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A Filosofia da Astrologia

A Filosofia da Astrologia

 

“É assunto de conhecimento comum entre os místicos que o caminhar evolucionário da humanidade esteja indissoluvelmente ligado às Hierarquias Divinas que regem os Astros e os Signos do Zodíaco e que a passagem do Sol e dos Planetas através dos doze Signos assinale o progresso do ser humano no espaço e no tempo.”

Max Heindel

 

Há um prazer mesclado a uma profunda gratidão, em poder citar o que Max Heindel disse em seu Livro A Mensagem das Estrelas. Em minha juventude, quando me debatia em meio às dificuldades Religiosas, seus livros estiveram entre aqueles que ofereceram grande conforto, liberdade e iluminação. Todos aqueles que pertencem à nossa geração e que se perturbam com as dúvidas suscitadas pela Religião ortodoxa ou estão sedentos de uma compreensão espiritual que possa satisfazer tanto o coração como o intelecto, todos reconhecem nele uma das luzes direcionais pela contribuição dada à decifração da mensagem celestial e à solução do enigma do universo.

Entre todas as artes e ciências que se propõem a revelar ao ser humano a sua natureza interna e lhe explicar as leis naturais, não há mais bem qualificada para assim proceder do que a mais velha de todas as ciências — a ciência da Astrologia. Seu estudo vem exercendo irresistível atração em grandes seres humanos; em todos os tempos, as pessoas que aceitam implicitamente suas revelações e luz reveladora têm inspirado inúmeras gerações, desde o mais remoto passado ao presente. Provavelmente, nenhuma outra ciência no mundo registrou uma história mais completa e interessante do desenvolvimento da Terra e da evolução da humanidade. A sua relação com todas as grandes Religiões, incluindo a Religião Cristã, é demonstrada não somente pelas alegorias astrológicas e referências feitas nos livros sagrados e na mitologia, mas também por inscrições e ilustrações de símbolos nos antigos templos. Referências à Lua Nova e Cheia, aos Eclipses Solares e Lunares, aos Solstícios e Equinócios e às Conjunções dos maiores Astros, mostrando sua importante influência sobre o ser humano e a Terra, têm sido registradas pelas grandes civilizações, não importando quando ou onde tenham existido. Os antigos sábios, por repetidas observações, estavam capacitados a descobrir todos aqueles fenômenos naturais e a determinar a influência que os corpos celestes exercem sobre as pessoas. Assim, eles nos deram um sistema filosófico que tem desempenhado importante papel na moral, na Religião, na ciência e na evolução espiritual da humanidade.

A Astrologia, a Astro-diagnose e as ciências correlatas sempre tiveram um lugar no pensamento e sentimento da humanidade, embora fossem muito obscurecidas em certas épocas. Que assim tenha sido não é de causar surpresa, ao considerarmos que a Astrologia seja o maior sistema de pensamentos organizados que a humanidade já concebeu. Suas interpretações sobre a origem do cosmos e da humanidade são o mais antigo sistema de filosofia Religiosa. Muito antes do Cristianismo e de outras grandes Religiões, a Astrologia já era conhecida e estudada. Assim, foi-nos transmitida como Religião e Filosofia. É uma Religião, em virtude da santa e exaltada concepção dos corpos celestes, do Seu Criador, pelo profundo sentimento religioso e pela reverência que vem inspirando em cada estudante sincero que pesquisa seus segredos. É uma filosofia, considerando-se que não pretende proporcionar poderes mágicos e conhecimentos sobrenaturais, mas chega a conclusões por raciocínio, provindo da causa ao efeito.

Muitas teorias diferentes vêm sendo apresentadas, tentando estabelecer a idade da Astrologia. Há concordância entre todas elas de que a idade da Astrologia não pode ser determinada em séculos, mas em milhares de anos. Desde então, o ser humano vem observando que o Sol, em seu trajeto anual ao redor dos doze Signos do Zodíaco, determina as estações do ano: primavera, verão, outono, inverno. Mais tarde, observando o movimento dos Planetas e notando que suas influências estavam na dependência de suas naturezas intrínsecas, verificou-se as poderosas tendências que projetam sobre o ser humano, tanto para o bem como para o mal, desde o nascimento até a morte. Por meio da interpretação desses fenômenos podemos explicar as diferenças inerentes entre pessoas e nações. Assim, no curso do tempo, o ser humano tornou-se apto a prever, por meio do símbolo das estrelas, o destino que está reservado a si, a sua nação, aos seus amigos e inimigos.

