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Almas perdidas ou atrasadas na evolução?

Almas perdidas ou atrasadas na evolução?

 

Não existe, absolutamente, nenhum fundamento que justifique a ideia generalizada a respeito de “almas perdidas”. Não há, na Bíblia, uma só palavra que exprima a ideia a que todos nos habituamos sobre eternidade com o sentido de para sempre. A palavra grega aionian significa “um período indefinido de tempo”, “um longo período de tempo” e, quando lemos na Bíblia as palavras “eternamente” ou “para sempre”, deveríamos interpretá-las como “pelos séculos dos séculos”. Além disso, como é uma verdade que “em Deus vivemos, movemos e temos o nosso ser”, uma alma perdida seria o mesmo que se tivesse perdido uma parte de Deus e isto não é possível!

Desde que escrevi a lição anterior ocorreu-me outro ponto que mostrará como a perda de um período de anos está relacionada ao próximo período, sendo até mesmo compreendida por ele. Lembremos que no Período Lunar desse atual Esquema de Evolução  que espíritos lucíferos não puderam achar campo para a sua evolução no presente esquema de manifestação.

Os Arcanjos habitam o Sol; os Anjos têm a seu cargo todas as luas; porém os espíritos de Lúcifer foram incapazes de residir em qualquer desses luminares. Não podiam ajudar a geração pura e desinteressadamente como fazem os Anjos, mas atuavam sob o império do desejo, da paixão vil e egoísta, pelo que foi necessário separá-los dos seus irmãos mais adiantados e fixá-los num lugar apropriado às suas condições.

O ambiente que necessitavam era o de Marte, a quem os antigos astrólogos atribuíram o poder sobre o signo zodiacal de Áries, o Carneiro, que tem domínio sobre a cabeça dos seres humanos — convém recordar que o cérebro foi construído com as energias subvertidas dos órgãos sexuais —, o que comprova que aquele planeta exerce igualmente o seu domínio sobre o signo zodiacal de Escorpião, o regente dos órgãos da reprodução. Carneiro é a primeira casa do horóscopo, regendo o começo da vida; Escorpião é a oitava casa do horóscopo, a que nos fala da morte. Em tudo isso está contida uma lição, ensinando-nos que tudo aquilo que foi gerado pelos desejos vis é chamado à dissolução, à morte.

Assim, pois, Marte é, esotérica e astrologicamente, o que se chama de diabo e Lúcifer, o mais notável dos Anjos caídos, é realmente o adversário de Jeová, quem dirige o poder fecundante do Sol por meio da ação lunar. Todavia, os espíritos de Lúcifer estão ajudando a nossa evolução. Deles recebemos o ferro que, por si só, torna possível a vida em uma atmosfera oxigenada. Foram e continuam sendo os agitadores das forças que impulsionam o progresso material e, por isso, não temos o direito de os anatemizar. A Bíblia tacitamente nos proíbe ultrajar os deuses. O próprio apóstolo Judas declara que mesmo o Arcanjo Miguel não se atreveu a denegrir Lúcifer — Porém o Arcanjo Miguel, quando, lutando contra o diabo, disputava o corpo de Moisés, não ousou pronunciar contra ele juízo blasfemo, mas disse: ‘Repreenda-te o Senhor’. E no livro de Jó vemos Lúcifer como um dos filhos de Deus. O seu embaixador na Terra, Samael, é o Anjo da morte, representado pelo signo zodiacal de Escorpião, mas também é o anjo da vida e ação, simbolizado pelo Carneiro: a vida que desabrocha.

Se não fossem os impulsos marcianos, agitadores e belicosos, talvez não sentíssemos as aflições tão ao vivo como sentimos, mas também não poderíamos progredir na mesma proporção e é seguramente melhor “gastar-se ao criar bolor”.

Desse modo, podemos compreender que a essas “ovelhas perdidas” de uma era anterior foi concedida a oportunidade para recuperar, no atual esquema de evolução, o tempo que perderam. Ficaram atrasadas e, por esse motivo, são consideradas más, como no caso dos Anjos caídos; entretanto, “não se perderam; apenas afastaram-se da redenção”. Podem se salvar e certamente conseguirão, servindo-nos e provavelmente ajudando a transmutar a natureza de Escorpião na de Carneiro, levando-nos a sublimar em nós mesmos tudo que for grosseiro e mau.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de julho/1970)

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Sugestão para o seu Exercício Esotérico de Meditação nesse mês solar de Áries: “Eis que eu faço novas todas as coisas”

A dedicação durante o mês solar de abril, que vai 20 de março a 21 de abril, é à Hierarquia Zodiacal de Áries.

É essa Hierarquia que estabelece o modelo cósmico para a vida durante o mês em que o Sol transita pelo Signo de Áries. Nesse tempo Áries projeta sobre o mundo o arquétipo de uma Terra perfeita. Esses são o novo céu e a nova Terra visualizados por São João e descritos em seu sublime Apocalipse, o Livro da Revelação.

De acordo com todos os calendários Áries apresenta o Novo Ano Solar. Por isso, se chama o “Signo da Consciência Ressuscitada”. Quem alcançou esse grau de consciência vê somente a divindade em todas as pessoas, coisas, circunstâncias, condições e em todos os eventos. O motivo da dedicação durante o período de Áries é ver o lado Divino.

A meditação para o mês solar de Áries é o pensamento-núcleo bíblico do Apocalipse, 21:5:

Eis que eu faço novas todas as coisas

Grandiosos são os significados ocultos dessa passagem. Um Aspirante deveria meditar sobre essa passagem durante o mês solar de Áries, enquanto os seus ritmos vibratórios impregnam a Terra!

