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O Processo de Redenção e as Hierarquias Zodiacais

O Processo de Redenção e as Hierarquias Zodiacais

“O caminho evolutivo da humanidade está indissoluvelmente unido às divinas Hierarquias que regem os Astros e os Signos do Zodíaco”, diz Max Heindel no Livro Mensagem das Estrelas, e no “Conceito Rosacruz do Cosmos” nos diz que essas Hierarquias têm a seu cargo diferentes partes do controle da evolução humana, assim como a do animal e a do vegetal, e que guiam a evolução da vida e da forma em outros Astros também.

Enquanto o Sol passa através do Signo de Capricórnio, de 22 de dezembro a 21 de janeiro, faremos bem em estudar o Ensinamento de Sabedoria concernente às diferentes fases da manifestação relacionadas com estes símbolos espirituais.

Cada estrela, Planeta ou Sol é o corpo de uma entidade que se manifesta por meio de raios de energia que compenetram todo o espaço. O Signo de Capricórnio está relacionado com as hostes angelicais, e o Sol com o Cristo.

Os Arcanjos operam mediante corpos compostos da substância do Mundo do Desejo, mas seus poderes chegam a muitos mundos que se encontram acima e abaixo desse mundo. O Senhor da Terra é conhecido por meio do nome composto Jesus Cristo.

Os Arcanjos atuam como Espíritos de Raça sobre a Terra e influenciam ao ser humano através do Corpo de Desejos humano. São Espíritos-Grupo dos animais e guiam a evolução da onda de vida animal.

À medida que a Terra gira em torno do Sol, converte-se no ponto focal dos raios solares em combinação com cada Signo do Zodíaco; estas Hierarquias estimulam atividades especiais na Terra.

Todo fenômeno da Natureza tem um especial propósito espiritual. Ensina-nos que o grande ciclo da Precessão dos Equinócios, que equivale a um período de 25.868 anos, assinala a elevação e a queda das raças, das nações e suas religiões.

Durante o trânsito de Precessão do Sol através de um Signo, que dura aproximadamente 2.156 anos, é feito um trabalho especial com uma nação ou um grupo de nações, como o atestam as 1ª e 2ª Guerras Mundiais, que são as culminações da separatividade nacional entre as nações, durante a precessão através do Signo de Peixes. O efeito final será a unidade.

O trânsito anual do Sol através dos Signos marca a mudança das estações e dos processos vitais em todas as formas viventes, tanto que o impulso espiritual incorporado neste acontecimento, está sempre se dirigindo para o despertar do gênio adormecido de um Espírito individualizado.

Durante o período que antecedeu a Era Cristã, o Espírito Santo teve a seu cargo a evolução humana, e os Arcanjos e os Anjos estiveram sob o seu domínio. Eles trabalharam principalmente sobre o aspecto emocional da alma humana e foram estabelecidas a beleza e a diversidade dos tipos nacionais. O patriotismo foi a suprema expressão do amor e da devoção. O patriotismo e os aspectos nacionais da religião cegaram os indivíduos a respeito da realidade de um só Deus com muitos nomes.

Com o advento da Era Cristã, os Arcanjos das nações e os Anjos prestaram obediência a Cristo, e o Espírito de Cristo converteu-se no Espírito Interno da Terra. Agora todas as Hierarquias trabalham com o Cristo para ajudar a humanidade a converter o patriotismo em fraternidade humana.

A comunicação e o intercâmbio internacionais estão tecendo uma grande aproximação de destino, que nos envolve em tantos interesses internacionais comuns, que as barreiras nacionais estão desfazendo-se gradual e lentamente. Diante da ameaça dos horrores de uma possível guerra nuclear, estamos gradualmente despertando para o sentido comum de ideal de paz sobre à Terra e boa vontade entre os seres humanos.

Existência após existência, todo ser humano está dando um pouco mais de expressão terrena à verdade espiritual de fraternidade do ser humano. É nossa resposta ao chamamento de nosso Redentor, o Príncipe da Paz, o Senhor do Amor.

Felizmente, a religião está progredindo, transformando a idolatria, a adoração da forma, pelo místico, a adoração do princípio. O Governo tem evoluído, progredindo do despotismo, governo absoluto de um só indivíduo, à república democrática, na qual prevalece o grupo de governo representativo.

A ciência libertou-se do controle estatal e religioso e vem servindo ao bem-estar, rumando para campos cada vez mais amplos. À arte, porém, ainda não chegou a sua completa expressão, mas está fazendo progressos. Chegará o dia em que a humanidade despertará à necessidade de incorporar beleza em cada expressão de vida.

Cada ano, ao nascer o Cristo na Terra, é dado um novo impulso de vida a toda criatura vivente. Quando relacionamos esta verdade ao ensinamento de que é em Capricórnio que são dados os grandes impulsos para a evolução e progresso nacionais, compreendemos a importância da presente estação no que se refere à política, à economia, às finanças e seu emprego.

À analogia, chave-mestra de todos os mistérios espirituais, ensina-nos que o Espírito da Terra está dentro dela, desde o equinócio de setembro (quando o Sol entra em Libra) até o Equinócio de Março (quando o Sol entra em Áries). Durante essa época, a Terra enche-se de Seu Amor em uma forma íntima. Na época do Solstício de Dezembro, Ele sai em seus veículos superiores, para revivificar-se em espírito mediante a comunhão com o Pai e, tanto que, todas as criaturas dão expressão visível à vida e ao poder com os quais Sua vinda encheu a Terra.

Isto é análogo a nossos estados alternados de vigília e de sono. Trabalhamos em nossos corpos durante o dia e saímos deles durante o sono noturno. Mas as forças vitais estão ativas dentro do corpo, de modo que despertamos na manhã do novo dia, refrescados e ambiciosos.

O egoísmo, a inveja e o materialismo devem ceder lugar, como resposta, ao chamado do Princípio de Cristo a melhores condições. Capricórnio, pode-se dizer, é o Signo da engenharia de todas as classes e os engenheiros técnicos do mundo estão tratando de despertar a milhões de humanos para a libertação da pobreza e da enfermidade, em todas as partes do nosso globo, por meio de melhores métodos de cultivo à terra, da construção de caminhos e do correto cuidado com o corpo físico. Os “engenheiros” educacionais estão ajudando a erradicar a ignorância e a estimular o impulso interno do Espírito, de elevar-se para mais sublimes níveis de consciência.

