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Os Raios Astrais Entrelaçados em nossos Exercícios Esotéricos

Os Raios Astrais Entrelaçados em nossos Exercícios Esotéricos

Com relação à Concentração da manhã e Retrospecção à noite – dois dos nossos Exercícios Esotéricos – surge frequentemente a seguinte pergunta: qual é o melhor método para se conservar na condição física adequada e desperto na concentração, e para ter certeza que estamos avançando de maneira positiva no desenvolvimento interno?

Os Estudantes Rosacruzes não estão tão interessados no rápido progresso como no tipo de progresso que estão fazendo. Os resultados almejados determinarão a classe de Irmã ou de Irmão Leigo que o Estudante será no futuro. Um exemplo: se agora almejamos fazer um trabalho positivo e escolhemos o caminho mais fácil, como é que poderemos ser firmes, quando chegarem as nossas provas?

Recordemos que o Conceito Rosacruz do Cosmos nos ensina sobre duas correntes que rodeiam a Terra, a saber, uma horizontal e a outra vertical. A corrente horizontal é negativa e a vertical positiva, sendo que nosso pensamento se efetua mais facilmente na posição vertical.

O reino animal, desde a criatura mais inferior, está na corrente horizontal (à exceção de poucos) e sob o controle dos Espíritos-Grupo. Sabemos que a posição horizontal de suas colunas nos mostra que assim é de fato (Conceito). Quando deitamos sobre nossas colunas estamos também na posição horizontal e, portanto, nas correntes negativas, podendo assim mais facilmente sairmos de nossos corpos, sendo que nós, Estudantes positivos, desejamos construir a ponte que conduz o conhecimento consciente quando fora do Corpo Denso.

E assim é que trabalhamos para o controle positivo da corrente negativa.

Nossa preparação fundamental é, assim, a concentração, a observação, o discernimento, a contemplação e a adoração.

Uma das primeiras obrigações em nossa Filosofia é assumir a responsabilidade por cada ato nosso. Devemos julgar a nós próprios. Não temos sacerdotes, portanto, de grande importância é para nós a Retrospecção. Quando executamos nosso trabalho, consultamos o horóscopo em busca de intuições sobre o que fizemos em vidas passadas. Quanto nos ajudaria se estudássemos o horóscopo para o método de Retrospecção?

Dividindo um problema em partes sua solução fica mais fácil. Tomando o problema da Retrospecção levantado acima, num horóscopo, vejamos como poderíamos dividi-lo. Os números místicos são geralmente mais atrativos para esse trabalho, assim, dividamos nosso problema no número doze, anotemos o número nove, e para completar tendo os números mais importantes, adicionemos quatro, ficando treze. Somemos quatro e dois para obter seis.

Sabemos que o Sol a cada ano caminha através dos doze Signos e a Terra se deixa influenciar por seus raios, mudando suas características de acordo com cada Signo. Os raios solares são dirigidos a doze setores de nossas vidas nos doze meses do ano e que a Lua, o minuteiro do relógio do tempo, passa através desses doze departamentos a cada mês.

Mensalmente ocorrem duas Lunações, muito importantes para o Estudante esotérico. Na Lua Cheia olha-se para trás, para o mês passado, e observa-se o progresso entre uma Lua Cheia e outra. Na Lua Nova olha-se para o futuro mês, e planeja-se o trabalho mais próximo em relação ao trabalho que já se realizou. Cada passo da Lua nos Signos Cardeais ou impulsivos (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio) é o período em que se realiza o melhor trabalho de cura. Nessa época é muito importante meditar sobre a virtude do Signo no qual a Lua transita. Cada um de nós têm um ponto alto em nosso próprio horóscopo, denominado ângulo, que é cruzado pela Lua quatro vezes ao mês. Não importando como estejam aspectados, todos nós temos nove Astros a considerar em nossas vidas.

Agora vejamos o problema e associemos os números mencionados:

12 – Doze Signos

2 – Duas Lunações

4 – Quatro Pontos Cardeais

4 – Quatro Ângulos no horóscopo Individual

9 – Novo Astros em cada horóscopo

Somando tudo temos: 31

Existem trinta é um dias a considerar; assim temos o material suficiente para iniciarmos.

