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Como um Iniciado pode criar um novo Corpo adulto, pronto para ser usado, antes de abandonar o antigo?

Pergunta: Como um Iniciado pode criar um novo Corpo adulto, pronto para ser usado, antes de abandonar o antigo?

Resposta: O consulente compreenderá que não é pelo fato de alguém ter-se tornado ciente dos Mundos invisíveis e talvez ter aprendido a atuar no Corpo-Alma, que isso o torne capaz de realizar esse feito. Isso requer um desenvolvimento espiritual vastíssimo, e somente aqueles que estão muito evoluídos atualmente conseguem realizar essa proeza. No entanto, diz-se que o método é o seguinte:

Quando o alimento é ingerido por uma pessoa, seja ele Adepto ou ignorante, a lei de assimilação o levará primeiro a absorver cada partícula e integrá-la ao seu próprio ser. Deve subjugar e conquistar a vida celular individual antes que ela se torne parte do seu Corpo.

Quando isso é feito, a célula permanece com ele por um tempo mais longo ou mais curto, de acordo com a constituição e o lugar na evolução da vida que habita nele. A célula composta de tecido e que foi antes incorporada num Corpo animal, além de ter sido interpenetrada por um Corpo de Desejos, tem a vida mais evoluída. Em consequência, ela reafirma-se rapidamente, e abandona o Corpo que a tinha assimilado.

Disso resulta que uma pessoa que segue uma alimentação carnívora precisa reabastecer-se com alimentos mais frequentemente. Tal matéria não seria adequada ao propósito de construir um Corpo que terá de esperar um certo tempo antes que o Adepto o ocupe. Uma alimentação constituída de legumes, frutas e nozes, principalmente quando estão maduras e frescas, é interpenetrada por uma grande quantidade do Éter que compõe o Corpo Vital da planta. São muito mais fáceis de ser absorvidas e incorporadas à constituição do Corpo. Além disso, permanecem aí muito mais tempo antes que a vida celular individual se autoafirme. Por conseguinte, o Adepto que desejar construir um Corpo pronto para ser usado antes de deixar o antigo, naturalmente o formará por meio de vegetais frescos, frutas e nozes que serão ingeridas pelo Corpo que usa diariamente e onde ficarão sujeitas à sua vontade — uma parte de seu ser.

O Corpo-Alma de tal homem ou mulher é naturalmente muito volumoso e muito poderoso. Ele retira uma parte dele, e faz um molde ou matriz no qual acrescenta diariamente partículas supérfluas para a nutrição do Corpo que está usando. Assim, aos poucos, tendo assimilado um considerável excedente de material novo, ele também pode retirar material do veículo que está usando e incorporá-lo ao novo Corpo. Gradualmente, com o passar do tempo, ele transmuta um Corpo em outro. Ao chegar ao ponto em que o velho Corpo está tão debilitado que é notado pelo Mundo externo, causando comentários, ele já deverá ter equilibrado a matéria de tal forma que o novo Corpo esteja pronto para ser usado. Ele pode sair do antigo e entrar no novo. Mas, ele não faz isso simplesmente com o propósito de continuar a viver na mesma comunidade. É-lhe possível, em razão do seu grande conhecimento, usar o mesmo Corpo durante muitos anos de maneira que continuaria a parecer jovem, pois esse Corpo não está sujeito ao desgaste causado por nós, simples mortais, pelas paixões, emoções e desejos.

Contudo, quando cria um novo Corpo, segundo consta ao autor, é sempre com o propósito de abandonar o meio em que vive e empreender o seu trabalho num novo ambiente.

Eis a razão pela qual ouvimos falar sobre homens como Cagliostro, St. Germain e outros, que apareciam um dia num determinado lugar, executavam uma missão importante e desapareciam. Ninguém sabia de onde vinham ou para onde iam, mas todos os que os conheceram prontificaram-se a testemunhar sobre suas notáveis qualidades, seja com o propósito de difamá-los ou louvá-los.