Verdadeiramente estamos no amanhecer de uma nova era, e nós que recebemos os iluminados Ensinamentos dos Rosacruzes, devemos estar na vanguarda do novo pensamento, que promete em sua plenitude a emancipação dos antigos métodos que exploravam a muitos, em benefício de poucos. Devemos ser capazes de pensar em termos do maior bem para o número maior; devemos estar prontos a adaptar-nos à nova ordem de coisas, por meio do serviço desinteressado. Podemos pensar a nosso próprio respeito como um Corpo de Paz espiritual, fazendo todo o possível para exemplificar e disseminar os mais altos ideais de vida, onde quer que estejamos.

Durante milhares de anos quase todo o esforço do ser humano sobre a Terra, esteve centrado em obter sustento, vestimenta e abrigo. Contemplemos a visão da época que se aproxima rapidamente, na qual, uma vez asseguradas estas coisas com um mínimo de esforço, teremos tempo para dedicar uma maior proporção de nosso poder criador a resgatar os lugares desertos da Terra, e por beleza na vida, a erradicar a enfermidade e o crime, a estudar o mais amplo significado da vida.

Em nosso estudo da ciência espiritual da astrologia descobrimos que no tempo presente Netuno, o Planeta da individualidade, está transitando pelo Signo de Escorpião, que governa as forças ocultas da Natureza; Júpiter, o Planeta da expansão e da benevolência, está transitando por Peixes, o Signo da antiga ordem das coisas, e Urano, o despertador, está transitando por Virgem, o Signo que governa o serviço, o trabalho e a saúde. Sob o acúmulo destas poderosas influências, podemos esperar com segurança ver muita investigação oculta nos campos científicos, e para aqueles que estejam o suficientemente evoluído para responder ao lado superior da vibração de Netuno em Escorpião, existe a promessa de um progresso na realização espiritual, mediante a arte, a música, a dança e a poesia, assim como na cura.

A Igreja e os ideais religiosos em geral elevar-se-ão para a unidade, sob a influência de Júpiter em Peixes, e em Oposição a Urano em Virgem haverá um rompimento com os credos e práticas antiquadas, tanto na religião como na saúde. Os ideais de serviço, trabalho e saúde devem alcançar novos níveis à medida que o altruísmo aumente sua força em todas as atividades da humanidade.

Os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental nos informam que esta é a revolução Marte-Mercúrio do Período Terrestre. Marte é o significador do guerreiro, do trabalhador, do desejo, da paixão, da energia dinâmica, do impulso e da força centrífuga de repulsão. Quão claramente correspondem estas notas-chave às características das idades passadas! Porém agora estamos entrando na metade mercurial do Período Terrestre e Mercúrio representa o pensador, o escritor, a razão, a lógica, a relatividade, a habilidade mental e as mudanças. As massas do povo devem aprender a pensar, e a pensar sem se confundir pelo sentimento ou o desejo.

Ao nosso redor, ainda que invisíveis, os Grandes Seres estão em “seus postos”, guiando a humanidade para o bem maior. Quando nos desviamos da lei divina sofremos, mas, então, vem-nos a luz e damos o próximo passo em sua direção.

Cristo veio para salvar o que se havia “perdido”. Podemos vender nossa herança espiritual por um prato de lentilhas e não encontrar felicidade; olhando para cima, por sobre a tirania das coisas, O contemplamos, sorrindo, amando-nos e sempre pronto a nos inspirar com os eternos valores do real.

O ser humano perde em personalidade e na matéria a compreensão de seu ser espiritual, mas sendo essencialmente divino, redime-se a si próprio e a seu ambiente mediante a submersão na harmonia espiritual, por meio da luz de Cristo.

As nações são guiadas por meio de uma lei divina para a consciência da fraternidade do ser humano, assim como o indivíduo redime-se do egoísmo e do materialismo. O poder do iluminado é muito maior que o mal do irredento, individualmente considerado. As pessoas boas do mundo têm fracassado em estabelecer a paz sobre a Terra, porque sua bondade é, em muitos casos, passiva. O verdadeiro cristão ocultista está sempre ativo em todos os planos de expressão.

Não fiquemos inativos no bem obrar! O processo da redenção, todavia, segue adiante, lentamente. A humanidade está sendo redimida cada vez mais pelo poderoso Raio de Amor de Cristo de tudo o que aparenta separatismo. Nosso é o privilégio de apressar esse processo, por meio do serviço ativo. Tratemos de abrir nossos corações para que penetre neles a semente do Amor, a fim de sentirmos em toda sua beleza e maravilha a unidade de cada um com todos.

(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – jul/ago/88)

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A crença nas sereias tem algum fundamento? Se tiver, qual a sua origem? Qual o propósito da sua existência?

Pergunta: A crença nas sereias tem algum fundamento? Se tiver, qual a sua origem? Qual o propósito da sua existência?

Resposta:   Ondinas, sereias e tritões não são ficções criadas pela imaginação. São reais. Fazemos questão de considerar este Mundo como uma enorme máquina em perpétuo movimento, e tentamos explicar tudo baseado em qualquer teoria científica. As pessoas dirão que o Sol aquece o oceano, que a água evapora e se eleva em camadas mais frias e aí se condensa em nuvens, que estas são levadas pelo vento sobre as terras, que depois dessa transformação ocorrer, a água do mar cai em forma de chuvas. Depois, retorna ao mar sob forma de rios, e tudo fica reduzido a essas explicações.

