Categoria Histórias Aquarianas para Crianças e Adolescentes

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Libra – Participação

Libra: Participação

Mike acendeu o bico de gás de Bunsen, estudou a experiência um momento e se afastou um pouco com um suspiro de satisfação. Estava trabalhando com perfeição e, se ele conseguisse ir assim até o fim, poderia escrever um trabalho de química que iria agradar até ao Sr. Turner.

Seu entusiasmo diminuiu ao pensar em escrever. Ele era bom em química e os rapazes o consideravam um “bambam” em matemática. Mas, para escrever Mike não era lá grande coisa. Ele sabia o que estava fazendo, mas parece que nunca conseguia achar as palavras certas para pôr no papel e explicar os “por que”, os “por que não”, os “portantos” e os “comos” de suas experiências. O Sr. Turner era tão insistente em ter cada passo do processo explicado, cuidadosamente, em um relatório escrito que, por melhor que fosse a experiência, ele teria uma nota baixa se o relatório não estivesse à altura.

Um barulho estranho no outro lado do laboratório interrompeu os pensamentos de Mike.

– Oh, não, de novo! – gemeu Jan, que estudava química só porque precisava dela para poder entrar na faculdade, e só fazia desastres.

Mike abaixou a chama do bico de gás de Bunsen e foi para perto de Jan sorrindo.

– O que aconteceu desta vez?

– Eu estava tentando colocar o líquido neste tubo de ensaio e escapou tudo da minha mão.

Jan contemplava desoladamente a bagunça no chão.

– Eu nunca vou acabar esta experiência e eu nunca vou entrar no curso se eu não conseguir. O melhor é esquecer a faculdade agora mesmo.

– Ei, ânimo. Não pode ser assim tão ruim – Mike começou a limpar o chão com um pano – Venha, vamos limpar isto.

Enquanto trabalhavam, Mike começou a pensar em uma coisa, e quando acabou ele pediu a Jan que desse uma olhada na sua experiência. Ela olhou meio desanimada, sem nem mesmo ver e disse:

– Parece ótimo. As suas coisas sempre estão ótimas. Você podia tirar um dez neste curso de olhos fechados.

– Ora, não é isso que eu quero dizer – disse Mike impaciente – O que você acha disto? O Sr. Turner disse que nós poderíamos fazer nossas experiências em parceria, não é? Então, suponha que eu faça e depois explique para você e você faça o relatório por escrito. Que tal?

O rosto de Jan começou a se alegrar ao considerar a ideia. Se havia uma coisa que ela sabia fazer era escrever. Ela vinha escrevendo histórias há anos, escrevia para o jornal da escola e quase sempre o professor de inglês lia o seu trabalho para a classe.

– Que legal! – exclamou ela, depois olhou desconfiada para Mike – Você tem certeza que quer me explicar tudo isso? Provavelmente eu não vou entender nem o começo.

– Não se preocupedisse Mike – Se você não entender, eu explico outra vez; e mais outra. Você vai entender e eu vou ficar muito contente por não precisar escrever o relatório.

Assim, eles concordaram. Jan sentou-se e ficou observando com atenção, enquanto Mike explicava cuidadosamente, ponto por ponto, à medida que prosseguia. Como ela temia, não entendeu nada, mas Mike, que de qualquer modo queria melhorar a experiência, concordou em voltar no dia seguinte depois da aula e repassar tudo de novo desde o começo.

No dia seguinte, Jan, que tinha parado de se preocupar com suas próprias derrotas e, portanto, em condições de poder se concentrar melhor, teve muito menos dificuldade em entender as explicações de Mike e até descobriu que as respostas a algumas questões simples que ela sempre teve vergonha de perguntar em classe, pareciam se encaixar em seus lugares com o resultado do que Mike estava fazendo.

No terceiro dia, tentaram de novo e, desta vez, Jan conseguiu dizer a Mike, ponto por ponto, como fazer e sentiu que estava preparada para fazer o relatório da experiência.

Ela fez isto durante o fim de semana e quando Mike o leu na segunda-feira, olhou para ela admirado e disse:

É um belo trabalho. Eu nunca poderia tê-lo feito.

– Ora, claro que podia. Você explicou tudo pra mim, não foi? E você sabe que eu não consigo entender uma explicação de química a não ser que seja muito simples e clara. Eu entendi a sua experiência e estou entendendo mais sobre química só por causa de sua explanação.

– Está certoriu Mike – você me convenceu. Outro trabalho que eu fizer, vou tentar escrevei-o e você vai ver se consegue entender.

– Ótimo – disse Jan – E também aposto como vou.

Alguns dias mais tarde, o Sr. Turner estava discutindo os trabalhos na classe.

– Jan e Mikedisseo de vocês é uma das melhores colaborações que já vi. Essa experiência é muito sofisticada – algo que sabia poder esperar de Mike – mas ele nunca me apresentou um relatório tão conciso e completo. E você, Jan, eu sei que você não poderia escrever o relatório tão bem se você não tivesse realmente entendido a experiência. E, se você conseguiu entender, você aprendeu muito.

– Eu entendi de verdade, Sr. Turner, sorriu Jan, e a química já está até começando a ter sentido para mim. Contudo, há outra coisa que entendo agora e é o valor de trabalhar juntos. Acho que todos têm que aprender a fazer tudo por nós mesmos, mas, às vezes, podemos aprender muito quando alguém, que sabe fazer uma coisa, e alguém que quer fazer outra coisa se unem, e se ajudam, mutuamente.

(Do Livro Histórias da Era Aquariana para Adolescentes – Vol. VI – Compilado por um Estudante – Fraternidade Rosacruz)

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Libra – Equilíbrio

Libra: Equilíbrio

 

Sandy estava abatida quando desligou o telefone.

– Linda está doente – anunciou.

– Oh, isso é mau – disse a mãe. Espero que não seja nada sério.

– Não é, mas ela não pode fazer aquela palestra no Clube Cívico esta noite, e a Sra. Greer quer que eu faça.

Sandy e Linda tinham passado o verão trabalhando em um acampamento para crianças desprotegidas. Elas tinham sido convidadas pelo Clube Cívico para falar sobre suas experiências, e Linda, sempre espontânea e comunicativa, ficou encantada em fazer uma palestra. Sandy, que ficava gelada só de pensar em se apresentar a um grupo de pessoas, disse que iria com ela só para dar apoio moral e mostrar alguns slides das atividades no acampamento. Agora, a presidente do Clube Cívico queria que Sandy fizesse a palestra.

– Eu não posso fazer uma palestra, mãe – lamentou-se Sandy – toda aquelas pessoas olhando para mim eu morreria.

A mãe sabia o quanta Sandy era acanhada, mas estava contente porque ela finalmente ia ser obrigada a sair de sua concha e enfrentar um auditório.

– Você não vai morrer meu bem, e você pode falar sobre as experiências do acampamento do mesmo jeito que Linda ia fazer.

– Eu não sei falar como Linda, mãe – protestou Sandy – Ela sabe tudo na ponta da língua, e diz tudo como uma história, e qualquer coisa que perguntarem ela arranja um jeito de responder.