Muitos acontecimentos e muitíssimos períodos de registros astrológicos perderam-se; no entanto, por meio de pesquisas levadas a efeito por astrólogos espiritualizados, bastantes lacunas têm sido preenchidas. Por isso, a Astrologia oferece, de forma completa e viva, maravilhosos e interessantes lampejos de eventos pré-históricos que fizeram a história do nosso Planeta e de seus habitantes.

Foram muitos os sábios que estudaram e praticaram a Astrologia. Coexistiram muitas vezes desconhecidos entre si em várias partes do mundo, separados por insuperáveis dificuldades, embora todos tenham chegado à mesma conclusão comprobatória da verdade fundamental de sua Arte. Foi de suas descobertas e contribuições intelectuais que a Astrologia nasceu, desenvolveu-se, enriqueceu-se e se aperfeiçoou, de maneira que atualmente seja uma das artes mais espirituais e das ciências mais exatas. É uma ciência que proporciona um discernimento sobre a verdade, em sua concepção de realidade universal em todos os aspectos e particularidades.

No decorrer de seu estudo, os antigos observaram que em ambos os lados do caminho solar havia um número de estrelas fixas que se agrupavam em doze constelações. Cada constelação exercia influências, tinha características similares e peculiaridades expressas por diferentes animais. Daí então nomearem as constelações ou Signos, tal como hoje chamamos. Ainda observaram que, quando o Sol ou os astros, em seu percurso, entrava em um desses Signos, os raios sutis e invisíveis do Signo reagiam sobre a vibração planetária e se fazia sentir na natureza e em milhares de seres humanos distanciados entre si. Essas projeções dos corpos celestes influenciaram o destino dos seres humanos e, dessa forma, de todos os seus negócios. Assim, a arte horoscópica veio à existência. O horóscopo, originário do instante em que a criança inala a primeira golfada de oxigênio, indica, pela posição dos Planetas dos Zodíaco e pelos Aspectos que formam entre si, o caráter do indivíduo e o seu destino.

O Campo astrológico é extenso, porque além de seus aspectos Religiosos e filosóficos podemos aplicá-lo a inúmeros propósitos práticos, tais como à previsão do tempo ou ao plantio bem-sucedido; também pode auxiliar o médico no diagnóstico das enfermidades, possibilitando-lhe prescrever um tratamento sábio e oportuno. Fornece aos jovens a possibilidade de escolha e a seleção de uma profissão. Adverte o homem e a mulher em relação ao futuro cônjuge. Prognostica guerras, epidemias, inundações, secas e miséria. Provê base à formulação de um calendário de notável exatidão. E, por último, é a base da moderna astronomia.

De todas as contribuições para o conhecimento, duas descobertas são de suma importância: a primeira é a correlação das várias partes do corpo humano com os vários Astros e Signos; a segunda, a compreensão adquirida em tempos recentes da Precessão dos Equinócios.

A regência das partes do corpo humano pelos Astros foi um passo importante no relacionamento da Astrologia com o estudo de enfermidades. Proporcionou aos antigos astrólogos, bem como a médicos e curadores, que geralmente eram astrólogos, os elementos para o estudo do corpo humano não somente como um todo, em sua estrutura física, emocional, mental e espiritual, mas também em sua relação com as estrelas, já que por intermédio do horóscopo revelam-se as enfermidades incipientes desde o berço até o túmulo. Guiados por essa ciência-irmã, a Astro-diagnose, o curador colocava-se em posição de observar as causas ocultas das enfermidades, diagnosticar sintomas corretamente e prescrever sabiamente. Dessa maneira, a Astro-diagnose, pela penetração na alma do paciente, oferece auxílios de esperança que não podem ser obtidos em qualquer outra parte.

Todas as influências causadoras de desordens mentais, morais e físicas ou as indicações de como um medicamento deva ser administrado, bem como o tempo favorável para tal, foram investigados e estudados nos tempos de Ptolomeu, Paracelso e, modernamente, por Max Heindel e outros.

A Precessão dos Equinócios é o movimento de aparente retrocesso do Sol através dos doze Signos do Zodíaco. Ela produz grandes mudanças em nosso Planeta, conhecidas como evolução. Sua natureza intrínseca, com a do Signo que ocupa, promove o nascimento, o crescimento e a morte de nações e suas Religiões, bem como o caráter das civilizações. Essa correlação da posição precessional do Sol com eventos históricos não se harmoniza apenas exotericamente com as teorias avançadas de nossos melhores astrólogos, mas também esotericamente com os Ensinamentos Rosacruzes expostos por Max Heindel.

