de criar o seu arquétipo para a vida futura, ele prontamente e intuitivamente, pela força do hábito adquirido na vida passada, alinhar-se-á com as forças da retidão e da verdade. Estas linhas, formadas em seu corpo, criarão harmonia nos novos veículos, e, portanto, a saúde será a consequência natural em sua próxima vida. Aqueles que formaram em vidas anteriores uma visão distorcida das coisas, que desprezaram a verdade, exercitando a astúcia, o egoísmo exagerado e a desconsideração pelo bem-estar dos outros, acham-se obrigados, no Segundo Céu, a ver as coisas de um modo oblíquo, porque este é o seu habitual modo de pensar. Portanto, o arquétipo construído por eles incorporará linhas de erro e de falsidade; e consequentemente, ao renascer, ele terá uma fraqueza em vários órgãos, quando não em todo o ser.

(DO LIVRO: A TEIA DO DESTINO – SÉTIMA PARTE – A CAUSA DAS ENFERMIDADES – ESFORÇOS DO EGO PARA ESCAPAR DO CORPO – EFEITOS DA LASCÍVIA)

Somente quando entramos nos reinos mais elevados, e particularmente na Região do Pensamento Concreto, é que as verdades eternas são percebidas. Por isso, devemos, necessariamente, cometer erros uma vez ou outra, apesar dos nossos mais sinceros esforços em procurar conhecer e dizer a verdade. Portanto, é impossível para nós construir um veículo totalmente harmonioso. Se isso fosse possível, tal Corpo seria realmente imortal, e nós sabemos que a imortalidade da carne não é o desígnio de Deus; pois segundo São Paulo: “A carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus”[4].

Mas sabemos que, atualmente, apenas uma pequena porcentagem de pessoas está disposta a viver em harmonia com a verdade, para confessá-la e professá-la diante dos seres humanos por meio do serviço e da vida reta e que não faz o mal. Sabemos, também, que isto aconteceu com muito poucos ao retrocedermos na história, quando o ser humano não havia desenvolvido o altruísmo que começou no nosso Planeta com o advento do Nosso Senhor e Salvador, Cristo Jesus. Nesse tempo, os padrões de moralidade eram muito inferiores e o amor à verdade quase desprezível para a maioria da humanidade, que se encontrava absorvida em seus esforços para acumular riquezas e adquirir poder ou prestígio, quanto fosse possível. Portanto, as pessoas estavam, naturalmente, inclinadas a ignorar os interesses dos demais, e contar uma mentira não parecia, de modo algum, um ato repreensível, pelo contrário, muitas vezes era tida como mérito. Consequentemente, os arquétipos estavam, constantemente, cheios de fraquezas, e as funções orgânicas do Corpo, atualmente, estão prejudicadas em um grau bastante elevado, particularmente os Corpos ocidentais porque estão se tornando cada vez mais forte e mais sensível à dor, devido ao crescimento da consciência do Espírito.

(DO LIVRO:  A TEIA DO DESTINO – SÉTIMA PARTE – A CAUSA DAS ENFERMIDADES – ESFORÇOS DO EGO PARA ESCAPAR DO CORPO – EFEITOS DA LASCÍVIA)

A assimilação dos frutos de cada vida passada acontece antes que o Espírito desça para o renascimento e, consequentemente, o caráter gerado é totalmente formado e se expressa na sutil e móvel matéria mental da Região do Pensamento Concreto, onde o arquétipo do Corpo Denso é construído. Se o Espírito que procura renascer é amante da música, procurará construir um ouvido perfeito, com os canais semicirculares devidamente situados e com o tímpano mais delgado e sensível à vibração; tentará formar dedos compridos e finos para executar os acordes celestes captados por seus ouvidos. Mas, se não apreciava a música em vidas passadas, fechava seus ouvidos aos acordes da alegria ou da tristeza, o desejo de se afastar da companhia dos demais, então formado, causaria a negligenciar a construir o ouvido, quando construísse o arquétipo e, como consequência, esse órgão seria defeituoso em um grau proporcional à negligência causada, pelo seu caráter, em sua existência anterior.

Da mesma forma acontece com os outros sentidos; quem bebe de uma fonte de conhecimento e se esforça para compartilhar seu conhecimento com os que o rodeiam estabelece as bases para adquirir a faculdade de oratória em uma vida futura, porque o desejo de comunicar seu conhecimento o fará prestar uma atenção especial na formação e fortalecimento de seu órgão vocal, quando estiver construindo o arquétipo de futuro Corpo. Por outro lado, aqueles que se esforçam por acessar os mistérios da vida por simples curiosidade ou satisfazer o orgulho de seu próprio intelecto negligenciam na construção de um órgão adequado para sua expressão e, ficam sujeitos à debilidade na voz ou ao impedimento na expressão da palavra. Dessa forma, vêm-lhes o reconhecimento de que a expressão é um bem valiosíssimo. Embora o cérebro de um indivíduo, assim aflito, não possa compreender a lição, o Espírito aprende que somos estritamente responsáveis pelo uso que fazemos de nossos talentos, e que devemos assumir nossas dívidas algum dia se negligenciamos em transmitir a palavra de Vida para Iluminar nossos irmãos ou irmãs no caminho, sempre, naturalmente que estejamos preparados para isso.

(DO LIVRO:  A TEIA DO DESTINO – OITAVA PARTE – OS RAIOS DE CRISTO CONSTITUEM O “IMPULSO INTERNO” – VISÃO ETÉRICA – DESTINO COLETIVO)

Quando o Ego está a caminho do renascimento passando pela Região do Pensamento Concreto, pelo Mundo do Desejo e pela Região Etérica, toma de cada uma delas certa quantidade de material. A qualidade deste material é determinada pelo Átomo-semente, baseado no princípio de que semelhante atrai semelhante. A quantidade depende do quanto de matéria será necessário e requerido pelo arquétipo na construção feita por nós mesmos no Segundo céu. A partir da quantidade de átomos etéricos prismáticos apropriados para determinado Espírito, os Anjos do Destino e seus agentes constroem uma forma etérica que, então, é colocada no útero da mãe e, gradualmente, envolvida de matéria física formando o corpo visível da criança recém-nascida.

(DO LIVRO: A TEIA DO DESTINO – QUARTA PARTE – A NATUREZA DOS ÁTOMOS ETÉRICOS – A NECESSIDADE DE EQUILÍBRIO)

Nas três regiões inferiores da Região do Pensamento Concreto encontram-se os arquétipos de tudo o que vemos no Mundo Físico, como minerais, vegetais, animais e humano, arquétipos dos continentes, rios e oceanos; e aqui o Clarividente exercitado, cuja faculdade o capacita a alcançar esses planos mais elevados, vê também o oceano universal da vida fluente, em que todas as formas estão imersas; vê o mesmo impulso vital movendo-se de forma a forma em ciclos rítmicos, sustentando a forma especializada pelo Ego humano ou pelo Espírito-Grupo do animal e do vegetal.

Esses arquétipos não são meramente modelos no sentido geral do termo, algo assim como uma coisa em miniatura, ou de material mais refinado. São arquétipos criadores, modelando todas as formas visíveis, como vemos no mundo, à sua própria imagem e semelhança, ou melhor, às suas próprias semelhanças, porque frequentemente muitos arquétipos trabalham juntos para formarem certas espécies, cada um dando parte de si mesmo para construírem a determinada forma. Eles são dominados e dirigidos pelas “Forças Arquetípicas” que são encontradas na quarta região. É da substância das quatro regiões inferiores que nossa Mente é formada, capacitando também ao ser humano a formar pensamentos e criar imagens que depois possa reproduzir no ferro, na pedra ou na madeira, de modo que por meio da Mente obtida desse Mundo, o ser humano se torna um criador no Mundo Físico, de modo análogo às Forças Arquetípicas.

Mas, o que é que dirige a Mente, assim como as Forças Arquetípicas dirigem os arquétipos? É o Ego, o qual obtém suas vestimentas das três regiões superiores, que formam a chamada Região de Pensamento Abstrato, ou Região das Ideias.