Os Irmãos Maiores ensinam que Christian Rosenkreuz tem um Corpo físico, ou talvez uma série de Corpos que usou continuamente desde que a Ordem foi fundada no século XIV. Mas, embora o autor tenha falado com vários Irmãos Leigos de alto grau, nenhum deles jamais admitiu ter visto Christian Rosenkreuz. Todos nós sabemos que ele é o décimo terceiro membro da Ordem e é sentido nas reuniões do Templo como uma presença, mas não é visto nem ouvido, segundo testemunho de todos que o autor teve a ousadia de questionar.

A maneira pela qual os Irmãos Maiores se referem ao seu chefe ilustre foi sempre reticente, e pareceria ser uma curiosidade excessiva perguntar qualquer coisa além daquilo que estão dispostos a responder. Sabemos, contudo, que o seu trabalho está relacionado com o governo do mundo. Embora não sejamos capazes de apontar qualquer personagem no atual palco mundial como sendo este grande Espírito, temos certeza que ele está aqui, executando a sua tarefa. Conta-se que ele usou a vestimenta de uma dama da Corte Francesa anterior à revolução e trabalhou árdua e honestamente para impedir aquela catástrofe iminente, ainda que sem sucesso.

Embora acreditemos na verdade desse fato, é apenas um indício. Se tivéssemos que indicar esse grande líder atualmente, iríamos encontrá-lo exercendo mais o poder atrás do trono em algum lugar, do que como titular de um dos cetros do poder no mundo de hoje.

(Perg. 69 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz SP)

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Renovação: os 4 Princípios

Renovação: os 4 Princípios

É sempre possível encontrar uma melhor maneira de fazer qualquer trabalho. A renovação e o aprimoramento constituem os alicerces do progresso. Quando o ser humano se estagna e já não encontra novas motivações para suas atividades, quando não exercita seu poder criador epigenético, não só deixa de progredir, como retrocede.

Descartes, o filósofo francês, o Iniciado inspirado pelos Irmãos Maiores da Rosacruz, deixou a propósito da ordem, da disciplina e da racionalização quatro princípios interessantes.

1 — Princípio da Evidência — Só se deve aceitar algo como verdadeiro, se realmente o for. Para o exame é mister que se evitem as ideias preconcebidas. Só assim podemos estudar os fenômenos e fatos, sejam quais forem.

2 — Princípio da Análise — Divida-se cada uma das dificuldades que se examine, em um número de parcelas que sejam possíveis e exigidas para a sua completa solução. (O impossível é divisível por pequenos possíveis).

3 — Princípio da Síntese — Devemos estudar e ordenar os fatos em nosso pensamento, partindo dos mais simples e mais fáceis para os mais complexos. Quando não encontrarmos, naturalmente indicada, certa ordem de sucessão, entre esses elementos deveremos estabelecê-la, embora ficticiamente, de modo a permitir uma orientação racional ao nosso pensamento.

4 — Princípio da Numeração — Faça-se, em tudo e por toda parte, enumeração tão completa e revisões tão gerais até que se esteja certo de nada haver sido omitido.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de outubro/1970)

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A Necessidade da Devoção para o seu Desenvolvimento Espiritual

A Necessidade da Devoção para o seu Desenvolvimento Espiritual

Em sua Carta aos Estudantes n.º 16, cujo título tomamos para este artigo, diz Max Heindel: “O Conceito Rosacruz do Cosmos foi acolhido no mundo inteiro de forma fenomenal, suscitou tanta admiração e gratidão que eu deveria sentir-me desvanecido por isso. Ao contrário, começo a sentir-me cada vez mais preocupado de que o livro deixe de dar todo o seu fruto e perca a finalidade que os Irmãos Maiores tinham em mira, quando, por meu intermédio, o ofereceram ao mundo. O objetivo do Conceito é satisfazer a Mente – mediante uma explicação lógica do mistério do mundo — para que o lado devocional da natureza do Estudante possa desenvolver-se nos princípios que seu intelecto aprovou. Creio que essa obra atendeu à lógica inquirição do intelecto investigador. Milhares de cartas testemunham que os estudiosos nela encontraram o que de há muitos anos buscavam”.