Todos os estudantes de Astrologia sabem que o dia em que ocorre um Aspecto é a ocasião mais propícia para a ação. Assim, o dia em que a influência de Vênus estiver mais forte, será provavelmente a data em que compraremos um traje novo. Se isso é certo, então o dia em que a Lua está em determinado Signo é o tempo para meditar sobre as qualidades desse Signo, não nos esquecendo de que a Lua leva dois dias e meio para passar através de um Signo. Vejamos alguns exemplos:

Vamos supor que a Lua esteja em Peixes. Qual é a natureza desse Signo? É um Signo místico, reservado e generoso; dá oportunidades para meditar sobre as verdades subjetivas da vida, porque Peixes rege os pés, simbolizando o conhecimento do corpo e, num plano mais profundo, esclarece sobre as ações e reações do Destino (Lei de Consequência). Consideremos agora o lugar do Peixes num horóscopo, e vejamos se a Casa é angular ou não. Em caso positivo, então, precisamos meditar sobre nossa própria posição no assunto, ou seja, as qualidades do Signo. Perceberemos, então que muitos assuntos, que para nós poderiam ser de pouca importância, em tais ocasiões assumem grandes proporções, devido às influências dos ângulos existentes.

Perguntamos agora: como uso essas qualidades em minha vida?

Supondo-se que a Lua esteja passando por Libra, por exemplo, e considerando a nota-chave de Libra, o Equilíbrio, refletiremos assim: equilibrei hoje minhas ações, quando os acontecimentos previstos na Lei de Consequência ocorreram?

Mais à frente, a Lua se translada para o agressivo Signo de Áries. As Luas Cheias, quando em Áries, são muito importantes. Devem ser assim consideradas porque iniciam um novo ciclo de Lua Cheia visto astrologicamente, pois Áries é o primeiro Signo do Zodíaco. Nessa fase, devemos considerar como tem sido o nosso mês, e também devemos nos analisar a respeito de que obra positiva temos iniciado.

Se a passagem da Lua pelos Signos Cardeais é muito importante, o quanto não será o da passagem do Sol, o dador da vida, pelos mesmos Signos? Assim, quando o Sol está transitando pelos Signos Cardeais é o tempo em que precisaríamos estar em sagrada comunhão com nossos “Eu’s Superiores” para os próximos três meses, ou seja, desde o atual Signo Cardeal até o próximo.

Meditações semelhantes também encontram campo quando o Sol transita pelo Signo do Equilíbrio (Libra), da Regeneração (Escorpião), e da Aspiração (Sagitário).

Esses períodos que citamos acima, do ingresso do Sol, deveriam ser observados unicamente em relação ao exercício de Retrospecção e da oração, pois o poder desses serviços é grande e está escrito que é por nosso próprio risco que tomamos o pão e o vinho – (ICor 11:23-30).

Nossa preparação espiritual para o trânsito do Sol em Capricórnio, no mês de Dezembro, deve ser feita de maneira cuidadosa e intensamente devocional, já que esse é usualmente o tempo em que geralmente se realiza o trabalho do Discípulo, não nos esquecendo, contudo, que a época mais propícia é no Solstício de Junho, pois no caso do exercício de Retrospecção será sempre mais produtivo para o Discípulo dar seus passos quando o Mundo externo está evocando as forças físicas em nós, ou seja, quando as forças espirituais estão como que estáticas no mundo e o Cristo está com o Pai.

Passemos agora a considerar os Planetas. Vejamos alguns exemplos: alguns de nós temos o Planeta Urano em Libra: assim, de acordo com os Aspectos que tenha, podemos ler exatamente que tipo de provas podemos esperar, enquanto a Lua e o Sol transitam por esse Signo. Você sabe que um Astro não afligido se interpreta de um modo, e que o que está afligido de outro.

O original, altruísta e elétrico Urano nos dá oportunidades para operar com os bons Aspectos, sendo que, além disso, nós todos também temos em nossos horóscopos muitos outros Aspectos, dando um colorido às nossas ações. Agora, se temos alguma aflição que possa levar-nos a tirar vantagem da porta que se nos abre pelo trânsito da Lua sobre um Urano bem aspectado, devemos então vigiar cuidadosamente nossos exercícios de Retrospecção, procurando julgar com acerto. Acontece também, às vezes, que um Astro bem aspectado, digamos Júpiter, pode fazer com que expressemos alguma tendência negativa nossa, como por exemplo o egoísmo, devido ao poder de agregação desse Astro.

