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Os Sete Dias da Criação – O Inconsciente e a Iniciação

Os Sete Dias da Criação – O Inconsciente e a Iniciação

A psicologia profunda fala do INCONSCIENTE COLETIVO, uma espécie de tenebroso repositório de gravações não iluminadas pela consciência e que tem importante papel nos impulsos da humanidade ou de um determinado grupo humano. É formado por impulsos e hábitos, de grupos ou nações, que não foram esclarecidos nem regenerados.

Ele tem uma réplica individual: o inconsciente.

A Filosofia Rosacruz explica isso de forma altamente satisfatória. O ser humano tem muitas áreas obscuras em seu íntimo. A Mente subconsciente toma a maior parte de nossa memória e impulsos, transformando, por isso, o ser humano em algo muito complicado. E como nós, o Globo terráqueo tem um registro subconsciente que afeta e é afetado pelos indivíduos.

A Mente subconsciente se forma automaticamente. Tomando o exemplo de Max Heindel: quando um fotógrafo produz uma fotografia, leva geralmente em conta certos detalhes que lhe interessam, mas não todos. Ao revelar o filme, verificará que ele reproduziu fielmente tudo o que havia na cena, tenha sido observado ou não por ele. Igualmente, como fiéis imagens objetivas, captamos de nosso redor, através do Éter contido no ar que respiramos, uma gravação de tudo que ali está. Essas imagens entram em nós com o ar que inalamos através dos pulmões e caem na circulação sanguínea, gravando-se em um átomo especial que fica localizado no ventrículo esquerdo do coração. É o Átomo-semente ou permanente cujas forças levamos após a morte do Corpo Denso, a fim de nos proporcionar material de experiência para o crescimento anímico, por meio da assimilação.

O registro inconsciente se forma desde que nascemos e explica as manifestações de muitas crianças revoltadas e adultos complexados, em virtude da negligência de pais ignorantes sobre esse processo, cujos lares pouco favoreceram a formação construtiva dos pequeninos a seu cuidado. A educação e o ambiente em que somos formados têm sua porcentagem de importância na concepção da Mente subconsciente. No entanto, a escolha dos pais tem relação com o destino maduro do Ego renascente. Cada qual nasce no lugar apropriado ao seu grau e necessidade evolutivos, o que não exime os pais de sua responsabilidade. Tudo o que pensamos e sentimos grava-se em nossos familiares próximos, mormente na sensitiva criança.

Quando, pelo ocultismo, tomamos conhecimento do mecanismo do subconsciente (abaixo do consciente, o porão de nossa atividade mental) e nos propomos a “vigiar” para que, dessa data em diante, influamos em sua formação, verificamos:

  1. — Que a observação acurada de tudo o que se passa ao nosso redor é de suma importância, porque ela também grava no consciente, de maneira fiel e concordante com o automático subconsciente, aquilo que observamos, DISCERNINDO e compreendendo, para que não fique obscuramente gravado em nós com seus efeitos traiçoeiros;
  2. — Que gravando consciente e compreensivamente as circunstâncias, livres de seus indefinidos e perturbadores efeitos, teremos um sono inteiramente reparador em apenas 4 horas;
  3. — Que essa é uma das formas de amar nosso próximo;
  4. — Que esse hábito saudável, desejável e aconselhável estabilizará nosso íntimo e trará uma calma interna proporcional ao nosso equilíbrio e observação, contribuindo, ademais, para que compreendamos os impulsos subconscientes que brotam do passado;
  5. Contudo, é importante que haja equilíbrio emocional. De nada vale observarmos, se nos enervamos por pouco; se temos tendência pessimista; se deixamos que nossas falhas interfiram na interpretação do que vemos. O estudo da Filosofia Rosacruz, da Revista que publicamos, a audição das palestras e os cursos por correspondência nos dão uma bagagem preciosa com a qual qualquer pessoa, sem necessidade de grande cultura, poderá libertar-se dos efeitos negativos de seu subconsciente e regenerar-se.

O tema astrológico ajuda muito. Aconselhamos que todos aprendam Astrologia Rosacruz e se dediquem ao seu estudo para ajudar a si mesmos e aos outros. Referimo-nos à astrologia espiritual, ensinada pela Fraternidade Rosacruz, porque outros interesses têm deturpado muito essa divina ciência.

Os leitores esoteristas já devem ter ouvido falar no “Guardião do Umbral”, uma impressionante entidade que nos barra a entrada nos Planos Invisíveis e tem nossa fisionomia, mas em uma figura do sexo oposto. Pois ele é, nada mais nada menos, a incorporação de todas as experiências e impulsos não regenerados, não iluminados, não compreendidos e não resgatados de nosso passado. Com um persistente e amoroso esforço, segundo a orientação da Fraternidade Rosacruz, pode um indivíduo chegar a dissolver essa entidade e alcançar ingresso à Iniciação. Foi o que fez Cristo em relação à Terra para nos possibilitar essa liberação.

Entretanto, a tomada de consciência de todas as experiências de nosso longínquo passado é algo muito profunda. Desde que nos diferençamos de nosso Pai Celestial, em busca da individualização através dos estados de consciência de transe profundo (equivalente à dos minerais), consciência de sono sem sonhos (como os vegetais), consciência pictórica (sono com sonhos, como os animais), até atingir o estado de vigília consciente, de seres racionais, gravamos um mundo de experiências que deverão ser conscientemente revistas e assimiladas a fim de nos proporcionar, no futuro estado de Criadores, a expansão de consciência e o poder criador. Com isso formaremos a consciência própria de imagens conscientes (no Período de Júpiter), uma consciência objetiva, autoconsciente e criadora (no Período de Vênus), até a mais elevada consciência espiritual (Período de Vulcano).