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Sol transitando pelo Signo de Áries (março-abril)

O carneiro é o símbolo de Áries. Tal símbolo foi chamado por muitos anos de “o cordeiro da apresentação”. Em seu aspecto superior, as palavras-chave para Áries são: pureza, serviço e sacrifício. É o Signo da ressurreição. Peixes é o último Signo do Zodíaco, é um lugar de pesar, um jardim de lágrimas, o Getsemani no Caminho. Suas portas se fecham e apenas abrem no primeiro Signo zodiacal, Áries, anunciando a chegada do recém-nascido.

Assim, a ressurreição cósmica ocorre em março, quando o Espírito de Cristo é libertado da esfera terrestre e entra, novamente, nas esferas celestiais. É quando as Hierarquias de Áries e Peixes se juntam aos Anjos e Arcanjos em triunfante jubilação para esse evento.

A Hierarquia de Áries contém um padrão arquetípico do ser humano como ele foi criado “à imagem e semelhança de Deus”. Este padrão se manifestará cada vez mais na Nova Era.

Um avançado seguidor do Caminho entende que chegou o tempo de fundir a tristeza e as lágrimas propostas pela vida pessoal (Peixes) com os fogos transformadores de Áries. Concomitantemente a essa realização, ele se junta ao poderoso coro que é ecoado e repetidamente ecoado pelos Anjos e Arcanjos: “O Cristo ressuscitou, porque Cristo ressuscitou agora dentro de mim”.

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O Aspecto Cósmico da Páscoa

O Aspecto Cósmico da Páscoa

As quatro estações do ano determinam, desde os mais remotos tempos, os mistérios da relação do ser humano com a Terra (Planeta-mãe) e de ambos com o Sol. Constituem o importante Mistério da Nona Iniciação Menor.

Ademais das influências zodiacais, que levaram os Guias-Iniciados a estabelecer as formas religiosas (religião do Touro, do Cordeiro (judaica), dos Peixes (cristã), etc.), houve, desde recuados tempos, uma tradição esotérica ligada aos equinócios e solstícios. Encontramos essa tradição, velada por mitos, nas várias civilizações que nos precederam.

A passagem pelo Mar Vermelho e a travessia de quarenta anos pelo deserto, na história dos hebreus, relatada na Bíblia, é um simbolismo da evolução através do Signo de Áries, cuja cor é o vermelho e cujo Signo é o Cordeiro, tomado por adoração em lugar do bezerro.

Quando Moisés negociava com o Faraó a libertação de seu povo, este lhe resistiu, e o Senhor fez cair sobre o Egito as famosas pragas, que culminaram na matança dos primogênitos. Para preservar seus lares, os israelitas sacrificaram o Cordeiro e pintaram com sangue as ombreiras das portas. Por essas casas a morte não passou. É um símbolo de que, na transição evolutiva de uma para outra Era, aqueles que resistem acabam se cristalizando e ficando para trás. O cordeiro é o emblema da Dispensação que deveria suceder à do boi Ápis. Na pressa de deixar suas casas, quando o Faraó finalmente cedeu, os israelitas esqueceram o fermento em casa e tiveram que fazer seus pães sem fermento. Daí se originam os pães ázimos, lembrança da libertação do Egito.

Como símbolos, o sangue derramado do cordeiro representa a expiação; e os pães sem fermento, a pureza decorrente dela.

De toda a maneira, antes do êxodo, os solstícios e equinócios já haviam influído na determinação dos principais festejos, em todos os povos. A libertação do Egito ocorreu na Páscoa e a ela está associada, pela razão esotérica já exposta, a transição evolutiva para a Era de Áries. Mais tarde, o sacrifício do Cristo ocorreu na mesma Era, para designar a transição para a Era de Peixes.

Herdeira dos mistérios astrológicos ocultos, a tradição cristã-esotérica nos conserva o Cristo Solar, com seus doze Apóstolos, substituindo a epopeia de Sansão e a história de Jacó e seus filhos.

Desde Seu sacrifício, pelo qual o Cristo se crucificou à cruz da Terra, para redimi-la dos registros negativos dos pecados dos seres humanos. Ele desenvolve uma sublime e penosa missão, em ciclos correspondentes aos equinócios e solstícios.

No cristianismo popular este mistério remanesce como tradição, nos festivais cristãos (Natal, Páscoa, Festas juninas de São João, São Paulo e São Pedro e Imaculada Conceição).

Hoje a Igreja católica volta a considerar, com razão, a Páscoa, como o mais importante acontecimento do ano cristão. Nela o Senhor demonstrou o triunfo do Espírito imortal, levantando-se do túmulo, ressurgindo dos mortos e dando o modelo do que todos nós, ao devido tempo, devemos individualmente alcançar. O fato é relacionado com o dia de Pentecostes, o batismo de fogo prometido, que o Messias interno há de nos dar, para abertura interna e comunhão com todos os seres, além de todas as línguas, limitações e preconceitos.

Os cristãos-esoteristas (Estudantes Rosacruzes) comemoram a Páscoa na entrada no Equinócio de Março, com um ritual adequado que nos relembra a missão do Salvador, e a tarefa individual de libertação, de si e da Terra, em colaboração com o Cristo. Adverte, mais, que Ele, na Páscoa, uma vez mais deixa a cruz do Planeta, onde voluntariamente se cravou, desde o último Natal, a fim de insuflar um renovado impulso de Sua Luz e Amor, que eleve vibracionalmente a Terra em seus nove estratos, além de suscitar o altruísmo de todos os homens e mulheres, na medida da receptividade deles.

Recomendamos aos estudantes estudar e meditar profundamente sobre os mistérios dos Solstícios e Equinócios, em ligação com a missão do Cristo. Por eles, poderão compreender como, desde o dilúvio que abriu os portais do Arco-Íris para a Era Ariana, as estações do ano constituíram os ciclos alternados, em graus maiores e menores, de todos os fatos evolutivos, começando com a festa das primícias (os primeiros frutos), início do ano solar.