“No entanto, pelo contato com os Estudantes, sinto que apenas uma minoria é capaz de sobrepor-se ao aspecto intelectual do livro. Ora, a menos que esta obra básica desperte no Estudante um fervoroso desejo de transcender o conhecimento, para ingressar na devoção, o livro constituirá, em minha opinião, um fracasso.”

“Em outra sociedade espiritualista, semelhante à nossa, conheci grupos de Estudantes que se aplicavam, anos a fio ao estudo do átomo, aprofundando-o aos menores detalhes — mas cujo viver era extremamente frio e indiferente ao sofrimento dos demais. Hoje percebo, com profunda pena, o desenvolvimento da mesma tendência entre muitos de nossos Estudantes. Espero que ela possa ser refreada em tempo de não provocar a morte do coração. O “conhecimento infla, mas o amor edifica” — diz São Paulo — o que se aplica em cheio aos guias da referida sociedade, que não poupavam críticas à religião cristã, da tribuna e pela imprensa, dizendo que esta carece de uma concepção intelectual do Universo.”

No melhor dos casos, o intelecto são muletas para ajudar nossas limitadas faculdades. Cabe-nos, através da intuição, conceber a verdadeira ideia espiritual que as palavras desejam comunicar.

A menos que nos esforcemos desse modo, continuaremos sendo como “sinos que soam” friamente, pois, se não temos amor e não o pomos a serviço dos demais, de nada nos valerão os conhecimentos dos mistérios.”

Voltando a Max Heindel: sem amor a inteligência é prejudicial. É o amor que torna o conhecimento em sabedoria.

Distingamos bem entre memorizar conhecimentos e VIVÊ-LOS. Charlatão (de charla, conversa) é o grande palrador. O viver é mais convincente que o falar e é o que dá autoridade à palavra. Só o amor ASSIMILA (tornar semelhante ou incorporar ao ser) o conhecimento, convertendo-o numa parte do caráter.

O melhor modo de testarmos a validade de um conhecimento é na sua aplicação à vida: ali é que ressaltam a validade ou falsidade do pensamento.

Só a vida, pela prática do amor, converte o conhecimento em Alma. Eis o objetivo da espiritualidade, resumido em SERVIR.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de maio/1976)

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De Coração a Coração

De Coração a Coração

“Um só carvão não produz fogo, mas, quando se juntam vários carvões, o calor latente em cada um deles pode converter-se em chama, irradiando luz e calor. De acordo com esta mesma Lei da Natureza, neste momento, unimos nossas aspirações espirituais, esforçando-nos por gerar pensamentos de auxílio e de cura e concentrá-los em uma única direção: os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, para que os utilizem no seu benéfico Serviço em prol da humanidade.”

Levamos a efeito essas reuniões de cura quando a Lua transita por um Signo Cardeal ou Cardinal (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio). Nesses momentos, todos os trabalhos se infundem de uma superabundância de energia cósmica, havendo, então, mais acentuadas possibilidades de êxito. Aproveitamos, assim, as vantagens oferecidas por essas forças; e o pensamento é o veículo que empregamos para transmitir a energia curadora.

“Mas antes que essa força possa ser transmitida deverá ser gerada; e para fazê-lo devemos conhecer o método mais adequado”. Há um ensinamento de Cristo explicando satisfatoriamente o assunto: “Como o homem pensa em seu coração, assim ele é”. Essa assertiva atinge o mais profundo do ser, pois, ainda que não manifestemos de viva voz nossa crença, iludindo, assim, a outrem, unicamente o que cremos em nosso coração tem valor real. Se declaramos crer em Deus e viver a vida para fazer o bem aos outros, independentemente do que eles nos façam, é possível, apesar dessas afirmações e mesmo de exemplos de elevada conduta, que vivamos uma dupla existência e sejamos hipócritas. Mas, se realmente pensamos essas coisas desde o mais íntimo de nossos corações, não nos é necessário proclamá-lo verbalmente. Cada um dos atos de nossa vontade expressará exatamente como pensamos em nossos corações. As outras pessoas perceberão prontamente que tipo de seres humanos nós somos ao observar nossos atos, melhor do que ouvindo nossas palavras.