Não nos lembramos de nosso passado mais recente, como humanos. Quanto mais dos outros estados de trabalho inconsciente! Outrora fomos ajudados de fora por Hierarquias Criadoras. Os Senhores da Chama, no Período de Saturno, deram-nos os germes do Corpo Denso e do Espírito Divino, emanações do Pai. No Período solar, os Senhores da Sabedoria nos deram o germe do Corpo Vital e os Querubins, o germe do Espírito de Vida, emanações do Filho. No Período Lunar, os Senhores da Individualidade nos deram o germe do Corpo de Desejos e os Serafins, o germe do Espírito Humano, emanados do Espírito Santo. No atual Período Terrestre, os Senhores da Forma tomaram a seu cargo nossa evolução, até conquistarmos a Mente em meados da Época Atlante. Então o ser humano foi deixado a seu próprio cuidado. Tais Hierarquias, chamadas na Bíblia de “Elohim”, afastaram-se. Foi, então, dito que “Deus descansou”.

Esses são os “Sete Dias da Criação”, sumariamente expostos como fórmula algébrica, nos versículos de 1 a 27 do Gênesis.

É incalculável o tempo que se levou para a formação dos Corpos que hoje possuímos e a conquista dos aspectos espirituais que nos tornaram “à imagem e semelhança de Deus”.

Nesse largo espaço para a constituição do ser humano, formamos um enorme inconsciente que devemos conquistar e assimilar conscientemente. Pelo caminho mais longo e espiral, da humanidade comum, esse processo levará muito tempo. No entanto, pela Iniciação, o “caminho mais curto e reto” no Caduceu, poderá ser feito em poucos renascimentos, segundo o estado em que o candidato se encontre, a orientação que receba e o esforço que faça em tal sentido.

Vejamos, a seguir, as correlações entre a Bíblia e a Filosofia Rosacruz em relação aos “Sete Dias da Criação” e sua correspondência com as cinco Iniciações menores.

1) — A primeira Iniciação Menor desvela o Período de Saturno e permite a assimilação das condições prevalecentes naquela afastada infância evolutiva. Foi o primeiro Dia da Criação. Na Bíblia, Gênesis 1, versículo 2°: “A Terra era vasta, desabitada, a obscuridade pairava sobre a face do abismo e os Espíritos dos Elohim pairavam sobre o abismo”.

No princípio da manifestação, o que agora é a Terra fazia parte de um imenso globo que mais tarde, depois da expulsão dos Planetas, converteu-se no sol de nosso Sistema Solar. Era um globo obscuro e quente, não informe, indefinido e separado do frio do espaço exterior. Sessenta bilhões de Espíritos Virginais, em matéria mental e concreta, davam forma ao imenso globo sob as vibrações dos Senhores da Chama, que agiam de fora. Essas condições foram sendo recapituladas, espirais dentro de espirais, nos estágios posteriores e correspondentes.

2) — A segunda Iniciação Menor descobre à consciência do Iniciado as condições evolutivas do Período Solar. Foi esse o segundo Dia da Criação. Na Bíblia, Gênesis 1, versículo 3°: “E os Elohim disseram: faça-se a luz, e a luz foi feita”. Sob o contínuo esforço vibratório dos Senhores da Chama, o imenso globo foi adquirindo luz própria e tornou-se brilhante, destacando-se bem do espaço exterior. Mas ainda não tinha a luminosidade atual de Sol.

3) — A terceira Iniciação Menor revela à consciência do Iniciado as condições evolutivas prevalecentes no período Lunar e recapitulações posteriores correspondentes, no Período Terrestre. Na Bíblia, Gênesis 1, versículo 6°: “E os Elohim disseram: haja uma expansão nas águas para que a água se separe da água”. O calor emanado do globo ígneo, ao contato com a fria atmosfera exterior, produzia uma neblina quente (água em expansão) que, subindo, condensava-se no frio espaço, liquefazendo-se e caindo sobre o globo, que fazia de novo evaporar a água, ciclo após ciclo… O calor interno do globo e a umidade externa, nos ciclos já descritos, foram aos poucos formando as primeiras solidificações etéreas na superfície do globo. Isso ocorreu na Época Polar da quarta revolução terrestre e está assim expresso no versículo 9° de Gênesis: “E Elohim disse: que as águas se separem da terra seca. E chamou à terra seca de Terra”. Esse foi o terceiro Dia da Criação. Todo o anterior é comprovado pela teoria científica moderna, que diz ter havido primeiramente o calor obscuro, depois a nebulosa brilhante, umidade externa, calor interno e, finalmente, a solidificação. Só discorda, aparentemente, em relação ao tempo de expulsão da Terra e da Lua, dizendo que aconteceu antes da cristalização do globo. É preciso interpretar bem o sentido da Bíblia, no trecho a seguir. Do ponto de vista oculto, essa cristalização, como as linhas de força da formação dos blocos de gelo, era simplesmente etérea. Nessas condições é que ocorreu a diferenciação do nosso Planeta, não havendo, pois, uma divergência. Os globos relativamente pequenos da Terra e da Lua se resfriaram rapidamente depois.