Ao conscientizarmos, ainda que em pequeno grau, os ciclos da vida do Cristo, assumimos um dever inegável, prazeroso e caloroso, de colaborar no plano de Salvação do Mundo, começando conosco mesmos – que é de nosso exclusivo interesse, – pois não temos feito tudo o que poderíamos fazer em prol de nossa libertação.

Ao começarmos uma vida nova, o ano também se torna novo para nós – um convite desdobrado em quatro etapas de realização trimestral, nas quais somos desafiados a tomar a nossa cruz, a assumir conscientemente nosso destino e caminhar para a libertação, seguindo a meta do Cristo. Então estaremos atuando em ritmo e harmonia com o Universo. Deixaremos de ser um peso a mais para o Cristo. Ao contrário, converter-nos-emos em Simão Cireneu – aquele que ajudou a carregar a cruz do Senhor. Com isso estaremos abreviando o tempo para nosso interno Pentecostes, cuja abertura e despertar nos traçarão o umbral para uma vida mais ampla. Será o cumprimento: “rasgou-se o véu do Templo de alto abaixo”. Será o romper do ovo da páscoa individual, para que o “novo nascido”, havendo cumprido o período de amadurecimento interno (3×7); havendo realizado o trabalho de dentro para fora, pode nascer como pintinho. Mas será ainda um pintinho, convidado a tornar-se um galo – símbolo da vigilância, do ser realizado – pelas Iniciações que o esperam.

O pintinho não pode abreviar sua gestação de 21 dias, porque está inteiramente sujeito a um trabalho externo. Mas o ser humano pode abreviar seu amadurecimento interno, porque atua de dentro – quando assume

conscientemente a tarefa evolutiva. O tempo de romper o ovo depende de cada um.

Você, agora, está dentro do ovo de seus corpos. Esperamos que aproveite a oportunidade que está recebendo e se esforce devidamente, para abreviar o tempo de maturação e possa romper a casca de seu ovo, nascendo para uma vida nova.

Cada iniciado e mesmo cada estudante sincero que trabalha conscientemente na Missão do Cristo, é um carvão a mais, para aumentar em progressão geométrica, o fogo e a Luz redentora – até que um número suficiente de seres humanos possa manter a Terra na própria levitação.

Será, então, a última Páscoa do Cristo; a consumação dos séculos (tempos profanos); e o definitivo

“CONSUMATUM EST”!

(E ao subir, Ele a todos nos elevará também)

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 04/76 – Fraternidade Rosacruz – SP)

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As Aventuras de Rex e Zendah no Zodíaco – A Terra do Carneiro – Áries

As Aventuras de Rex e Zendah no Zodíaco
A Terra do Carneiro

Porque o calor aumentasse muito, Rex e Zendah perceberam estar próximos do último portão, o do carneiro.
Pela primeira vez em todas as suas aventuras, Rex e Zendah estavam realmente assustados. Por um momento, chegaram a ter medo. Onde esperavam encontrar um portão, havia uma muralha de chamas cintilantes, impetuosas, crepitantes, tão alta que parecia tocar o céu. Pararam para olhar e viram todas as tonalidades do verde, do azul, do vermelho e do lilás, onde, antes viam somente amarelo. Cada cor parecia emitir uma nota musical, sendo agradável vê-las e ouvi-las.

– “O último portão!” disse Rex após alguns minutos. “E parece difícil transpô-lo. Veja, entre as chamas há uma buzina, mas como faremos para atingi-la e fazer soar o alarme?”

– “Bem”, replicou Zendah, “a senha desta terra é CORAGEM. Será melhor vermos se podemos chegar perto dela”.
De mãos dadas, pouco a pouco eles foram se aproximando. Estranho como possa parecer, o calor não aumentava à medida que eles se aproximavam do portão. Afinal chegaram bem perto das chamas. Rex, ousadamente esticou seu braço e verificou que podia pôr a mão na buzina sem se queimar. Tocou-a; houve um outro som sem resposta, do outro lado do portão. As chamas dividiam-se, formando dois pilares recurvados e enrolados na parte superior, como chifres.

Unia-os uma espécie de corrente de fogo vermelho, da qual pendia uma cortina de chamas de cor rosada. Os pilares eram dourados e muito brilhantes. A buzina de dentro tornou a soar, vindo após, a pergunta: – “Quem ousa chegar a este portão?”

Os meninos responderam conforme estava nas instruções:

– “Rex e Zendah, com coragem, ousam penetrar na Terra do Carneiro”.

– “Atravessem o fogo”, mandou a voz. Isso parecia difícil. Os meninos entreolharam-se por um ou dois minutos, mas nenhum deles disse que o outro estava com medo. Aproximaram-se mais do portão e viram que a cortina de chamas abriu-se pelo meio, possibilitando a entrada sem que eles se queimassem, embora as chamas fossem ameaçadoras. Atravessando a cortina de chamas, chegaram a uma terra de sol ardente. Era tão brilhante que eles sentiram vontade de pular e cantar.

Ninguém os esperava como acontecera em outras terras. À sua frente estendia-se grande campo silvestre com florestas enormes, selvagens, mas bonitas. Não se via nenhuma estrada. Perto, encontraram duas machadinhas que, evidentemente, eles deviam apanhar, pois havia um cartaz no qual se lia:

“Usem-me; servirei para desbravar caminhos difíceis”.

– “Não parece haver nenhum caminho”, disse Rex, apanhando as machadinhas e dando uma a Zendah. “Gostaria de saber que direção devemos tomar”.

– “Sigamos o Sol”, propôs Zendah. “Devemos chegar a algum lugar”.