Cada pensamento é uma chispa nascida do próprio Ego, atraindo certa qualidade de material apropriado à sua natureza. Esse pensamento-forma pode ser enviado a outros pontos, para o bem ou para o mal, reagindo da mesma forma sobre quem o emite. Quem desenvolveu a visão espiritual observa ao nosso redor uma sutil atmosfera áurica, colorida conforme o curso particular de nossos pensamentos, ainda que, por suposto, a cor básica seja determinada pelas características pessoais.

Se geramos em nossos corações pensamentos de otimismo, bondade e benevolência, de ajuda e serviço, eles colorem gradualmente nossa atmosfera de certo modo a expressar todas essas qualidades e virtudes. Como nosso corpo formado é conforme os modelos do nosso pensamento, isso se refletirá novamente sobre nosso veículo físico, atraindo simpatia e saúde. Por essa razão os ensinamentos do Novo Pensamento são corretos ao afirmarem que, dessa maneira, concretizam-se a saúde e a prosperidade. Isso vem provar a exatidão das palavras de Cristo: “Buscai primeiramente o Reino de Deus e Sua Justiça, e todas as demais coisas vos serão acrescentadas”.

O profeta de Israel expressou essa segurança quando asseverou: “Eu fui jovem, e agora sou velho. Mas nunca vi a semente da retidão mendigando o pão”. É uma lei universal: se trabalhamos com Deus, logicamente ele cuidará do que é Seu. Todos na palavra de Deus temos a promessa de que, se trabalharmos com fé, honestamente, empregando o melhor de nossas habilidades, lutando pelas coisas do Reino Divino, empenhando-nos em Sua Vinha, Ele cuidará de nós.

Quando houvermos criado ao nosso redor uma atmosfera áurica desenvolvida mediante atos de bondade e serviço (porque é suficiente desejarmos ser úteis e lutarmos denodada e diariamente por esse ideal), então recolhemo-nos à noite talvez muito cansados, mas altamente venturosos por termos sido úteis à comunidade como servidores de Cristo.

E quando fizermos tudo isso, encontraremos um mundo transformado, notando nos demais as mesmas qualidades que possuímos, porque essa Áurica atmosfera é como um cristal: através dela observaremos os outros.

Como um fato, vemos o mundo através dessa atmosfera áurica.

Se ela se encontra vibrante de benevolência e bondade, nós nos encontraremos sempre rodeados de pessoas também irradiadoras dessa mesma atmosfera. Isso é verdade, porque atraímos as qualidades (deles) que nós expressamos, com base no princípio científico segundo o qual um diapasão quando golpeado coloca em vibração outros afinados no mesmo tom.

Por conseguinte, uma pessoa benevolente percebe a benevolência dos demais e, indubitavelmente, ela se manifesta. Mas, outra pessoa que pense egoisticamente e com desconfiança acerca dos outros, fará manifestar-se neles essas características, sofrendo diretamente suas consequências. Possuímos um certo tom pessoal. O átomo-semente no coração é a nota-chave da existência física e das vibrações que nós irradiamos.

É imensamente benéfico conhecer esse fato científico, porque através dele podemos controlar nossos pensamentos e conduzir nossas vidas cientificamente. Consequentemente, cultivemos amiúde o otimismo, a benevolência, o desejo de ajudar, a bondade e a própria felicidade, servindo enormemente a toda a evolução.

A menos que possamos contar com alguma das ditas qualidades, ser-nos-á impossível ajudar no trabalho de cura. Milhares de estudantes em todo o mundo fazem suas concentrações sobre a Rosacruz nessas ocasiões em que nos reunimos aqui. Esse acúmulo de bons pensamentos flutua agora sobre a Pró-Ecclesia com uma força poderosa. O emblema Rosacruz é o instrumento ou foco que recolhe essa bendita força para ser enviada aos necessitados. Aqui temos a estrela dourada de cinco pontas e a cruz com quatro hastes. O 5 e o 4 formam o místico 9, o número de Adão, a humanidade. A cruz é totalmente branca, simbolizando a purificação necessária a quem aspire ser um auxiliar da humanidade. As sete rosas adornam o símbolo, refletindo a natureza do sangue purificado.