Enfim, mas como esses fatos ocorreriam sem que alguém estivesse dirigindo e trabalhando sobre eles? Sabe-se muito bem que uma construção é feita de tijolos. Um tijolo é colocado um em cima do outro, e a construção se eleva até a altura desejada. Contudo, os tijolos não vão até lá sozinhos. Devem ser transportados, e é o que acontece na organização da natureza. Os trabalhadores, os Espíritos da Natureza, são encontrados em todos os lugares. Eles têm o seu trabalho e sua evolução da mesma forma que nós, e tudo na natureza é um processo ordenado. Essas ondinas, sereias e tritões estão relacionadas com a condensação da água e com a manutenção da ordem quanto aos elementos da água, reconstruindo as plantas e coisas afins, exatamente como os gnomos formam as flores na terra. Dizemos que uma planta cresce, mas da mesma forma que os tijolos têm de ser juntados para formar uma casa, também os átomos devem ser colocados nas plantas.

No caso dos seres humanos, aqueles que se encontram no Segundo Céu estão nos preparativos para criar novos corpos, e eles aprendem a formar corpos melhores trabalhando sobre nós na construção desses corpos. Posteriormente, eles retornam à Terra com maior experiência e isso os ajuda a construir um corpo ainda melhor da próxima vez. Similarmente, os pequenos Espíritos da Natureza, que chamamos de Gnomos, ajudam a formar as plantas e as flores, e as Sílfides (ou Silfos) são os agentes que levam a água espalhada pelas Ondinas em direção aos céus, onde ela se condensa em nuvens. Então, as Sílfides são a causa dos ventos que movimentam as nuvens causando as tempestades e a chuva. Assim, cada setor da natureza trabalha em conjunto com os outros. As Salamandras são os espíritos do fogo e talvez os menos conhecidos, mas eles também têm seu trabalho a cumprir ao mudar as condições existentes na terra, etc. Devem lembrar-se do “O Sonho de uma Noite de Verão”, de Shakespeare. Esse é um fato real. Trata-se do seguinte: no Solstício de Dezembro[1], quando tudo está morto, quando a Terra está hibernando sob o seu manto invernal, o novo impulso de vida, a Vida de Cristo, derrama-se pela Terra e começa a avançar em direção à periferia, trazendo vida para as sementes no solo e dando-lhes a vitalidade necessária para brotar. Impregna também de vitalidade todos os seres viventes sobre a Terra. Essa Vida Crística nasce na época do Solstício de Dezembro, quando o Sol se encontra no seu ponto mais baixo de declinação. Consequentemente, temos mais espiritualidade nesse tempo, pois esse impulso de vida divina chega anualmente para nós, e o Salvador nasce para salvar o seu povo do frio (físico e espiritual) e da fome (física e espiritual) que resultariam se o Sol ficasse para sempre nesse ponto de declinação meridional.

O impulso é espiritual, pois, em tal época, não há atividade física em desenvolvimento na natureza. Por outro lado, durante os meses de junho, julho e agosto tudo é atividade no Mundo. O Solstício de Junho é o ápice do impulso físico, e é nessa época que os Espíritos da Natureza celebram seu festival. Eles divertem-se e sentem-se glorificados e agradecidos por terem produzido e ajudado a realizar o milagre da fecundação e expressão de todas as coisas físicas que nasceram. Nesse período, a frutificação tem início, o fruto começa a amadurecer, e chega a época da colheita no Equinócio de Setembro. Vemos que esses Espíritos da Natureza têm uma grande tarefa a cumprir. Verdadeiramente, eles não só existem, como desempenham uma função muito, muito importante no trabalho do mundo.

 (Perg. 63 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz SP)

 [1] N.T.: Cabe sempre lembrar: a questão do hemisfério norte e sul. Nos Solstícios esteja onde você estiver, sempre no Solstício de Dezembro estaremos mais perto do nosso Criador e do Sol (físico e espiritual) e no Solstício de Junho, mais longe.

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Por que Cristo nasceu, para nós, durante a passagem do Sol por Capricórnio em dezembro?

Pergunta: Por que Cristo nasceu, para nós, durante a passagem do Sol por Capricórnio em dezembro?

Resposta: Enquanto o Sol entra em Câncer, no mês de julho o Senhor Cristo ascende ao Seu próprio mundo, o Mundo do Espírito de Vida. Esse é o reino onde a unidade e a harmonia reinam supremas, onde cessa toda a separatividade, onde reina a Fraternidade Universal. Cristo vive nesse Mundo cotidianamente, exatamente como nós vivemos aqui, no Mundo Físico, quando estamos encarnados.

O Mundo do Espírito de Vida também é a esfera de consciência que os primeiros Discípulos de Cristo contataram no Dia de Pentecostes. Isso será alcançado por toda a humanidade avançada no fim do presente Período Terrestre.

Por meio da operação do Cristo Cósmico é aqui que o Filho ou o princípio da Palavra e o segundo aspecto da Trindade, nosso Abençoado Senhor, contata a Hierarquia de Câncer, Querubins. Esses Seres celestiais são os guardiões de todos os lugares Sagrados no céu e na terra. Eles guardam até mesmo o maior mistério da vida. Sob a orientação do Senhor Cristo esse mistério sagrado é transmitido para baixo, de Câncer para o seu Signo oposto, Capricórnio, e fornecido para os Arcanjos.

Foi por essa razão que o Salvador do Mundo, que veio para a Terra proclamando o mistério do Espírito Santo, teve o início da Sua primeira vinda sob o Signo de Capricórnio.

Para isso ter ocorrido, houve um tempo em que as forças de Capricórnio permearam a Terra para que fosse possível a encarnação do Mestre Jesus, da descendência de David, que se converteu no portador do Cristo.

E assim, desde a Sua primeira vinda, a força Crística dourada, todo ano, recomeça o seu trabalho de auxílio para nos salvar, descendo da fonte do Sol, tocando a partir do lado externo da atmosfera terrestre no Equinócio de Setembro, passando pelo Mundo do Desejo durante novembro (Escorpião), passando pela Região Etérica do Mundo Físico durante dezembro (Sagitário) e chegando ao centro da Terra no Solstício de Dezembro (Capricórnio).

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As Razões Visíveis e Esotéricas para o Solstício de Dezembro

As Razões Visíveis e Esotéricas para o Solstício de Dezembro

Os Solstícios marcam o momento em que a vibração terrestre é mais elevada e em que os Raios Cósmicos da Vida Crística entram profundamente (Solstício de Dezembro) ou saem definitivamente (Solstício de Junho).

