Um cirurgião que vai ao Purgatório sente todas as dores que seus pacientes sentiram durante as cirurgias que executou?

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Um cirurgião que vai ao Purgatório sente todas as dores que seus pacientes sentiram durante as cirurgias que executou?

Pergunta: Um cirurgião que vai ao Purgatório sente todas as dores que seus pacientes sentiram durante as cirurgias que executou? Isto não seria justo em casos de cirurgia honesta.

Resposta: Certamente que não. Os sofrimentos no Purgatório são consequências de delinquências morais e do ressentimento daqueles que foram prejudicados por elas.

Um cirurgião que executa uma cirurgia honesta está fazendo um trabalho que merece a gratidão da pessoa operada, e isso, no panorama da vida aparecerá no Primeiro Céu juntamente com a gratidão de quem foi assim auxiliado. Isto tornará o cirurgião mais ansioso em servir a humanidade.

Por outro lado, os cirurgiões inescrupulosos que convencem as pessoas a serem operadas unicamente pelo amor à experiência, ou que as retiram de instituições de caridade para esse fim, serão severamente punidas como o merecem. Quanto ao Purgatório dos vivisseccionistas, vimos casos comparados aos quais o inferno ortodoxo com seus diabos e forçados é um lugar de suave divertimento.

Não há, contudo, agentes visíveis de natureza diabólica para punir tais pessoas — unicamente as torturas que praticaram em animais e que aparecem em seu panorama de vida agem sobre eles com uma intensidade triplicada (pois a passagem pelo Purgatório dura um terço da duração da vida física). Se as pessoas imaginassem ao menos de leve o que as aguarda, as câmaras de tortura esvaziar-se-iam e haveriam menos horror no mundo.

(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – set/out/88)

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