Partiram por aquela terra selvagem, trepando pedras, atravessando bosques onde tiveram de abrir caminho usando as machadinhas. Isso era mais divertido do que enfadonho. Afinal, depois de algum tempo, chegaram a campos cultivados e viram algumas casas. Ao saírem do bosque, depararam com enorme carneiro branco. Dos chifres enfeitados do carneiro pendiam campainhas. Os campos estavam cheios de ovelhas, mas o carneiro, de alguma maneira, fez Rex e Zendah compreenderem que o deviam seguir. Era por certo, um carneiro sábio!

Lá se foram eles atrás do carneiro.

O sol estava muito quente e a brisa era forte, mas eles sentiam-se vigorosos e podiam caminhar sem cansaço.

Afinal chegaram a uma estrada cheia de casas. Da maior delas saía barulho de máquinas e de pancadas de martelo. Pararam para olhar, pois todas as portas e janelas estavam abertas. Dentro, vários homens trabalhavam com ferramentas, máquinas e forjas, alguns malhando o ferro aquecido ao rubro.

– “Que estão fazendo?” perguntaram a um homem que saía da casa.

– “Tudo o que se pode fazer com o ferro”, respondeu o homem. “Todas as ferramentas que se usam no campo para arar e colher, e agora, triste é dizê-lo, fazem também espadas e canhões e todas as coisas que os homens precisam na guerra. Teremos de fazer essas coisas até que os homens acabem de combater. Então, a energia do carneiro será utilizada somente para fazer ferramentas úteis”.

Durante alguns minutos ficaram observando aquela afanosa colmeia humana, vendo as centelhas pular do ferro, de quando em quando. Por fim, recomeçaram a seguir o carneiro. Pela estrada vinha ruidoso grupo de cavaleiros que resplandeciam ao sol. Parando seus cavalos perto dos meninos, estes verificaram que eram cavaleiros vestidos com armadura real. O chefe saudou-os com sua espada.

– “O Rei quer vê-los imediatamente”, disse ele, “e mandou buscá-los. Montem ligeiro e sigam-nos”.

Deram um cavalo a cada um. Os meninos radiantes reconhecendo que aqueles eram os mesmos cavalos que montaram na Terra do Arqueiro. Também já haviam-se encontrado com o chefe dos cavaleiros antes, na Terra do Leão e assim os meninos sentiram-se à vontade.

Rex foi convidado a encabeçar a tropa por ser uma visita especial, já que estava visitando sua própria terra. Cavalgaram depressa. O vento revolvia seus cabelos, tal a velocidade com que iam. Atravessaram clareiras onde havia cabanas; passaram por cidades que pareciam ter sido acabadas de edificar, até que por fim chegaram à Cidade de Marte.

O palácio estava numa elevação. Era todo construído de mármore vermelho polido. Era esplendoroso e brilhava como fogo sob os raios do sol. Os meninos não pararam para observá-los. Subiram logo as escadas que conduziam à entrada do palácio, onde os outros cavaleiros vieram ao seu encontro. Estes últimos traziam túnicas brancas sobre suas armaduras, com o emblema da cruz e do carneiro bordado a ouro vermelho. Alguns deles – não muitos – tinham túnicas vermelhas e cruzes brancas. Cada cavaleiro tinha um pagem, um rapazinho de cabelos ruivos que tinha a frente, carregando a espada e o elmo do cavaleiro, feito também de aço forjado.

Rex e Zendah foram escoltados através das passagens e da longa escadaria de degraus de pedra verde-escuro até em cima, onde encontraram um homem idoso vestindo hábito de monge.

– “Vocês têm algo muito importante a fazer”, disse ele. “Nesta sua visita, que é a última, recebemos ordens de sagrá-los Cavaleiros do Sol, se prestarem juramento. O fogo pelo qual passaram no portão de entrada foi a primeira prova. Vocês prometem, Rex e Zendah, falar sempre a verdade, não terem medo, combater pelos fracos e serem leais ao nosso Rei?”

Os meninos responderam: – “Sim”.

O senhor idoso colocou-lhes então sobre os ombros uma longa capa com uma cruz vermelha na parte posterior e mandou que eles o seguissem até a sala e que não falassem até receber ordem para isso. Era uma sala muito bonita, tão alta que não se via o teto. As paredes eram de cor-de-rosa pálido; os pilares de magnífico vermelho, como uma papoula. Cavaleiros, em suas armaduras brilhantes, permaneciam em “sentido” ao longo das paredes que tinham bandeiras de todos os países espalhadas, algumas novas, outras gastas ou rasgadas. O trono não estava no lugar habitual, mas no centro da sala. Frente a ele, no fundo da sala, havia um altar. A janela por trás do altar tinha a forma curiosa de uma espada, indo do chão ao teto. O punho da espada formava o diâmetro de uma estreita janela circular com doze divisões, cada uma com vidro de cor diferente.

Devagar, os meninos seguiram o senhor idoso até o trono onde estava o Rei Marte sentado, vestido com maravilhosa roupagem vermelha e ouro, tendo à cabeça uma coroa de aço polido. Marte cumprimentou-os e disse-lhes:

– “Fui comissionado por nosso Senhor, o Sol, para sagrá-los seus cavaleiros, esta é grande honra. Vocês prometeram obedecer as leis dos cavaleiros e assim, quando chegar o momento oportuno, vocês me seguirão até as almofadas que estão diante do altar. Vejam que o fogo do altar não está aceso; somente uma vez por ano o sol acende o Fogo Sagrado para mostrar que a Terra despertou para seu trabalho anual com seu auxílio. É nessa ocasião que são admitidos aqueles que se qualificam para serem sagrados Cavaleiros do Sol”.

Defronte do altar, do lado direito, estava em pé um arauto com uma trombeta. De cada lado, sentados, seis tambores. Os tambores rufaram. Marte deixou seu trono e caminhou até defronte do altar. Rex e Zendah seguiram-no e ajoelharam-se nas almofadas. Ouviu-se uma nota clara, tocada na trombeta e nesse momento um grande facho de luz solar brilhou através da janela em forma de espada, atingiu o altar em seu percurso, brilhando sobre Marte e os meninos ajoelhados aos seus pés.

