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Boas Razões para Ser Vegetariano

Boas Razões para Ser Vegetariano

Muitas vezes me pedem para escrever algo sobre esse assunto. De fato, em uma ocasião recebi de nada menos que quarenta Oficiais Locais um pedido para que explicasse tudo o que eu quis dizer com o que chamei, ao falar em um dos Conselhos, de Evangelho de Mingau. Não creio que eu seja capaz de elucidar isso tudo, mas tentarei responder brevemente a uma pergunta que ouço com frequência: “Por que você recomenda o vegetarianismo?”.

Aqui estão, de qualquer forma, algumas das minhas razões para isso:

  1. Porque eu experimentei uma dieta vegetariana cheia de benefícios, tendo sido, ao mesmo tempo e por mais de dez anos, um vegetariano rigoroso.
  2. Porque, de acordo com a Bíblia, Deus originalmente pretendia que o alimento do ser humano fosse vegetariano: “Deus disse: Eu dei a vocês toda erva que dê semente e está sobre a face de toda a terra; e toda árvore em que há fruto que dê semente; isso será sua refeição” (Gn 1:29).
  3. Porque uma alimentação vegetariana é favorável à pureza, à castidade e ao perfeito controle dos apetites e paixões que costumam ser a fonte de grande tentação, especialmente para os jovens.
  4. Porque a dieta vegetariana é benéfica à força e à saúde robusta. Com pouquíssimas exceções, confirmadas apenas por inválidos, acredito que as pessoas seriam melhores em espírito, mais fortes em músculo e mais vigorosas em energia, caso se abstivessem totalmente do uso de alimentos de origem animal. Os espartanos, que ocupam o primeiro lugar entre todas as nações da história pela capacidade de suportar dificuldades, eram vegetarianos, assim como os exércitos de Roma, quando conquistavam o mundo.
  5. Porque dezenas de milhares de pessoas pobres, que agora têm muita dificuldade de sobreviver, após ter comprado alimentos à base de carne, poderiam, por sua substituição por frutas, legumes e outros alimentos baratos, conseguir conforto material, doar mais dinheiro aos pobres e à obra de Deus.
  6. Porque uma alimentação vegetariana baseada em trigo, aveia e outros grãos como lentilhas, ervilhas, feijões, nozes ou alimentos semelhantes é mais de 10 vezes superior economicamente à comida de origem animal. Metade do peso da carne se deve à água dentro dela, que precisa ser paga como se fosse carne! Uma refeição vegetariana, mesmo que permitamos queijo, manteiga e leite, custa, aproximadamente, só um quarto de uma que misture carne e legume.
  7. Porque a comida vegetariana impede o enorme desperdício de todos os tipos de alimentos de origem animal que são consumidos com quase nenhuma vantagem para quem os come.
  8. Porque a dieta vegetariana é uma proteção contra a bebida, já que o consumo de carne implica o aumento da embriaguez: um mau apetite produz outro.
  9. Porque o alimento vegetariano é oportuno à indústria e ao trabalho duro, enquanto a alimentação baseada em carne favorece a indolência, a sonolência, o aumento de gordura, a falta de energia, a indigestão, a prisão de ventre e outras aflições ou degradações.
  10. Porque está provado que a vida, a saúde e a felicidade são beneficiadas pelo prato vegetariano. Eu já conheci muitos exemplos disso. A maioria dos casos de longevidade pode ser encontrada entre aqueles que, desde a juventude, vivem principalmente, quando não inteiramente, de vegetais e frutas. Pensar em tudo isso é importante.
  11. Eu sou a favor da nutrição vegetariana porque os órgãos digestivos do ser humano não estão bem adaptados à ingestão da carne, a qual contém uma grande quantidade de matéria que, na época em que o animal foi morto, estava mudando e se preparando para ser expulsa do seu sistema. Essa matéria normalmente passa pelo estômago humano sem ser digerida e cai no sangue, causando várias doenças, especialmente reumatismo, gota, indigestão ou afins.
  12. Porque é muito difícil, sobretudo em climas quentes, manter frescos, pelo tempo suficiente para cozinhar e comer, os alimentos à base de carne; assim, uma grande quantidade de carne é consumida depois que começa a decair — ou seja, apodrecer. Esse apodrecimento geralmente começa muito antes que a carne dê qualquer sinal de sua condição real. Nem a aparência nem o cheiro dela são um guia seguro para saber se está saudável.
  13. Porque grande parte da carne que é empregada na alimentação humana já está doente e é quase impossível ter certeza de que qualquer pedaço de carne esteja completamente livre dos germes da doença. Sabe-se que muita carne comum, normalmente de animais velhos, é vendida aos açougueiros porque os animais estão doentes.
  14. Porque eu acredito que o grande aumento do consumo e a alta incidência do câncer nos últimos 100 anos foram causados pelo elevado incremento do uso de alimentos de origem animal e que uma dieta rigorosamente vegetariana muito ajude a afastar as doenças mais terríveis e incuráveis.
  15. Porque suponho que uma alimentação à base de carne provoque muitas doenças dolorosas que, embora possam não representar ameaças diretas à vida, causam bastante sofrimento e perda. Refiro-me às queixas como eczema, constipação, vermes, disenteria, severas dores de cabeça e coisas do gênero. A comida vegetariana ajudaria bastante no alívio ou até na cura dessas enfermidades.
  16. Por causa da terrível crueldade e do terror aos quais dezenas de milhões de animais assassinados em nome da alimentação humana são submetidos, ao viajar longas distâncias de navio, trem ou pela estrada até os matadouros. Deus desaprova qualquer tipo de crueldade — seja contra o ser humano ou os animais.
  17. Por causa das terríveis atrocidades praticadas pela matança de animais, em muitos matadouros. Todo esse comércio de carnificina é cruel, mesmo quando feito com cuidado e sabemos que no caso de milhões de criaturas isso seja feito com pouquíssimo critério. Dez mil porcos são assassinados para se tornar alimento a cada hora, somente na Europa.
  18. Porque o emprego de abate brutaliza quem é obrigado a fazer esse trabalho. “Os sentimentos mais elevados dos homens compassivos”, diz certo escritor, e concordo com ele, “revoltam-se com a crueldade, os pontos de vista degradantes, os gritos angustiantes, o perpétuo derramamento de sangue e todos os horrores que abrangem o massacre de criaturas sofredoras”.
  19. Porque a comida baseada em carne não é necessária para o trabalho duro. Grande parte do trabalho do mundo é feita por animais que sobrevivem de alimentos vegetais, tais como os cavalos, as mulas, camelos, bois e tantos outros.