(DO LIVRO: CRISTIANISMO ROSACRUZ – CONFERÊNCIA III – VISÃO ESPIRITUAL E MUNDOS ESPIRITUAIS – MUNDO DO PENSAMENTO)

Há duas classes de pessoas para quem o processo purgatorial não começa de imediato: os suicidas e as vítimas de assassinato. No caso do suicida o processo não se inicia até que se complete o tempo em que o corpo deveria morrer no decurso natural, mas, nesse ínterim, ele sofre por seu ato de uma maneira tão terrível quanto peculiar. Ele tem a sensação de estar oco, por assim dizer, e de habitar num doloroso vazio, uma vez que o arquétipo de sua forma continua ativo na Região do Pensamento Concreto.

No caso de pessoas, jovens ou idosas, que morrem naturalmente ou por acidente, cessam as atividades arquetípicas; os veículos superiores sofrem, então, uma modificação na morte, de modo que a perda do Corpo Denso em si não produz nenhuma sensação de desconforto. Mas o suicida não experimenta tal mudança até que o arquétipo de seu Corpo deixe de funcionar, no momento em que a morte teria ocorrido naturalmente. O espaço onde seu Corpo Denso deveria ocupar está vazio, porque o arquétipo é oco, e isto o faz sofrer indescritivelmente. Assim, ele também aprende que não é possível ausentar da escola da vida sem causar consequências desagradáveis, e em vidas futuras, quando o caminho parecer-lhe difícil, ele recordará em sua alma, que a tentativa covarde de fugir pelo suicídio só pode acrescentar-lhe maiores sofrimentos.

Há pessoas que se suicidam por razões altruístas, para livrar outros de um fardo, e estes naturalmente, são recompensados de outra maneira, mas não escapam do sofrimento do suicida, da mesma maneira que aquela pessoa que entra num edifício em chamas para salvar outros não está imune de se queimar.

A vítima do assassinato escapa a esse sofrimento porque, via de regra, fica em estado de coma até o tempo em que a morte natural deveria ocorrer, e neste caso deve-se ter o mesmo cuidado que se tem com as vítimas dos chamados acidentes, só que estas vítimas ficam conscientes imediatamente ou pouco depois da morte. Se o assassino for executado entre a época do crime e aquela em que sua vítima deveria morrer em circunstâncias naturais, o Corpo de Desejos comatoso deste é atraído magneticamente ao seu matador, seguindo-o aonde ele vá, sem um momento de trégua. A cena do assassinato passa, então, a apresentar-se sempre diante dele, causando-lhe os dolorosos sofrimentos e angústias que inevitavelmente deve acompanha-lo com esta incessante repetição de seu crime em todos os horríveis detalhes. Isso continua por um tempo que correspondente ao período de vida do qual privou sua vítima. Se o assassino escapou da forca, de modo que sua vítima tenha passado além do Purgatório antes de morrer, o “cascão ou coscorão” da sua vítima subsiste para representar a parte de Nêmesis[5] no drama do crime revivido.

(DO LIVRO: CRISTIANISMO ROSACRUZ – CONFERÊNCIA V – MORTE – VIDA NO PURGATÓRIO)

Assim, o cientista oculto atribui todas as causas à Região do Pensamento Concreto e nos diz como elas são geradas ali pelos Espíritos humanos e super-humanos.

Recordando que os Arquétipos criadores de todas as coisas que vemos no Mundo visível encontram-se no Mundo do Pensamento, que é o reino do som, estamos preparados para compreender que as forças arquetípicas estão constantemente agindo por meio desses arquétipos que, então, emitem certo tom, ou, quando vários deles se agrupam para criar uma espécie de forma vegetal, animal ou humana, momento em que os diferentes sons se fundem em um grande coro. Esse tom ou coro é, conforme o caso, a nota-chave da forma assim criada, e enquanto isso vibra a forma ou a espécie perdura; quando ela cessar, também a única forma morre ou a espécie desaparece.

Uma confusão de sons não é música, do mesmo modo que muitas palavras juntas ao acaso não formam uma sentença, mas o som rítmico ordenado é o construtor de tudo o que existe, conforme diz São João nos primeiros versículos de seu Evangelho: “No princípio era o verbo… e sem Ele nada foi feito”; também diz que “o Verbo se fez carne”.

Vemos assim que o som é o criador e o mantenedor de todas as formas, pelo que, no Segundo Céu, o Ego se torna UM com as Forças da Natureza. Com elas trabalha sobre os arquétipos da terra e do mar, na flora e na fauna, provocando mudanças que gradualmente alteram a aparência e a condição da Terra, e assim proporciona um novo ambiente, feito por si mesmo, quando poderá colher nova experiência.

Nesse trabalho, o Ego é dirigido por grandes instrutores pertencentes às Hierarquias Criadoras, que são chamados Anjos, Arcanjos e outros nomes, constituindo-se Ministros de Deus. Eles instruem, de modo consciente, na divina arte da criação, tanto no mundo como em sua matéria existente. Eles ensinam como construir uma forma para si mesmo, dando-lhe os chamados “Espíritos da Natureza” como auxiliares, e dessa maneira, todas as vezes que o ser humano passa pelo Segundo Céu está servindo e aprendendo a se tornar um Criador. Ali ele constrói o arquétipo da forma que posteriormente exteriorizará ao renascer.

 (DO LIVRO: O CRISTIANISMO ROSACRUZ – CONFERÊNCIA VI – VIDA E ATIVIDADE NO CÉU)

Examinando mais minuciosamente as diversas divisões da Região do Pensamento Concreto, constatamos que os arquétipos das formas físicas – não importam a qual Reino elas pertençam – encontram-se na sua subdivisão mais inferior, ou seja, na “Região Continental”. Nessa Região Continental estão também os arquétipos dos continentes e das ilhas do mundo, os quais são moldados de acordo com esses arquétipos. As modificações da crosta terrestre devem produzir-se primeiramente na Região Continental. Enquanto o arquétipo-modelo não for modificado, as Inteligências, que para encobrir a nossa ignorância denominamos “Leis da Natureza”, não podem produzir as condições físicas que alteram a conformação da Terra e que são determinadas pelas Hierarquias que dirigem a evolução. Essas planejam as mudanças como o arquiteto projeta as alterações num edifício, antes que os operários lhe deem expressão concreta. Da mesma forma efetuam-se mudanças na flora e na fauna, devido às metamorfoses dos respectivos arquétipos.

Quando falamos dos arquétipos de todas as diferentes formas do Mundo Físico, não devemos julgar que esses arquétipos sejam simples modelos, no mesmo sentido em que falamos de um objeto feito em miniatura ou feito de outro material diferente do apropriado ao seu uso final. Não são simples semelhanças nem modelos das formas que vemos em torno de nós, mas são arquétipos criadores, isto é, modelam as formas do Mundo Físico à sua própria semelhança ou semelhanças, porque, frequentemente, muitos trabalham em conjunto para produzir certa espécie, cada arquétipo dando de si mesmo a parte necessária para a construção da forma requerida.

A segunda subdivisão da Região do Pensamento Concreto denomina-se “Região Oceânica”. Poderia ser mais bem descrita como vitalidade fluente e pulsante. Todas as Forças que atuam pelos quatro Éteres que constituem a Região Etérica são vistas aqui como arquétipos. É uma corrente de vida que flui através de todas as formas, assim como o sangue circula pelo corpo – a mesma vida em todas as formas. Nessa Região o clarividente treinado pode comprovar quanto é verdade que “toda vida é una”.

A “Região Aérea” é a terceira divisão da Região do Pensamento Concreto. Aqui encontramos os arquétipos dos desejos, das paixões, dos sentimentos e das emoções, tais como os que experimentamos no Mundo do Desejo. Aqui todas as atividades do Mundo do Desejo parecem condições atmosféricas. Os sentimentos de prazer e de alegria chegam aos sentidos do clarividente como o beijo das brisas estivais. As aspirações da alma assemelham-se à canção do vento na ramaria do arvoredo, e as paixões das nações em guerra aos lampejos dos relâmpagos. Nessa atmosfera da Região do Pensamento Concreto encontram-se também as imagens das emoções do ser humano e dos animais.