Juntamente com os Equinócios de março e setembro, constituem os pontos decisivos na vida do Grande Espírito da Terra, Cristo.

O Solstício de Dezembro – ótimo momento para se fazer um importante exercício esotérico na sua véspera: Ritual do Solstício de Dezembro!

Vamos a explicação exotérica e depois a esotérica:

Razões Visíveis: No Solstício de Dezembro a Terra está se aproximando no máximo PERTO do Sol.

Como sabemos, a Astrologia funciona em projeção geocêntrica, e a declinação dá-nos a maior ou menor angulação que o Astro considerado faz com o Equador, tal como visto da Terra.

Assim, à medida que os dias se vão aproximando de Dezembro, a declinação do Sol vai diminuindo: passa de 00 em 21-22 de Setembro até atingir um máximo de 230 26′ em 20-21 de Dezembro: então parece que fica “parado”, cerca de três dias nos 230 26′ (daí o verbo sistere, que compõe a palavra “solstício”), uma vez que estamos vendo em projeção geocêntrica contra o fundo da Esfera Celeste, e a partir do dia 24-25 volta “para trás” e os dias começam a diminuir.

A razão cosmográfica do Sol ficar “parado” aparentemente, durante três dias por ocasião dos Solstícios, tem a ver com as declinações e não com as longitudes celestes.

Essas razões físicas são as partes visíveis que verificamos como evidências de que o Solstício de Dezembro é o momento em que a Terra está chegando ao seu ponto mais perto do Sol.

Razões Esotéricas: esteja você no hemisfério Norte ou no Sul, independentemente da inversão das estações, uma coisa não muda: é a DISTÂNCIA, maior ou menor, a que o Sol se encontra da Terra. A Terra percorre uma elipse em torno do Sol, ao longo do ano, e não uma circunferência perfeita, e o Sol ocupa um dos focos dessa elipse.

O fluxo e o refluxo do impulso espiritual de Cristo (misticamente, o nascimento, a morte e a ressurreição do Salvador) culmina no Solstício de Dezembro.

Cristo chega ao centro da nossa Terra à meia-noite de 24 de dezembro. Ele rejuvenesce a Terra e os reinos de vida que nela evolucionam.

Aí Ele fica por três dias e, depois, começa a voltar. Esta volta se completa na Páscoa. Assim, do Natal até a Páscoa Ele se dá a Si mesmo sem limitações nem medida, imbuindo com vida, não apenas as sementes adormecidas, mas todas as coisas sobre e dentro da Terra. Sem essa infusão da Vida e Energia Divinas, todos os seres viventes da nossa Terra morreriam imediatamente, e todo o progresso seria frustrado, no que concerne à nossa presente linha de desenvolvimento.

Como dissemos acima, no Solstício de Dezembro, a Terra está no máximo MAIS PERTO do Sol, o que provoca um aumento da espiritualidade com o correlativa intensificação e pujança de vitalidade espiritual.

Inicia-se o renascimento da Luz, ou seja, o dia 25 de dezembro marca o fim do “ciclo solsticial”.

A partir do dia 26 de dezembro se inicia um segundo ciclo de especial significado Iniciático.

Na igreja primitiva cristã, entre o dia 26 de dezembro (Primeiro Dia Sagrado) e o dia 6 de janeiro (Décimo Segundo Dia Sagrado) ocorria a preparação ritual dos catecúmenos que eram baptizados no Dia de Reis (Primeira Iniciação). Esses “Doze Dias Sagrados”, que acompanham a fase inicial do renascimento do “Sol Invencível”, eram como que um resumo do ano zodiacal seguinte, e estavam sob a protecção das Hierarquias Celestes que tradicionalmente regem os 12 Signos do Zodíaco.

Que as rosas floresçam em vossa cruz!

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A Energia Vitalizadora Liberada por Cristo no Solstício de Dezembro

A Energia Vitalizadora Liberada por Cristo no Solstício de Dezembro

Existem quatro pontos cardeais no caminho do Sol através do Zodíaco, que se chamam os Solstícios de Dezembro e de Junho e os Equinócios de Março e Setembro. Nos ensinamentos dos Mistérios Ocidentais esses pontos marcaram certas crises na vida de um Grande Ser: o Espírito Planetário de nossa Terra, o Cristo. Em tais épocas é quando o verdadeiro místico pode ter acesso a um entendimento mais profundo de grandes princípios e verdades cósmicas, que são o fundamento do sagrado mistério do Gólgota e do que chamamos “natureza”.

No Solstício de Junho há um dia, o dia de São João, a 24 de junho, que assinala a culminância das atividades físicas da natureza e da ação da energia solar sobre a terra.

Durante dois mil anos a Terra tem recebido, anualmente, um impulso agregado do “Deus Solar” Cristo. Desde aquele tempo essa energia vitalizadora tem sido liberada diretamente no centro de nossa terra. Isso acontece no Solstício de Dezembro, o qual se chama o “Místico Nascimento”. A partir dessa data, essa grande força de amor e de vida começa a trabalhar para fora de novo, fermentando e fertilizando milhões de sementes que foram depositadas na terra para que possamos ter alimento físico. Essa energia dadora de vida (tanto em sentido físico como espiritual) morre sobre a cruz da terra ao tempo da “cruz” do sol sobre o equador, no equinócio vernal. Por esse tempo, o Cristo é levantado da Cruz da Terra (ou seja, a matéria) mediante a força ígnea de Áries e começa sua viagem de regresso ao Trono do Pai. Não disse Ele: “E eu, se for levantado da terra, a todos trarei a mim mesmo”?

O Solstício de Junho assinala o tempo em que o Raio de Cristo se libera completamente dos planos de nosso globo e entra em seu próprio mundo-lar, o Mundo do Espírito de Vida. Como se realiza isso? É algo que pode ser conhecido diretamente por aqueles que tenham merecido esse sagrado privilégio. No entanto, a experiência deve estar sempre oculta atrás das palavras, porque é impossível descobrir com elas as experiências obtidas nos mundos suprafísicos. Estamos tratando de descrever outra dimensão de espaço, o que não se pode fazer com palavras.