Referências às influências precessionais do Sol são encontradas no velho Testamento, na alusão aos dois animais: o touro e o carneiro, os símbolos dos Signos de Touro e Áries. Antes da Religião Mosaica, o touro era cultuado com sacrifícios. Porém, quando Sol, por Precessão, entrou no Signo de Áries, o cordeiro foi oferecido em sacrifício e os líderes daquela dispensação foram chamados de Pastores. Essa foi a Era em que os profetas de Israel, homens de grande sabedoria e profunda compreensão, prenunciaram, como se registra no Antigo Testamento. Aquela foi a Era também da civilização Grega, onde o drama, a arte, a filosofia e a ciência floresceram; onde foram estabelecidos os fundamentos da nossa civilização ocidental.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de 05/1973)

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O Processo de Redenção e as Hierarquias Zodiacais

O Processo de Redenção e as Hierarquias Zodiacais

“O caminho evolutivo da humanidade está indissoluvelmente unido às divinas Hierarquias que regem os Astros e os Signos do Zodíaco”, diz Max Heindel no Livro Mensagem das Estrelas, e no “Conceito Rosacruz do Cosmos” nos diz que essas Hierarquias têm a seu cargo diferentes partes do controle da evolução humana, assim como a do animal e a do vegetal, e que guiam a evolução da vida e da forma em outros Astros também.

Enquanto o Sol passa através do Signo de Capricórnio, de 22 de dezembro a 21 de janeiro, faremos bem em estudar o Ensinamento de Sabedoria concernente às diferentes fases da manifestação relacionadas com estes símbolos espirituais.

Cada estrela, Planeta ou Sol é o corpo de uma entidade que se manifesta por meio de raios de energia que compenetram todo o espaço. O Signo de Capricórnio está relacionado com as hostes angelicais, e o Sol com o Cristo.

Os Arcanjos operam mediante corpos compostos da substância do Mundo do Desejo, mas seus poderes chegam a muitos mundos que se encontram acima e abaixo desse mundo. O Senhor da Terra é conhecido por meio do nome composto Jesus Cristo.

Os Arcanjos atuam como Espíritos de Raça sobre a Terra e influenciam ao ser humano através do Corpo de Desejos humano. São Espíritos-Grupo dos animais e guiam a evolução da onda de vida animal.

À medida que a Terra gira em torno do Sol, converte-se no ponto focal dos raios solares em combinação com cada Signo do Zodíaco; estas Hierarquias estimulam atividades especiais na Terra.

Todo fenômeno da Natureza tem um especial propósito espiritual. Ensina-nos que o grande ciclo da Precessão dos Equinócios, que equivale a um período de 25.868 anos, assinala a elevação e a queda das raças, das nações e suas religiões.

Durante o trânsito de Precessão do Sol através de um Signo, que dura aproximadamente 2.156 anos, é feito um trabalho especial com uma nação ou um grupo de nações, como o atestam as 1ª e 2ª Guerras Mundiais, que são as culminações da separatividade nacional entre as nações, durante a precessão através do Signo de Peixes. O efeito final será a unidade.

O trânsito anual do Sol através dos Signos marca a mudança das estações e dos processos vitais em todas as formas viventes, tanto que o impulso espiritual incorporado neste acontecimento, está sempre se dirigindo para o despertar do gênio adormecido de um Espírito individualizado.

Durante o período que antecedeu a Era Cristã, o Espírito Santo teve a seu cargo a evolução humana, e os Arcanjos e os Anjos estiveram sob o seu domínio. Eles trabalharam principalmente sobre o aspecto emocional da alma humana e foram estabelecidas a beleza e a diversidade dos tipos nacionais. O patriotismo foi a suprema expressão do amor e da devoção. O patriotismo e os aspectos nacionais da religião cegaram os indivíduos a respeito da realidade de um só Deus com muitos nomes.

Com o advento da Era Cristã, os Arcanjos das nações e os Anjos prestaram obediência a Cristo, e o Espírito de Cristo converteu-se no Espírito Interno da Terra. Agora todas as Hierarquias trabalham com o Cristo para ajudar a humanidade a converter o patriotismo em fraternidade humana.