A “Região das Forças Arquetípicas” é a quarta divisão da Região do Pensamento Concreto. É a Região Central e a mais importante dos cinco mundos onde se efetua a evolução total do ser humano. De um lado dessa Região estão as três regiões superiores do Mundo do Pensamento, mais o Mundo do Espírito de Vida e o Mundo do Espírito Divino. No lado oposto dessa Região de Forças Arquetípicas estão as três regiões inferiores do Mundo do Pensamento, mais o Mundo do Desejo e o Mundo Físico. Portanto essa região torna-se uma espécie de “cruz”, limitada de um lado pelos Reinos do Espírito e do outro pelos Mundos da Forma. E o ponto focal por onde o Espírito se reflete na matéria.

Como seu nome indica, essa Região é o lar das Forças Arquetípicas que dirigem a atividade dos arquétipos na Região do Pensamento Concreto. Dessa Região é que o espírito trabalha na matéria de maneira formativa. O Diagrama 1 demonstra essa ideia em forma esquemática: as formas, nos mundos inferiores, sendo reflexos do Espírito nos Mundos superiores.

 Diagrama 1 – O Mundo Material um reflexo reverso dos Mundos Espirituais

A quinta Região que é a mais próxima do ponto focal pelo lado do Espírito, reflete-se na terceira Região, a mais próxima do ponto focal pelo lado da Forma. A sexta Região reflete-se na segunda, e a sétima na primeira.

(DO LIVRO: CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS: OS MUNDOS VISÍVEL E INVISÍVEIS – O MUNDO DO PENSAMENTO)

O suicida, que procurou fugir da vida, apenas descobre que está mais vivo do que nunca, e que se encontra na mais lastimável condição. É capaz de observar aqueles a quem, com seu ato, talvez tenha prejudicado e, pior que tudo, tem uma inexplicável sensação de estar “oco”. A parte da aura ovoide, que geralmente contém o Corpo Denso, está vazia e, ainda que o Corpo de Desejos tenha tomado a forma do Corpo Denso descartado, ele se sente como uma concha vazia, pois o arquétipo criador do corpo persiste, por assim dizer, como um molde vazio na Região do Pensamento Concreto por tanto tempo quanto deveria viver o Corpo Denso. Quando uma pessoa morre de morte natural, mesmo no vigor da vida, a atividade do arquétipo cessa e o Corpo de Desejos por si mesmo se ajusta para ocupar toda a forma. Mas no caso do suicida, o horrível sentimento de “vazio” permanece até o tempo em que deveria ocorrer a morte natural

(DO LIVRO: CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS – O SER HUMANO E O MÉTODO DE EVOLUÇÃO – MORTE E PURGATÓRIO)

Estrato Aquoso: nesse estrato estão as possibilidades germinais de tudo quanto existe na superfície da Terra. Aqui estão as forças arquetípicas que se ocultam atrás dos Espíritos-Grupo, como também as forças arquetípicas dos minerais, porque essa é a expressão física direta da Região do Pensamento Concreto.

(DO LIVRO: CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS – CONSTITUIÇÕES DA TERRA E ERUPÇÕES VULCÂNICAS – NÚMERO DA BESTA)

Diz-se que Jesus era o filho de um carpinteiro, mas a palavra grega é tekton e significa construtor; ARCHE é o nome grego de matéria primordial. Diz-se que Jesus era também um carpinteiro (tekton). É verdade, ele era um tekton, construtor ou maçom, um Filho de Deus, o Grande Archetekton. Com a idade de trinta e três anos, quando havia recebido os três vezes três (9) graus da Maçonaria Mística, Ele desceu ao centro da terra. O mesmo faz qualquer outro tekton, maçom ou Phree Messen (filho da luz), como os Egípcios os chamavam que desce através dos nove estratos da terra em forma de arco. Encontraremos, na época do primeiro advento de Cristo, tanto Hiram Abiff, o Filho de Caim, quanto Salomão, o Filho de Seth, renascidos para receber d’Ele a grande Iniciação dos Mistérios Cristãos.

(DO LIVRO: MAÇONARIA E CATOLICISMO – PARTE VIII – O CAMINHO DA INICIAÇÃO)

Diz-se na Bíblia que José foi um carpinteiro, mas a palavra grega “tekton” deve ser traduzida por “construtor”. Na Maçonaria Mística, Deus é chamado O Grande Arquiteto.

Arche em grego significa a substância primordial e um tekton é um construtor. Assim, Deus é o Grande Mestre Construtor, o qual moldou o mundo com a matéria primordial preparando um campo evolutivo para vários graus de seres. Ele usa no Seu universo muitos tektons ou construtores de vários graus. Qualquer um que siga a Senda do desenvolvimento espiritual, esforçando-se por trabalhar construtivamente com as leis da natureza – como um servo da humanidade – é um tekton ou construtor, no sentido que se acha qualificado para ajudar e dar nascimento a uma grande alma. É por isso que se diz que Jesus era um carpinteiro e filho de um carpinteiro, e entendemos que ambos eram tektons ou construtores numa linhagem cósmica.

(DO LIVRO: INICIAÇÃO ANTIGA E MODERNA – CAPÍTULO I – A INICIAÇÃO MÍSTICA CRISTÃ)

Goethe, o grande místico, finaliza, apropriadamente, sua versão (de Fausto) com o mais místico de todos os versos encontrados em qualquer literatura:

“Tudo que é perecível,

É somente uma ilusão.

O inatingível,

É aqui consumação.

O indescritível,

Aqui ele está pronto.

O Eterno Feminino,

É para nós uma atração”.

Esta estrofe confunde todos os que não são capazes de penetrar nos reinos onde ela é cantada, isto é, no céu.

Ele fala de tudo o que é ser perecível, mas somente uma ilusão, isto é, as formas materiais que estão sujeitas à morte e à transmutação são apenas uma ilusão do arquétipo visto no céu. “O inatingível aqui é realizado” o que parecia impossível na Terra é realizado no céu. Ninguém sabe disso melhor do que quem é capaz de funcionar nesse reino, pois toda aspiração elevada e sublime se concretiza. Os indescritíveis anseios, ideias e experiências da alma, que mesmo não podendo se expressar, são claramente definidos no céu. O Eterno Feminino, a grande Força Criadora na Natureza, o Deus Mãe, que nos conduz pelo caminho da evolução, torna-se uma realidade. Assim, o mito de Fausto conta a história do Templo do Mundo, que as duas classes de pessoas estão construindo, e que serão finalmente o Novo Céu e a Nova Terra profetizados no Livro dos Livros.

(DO LIVRO: MISTÉRIOS DAS GRANDES ÓPERAS – CAP. VI – O PREÇO DO PECADO E OS CAMINHOS DA SALVAÇÃO)

O som gerado num vácuo não pode ser ouvido no Mundo Físico, mas a harmonia que procede da cavidade vazia de um arquétipo celestial é a “Voz do Silêncio”, e esta se faz audível quando todos os sons terrestres cessam. Elias não a ouvia, enquanto a tormenta rugia, nem podia percebê-la durante a turbulência do terremoto, nem no ruído do fogo crepitante; mas quando os sons destrutivos e dissonantes deste Mundo se fundiram no silêncio, então “a pequena voz silenciosa” enviava suas ordens para salvar a vida de Elias (IReis 19).

(DO LIVRO: MISTÉRIOS ROSACRUZES – MUNDO DO PENSAMENTO – REGIÃO DO PENSAMENTO CONCRETO)

A outra classe de seres que devemos mencionar é a que a Escola de Ocultismo Ocidental chama de Forças Arquetípicas. Elas dirigem as energias dos Arquétipos Criadores, originados nesse plano: trata-se de uma classe de seres compostos de inteligências de graus muito diferentes e há um estágio na jornada cíclica do Espírito Humano do qual ele faz parte o qual e também trabalha. Porque, como o Espírito Humano também está destinado a converter-se em uma grande inteligência Criadora, em algum tempo futuro e se não houvesse ambiente em que pudesse gradualmente aprender a criar, não lhe seria possível adiantar-se, porque nada na natureza é feito repentinamente. Uma semente de carvalho plantada no solo não se converte numa árvore majestosa da noite para o dia, pois requer muitos anos de lento e persistente crescimento antes de alcançar a altura que tem esses gigantes das florestas.