– Por que você teria que falar como Linda? – Perguntou a mãe – Fale do jeito que Sandy fala. Você gostou do seu trabalho no acampamento, não é?

Claro que sim! – exclamou Sandy – Foi maravilhoso ver aquelas crianças carentes começarem a se mostrar felizes e saudáveis. Imagine que algumas daquelas crianças nunca tinham visto um coelho antes.

Sandy falou com entusiasmo por mais algum tempo, enquanto o sorriso da mãe aumentava.

– Está vendo – interrompeu, por fim – você está falando sobre o acampamento sem nenhum problema, fazendo tudo parecer maravilhoso. Do que você tem medo?

– Oh, mamãe! – Sandy ficou desanimada outra vez. Eu estou falando para você. Você compreende. Esta noite terei que falar para todos aqueles desconhecidos.

– Você não acha que eles vão entender? Eles são pessoas, não monstros. E não pense neles. Pense em todas as coisas maravilhosas que aconteceram no acampamento e a palestra sairá naturalmente.

Depois que a mãe saiu, Sandy ficou arrasada por um tempo, depois foi para seu quarto e começou a fazer anotações. Pelo menos, raciocinou se tivesse algumas anotações poderia consultá-las e não teria um branco total em sua mente; conseguiria dizer alguma coisa, embora parecesse sem graça. Passou quase toda a tarde ensaiando o queria dizer e ficava cada vez mais e mais nervosa, e na hora do jantar mal conseguiu comer.

Seu pai brincou com ela esperando fazei-a sorrir, mas parou quando percebeu que ela estava quase chorando. Foram de carro até o Centro Cívico, em silêncio, e quando desceu, o pai abraçou-a e a mãe segurou sua mão, desejando-lhe boa sorte.

– Obrigadamurmurou Sandy, muito pálida, com as mãos tremendo tanto, que mal podia segurar suas anotações.

Tomou seu lugar no palco, ficou sentada, totalmente alheia enquanto se processavam os preliminares do programa. Por fim, a presidente disse:

– Agora, senhoras e senhores, a Srta. Sandra Davis vai nos falar sobre seu trabalho no acampamento Cascade.

Entre aplausos, Sandy caminhou até ao centro do palco. Com voz fraca e trêmula ela começou a falar. Ouviu-se um arrastar de pés no auditório e ela viu seu pai; sentado nas primeiras filas, formar com os lábios as palavras “mais altoe sorriu encorajadoramente.

– Oh, meu Deus – pensou Sandy – eles já estão impacientes e não conseguem me ouvir.

Então, de repente, ela endireitou os ombros e ergueu o queixo.

– Muito bem. Eu vou fazê-los me ouvir.

Largou os papéis, e disse:

– A minha amiga Linda Johnson deveria estar fazendo esta palestra. Eu não sou capaz de fazer como ela teria feito, mas eu gostaria de lhes falar sobre o acampamento à minha maneira, se vocês tiverem paciência de me ouvir.

Houve um começo de aplauso encorajador e Sandy sorriu e ficou um pouco mais à vontade.

– Vocês sabiam que há crianças na nossa cidade que estão no 3º ano primário e nunca viram um coelho? No meu primeiro dia no acampamento… e ela continuou com tanto entusiasmo como havia feito com sua mãe de manhã.

Falou, sem consultar os apontamentos, por quase meia hora, ficando tão absorvida pelo assunto que quase não percebia as pessoas que por sua vez, ouviam encantadas. Por fim, Sandy disse:

– Eu tinha planejado mostrar alguns slides depois da palestra de Linda. Vocês ainda querem vê-los?

Mais aplausos. Sandy projetou os slides e depois respondeu às perguntas.

Depois do programa, enquanto era servido um lanche, muitos membros do cube rodearam Sandy fazendo mais perguntas. Sandy, sorridente e à vontade, deu as respostas adequadas, e estava visivelmente muito satisfeita.

Uma amiga íntima da família aproximou da mãe de Sandy e sussurrou:

– Eu sempre achei Sandy uma menina acanhada, o que aconteceu com ela?

– Ela está adquirindo equilíbrio hoje, sorriu a mãe. Não está ainda totalmente à vontade, mas está aprendendo a se controlar diante de um público. Agora que ela teve a sensação de segurança, estou certa que vai se esforçar para tornar isso uma parte natural do seu caráter.

(Do Livro Histórias da Era Aquariana para Adolescentes – Vol. VI – Compilado por um Estudante – Fraternidade Rosacruz).

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Virgem: Serviço

VIRGEM: SERVIÇO

Bárbara conduziu a paciente a uma cadeira no solário, delicadamente afofou o travesseiro atrás de sua cabeça e sorriu.

– Bem, Sra. Simons, se precisar de mais alguma coisa e só tocar a campainha.

– Deus a abençoe, querida – disse a Sra. Simons, apertando a mão de Bárbara – Vocês, as Voluntariasnovas, são meninas tão encantadoras. Não sei a que este hospital faria sem vocês.

Bárbara deu uma rápida olhada em torno do quarto, recolheu algumas revistas do chão, virou a cadeira de rodas de outro paciente para que o sol não desse diretamente nos seus olhos e dirigiu-se para o vestíbulo com um vaso de flores murchas. Estava trocando as flores do vaso quando chegou à enfermeira chefe.

– Você pode ler um pouco para o Sr. Wilkins? – perguntou – Ele está muito inquieto hoje.

– Clarodisse Bárbara e foi para o quarto onde estava deitado o velho Sr. Wilkins, que ia ficar com os olhos vendados por mais uma semana.

– Que tal mais um pouco de Oliver Twist? – perguntou –

Não aguento esperar para saber a que vai acontecer.

– É a minha garota preferida? – sorriu a Sr. Wilkins pela primeira vez nesse dia – Quando me tirarem estas vendas, a primeira pessoa que quero ver é você, principalmente se você for tão bonita como a sua voz.

Bárbara deuuma risadinha e ficou contente porque o Sr. Wilkins não podia vê-la chorar. Sentouse e começou a ler, levantando os olhos de vez em quando e sorriu ao ver a expressão de contentamento no rosto do idoso. Depois de vinte minutos ele adormeceu, ela largou o livro e saiu na ponta dos pés.

Uma estudante de enfermagem, com aspecto cansado, passou apressada pelo corredor, empurrando um carrinho cheio de instrumentos.

– Oh, Bárbara, você está livre? Quer guardar isso para mim? Eu vou perder a aula se eu não for já, e não posso deixar este negócio.

– Está bem – riu Bárbara – e relaxe!

A estudante de enfermagem entregou-lhe o carrinho agradecida e foiembora correndo. Bárbara continuou pelo corredor, parando para ajeitar a cama de um paciente, encher a jarra de água de outro, e encaminhar alguns visitantes para o quarto certo, antes de chegar ao depósito. Tinha acabado de guardar os instrumentos quando chegou um médico e disse:

– Oh! Você está ai, Srta. Peters?