Espero que este assunto seja digno da séria consideração de nossos Estudantes. Ele é importante não apenas para sua própria saúde e felicidade, mas para sua influência entre as pessoas, como homens e mulheres livres da escravidão dessa gratificação egoísta que frequentemente aflige os professos servos de Cristo. Lembremo-nos da direção do apóstolo: “Se você come ou bebe, ou o que quer que faça, faça para a glória de Deus”.

Pensem nessas coisas!

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross em 05/1915 e traduzido pela Fraternidade Rosacruz – Campinas – SP – Brasil)

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O Vegetarianismo e a Lei do Amor

O Vegetarianismo e a Lei do Amor

O vegetarianismo é muitas vezes adotado por questões de saúde, como um regime alimentar mais saudável, mais higiênico e muito mais substancioso. Porém, o aspecto mais importante do mesmo é ser ele um modo de pensar e de sentir, visto estar profundamente ligado à ideia da Fraternidade Universal. Todos os reinos da natureza são partes de um Todo. A ciência e algumas religiões aceitam e explicam, de certo modo, a Lei da Evolução, a qual se processa através do desenvolvimento da consciência. Sendo o ser humano o ser dotado de maior consciência, é por isso mesmo de maior responsabilidade no mundo.

Por seu contínuo pensar, há de se aproximar cada vez mais das verdades proclamadas em todos os tempos por sábios, filósofos, santos e profetas. A base dessas verdades é, invariavelmente que a Lei do Amor é a única que conduzirá o ser humano a um estágio de real grandeza espiritual. Sem o amor, poderá conhecer grandes progressos materiais, mas somente com ele alcançará a verdadeira civilização, via do desenvolvimento espiritual. Ora, a Lei do Amor não pode admitir a cruel matança dos animais, como a que se executa, cada vez em maior escala.

Dizemos cruel e sobretudo inútil, porque, se é com fins de alimentação, milhões de vegetarianos em todo mundo provam que vivem em iguais ou melhores condições físicas e intelectuais que os não-vegetarianos. Se é com fins esportivos, nada pode ser mais vexatório para nosso orgulho de civilizados, de que ver alguém divertir-se matando friamente seres sensíveis. Se é com fins ornamentais, de produtos de beleza e de moda, como acontece com o uso de casacos de pele, artefatos de couro, enfeites de penas, cosméticos, xampus, etc., mais evidencia a inutilidade da matança, porque há atualmente outros tipos de produtos de beleza e higiene, vestuários, calçados, agasalhos e de enfeites, talvez mais duradouros e belos do que provenientes do sacrifício de animais.

Poucas pessoas comeriam carne se elas tivessem de matá-los, ou se assistissem aos processos clamorosamente cruéis de seu diário abate. Compreende-se que no passado o cultivo das terras era reduzido, difícil em muitas regiões, desconhecidos os grandes recursos agrícolas da atualidade, ignorado o valor alimentício de muitos produtos da terra.

Tenha-se em vista apenas os exemplos de soja e do amendoim. Hoje enriquecidos de tão grandes progressos, como explicar que ainda não tenhamos vencido essa superstição sobre o valor da carne como alimento?

Podemos cultivar o sentimento de Fraternidade Universal, aprovando, apoiando, participando da crueldade, indiferentes ao sacrifício diário de milhões desses seres?

Por outro lado, é uma incoerência comemorar datas dedicadas à seres que amaram a todos os seus irmãos, inclusive aos irracionais, como no NATAL, sacrificando em nossas mesas suas indefesas vidas.

(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – mar./abr./88)

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Você: um Vegetariano por Convicção ou Modismo?