(DO LIVRO: MISTÉRIOS ROSACRUZES – MUNDO DO PENSAMENTO – REGIÃO DO PENSAMENTO CONCRETO)

Aprendemos anteriormente, ao estudar o Mundo do Pensamento, que cada forma desse Mundo invisível tem o seu arquétipo, um molde oco vibratório, que emite certo som harmonioso. Esse som atrai e modela a matéria física em formas muito semelhantes às figuras geométricas que se formam numa placa de vidro cheia de areia, cujas bordas sejam postas em vibração por meio de um arco de violino; a areia modela-se em diferentes figuras geométricas, que mudam de forma quando o som muda.

O pequeno átomo no coração é a amostra e o centro em torno do qual se agrupam os átomos do nosso Corpo. Quando esse átomo é forçado a retirar-se do Corpo na morte voluntária, aquele centro fica vazio, mesmo que o arquétipo continue vibrando até o limite desta vida, como explicamos anteriormente, não pode atrair nenhuma matéria para esse molde oco do arquétipo. Por esta razão, o suicida sente uma temível dor que corrói uma sensação de vazio que só poderia ser comparada a angustia da fome.

Neste caso, o intenso sofrimento continuará exatamente durante tantos anos quantos o indivíduo deveria viver em seu Corpo físico. Ao expirar esse tempo, o arquétipo sofre o colapso, tal como no caso da morte natural. Então cessa a dor do suicida e começa o seu período de purgação, como acontece com aqueles que morrem de morte natural. Mas a memória dos sofrimentos experimentados em consequência do suicídio permanecerá com ele em vidas futuras, e isso o refreará no caso de tentar repetir o mesmo erro.

(DO LIVRO:  MISTÉRIOS ROSACRUZES – CAPÍTULO V – PRIMEIRO CÉU)

Depois que o Espírito fez sua escolha, desce ao Segundo Céu, onde é instruído pelos Anjos e Arcanjos sobre como construir um arquétipo do Corpo que mais tarde habitará na Terra. Aqui também notamos a manifestação da grande lei da justiça, que decreta que devemos colher o que semeamos. Se os nossos gostos são grosseiros e sensuais, construiremos um arquétipo que expressará esses defeitos; se, pelo contrário, somos de gostos refinados e estéticos, construiremos um arquétipo de um refinamento correspondente, mas ninguém pode obter um Corpo mais perfeito do que aquele que é capaz de construir. Então, assim como um arquiteto que constrói uma casa, na qual há de viver depois, sofrerá incômodos se se descuidar de providenciar uma ventilação apropriada, assim também o Espírito se sentirá mal num Corpo construído deficientemente. Como o arquiteto aprende a evitar os erros e as imperfeições anteriores quando constrói uma nova casa, assim também o espírito que sofre devido aos defeitos do Corpo que construiu para si próprio aprende, com o passar do tempo, a construir veículos cada vez mais eficientes.

(DO LIVRO:  MISTÉRIOS ROSACRUZES – CAPÍTULO V – TERCEIRO CÉU)

Na Região do Pensamento Concreto, o Espírito também atrai para si os materiais da sua nova Mente. Assim como um imã atrai a limalha de ferro, deixando de lado as outras substâncias, do mesmo modo cada Espírito atrai somente a espécie de matéria mental que usou em sua vida anterior e mais aquela que tenha aprendido a usar em sua vida post-mortem. Depois disso, ele desce ao Mundo do Desejo, onde reúne o material para seu novo Corpo de Desejos, de natureza tal que possa expressar adequadamente as suas características morais. Em seguida, atrai certa quantidade de éter, que se incorpora ao molde do arquétipo construído no Segundo Céu e que age como argamassa entre os materiais sólidos, líquidos e gasosos recebidos dos Corpos dos pais, que formam assim o Corpo físico da criança, que renascerá no devido tempo.

(DO LIVRO:  MISTÉRIOS ROSACRUZES – CAPÍTULO V – TERCEIRO CÉU)

Na Região do Pensamento Concreto todos os objetos sólidos aparecem como cavidades vazias de onde uma nota chave básica é continuamente tocada, assim, quem os vê, também houve dele a história completa de sua existência. Pensamentos-forma que não se cristalizara, ainda em ação concreta ou ser físico, não se apresentam ao observador como uma cavidade, mas ali, os pensamentos não são silenciosos. Ele fala uma linguagem inconfundível e transmitem, de uma forma muito mais precisa do que as palavras, a sua intenção, até que a energia dispendida pelo seu criador se esgote. Como vibram no tom peculiar à pessoa que lhes deu origem, é comparativamente fácil para o ocultista treinado investigar sua fonte.

(DO LIVRO:  FILOSOFIA ROSACRUZ EM PERGUNTAS E RESPOSTAS – VOL. II – PERGUNTA Nº 64)

Por outro lado, o que realmente causa a morte é o colapso do arquétipo do Corpo Denso.

(DO LIVRO:  FILOSOFIA ROSACRUZ EM PERGUNTAS E RESPOSTAS – VOL. II – PERGUNTA Nº 105)

O local em que crescerá esta parte do Cordão Prateado está indicado no arquétipo, mas são necessários aproximadamente vinte e um anos para que a junção se complete.

(DO LIVRO:  FILOSOFIA ROSACRUZ EM PERGUNTAS E RESPOSTAS – VOL. II – PERGUNTA Nº 137)

Este Corpo físico é formado de acordo com um molde invisível chamado arquétipo e, enquanto este arquétipo persistir, o nosso Corpo físico permanecerá vivo. Quando a morte é decorrente de causas naturais, ou mesmo nos chamados acidentes (que geralmente não são realmente acidentes, mas acontecimentos surgindo para pôr fim a uma vida conforme o plano dos guardiões invisíveis dos assuntos humanos), o arquétipo é destruído e o Espírito fica liberto.

Um suicídio, no entanto, é diferente. Neste caso, o arquétipo persiste após a morte durante vários anos até o momento em que ocorreria a morte de acordo com os acontecimentos naturais, portanto, sendo incapaz de afastar de si os átomos físicos, o suicida terá durante esses anos de existência “post-mortem”, uma contínua sensação de dor, semelhante ao suplício da fome, ou a uma dor de dente indefinida, mas excessivamente dolorosa.

(DO LIVRO:  FILOSOFIA ROSACRUZ EM PERGUNTAS E RESPOSTAS – VOL. II – PERGUNTA Nº 152)

Ao mesmo tempo, ele vê um arquétipo em fase de construção, que mostra a forma que terá a Terra nessa região quando um cataclismo ou uma série de cataclismos tiver destruído a atual configuração desse continente e do oceano adjacente. Talvez seja arriscado determinar quando começará essa remodelação da Terra, mas o arquétipo ou matriz moldada em matéria mental e representando o pensamento criador do Grande Arquétipo e de Seus construtores estão tão próximo de conclusão que, ao julgar pelo progresso realizado durante os anos em que o autor observou a sua construção, parece seguro dizer que até a metade do século atual (1950), senão antes, as elevações ter-se-ão iniciado.

(DO LIVRO: FILOSOFIA ROSACRUZ EM PERGUNTAS E RESPOSTAS – VOL .II – PERGUNTA Nº 155)

 

FIM

 

[1] N.T.: Região Continental, Região Oceânica, Região Aérea e Região das Forças Arquetípicas

[2] N.T.: Quarta Região do Mundo do Pensamento

[3] N.T.: Fonógrafo é um aparelho inventado em 1877 por Thomas Edison para a gravação e reprodução de sons através de um cilindro. É o precursor dos equipamentos eletrônicos que gravam atualmente.

[4] N.T.: ICor 15:50

[5] N.T.: Nêmesis é um substantivo masculino com origem no grego, que indica vingança ou indignação justificada.

 

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Milagres?

Milagres?

São Pedro não ressuscitou Dorcas, assim como O Cristo não ressuscitou Lázaro nem ninguém, o que aliás, Ele não pretendeu ter feito. Ele disse: “Lázaro não está morto: dorme”.

Para que essa asserção possa ser bem compreendida devemos explicar o que se passa por ocasião da morte e em que essa difere da letargia, pois as pessoas acima mencionadas estavam nesse estado na ocasião em que os supostos milagres foram executados.