Bárbara que ainda não estava acostumada a ser chamada “senhorita tentou não mostrar sua surpresa e disse:

– Posso fazer algo para o senhor, doutor?

– Simrespondeu ele – Eu tenho uma nova paciente no quarto 115, a Sra. Gabriel. Ela vai ser operada amanhã e está muita nervosa e preocupada com seus filhos, e, além disso, ela não fala muito bem o inglês. Se você puder fazer um pouco de companhia a ela e tentar acalmá-la, seria um grande favor.

Quando Bárbara entrou no quarto 115, viu a Sra. Gabriel com as mãos fortemente apertadas e quase chorando, sentada na beira da cama.

– Oh, Sra. Gabriel, a senhora não parece muito àvontade – ela disseVamos melhorar isso. Deixe que eu arrume a cama e a senhora poderá se acomodar.

Antes que a Sra. Gabriel pudesse dizer qualquer coisa, ela viu-se acomodada na cama, a fotografia da sua família na mesinha de cabeceira, virada de maneira que ela pudesse vê-la, e um copo de água na sua mão.

– Que crianças lindas! – exclamou Bárbara, admirando a fotografia – Que idade elas têm?

Logo depois a Sra. Gabriel, em um inglês atrapalhado, estava falando entusiasticamente sobre os seus filhos, e quando um residente chegou quinze minutos mais tarde, encontrou a paciente e Bárbara rindo com gosto por causa de uma peça que o caçula tinha pregado no irmão.

Depois disso, Bárbara ajudou a distribuir as bandejas do jantar, pôs em ordem a sala dos visitantes e guardou as bandejas quando os pacientes acabaram de comer.

Ficou espantada quando ouviu a enfermeira chefe dizer:

– Bárbara, não está na hora de você ir para casa?

Olhou para o relógio e viu que já era mais de 6 horas.

– Meu Deus, é mesmo – disse – minha mãe já deve estar me esperando.

Pegou o casaco, disse boa noite para a enfermeira e saiu, onde a mãe já a estava esperando no carro. “Meu Deus” – repetiu, afundando no banco e sorrindo para a mãe.

– Dia muito ocupado, querida? – perguntou a mãe, dirigindo-se para casa.

– Nem me diga! Não parei um minuto. Desculpe o atraso, mas eu não olhei o relógio. Não sei como o tempo passou.

– Isso significa que você trabalhou muito – riu a mãe – O que é que você fez hoje?

Bárbara começou a contar o que tinha feito, quanto mais pensava no que tinha feito e mais entusiasmada ela ficava, mais detalhes contava. Estavam quase chegando a casa, quando ela parou e ficou pensando um momento.

– Mamãe – disse – você se lembra daquela vez na igreja em que o ministro falou que servir era gratificante? Eu não entendi o que ele quis dizer, mas, agora acho que eu sei. Realmente, adorei esta tarde, e acho que foi porque eu estava ajudando as pessoas. Era trabalho gostoso e agradável; não trabalho de verdade.

A mãe riu.

– Oh, Bárbara, o que você fez é trabalho de verdade, e trabalho de verdade e servir de verdade, pode ser tarefas agradáveis. Se você se lembrar sempre do que aprendeu hoje, querida, você terá uma vida muito gratificante e útil.

 

(Do Livro Histórias da Era Aquariana para Adolescentes – Vol. VI – Compilado por um Estudante Fraternidade Rosacruz).

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Virgem: Pureza

VIRGEM: PUREZA

– Bem aventurados os puros de coração porque eles verão a Deus.

A Sra. Nelson leu essa passagem para sua classe da Escola Dominical e fechou a Bíblia.

– Vocês todos ouviram esta citação muitas vezes – disse ela – mas gostaria de saber se vocês podem me dizer o que significa. O que sendo puros de coraçãosignifica para vocês?

Depois de uma pausa, Ron falou:

– Suponho que significa só ter pensamentos bons; que não são contra ninguém ou contra qualquer coisa.

– E significa não se deixar contaminar por coisas ao seu redor que são nocivas ou ruins – acrescentou Mimi – Como, por exemplo, se alguém diz alguma coisa mesquinha sobre outra pessoa, você deve fechar sua mente a isso e imediatamente pensar em alguma coisa boa sobre essa pessoa.

– Na realidade, significa estar limpo por dentro, não é? – perguntou Terry – Quero dizer, como disse a Mimi, não se deixar contaminar por coisas ruins ao seu redor. Tantas pessoas pensam que é “moderno” fazer coisas como ler livros inconvenientes ou assistir filmes impróprios, quando tudo que eles fazem é satisfazer os desejos inferiores, mesmo que você pense que nunca fariauma coisa dessas. Se você conservar esses pensamentos e imagens na sua mente, nem que seja só um pouquinho, você já não é tão puro como deveria ser.

– Não significa também trabalhar conscientemente para ser puro? – contribuiu DaveRon disse que devemos ter pensamentos bons, mas que não conseguiremos se não nos esforçarmos. Quero dizer, muitas vezes acho que nossa mente está vazia e pega qualquer coisa que apareça, ou não liga muito para nada, e as formas de pensamento não são nem boas nem más; são apenas nada. Isso também não é ser puro de coração. Acho que quando você é realmente puro de coração, você deve se obrigar a manter seu pensamento todo o tempo em coisas boas e puras. Depois de você manter isso conscientemente, por um longo tempo, talvez isso venha inconscientemente e você não terá que se esforçar tanto, mas, no começo, acho que você tem que trabalhar nisso.

– Você acha que nós realmente somos puros de coração, se ainda precisamos nos esforçar para isso? – perguntou a Sra. Nelson.

Dave ficou um tanto perplexo, considerando a pergunta.

– Não, não, acho que não – disse refletindo – Acho que sei o que a senhora quer dizer. Somente quando os bons pensamentos e os bons sentimentos vêm de forma natural, espontaneamente, é que somos na verdade, puros por dentro. Acho que enquanto trabalhamos neles conscientemente, estamos indo na direção certa, mas a pureza real é espontânea. Não é isso?

– Bem, o que é que vocês outros pensam? – sorriu a Sra. Nelson.

– Eu acho que se vocêérealmente puro e limpo por dentro, você não tem necessidade de parar para pensar se o que você estádizendo ou pensando ou fazendo ou sentindo é meritório, bom ou não. De certo modo, você sabe isso automaticamente, e nunca tem que se preocupar se você deve ou não se deixar absorver por um determinado ato ou pensamento. Você sente a resposta sem necessitar perguntar – contribuiu Jean.

– Penso – murmurou Dennis – que a pessoa realmente pura de coração deve ser compassiva e compreensiva para com os outros. Não pode ser egoísta, ciumenta, ou zangada, ou qualquer coisa assim, porque esses sentimentos são corruptos. Acho que a única emoção pura é a espiritual ou…qual é a palavra? …altruísta. E, se essa pessoa só tem sentimentos como estes, só pode ser boa e humana.

– Em outras palavras – sugeriu a Sra. Nelson – você quer dizer que a pureza é uma condição de ser altruisticamente ativa, em lugar de ser apenas passiva.