A madeira aromática incendiou-se e nuvens de fumaça ergueram-se no ar. Nas nuvens de fumaça viram o rosto do senhor sol sorrindo para eles, desaparecendo a seguir. Enquanto eles estavam banhados pela luz do sol, Marte retirou sua espada e batendo com ela levemente no ombro de cada um dos meninos, exclamou:

– “Levanta-te, Cavaleiro do Sol, toma tua Espada de Luz semelhante à do Rei Artur e, com coragem e destemor, combate o Dragão do Egoísmo no mundo, sem jamais desesperar, seja qual for a dificuldade da tarefa”.

Os meninos levantaram-se. Os pagens cingiram-nos com cintos vermelhos e entregaram-lhes espadas luzidias em cujas copas seus nomes apareciam feito brilhantes. Todos os cavaleiros que estavam na sala desembainharam as espadas e saudaram-nos. Foi um lindo espetáculo ver tantas espadas brilhando no ar.

Logo depois, os dois tomaram seus lugares, já como cavaleiros, ao lado de Marte e esperaram que estes assinassem os passaportes, para que os cavaleiros pudessem, durante o próximo ano, seguir para terras estrangeiras onde combateriam a favor dos oprimidos.

Marte disse a cada um deles, enquanto apunha seu selo vermelho sobre o passaporte:

– “Segue com coragem, irmão, e vence todas as dificuldades”.

Aos poucos o facho de luz solar foi-se extinguindo. Marte virou para os meninos e disse-lhes que era hora de partirem. Saudando-o com suas espadas novas, os meninos fizeram meia volta e saíram do palácio, tomando de novo seus cavalos que os esperavam na entrada.

Os cavaleiros os seguiram até o portão de entrada e depois de saudá-los com suas espadas, os meninos logo estavam do lado de fora do portão.

– “Nossas aventuras terminaram, Zendah”, suspirou Rex; “agora voltemos para casa”.

– “E vocês verão que isso não é fácil sem mim”, gritou uma voz. Voltando-se os meninos viram Hermes.

– “Bem, vamos rápido. Quando chegarem em casa, ajudarei vocês para se lembrarem de tudo o que viram e ouviram. Estão ansiosos para usar os talismãs? Então, cada mês, pensem na palavra senha corresponde e logo verão que poderão usar o talismã durante todo o mês. O uso que vocês poderão fazer deles, depende da prática.

Vejam: aqui estão as outras chaves para abrir o Livro da Sabedoria; estas chaves vocês poderão usar quando forem mais velhos”.

Hermes segurou os meninos pelas mãos e voou de volta para a terra, tão depressa que não tiveram tempo de contar até dois e já estavam no seu quarto.

– “Agora”, disse Hermes, “saiam bem devagar dos seus trajes estelares para se lembrarem de tudo pela manhã”. Tocou-os com seu báculo e … a primeira coisa que eles lembraram é que estavam sentados na cama, o sol alto, brilhando pela janela e sua mãe dizendo:

– “Vocês demoraram a levantar hoje”.

– “Oh! Mamãe, passamos momentos deliciosos. Estivemos na Terra das Estrelas com Hermes. Você se lembra de nos ter encontrado na Terra do caranguejo?”

Mamãe sorriu – ‘Então vocês também se lembraram? Vocês estão de parabéns, pois não são todas as crianças que Hermes leva às Terras do Zodíaco”.

EPÍLOGO

 

AS AVENTURAS CHEGARAM AO FIM. Mas vocês poderão encontrar as portas da entrada das Terras do Zodíaco se por elas procurarem. Vocês verão que será mais fácil visitar umas terras do que outras. De certo isso depende de qual fada haja sorrindo sobre o berço de cada um, quando nasceu, dando-lhe o talismã e a senha do seu signo natalício. Se foi o Rei Netuno quem sorriu para você ou se foi a Senhora Lua, você terá para contar, quando acordar, aventura ainda mais excitantes do que as de Rex e Zendah. E então você poderá escrevê-las para outras crianças lerem.

Melhor que tudo, se você conseguir persuadir Hermes, o mensageiro dos Deuses, a tocá-lo com seu báculo mágico e a dar-lhes seus sapatos alados, eles serão seu passaporte para todas as Terras das Estrelas.

(The Adventures of Rex and Zendah In The Zodiac – por Esme Swainson – publicado pela The Rosicrucian Fellowship – publicado na revista Rays from the Rose Cross nos anos 1960-61; As Aventuras de Rex e Zenda no Zodíaco (as Ilustrações são originais da publicação) –Fraternidade Rosacruz – SP – publicado na revista Serviço Rosacruz de 1980-81)

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Hierarquias Zodiacais – Áries: A Força de Vida do Universo

HIERARQUIAS ZODIACAIS

ÁRIES:  A FORÇA DE VIDA DO UNIVERSO

 

(*) Advertência:

A descrição aqui apresentada é mais exata conforme a cúspide da 1ª Casa esteja mais próximo do ou no segundo decanato do Signo (10º graus até 20º graus)

Quando os 3 últimos graus de um Signo estão ascendendo, ou quando os 3 primeiros graus ascendem no momento do nascimento, diz-se que a pessoa nasceu “na cúspide” entre dois Signos, e, então, a natureza básica dos Signos envolvidos são mescladas no corpo dela

Astros nas Casas:

  1. Os Astros no Signo Ascendente podem modificar a descrição.
  2. Astros colocados na 12ª Casa e que se encontram dentro de seis graus deste podem modificar a descrição

Em tais casos o Estudante dever usar seu conhecimento do caráter dos Astros em conjunto com a descrição do Signo.