Você: um Vegetariano por Convicção ou Modismo?

 O Livro “Conceito Rosacruz do Cosmos” oferece-nos, em suas páginas, preciosos conhecimentos sobre a “Ciência da Nutrição” e “Lei da Assimilação”. Abordando esses temas de um ângulo eminentemente científico, Max Heindel demonstra como o corpo humano, habitualmente, passa por um processo de decaimento precoce. Esse processo tem como causa uma alimentação inadequada, incapaz de manter a boa qualidade do fluido sanguíneo, além da flexibilidade e desobstrução do sistema circulatório.

No tópico intitulado “Vivei e Deixai Viver”, o fundador da Fraternidade Rosacruz analisa o problema de um ponto-de-vista exclusivamente moral. É uma das mais belas páginas da literatura Rosacruz. Não há como duvidar de que a humanidade viveria em condições mais saudáveis e felizes se observasse estes princípios enunciados no Conceito: “A primeira lei da Ciência Oculta é ‘não matarás’. O Aspirante à vida superior deve ter isto muito em conta. Não podendo criar sequer uma partícula de barro, não temos o direito de destruir nem a forma mais insignificante. Todas as formas são expressões da Vida Una, da Vida de Deus. Não temos o direito de destruir a forma pela qual a Vida está adquirindo experiência, e obrigá-la a construir um novo veículo”.

Quando esses ensinamentos foram publicados, no início do século XX, pouco se conhecia a respeito da importância da alimentação como fator de equilíbrio físico-orgânico. A alimentação vegetariana era outra ilustre desconhecida. Só mesmo pessoas ligadas a escolas esotéricas é que a adotavam.

Com o decorrer do tempo, os seres humanos passaram a compreender que seus problemas de saúde são, na maioria das vezes, criados por vícios ou dieta alimentar errada. Compreendem, mas não se aprofundam na questão. E quando se aprofundam, quase sempre lhes falta coragem e determinação para mudar. Consequentemente, veem-se obrigados a carregar um rosário de enfermidades pela vida afora.

No que diz respeito ao ser humano comum, esse quadro não é de espantar. O que nos deixa pasmos é saber que espiritualistas, não obstante o conhecimento que têm, enfrentam esses problemas.

O Estudante da ciência esotérica sabe perfeitamente que o ser humano, essencialmente, é um Espírito. Que o seu veículo físico é um meio de expressar-se, aprender, adquirir experiências e expandir sua consciência. O corpo, portanto, é um templo divino e como tal deve ser preservado. A vida evolui através da forma. Quanto mais sensível a forma, maiores serão as possibilidades da vida expressar sua natureza divina.

É desejável, à luz dessa Verdade, viver o maior número de anos possível, com boa saúde, lucidez e disposição para trabalhar e aprender. É a única maneira de tornar uma encarnação proveitosa.

Certos conhecimentos básicos sobre alimentação são imprescindíveis, além de rudimentos de anatomia e fisiologia.

O organismo humano requer, para o seu perfeito desenvolvimento e funcionamento, uma variedade balanceada de alimentos, diariamente. Sua estrutura deve ser, por conseguinte, reparada constantemente.

Um automóvel, mesmo tendo o seu tanque cheio de combustível, não poderá percorrer grandes distâncias se faltar-lhe óleo. Mesmo que suficientemente abastecido de óleo, gasolina ou álcool, se o radiador não contiver água, o motorista poderá ter uma surpresa desagradável.

Podemos, por analogia, comparar o corpo humano a um automóvel. A máquina humana resistirá por algum tempo desprovida de vitaminas ou de sais minerais, mas essa carência não poderá manter-se indefinidamente. Cedo ou tarde os resultados de uma dieta insuficiente ou desequilibrada surgirão em forma de enfermidade. Não é de se estranhar, portanto, que o item “saúde” absorva dotações cada vez maiores nos orçamentos das nações.

O fator determinante de uma alimentação saudável é, sem dúvida alguma, seu teor qualitativo. O organismo não necessita de grandes quantidades de alimentos, mas de dietas balanceadas. Uma das causas da morte prematura é a alimentação irracional. Em geral, as pessoas que gozam de boa situação socioeconômica comem em demasia, mas não sabem escolher os alimentos. Acabam obesas e doentes.

Vivemos hoje em sociedades cada vez mais sofisticadas pelo aprimoramento tecnológico. Isso nos é benéfico à medida que nos traz conforto, racionalização de tempo, rapidez de comunicação e transporte, aquisição de conhecimentos, etc.; contudo, esse processo avassalador de modernização também pode gerar distorções se não for suficientemente compreendido. E essas distorções se evidenciam também na área alimentar.

Toda essa imensa gama de produtos alimentícios comercializados nos supermercados, geralmente representam danos à saúde humana. A despeito das reiteradas advertências feitas por médicos e nutricionistas conscienciosos, é alarmante o consumo de refrigerantes, carnes, alimentos enlatados (principalmente derivados de carne), refinados (açúcar, por exemplo), corantes, margarinas, alimentos ditos beneficiados (trigo e arroz brancos), estimulantes (chás, café), bebidas alcoólicas, etc. Tudo isso, em maior ou menor grau, é prejudicial à saúde, mas é importante destacar a nocividade da carne, tanto orgânica como espiritualmente.