– Sim – alegrou-se Dennis – acho que é isso que estou tentando dizer. Se você é realmente puro de coração, você não consegue ficar de lado e ver as outras pessoas sofrerem;  e acho que você também seria muito infeliz vendo outras pessoas serem impuras e ver o que estão fazendo a si mesmas. Você provavelmente estaria muito ocupado tentando ajudar as pessoas e fazê-las ajudar-se a si mesmas.

– Acho que uma pessoa realmente pura de coração está sempre rodeada por uma linda aura – arriscou Anne – Seu Traje Nupcial Dourado deve estar bem desenvolvido e, embora a maioria das pessoas não possa ver a luz, tenho certeza de que quem tiver sensibilidade poderá sentir as maravilhosas vibrações vindas dessa pessoa. Acho que apenas a presença de tal pessoa poderá de algum modo, influenciar outras pessoas a ter melhores pensamentos e praticar melhores ações, ainda que por pouco tempo.

– Sim, Anne, acho que você está certa – interrompeu a Sra. Nelson – Tal pessoa com certeza não poderá ser ignorada, onde quer que esteja. Bem, sinto muito ter que interromper esta conversa tão proveitosa, mas o tempo está se esgotando. Vocês mencionaram várias facetas sobre o conceito de pureza, e tenho certeza que outras irão lhes ocorrer, àmedida que forem pensando sobre isso, o que espero que façam. A pureza se aplica a todas as fases da vida, e só quando tivermos aprendido a viver continuamente dentro de seu contexto, teremos tornado realmente “puros de coração”.

 

(Do Livro Histórias da Era Aquariana para Adolescentes – Vol. VI – Compilado por um Estudante Fraternidade Rosacruz).

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Leão: Liderança

LEÃO: LIDERANÇA

 A classe estava uma loucura quando Jeff entrou e olhou em volta, com surpresa. Por causa de sua função de monitor, ele chegava alguns minutos atrasado as manhãs e a classe, geralmente, já estava trabalhando. Hoje, contudo, havia grupos espalhados falando e rindo, alguns rapazes estavam com os pés em cima das carteiras, fingindo que estavam dormindo, uma bola de papel jogada da outra ponta da sala atingiu uma garota que gritou, e o barulho era ensurdecedor.

Obviamente a Sra. Trask ainda não havia chegado e não tinha substituta. A rapaziada também estava aproveitando o máximo. Alguns, tampando os ouvidos, tentavam ler, mas a maioria parecia estar adorando o feriado.

– Hei Jeff, junte-se a nós – gritou um deles, e ele se dirigiu para um grupo que fazia planos para o fim de semana.

– Não é o máximo? – dizia um garoto corpulento que estava com problemas para continuar no time de futebol por causa de suas notas – Eu não fiz a lição de história e se ela não vier hoje, eu estarei salvo!

– Eu te pego amanhã – falou Jeff franzindo a testa.

Pensei que você fosse fazer um esforço; você sabe que faz falta no time.

– Está certo, Capitão, está certo – o rapaz se inclinou ironicamente fazendo uma careta – mas eu ainda estou contente que ela não esteja aqui.

Outro rapaz passou correndo, perseguido por uma garota que gritava:

– Marty, me dá minha bolsa!

Jeff esticou o braço e com mão forte agarrou o ombro de Marty.

– Devolve a bolsa. Você não está mais no primeiro ano, está? – disse severamente.

– Traidor! – resmungou Marty, mas devolveu a bolsa.

Jeff, com as mãos nos bolsos, ficou observando mais um pouco, franzindo a testa.  O barulho estava aumentando, os dois agitadores da classe estavam planejando algo ruim, e as coisas ameaçavam chegar a ficar incontroláveis.

Jeff pensou um pouco e endireitou os ombros.

Depois, andou a passos largos para frente da sala, bateu na mesa com uma régua.

– Muito bem, turma, relaxem – berrou.

Alguns olharam, mas levou alguns minutos para obter silencio.

– Não admito que nos chamem de irresponsáveis, se nos comportamos desta maneira quando nos deixam sozinhos – disse Jeff, firmemente.

– Vejam quem está querendo bancar o professor – gritou um dos bagunceiros zombeteiramente – Está procurando emprego, Fessô?

– Basta!

Jeff se voltou para seu contestador com tal autoridade na voz e no rosto, que a zombaria cessou.

– Bem – ele prosseguiu – não há ninguém aqui que não tenha o que fazer. Lembrem-se do exame de geometria amanhã.

Gemidos de todos os lados fizeram-no sorrir.

– Está vendo? que tal agir como adultos, sentar e tentar fazer alguma coisa. Eu, por exemplo, posso aproveitar o tempo.

Ouviram-se poucas objeções em voz baixa, mas a maioria voltou para seus lugares.

– O Jeff tem razão – disse um deles – acho que nós parecíamos um bando de gralhas.

– Pior que isso! – riu Jeff.

Levou algum tempo mais e com palavras encorajadoras e também ameaçadoras de Jeff, poucoa pouco, todos estavam sentados – se não exatamente estudando, mas pelo menos quietos. Jeff também foi para seu lugar e abriu um livro, mas mantinha seu olhar atento nos dois bagunceiros que continuavam a cochichar e olhar significativamente para Jeff.

Em breve, todos na classe estavam entregues ao trabalho e tudo estava quieto. De repente, a porta se abriu e o diretor entrou e estacou espantado. Olhou a classe e abriu um sorriso.

– Ora – ele disse – isto é uma surpresa. Por um instante pensei que a Sra. Trask tivesse vindo. Ela teve um problema com o carro e estará aqui em meia hora. Eu ia ficar aqui com vocês, mas vejo que não é preciso. Até Marty e Jock estão em seus lugares!

Marty e Jock sorriram angelicalmente.

– Quem conseguiu este milagre? – perguntou o diretor.

Jeff não disse nada, mas uma das meninas respondeu:

– Jeff pôs a gente na linha, Sr. Hoover. No começou nós não estávamos assim quietos.

Todos riram e o Sr. Hoover também.

– Não, imagino que não estavam – mas tudo está bem agora. Bom trabalho, Jeff. É preciso ser um bom Líder para conseguir uma organização assim, e você fez um bom trabalho.

O St. Hoover saiu, os alunos continuaram aplicados em seus trabalhose, quando a Sra. Trask chegou esbaforida, meia horadepois, todos estavam felizes com o trabalho que tinham conseguido acabar.

– Graças a Jeff eu não vou ter lição de casa para fazer hoje à noite – disse alguém e todos aplaudiram.

– O Sr. Hoover me disse o que Jeff fez – disse a Sra. Trask – e eu queria cumprimentá-lo. Não é fácil manter na linha uma classe de ginásio – eu sei disso muito bem – e estou contente que ele tenha sido capaz de fazer vocês se conscientizarem de como é importante aproveitar o tempo e, principalmente, lembrá-los porque vocês estão aqui. Frequentemente ouvimos dizer que o mundo precisa de bons líderes, e a melhor época para começar é quando vocês são jovens.

