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O Pecado e a Doença

O Pecado e a Doença

Geralmente, é considerada uma superstição grosseira quando alguém expressa seriamente a ideia de que a doença é o resultado do pecado, e quem faz tal afirmação corre o risco de ser ridicularizado fora dos tribunais. No entanto, se analisarmos o assunto com cuidado veremos que não é uma ideia tão absurda, pois o argumento científico não pode fugir do fato de que existe e deve haver uma inteligência superior que governa e guia o universo; além disso, que existem certas leis imutáveis ​​que preservam a ordem em todos os departamentos, e tudo, do simples micróbio até o ser humano, que está sob o domínio dessas leis. Se cairmos de uma janela do segundo andar, pecamos contra a lei da gravidade e a queda pode ocasionar ossos quebrados por causa de nossa descida muito rápida em direção ao solo; se colocarmos a mão no fogo, pecamos contra a lei da vibração e nossa mão é queimada devido à rapidez e à intensidade das correntes etéricas, e por esses pecados contra as leis da natureza, podemos sofrer por um bom tempo.

Casos bem definidos onde o pecado contra uma Lei da Natureza implica um sofrimento correspondente e são tão óbvios que, como regra geral, ninguém transgrida deliberadamente, temos muito cuidado em não cometer; contudo somos muito propensos a cometer pecados onde a penalidade não parece estar diretamente envolvida e de onde ganhamos, muitas vezes, das pessoas à nossa volta uma certa satisfação prazerosa – quando não de nós mesmos -, como é o caso da satisfação do apetite à mesa ou das paixões de natureza inferior. Todavia, “Embora os Moinhos de Deus moam devagar, eles moem muito bem”, e toda transgressão certamente trará sua justa penalidade, pois a escala da Justiça deve se equilibrar; não pode ser permanentemente pressionada de um jeito ou de outro. Enquanto não recuperamos o equilíbrio, sofremos pelos pecados que causam a depressão e, quando o equilíbrio é alcançado, os pecados são perdoados ou eliminados.

No entanto, embora a escala da justiça deva encontrar seu equilíbrio, seria uma ideia totalmente equivocada inferir que Deus ou a Natureza pretendem se vingar. Longe disso; assim que a lição foi aprendida e nos arrependemos e deixamos de pecar, estamos na condição propícia para que um mediador ou curador habilidoso no uso de forças ocultas possa intervir e nos salvar do sofrimento normalmente exigido para a expiação de nossos pecados, isto é, a dor que teríamos que sofrer durante o curso normal da natureza; e é exatamente isso que o Método de Cura da Rosacruz faz. Quando o Evangelho de Viver Correto, incorporado nos Ensinamentos Rosacruzes, foi assimilado pela pessoa que precisa de ajuda, a tal ponto que ela se declara pronta para se esforçar em viver sua vida em harmonia com as leis de Cristo e seguir Seus ensinamentos, ela se alinhou mentalmente com as Leis Universais da Saúde e pode ter os seus problemas resolvidos espiritualmente (que é a causa de tudo).

A Cura nem sempre pode ser milagrosa e instantânea, principalmente quando a doença é de longa duração, mas quando o transgressor da lei de Deus, ou da Natureza, ouve o Evangelho, ou a Boa Nova, e pede para ser curado de sua fraqueza, ele já está no caminho da recuperação.

(Publicado na Revista Rays From the Rose Cross – jan/1916 e traduzido pela Fraternidade Rosacruz – Campinas – SP)

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Se somos comprometidos com o nosso destino, como somos capazes de cancelar esse compromisso sob determinadas circunstâncias?