4) — A quarta Iniciação Menor leva à consciência do Iniciado as condições evolutivas prevalecentes na metade marciana do Período Terrestre e correspondentes aos 4°, 5° e 6° Dias da Criação. Na Bíblia, Gênesis 1, do versículo 11° ao 19°: “E Elohim criou o reino vegetal, o Sol, a Lua, as Estrelas”. Aquele globo em evolução tornou-se o Sol apenas quando dele foram diferenciados os sete Planetas (Netuno e Plutão não pertencem ao nosso Sistema Solar). Livre daquelas partes que já não podiam suportar elevadas vibrações do globo e ao mesmo tempo o tolhiam, tornou-se ele o Sol, centro de um Sistema Solar, em torno do qual começaram a girar as esferas à distância correspondente ao grau de vibração que podiam suportar seus habitantes. A ciência concorda com estas citações: primeiramente, o reino mineral e, depois, o vegetal. Tornamos a esclarecer que os globos da Terra e da Lua eram ainda etéricos, quando foram diferenciados. Depois, o calor do Sol que passou a banhar os dois globos proporcionou força vital para agrupamento ao seu redor de matéria de solidificação. Foi assim também que se solidificaram os atuais corpos vegetais. Esse foi o quarto Dia da Criação, corresponde à Época Hiperbórea. Na Bíblia, Gênesis 1, versículo 20 a 21: “E os Elohim disseram: que as águas tenham coisas que respirem vida e aves, e os Elohim formaram os grandes anfíbios e todas as coisas viventes, de acordo com suas espécies e todas as aves com asas”. A ciência concorda novamente: os anfíbios precederam as aves. Esse foi o quinto Dia da Criação e corresponde à Época Lemúrica. Na Bíblia, Gênesis 1, versículo 24: “E os Elohim disseram: ‘Que a terra produza coisas que respirem vida e mamíferos’”. E os Elohim formaram o ser humano à sua semelhança; isto é, macho e fêmea como Eles (Elohim) — versículo 27. Refere-se à primeira metade da Época Atlante e ao 6° Dia da Criação. Realmente, só então é que surgiu a condição humana. Antes, estávamos na condição animal. Por isso não se toca na condição hermafrodita existente na Época Lemúrica, em que o Espírito Virginal ainda não havia conquistado a Mente e, portanto, não chegara à condição humana.

5) — Esse ponto corresponde à condição que o Iniciado conquista na 5ª Iniciação Menor, o ponto em que o ser, na evolução da forma, atinge a condição humana relativamente livre. O Iniciado, na conquista da consciência de seus estados evolutivos passados, chega à condição de PRIMOGÊNITO, o que nasce pela primeira vez para a evolução, em realidade, porque já conquistou o passado. Então supera todas as diferenças, todas as aflições que num tema põem dificuldades de associação entre as pessoas.

Nas antigas Iniciações falava-se dos três dias e meio de transe. É o simbolismo dos três Períodos e meio correspondentes à involução do Espírito e desenvolvimento da FORMA. O despertar do SOL (Espírito), no 4° dia, é a forma mística usada para mostrar essa condição, em que o Iniciado completa a 4ª Iniciação Menor e ingressa na 5ª. E, como a clara atmosfera da Atlântida se fez sob a promessa do Arco-íris, o portal da nova Época (a Ariana e atual), o Espírito deixa as nebulosas condições do passado e ingressa, livre, rumo à conquista do arco ascendente da evolução.

No passado evolutivo, quando os Mensageiros de Deus, os Senhores de Vênus, tiveram que deixar a Terra, depois de haver preparado uma elite para dirigir a humanidade, deram as Iniciações Maiores aos humanos mais avançados (Irmãos Maiores), para que pudessem substitui-Los. Diz-se, na Bíblia, que no sétimo Dia “Deus descansou”. Realmente, os Irmãos Maiores foram, desde então, os elos entre Deus e a humanidade. Embora Eles não apareçam publicamente nem façam sinais (senão em ocasiões especiais e incognitamente, em suas missões), são Eles os autênticos Guias e Mestres da Humanidade.

Para encerrar estes comentários e associações, esclarecemos que a 5ª Iniciação Menor, começada naquela etapa de nossa evolução passada, prolonga-se, em seus graus, num conhecimento geral da segunda metade (a mercuriana) do Período Terrestre, atingindo até o primeiro dos cinco globos obscuros, a Região do Pensamento Abstrato, o Caos das noites cósmicas. É a condição que São Paulo, o Apóstolo, atingiu, conforme nos esclarece naquela citação que veladamente faz de si mesmo: “Conheço um ser humano que foi arrebatado ao Terceiro Céu e lá viu coisas que não lhe é lícito contar”. São Paulo foi um Iniciado do quinto grau Menor.

A 6ª, 7ª, 8ª e 9ª Iniciações Menores consistem, em seus variados graus, de um acurado estudo e tomada de consciência sobre a segunda metade mercuriana do Período Terrestre.

Assim exposto o assunto, como síntese teórica, aparenta ser uma coisa simples. Lembramos, por oportuno, que não se trata de mera teoria. Para atingir-se o portal da Iniciação é mister que se prove excepcionais méritos mentais e morais. As condições ulteriores, então, pressupõem qualidades internas equivalentes que a vivência do ser humano comum não pode sequer imaginar.