O ser humano não é um ser naturalmente carnívoro, e isso já foi comprovado, anatômica e fisiologicamente. Não dispõe de garras e presas como alguns espécimes animais, para matar e esquartejar, nem seu aparelho digestivo permite digerir a carne com facilidade, eliminando rapidamente as toxinas.

Os animais que se alimentam de carne preferem-na ao natural, sem qualquer preocupação com seu sabor e odor. Já o ser humano procura dissimulá-la com temperos para evitar a repugnância que causa.

O fato da carne ser uma grande fonte de proteínas não quer dizer que seja imprescindível numa dieta alimentar. Há outras fontes mais puras e baratas, cujo valor proteico nada lhe fica a dever.

A carne é muito mais excitante do que nutritiva. Quem ingere carne diariamente, em quantidade não moderada, e suprimi-la bruscamente um dia, mesmo que a substitua por alimentos mais saudáveis, padecerá nesse dia de uma sensação profunda de debilidade, como se estivesse em jejum prolongado. Essa sensação de fraqueza, entretanto, não é provocada por insuficiência alimentar, mas pela supressão do excitante. Fenômeno idêntico ocorre com outros excitantes, tais como o fumo e o álcool.

A carne também é tóxica. Alguns venenos que ela contém são ensejados pela sua toxidez e outros porque são ácidos. E esse quadro se agrava quando a carne é obtida de animais doentes ou fatigados. E tem mais: No momento do abate quando o animal se desespera ao perceber seu fim, seu organismo segrega várias substâncias que impregnam a carne, conferindo-lhe nocividade.

Felizmente, os princípios da alimentação vegetariana, natural, encontram receptividade cada vez maior, principalmente entre os jovens. Cresce, notavelmente, o número de publicações defendendo essa dieta alimentar. Em qualquer cidade de porte médio é comum encontrarmos pelo menos um restaurante vegetariano. O vegetarianismo deixou de ser sinônimo de excentricidade. Os vegetarianos, hoje, são pessoas respeitadas e admiradas.

A alimentação vegetariana além de purificar e fortalecer o organismo, plasma um caráter mais elevado. Se tomarmos como amostragem um grupo de pessoas convictamente vegetarianas, verificaremos, com raríssimas exceções, que:

  1. Não são dominadas por vícios, isto é, não bebem, não fumam, não usam drogas. Algumas talvez ainda não tenham se libertado do café, outras tomam refrigerantes, mas estão conscientes de que isso é prejudicial à saúde;
  2. Raramente se enfermam. Conservam permanentemente boa disposição para o trabalho, para a prática de esportes e exercício de atividades intelectuais;
  3. São pessoas dotadas de grande acuidade mental. São muito sensíveis, apreciadoras de música erudita, de artes plásticas, de literatura, de poesia, de teatro e de outras formas elevadas de expressão do espírito;
  4. Entre os vegetarianos encontramos grande número de espiritualistas, das mais variadas correntes, todos preocupados com o autoaperfeiçoamento e com os destinos da humanidade;
  5. São pessoas calmas, equilibradas, pacíficas e pacifistas (Gandhi era vegetariano). Gostam da natureza e da vida ao ar livre. Quando os jornais noticiam a descoberta de pessoas extremamente longevas, centenárias, habitualmente evidenciam-se como causas dessa sobrevivência uma vida tranquila, alimentação natural, isenta de carnes.

Há alguns anos, uma entidade britânica, a London Vegetarian Association, realizou uma interessante experiência: submeteu 10.000 crianças ao regime vegetariano simultaneamente, outra organização, a London Country Council, manteve outras 10.000 crianças no carnivorismo, regime alimentar do qual a carne é um dos componentes. Decorridos seis meses as 20.000 crianças passaram por rigorosos exames médicos. Constatou-se que o estado geral de saúde dos vegetarianos era bem melhor. Adquiriram peso maior e músculos mais fortes.

London Vegetarian Association ficou incumbida, então, pelo Conselho Municipal de Londres, de alimentar igual número de crianças pobres daquela cidade, às expensas da Prefeitura.

Apesar de grandes avanços e mais amplas informações sobre a alimentação vegetariana, ainda predominam preconceitos intensamente arraigados numa sociedade tradicionalista como a nossa. Muita gente rejeita a alimentação vegetariana imputando-lhe falta de sabor. Outros afirmam que é “fraca”, desprovida de elementos nutritivos, tornando as pessoas igualmente “fracas” e desnutridas. Isso é puro preconceito e desinformação. Ora, todo alimento cárneo deve ser bem condimentado, pois na realidade o que não tem sabor algum é a carne em seu estado natural, ou seja, crua.

Para tornarmos um vegetal saboroso basta adicionarmos-lhe um tempero leve, isto quando se trata de legumes e verduras. Eis porque os carnívoros acham os vegetais insonsos. A diferença está na condimentação.