Enquanto a humanidade e os animais de sangue quente e vermelho são dominados por paixões e desejos, as plantas são castas. A rosa vermelha, é um símbolo da imaculada concepção, que tem lugar quando o Cristo nasce internamente, purificando-nos de nossos pecados passados, santificando-nos para o trabalho futuro. Esse é o grande ideal a que aspiramos. Devemos concentrar nossos pensamentos sobre a rosa branca, símbolo do coração puro e altruísta do Auxiliar Invisível. Oremos para que nossos pensamentos sejam tão puros como essa ROSA. Contudo, quando tivermos realizado a nossa parte, confiemos os resultados a Deus, eliminando nossa própria personalidade.

Somos demasiado débeis para lutar contra as leis cósmicas. Deus é onipotente. Não nos atreveríamos a cruzar o oceano em um bote, pois certamente soçobraríamos. Embarcando, porém, em um transatlântico, as possibilidades de enfrentar qualquer tempestade são muito mais seguras. O mesmo ocorre na viagem que encetamos rumo à nossa meta espiritual. Se nos empenhamos em depender exclusivamente de nossas próprias forças é bem possível que fracassemos. Se confiamos, todavia, todas as coisas a Deus e pedimos Sua ajuda, notaremos crescer enormemente nossas possibilidades de êxito.

E por pedir não se quer significar a oração que sai dos lábios, mas a procedente do coração. Como Emerson afirmou:

“Ainda que teus joelhos nunca se dobrem,

Ao céu chegam tuas constantes orações,

Sejam elas proferidas para o bem ou para o mal,

São registradas e respondidas também”.

(de uma conferência proferida por Max Heindel na Pró-Ecclesia, traduzido e publicado na Revista Serviço Rosacruz de maio/1976)

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Augusta Foss de Heindel

Augusta Foss de Heindel

A data de 27 de janeiro é muito significativa para a comunidade Rosacruz. Ela marca o nascimento, em 1865, de Augusta Foss de Heindel, esposa do iluminado místico-ocultista, fundador da Fraternidade Rosacruz.

Foi uma mulher incomum. Sua vida está indissociavelmente ligada a The Rosicrucian Fellowship. Graças ao seu espírito altruísta e sua elevada compreensão dos ideais rosacruzes, logrou cumprir importante missão. Sua colaboração decisiva tornou possível as obras da sublime realidade que se chama “Mount Ecclesia”. Augusta vendeu as propriedades e valores recebidos por herança e, espontaneamente, investiu esse dinheiro na compra do terreno e na construção dos primeiros edifícios da Sede Mundial. Como só acontece com as almas avançadas, naquela obra ela empregou também suas energias, seus brilhantes talentos, sua vida, enfim.

Heindel e Augusta Foss conheceram-se em 1898, numa conferência teosófica realizada na cidade de Los Angeles. Ele, vivendo uma fase das mais difíceis, buscava incessantemente respostas convincentes às dúvidas que o atormentavam. Já naquela época, como aconteceu até o final de seus dias, procurava o significado mais profundo da vida, na esperança de vislumbrar um alívio para o sofrimento humano. Notando a ansiedade que dominava a natureza perscrutadora dele, ela lhe facilitava livros capazes de ampliar seus conhecimentos.

Anos mais tarde, Max Heindel seria escolhido o mensageiro da Ordem Rosacruz, pelos Irmãos Maiores, cujos ensinamentos e método deveria trazer ao conhecimento do mundo ocidental.

Nessa epopeia maravilhosa, sempre pôde contar com o apoio e colaboração incondicionais de Augusta Foss.

Em 10 de agosto de 1910, contraíram matrimônio na cidade de Santana, Califórnia. Os anos seguintes revestiram-se de lutas e ingentes esforços. A consolidação de uma obra assim, de tamanha envergadura, só seria possível mediante uma dedicação plena e ininterrupta de energias. Tempos heroicos aqueles, em que um pequeno grupo de idealistas manteve uma fé inabalável no futuro grandioso da Fraternidade Rosacruz. Foram os alicerces espirituais daquele empreendimento.