Para meditação e aprofundamento deste assunto, pelos interessados, damos uma tabela de correlação entre as Iniciações e os graus de consciência, os veículos humanos e macrocósmicos e os passos da vida de Cristo, conforme é exposto na literatura Rosacruz de Max Heindel. Em cada ocasião de reunião, o Templo Etérico é cercado por uma barreira vibratória que não permite a passagem de candidatos de grau inferior ao daquele dia. A gradativa expansão de consciência, através dos diversos níveis, torna o candidato capacitado a penetrar em seus Mundos internos e, ao mesmo tempo, nos estratos da Terra, o que lhe permite conhecer e dominar as forças que regem os diversos Planos.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de Setembro/1970)

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A Mente é o “Mensageiro de Deus”

A Mente é o “Mensageiro de Deus”

Algumas lições antigas da Fraternidade chamam a Mente de “O Mensageiro de Deus”. Sua importância na atual fase de desenvolvimento é indiscutível, embora ainda se encontre no seu estágio mineral de evolução.

O grande valor da Mente, como um “Mensageiro de Deus” ao ser humano, é facilmente compreendido pelo fato de que os Estudantes da Filosofia Rosacruz trabalham com seu Corpo Denso; os Probacionistas com o Corpo Vital; os Discípulos com o Corpo de Desejos e os Irmãos Leigos com o Corpo Mental. Os últimos trabalham com a Mente, se esforçando por transmutar os pensamentos de sensualidade, avareza, egoísmo, violência e materialismo em pensamentos de amor, benevolência, compaixão, altruísmo, aspiração espiritual, devolvendo-os ao mundo para estimular todas as manifestações do bem.

Os Estudantes Rosacruzes, fieis aos ditames de seu coração, se esforçam por fazer a vontade de Deus, conforme a sentem. Entendem que nesta época de profundo racionalismo, em que o cérebro predomina sobre o coração, é necessário alcançar uma compreensão intelectual de Deus. Portanto, se lhes oferece, por meio da Filosofia Rosacruz, uma gama de conhecimentos científicos, lógicos e completos. Desse modo creem em seu coração aquilo que o intelecto sancionou e passam a viver uma vida religiosa.

Quando a humanidade se desviou do esquema original da evolução sob a influência de Lúcifer, os Senhores de Vênus tiverem de se esforçar por prover o amor em vez da luxúria. Ao mesmo tempo os Senhores de Mercúrio apelaram àqueles que haviam desenvolvido alguma capacidade mental por meio dos sagrados ensinamentos, para que a humanidade se tornasse menos egoísta.

Os Senhores de Mercúrio eram, originalmente, Hierofantes dos Mistérios Menores, aos quais estamos harmonizados como membros de uma associação de cristãos místicos. Iniciaram os mais avançados seres humanos, tornando-os reis e governantes, para o bem de todos e não para o autoengrandecimento.

Astrologicamente, Mercúrio é o educador mental da humanidade. Sendo assim, é o Planeta da razão, considerado mitologicamente o “Mensageiro dos Deuses”. O símbolo de Mercúrio expressa a característica da Mente como um elo ou mensageiro entre o Espírito e o corpo em suas manifestações.

Para interpretar com crescente clareza a mensagem de Deus devemos purificar a Mente, cultivando um interesse cada vez maior por assuntos religiosos e intelectuais de natureza abstrata. Uma Mente capaz de entender matemáticas pode se elevar ao mundo do Espírito sem estar aprisionada ao plano das sensações e desejos. Assim podemos sobrepor-nos à existência concreta que obscurece a verdade.

Não esqueçamos: a lógica é o melhor guia em qualquer Mundo, e ela nos preservará do orgulho intelectual, tornando-nos justos, porque “quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado”.

(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 09/86)

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Os Mercurianos e as Escolas de Mistérios

Os Mercurianos e as Escolas de Mistérios

Após ter recebido o germe da Mente, dos Senhores da Mente de Sagitário, a infantil humanidade se extraviou devido à influência exercida pelos Espíritos marcianos de Lúcifer e, então, certos seres da humanidade mais avançada dos Planetas Vênus e Mercúrio – Venusianos e Mercurianos, respectivamente – vieram em nossa ajuda. Dizemos uma humanidade mais avançada desses Planetas, porque nossa onda de vida de Espíritos Virginais (em número por volta de sessenta bilhões de seres) está distribuída em todos os Planetas de nosso Sistema Solar, com a possível exceção dos três Planetas exteriores, chamados de “mistério”: Urano, Netuno e Plutão. A evolução difere de Planeta a Planeta, de modo que os Egos não são todos iguais em desenvolvimento, estando os Venusianos e os Mercurianos à frente da civilização da humanidade terráquea. Não obstante, mesmo entre essas raças avançadas, alguns estavam menos avançados do que outros, e seus atrasados, ao princípio exilados, por assim dizer, a suas Luas, foram posteriormente enviados à Terra para finalizar suas lições de destino maduro, aqui, mediante sua ajuda a nós. Entretanto, a lua, que uma vez deu voltas ao redor dos Planetas internos, se dissolveu e, gradualmente, foi empurrada para o círculo dos asteroides, segundo as investigações ocultas. As Luas de outros Planetas também podem estar ali, a saber, as de Marte, Júpiter e Saturno.

Os Venusianos trabalharam com as massas da humanidade terráquea, estimulando as artes plásticas e nos, ensinando lições de amor, beleza e harmonia. Os mercurianos estabeleceram as Escolas de Mistérios, nas quais foram educados os Reis-Sacerdotes e que deram origem às Escolas de Mistérios que, todavia, temos hoje em dia. Cada Escola ensina os Nove Mistérios Menores. Os Mercurianos trabalham unicamente com o Ego individual, mais particularmente com o Ego que está se preparando para a Iniciação.