Quanto ao argumento de que o vegetarianismo enfraquece as pessoas, nada é mais irreal. São muitos os exemplos de esportistas consagrados, campeões, verdadeiros mitos que adotavam ou adotam uma dieta vegetariana. São igualmente numerosos os casos de pessoas longevas que atribuem seu excelente estado de saúde a uma dieta à base de vegetais.

Para ilustrar essas considerações, vamos a mais um exemplo concreto.

Numa daquelas regiões quase inacessíveis do Himalaia, vive um povo meio primitivo chamado hunza. Em 1947, um médico e fisiólogo inglês, Sir Robert McCarrison, esteve naquelas paragens, designado que foi pelo Serviço Sanitário da Índia Britânica, para verificar o estado geral de saúde daquela gente. Qual não foi seu espanto ao constatar a longevidade daquelas pessoas e a quase inexistência de enfermidades em seu meio.

Meticulosos estudos realizados pelo Dr. McCarrison, abrangendo condições climáticas, ambientais, hereditárias, culturais, alimentares, levaram-no a concluir que a dieta comum àquele povo continha o segredo da longevidade.

Os hunza alimentavam-se de cereais, frutas, legumes, leite, queijo e outros produtos naturais. Não conheciam as maravilhas da sociedade de consumo, tais como o açúcar refinado, o café, refrigerantes, bebidas alcoólicas, conservas e carne.

Além de todos esses dados registrados pelo Dr. McCarrison, algo mais despertou-lhe a atenção: a relação entre os hábitos alimentares, o caráter e a vida moral daquele povo. Os hunza são sóbrios em tudo, ativos, resistentes à fadiga, alegres, pacíficos, tolerantes e fraternais.

Poderíamos ainda enriquecer este nosso trabalho com grande e variado número de exemplos, capazes de comprovar as excelências da alimentação vegetariana. Preferimos, entretanto, não o fazer por razões de ordem prática, além do que outros aspectos da questão merecem ser abordados.

A Fraternidade Rosacruz, divulgadora autorizada dos ensinamentos Rosacruzes, afirma convictamente que o regime alimentar ideal é o vegetariano, sob todos os aspectos. Respaldando essas afirmações encontramos ensinamentos nas obras de Max Heindel, nas revistas Rays From The Rose Cross, Serviço Rosacruz e outras publicações editadas pelos Grupos e Centros Rosacruzes do mundo. Os Estudantes brasileiros, particularmente, foram beneficiados com o lançamento em português da obra “Cozinha Vegetariana”. Há, ainda a mencionar, a facilidade crescente na aquisição de produtos naturais, pois além das lojas especializadas na comercialização desses artigos, podemos encontrá-los também nos supermercados.

Há casos de Estudantes da ciência esotérica que, tendo adotado a dieta vegetariana, tempos após, retornam à dieta carnívora, alegando sentirem-se debilitados e enfermos. Dois aspectos na questão merecem uma análise acurada:

  1. O Estudante pode não ter efetuado a transição de uma dieta para outra de uma forma racional e equilibrada. Talvez tenha passado de uma forma repentina para o regime vegetariano, sem balancear devidamente sua ração alimentar diária. Não esqueçamos um ensinamento elementar: A natureza não dá saltos. Não admite processos repentinos. A carne deve ser abandonada aos poucos.

A afirmação, muito comum por sinal, de que a carne deve ser “substituída” encerra uma visão equivocada do problema. Para “substituir” a carne há quem ingira quantidades exageradas de alimentos ricos em proteínas, tais como soja, ovos, laticínios. O organismo humano requer uma certa quantidade diária de proteínas, mas não um superprovimento. O superprovimento gerará problemas, sem dúvida alguma.

A carne não deve ser “substituída”. Deve ser abolida gradativamente. O Estudante simplesmente deve adotar uma dieta equilibrada, provendo-se de dosagens corretas de sais minerais, vitaminas, hidratos de carbono, proteínas e calorias adequadas ao tipo de atividade que exerce;

  1. Este é o aspecto mais delicado do tema. De início queremos propor uma questão: Que razões devem realmente levar o Estudante a adotar a alimentação vegetariana?

Alguns o fazem pela necessidade de gozar boa saúde.

Outros inspiram-se em considerações de ordem ética ou princípios relativos ao respeito à vida.

Na realidade, as duas razões são importantes, mas a segunda é fundamental e mais relevante.

Devemos ser vegetarianos por amor, por respeito à vida de outros seres. Não temos o direito de contribuir, direta ou indiretamente, para a matança de indefesos animais.

A compaixão, acima de tudo, deve nortear nossos passos na decisão de mudar nosso regime alimentar.

Do Estudante da ciência esotérica não se pode esperar atitudes dúbias ou pusilânimes. A firmeza de convicções é fator importante no crescimento anímico.

Se esses argumentos ainda não são convincentes, que o Estudante tome a iniciativa de visitar um matadouro. Seguramente ficará estarrecido com o que lhe será dado a observar. As más vibrações, o odor nauseabundo, as cenas de horror que por certo notará naquela casa da morte deverão incomodá-lo bastante. Mas, se tudo isso ainda não for suficiente, então que assista ao abate. Impossível a uma pessoa dotada de um mínimo de sensibilidade não ficar chocada com o desespero, a dor e agonia do animal na hora da morte. Há quem diga que os olhos de um carneiro chegam a verter lágrimas ao perceber o que o aguarda.