Na festa do Solstício de Junho, as hostes celestiais se regozijam, porque o “Grande Sacrifício” foi consumado uma vez mais. Legiões e legiões de seres angélicos acompanham o “Redentor da Terra” até as portas do Mundo do Espírito de Vida. Ele efetua a obra de acelerar a vibração da terra, junto com seus mundos internos, sempre um pouco mais. Esses seres angélicos formam grupos, de acordo com seu grau de evolução. Seus corpos são luminosos e brilham com a luz branca dos céus. Alguns levam cruzes áureas e mantêm velados seus rostos ante o “sagrado mistério”. Outros formam com seus corpos radiantes uma nuvem dourada “como se por trás estivessem os raios do sol”. Nessa nuvem o Cristo é levado ao alto. Finalmente se adianta, eleva suas mãos como para bendizê-los, e os abençoa. Ao fazê-lo, as hostes de Anjos, Arcanjos, e os que se redimiram por intermédio do seu Amor, todos caem sobre seus rostos ante Ele. Nisso, ressoa a “Música das Esferas”, e ao ressoar por todo Universo, essa hoste de seres celestes canta o estribilho: “Eis aqui o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo”. Então, ele se eleva à uma Vida mais abundante.

A cena se desvanece. De regresso à terra, presenciaremos este festival da noite de junho entre essas pequenas criaturas conhecidas como “Espíritos da natureza”. Eles fazem um verdadeiro e maravilhoso milagre na grande economia da natureza, porque são eles que proveem o vínculo entre a energia estimulante do sol e a matéria-prima da forma. Sem eles, não poderia haver vida sobre a terra. Os corpos dessas pequenas criaturas sub-humanas estão de tal modo compostos de diferentes éteres, que atuam como portadores da força vital, amalgamando-a em seus corpos e com ela construindo a vida celular, da mesma forma que as abelhas recolhem o mel das flores e dele fabricam o favo de mel. Trabalham sob a direção dos mais elevados seres, a saber, os Anjos, que são os que guiam a evolução do reino vegetal. Na noite da festa se regozijam também, porque eles, de igual modo, fizeram seu trabalho fielmente para que possa existir mais abundante vida sobre a terra. Refletem, no plano físico, a grande festa que tem lugar nos mais elevados reinos nessa noite de junho.

O quadro que tivemos ocasião de contemplar, mostrava uma assembleia numa extensa área verde, em um bosque. Os Espíritos de Natureza estavam realizando um maravilhoso jubileu. Formavam um grande círculo. Dentro do círculo os gnomos preparavam seus alimentos etéricos para a festa, enquanto outras fadas dançavam em meio de um êxtase de alegria. Nesse êxtase, estendiam suas mãos, das quais fluíam estrelas e flores etéricas dos mais originais tons e cores, as quais iam flutuando no ar como as bolhas de sabão das crianças.

Algum dia a ciência descobrirá como se realiza o processo do metabolismo. Então, se revelará o que é “a alquimia da natureza”, e se encontrará a obra dessas pequenas criaturas, conhecendo-se, então, o trabalho que lhes cabe na manutenção da vida e da forma.

Certamente o estribilho que provém dos mundos superiores: “Muito bem, bom e fiel servo”, deve encontrar eco na alegria dos Espíritos da Natureza na Noite de junho. Quem diz que não? Sua festa dura da zero hora a uma hora da manhã de 22 de junho – somente uma hora; e logo depois se despedem e voltam às tarefas que lhes estão fixadas.

O Cristo passa pelo Mundo do Espírito de Vida e vai ao trono do Pai, no Mundo do Espírito Divino. Somente pode permanecer ali um breve tempo, na verdade, porque, como se diz, “tomou a forma de servo” e por seu próprio livre arbítrio foi crucificado sobre a Cruz da Matéria (a Terra). Privou-se de morar em Seus reinos de glória para que nossa terra, engalfinhada no pecado, e suas correntes de vida evolucionante possam alcançar o grau que lhes tem sido assinalado segundo seu plano de evolução. Até que isso venha a cabo, “Ele deve vir de novo”, a cada ano, para acelerar a vibração do nosso meio, de modo que possamos progredir de acordo com o plano divino.

Cristo morre em Seu lugar de glória quando o Sol entra em Libra, no Equinócio de Setembro. Aqui é uma outra festividade sagrada, chamada “A Imaculada Concepção”, e de novo Cristo há de fazer-se manifesto em nossa terra, na forma de uma onda de energia espiritual. Como o veem os clarividentes, é descendo lentamente sob a aparência de uma grande e maravilhosa luz. Deve avançar gradualmente, descendo através dos três mundos de nosso globo. Deve vir como as suaves chuvas de dezembro, com seu bálsamo de cura, e nunca como a tormenta elétrica que destrói. Entra completamente na terra no Solstício de Dezembro, e outra vez começa a obra de fermentar a terra, fertilizando as sementes e elevando a consciência espiritual do ser humano para aproximá-la de Deus.

Essas são as quatro grandes festas dos Ensinamentos dos Mistérios Ocidentais. Se as estudamos e meditamos sobre elas, algum dia o véu será levantado para que possamos dar uma olhada “no que está entre o céu e a terra” e, na escala que vai desde a terra até o Trono do Pai, encontraremos as pegadas dos pés do Senhor do Amor, conforme vai e vem em Sua viagem anual, até que a humanidade seja redimida por meio de Seu sacrifício e de Seu amor.

(Rays from the Rose Cross e publicada na revista ‘Serviço Rosacruz’ – 07/86)

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Consideram que os mitos antigos têm valor real ou são, em grande parte, fantasias geradas pela imaginação?

Pergunta: Consideram que os mitos antigos têm valor real ou são, em grande parte, fantasias geradas pela imaginação?

Resposta: Os mitos encerram profundas verdades ocultas. O antagonismo entre a luz e as trevas é descrito em inúmeros mitos como sendo bastante semelhantes em suas principais características, embora as circunstâncias variem de acordo com o estágio evolucionário dos povos onde são encontrados. Eles geralmente parecem fantásticos à mente normal, porque a imagem traçada é altamente simbólica e, por conseguinte, fora de sintonia em relação às realidades concretas do mundo material. Incorporadas nestas lendas estão grandes verdades que aparecem quando são despojadas de sua camada de materialismo.