Em 6 de janeiro de 1919, Max Heindel passava para o além. Muito havia ainda por fazer. Mas os trabalhos não sofreram solução de continuidade. A Senhora Heindel, com a ajuda de fieis Probacionistas, prosseguiu dirigindo todas as atividades esotéricas da Fraternidade.

Infatigável na lida diária, jamais deixou de orientar-se pelas diretrizes que seu falecido esposo recebera dos Irmãos Maiores. Sempre zelosa no trato dos negócios da The Rosicrucian Fellowship, portou-se com admirável firmeza quando alguns fatos ameaçaram abalar a unidade existente em Mount Ecclesia.

Sua vida constituiu um verdadeiro hino de caridade, uma vivência real do serviço amoroso e desinteressado. A esse respeito, destacamos algumas palavras contidas em sua última carta dirigida aos estudantes: “Todos têm a mesma oportunidade de servir. O serviço é o único caminho conducente à grandeza. Não importa quão eficientes sejamos para servir. Se nos vangloriamos de obras que realizamos, caber-nos-á somente nossa efêmera glória pessoal. Outra direção não devemos reconhecer a não ser a do Cristo. Nem sequer a dos Irmãos Maiores, porquanto eles não determinam, mas aconselham como amigos que são. Devemos trabalhar incansavelmente para remover os blocos de pedra que atravancam o caminho da humanidade. Isso pode ser feito da melhor maneira, seguindo a obra iniciada pelos Irmãos Maiores.”

O desenlace de Augusta Foss de Heindel ocorreu em 9 de maio de 1949, após algumas décadas preenchidas generosamente com incansável labor na Seara do Cristo.

(Publicada na Revista Serviço Rosacruz – 02/1978)

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O que é Caneta Tinteiro e por que tem que escrever somente com esse tipo para o Departamento de Cura?

O que é Caneta Tinteiro e por que tem que escrever somente com esse tipo para o Departamento de Cura?

Antes que os Auxiliares Invisíveis possam trabalhar com o paciente, eles devem ter o eflúvio de seu Corpo Vital.

Esta é a contraparte etérica do Corpo físico e da esfera operacional das forças vitais.

Os eflúvios são obtidos por meio das palavras (preenchidas na Ficha ou Formulário de Inscrição para o Departamento de Cura) e das Datas e Assinaturas que o paciente escreve semanalmente na Ficha de Assinaturas com a caneta tinteiro (ou pena mosquitinho).

Isso é muito importante, pois uma caneta carregada de fluído, como é o nanquim da caneta tinteiro, é um condutor de magnetismo muito maior do que um lápis seco ou uma caneta esferográfica ou hidrográfica ou, ainda, qualquer outro tipo de meio de escrita.

O Éter, que impregna o papel sobre o qual o paciente escreve, semana a semana, fornece uma indicação de sua condição no momento da escrita, e é uma chave de entrada para acesso à parte (ou -partes) doentes do seu Corpo.

Conforme mude o estado do paciente, muda igualmente o registro nas Fichas semanais !

É algo que ele deu voluntariamente e com o propósito expresso de fornecer acesso aos Auxiliares Invisíveis.

A menos que o doente faça a sua parte nesse aspecto, os Auxiliares Invisíveis são incapazes de fazer qualquer coisa pelo paciente.

Portanto: os eflúvios que procedem da mão do paciente ao escrever proveem aos Auxiliares Invisíveis uma chave de admissão ao organismo do paciente.

Por mais simples que seja essa regra, são muitos os que deixam de cumpri-la!

Com isso veja como é importantíssimo ser fiel no preenchimento semanal da Ficha de Assinaturas e o imediato envio (quando terminar de preencher as 4 assinaturas) para o Departamento de Cura da Fraternidade Rosacruz.