Lembremo-nos que somos nossos próprios sacerdotes, sendo nossa Retrospecção o nosso confessionário; por isso, em ocasiões críticas devemos vigiar e analisar os acontecimentos tal como realmente ocorreram em nossas vidas. Nossas provas não costumam apresentar-nos cartão de visitas, para que possamos identificá-las, mas pelo contrário, quando nos chegam, vêm revestidas com nossas inferioridades e são tão disfarçadas que permitimos que entrem e ainda lhes damos o melhor lugar na mesa, por assim dizer.

A Lua, em sua progressão ao redor de cada Astro que temos e os ativando, põe em ação os vários Aspectos e como que se se nos estivesse fazendo as perguntas a respeito de como estamos fazendo uso das vibrações. Faz as mesmas perguntas a cada sete anos, e cada vez revestida de uma nova forma de fazê-la. Primeiramente, põe-se frente ao Aspecto, logo passa por ele e lhe sussurra quando faz a Conjunção, prossegue depois seu caminho e, olhando para trás, produz uma Oposição, de onde mira desde o ápice do problema. Em cada Aspecto faz a mesma pergunta e nos faculta crescer nos anos intermediários para que tenhamos assim, a cada vez que a pergunta for feita, uma resposta diferente.

O discernimento é uma das qualidades que precisamos desenvolver, e não há melhor oportunidade de desenvolvê-lo do que quando vemos a pergunta que a Lua nos faz e formulamos a resposta. Mais à frente, aprenderemos a analisar as Quadraturas, e perceberemos que no que diz a respeito às lições que estão sendo aprendidas, seu poder é muito maior do que qualquer outro Aspecto que tenhamos. Quando chegar o tempo e nossas aquisições se converterem num real saber, então sentiremos que temos algo a oferecer como serviço aos Irmãos Maiores. Então, quando chegarmos a esse ponto, necessitaremos fazer nosso inventário para averiguar tudo o que realmente precisamos para prestar o Serviço.

Vamos supor, agora, que iremos fazer esse pequeno exercício. Começaria de forma, mais ou menos, semelhante à esta:

  • CONCENTRAÇÃO: Quanto posso fazer na concentração? Fiz bem minha última tarefa, ou descuidei de algum detalhe, somente porque alguma pessoa interveio? O quanto conheço a respeito das Artes? Posso fazer um problema de álgebra? Conheço algo de química? Se fosse à Sede Central trabalhar, seria de algum valor para o serviço? Possuo melindres? Suporto a crítica? Gosto do estudo?
  • MEDITAÇÃO: Quantos livros li este ano? Quantos eram uma biografia? Quantos foram ficção? Passei algum tempo sozinho? Que acho dos problemas? Gosto de ficar quieto?
  • OBSERVAÇÃO: Posso entrar num quarto e depois recordar a posição dos móveis? Como seremos capazes de funcionar nos mundos internos, se não conseguirmos realizar aqui esta pequena tarefa? Aqui, onde as coisas são mais ou menos permanentes?
  • DISCERNIMENTO: Quantas vezes tiramos conclusões erradas das coisas e depois averiguamos que alguém mais estava certo? Quantas vezes fracasso na escolha entre um bem maior e um menor? Quantas vezes faço algo simplesmente para agradar alguém, em vez de fazer o que seria justo?
  • CONTEMPLAÇÃO: Sei ler os sinais dos tempos para compreender as profundas operações que estão por trás dos acontecimentos? Alguma vez pego um objeto e trato de ver nele a obra de Deus? Fico em casa às vezes e sozinho, ficando quieto e assim perceber o desenvolver-se do plano divino? Posso obter um sublime e belo êxtase ao ver abrir-se uma rosa?
  • ADORAÇÃO: Toma nossa adoração o antigo hábito de cair de joelhos para adorar o desconhecido, ou tratamos de penetrar nos mistérios para termos maior reverência perante nosso Deus, de modo que consigamos saber de coisas maiores que possamos realizar em Seu Nome?

Sabemos que a luz branca contém toda a gama do espectro e também que Deus é Luz, e que “se andamos na Luz, como Ele na luz está, seremos fraternais uns com os outros”.