Em primeiro lugar, devemos ter em mente que o antagonismo entre a luz e as trevas, existentes aqui no mundo físico, é apenas a manifestação de uma luta similar travada também nos reinos moral, mental e espiritual. Esta é uma verdade fundamental, e todo aquele que conhece a verdade deve saber que o mundo concreto, com todas as coisas que julgamos serem reais, sólidas e duradouras, é apenas uma evanescente manifestação criada pelo pensamento divino, e que reverterá ao pó dentro de alguns milhões de anos antes que outros mundos, que supomos serem tão irreais e inatingíveis, também se dissolvam, então, mais uma vez, retornaremos ao seio do Pai para repousar até a aurora de um outro e maior Dia Cósmico.

É particularmente por ocasião do Natal, quando a luz é mais fraca e as noites mais longas (Hemisfério Norte), que a humanidade volta a sua atenção para o Sol Meridional, e aguarda numa atitude de expectativa pelo momento em que Ele recomeçará sua jornada em direção ao norte, trazendo de volta a luz e a vida para o nosso hemisfério gelado. Vemos na Bíblia, como Sansão, o Sol, tornava-se cada vez mais forte à medida que seus raios se tornavam mais longos; como os poderes das trevas, os Filisteus, descobriram o segredo da sua força e lhe cortaram os cabelos, ou raios, privando-o de sua força; como privaram-no de sua luz lhe vazando os olhos e, finalmente, como o mataram no templo, no Solstício de Dezembro.

Os anglo-saxões falam da vitória do Rei George sobre o dragão; os Teutões recordam como Beowolf matou o dragão que expele o fogo pela boca e como Siegfried venceu o dragão Fafner. Entre os gregos encontramos Apolo vitorioso sobre a serpente Piton e Hércules sobre o dragão das Hespérides. A maioria dos mitos conta apenas a vitória do Sol recém-nascido, mas há outros que, como na história de Sansão acima citada e de Hiram Abiff da lenda Maçônica, contam também como o Sol do ano velho era vencido após ter completado seu círculo, estando preparado para dar nascimento a um novo Sol, que surge das cinzas da antiga Fênix para ser o portador de Luz de um novo ano.

É em tal mito que aprendemos a origem do visco, uma narrativa contada na Escandinávia e na Islândia, particularmente em Yuletide, onde o azevinho vermelho mescla-se num efeito maravilhoso com o visco branco – um símbolo vivo do sangue manchado de escarlate pelo pecado, mas que se torna branco como a neve. A história é a seguinte:

Nos dias longínquos, quando os Deuses do Olimpo reinavam sobre a Região Meridional, Wotan e sua companhia de Deuses tinham domínio sobre o Valhal, onde os sincelos, os pingentes de gelo, refletiam o Sol de inverno em todas as cores do arco-íris, e o belo manto de neve fazia reluzir a noite mais escura, mesmo sem o auxílio da flamejante Aurora Boreal. Formavam um grupo notável: Tyr, o Deus da Guerra, ainda vive em nossa memória, pois deu nome a terça-feira em inglês (Tuesday). Wotan, o mais sábio dentre eles, é lembrado na quarta-feira (Wednesday). Thor continua conosco como o Deus da quinta-feira (Thursday). Era ele que brandia o martelo. Quando o lançou contra os gigantes, os inimigos de Deus e do ser humano, deu origem ao trovão e ao relâmpago pela força tremenda com que seu martelo batia nas nuvens. A suave Freya, a Deusa da beleza, de cujo nome derivou a sexta-feira (Friday), e o traiçoeiro Loke, cujo nome ainda vive no sábado escandinavo, são tantos outros fragmentos atuais de uma fé esquecida.

Mas jamais houve algum Deus como Baldur. Ele era o segundo filho de Odin e Freya, era o mais nobre e gentil dos Deuses, amado por tudo quanto existia na natureza. Superou a todos os seres, não apenas em bondade como também em prudência e eloquência, e era tão belo e encantador que a luz irradiava dele. Foi-lhe revelado num sonho que sua vida corria perigo, e isto pesou tanto sobre seu Espírito que se afastou da sociedade dos Deuses. Sua mãe, Freya, tendo finalmente conseguido que ele lhe contasse a causa de sua melancolia, convocou um concílio de Deuses, e todos foram acometidos por maus pressentimentos, pois sabiam que a morte de Baldur seria o prenúncio de sua queda – a primeira vitória dos gigantes, ou poderes das trevas.

Por isso, Wotan lançou runas, caracteres mágicos usados para predizer o futuro, mas tudo lhe pareceu sombrio. Não conseguiu obter delas um conteúdo esclarecedor. O “Vaso da Sabedoria”, que poderia servi-los na sua necessidade, estava sob a guarda de uma das Parcas, as Deusas do Destino e, por isso, não podia ajudá-los agora.

Ydun, a Deusa da Saúde, cujas maçãs douradas conservavam os Deuses sempre jovens, tinha sido traída e caíra em poder dos gigantes pelo traiçoeiro Loke, o espírito do mal, mas foi-lhe enviada uma delegação para consultá-la sobre a natureza da doença que ameaçava Baldur, se é que seu caso pudesse ser atribuído a uma doença. No entanto, ela respondeu somente com lágrimas e, finalmente, após um solene concílio realizado por todos os Deuses, decidiu-se que todos os elementos e que tudo quanto existisse na natureza prestariam um juramento de jamais prejudicar o bondoso Deus. Isso ficou estabelecido e todos firmaram a promessa, exceto uma planta insignificante que crescia a oeste do Palácio dos Deuses; ela parecia tão delicada e frágil que os Deuses a julgaram inofensiva.

Não obstante, a mente de Wotan fazia-o suspeitar que nem tudo estava certo. Pareceu-lhe que as Parcas da boa sorte se tinham afastado. Por essa razão, ele decidiu visitar uma famosa profetisa chamada Vala. Ela era o espírito da terra e, por ela, aprenderia o destino reservado aos Deuses, mas não recebeu nenhum consolo dela e voltou ao Valhal mais deprimido que antes.