(Veja mais no Livro: Mensagem das Estrelas – O Signo Ascendente – Max Heindel e Augusta Foss Heindel)

 

Muitas eras se passaram. O tempo estende-se pelo infinito e através dele o Sol, as estrelas e a Lua desempenham sua harmonia celestial, irradiando, para sempre, a glória do universo. A Lei da Vida e a Lei do Amor estão ligadas por afinidades espirituais e valores vêm até nós, até nossos corações, erguendo-nos em reverência à beleza e à ordem do reino do Pai.

Que imagens de grande progresso sentimos ainda obscurecidas para nós, na estrutura dos céus? De onde vem a Luz e a Vida da Criação? Por que o ser humano anseia em ter uma alma plena e elevar-se muito além da limitação pessoal? Vamos procurar estas respostas além da compreensão material, portanto “se teu olho for sincero e simples, todo teu corpo será coberto de luz”. Isto quer dizer que a compreensão da verdade, a sabedoria adquirida das épocas passadas, das várias idades percorridas é que constituem a nossa verdadeira herança.

Mesmo quando fechamos nossos olhos ao deitar e elevamos nossas almas até as fronteiras do próprio tempo estamos sendo levados às profundidades, sem limites, do Espírito. O largo e vasto oceano de éter que é o espaço, representa, na realidade, VIDA, mas vida como ela existe, isto é, sem limites materiais.

A intensidade da vida só pode ser compreendida e realizada quando alcançamos profundidade e o valor da vida espiritual, exemplificadas na marcha ordenada das órbitas celestes.

Quando algumas alusões são dadas, sugestões são feitas para que trabalhemos no progresso da alma, as meditações tranquilas sobre estas verdades sugeridas começam a torná-las mais visíveis e a luz que é obtida por contínuas meditações irá, aos poucos, tornando-se mais clara, irradiando sobre nossa alma e sobre nós uma luz maior. A meditação acalma a Mente inferior que está sempre ocupada em coisas externas. Somente quando a Mente está tranquila é que ela pode ser iluminada pelo Espírito. O conhecimento das verdades cósmicas deve ser obtido internamente, de dentro para fora e não externamente.

Assim, imbuídos de pensamentos espirituais e numa atitude devocional, lançamo-nos ao estudo das relações cósmicas das 12 Hierarquias Zodiacais, os Signos do Zodíaco, e vemos a importância e a influência delas como também o esforço do ser humano para expressar-se por estes canais exaltados.

Do ponto de vista material, é suficiente observar que a atividade começa no nascimento e dura um curto ou longo período de anos, até a morte. As bênçãos da Terra mostradas a uns e negadas a outros despertam uma reação profunda e melancólica ao sentirmos o sofrimento de nossos irmãos e irmãs, no Caminho. Precisamos, então, aprender a reconhecer as potencialidades divinas em cada vida manifestada e estudar a astrologia como um meio de compreender esta manifestação do Ser Supremo e colocarmo-nos em linha com o progresso evolutivo sob o qual viveremos.

A vida existia muito antes que os em torno de 60 bilhões de Espíritos Virginais fossem ainda um pensamento no Espírito do Deus Solar. Grandes Inteligências espirituais funcionaram em um reino que desafia a compreensão da Mente do ser humano. Já é suficiente reconhecer a imensidão da lei e da ordem que cerca toda partícula até o infinito. Grandes Dias de Manifestação, sem dúvida, existiram antes da criação do nosso Esquema Septenário de Evolução e outros Dias de Manifestação existirão no Cosmos, no futuro.

Ao formar um Sistema Solar, a primeira força de Deus, a Vontade, tem o desejo de criar e assim desperta uma segunda força, a Sabedoria – o Princípio do Amor. Esta segunda força, através da Imaginação, concebe a ideia (arquétipo) de um universo. Então, uma terceira força, a Atividade, trabalhando na Substância da Raiz Cósmica, produz o movimento.

A força melódica, harmoniosa e rítmica das esferas constrói um arquétipo separado para tudo aquilo que toma forma, do torrão de terra até Deus. Do mesmo modo, os frutos dos esforços do ser humano irão esclarecendo esta divina harmonia (em uma escala inferior) até o ponto em que a Vontade, a Sabedoria e a Atividade tornem-se uma parte de sua consciência.

Desde a aurora da criação, quando Deus diferenciou os Espíritos divinos que formam nossa onda de vida, a humanidade tem sido trabalhada por fortes e poderosas Inteligências. É aqui que a força da vida criadora do universo se manifesta e chega a nós através da primeira das Grandes Hierarquias, Áries.

ÁRIES: VIDA E FOGO
Áries representa fogo e vida. É o fogo que corre em todas as criaturas vivas, embora em estados e formas diferentes.

A vida é dada a todos, mas sua forma é decidida pelo modo de expressão gerado individualmente, vidas após vidas, no constante renascimento. Através do respeito e do cumprimento às leis naturais, geramos harmonia, resultando corpos perfeitos, tendências que afetam erroneamente ou se opõem as leis naturais criam desarmonia, distorções, dor e sofrimento. A força da lei é evidente: a ação individual cria consequências.

Se o deixarmos a seu bel-prazer, Áries queima e destrói tudo; quando controlado, leva a purificação. Representa todas as primeiras causas, o começo da Criação. Marte, filho de Áries, está presente para executar a vontade do Pai (Áries), queimando e destruindo quando necessário, mas curando e fortalecendo quando lhe é permitido operar de maneira construtiva. Podemos ver claramente que esta força não deve ser manipulada cegamente.

Áries simboliza a força da vida do universo, estimula tudo na Natureza e marca o nascimento da chama divina no ser humano. A vida, o amor e a radiação são qualidades complexas desta grande Hierarquia. Áries dá exuberância e vida quando há cooperação, mas se há resistência vira-se para a guerra, para a disputa, provocando derramamento de sangue.