A esse propósito, aprendemos que, astrologicamente, o Planeta Mercúrio rege o intelecto versado na sabedoria mundana e, quando o indivíduo tem uma tendência para o assim chamado caminho “negro”, isto é geralmente indicado pelos maus aspectos de Mercúrio, no horóscopo. Assim, pois, qualquer pessoa que tenha uma Quadratura ou Oposição com Mercúrio, deve examinar seus pensamentos cuidadosamente e eliminar tudo o que tenda à separatividade, à vaidade intelectual ou ao desejo de obter conhecimentos ocultos sem fazer os sacrifícios necessários. O sacrifício é a lei da evolução.

Max Heindel disse que a Mente é o caminho. Isto não significa que a Mente é todo o caminho e que não exista nada mais, senão que significa que sem a Mente não pode haver Caminho, porque ela é a ponte entre o Ego e seus veículos. Quando essa ponte se quebra, digamos por prática das artes negras, então o Espírito Virginal perde todos os seus veículos e os átomos-semente, devendo retornar aos Caos para começar sua carreira, novamente, em outro futuro Dia de Evolução, em uma diferente onda de vida.

Entretanto, nos aproximamos mais aos Mercurianos que são nossos próprios irmãos maiores em evolução, mas, note-se que o termo “Irmão Maior da Rosacruz” não é um termo aplicado a eles. Os Irmãos Maiores da Rosacruz pertencem à nossa própria humanidade, da Terra. Eles têm sido ensinados pelos Mercurianos desde o tempo em que o elo da Mente foi dado, na Lemúrica e, estão agora, à própria cabeça da evolução da humanidade da Terra. Em outras palavras, nossos ”Irmãos Maiores da Rosacruz” são os irmãos menores dos Mercurianos.

Por conseguinte, é evidente que o Átomo-semente pertence, essencialmente, ao Arquétipo sendo que, suas forças pertencem às Forças Arquetípicas, de onde o Espírito se enfoca na matéria e que são os registros de nossa herança cósmica.

A Região das Forças Arquetípicas, em certo sentido, divide os mundos de matéria dos mundos de Espírito. Sob outro ponto de vista, todos os planos ou Mundos que estão abaixo do Mundo do Espírito de Vida, são mundos de matéria, incluindo o Terceiro Céu (Região do Pensamento Abstrato) que é o “Caos”, “a sementeira do Cosmos”, com suas bilhões de “Ideias germinais”.

(Publicado na revista ‘Serviço Rosacruz’ – 06/86)

 

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Viajantes do Espaço: Vidas em outros Planetas

Viajantes do Espaço: Vidas em outros Planetas

Nos últimos anos muito se tem falado sobre viajantes do espaço, naves espaciais, visitantes de outros Planetas, etc. Ainda que este assunto tenha levantado muita celeuma, não é novidade. A história vem relatando, desde muito tempo, o aparecimento de objetos aéreos não identificados. Tais objetos que são “reconhecidos” como naves espaciais, aparecem normalmente em áreas isoladas, afastadas dos grandes núcleos de população e são atestados apenas por um número muito limitado de pessoas.

Além disso, os observadores não estão de acordo com aquilo que “veem”. As descrições dos incidentes diferem bastante para poderem ser levados em consideração. Quer-nos parecer, também, que os visitantes de outros Planetas (se de fato o são) se tem boas intenções, como dizem os seus observadores, teriam muito pouca dificuldade para estabelecerem sua identidade e para tomar conhecidos os propósitos de sua vinda, de maneira menos misteriosa.

O lançamento de satélites pelos Estados Unidos e pela Rússia, as viagens pelo espaço, parece dar nova perspectiva à possibilidade da presença aqui, na Terra, de visitantes de outros Planetas. Em alguns centros culturais, a possibilidade da existência de vida inteligente em outros Planetas é obstinada e quase egoisticamente negada. Todavia, inúmeros astrônomos e filósofos do passado aceitaram essa possibilidade e a literatura oculta está repleta de referência aos “mensageiros” vindos à Terra, particularmente de Vênus e Mercúrio. Utilizando os conhecimentos adquiridos no ocultismo, podemos chegar a compreender o que aconteceu relativamente à manifestação inteligente em outros Planetas além da Terra.

Podemos admitir que o modelo e o propósito evolutivos básicos são idênticos, seja na Terra, em Marte, Mercúrio, Vênus etc., condicionando-os apenas, às condições existentes em cada Planeta.

M. C. Flammarion, um dos maiores astrônomos de poucos anos atrás, formulou, como dedução exata e rigorosa de fatos conhecidos e das leis científicas, que:

1. Várias forças que eram ativas no princípio da evolução deram nascimento a variedade de seres nos vários mundos, tanto no reino orgânico como no inorgânico.

2. Os seres animados derivaram dos primeiros, com formas e organismos correspondentes ao estado fisiológico de cada globo habitado.

3. As humanidades dos outros mundos diferem da nossa, tanto na organização interna como no tipo físico exterior.

A Filosofia Rosacruz nos diz que quando a Terra fazia ainda parte do Sol o seu material estava em estado ígneo.