– Há mais alguma coisa, Sra. Trask – disse Jeff. Um líder não conseguirá muito se as pessoas que ele tentar dirigir não cooperarem. A turma cooperou muito.

– Sim, é verdade – disse a Sra. Trask sorrindo – e acho que hoje aqui nós todos aprendemos uma boa lição.

 

(Do Livro Histórias da Era Aquariana para Adolescentes – Vol. VI – Compilado por um Estudante Fraternidade Rosacruz).

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Leão: Lealdade

LEÃO: LEALDADE

 – Sinto muito fazer isto com você, Ted. Você sempre foi um bom funcionário e eu gostaria de mantê-lo, mas eu não tenho mais condições para isso.

O velho. Sr. Gallagher estava abatido quando entregou aTed seu pagamento.

– Eu entendo Sr. G – disse Ted. Eu também sinto muito, mas eu sei que o senhor não está fazendo negócios agora. Bem – ahn – a gente se vê.

Ted foi para casa devagar. Foi um choque, mas ele conseguiria outro trabalho. OSr. Gallagher é que realmente tinha problemas. Por muitos anos, o “Sr. G.” tinha sido o único empório da sua cidadezinha. Depois abriu aquele enorme supermercado a 1 kmde distância e parece que todos os fregueses do Sr. G. começaram a comprar lá. Ted, que trabalhava já há dois anos com o Sr. G., depois das aulas, tinha acompanhado a sua transformação nestes últimos meses. De um indivíduo alegre, ele tornou-se um velho triste, tenso, nervoso, que parecia liquidado.

– Derrotado! – pensou Ted – Éassim que ele parece estar. Antes ele nunca pareceu um velho, mas agora sim. Quem vai empilhar as caixas para ele e entregar os pedidos? Ele está muito velho para fazer esse tipo de coisa.

Ted não falou a ninguém sobre o que tinha acontecido, mas esteve muito quieto o resto do dia.

No dia seguinte, na escola, sua cabeça parecia estar longe das lições. Depois das aulas, ele foi para o Sr. G. como de costume e estava varrendo o depósito quando o Sr. G. o descobriu.

– Ted! – disse surpreendido – Ué, pensei que tinha dito a você que não podia continuara lhe pagar.

– Sim, o senhor disse Sr. G., mas não tem importância. Eu ainda não estouquebrado – na realidade Ted não sabia de onde ia tirar o dinheiro para o cinema de sábado – e gostaria de ficar mais algum tempo para ajudar. Além do mais – Ted sorriu – o senhor não quer me ver andando pelas ruas arranjando encrenca, não é? Olá, tem uma freguesa. Não deixe ela ir embora!

O Sr. G. ficou estranhamente engasgado quando quis falar com Ted, por isso, pouco mais foi dito, e Ted acabou seu trabalho e foi para casa. Entretanto, nessa noite seu pai recebeu um telefonema sobre o qual não disse nada, mas pôssua mão carinhosa no ombro de Ted, longamente, quando voltou à mesa do jantar. Quando Ted foi para a cama, seus pais ficaram conversando até muito tarde.

Na noite seguinte, os pais de Ted foram a uma reunião especial no clube cívico da cidade, e quando eles voltaram, ele estava muito ocupado com suas lições de casa para perguntar o que tinha acontecido. Depois, veio o fim de semana e Ted só voltou para oSr. G.” na segunda-feira. Ele entrou e encontrou quatro freguesas na loja, uma senhora estava saindo com um pacote grande nos braços. Ted ficou olhando para ela por alguns segundos até que se lembrou e disse:

– Eu levo o pacote para a senhora, Sra. Ames.

Quando chegaram ao carro, ela disse:

– Você e um bom menino, Ted. Nós estamos muito orgulhosos de você.

Ted não entendeu muito bem aquela história, assim, depois de fechar a porta do carro, encolheu os ombros e voltou para a loja. Outra freguesa entrou e o Sr. G. parecia quase tão ocupado como nos velhos tempos. Não teve tempo de conversar com Ted, que também estava tão ocupado que quase chegou atrasado para o jantar.

Desta vez,ele não ficou calado.

– Vocês deviam ver quantas freguesas o Sr. G. teve hoje – quase gritou – Aposto que ele fez mais dinheiro do que em toda a semana passada. Acho que o supermercado devia estar fechado.

Os pais se entreolharam e o pai disse:

– Não, o supermercado não estava fechado. Eles estão fazendo bastante negócio com as pessoas que moram ao redor. Mas, foi preciso que um excelente ginasiano nos fizesse ver que algumas coisas – ou algumas pessoas – em nossa cidade, são mais importantes do que um moderno supermercado.

De repente, Ted percebeu o que seu pai estava querendo dizer, ficou vermelho e começou a comer depressa.

Seu pai sorriu.

– Não fique sem jeito, Ted. Sua lealdade para com o Sr. G. nos ensinou uma lição. OSr. G. serviu muito bem esta cidade todos esses anos e seu serviço e seusprodutos são tão bons agora como sempre o foram. Não há nada de errado em comprar no supermercado e as pessoasnovasda cidade com certeza só vai comprar lá, mas os velhos fregueses do Sr. G., garanto que vão querer que ele continue no comércio!

O rosto de Ted se iluminou.

– Que ótimo! Então, foi esse o assunto da reunião especial que vocês tiveram.

– Sim, disse o pai. Depois, que o Sr. G. me contou o que você fez, eu achei que toda a cidade poderia aproveitar essa ação de lealdade.

(Do Livro Histórias da Era Aquariana para Adolescentes – Vol. VI – Compilado por um Estudante Fraternidade Rosacruz).

 

 

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Câncer: Tenacidade

CANCER: TENACIDADE

Marsha recuou, sufocou um gemido em sua garganta e sentou-se novamente na cama.

– Dói – disse com uma careta.

– Sim, dói, mas quanto mais você demorar em usar a sua perna, mais difícil será para andar de novodisse o Dr. Miller, que se mostrou inflexível.

Marsha achou que ele era desumano. Ela tinha sofrido um acidente algumas semanas antes, mas agora estava melhorando rapidamente, menos a perna. Ainda estava inchada, e os ligamentos e músculos afetados protestavam cada vez que ela se mexia. O doutor quis que ela ficasse em sobre essa perna nos últimos dias, mas a dor era insuportável e ela continuava se recusando a tentar.

– Não posso Doutor – choramingou Marsha – Dói!

– Muito bem, você é quem sabe – disse o médico – mas você vai ter alta dentro de alguns dias. Nós precisamos desta cama para pacientes que estão realmente doentes. Você acha que sua mãe vai carregar você para lá e para cá quando você voltar para casa?

E com isso ele saiu do quarto .

Marsha começou a chorar baixinho. Aquele médico era tão mau. Era muito fácil ele falar – não doía neIe. E porque ele tinha que falar aquilo sobre a mamãe? Ela também estava no acidente e embora não tivesse ficado ferida, eIaestava muito abalada e preocupada com Marsha, e estas semanas não tinham sido fáceis para ela. E é claro que ela não podia carregar Marsha pra lá e pra cá na casa!