A vaidade e o egoísmo obstruem este canal rapidamente, mais do que qualquer outra coisa.
Os Irmãos Maiores da Terra estão cheios desta força de vida alegre e positiva de Áries e com almas puras e Espíritos radiantes são encaminhados a lugares nobres e elevados. Quando retirados da vida, este ouro puro e radiante é devolvido a seu verdadeiro lar, o Reino dos Céus, o lugar do perpétuo silêncio. Mas, quando os filhos da Terra se mostram indignos, restando neles a impureza que não pode ser levada para o Reino do Céu, precisam, então, permanecer na Terra para serem redimidos pelo próprio ser humano com tristeza, arrependimento, dor e sofrimento. As canções alegres cessam quando a força que as fez entoar através de Marte e Áries, não as tocam de maneira apropriada. A verdadeira felicidade é recuperada somente com o retorno da energia construtiva de Áries – o fogo da vida revivido. Áries é a paixão da criação – a força da vida criadora do universo. Uma manifestação idêntica desta força, sobre o plano físico, é demonstrada quando as estrelas tornam-se entidades e Sóis nascem.

O CAMINHO DO ESPÍRITO
Áries traz vida a todas as coisas, desde que elas sejam capazes de suportar a força que emana deste canal abundante. Áries é o primeiro dos Signos de Fogo e representa o Espírito, o mais elevado corpo do ser humano.

Do mesmo modo que Câncer é a Mãe do Universo, a avenida da alma, Áries é o caminho do Espírito. Pensamos nestes Signos do Zodíaco como forma, mas eles precisam ser reconhecidos como vida. Raramente são considerados Seres – grandes Seres Criadores. Precisamos convidá-los a trabalhar para nós como amigos e deixar que nos mostrem o caminho para uma união glorificada com Deus e para o cumprimento das leis da vida. Áries é o mais violento e vital dos senhores do Céu e esta força, cheia de energia, pode ferir e destruir nossos corpos devido a nossa limitada resistência. Porém, quando nossas formas inferiores são destruídas ou regeneradas, ele leva-nos num sopro impetuoso, para o Trono de Luz Dourada – para nossa reunião com a fonte de todo o Poder e Sabedoria, o Pai.

É muito difícil traduzir esta emanação dentro de uma forma física, mas quando encontramos Áries e Marte muito proeminentes no mapa natal, os princípios ativos dão características plenas de vida – força na constituição física, atividade cheia de energia, marcando um corpo forte e saudável.

Marte exercerá uma influência predominante na vida de um nativo de Áries. Quaisquer que sejam os Aspectos de Marte no mapa natal, ele trará atividades impetuosas e excitantes. Embora sejam encontrados obstáculos, estes serão superados pela coragem, força de vontade e ações intencionais de um dedicado e construtivo filho ou filha de Áries.

Todo Aspecto, no mapa, representa um canal de expressão para o Espírito à medida que ele entra na vida acumulando experiência em sua viagem, através da matéria. Cada Astro age como um canal para um crescimento maior; e a evolução astral, assim como a nossa própria, depende do progresso da vida criada e manifestada através de vários instrumentos, dos vários Signos. O espírito de imortalidade corre nas veias dos nativos de Áries que fornecem excelentes oportunidades para esforços criadores extensivos.

A FORÇA DA VIDA CRIADORA
O símbolo de Áries é o martelo dos Deuses, um símbolo da criadora força de vida do universo. Como Áries representa a Vontade, o primeiro atributo do Pai, é natural que esta força de criação seja uma força mental. Sendo positiva, masculina e ígnea esta força não é facilmente controlada. O domínio desta energia levará os nativos de Áries a saber dominar as condições de vida. Antes de serem abrandados em humildade e antes de aprenderem a caminhar na Luz, usarão e colocarão suas forças contra todos os obstáculos, contra as limitações da existência humana.

Força pura e vontade de realização, produzem talentos de uma variedade incrível.
A maneira construtiva e confiante com que Áries leva ao sucesso, atacando problemas com ávido prazer para conseguir vencê-los, é um direito de nascimento. Com uma Mente sempre livre e aberta para novos campos, a lição mais difícil para Áries é levar um projeto ao fim. Muitos filhos de Áries ficaram desacreditados perante seus empregadores e não foram bem sucedidos porque eram fortes na ação, mas fracos na persistência. Os nativos de Áries podem realizar qualquer coisa quando dirigem para ela sua energia, mas devem fazê-lo até ao fim.

Com uma garra fora do comum, Áries não admite derrota, pois experimentou o fogo da vida. Sabe que o progresso é eterno e todos os pensamentos cristalizados e morosos que aparecem no caminho da liberdade da ação ou do espírito são refutados.

A capacidade de compreensão aumenta à medida que a vida avança – o que é de se esperar pois é o constante amadurecer, no caminho do crescimento.

EXPERIÊNCIA, OBJETIVO DA EXISTÊNCIA
O objetivo de toda existência é obter experiência. Isto é verdadeiro tanto para as Grandes Inteligências Criadoras como para os filhos destes grandes Seres. A força da alma e uma Mente criadora são frutos de toda uma peregrinação através da matéria. Portanto, é uma vantagem para o ser humano viver intensamente e agir com sabedoria, procurando tirar proveito de cada passo dado e, em consequência, assegurar um crescimento através da ação. Tendo uma vida plena assegurada, Áries tem a tarefa de assimilar esta riqueza de experiências, revendo tudo que acontece e absorvendo para si as lições aprendidas. Áries precisa adquirir estabilidade e equilíbrio. Não é bom passar pela vida sem absorver ativamente tudo que a própria vida ensina. Quando aparecem oportunidades especiais, devemos, com um zelo muito especial, esforçarmo-nos para alcançar a elevação espiritual. O sucesso nisto será meritório à medida que esses valores forem, conscientemente, trazidos para cima, alargados e engrandecidos.