Pergunta: Na primeira conferência enviada pelo Sr. Heindel, ele diz algo a respeito de estarmos comprometidos com o nosso destino e de sermos capazes de cancelar esse compromisso sob determinadas circunstâncias. Gostaria de saber o seguinte: Quais são essas determinadas circunstâncias? Suponho que agora eu posso construir para o futuro, e que tudo que ocorre dentro da minha própria consciência sou capaz de controlar, de acordo com a intensidade da minha vontade e com o desejo que se manifesta através dessa vontade a fim de tentar agir de forma correta. Mas, que dizer das más influências? O que acontece quando alguém leva uma vida comum e comete um erro crasso, enredando-se no caminho do mal? Não estará dando início a algo do qual lhe será impossível escapar? Ou pode ele, lutando para dominar a natureza inferior e formando um caráter melhor, evitar as consequências de suas más ações? Esta é uma questão sobre a qual tenho discutido muito com uma amiga. Ela defende a ideia de que se um acidente ou uma calamidade de qualquer espécie nos está destinado, podemos evitá-los ficando longe do local onde poderiam acontecer, mas eu não creio que assim possamos escapar ao passado. Se o pudéssemos, não construiríamos nosso caráter fugindo de todas as coisas. Este é um ponto de vista mais ou menos fatalista sobre o assunto, mas acredito que devo receber e tomar o remédio prescrito como um adulto. Embora esteja lutando na medida do possível, se tome ao mesmo tempo desgostoso por ser tão fraco.

Resposta: Há um ponto importante na questão que parece não ter sido levada em consideração na pergunta acima, embora tenha sido clara e enfaticamente explicado em nossa literatura. “Todas as Leis da Natureza, incluindo a Lei de Consequência em suas aplicações na vida humana, estão sob a administração de grandes Seres de sublime espiritualidade e superlativa sabedoria”. Essa Lei não age cegamente seguindo o princípio de olho por olho e dente por dente, mas esses grandes Seres e seus agentes, administram tudo com uma sabedoria que está além da compreensão das nossas mentes finitas. Verificou-se, no entanto, que sempre que houver um desejo, uma tendência ou possibilidade de fugir de uma colheita de sofrimento, advinda de um determinado destino maduro, tais planos são sempre dirigidos para uma mudança correspondente feita pelos administradores invisíveis desta Lei.

Há um caso citado no “Conceito Rosacruz do Cosmos”, sobre um conferencista que foi avisado pelo Sr. Heindel de que se saísse de casa em um determinado dia, sofreria um acidente que o atingiria fisicamente. Como ele se esqueceu, pensando que o dia 28 fosse o 29, viajou para outra cidade a fim de dar uma palestra e feriu-se, como fora predito, numa colisão de trens. Talvez, este caso possa ilustrar nossa questão. Esse homem tinha sido prevenido, acreditou no aviso e pretendia evitar o acidente, mas, sem dúvida, o sofrimento decorrente desse acidente, lhe era destinado como uma expiação de determinados erros. Por conseguinte, os agentes da Lei de Causa e Efeito fizeram-no esquecer o dia do mês.

Esse princípio opera também de outro modo. Por vezes, pensamos que não há meios de escapar às consequências do passado, mas há. Enfatizamos, repetidamente, que Deus, a Natureza, ou os agentes desta grande Lei, não pretendem “vingar-se” de nós. Estamos aqui, nesta grande escola da vida, salvaguardados por essas Leis da Natureza. Elas são feitas para nosso benefício e não para prejudicar-nos, embora, de um certo modo, elas limitem-nos exatamente como nós limitamos a liberdade dos nossos filhos para protegê-los dos perigos da imprudência. Devido às nossas ações passadas, acumulamos uma certa reserva de retribuição para nós, à qual deverá ser paga no futuro. Então, percebendo o nosso erro, viramos uma nova página e passamos a viver em harmonia com a Lei anteriormente violada e, com essa ação, passamos uma esponja em tudo que se refere aos nossos pecadilhos anteriores. Os agentes da grande Lei, vendo que paramos de agir de forma incorreta neste ponto em particular, não nos infligiriam sadicamente sofrimento. Devemos ter sempre em mente: todas as Leis da Natureza estão sob semelhante administração divina e inteligente, pois essa é a diferença entre os pontos de vista fatalista e espiritual. A mão de Deus, através de Seus agentes, está em toda a parte, desde as coisas maiores, tal como o percurso de um Planeta em sua órbita, até aos pormenores mais comuns, como a queda de um pardal. É um fato real que em Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso ser.

Estamos sob Sua proteção amorosa em tudo, portanto, nada nos pode acontecer que não esteja em harmonia com o Seu grande plano divino. Esse plano não pode, sem dúvida, ser fatalista!

(Perg. 154 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz SP)