Marshaparou de chorar e ficou deitada, quietinha algum tempo, olhando para o teto e pensando. Depois se sentou.

– Muito bem – disse em voz alta – eu vou mostrar para esse médico!

Cautelosamente, ela deslizou da cama, e gemeu quando se apoiou na perna doente. Doía mesmo, e, por um momento, tudo pareceu escurecer ao seu redor. Ela se agarrou na mesa de cabeceira e esperou passar a tontura. Deu um passo, depois outro, e ainda que a dor não diminuísse, havia um alívio quando levantava a perna ferida e se apoiava na outra.

– Bem – pensou – tudo que preciso fazer é pensar como vai ser bom apoiar no pé esquerdo, depois de levantar o pé direito. De qualquer maneira, já é alguma coisa.

Marsha manquitolou ao redor do quarto por várias vezes e finalmente caiu na cama, extenuada pela dor. Adormeceu quase que imediatamente e só acordou na hora do almoço. À tarde, tentou de novo e, embora a dor não tivesse diminuído ela achou um pouco mais fácil andar. Não falou a ninguém sobre a sua façanha. A mãe não desconfiou que Marsha já pudesse estar andando, e o Dr. Miller, que a examinava por um minuto, não falou mais no assunto.

No dia seguinte, depois do café da manhã, quando a enfermeira tinha saído, Marsha saiu da cama outra vez. A dor era ainda bem forte, mas Marsha raciocinou que era por não ter se apoiado naquela perna durante toda a noite e, então, ela se apoiou nela firmemente. Novamente teve a sensação de “escurecimento”, e novamente Marsha suou frio e aguentou e depois começou o seu passeio ao redor do quarto. Gradualmente a dor pareceu diminuir e ela não ficou tão exausta como no dia anterior. Quando à tarde tornou a experimentar, a dor foi menor e, na manhã seguinte, embora ainda desagradável, Marsha percebeu que andar já era bem mais suportável.

Ela se levantou muitas vezes durante o dia, mas só quando estava sozinha, e achava que ninguém sabia o que ela estava fazendo. Nessa tarde, durante a visita de sua mãe o Dr. Miller chegou.

– Sra. Fulton, vamos dar alta para Marsha amanhã; acho que a senhora vai querer alugar uma cadeira de rodas.

– Sim – suspirou a mãe de Marsha – e também vou ter que transformar o sofá em cama. Vai ser difícil até que Marsha possa andar.

Marsha calmamente levantou o cobertor e ficou de pé.

– Para que você quer uma cadeira de rodas, e por que eu não posso dormir lá em cima na minha cama? – perguntou ela, atravessando o quarto e olhando casualmente pela janela.

– Ela está andando – ela disse ao doutor, sem poder acreditar.

– Sim, está. Ela vem fazendo isso nestes últimos dias e eu sei o quanto doeu no começo.

Marsha voltou-se.

– Como é que soube? – perguntou.

– Minha querida – disse Dr. Miller bondosamente – nós temos que averiguar o que nossos pacientes estão fazendo. Teria sido prejudicial a você andar quando você não deveria fazê-lo. Mas, em determinado momento, você precisava começar, e nós estamos orgulhosos de sua força de vontade. Valeu a pena, não acha?

Marsha sorriu.

– Sim, valeu. Acho que se alguma coisa vale a pena mesmo, é importante começar e seguir em frente, por mais difícil que seja. Obrigada por ter-me incentivado a fazê-lo, doutor.

A mãe de Marsha, surpresa, perguntou:

– O senhor estava usando uma terapia que eu não conheço, Dr. Miller?

– Sim, estava, e suponho que por um tempo Marsha achou que eu era um bruto insensível e sem coração. Mas, como vocês veem, obtivemos ótimos resultados.

No dia seguinte, devagar, mas sem desanimar, Marsha subiu as escadas até o seu quarto. Ela sabia que maisuma semana, já estaria correndo para cima e para baixo como antes do acidente. Que horror, pensou, se ainda tivesse que dar aqueles primeiros passos dolorosos.

(Do Livro Histórias da Era Aquariana para Adolescentes – Vol. VI – Compilado por um Estudante Fraternidade Rosacruz).

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Câncer: Amor ao Lar

CÂNCER: AMOR AO LAR

– Divirta-se e não se preocupe – gritou Amy quando sua mãe subiu no avião.Amy esperava poder dirigir a casa enquanto a mãe estivesse fora, por uma semana, visitando oirmão, e achava absurdo que sua mãe tivesse medo de deixá-la tomando conta de tudo na casa.

Eram as férias da primavera, assim Amy estava livre para se dedicar inteiramente ao lar e à família, e para ela isso eratão divertido como se viajasse. Já tinha panejado uma série de jantares elaborados para seu paie seus dois irmãos, e tinha prometido aos garotos fazer panquecas todas as manhãs, se eles quisessem. Iria forrar os armários da cozinha com novo papel de prateleira, preparar uma quantidade de pratos que pudessem ser congelados, assim a mãe não teria que ir para a cozinha logo que chegasse em casa, e talvez até pintasse o seu quarto. Mas, seu grande projeto sobre o qual não tinha falado nada, era fazer cortinas novas para a sala de visitas. As velhas estavam desbotadas, e a mãe já tinha, algumas vezes, falado vagamente em substituí-las.

Na volta do aeroporto, Amy parou para comprar o tecido – uma linda cor bronze-dourada que ia combinar com o tapete e clarear a sala. Ela queria começar a fazê-las imediatamente, mas, como já era tarde, achou melhor começar a preparar o jantar e esperar para começar as cortinas da manhã seguinte.

De manhã, os garotos reclamaram sobre suas panquecas e Amy teve que preparar duas receitas, senão ela ia ficar sem nada. Quando ela estava lavando a louça, seu irmão mais velho avisou que estava lavando um botão na sua camisa e que sua calça precisava ser passada. Recusou-se a seguir a sugestão de Amy para que usasse outra coisa, por isso ela teve que cuidar das suas roupas. Mais tarde, quando estava arrumando as camas, seu irmãozinho se queixou que não conseguia achar luva de beisebol porque a mamãe tinha arrumado o quarto. Amy achou-a dentro do armário, no lugar certo.

Depois, como era sábado, achou melhor limpar a casa antes de começar as cortinas, e mal tinha guardado o aspirador, os rapazes chegaram pedindo o almoço. Aí, ela se lembrou de que ainda não tinha ido fazer as compras, nem mesmo tinha feito à lista. Depois do almoço, preparou os cardápios para a semana, foi fazer compras e voltou para casa carregada de mantimentos e muito cansada. Ela se recostou por meia hora com uma revista e depois, tendo já passado o vestido que ia usar nessa noite e regado às plantas de dentro de casa, achou que era muito tarde para começar o seu grande projeto.