Durante a vigília, enquanto o Ego age conscientemente no Mundo Físico seus diversos veículos estão concêntricos: ocupam o mesmo espaço. Contudo, à noite, durante o sono, ocorre uma separação: o Ego, revestido do Corpo de Desejos e da Mente, desliga-se dos Corpos Denso e Vital que ficam sobre o leito. Os veículos superiores flutuam próximo e acima deles. Estão ligados aos outros dois corpos pelo Cordão Prateado, um fio estreito e brilhante com três segmentos, onde dois deles tem a forma de dois seis invertidos e do qual uma das extremidades está ligada ao Átomo-semente no coração e a outra no Átomo-semente do Corpo de Desejos.

No momento da morte, esse fio desliga-se do coração. As forças do Átomo-semente passam pelo nervo pneumogástrico, pelo terceiro ventrículo do cérebro, através da sutura entre os ossos parietal e occipital, subindo aos veículos superiores que estão fora, por intermédio do Cordão Prateado. O Corpo Vital também se separa do Corpo Denso com essa ruptura (aliás é essa à única ocasião em que se dá essa separação) e junta-se aos veículos superiores que estão flutuando sobre o cadáver. Aí o Corpo Vital permanece cerca de três dias e meio. Depois desse tempo, os veículos superiores se desligam do Corpo Vital que começa a se desintegrar simultaneamente com o Corpo Denso, nos casos comuns.

No momento dessa última separação, o Cordão Prateado rompe-se pelo meio, no lugar da união dos dois seis, e o Ego encontra-se livre de qualquer contato com o mundo material (a Região Química do Mundo Físico).

Durante o sono, o Ego também se retira do Corpo Denso, mas o Corpo Vital continua interpenetrando esse último, e o Cordão Prateado permanece inteiro.

Acontece, às vezes, que o Ego não torna a entrar no corpo pela manhã, para despertá-lo como de hábito, porém fica fora durante algum tempo que varia. Nesse caso, porém, o Cordão Prateado não se rompeu. Quando ocorre essa ruptura, não será possível nenhuma restauração. O Cristo e os Apóstolos eram Clarividentes: sabiam que não tinha havido ruptura nos casos mencionados, e daí a afirmação: “Ele não está morto, dorme”. Eles possuíam o poder de obrigar o Ego a entrar no seu corpo e de restaurar as condições normais.

Assim foram feitos os supostos milagres.

(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – jul/ago/88)

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Quando alguém que trabalhou inconscientemente como Auxiliar Invisível abandona o corpo, ao morrer, reconhecerá no Mundo Espiritual aqueles com quem trabalhou à noite, ou essas experiências não ficam registradas?

Pergunta: Quando alguém que trabalhou inconscientemente como Auxiliar Invisível abandona o corpo, ao morrer, reconhecerá no Mundo Espiritual aqueles com quem trabalhou à noite, ou essas experiências não ficam registradas?

Resposta: As experiências de um Auxiliar Invisível que trabalha inconscientemente nos Mundos invisíveis durante o sono físico podem ser comparadas a um sonho que ele não lembrará ao acordar. Não obstante, as experiências são assim mesmo armazenadas no Átomo-semente e formarão parte do panorama da sua vida, de modo que, ao deixar o corpo no momento da morte, ele verá tudo que lhe aconteceu, acordado ou adormecido, durante o período vivido no corpo. Nesse caso, a lembrança do que aconteceu não será exatamente a mesma do que teria sido se ele tivesse passado isso conscientemente, contudo, ele obterá do panorama da vida um conhecimento e uma ideia do que foi realizado. Embora não sinta a mesma sensação como se tivesse passado pela experiência conscientemente, logo acostumar-se-á a crer e a entender que o que lhe pareceu um sonho foi, na verdade, uma experiência perfeitamente real.

(Pergunta 47 do Livro Perguntas e Respostas – Vol. I, de Max Heindel)

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Soube de um caso de uma mulher em que o baço foi removido. Como o baço é a porta de entrada para forças solares, como ficaria nela?

Pergunta: Soube de um caso em que uma mulher foi operada e seu baço removido. Segundo os Ensinamentos Rosacruzes, o baço representa a porta de entrada das forças solares que vitalizam o corpo e, na contraparte etérica desse Órgão, a energia solar é transmutada num fluido vital cor-de-rosa pálido, que daí se espalha por todo o sistema nervoso. Aprendemos também que os raios do Sol são irradiados diretamente ou refletidos pelos Astros ou pela Lua. Os raios diretos do Sol dão iluminação espiritual, e os recebidos dos Astros geram inteligência, moralidade e crescimento anímico. No caso acima descrito, a contraparte etérica continua a realizar o seu trabalho, ou desintegra-se da mesma forma que a contraparte etérica de um braço ou perna amputada? Se assim for, qual o efeito sobre a pessoa operada?

Resposta: Sua afirmação está correta quanto aos Ensinamentos Rosacruzes, exceto quando declara que a energia solar é transmutada no baço num fluido cor-de-rosa pálido. O baço é o portão das forças solares, mas a transmutação à qual se refere ocorre no plexo solar, onde o Átomo-semente prismático do Corpo Vital está localizado.

Com relação ao que ocorre depois do baço ter sido removido, será bom lembrar que o corpo físico se adapta tanto quanto possível às condições alteradas. Se uma ferida em certa parte do corpo impede que o sangue flua pelos canais normais, ele procurará outro conjunto de veias para restabelecer o seu circuito. Mas um órgão nunca se atrofia enquanto puder servir a qualquer propósito útil. O mesmo ocorre com o Corpo Vital composto dos Éteres. Quando um braço ou um membro são amputados, a contraparte etérica desse membro não é mais solicitada para a organização do corpo, portanto, ela definha gradualmente. Mas, no caso de um órgão como o baço, em que a contraparte etérica tem uma função importante como porta de entrada para a energia solar, naturalmente tal desintegração não ocorre.

Também devemos nos lembrar que onde quer que a doença se manifeste no veículo físico, a parte correspondente do Corpo Vital enfraquece, adelgaça-se e adoece primeiro. A falta do suprimento dessa necessária energia vital foi que causou a manifestação dos sintomas físicos da doença. Reciprocamente, quando a saúde é restaurada, o Corpo Vital é o primeiro a recuperar-se, e esta convalescença manifesta-se a seguir no Corpo Denso. Por conseguinte, se o baço físico está doente, é uma conclusão previsível achar que a contraparte etérica está também num estado de saúde abaixo do normal, mas a conveniência de remover o órgão é duvidosa. No entanto, se isto já tiver sido feito, o corpo procurará adaptar-se à nova condição e a contraparte etérica do baço continuará a funcionar como antes.

(Pergunta 46 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas Vol. II, de Max Heindel)

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O Guardião do Umbral

O Guardião do Umbral

Nossas investigações pessoais sobre as vidas passadas de um grupo de pessoas que solicitaram auxílio para a cura do que se vem chamando de obsessão, vieram provar o seguinte: suas enfermidades são motivadas por certos fatores, equivocadamente considerados, por alguns investigadores anteriores, como se tratando do “Guardião do Umbral”.

Quando se examinam esses casos simplesmente através da faculdade da vidência espiritual, ou pela leitura dos registros etéricos, pode-se cair facilmente em semelhante erro, ou seja, confundir tal aparição com o verdadeiro Guardião do Umbral. Porém, assim que evoluímos e analisamos tais casos nos registros imperecíveis encontrados na Região das Forças Arquetípicas, o assunto se esclarece imediatamente. E as conclusões extraídas dessas investigações podem ser resumidas como se segue:

No momento da morte, quando o Átomo-semente — que contém todas as experiências da vida recém-finda, em imagens panorâmicas — se separa do coração, o espírito abandona o corpo físico, levando consigo os veículos mais refinados. Flutua então sobre o Corpo Denso — dito morto — durante um tempo que varia entre algumas horas a três dias e meio.

O fator determinante dessa variação é o vigor do Corpo Vital, veículo que constitui o Corpo-Alma de que fala a Bíblia.

Desde então se desenvolve uma reprodução pictórica da vida, uma visão panorâmica em ordem inversa, desde a morte até o nascimento. As imagens gravadas imprimem-se no Corpo de Desejos através do Éter Refletor do Corpo Vital. Durante todo esse tempo, a consciência do espírito se concentra no Corpo Vital — pelo menos deve ser assim — sendo que nesse processo não há envolvimento emocional algum.