Não! Absolutamente não! Não podemos concordar com essa violência. Essa agressão às leis da vida só pode implicar sofrimento para o ser humano.

A evolução é fundamentalmente uma questão de consciência. Nosso estado de consciência determina o que somos e manifestamos, nossa sensibilidade e pensamentos. Determina principalmente nosso estado de saúde.

Se, em nossa consciência, admitimos a necessidade de conservar limpos e puros nossos corpos; se, intransigentemente, defendemos o direito à vida e a não-violência, podemos estar certos de que tudo isso repercutirá positivamente no corpo físico. Nossa consciência projetará equilíbrio e harmonia sobre nosso organismo, em forma de boa saúde.

Portanto, se o Estudante se tornar vegetariano por convicção não haverá o que temer. E o que é mais importante: sua atitude constituirá um sólido exemplo para outros. A redenção da raça humana começa por aí.

(De Gilberto Silos, Publicado na revista Serviço Rosacruz – 09/88)

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Não Morra pela Boca: é mais comum do que você imagina

Não Morra pela Boca: é mais comum do que você imagina

Os leitores encontram, constantemente, na Revista Serviço Rosacruz, artigos sobre alimentação e saúde. Nunca relegamos a plano secundário um assunto de tão grande importância em nossa evolução. Às vezes até inserimos algumas receitas vegetarianas, no intuito de colaborar com nossos estudantes, por certo, sequiosos de ampliar seu receituário naturista.

Em seu número de março de 1978, essa revista publicou um editorial intitulado “A Importância da Alimentação em Nosso Esforço Evolutivo”. Ressaltou-se, naquela ocasião, a seriedade com que o aspirante deve encarar esse problema. Afinal, um trabalho esotérico depende também da manutenção das boas condições do Corpo Denso. Esse esforço repercute na sensibilização dos outros veículos do espírito.

Ao término do referido editorial, publicou-se uma relação de restaurantes vegetarianos estabelecidos em São Paulo. A sabedoria popular afirma que “o ser humano morre pela boca”. E é verdade. Constituições físicas vigorosas às vezes são debilitadas por dietas inadequadas e empíricas constituídas de substâncias tóxicas e/ou desprovidas de elementos nutrientes.

O restaurante vegetariano é uma excelente opção para quem, trabalhando no centro da capital paulista, não dispõe de tempo suficiente para almoçar em casa.

Estivemos, dias atrás, conversando com algumas pessoas cuja dieta segue os padrões convencionais, isto é, contém carne e outras substâncias nocivas à saúde do corpo. Disseram ter ido a um restaurante vegetariano, simplesmente para “ver como é que é”. Afinal, vegetarianismo é novidade para muita gente. Para alguns é até sinônimo de exotismo. Mas qual não foi a surpresa que tiveram quando deram uma olhada no cardápio: encontraram uma gama imensa de pratos deliciosos, saladas, frutas etc. Empolgaram-se com a variedade de quitutes à base de soja. Ignoravam houvesse emprego tão diversificado desse saudável alimento. “Quanto às verduras, legumes e frutas”, disseram, “pairava a impressão de terem sido colhidos há questão de minutos, tal o frescor e sabor”. Ficaram muito bem impressionadas com o asseio, atendimento, música ambiente, decoração e atmosfera de tranquilidade reinante no local, tudo formando um conjunto harmonioso.

Ouvindo esse relato de pessoas habituadas à uma dieta carnívora, desvinculadas de qualquer movimento espiritualista, seguramente podemos lhes atribuir insuspeição. Isso nos deixa muito satisfeitos e mais uma vez convencidos de que estamos no caminho certo.

Sempre que surgir uma oportunidade podemos fazer a apologia da dieta vegetariana, porém, de uma forma discreta e simpática. Por certo, não contaremos com a adesão de todo mundo. Mas alguém ouvirá com interesse e talvez se disponha a fazer uma experiência. Vale a pena lançar uma sementezinha.

(Publicada na ‘Revista Rosacruz’ em 02/79)

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RECEITA – Tortinha de Espinafre

TORTINHA DE ESPINAFRE

Ingredientes:

  • 4 ovos
  • 1 xícara (chá) de cebola picadinha
  • 100 grs de ricota esfarelada
  • 100 grs de muzzarela ralada
  • 1 xícara (chá) bem cheia de espinafre picado
  • 1 cx peq de tomates cereja
  • salsinha picada
  • cebolinha picada
  • azeite

Modo de preparo:

Num pirex não muito grande e que possa ir ao forno coloque:

  • 4 ovos e bata, acrescente a cebola, a ricota, a muzzarela, o espinafre e conforme for colocando, vá mexendo delicadamente.
  • Coloque a salsinha e a cebolinha e misture.
  • Coloque os tomates cereja cortados ao meio, por cima.
  • Regue com azeite.
  • Leve ao forno pré aquecido por 30 minutos.
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A Sabedoria da Dieta Vegetariana

A Sabedoria da Dieta Vegetariana

A maioria das pessoas acham que uma refeição sem carne é incompleta, sem desde tempos imemoriais, que tem sido considerado um axioma que a carne é o alimento mais fortalecedor que temos. 
Todos os outros alimentos têm sido vistos como simples acessórios de um ou mais tipos de carne no menu.
Nada poderia ser mais errado; a ciência tem comprovado experimentalmente que invariavelmente o alimento obtido de vegetais tem um maior poder sustentado, e a razão é de fácil percepção se olharmos para o assunto do ponto de vista ocultista.