Nessa ocasião já existia a vida embrionária e, como o fogo não queima o espírito, a evolução embrionária começou imediatamente, ficando confinada à região polar do Sol onde o calor era menos intenso. Os seres mais evoluídos que deveriam tomar-se humanos, apareceram quando a terra ainda estava em estado líquido e envolvida em atmosfera gasosa. Não obstante a inteligência evoluinte dispôs os meios para construir um veículo com o auxílio de inteligências superiores já manifestadas em períodos evolutivos anteriores.

Os primeiros corpos construídos eram conto de ar e água, pois tais elementos respondem mais facilmente às pulsações da vontade criadora. Os veículos posteriores foram construídos da parte mais sutil do material denso do globo físico.

O primeiro Corpo Denso do ser humano, nem de longe se assemelhava ao seu atual veículo altamente organizado desenvolvido através de inúmeros milhões de anos de evolução. Seu primeiro Corpo Denso era parecido a um grande saco com uma abertura em cima, de onde saía seu único órgão sensório que era usado para orientação. O ser humano servia-se deste órgão para sobreviver e evitar a destruição do seu corpo. O corpo humano consistia de matéria plástica mole e as outras formas terrestres também eram moles e plásticas.

A Terra, comparada com sua atual firmeza, estava naquele tempo, em estado fluídico. A alma humana, encarnada no veículo que acabamos de descrever, adaptou-se em maior grau do que depois, pois a atual manifestação da alma em um corpo masculino ou feminino é devida ao fato de que um ou outro foi imposto pelo desenvolvimento da natureza exterior. Enquanto o ser humano tinha domínio sobre a matéria, formava seu corpo masculino ou feminino, mas dava-lhe as qualidades comuns a ambos, pois, a alma humana é ao mesmo tempo masculina e feminina, possuindo ambas as naturezas em si. A formação exterior da Terra levou o corpo a adotar a evolução unilateral e, quando a Terra atingiu certo grau de densidade, apareceu a separação dos sexos. A densidade da matéria reprimiu parcialmente o poder de reprodução e essa porção da força reprodutora que é efetiva requer complemento exterior que encontra na força oposta de um outro ser humano.

Quando os veículos humanos atingiram certo grau de desenvolvimento, os espíritos que estavam por cima, no Éter (chamados na Bíblia de “Filhos de Deus”), desceram e penetraram nos novos corpos, chamados “filhas dos homens” ou mais corretamente, “Filhas de Manas”, ou seja, corpos formados ou feitos de Mente. A partir daí, seguiram um extenso programa evolutivo. As formas foram aparecendo no mundo material por um processo de experimentação natural e depois de milhões de anos, foram geradas formas mais convenientes para a manifestação do ser humano. As formas que não eram usadas para a encarnação do ser humano tornaram-se formas sem Mente, as sombras, os monstros descritos na antiga história da Caldéia como seres compostos feitos de animais, pássaros e peixes, com muitas cabeças. A Cabala também se refere a elas como os Reis de Edom, os gigantes sem equilíbrio que pereceram no vazio.

Na Bíblia, no Gênesis 4:4, está escrito: “Havia naqueles dias, gigantes na terra, e também depois, quando os filhos de Deus entraram às filhas dos homens, e delas geraram filhos; estes eram os valentes que houve na antiguidade, os varões de fama”. Gigantes que havia “antes” e “depois” é um sinônimo aparente de “Filhos de Deus”, embora pareça ter havido alguma degenerescência quando eles inauguraram a relação sexual na terra. Segue-se um intervalo de tempo e os versículos seguintes dizem: “E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicam sobre a terra, e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente. Então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem sobre a terra, e pesou-lhe em seu coração. E disse o Senhor: Destruirei, de sobre a face da terra, o homem que criei, desde o homem até o animal, até ao réptil, e até à ave dos céus; porque me arrependo de os haver feito”. A progênie dos gigantes que tinham produzido monstros devia desaparecer, embora se diga que os enormes antropoides que existem hoje são sua descendência.

O resfriamento da superfície da terra permitiu a liberação dos seus elementos com os quais foi possível formar veículos materiais para a humanidade infante. Esses elementos, modelados pela vontade dos deuses, foram assumindo formas determinadas como uma célula fecundada constrói, aos poucos um organismo capaz de ter uma existência inteligente individual. Mas houve um tempo que a terra não era conveniente para a existência humana. A Bíblia refere-se a esse tempo em que “a terra era informe e vazia e havia trevas sobre a face do abismo e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas”. A terra devia ser isolada dos céus, as águas deviam ser divididas e a terra seca havia de aparecer, antes que a vida evoluinte pudesse habitar a Terra.

Apareceram outros líderes, que não as Hierarquias Criadoras, para conduzirem a humanidade. Eles ajudaram o ser humano nos seus primeiros passos titubeantes depois que a involução o dotou de veículos. Esses seres, e claro, estavam muito mais adiantados do que a humanidade comum, no caminho da evolução.

Vieram dos Planetas Vênus e Mercúrio prestar serviço à humanidade da Terra como pagamento de suas próprias dividas de destino.

Os seres que habitam Vênus e Mercúrio não são tão adiantados quanto aqueles cujo campo de evolução é o Sol, mas estão muito além da nossa humanidade. Foram capazes de permanecer por mais tempo na massa central do Sol do que nós que viemos para a Terra, mas em certo ponto, sua evolução também precisou de campo separado.

E os dois Planetas, Vênus primeiro e Mercúrio depois foram arrojados do Sol. Seu grande desenvolvimento permitiu que ficassem mais próximos do Sol para receberem o grau de vibração necessários ao prosseguimento de sua evolução.