A comunicação e o intercâmbio internacionais estão tecendo uma grande aproximação de destino, que nos envolve em tantos interesses internacionais comuns, que as barreiras nacionais estão desfazendo-se gradual e lentamente. Diante da ameaça dos horrores de uma possível guerra nuclear, estamos gradualmente despertando para o sentido comum de ideal de paz sobre à Terra e boa vontade entre os seres humanos.

Existência após existência, todo ser humano está dando um pouco mais de expressão terrena à verdade espiritual de fraternidade do ser humano. É nossa resposta ao chamamento de nosso Redentor, o Príncipe da Paz, o Senhor do Amor.

Felizmente, a religião está progredindo, transformando a idolatria, a adoração da forma, pelo místico, a adoração do princípio. O Governo tem evoluído, progredindo do despotismo, governo absoluto de um só indivíduo, à república democrática, na qual prevalece o grupo de governo representativo.

A ciência libertou-se do controle estatal e religioso e vem servindo ao bem-estar, rumando para campos cada vez mais amplos. À arte, porém, ainda não chegou a sua completa expressão, mas está fazendo progressos. Chegará o dia em que a humanidade despertará à necessidade de incorporar beleza em cada expressão de vida.

Cada ano, ao nascer o Cristo na Terra, é dado um novo impulso de vida a toda criatura vivente. Quando relacionamos esta verdade ao ensinamento de que é em Capricórnio que são dados os grandes impulsos para a evolução e progresso nacionais, compreendemos a importância da presente estação no que se refere à política, à economia, às finanças e seu emprego.

À analogia, chave-mestra de todos os mistérios espirituais, ensina-nos que o Espírito da Terra está dentro dela, desde o equinócio de setembro (quando o Sol entra em Libra) até o Equinócio de Março (quando o Sol entra em Áries). Durante essa época, a Terra enche-se de Seu Amor em uma forma íntima. Na época do Solstício de Dezembro, Ele sai em seus veículos superiores, para revivificar-se em espírito mediante a comunhão com o Pai e, tanto que, todas as criaturas dão expressão visível à vida e ao poder com os quais Sua vinda encheu a Terra.

Isto é análogo a nossos estados alternados de vigília e de sono. Trabalhamos em nossos corpos durante o dia e saímos deles durante o sono noturno. Mas as forças vitais estão ativas dentro do corpo, de modo que despertamos na manhã do novo dia, refrescados e ambiciosos.

O egoísmo, a inveja e o materialismo devem ceder lugar, como resposta, ao chamado do Princípio de Cristo a melhores condições. Capricórnio, pode-se dizer, é o Signo da engenharia de todas as classes e os engenheiros técnicos do mundo estão tratando de despertar a milhões de humanos para a libertação da pobreza e da enfermidade, em todas as partes do nosso globo, por meio de melhores métodos de cultivo à terra, da construção de caminhos e do correto cuidado com o corpo físico. Os “engenheiros” educacionais estão ajudando a erradicar a ignorância e a estimular o impulso interno do Espírito, de elevar-se para mais sublimes níveis de consciência.

Verdadeiramente estamos no amanhecer de uma nova era, e nós que recebemos os iluminados Ensinamentos dos Rosacruzes, devemos estar na vanguarda do novo pensamento, que promete em sua plenitude a emancipação dos antigos métodos que exploravam a muitos, em benefício de poucos. Devemos ser capazes de pensar em termos do maior bem para o número maior; devemos estar prontos a adaptar-nos à nova ordem de coisas, por meio do serviço desinteressado. Podemos pensar a nosso próprio respeito como um Corpo de Paz espiritual, fazendo todo o possível para exemplificar e disseminar os mais altos ideais de vida, onde quer que estejamos.

Durante milhares de anos quase todo o esforço do ser humano sobre a Terra, esteve centrado em obter sustento, vestimenta e abrigo. Contemplemos a visão da época que se aproxima rapidamente, na qual, uma vez asseguradas estas coisas com um mínimo de esforço, teremos tempo para dedicar uma maior proporção de nosso poder criador a resgatar os lugares desertos da Terra, e por beleza na vida, a erradicar a enfermidade e o crime, a estudar o mais amplo significado da vida.