LEI DA ASSIMILAÇÃO

A Lei da Assimilação é que : “nenhuma partícula de alimento pode ser inserida na construção do corpo , até que as forças nele vigentes sejam superadas pelo Espírito intrínseco, residente “.
O Ego deve ser o regulador absoluto e indisputado no corpo, governando as células como um autocrata, ou elas seguirão cada uma o seu próprio caminho , como acontece no declínio quando o Ego se escapa, se retrai . 
O nível de consciência da célula determina determina o seu poder como unidade. Quanto menor for essa consciência, mais fácil será para o Ego actuar como regente máximo das funções corporais. As células levadas para o corpo também têm a sua consciência individual e colectiva . Por isso , o nível da sua aquisição espiritual é um factor a ser considerado quando se pretende que determinado alimento seja usado pelo orgamismo . Os diferentes Reinos têm diferentes veículos e, como tal uma diferença de consciência. O mineral tem apenas o corpo denso e uma consciência como a do transe mais profundo.
Por tal, será mais fácil sujeitar alimentos provindos directamente do reino mineral. O alimento mineral manter-se-ia connosco o maior tempo, obviando a necessidade de comer tão frequentemente; no entanto, sabemos que o organismo humano, vibra tão rapidamente que é incapaz de absorver o mineral inerte directamente. Sal e outras substâncias similares são expulsas do sistema num ápice sem terem sido de todo assimiladas.
O ar está cheio de Azoto que necessitamos para repor o perdido; respiramo-lo para dentro do nosso sistema, e não o conseguimos assimilar, tal como qualquer outro mineral, até que tenha sido transmutado no laboratório da Natureza e incorporado em plantas.
As plantas têm um corpo denso e um corpo vital, que as capacita a fazerem aquele trabalho . Sua consciência é tão profunda como o sono sem sonhos . Assim é fácil para o nosso Ego controlar as células vegetais e mantê-las dominadas por um longo período de tempo, e daí o grande valor alimentar/de sustento do vegetal .

ALIMENTO ANIMAL

No alimento animal, as células já se tornaram mais individualizadas, e como o animal tem um corpo de desejos que lhe dá uma natureza passional, é facilmente entendido que quando comemos carne , é mais difícil sujeitar estas células animais que têm uma consciência animal semelhante ao estado de sonho, e também que tais células não se deixarão aprisionar/sujeitar por muito tempo. Assim , uma dieta de carne requer maiores quantidades e refeições mais frequentes que a de vegetais ou frutos. Se avançarmos um degrau mais longe e comermos carne de animais carnívoros, sentir-nos-emos famintos a toda a hora, pois tais células se tornaram excessivamente individualizadas e procurarão , por tal, atingir a sua liberdade e ganhá-la rapidamente. Um excesso de carne é consumida, mas deixa o venenoso ácido úrico, estando cada vez mais reconhecido que quanto menos carne comemos, melhor para o nosso bem-estar.

É natural que devamos desejar o melhor dos alimentos, mas todo o corpo animal tem em si os venenos da degradação. O sangue venoso está cheio de dióxido de carbono e outros produtos nocivos no seu caminho para os rins ou poros da pele para serem expelidos pela urina ou transpiração. Estas substâncias repulsivas estão em cada porção da carnee quando comemos tal alimento, estamos a encher o nosso corpo de venenos tóxicos. Muitas doenças são devidas ao nosso uso de alimentos de carne .

É há inúmeras provas que uma dieta carnívora estimula a ferocidade . Podemos mencionar a ferocidade famosa de bestas de presa, contraposta à força prodigiosa e a natureza dócil do boi, do elefante e do cavalo mostrando o efeito da dieta herbívora nos animais.

ALIMENTOS SAUDÁVEIS

Assim que adoptemos a dieta vegetariana , escapamos a uma das mais sérias ameaças à saúde, a putrefacção dos restos de carne presos entre os dentes. Frutos, cereaise vegetais são pela sua natureza lentos a apodrecer; cada partícula contém uma enorme quantidade de éter que o mantem vivo e doce muito tempo, em contrapartida o éter que interpenetrava a carne e compunha o corpo vital de um animal se retira com o Espírito do mesmo aquando da sua morte. Assim o perigo de infecção através dos vegetais é muito pequeno, e muitos deles são realmente antisépticos em alto grau. Isto aplica-se particularmente aos frutos cítricos: laranjas, limões, toranjas, etc , para não falar do rei dos antisépticos , o abacaxi.
Em vez do envenenamento do tubo digestivo com elementos putrefactivos como a carne faz, os frutos limpam e purificam o sistema, e o ananás é uma das melhores ajudas conhecidas para a digestão do homem. É bem superior à pepsina e para o obter não se usa nenhuma crueldade com a vida sensível. Alguns nutricionistas modernos avisam que para beneficiar totalmente dos seus nutrientes, os citrinos não devem ser misturados com outros alimentos.