O Espírito é capaz de reconhecer tanto a profundidade da tristeza como a da auto realização e isto está diretamente relacionado com o grau de iluminação que foi atingido e adquirido através de esforços próprios.

ÁRIES REGE O CÉREBRO
Áries tem o domínio de grande parte do cérebro, o “cerebrum”; e os hemisférios cerebrais são regidos por Marte (lado esquerdo do cérebro) e Mercúrio (lado direito do cérebro). O “cerebrum” ou cérebro frontal é o cérebro masculino que ocupa quase toda a abóbada craniana e com a cabeça, os olhos e a face (exceto o nariz) temos a extensão da parte do corpo regida por este Signo. A ênfase dada ao domínio de Áries sobre o cérebro é importante. O vigor, a fortaleza do Ariano desenvolvido está no uso que ele faz desta capacidade (força cerebral). Quando os nativos de Áries erguem-se acima das limitações, quando podem lançar sua força a um grau mais alto, despertam qualidades ocultas que se forem desenvolvidas adequadamente na proporção das oportunidades que se apresentam, hão de levá-los a uma atividade crescente da mais alta inspiração e iluminação.

Estes resultados manifestam-se através de um despertar interior da consciência. Para trazer a total realização das intensas possibilidades criadoras desta divina Hierarquia, o nativo de Áries deveria esforçar-se ao máximo para estar cada vez mais perto e ciente da verdade cósmica. É verdade que a ação e o fogo da vida requerem expressão, mas é principalmente porque possuem o poder da criação. Áries é um criador e todos os seus esforços mostram que o ser humano é verdadeiramente feito à imagem de Deus.

O fogo da vida queima fortemente e Áries é apenas o primeiro passo, o impulso inicial para a vida eterna, a eternidade, Deus.

(de Thomas G. Hansen – com prefácio da Fraternidade Rosacruz de Campinas – SP)

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Algumas Correlações do Signo de Áries

 

SIGNO: Áries, o carneiro

QUALIDADE: Cardinal; ou energia cinética ou, ainda, consciência dirigida ativa e dinamicamente para o interesse em objetivos específicos.

ELEMENTO: Fogo; ou um entusiasmado e inspirado estado de consciência. Entre outras coisas, o elemento Fogo corresponde ao Éter, o Corpo Vital, a Região Etérica do Mundo Físico e o Tríplice Espírito.

ANALOGIA FÍSICA: chama

PLANETA REGENTE: Marte e expressa sua inata natureza mais livremente nesse signo. Representa a necessidade de: agir, como uma expressão da própria identidade individual e independência do ser e; se estabelecer e o impulso, à vontade e a motivação para completar seus desejos e vontades pessoais.

ANATOMIA ESOTÉRICA: representa o Espírito Humano.

ANATOMIA EXOTÉRICA: específica: crânio, cérebro, olhos e mandíbula superior. Geral: nervos motores e sistema nervoso cérebro espinhal.

FISIOLOGIA: Marte governa os processos fisiológicos envolvidos: na regulagem da temperatura do corpo; na manutenção do calor do sangue; na energia muscular; na distribuição, no transporte e na utilização dos recursos energéticos dentro do corpo; na produção dos hormônios masculinos; na produção dos anticorpos; na ativação das defesas imunológicas; no metabolismo das proteínas; no catabolismo; na excreção; na função dos nervos motores e no hemisfério cerebral esquerdo.

TABERNÁCULO NO DESERTO: corresponde ao fogo de origem divina no altar do sacrifício. Esse fogo era a primeira coisa que era encontrada pela pessoa que se aproximava do Portal do Templo e simbolizava o fato de que as primeiras qualidades que o aspirante à vida superior deveria cultivar eram: o entusiasmo, a coragem e o espírito pioneiro. Sem esse fogo de origem divina, sem esse regozijo, entusiasmo e coragem queimando dentro de nós, não poderemos aspirar por muito progresso no caminho espiritual.

LIÇÕES A APRENDER: Para obter o máximo das influências positivas de Áries e evitar o desenvolvimento das suas características indesejáveis, o seguinte deveria ser considerado: paciência e persistência quando nem todas as coisas saem exatamente como se espera; gentileza e cortesia no lidar com os outros; e o reconhecimento de que os seus próprios defeitos são possíveis fontes de obstáculos, atrasos e frustrações para alcançar o objetivo desejado.

MITOLOGIA GREGA: A mitologia grega tende a retratar o lado negativo de Áries. Ele é o deus da guerra e da maldade, enquanto Éris é a deusa da discórdia. Ainda, sem a impetuosidade desses dois, haveria muito pouco por se dizer sobre mitologia. Da mesma forma, sem o impulso para a ação e a auto expressão fornecida por Áries, nós logo tenderíamos à letargia onde pouco ou nada poderíamos alcançar.

CRISTIANIDADE CÓSMICA: Áries é o signo da Páscoa e da Ressurreição. Como a tumba não pode segurar a Cristo, também nada pode segurar o estimulante, exuberante impulso de Áries para encontrar a expressão. Nova esperança aparece de repente no seio da humanidade quando o Sol passa por Áries, fornecendo a ela a coragem e energia para enfrentar as experiências do ano vindouro. E através do mundo o grito é bradado: “A morte é engolida na vitória!”. Como Cristo está liberado da cruz da Terra até o Equinócio de Setembro, Ele deixa-nos com a força e a coragem para suportar nossa própria cruz e seguir o caminho da libertação através daquela experiência.

(Traduzido da Revista: Rays from the Rose Cross – abril/78 pela Fraternidade Rosacruz – Campinas – SP – Brasil)