Os habitantes de Mercúrio mais adiantados, firmam mais próximos do Sol. Desse, os que vieram à Terra foram identificados como os “Senhores de Mercúrio”. Os que vieram de Vênus foram chamados de “Senhores de Vênus”.

Os Senhores de Vênus foram os Guias das nossas massas de povo.Eram atrasados da evolução de Vênus e, para recuperarem sua evolução, foi-lhes dado o privilégio de nos prestarem serviço. Apareceram entre nós, a humanidade, e foram conhecidos como os “Mensageiros dos Deuses”. Guiaram nossa humanidade passo a passo não havendo rebeldia à sua autoridade porque o ser humano daquele tempo não havia desenvolvido a vontade própria. Seu propósito era conduzir a humanidade ao ponto em que pudesse manifestar vontade e entendimento, ou, ao menos, ao ponto em que pudesse dirigir-se a si mesmo.

Era sabido que tais mensageiros falavam com os Deuses. Eram muito reverenciados e suas ordens eram obedecidas sem discussão. Sob a orientação desses Grandes Seres, a humanidade atingiu elevado grau de progresso; os mais adiantados foram postos sob a direção dos “Senhores de Mercúrio” que os iniciaram nas verdades superiores a fim de prepará-los para serem os guias do povo. Alguns desses iniciados foram elevados à posição de reis, sendo os fundadores das diversas dinastias de “Guias Divinos”, reis por graça divina, ou melhor, pela graça dos Senhores de Vênus e de Mercúrio que eram como deuses para a humanidade infante. Os Senhores de Mercúrio guiaram e instruíram esses reis para governarem pelo bem do povo. A arrogância e a cupidez que eles depois demonstraram foi simples degeneração.

Os Senhores de Mercúrio ensinaram o ser humano a sair e entrar no corpo físico à vontade, a empregar seus veículos superiores independentemente do Corpo Denso, de modo que o corpo físico se tornou uma habitação agradável em vez de uma prisão. Atualmente Mercúrio exerce pequena influência sobre nós porque está emergindo do repouso planetário; com o tempo, porém, sua influência será mais fortemente sentida, tornando-se poderoso fator na futura evolução.

Os astrônomos e os filósofos de outrora fizeram muita conjectura acerca da vida nos outros Planetas e Kant apresentou como teoria que a matéria de que eram formados os veículos dos habitantes dos outros Planetas variava em densidade e em sutileza conforme a distância do Planeta ao Sol, este, é cheio de eletricidade vital e, portanto, a humanidade de Vênus e de Mercúrio, supõe-se ser muito mais etérica do que somos nós. Indubitavelmente são muito mais inteligentes e possivelmente menos abrutalhados. Astrônomos, matemáticos, filósofos, entre eles Leibnitz, Isaac Newton, Bode, Herschell e Laplace, acreditaram na existência de outros mundos habitados além do nosso e mesmo em mundos que precederam o nosso.

A análise dos meteoritos que caíram na Terra mostrou que em um deles havia uma forma de carbono que está invariavelmente associada à vida orgânica como existe no nosso mundo. A presença desse carbono não era devida a nenhuma ocorrência havida na nossa atmosfera, pois o carbono foi encontrado no interior do meteorito. Em outro meteorito encontraram água e turfa, sendo provável que a presença da turfa se deve à decomposição de substâncias vegetais. O como e o por que esses meteoritos com suas informações interiores deixaram seus Planetas continua, todavia, em mistério.

Exames posteriores das condições astronômicas de outros Planetas mostraram que alguns deles parecem melhor adaptados para o desenvolvimento da vida e da inteligência do que o nosso Planeta. As estações em Júpiter, por exemplo, mudam quase imperceptivelmente e duram quase doze vezes o tempo das nossas. Devido a inclinação do eixo de Júpiter, suas estações são devidas quase exclusivamente à excentricidade de sua órbita variar muito pouco e regularmente. Vênus parece ser menos adaptado à vida humana como nós a conhecemos, porque suas estações são muito acentuadas, com temperaturas extremas que mudam quase instantaneamente. A duração do dia, todavia, parece ser a mesma tanto em Mercúrio como em Vênus, na Terra e em Marte.Em Mercúrio o calor e a luz do Sol são sete vezes maiores do que estamos acostumados na nossa Terra e parece que ele está envolvido em densa atmosfera. Como a vida, no nosso Planeta, aparece mais ativa em proporção à luz e ao calor do Sol (dentro de limites, é claro), é possível que a atividade em Mercúrio seja muito maior do que aqui.

Vênus também possui atmosfera densa, bem como Marte. Os astrônomos notaram alguma semelhança entre Mercúrio, Vênus e a Terra nas regiões polares cobertas de neve, nas nuvens que cobrem a superfície dos Planetas e na variação das estações e dos climas. A existência de vida humana idêntica à nossa sobre esses três Planetas parece possível. Pelo menos, está abundantemente demonstrado que alguma forma de vida, não se levando em conta as suas características fisiológicas, é inteiramente provável nesses Planetas.