O domingo estava todo preenchido com a ida à igreja, jantar de domingo para o qual os avós tinham sido convidados, um convite à tarde para uma partida de tênis e assim, sendo, na segunda feira, Amy estava ocupada lavando, passando roupa e cozinhando de novo. Tinha prometido tomar conta das crianças do vizinho na terça-feira, e embora conseguisse cumprir a rotina caseira, com duas crianças pequenas no meio do caminho, ainda não tinha conseguido começar as cortinas. Na quarta-feira de manhã, Amy achou melhor arrumar a desordem que se acumulou no quarto de seu irmão menor, uma vez que ele havia ignorado seu pedido para que ele mesmo arrumasse. Conseguiu também, limpar e forrar de novo os armários da cozinha. Na quinta-feira, uma nova pilha de roupa suja já tinha se acumulado e Amy estava no meio dessa operação, quando o super entusiasmado cachorro apareceu coberto de lama na qual ele tinha rolado. Amy achou que não tinha alternativa senão dar-lhe um banho, depois do qual ela estava ensopada. Seu irmão perguntou se dois de seus amigões, com quem estivera brincando, podiam ficar para almoçar, e Amy se viu de repente preparando milk-shakes e outros petiscos favoritos para aqueles garotos de onze anos. Depois seu pai telefonou para dizer que ele tinha elogiado tanto a comida que ela fazia, que o seu chefe praticamente tinha se convidado, mais a esposa, para jantar ese ela se importava. Na realidade Amy não se importava – ela tinha confiança nos seus dotes culinários – mas claro que isso implicava em arrumar a casa e fazer ojantar, verificar se o irmãozinho estava bem limpo e se tinha “lavado atrás das orelhas”.

Na sexta-feira de manhã, Amy anunciou, desesperadamente, àsua família espantada, que ela ia passar odia todo costurando cortinas, que os garotos teriam que arrumar suas camas e se arrumar na hora do almoço, e que nesse dia, tudo que ela ia fazer para eles era preparar o jantar. O pai deixou a mesa do café da manhã sorrindo e os garotos resmungando, mas quando eles voltaram para casa nessa tarde, as cortinas novas estavam penduradas, e até os garotos elogiaram muito.

Sábado foi dedicado à limpeza da casa para a mamãe ficar contente. Amy ficou acordada até tarde no sábado e dormiu até mais tarde no domingo e teve que correr com seu trabalho da casa. Depois da igreja, eles foram buscar a mamãe no aeroporto e no caminho a mãe perguntou:

– Bem, Amy, que tal tomar conta de uma casa?

– Eu gosto eu realmente gosto tanto quanto imaginei que ia gostar. Mas, como é que você acha tempo para fazer todasas coisas que você faz?

A mãe riu da cara perplexa de Amy.

Isso vem com a prática, meu bem. Você foi muito bem esta semana, e você será uma ótima dona de casa, algum dia.

(Do Livro Histórias da Era Aquariana para Adolescentes – Vol. VI – Compilado por um Estudante Fraternidade Rosacruz).

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Gêmeos: Raciocínio

GÊMEOS: RACIOCÍNIO

– O problema, Dennis, não é que você não possa, mas que você não quer – estava dizendo o Sr. Norton – Não tem motivo para você não poder resolver esses problemas tão bem como qualquer um na aula de física, se você se propuser a parar e tentar resolvê-los. Segundo as leis da física, determinadas causas sempre produzem determinados efeitos, e, se você sabe quais são essas leis, não é difícil raciocinar como elas vão proceder sob condições específicas. Ouvi dizer que você e campeão de esqui e também surfista, não é?

– Hum, bem, sim, acho que sim – Dennis concordou surpreso.

– Bem, para esquiar e fazer surfe não há certas regras de movimentos que você deve conhecer bem? Você não tem que estar preparado para ondas que quebram de diferentes maneiras, sobre correntes submarinas, sobre o grau de inclinação do declive de uma montanha, da velocidade que você desenvolve, e a que ângulo e como tomar uma curva, e muitas outras considerações dessa espécie?

– Sim, claro- disse Dennis -mas eu nunca pensei sobre todas essas coisas como leis da física.

– O que mais poderia ser? – Perguntou sorrindo o Sr. Norton.

– Bem, divertimento…quero dizer…puxa – gaguejou Dennis – eu não paro para pensar em tudo isso todas às vezes. Acho que apenas sinto.

– Claro. Já se tornou automático em você. Se você tivesse que parar e resolver isso cada vez, você não iria muito longe com os esquis ou na prancha de surfe. Mas, quando você estava aprendendo, você tinha que estar muito mais atento sobre todas as possibilidades e muito mais consciente de que cada passo que você desse poderia trazer tal ou qual resultado. Você não passava horas com seu instrutor de esqui, sem esquiar, mas estudando com ele todas essas coisas, matematicamente, na ponta do lápis?

– Sim, e eu também não gostava muito disso – Dennis fez uma careta.

Não, Dennis, não acho que você gostasse, do mesmo modo que você não gosta de sentar aqui na classe e resolver os problemas de física. Você éum jovem ativo, e quer estar sempre se movimentando. Mas, chegou a hora de você aprender a usar sua cabeça, da mesma maneira que você usa seus talentos para o atletismo. Essas sessões de teoria com o instrutor não foram valiosas?

– Acho que sim – concordou Dennis – acho que eu não teria progredido tanto sem elas.

– É isso mesmo. Há muitos esquiadores amadores que nunca tiveram essas aulas, mas sem elas você não teria chegado ao grau de campeão. Acredite ou não, a física, ou qualquer outra matéria que ensine a praticar suas possibilidades de raciocínio, valem a pena, muito mesmo. Não tenho dúvida de que você tem uma boa cabeça – continuou o Sr. Norton – mas a mente precisa ser exercitada, da mesma maneira que o corpo. Bem, quero que você pegue esta folha de problemas e tente resolvê-los neste fim de semana. Aplique o que você aprendeu em classe e, se você não aprendeu tudo que foi dado, que eu acho que é o caso, torne a ler olivro de texto. Vamos ver se segunda-feira você traz os problemas resolvidos da melhor maneira possível.

Na manhã seguinte, de má vontade, Dennis atacou os problemas. Sua maior dificuldade era concentrar-se, e teve que tentar recomeçar várias vezes durante o dia ate conseguir trabalhar seriamente, bem no fim da tarde. Contudo, quando conseguiu fixar sua mente notrabalho, achou,como dissera o Sr. Norton, que as respostas se adaptavam, mais ou menos, nos lugares certos se ele tentasse resolvê-las com lógica. Certas causas sempre tinham certos efeitos e, quando encaradas com uma série de fatores, nilo era muito difícil, usandoo raciocínio e o processo de dedução, determinar o efeito composto que poderia resultar.

No domingo, quando ele atacou a última parte da sua tarefa, Dennis descobriu que estava ansioso pelo desafio – que era divertido tentar resolver os problemas com raciocínio. Sorriu quando se lembrou das palavras do Sr. Norton sobre exercitar a mente. De certo modo, eslava sendo tão agradável quanto exercitar seus músculos nas rampas de esquis. Ele sabia que não podia ficar sentado quieto por muito tempo – como o Sr. Norton havia dito, ele era agitado – mas se ele dedicasse curtos períodos de tempo para “exercitar a mente”, e pudesse concentrar-se nisso, apenas nisso, nesse espaço de tempo, talvez ele conseguisse tornar também a sua mente em um instrumento de campeonato. Certamente, não era tão difícil resolver os problemas sozinhos.