SAIS CELULARES

Há 12 sais no corpo conhecidos como sais celulares; eles são vitais e representam os doze signos do zodíaco. Estes sais são necessários para construção do corpo . Não são sais minerais como geralmente suposto, mas sim vegetais. O mineral não tem corpo vital, e é apenas por meio do corpo vital que a assimilação é conseguida. Como tal, temos de obter estes sais através do reino vegetal.

CRU ou COZINHADO

O calor destrói o corpo vital da planta e deixa apenas a parte mineral.
Assim sendo, se desejamos renovar o suprimento destes sais no nosso corpo, devemos obtê-los de vegetais não cozinhados. Como cozinhar destrói os valiosos sais celulares, a nossa dieta deveria conter uma grande percentagem de alimentos crus.
Chás de ervas, que devem ser infusões sem ebulição, são também muito ricos em tais sais.

Mas não devemos precipitadamente tirar a conclusão que todos devem parar de comer carne e viver unicamente de alimento vegetal cru. No presente estado de evolução há muito poucos que o podem fazer. Devemos ter o cuidado de não elevar demasiado rapidamente as vibrações do nosso corpo, para nós, para continuarmos o nosso trabalho nas condições presentes, temos de ter corpos adaptados ao trabalho.

Os ocultistas sabem que há uma chama na base do crânio, na base do cérebro. Ela arde continuamente na medula oblonga no topo da corda espinal, e é de origem divina. Esse fogo emite um som cantante parecido ao zumbido de uma abelha e é a nota chave do corpo físico. Ela constrói e cimenta o conjunto dessa massa de células conhecida como “o nosso corpo”.

INOFENSIVOS COMO POMBAS

O chama arde muito ou pouco, clara ou intensamente, conforme a alimentamos. Há fogo em tudo na Natureza excepto no reino mineral. Este não tem corpo vital e como tal não tem via para o ingresso do Espírito de Vida, a chama. Alimentamos esse fogo sagrado parcialmente das forças do Sol entrando no Corpo Vital através da contraparte etérea do baço, e daí para o plexo solar onde é colorido e então levado para cima através do sangue. Nós também alimentamos esse fogo do fogo vivo que absorvemos dos alimentos crus que comemos e assim assimilamos.

Olhando para o assunto comer-carne do ponto de vista ético também, é contra a mais alta concepção matar para comer. Nós temos uma dívida pesada para pagar às criaturas inferiores cujos mentores deveríamos ser, mas de que somos assassinos; a boa lei que trabalha sempre para corrigir os abusos relegará em tempo o hábito de comer animais assassinados para a lixeira das práticas obsoletas.

O homem nos primeiros estados do despertar /desenvolvimento, era em certos aspectos como as bestas de presa. No entanto ele está a tornar-se como-Deus e como tal deve parar de destruir com vista a começar a criar. O alimento de carne estimulou a ingenuidade humana de ordem inferior no passado; serviu um propósito na nossa evolução; mas estamos agora no advento duma Nova Era, quando auto-sacrifício e serviço trarão crescimento espiritual á humanidade. A evolução da mente trará uma sabedoria muito além da nossa maior concepção, mas antes de ser seguro confiar-nos essa sabedoria, devemos tornar-nos puros/inofensivos como as pombas. De outro modo poderíamos tornar-nos tão egoístas e de propósitos tão destrutivos que seriamos uma ameaça inconcebível aos nossos parceiros homens. Para evitar isto, deve ser adoptada a dieta vegetal.

CONSIDERAÇÕES PRÁTICAS

Também do ponto de vista puramente prático, dieta vegetariana é vantajosa. O cada vez mais proibitivo preço da carne está a levar as donas-de-casa a virarem-se para substitutos, e as pessoas estão gradualmente a serem ensinadas os alimentos dádiva-de-Deus, os vegetais, são os mais deliciosose saudáveis. Muitos que começaram a comer mais frutos e vegetais estão a aperceber-se que estão a ganhar em saúde e, em muitos casos, que a melhoria física é acompanhada por melhorias mentais e morais. Afirma-se que 12 acres de pastagens para criar a carne suficiente para alimentar um homem. Se esses 12 acres de terra fossem usados em horticultura produziriam comida suficiente para alimentar várias famílias de médio tamanho. Com a população aaumentar em todo o mundo, em breve será necessário parar a criação de gado e devotar os campos ao cultivo de cereais e vegetais.

Nesta idade de mudança, quando mais Egos avançados nascerem, muitos deles são naturalmente vegetarianos; uma nova raça tendo uma mais alta consciência está para nascer, especialmente na costa Pacífica. A era vindoura será vegetariana, e todos os que forem progressivos alinharão e tornar-se-ão vegetarianos – os outros ficarão para trás e classificados entre os vagabundos/extraviados da humanidade.

Texto extraído do site:

Fonte: http://centro-rosacruz.com/