Em nosso estudo da ciência espiritual da astrologia descobrimos que no tempo presente Netuno, o Planeta da individualidade, está transitando pelo Signo de Escorpião, que governa as forças ocultas da Natureza; Júpiter, o Planeta da expansão e da benevolência, está transitando por Peixes, o Signo da antiga ordem das coisas, e Urano, o despertador, está transitando por Virgem, o Signo que governa o serviço, o trabalho e a saúde. Sob o acúmulo destas poderosas influências, podemos esperar com segurança ver muita investigação oculta nos campos científicos, e para aqueles que estejam o suficientemente evoluído para responder ao lado superior da vibração de Netuno em Escorpião, existe a promessa de um progresso na realização espiritual, mediante a arte, a música, a dança e a poesia, assim como na cura.

A Igreja e os ideais religiosos em geral elevar-se-ão para a unidade, sob a influência de Júpiter em Peixes, e em Oposição a Urano em Virgem haverá um rompimento com os credos e práticas antiquadas, tanto na religião como na saúde. Os ideais de serviço, trabalho e saúde devem alcançar novos níveis à medida que o altruísmo aumente sua força em todas as atividades da humanidade.

Os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental nos informam que esta é a revolução Marte-Mercúrio do Período Terrestre. Marte é o significador do guerreiro, do trabalhador, do desejo, da paixão, da energia dinâmica, do impulso e da força centrífuga de repulsão. Quão claramente correspondem estas notas-chave às características das idades passadas! Porém agora estamos entrando na metade mercurial do Período Terrestre e Mercúrio representa o pensador, o escritor, a razão, a lógica, a relatividade, a habilidade mental e as mudanças. As massas do povo devem aprender a pensar, e a pensar sem se confundir pelo sentimento ou o desejo.

Ao nosso redor, ainda que invisíveis, os Grandes Seres estão em “seus postos”, guiando a humanidade para o bem maior. Quando nos desviamos da lei divina sofremos, mas, então, vem-nos a luz e damos o próximo passo em sua direção.

Cristo veio para salvar o que se havia “perdido”. Podemos vender nossa herança espiritual por um prato de lentilhas e não encontrar felicidade; olhando para cima, por sobre a tirania das coisas, O contemplamos, sorrindo, amando-nos e sempre pronto a nos inspirar com os eternos valores do real.

O ser humano perde em personalidade e na matéria a compreensão de seu ser espiritual, mas sendo essencialmente divino, redime-se a si próprio e a seu ambiente mediante a submersão na harmonia espiritual, por meio da luz de Cristo.

As nações são guiadas por meio de uma lei divina para a consciência da fraternidade do ser humano, assim como o indivíduo redime-se do egoísmo e do materialismo. O poder do iluminado é muito maior que o mal do irredento, individualmente considerado. As pessoas boas do mundo têm fracassado em estabelecer a paz sobre a Terra, porque sua bondade é, em muitos casos, passiva. O verdadeiro cristão ocultista está sempre ativo em todos os planos de expressão.

Não fiquemos inativos no bem obrar! O processo da redenção, todavia, segue adiante, lentamente. A humanidade está sendo redimida cada vez mais pelo poderoso Raio de Amor de Cristo de tudo o que aparenta separatismo. Nosso é o privilégio de apressar esse processo, por meio do serviço ativo. Tratemos de abrir nossos corações para que penetre neles a semente do Amor, a fim de sentirmos em toda sua beleza e maravilha a unidade de cada um com todos.

(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – jul/ago/88)

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A cruz constitui apenas um símbolo de sofrimento, como dão a entender as religiões cristãs populares? Não teria um significado mais transcendental?

Pergunta: A cruz constitui apenas um símbolo de sofrimento, como dão a entender as religiões cristãs populares? Não teria um significado mais transcendental?

Resposta: Como todos os símbolos, a cruz tem muitos significados. Platão revelou um deles, quando afirmou: “A alma do mundo está crucificada”.

Quatro ondas de vida se expressam neste mundo através dos quatro reinos: mineral, vegetal, animal e humano. O reino mineral é representado pelas substâncias químicas, de qualquer classe que sejam. Assim, a cruz feita com qualquer material simboliza esse reino.

O madeiro inferior da cruz representa o reino vegetal, porque as correntes dos espíritos coletivos que vivificam as plantas provêm do centro da Terra.

O madeiro superior simboliza o ser humano, porquanto as correntes vitais que o sustentam são irradiadas do Sol, perpassando-lhe a coluna vertebral (vertical). Dessa forma, o ser humano constitui uma planta invertida. Assim como a planta recebe seu alimento pelas raízes, em linha ascendente, o ser humano ingere sua alimentação pela cabeça, em linha descendente.