A imagem impressa sobre o veículo do sentimento e da emoção, o Corpo de Desejos, constitui a base do sofrimento na vida purgatorial, pelas más ações praticadas. O oposto é válido no Primeiro Céu, em função do bem praticado.

Estes foram os pontos principais que o autor pôde observar pessoalmente acerca da morte. Isto ocorreu na época em que lhe foram dados a conhecer os primeiros ensinamentos superiores quando foi conduzido, com a ajuda do Mestre, a presenciar as reproduções panorâmicas das vidas de pessoas que estavam sendo observadas em sua passagem para o além. Investigações ulteriores, porém, vieram acrescentar, numa nova revelação, a existência do outro processo em ação nos dias importantes que se seguem à morte. Uma divisão se realiza no Corpo Vital, semelhante à do processo de Iniciação. Tudo quanto deste veículo possa ser qualificado de “alma”, une-se aos veículos superiores, formando a base da consciência nos mundos invisíveis, após a morte. A parte inferior acerca-se do Corpo Denso, flutuando sobre o túmulo, na maioria dos casos, como afirma o Conceito Rosacruz do Cosmos. Esta separação do Corpo Vital não se verifica igualmente em todas as pessoas, dependendo de como viveu a vida, e do caráter da pessoa que estiver passando para o além. Em casos extremos, esta divisão varia muitíssimo dos casos normais. Este ponto tão importante nos levou a pensar em muitos casos de suposta obsessão por parte do espírito. Com efeito, foram estes casos, investigados pela Sede Mundial, que ensejaram descobrimentos de alcance extraordinário, obtidos através de nossas pesquisas mais recentes, relativas à natureza das obsessões sofridas pelas pessoas que nos procuraram em busca do alívio.

Como se pode compreender facilmente, a divisão do Corpo Vital em tais casos, indiciou uma preponderância do mal. Efetuaram-se então, esforços necessários para descobrir se havia alguma outra classe de pessoas com outras divisões ou separações, em que se manifestasse a preponderância do bem. É uma grande satisfação esclarecer que assim aconteceu e, depois de analisarmos os casos descobertos e confrontá-los um com o outro, pudemos resumir a realidade exata das condições observadas e suas razões.

O Corpo Vital anela sempre construir o Corpo Denso, ao passo que os nossos desejos e emoções o destroem. A luta entre o Corpo Vital e o de Desejos produz a consciência no Mundo Físico, dando consistência aos tecidos, de modo que o Corpo Denso da criança se torna mais e mais rígido, atingindo a decrepitude senil, anos depois, seguindo-se a morte.

A moralidade ou imoralidade dos nossos desejos e emoções, atua de maneira semelhante sobre o Corpo Vital. Quando há devoção aos ideais elevados e a natureza devocional, pode manifestar-se livre e frequentemente, acompanhada, sobretudo, dos exercícios científicos indicados aos Probacionistas da Fraternidade Rosacruz, reduz-se gradualmente a quantidade dos Éteres Químicos e de Vida, à medida que os apetites animalescos desaparecem. Em seu lugar manifesta-se um aumento progressivo dos Éteres Superiores, o Luminoso e o Refletor. Consequentemente, a saúde física não é tão robusta entre os que seguem o caminho Superior, como entre aqueles em que as satisfações das paixões inferiores atraem os Éteres mais grosseiros — o Químico e o de Vida — como exclusão total até dos Superiores, conforme a extensão e a natureza dos vícios.

Daí surgem consequências muito importantes relacionadas com a morte. Como é o Éter Químico que robustece as moléculas do Corpo Denso para que permaneçam em seus respectivos lugares, e as conserva nele durante toda a vida, existindo somente um mínimo desse material, a desintegração do veículo físico, após a morte, deve ser muito rápida.

O autor não teve oportunidade de comprovar isso, porque foi muito difícil encontrar homens de qualidades espirituais elevadas que tivesse falecido na ocasião. Mas, parece que deve ser assim, pelo fato registrado na Bíblia, relativo ao corpo de Cristo, não encontrado na tumba quando o povo foi procurá-lo.

Como já afirmamos em relação a esse assunto, Cristo espiritualizou o corpo de Jesus de uma forma tão elevada, tornando-o tão vibrátil, que lhe foi quase impossível conservar as partículas no lugar durante os anos de Seu Ministério. Este fato já era do conhecimento do autor, através dos ensinamentos dos Irmãos Maiores, e das investigações levadas a efeito por ele mesmo na Memória da Natureza. Porém conduzir tal assunto ao terreno das ideias gerais sobre a morte e a existência “post-mortem” não lhe foi concedido até então.

O verdadeiro Guardião do Umbral é uma entidade elemental, complexa, criada nos planos invisíveis, por todos os maus pensamentos e obras não transmutados durante a evolução. Este Guardião postado à entrada dos Mundos Invisíveis desafia nosso direito de neles penetrar. Tal entidade deve ser redimida e transmutada. De nossa parte devemos gerar equilíbrio e força de vontade suficientes para resistir ao seu encontro, e poder sobrepor-nos a ela, antes de podermos entrar conscientemente nos Mundos Suprafísicos.

Como já dissemos, o interesse por uma vida mundana aumenta a proporção dos Éteres inferiores do Corpo Vital, em prejuízo dos mais elevados. Quando, opostamente, vive-se uma vida pura, ordenada e sem excessos, a saúde é melhor do que a do Aspirante à vida superior, pois as atitudes do último ensejam a formação de um Corpo Vital composto principalmente dos Éteres Superiores. O Aspirante à vida superior ama o “pão da vida” mais do que o sustento físico. Portanto, seu instrumento se torna mais e mais delicado, com um sistema nervoso mais complexo, condição sensitiva que com maior propriedade impulsiona às coisas do espírito, mas que se converte numa tarefa difícil sob o ponto de vista físico.

Há, na grande maioria da humanidade, uma tal preponderância do egoísmo e um tal desejo de extrair o máximo da vida material, que, ou bem estão os seres humanos empenhados em desalojar os adversários de seus postos, ou bem se acham acumulando propriedades. Daí, terem muito pouco tempo e mínima inclinação para se dedicarem à cultura da alma, tão necessária ao verdadeiro êxito na vida.

O autor teve várias oportunidades de conhecer pessoas que supunham ser suficiente pagar a um pastor para estudar a Bíblia durante a semana, e fazer-lhe um resumo no domingo. Acreditavam que isso era tudo o que lhes devia ser exigido por reservarem seu lugar no céu. Os seres humanos se filiam às igrejas, doando-lhes as coisas ordinariamente consideradas nobres e retas. Fora disso, contudo, desejam passar bem o tempo e divertir-se a valer. No entanto, há uma reduzida minoria que assim persistem em cada vida. A evolução dessas pessoas é tão desesperadamente lenta que, se fossem capazes de ver por si mesmas os acontecimentos pertinentes à sua própria morte, das elevadas regiões do Mundo do Pensamento Concreto, teriam a impressão, ao olhar para baixo, que nada se salvaria do Corpo Vital. Este veículo, em casos assim, parece retornar inteiro ao Corpo Denso, pairando sobre o túmulo até se desintegrar totalmente. E razão comprovada que uma parte progressiva se separa, seguindo os veículos mais elevados até ao Mundo do Desejo, onde formará a base da consciência, tanto na vida do Purgatório, como na dos Primeiro e Segundo Céus, persistindo, geralmente, até que o ser humano entre no Segundo Céu e se una com as Forças da Natureza, em seus esforços para criar para si mesmo um novo ambiente. Por essa ocasião já foi absorvido ou quase totalmente absorvido pelo espírito, e, qualquer coisa que ali permaneça de natureza material, desaparecerá rapidamente. Deste modo, a personalidade da vida passada se desvanece, e o espírito não voltará a encontrar-se com ela em vidas futuras sobre a Terra.