Loke, o espírito do mal e da traição, na realidade era um dos gigantes ou poderes das trevas, mas vivera durante certo tempo com os Deuses. Era desleal, em quem nenhum dos lados podia confiar, por isso, tanto os Deuses como os gigantes desconfiavam dele e o desprezavam. Um dia, enquanto ele estava sentado lamentando a sua sorte, uma densa nuvem elevou-se do oceano e, pouco depois, a figura sombria do Rei Gigante saiu dela. Loke, aterrorizado, perguntou o que o trouxera àquele lugar. O monarca começou a censurá-lo pelo papel desprezível que ele, um demônio por nascimento, estava desempenhando ao consentir em ser o instrumento dos Deuses em sua luta contra os gigantes, dos quais ele, Loke, devia sua origem. Não tinha sido por afeição que ele fora admitido na sociedade dos Deuses, mas sim porque Wotan bem sabia da desgraça que ele e sua descendência acarretariam sobre eles, os Deuses, e pensou que ao granjear a sua amizade poderia adiar o dia fatal.

Loke, que por meio do seu poder e astúcia poderia ter-se tornado um líder em ambas as partes, era agora menosprezado e rejeitado por todos. O Rei Gigante censurou-o ainda por já ter frequentemente salvo os Deuses da ruína chegando até a fornecer-lhes armas contra os gigantes, e finalizou, apelando ao ódio que se inflamava em seu íntimo contra Wotan e toda a sua raça, que o seu lugar natural era entre os gigantes.

Loke reconheceu a veracidade de tudo e prontificou-se a ajudar os seus irmãos por todos os meios ao seu alcance. Então, o Rei Gigante disse-lhe que o momento era propício para selar o destino dos Deuses; que se Baldur fosse morto, seguir-se-ia, mais cedo ou mais tarde, a destruição dos demais, e a vida do bondoso Deus estava naquele momento ameaçada por algum perigo ainda desconhecido. Loke replicou que a ansiedade dos Deuses já tinha chegado ao fim, pois Freya tinha obrigado a tudo quanto existia na natureza a prestar juramento no sentido de não prejudicar o seu filho. O monarca negro disse que uma só coisa havia sido omitida. No entanto, ninguém sabia o que se ocultava no coração da Deusa. Então, o Rei Gigante voltou a mergulhar no seu abismo escuro e deixou Loke entregue aos seus pensamentos ainda mais sombrios.

Depois disso, Loke, tendo assumido a aparência de uma mulher idosa, apareceu diante de Freya e, graças a sua astúcia, arrancou dela o segredo fatal, isto é, que julgando ser o visco uma planta de natureza tão insignificante, ela deixara de obter da humilde florzinha a promessa que todos os demais tinham feito. Loke, sem perder tempo, dirigiu-se ao lugar onde o visco crescia e, arrancando-o pelas raízes, entregou-o aos anões, que eram hábeis ferreiros, para que o transformassem numa lança.

Fórmulas mágicas foram usadas na confecção dessa arma, e quando a lança ficou pronta, exigiu-se sangue para temperá-la. Uma criança, totalmente pura, foi trazida e um dos anões mergulhou a lança em seu peito e cantou:

Escutai o estertor da morte,

Ho! Ho! Já terminou

Temperai logo a espada

No sangue puro do infante.

Usai a ponta afiada

Para fazer-se a sangria.

Tal façanha consumada

Temperar o aço até podia.

Nesse ínterim, os Deuses e os bravos mortos que estavam reunidos a eles para um torneio a fim de convencer Baldur de quão infundadas eram as suas apreensões, agora que julgavam estar sua vida protegida por um sortilégio, fizeram dele o alvo de todas as suas armas e o alvejaram.

Loke também se encaminhou para lá levando a lança fatal e vendo Hoedur, Deus cego e forte, apartado dos demais perguntou-lhe por que não honrava o seu irmão Baldur alvejando-o também. Hoedur justificou-se alegando a sua cegueira e a falta de uma arma. Loke colocou, então, em suas mãos a lança encantada, e Hoedur, sem suspeitar da intenção criminosa, trespassou o peito de Baldur com a lança feita do visco, e este tombou sem vida para grande pesar de todas as criaturas.

Baldur é o Sol do verão, amado por tudo quanto existe na natureza, e no Deus cego, Hoedur, que o mata com a lança, reconhecemos facilmente o signo de Sagitário, pois quando o Sol entra naquele signo em dezembro (Hemisfério Norte), emite uma luz muito fraca e, por essa razão, dizemos que ele é morto pelo Deus cego, Hoedur. O arco de Sagitário, como representado no zodíaco do sul, apresenta simbolicamente a mesma ideia que a lança na história dos Eddas.

A lenda da morte de Baldur ensina-nos a mesma Verdade cósmica em todos os outros mitos de natureza análoga, isto é, que o Espírito Solar deve morrer para as glórias do Universo quando, a exemplo de Cristo, entra na Terra para trazer-lhe vida renovada, sem a qual todas as manifestações físicas cessariam no nosso planeta. Da mesma forma que a morte aqui precede um nascimento nos reinos espirituais, também ali há uma morte no plano espiritual da existência antes que ocorra um nascimento em um corpo físico. Como Osíris no Egito é morto por Tífon, antes que Horus, o Sol do Novo Ano possa nascer, Cristo também deve morrer para o mundo superior antes que Ele nasça na Terra, trazendo-nos o necessário impulso espiritual anual. Mas, a nossa Sagrada Estação não comemora nenhuma manifestação maior de Amor do que aquela simbolizada pelo Visco. Sendo fisicamente de uma extrema fragilidade, ele adere ao carvalho, que é o símbolo da força. É a própria fraqueza do mais fraco dos seres que trespassa o coração do mais nobre e bondoso dos Deuses, para que, compelido pelo seu amor aos humildes, ele desça em direção à escuridão do submundo, como Cristo que, por amor a nós, morre anualmente para o mundo espiritual e nasce em nosso planeta impregnando-o novamente com Sua Vida e Energia radiantes.