A planta é casta, pura, e destituída de paixão. Dirige seu órgão reprodutor em direção ao Sol. O ser humano, ao contrário, dirige seus órgãos geradores para baixo, em direção à Terra; respira o vivificante oxigênio e exala o venenoso dióxido de carbono. Este é absorvido pela planta nutrindo-a. O vegetal, em troca, devolve-lhe o elixir da vida, o oxigênio.

Entre os reinos vegetal e humano encontra-se o animal, cuja medula espinhal horizontal é perpassada pelas correntes dos Espíritos-Grupo particulares a esse reino, pois tais correntes circulam em torno da Terra. O madeiro horizontal da cruz, por conseguinte, simboliza o reino animal.

Em âmbito esotérico, a cruz nunca foi considerada como um símbolo de sofrimento ou instrumento de tortura. Só a partir do século VI é que surgiram os primeiros quadros representando o Cristo crucificado. Anteriormente o símbolo do Cristo era um cordeiro aos pés de uma cruz, indicando que, quando o Cristo “nasceu”, o Sol transitava pelo Signo astrológico de Áries (o cordeiro). Os símbolos das diversas religiões expressaram-se sempre dessa forma.

Quando o Sol, devido à Precessão dos Equinócios, transitava pelo Signo de Touro (o touro), surgiu no Egito o culto ao Boi Ápis, no mesmo sentido em que hoje adoramos o Cordeiro de Deus.

Em tempos remotos falava-se no deus Thor, que conduzia suas cabras gêmeas ao céu. O Sol, nessa época, transitava pelo Signo de Gêmeos, os gêmeos.

Quando o Cristo “nasceu”, o Sol encontrava-se em torno do 5º grau de Áries, o cordeiro. Eis porque nosso Salvador é chamado de “Cordeiro de Deus”. Contudo, nos primeiros séculos da era cristã discutiu-se muito sobre a legitimidade de instituir o cordeiro como símbolo do nosso Salvador. Alguns sustentavam que o Sol transitava pelo Signo de Peixes (os peixes). Para eles, o peixe seria a representação mais exata do Cristo. Como reminiscência dessa disputa, a mitra dos bispos conserva a forma de uma cabeça de peixe.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de novembro/1977)

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A Porta da Vida e da Morte

A Porta da Vida e da Morte

Assim, pois, o Zodíaco e os Astros são como um livro no qual nós podemos ler a história da Humanidade durante os estados passados e também nos dá uma chave para futuro que está diante de nós. No famoso Zodíaco do Templo de Dendera, Câncer não estava representando como hoje. Lá era representado por um escaravelho. Este escaravelho era o símbolo da alma, e Câncer sempre foi conhecido antigamente, como ainda hoje entre os místicos, como sendo a esfera da alma, a porta da Vida no Zodíaco, de onde os espíritos que vem renascer entram em nossa condição sublunar. Está, portanto, governado muito apropriadamente pela Lua, que é o Astro da fecundação, e é notável que vemos Capricórnio, que é o Signo oposto, ser regido por Saturno, o Planeta da morte e do caos. Saturno é desenhado simbolicamente como “O segador com sua foice e sua ampulheta nas mãos”.

Estes dois Signos opostos são, portanto, os pontos nos quais gira a evolução da alma. Câncer e Capricórnio, respectivamente, marcam o ponto de maior ascensão do Sol no Hemisfério Norte e o ponto de descida mais inferior, no Hemisfério Sul. Observamos que durante os meses de junho e julho, quando o Sol está na esfera do Câncer e Signos aliados, a fecundação e o crescimento estão na ordem do dia. Mas quando o Sol está em Capricórnio temos a época em que a natureza está morta. Os frutos são então consumidos e por nós assimilados.

Como a dança circular do Sol entre os doze Signos determina as estações do ano quando o vemos “direito”, produzindo germinação de miríades de sementes, enterradas no solo assim como o acasalamento da fauna, que então faz o mundo mais alegre com as vistas e os sons da vida em manifestação e na outra ocasião deixa o mundo mudo, confuso e abatido com a tristeza sob o domínio de Saturno, assim também pelo movimento mais lento e para trás conhecido como a Precessão dos Equinócios, é que se produz a grande mudança que se conhece como EVOLUÇÃO. Com efeito, essa Precessão do Sol determina, o nascimento e a morte das raças, das nações e de suas religiões, pois o Zodíaco e seus Signos são a representação simbólica do nosso desenvolvimento passado, presente e futuro.

(Publicado na revista ‘Serviço Rosacruz’ – 12/79)