Entretanto, existem pessoas de natureza tão perversa que encontram gozo em vícios e práticas degeneradas. Alguns se comprazem até em fazer sofrer. Algumas vezes chegam a cultivar as ciências ocultas com propósitos malignos para obterem maior domínio sobre suas vítimas. Em tais casos, suas práticas imorais e demoníacas resultam na cristalização do seu Corpo Vital.

Em casos extremos, como nos últimos citados, em que a vida animal predominou, quando na vida precedente não houve expressão de alma, a divisão do Corpo Vital não pode produzir-se com a morte, uma vez que não existe linha divisória entre o bem e o mal. Em tal caso, se o Corpo Vital ficasse gravitando sobre o Corpo Denso e ali se desintegrasse gradativamente, o efeito de uma vida tão perversa não produziria consequências tão sérias. Mas, desgraçadamente, em tais casos existe um liame tão grande entre os Corpos Vital e de Desejos, que interfere, evitando a separação.

Temos observado que quando um ser humano vive quase exclusivamente uma vida superior, seus veículos espirituais se reforçam em detrimento dos inferiores. Pelo contrário, quando sua consciência está enfocada nos veículos grosseiros, estes se robustecem imensamente.

Devemos lembrar que a vida do Corpo de Desejos não termina com a partida do espírito, mantendo um resíduo de vida e de consciência.

O Corpo Vital também é capaz de sentir as coisas, em certa medida, durante alguns dias após a morte. Daí o sofrimento causado pelo embalsamento e pelas autópsias imediatamente após o desenlace. Todavia, quando uma vida grosseira cristalizou e fortaleceu o Corpo Vital, este tende a adquirir uma tenacidade marcante para aferrar-se à vida, a ponto de o falecido procurar nutrir-se dos vapores dos alimentos e das bebidas alcoólicas. Algumas vezes age como se fosse um vampiro das pessoas com quem se põe em contato.

Assim, pois, uma pessoa má pode viver invisivelmente entre nós durante muitos anos. Neste estado é muito mais perigoso do que um criminoso em corpo físico, porque dispõe de meios para induzir outras pessoas à prática de atos puníveis, degenerados e criminosos, sem que tenha medo de ser detido ou punido pela lei.

Seres desta espécie constituem, portanto, uma das maiores ameaças imagináveis à sociedade. São os responsáveis pelo encarceramento de muitos, da dissolução de lares, causando uma infinidade de amarguras e desgraças. Sempre abandonam suas vítimas quando estas caem nas mãos da justiça. Saboreiam a dor e o infortúnio das vítimas, constituindo isto parte do seu esquema diabólico.

Há outra classe que se dedica em adotar uma postura angélica nas sessões espíritas, onde também encontram vítimas, às quais insinuam práticas imorais. Os denominados como “Poltergeist”, palavra alemã que significa espírito alvoroçador, e escandaloso, são os que se comprazem em quebrar pratos, derrubar mesas, etc. A força e a densidade do Corpo Vital desses seres, facilita-lhes manifestações físicas muito mais do que aqueles que ultrapassaram o Mundo do Desejo. Com efeito, seus Corpos Vitais são tão densos, quase se aproximando do estado físico. Constitui um mistério para o autor que as pessoas que tenham roçado neles, não os tenham percebido. Se fossem vistos uma só vez seus rostos perversos e assustadores, seria logo desfeita a ilusão de que são seres angelicais.

Existe ainda outra classe de espíritos que pertence a essa mesma categoria, e que se apegam às pessoas que procuram desenvolvimento espiritual, sem seguir uma linha certa de conduta. Mediante a sugestão de que são mestres individuais, dão às suas vítimas, uma série de ensinamentos tolos e sem sentido. Nunca se repetirá o suficiente que não se deve aceitar de ninguém, seja visível ou invisível, ensinamentos que não se ajustem, ainda que seja no grau mais sutil, à nossa mais elevada concepção de ética e moral.

É muito perigoso confiar-se a outros e fazê-los participantes de nosso foro interno. De nossa parte sabemos disso por experiência, e trabalhamos de acordo com ela. Devemos ser mais precavidos quando a questão chega aos assuntos da alma. Não podemos confiar tão importante matéria, ou seja, o nosso bem-estar espiritual, às mãos de alguém que não podemos observar nem julgar. A confiança própria é a virtude essencial a ser cultivada em nossa evolução. A máxima mística de: “Se és Cristo, ajuda-te”, deve ressoar constantemente nos ouvidos daqueles que anelam encontrar e seguir o verdadeiro caminho. Por isso, devemos sempre guiar-nos a nós mesmos, sem temores e sem favores de nenhum espírito.

(Publicada na revista ‘Serviço Rosacruz’ – 06/86)

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Poderiam descrever o Cordão Prateado e explicar sua função tanto no ser humano como no animal?

Pergunta: Poderiam descrever o Cordão Prateado e explicar sua função tanto no ser humano como no animal?

Resposta: Para responder a esta pergunta de forma abrangente, devemos referir-nos às condições evolutivas mais antigas.

Três Períodos de evolução precederam nosso atual Período Terrestre. Durante o Período de Saturno éramos semelhantes aos minerais; no Período Solar tínhamos uma constituição semelhante aos vegetais, e no Período Lunar desenvolvemos veículos parecidos aos dos animais atuais. Nós dizemos parecidos, pois a constituição do mundo era tão diferente que seria impossível uma construção idêntica. Imaginemos agora, um globo imenso girando no espaço como um satélite ao redor do seu Sol. É o Corpo de um Grande Espírito, Jeová. Tal como nós, que temos carne tenra e ossos duros, assim também a parte central do Corpo de Jeová é mais densa que a parte externa, que é gasosa e nebulosa. Embora Sua consciência interpenetre todo o globo, Jeová aparece especialmente na nuvem e com Ele Seus Anjos e outras Hierarquias Criadoras.

Do grande firmamento Nebular pendem milhões de Cordões, cada um deles com sua bolsa fetal pairando próxima à parte densa central, e do mesmo modo que a corrente vital da mãe humana circula através do cordão umbilical levando alimento ao feto durante a vida pré-natal, com o propósito de desenvolver um veículo no qual o Espírito Humano possa habitar independentemente quando o período de gestação completar-se, assim também a vida divina de Jeová pairava sobre nós na nuvem e circulava por toda família humana durante esse estágio embrionário da sua evolução. Éramos nessa época tão incapazes de iniciativa quanto o feto.

Desde então, o Maná (Mannas, Manas, Mens, Mensch, Man ou Homem) caiu do céu, vindo do seio do Pai, e está agora ligado pelo Cordão Prateado ao Corpo concreto durante suas horas de vigília e, mesmo no sono, ele forma o elo de ligação entre os veículos superiores e inferiores.

Esta ligação só se rompe por ocasião da morte. O Cordão é bem complexo na sua estrutura. Uma extremidade está arraigada no Átomo-semente no coração; essa parte é feita de Éter. Uma segunda parte, formada em matéria de desejos, sai do grande vórtice do Corpo de Desejos localizado no fígado, e quando essas duas partes do Cordão Prateado se unem no Átomo-semente do Corpo Vital localizado no plexo solar, essa junção dos três Átomos-semente marca a vivificação do feto.

Mas ainda há uma outra parte do Cordão Prateado feita de matéria mental e que nasce do Átomo-semente localizado em um ponto que poderíamos descrever, rudemente, como sendo o sinus frontal onde o Espírito Humano tem a sua sede. Ele passa entre o Corpo pituitário e a glândula pineal, e daí desce, ligando a glândula tiroide, a glândula timo, o baço e as suprarrenais. Finalmente, une-se à segunda parte do Cordão Prateado no Átomo-semente do Corpo de Desejos no grande vórtice desse veículo que está localizado no fígado. O local em que crescerá esta parte do Cordão Prateado está indicado no arquétipo, mas são necessários aproximadamente vinte e um anos para que a junção se complete. A união da primeira e da segunda parte do Cordão Prateado marca a vivificação física, que depende da total destruição dos corpúsculos sanguíneos nucleados que transportam a vida da mãe física e a emancipação de sua interferência por meio da gaseificação do sangue, que é, desde então, o veículo direto do Ego. A junção da segunda e da terceira partes do Cordão Prateado marca uma vivificação mental, e uma consequente emancipação da mãe Natureza que completou, então, o processo gestatório necessário para iniciar a fundação e estrutura para o templo do Espírito, que pode, subsequentemente, construir como bem quiser, limitado apenas por suas ações passadas.