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Ajudar Sempre

Ajudar Sempre

Todo Aspirante à Vida Superior deve ter em mira ajudar sempre, sejam quais forem as circunstâncias e ocasiões, mesmo diante de problemas graves e delicados. Esses, de forma alguma o perturbam, pois mantêm, em seu coração, a CONSTÂNCIA de ajudar, pautada pelo salutar espírito de equipe, que significa, entre outras coisas, compreensão e desprendimento, fatores indispensáveis à efetiva colaboração no formoso trabalho iniciado pelos queridos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, em benefício da Humanidade.

O Aspirante à vida superior que procura, realmente, VIVER A VIDA, como nos ensina Max Heindel, jamais busca fuga, seja qual for, visando escapar do trabalho em equipe. Tem, internamente, condições tais que, externamente, nada o surpreende ou causa apreensões. Em outras palavras, sua estrutura interna se tornou sólida.

Sabe, também, que o sublime trabalho iniciado por aqueles compassivos seres, com vista à redenção da Humanidade, não deve sofrer arranhões, oriundos de nossas deficiências ou desequilíbrios. Prefere, portanto, em sua elevada compreensão e amor, ajudar sempre. Só assim conseguirá o Aspirante, em sua peregrinação, superar, de modo seguro e efetivo, as tramas do “eu inferior”, que procura colocar no caminho obstáculos e desentendimento. Na verdade, quanto mais o Aspirante busca se alimentar do bem, maior é o brilho da luz que o Cristo Interno lança para iluminar os caminhos. Numa das lições do Curso Preliminar de Filosofia Rosacruz, a Fraternidade Rosacruz nos alerta no sentido de vermos o bem em tudo. É de alta significação o que essa lição encerra, porém, quando passamos a entendê-la na prática, então, tudo se transforma para melhor, em alto grau. E, só assim, estará o aspirante à vida superior dando cumprimento aos Evangelhos, que representam quatro Iniciações diferentes. E, para ele atingir Iniciações, mesmo as menores, é necessário que procure, com destemor, se libertar de suas imperfeições, mediante o ajudar sempre, pois ninguém se salva sozinho.

(Hélio de Paula Coimbra, Publicado na Revista Serviço Rosacruz de janeiro/1970)

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Os Doze Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz alimentam-se da mesma maneira que nós?

Pergunta: A literatura Rosacruz afirma que os Doze Irmãos Maiores têm corpos físicos, inclusive Cristian Rosenkreuz, o cabeça da Ordem, podendo funcionar neles quando bem desejarem. Esses seres altamente evoluídos alimentam-se da mesma maneira que nós?

Resposta: Realmente todos os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, inclusive Cristian Rosenkreuz, possuem corpos físicos nos quais funcionam quando desejam. Pela sua própria condição de Seres Elevados, compreendem perfeitamente o funcionamento das Leis da Natureza, vivendo em perfeita harmonia com elas. Consequentemente, não estão continuamente alterando ou lesionando as células de seus corpos físicos, fazendo com que elas necessitem de constante suprimento. Os Irmãos Maiores participam da alimentação comum somente em intervalos anuais. Além disso, a palavra de Deus tornou-se para eles o PÃO VIVENTE, e seu principal sustento. Foi a esse PÃO VIVENTE que Cristo se referiu quando disse ao demônio: “Não só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus. ”

(Traduzido da Revista Rays from the Rose Cross e Publicada na revista ‘Serviço Rosacruz’ – jan/70)

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Quais são as provas da Iniciação pelas quais, segundo dizem, o candidato deve passar antes de ser iniciado? 

Pergunta: Quais são as provas da Iniciação pelas quais, segundo dizem, o candidato deve passar antes de ser iniciado?

Resposta: O candidato à Iniciação, frequentemente, não sabe que é um candidato. Geralmente, ele está vivendo a vida espiritual de serviço ao seu semelhante, porque essa é a única vida que o atrai, e ele não cogita de proveitos posteriores por assim proceder. Não obstante, ele é testado e posto à prova o tempo todo, inconscientemente, sem que o saiba, pois isso faz parte do processo. Nenhum candidato jamais foi levado a uma sala de Iniciação a fim de ser julgado ou testado. As provas ocorrem na vida diária e nas pequenas coisas que são, aparentemente, destituídas de importância, mas que têm na realidade um significado fundamental. Se alguém não pode ser fiel nas pequenas coisas, como esperar que seja fiel nas grandes? Além disso, os Irmãos Maiores da humanidade, que têm a seu cargo essa tarefa em relação aos seus irmãos mais jovens, procuram descobrir o seu ponto mais vulnerável, porque se ele for posto à prova, tentado e cair, isso servirá para lhe chamar a atenção para a fraqueza do seu caráter. Desse modo, ele tem uma oportunidade para se corrigir diante dele.  