(Pergunta 165 do Livro Filosofia Rosacruz por Perguntas e Respostas vol. II, de Max Heindel)

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Cristo Cósmico: o mais elevado Iniciado do Período Solar

Cristo Cósmico – O Sol do nosso Sistema Solar é o tríplice. Podemos ver o Sol físico. Por trás dele, ou escondido por ele, está o Sol espiritual, de onde vem o impulso do Espírito do Cristo Cósmico.

O Mistério de Cristo é tão sublime e tão poderoso em Sua importância que transcende qualquer definição humana. Tão profundo é o Seu significado que nunca pode ser dosado ou expresso por meras palavras; só pode ser sentido no silêncio da contemplação espiritual.

A diferença entre Cristo da Terra e o Cristo Cósmico é melhor entendido por meio de uma ilustração. Imagine uma lâmpada no centro de uma grande esfera oca de metal polido. A lâmpada envia raios de luz de si para todos os pontos da esfera e os refletirá em vários lugares. Do mesmo modo, o Cristo Cósmico – o mais alto Iniciado do Período Solar – envia Seus raios emitidos.

Quando tínhamos nos desenvolvido o suficiente, Cristo veio e encarnou aqui na Terra; então um raio do Cristo Cósmico veio aqui e encarnou no Corpo do nosso Irmão Maior Jesus. Após o sacrifício no Gólgota Ele entrou na Terra, e tornou-se Seu Espírito Planetário Interno.

Não foi outro, senão o Cristo que apareceu a Moisés no episódio da sarça ardente. Tal fenômeno foi reflexo do Cristo Cósmico, conforme Ele se aproximou mais da Terra, antes de Sua encarnação humana. Cristo é o Senhor do Sol e Chefe dos espíritos de Fogo, os Arcanjos. A Dispensação Cristã está intimamente guiada pela Hierarquia de Leão, os Senhores da Chama. Assim, a Iniciação de Fogo é diretamente ligada aos Mistérios de Cristo.

Foi o Cristo Cósmico, localizado no meio da Glória Solar, que ensinou a Seus Discípulos os mistérios mais profundos da nova fé na nova Era, a Era de Peixes, que eles iriam, então, transmitir ao grupo de Discípulos mais próximos do futuro.

A Crucificação do Cristo Cósmico começa, todo ano, quando o Sol está em Libra, no Equinócio de Setembro, quando a Glória desce para o “Hades”[1] do Planeta Terra.

O Equinócio de Março é o momento em que o Cristo Cósmico é libertado dos grilhões terrestres que Ele se aprisionou, durante os meses de dezembro, janeiro e fevereiro.

A Estação do Advento se estende pelo mês de dezembro e é anunciada como uma Festividade de Luz. O impulso espiritual da estação prepara a humanidade para o derramamento das forças celestiais acompanhando o renascimento do Cristo Cósmico em nossa esfera terrestre. Esse período é seguido pela estação do Solstício de Dezembro que se estende de 21 de dezembro à 24 de dezembro e culmina com o dia seguinte, o 25 de dezembro, no Natal, o dia mais profundamente reverenciado em toda a Cristandade.

O Cristo Cósmico será a figura central da vindoura religião da Era de Aquário.

[1] N.T.: profundezas

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Qual a Simbologia Esotérica sobre o profeta Jonas ter passado três dias e três noites no ventre de um peixe?

Qual a Simbologia Esotérica sobre o profeta Jonas ter passado três dias e três noites no ventre de um peixe?

“Então alguns dos escribas e fariseus tomaram a palavra: ‘Mestre quiséramos ver-te fazer um milagre'”. (Mt 15:1)

Respondeu-lhes Cristo Jesus:

“Esta geração adúltera e perversa pede um sinal; mas não lhe será dado outro sinal do que aquele do profeta Jonas. Do mesmo modo que Jonas esteve três dias e três noites no ventre do peixe, assim o Filho do homem ficará três dias e três noites no seio da terra. No dia do juízo, os ninivitas se levantarão com esta raça e a condenarão, porque fizeram penitência à voz de Jonas. Ora, aqui está quem é mais do que Jonas. No dia do juízo, a rainha do Sul se levantará com esta raça e a condenará, porque veio das extremidades da terra para ouvir a sabedoria de Salomão. Ora, aqui está quem é mais do que Salomão”. (Mt 12:38-42)

Cristo afirmou aos escribas e fariseus que “uma geração má e adúltera buscava um sinal, porém, nenhum lhe seria dado, senão o do profeta Jonas”.

Muita especulação tem sido feita e muitas controvérsias têm surgido em consequência dessa afirmação do Mestre; contudo, nos registros ocultos encontramos uma interpretação razoável.

Jonas significa pomba, o bem reconhecido símbolo do Espírito Santo. Durante três dias, correspondendo às revoluções de Saturno, Solar e Lunar do Período Terrestre, bem como às “noites” que entre elas se intercalam, o Espírito Santo e todas as Hierarquias Criadoras trabalharam na “grande profundidade”, isto é, aprimoraram as partes internas da Terra e do ser humano.

Daí então a Terra emergiu de seu estado aquoso de desenvolvimento, na Época Atlante, para um estado gradativamente mais seco, mais luminoso. Dessa forma “Jonas, a Pompa Espírito” consumou a salvação da maior parte do gênero humano.

Entretanto, houve uma época em que a natureza passional do ser humano tornou-se tão descontrolada, a ponto de engendrar sérias dívidas ante a Lei de Consequência, e que fatalmente incorreria num perigo quanto à estabilidade e equilíbrio do próprio Planeta. Por esta razão, Cristo iniciou um trabalho de auxílio à carente humanidade. Quando do Batismo desceu “como uma pomba” (não na forma de pomba) sobre o homem Jesus.

Como Jonas (a pomba do Espírito Santo) permaneceu três dias e três noites no Grande Peixe (a Terra aquosa), assim, o Cristo penetra anualmente no coração da Terra, atingindo-o no Solstício de Dezembro, todos os anos e permanecendo lá por três dias, proporcionando-nos o impulso necessário à jornada que abrangerá outras três revoluções no Período Terrestre. Ele está nos ajudando a eterizar a Terra, preparando o ser humano para as futuras condições do Período de Júpiter.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – 07/68)