Durante o dia, quando estamos despertos no Mundo Físico, o tríplice Cordão Prateado enrola-se numa espiral dentro do Corpo Denso, principalmente perto do plexo solar (epigástrico), mas à noite, quando o Ego se retira e deixa os Corpos Denso e Vital sobre a cama para se recuperar dos trabalhos duros do dia, o Cordão Prateado projeta-se a partir do crânio. O Corpo de Desejos ovoide flutua acima ou próximo da forma adormecida, assemelhando-se a um balão cativo. Quando se trata de crianças ou de pessoas não desenvolvidas, o Ego permanece nessa posição, meditando sobre os acontecimentos do dia, até que impactos provenientes do Mundo Físico, tais como a campainha de um despertador, o toque de um telefone ou algo semelhante, façam vibrar o Cordão Prateado atraindo a atenção do Ego para o seu veículo descartado, levando-o a reentrar.

Nenhum desenvolvimento oculto é possível sem que a terceira parte do Cordão Prateado se tenha desenvolvida, mas depois que isso acontece, o Ego pode deixar o seu Corpo Denso e vagar pelo vasto Mundo, quer conscientemente após um treino apropriado e uma Iniciação, quer inconscientemente com o auxílio de outros, ou acidentalmente, como no caso de um sonâmbulo que deixa a sua cama e depois volta a ela alheio ao fato, ou seja, inconsciente do lugar onde esteve ou o, que fez. Em qualquer desses casos, a terceira parte do Cordão Prateado, que é feita de matéria dúctil e elástica, serve de elo com os veículos inferiores. A qualidade da consciência do Ego, no momento em que está afastado do seu Corpo Denso, depende dele ter ou não formado um Corpo-Alma do Éter Luminoso e do Refletor, que é o veículo da percepção sensorial e da memória suficientemente estável para ser levado consigo. Se ele o tiver formado, o processo da Iniciação tê-lo-á ensinado como proceder, o Ego terá completa consciência enquanto estiver ausente do Corpo e, ao retornar, terá uma memória fiel do que ocorreu durante o voo da alma. Em caso contrário, tanto a consciência quanto a memória, com certeza serão, até um certo ponto, incompletas ou deficientes.

Tendo-nos familiarizado com a construção e função do Cordão Prateado como um elo entre o Ego e seus veículos, estudaremos a seguir sua aparência e uso em relação aos animais e seu Espírito-Grupo. Ensina-se no “Conceito Rosacruz do Cosmos” que os hábitos, gostos, simpatias e antipatias de cada espécie provém do fato de serem movidos por um Espírito-Grupo comum. Todos os esquilos armazenam nozes para um período de hibernação no inverno; todos os leões são carnívoros: os cavalos, sem exceção, comem feno, no entanto, o que é alimento para um ser humano, pode ser veneno para outro. Se conhecermos os hábitos de um animal, conheceremos os hábitos de todos os demais da mesma família, mas seria inútil investigar os ancestrais de Edison para descobrir a origem do seu gênio. Um tratado sobre os hábitos de um cavalo aplicar-se-á a todos os cavalos, mas a biografia de um ser humano difere inteiramente da de outro ser humano, porque cada um age sob os ditames de um Espírito individual interno. Os animais de um determinado grupo são dirigidos por uma inteligência comum, o Espírito-Grupo, por meio do Cordão Prateado. Cada animal possui o seu próprio Cordão Prateado individual, mas apenas as duas partes que ligam os Corpos Denso, Vital e de Desejos, pois a terceira parte, que está ligada ao vórtice central do Corpo de Desejos localizada no fígado, é o Cordão do Espírito-Grupo. Através dessa ligação elástica, ele governa os animais de sua classe com igual facilidade, não importa em que região do Mundo estejam. A distância não existe nos Mundos internos e, como os animais não possuem Mente própria, eles obedecem às sugestões do Espírito-Grupo sem questionar.

Nesse aspecto, as crianças são uma anomalia, pois elas só têm desenvolvidas as duas partes do Cordão Prateado. Entretanto, elas possuem uma Mente, através da qual a terceira parte está crescendo. Assim, o Ego não tem comunicação direta com seus veículos e, consequentemente, o recém-nascido que tem as maiores possibilidades é, ao mesmo tempo, a criatura mais desamparada sobre a Terra, sujeito à autoridade de seus protetores físicos.

Apesar do ser humano estar atualmente individualizado e emancipado de qualquer interferência direta e da ação conducente do Cordão, pelo qual o Espírito-Grupo força (não há outra palavra que possa transmitir o sentido exato) o animal a obedecer suas ordens, ele não está ainda habilitado para autodirigir-se, assim como uma criança não o está, até que atinja a idade apropriada para poder tomar conta de seus interesses. Por isso, os Espíritos de Raça ainda continuam a dirigir as nações. Cada nação, com exceção da América, tem o seu próprio Espírito de Raça que paira como uma nuvem sobre a Terra na qual vive o seu povo, tal como o fez o Deus dos Israelitas, e nele “eles vivem, movem-se e têm o seu ser”. Eles constituem seu povo peculiar, e ele é um Deus ciumento.

A cada respiração, eles inalam esse Espírito, e se forem levados para outro lugar, sentirão saudades da terra natal, pois onde quer que estejam o ar é diferente e transporta as vibrações de outra Hierarquia Arcangélica.

A medida que o tempo passa e nós avançamos, também seremos emancipados do Espírito de Raça que viveu em nossa respiração desde o tempo em que o Elohim Jeová soprou o nephesh – o ar vital – em nossas narinas. Esses Espíritos operam no Corpo de Desejos e no Espírito Humano, alimentando a vaidade e o egoísmo.

Quando aprendermos a confeccionar o glorioso Manto Nupcial, chamado Corpo-Alma, que é tecido através do serviço amoroso e desinteressado, e quando o casamento místico for consumado – quando o Cristo nascer imaculadamente dentro de nós – o Amor Universal emancipar-nos-á sempre da Lei Universal, e seremos tão perfeitos como é perfeito nosso Pai que está no Céu.

“De todo o poder que mantém o mundo agrilhoado

O ser humano se liberta quando o autocontrole há conquistado”.

(Pergunta 137 do Livro Filosofia Rosacruz por Perguntas e Respostas vol. II, de Max Heindel)

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Se o Cordão Prateado está ligado ao Átomo-semente no coração por uma extremidade e ao vórtice central do Corpo de Desejos por outra, que órgão corresponde no corpo físico ao vórtice central?

Pergunta: Se o Cordão Prateado está ligado ao Átomo-semente no coração por uma extremidade e ao vórtice central do Corpo de Desejos por outra, que órgão corresponde no corpo físico ao vórtice central: coração, cabeça, testa ou o quê?

Resposta: Essa extremidade do Cordão Prateado que está presa ao Átomo-semente no coração permanece aí imóvel até a morte, mas a outra extremidade e o ponto onde as duas metades do cordão se encontram, como é mostrado no diagrama 5-A do Livro “O Conceito Rosacruz do Cosmos”, são móveis.

Durante o dia, esse vórtice central onde o Cordão Prateado está preso no Corpo de Desejos está colocado diretamente no fígado, e encontraremos no “Conceito Rosacruz do Cosmos” material muito esclarecedor se procurarmos a palavra “fígado”. O ponto onde as duas metades do Cordão Prateado se encontram localiza-se no plexo solar durante o dia. Este, todos sabemos, é um lugar extremamente importante, e o Átomo-semente do Corpo Vital está situado exatamente no ponto de encontro dessas duas metades do Cordão Prateado. Quando esse ponto está no plexo solar, o fluido que vem do Sol através do baço passa pelo Átomo-semente do Corpo Vital, e é aí refletido no fluido cor-de-rosa do qual falamos em nossa literatura. Consequentemente, os três grandes centros de um corpo ligados ao Cordão Prateado são: o vórtice central no fígado – o ponto inicial no Corpo de Desejos; o plexo solar – que é a cidadela do Corpo Vital; e o coração – que é o centro do Corpo Denso.

(Pergunta 136 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas vol. II, de Max Heindel)