(Perg. 68 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz – SP)

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Carta de Max Heindel: Nossa Responsabilidade em Divulgar a Verdade

Nossa Responsabilidade em Divulgar a Verdade

Em relação à carta do mês passado, um dos Estudantes escreve: “Na sua carta parecia estar pressupondo que não há segredo ou critério por parte do indivíduo que conhece as coisas ocultas, para ser praticada e divulgá-la aos demais, não incorrendo com isso em nenhuma responsabilidade pessoal; pelo menos, para mim, sua explicação não pareceu clara”.

É claro que é impossível abranger um assunto dessa magnitude em uma ou em várias cartas. No entanto, a questão sobre a responsabilidade de divulgar a verdade, realmente, nos preocupa na medida em que o perigo do seu uso indevido acontece. O meu correspondente também diz que: “há certas seitas nesse país que possuem alguns poderes e os empregam com fins egoístas e avarentos”, e pergunta se seria errado reter os poderes ocultos de tais pessoas. Certamente não. Contudo, os Irmãos Maiores cuidam disso, pois são os reais guardiões de tudo que for altamente perigoso. O hipnotismo, certamente, é perigoso, mas não tanto como os poderes ocultos que o nosso correspondente indaga.

Durante a antiga Dispensação dos Israelitas[1], as trevas reinaram no Santo dos Santos e somente era permitido que alguns poucos sacerdotes e Levitas entrassem no Templo. Apenas o Sumo Sacerdote podia entrar no Santo dos Santos e uma vez por ano. Contudo, na Crucificação o véu do Templo foi rasgado e o Templo foi inundado de luz e, desde então, nenhum segredo tem vigorado na Iniciação. Entretanto, num certo sentido, ela é tão secreta como sempre o foi, pois como eu disse na Carta do mês passado, ela não consiste em nenhum tipo de cerimônia.

É uma experiência interna, e nós devemos ter o poder dentro de nós mesmos para viver tal experiência, antes que a Iniciação possa chegar até nós. É segredo no mesmo sentido que os mistérios da raiz quadrada o são para uma criança. Nenhuma quantia de dinheiro para a iniciação poderá transmitir o entendimento à uma Mente infantil sobre os mistérios da raiz quadrada; ela deve viver a quantidade de anos suficientes e amadurecer, gradualmente, até que seja possível iluminá-la. Quando este ponto for alcançado, não haverá dificuldade alguma para a iluminação.

Ela compreenderá e verá a verdade facilmente. É exatamente essa verdade de que falei na Carta do mês passado. O Discípulo deve passar por um período de treinamento e por meio dessa preparação se torna maduro e mais calmo para viver a verdade dentro de si. Então, quando chegar a hora, será muito fácil para o Mestre ou Iniciador lhe mostrar, pela primeira vez, como aplicar a verdade que ele encontrou, usar o poder que acumulou, e então, ele é iniciado. Contudo, essa experiência não pode ser comunicada a ninguém. É absolutamente inútil tentar transmiti-la.

Não é através de uma cerimônia ou outra exibição externa que a Iniciação será alcançada pelo ser humano, mas é uma consequência real das suas ações passadas. Portanto, o iniciado pode aplicar sua verdade em sua vida diária, embora, outros possam ser absolutamente incapazes de chegar até ela, tanto quanto a criança é incapaz de entender o que está acontecendo como um exercício de raiz quadrada está sendo feito diante de seus olhos. Portanto, as reais e vitais verdades estão guardadas de todos, até que a chave do mérito abra a caixa do tesouro.

(Por Max Heindel – livro: Cartas aos Estudantes – nr. 42)

[1] N.T.: 1ª e 2ª Dispensação.