A Sabedoria Antiga nos fala de Grandes Seres que vieram dos seus mundos celestiais para reinar na Terra ensinar a humanidade a astronomia, a arquitetura, as matemáticas e todas as outras ciências que chegaram até nossos dias. Esses Seres apareceram primeiramente como Deuses e Criadores, incorporaram-se no ser humano, surgindo afinal como Reis e Legisladores divinos. Os Egípcios falam da ciência que floresceu somente depois do aparecimento dos seus Deuses Isis-Osíris aos quais continuaram a adorar como Deuses mesmo depois que eles apareceram como Príncipes em forma humana. Como Príncipes construíram cidades, aproveitaram as inundações devidas às cheias do Nilo, inventaram a agricultura, ensinaram o uso da música, da geometria etc. E muito significativo que o trigo nunca tenha sido encontrado em estado silvestre; acredita-se que não seja um produto da nossa Terra.

O que esses líderes sabiam e o que podiam fazer não parecia resultar do uso dos órgãos dos sentidos ou do conhecimento humano. Tais guias foram adorados como “Mensageiros Divinos” e como tais, dirigiram as comunidades e instruíram,alguns indivíduos, suficientemente desenvolvidos, nas artes de governar. Dizia-se que esses Mensageiros Divinos falavam com os deuses e que foram iniciados pelos deuses nas leis segundo as quais os seres humanos deviam evoluir. Tais iniciações e comunhões ocorriam em lugares desconhecidos do povo e, por esse motivo, eram chamados de Templos de Mistérios.

O ser humano é, todavia, um deus em potencial e está escrito que quando os deuses se retiraram deixando a humanidade colocar em prática as leis que havia aprendido sem ter quem a guiasse, chegou um período de degeneração devido a fraqueza humana.

Alguns entusiastas dos “discos voadores” dizem que o propósito da visita dos habitantes de outros Planetas não é impedir que a humanidade se aniquile pelo uso da energia nuclear, mas sim preveni-la da possibilidade de terrível cataclismo planetário pelo abuso das explosões atômicas que já estariam fazendo grandes alterações em seus Planetas, causando prejuízos à sua humanidade. Chegam mesmo, esses entusiastas, a dizer que tais visitantes já fazem uso de um poder desconhecido (para nós) a fim de contrabalançar alguns resultados das explosões atômicas que nós já realizamos. Seria mais razoável acreditar que a força atômica que a humanidade conseguiu dissociar cause maior catástrofe ao nosso próprio Planeta, a Terra, e que se tais fatos foram deduzidos por uma humanidade de outro Planeta, superior à nossa que eles se inquietassem e fizessem algum esforço, dentro de suas possibilidades, para evitar tal calamidade. Mas como estão levando a cabo seu intento por meio dessas visitas periódicas e áreas afastadas do nosso Planeta e a grupos isolados de pessoas que não podem convencer nosso governo do perigo que nos aguarda, isso faz com que ponhamos em dúvida o que dizem esses entusiastas. A inteligência superior atribuída aos visitantes dos outros Planetas levaria qualquer um a crer que eles seriam capazes de convencer a humanidade da Terra que estaria andando por mau caminho de forma mais prática do que essa. Uma inteligência tão grande que pode viajar em naves espaciais de sua criação, que demonstra não ter dificuldades em conversar na própria linguagem das pessoas com quem entra em contato, por certo estaria apta a provar seu ponto de vista, da mesma forma que a nossa humanidade avançada, daqui a centenas ou milhares de anos, poderá provar seu conhecimento superior.

A viagem entre os Planetas não é novidade, mas há razões para acreditarmos que ela só é possível com veículos muito mais sutis. As condições e os elementos físicos não são empecilho nem afetam aos que viajam nesses veículos sutis. As forças que encontraremos no trajeto são “interplanetárias” e assim como os Filhos de Deus” puderam outrora chegar ao nosso Planeta e tornar conhecida sua vontade à humanidade infantil, aqueles que conseguirem suficiente crescimento anímico nos nossos dias, poderão viajar para “países estrangeiros”, conforme seu desejo de servir.

Considerando o movimento de qualquer objeto material na nossa atmosfera, não podemos esquecer que está provado cientificamente que qualquer objeto (mesmo as naves espaciais), de material que tenha densidade maior do que o meio no qual está agindo (neste caso nossa atmosfera) criaria uma onda de choque, se viajasse com velocidade maior do que a do som, que é aproximadamente de 1.200 quilômetros por hora. Qualquer pessoa que visse um”disco voador” estaria, inevitavelmente, dentro da onda de choque, se ele viajasse com aquela velocidade ou maior ainda, e o som da onda de choque seria ouvida, com certeza, com grande intensidade. Mas até agora, nenhum dos observadores de discos voadores fez referência a esse fato, que é elementar, na física.

Não há dúvida que a humanidade quer dominar um a um os diversos materiais bem como as limitações e restrições físicas na conquista da matéria. Dessa forma pretende alcançar e penetrar regiões afastadas do nosso centro de densidade, a Terra. Como a densidade varia ao se aproximar de outro Planeta, aí encontrará novamente um grau ou condição de matéria que terá de lutar para conquistar. Conquistar o ser humano quer, pois ele está cada vez mais penetrando em seu veículo próprio a Mente, à medida que este veículo vai se tornando”maduro”.

Parece-nos, todavia, que o melhor que o ser humano poderia fazer, se conseguisse intercâmbio amistoso com seres de outros Planetas, seria a troca de conhecimentos intelectuais e é razoável supor que este seja um passo dado na direção certa que conduzirá à Fraternidade, dentro da esfera de influência de Deus, todas as Suas criaturas que, dessa forma, lhe proporcionarão o desenvolvimento e a perfeição evolutiva que ele busca.

(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 10/79)