No dia seguinte, Dennis sorria ao entregar o trabalho ao Sr. Norton.

– Não sei se eu deveria admitir isto, disse, mas eu me diverti fazendo esses problemas quando finalmente consegui entendê-los.

– Eu pensei que isso ia acontecer – sorriu o Sr. Norton – Desafios mentais, a seu modo, são tão satisfatórios quanto os desafios físicos, e quanto mais você desenvolver o seu poder de raciocínio, mais oportunidades você terá de vencer toda espéciede obstáculos que venha a enfrentar durante toda a sua vida.

– Acho que o senhor pensou que eu era um desses atletas musculosos que mal sabem escrever seu próprio nome – sorriu Dennis.

– Tolice – disse o Sr. Norton – se eu pensasse assim não teria me preocupado em falar com você como fiz ou ter-lhe dado àqueles problemas. Eu sempre soube que você tinha capacidade de raciocinar, se você conseguisse sentar e tentar. Na verdade, muita gente tem boa capacidade de raciocínio, mas este talento é como qualquer outro: tem que ser cultivado.

 (Do Livro Histórias da Era Aquariana para Adolescentes – Vol. VI – Compilado por um Estudante Fraternidade Rosacruz).

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Gêmeos: Versalidade

GÊMEOS: VERSATILIDADE

– Eu vou tentar, disse Gwen. Não deve ser difícil.

Gwen, nunca havia trabalhado como balconista ou feito troco antes, mas quando Jean ficou doente, alguém tinha que tomar conta da barraca das Bandeirantes no bazar, e Gwen se ofereceu como voluntária.

Gwen sempre estava disposta a experimentar qualquer coisa nova e sempre com sucesso. Podia-se contar com ela para intervir e ajudar em qualquer emergência, e se lhe pedissem para fazer alguma coisa que ela desconhecesse, ela se esforçava até aprender. Ela sabia cozinhar e fazia suas roupas, fazia parte do clube de teatro era secretária de sua classe, tirava boas notas, gostava de crianças e, frequentemente, bancava a babá.

– De fato- dizia sua irmã Jô, mal humorada – Gwen sabe fazer de tudo. Tem gente que tem muita sorte.

Na verdade não é somente sorte- a mãe tentou dizer-lhe muitas vezes – Gwen decide que vai conseguir o que quer que se proponha, e trabalha até conseguir. Ela não tem medo de tentar.

Contudo, Jô nunca quis aceitar essa explicação e continuou a insistir que as habilidades de Gwen eram pura sorte.

Como é que vai indo? – Perguntou Jô, parando na barraca das Bandeirantes.

– Bem – disse Gwen – Tenho tido muitos fregueses, é bem divertido. Escute Jô, você pode tomar conta um pouquinho? Já passou muito da hora do almoço e eu estou morrendo de fome.

– Eu não sei o preço das coisas, não sei nada – protestou Jôe eu vou ficar toda enrolada fazendo troco. Eu trago um sanduiche para você, se você quiser.

– Oh! Por favor, Jô. Eu queria sair um pouquinho daqui. Os preços estão todos marcados e fazer troco não étão difícil, se você contar. Por favor?

Jô concordou, relutante, em assumir a barraca por uma hora, e a primeira freguesa apareceu assim que Gwen virou as costas. Atrapalhada, Jôprocurou os preços nas mercadorias e embaralhou tudo fazendo o troco. A cliente parecia aborrecida e Jô se surpreendeu por ela ter comprado alguma coisa.

– Eu preciso melhorar – suspirou consigo mesma – Como e que eu fui me meter nisto?

Vários outros clientes se aproximaram. Desta vez, Jôrespirou fundo e disse:

– Desculpem se eu for um pouco lenta. Eu comecei agora mesmo e estou ainda tateando. Bem, o que é que vocês querem ver?

Os clientes se mostraram pacientes, Jô percebeu a sua boa vontade e, sentindo-se mais tranquila, concluiu as vendas com mais segurança. À medida que outros clientes foram chegando, Jô descobriu que ela aprendera a maioria dos preços e percebeu que fazer troco era bem simples se ela prestasse atenção.

Quando Gwen voltou, encontrou Jô elogiando uma mercadoria para uma freguesa, e se comportando como se tivesse trabalhado numa barraca toda a vida.

– Já de volta? – Perguntou Jô – Por que você não descansa mais um pouco ou faz qualquer coisa? Estou me divertindo tanto.

– Então fique aqui me ajudando, riu Gwen. Parece que hoje tem muita gente aqui e vamos precisar de duas pessoas.

Muitos clientes vieram nessa tarde e Gwen achou muito bom ter a ajuda inesperada de sua irmã. A mercadoria foi vendida rapidamente e em um dado momento, Jô comentou:

– Gostaria que houvesse mais coisas em estoque. No próximo ano já sabemos que deveremos ter um maior sortimento.

Gwen sorriu, lembrando o quanto Jô relutou em se meter com o bazar, quanto mais de trabalhar como vendedora. Será que Jô se tornaria uma das grandes colaboradoras para o bazar do próximo ano?

Algumas horas depois, a mãe delas ficou surpresa por veias juntas na barraca, Jô trabalhando com tanta segurança e jeito como Gwen. Ficou observando de longe e depois, sem ser percebida pelas meninas, seguiu seu caminho.

Nessa tarde, Gwen colocou na fazenda o molde para seu vestido novo e começou a cortar. Jô observava criticamente.

– Não parece muito difícil – disse – Aposto que eu posso fazer isso.                                                                       

– Claro que pode – disse Gwen – Tudo que você tem a fazer é ler a indicação esegui-Ias.

– Acho que vou comprar um tecido amanhã e experimentar – murmurou Jô – Sabe, émuito divertido tentar fazer coisas novas. Se alguém me tivesse dito hoje de manhã que eu estaria conduzindo uma barraca, e que acabaria gostando, acho que teria voltado imediatamente para a cama! Mas, eu consegui fazer tudo sem dificuldade depois daqueles primeiros erros e, acredite ou não, fiquei triste quando chegou a hora de ir embora.

A mãe aproximou-se com um prato de doces de chocolate.

– Bem, Jô, vejo que você também teve sorte hoje – sorriu ela.

– Hein? – Jô olhou-a, confusa – Oh! Isso! Bem – ela explicou para a mãe – Não foi realmente sorte, sabe. Eu resolvi que ia fazer o que me propus e batalhei até conseguir. Eu posso fazer qualquer coisa. Entendeu?

– Entendi – riu a mãe – e também percebi que tenho em minhas mãos duas garotas versáteis. Acho que vou ter que me esforçar muito para me igualar a vocês. Que tal isto como começo?

Ela apresentou o prato e as duas garotas avançaram nos doces de chocolate.

 (Do Livro Histórias da Era Aquariana para Adolescentes – Vol. VI – Compilado por um Estudante – Fraternidade Rosacruz).