Cada Astro possui uma cor distinta e cada um deles recebe um certo tipo de raio do Sol. Conforme cada um dos Astros recebe mais e mais desta luz, reflete algo da própria cor para mesclar tudo de novo nele mesmo. Somos algo parecidos a isso: quando recebemos um pouco desse maravilhoso conhecimento, crescemos e começamos a emitir “Um raio para o mestre, que é quem verá esta radiação, e também não importa onde estaremos, daremos o próximo passo em nosso progresso sempre e quando estejamos preparados para dá-lo. Muitas provas encontraremos em nosso caminho, e muitos fracassos teremos nesta grande preparação, mas o glorioso é poder dizer que estamos abrindo, ou teremos aberto, outra porta para nosso caminho no progresso, sabendo perfeitamente bem que a senda se faz mais estreita conforme passa o tempo e nossas responsabilidades se fazem maiores. Em verdade, se perdermos o senso comum, também se perde nossa utilidade. O grande dom é manter a habilidade de conservar nossos amigos, mesmo estando realizando esse trabalho. Muitos de nossos conhecidos penetraram o trabalho interno e se descuidaram de conservar os contatos sociais que são necessários para nos mantermos a um nível normal. Devemos vigiar essa tendência, porque nossa utilidade para o Mestre pode ser justamente a de que devemos ser capazes de atrair alguma outra pessoa, e não lhe teríamos acesso caso nos achássemos incultos, grosseiros ou, então, incapazes de um relacionamento em qualquer sala de recepção de pessoas. A sociedade é um produto já pronto dessa era no aspecto material. Aqui é onde se reconhece a arte onde pode ser obtida cultura. Nossos governos estão necessitados de ideais tais como o que nós podemos lhes oferecer. Quem de nós se dispõe a deixar as distrações e adentrar àquelas salas levando seu conhecimento espiritual, o que muito contribuiria para o avanço espiritual da Terra.

Venham, amigos que estejam preparados! Vamos dar uma nova arrancada para a frente!

(“Rays from the Rose Cross”, publicado na revista Serviço Rosacruz – 02/86)

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A última encarnação de um ser humano como gorila

A última encarnação de um ser humano como gorila

Aqui está uma das mais marcantes histórias que eu já ouvi: um gorila irá renascer como humano em sua próxima encarnação.

Uma vez, dois Auxiliares Invisíveis estavam indo para uma clareira numa parte densa da selva na África quando a Auxiliar Invisível olhou para baixo e viu uma cativa nos braços de um gorila que estava dormindo. “Olhe! Há uma mulher branca”, ela falou para seu companheiro. “Vamos lá salvá-la.”

Eles desceram e perguntaram para a mulher se ela queria ajuda para sair daquela situação.

“Sim, por favor” me tire daqui”, ela falou.

Ela estava deitada nos braços do gorila, e se ela se movesse ele iria acordar. Quando ela se levantou, ele acordou e também se levantou. Os Auxiliares Invisíveis estavam se perguntando como conseguiriam tirá-la de lá. Todas as vezes que eles tentavam tirá-la do gorila, esse se levantava e grunhia para eles. Eles estavam com medo que se eles tentassem pegá-la à força, ele a faria em pedaços.

Ela precisava de roupas e contou a eles como o gorila tirou suas roupas, e que cada vez que ela fazia novas roupas de casca ou grama, ele as tirava novamente. Ele não a machucou, mas a protegeu dos outros gorilas, das cobras e dos animais selvagens da selva. Ele providenciou comida para ela e sempre se manteve próximo a ela e distante dos outros para que nada pudesse machucá-la.

Com o passar do tempo ela ficou com a pele totalmente bronzeada e a pele dos seus pés se tornou tão dura que ela conseguia andar sem machucá-los. Ela aprendeu que para viver dependia de seu gorila protetor, e começou a ensiná-lo tudo que podia. Ela disse que em um certo momento ele se tornou inquieto e desconfortável e ela ficou com medo que a deixasse, então durante a noite ela se amarrava a ele com seus longos cabelos. Ele aprendeu a amá-la de seu modo peculiar e ela sabia que estaria viva, enquanto ele cuidasse dela. Quando perguntaram como ela foi parar naquele lugar, ela contou que acompanhava alguns viajantes que estavam caçando na selva. Eles foram atacados pelo bando de gorilas e ela viu os gorilas matarem a todos.

Os Auxiliares Invisíveis solicitaram permissão para levar essa mulher e eles disseram que poderiam levá-la. Um dos Auxiliares Invisíveis disse a ela para mandar o gorila buscar alguma comida. Ela o fez, e então os Auxiliares Invisíveis disseram para que ela se deitasse. Então, os dois Auxiliares Invisíveis a ergueram e a carregaram até uma vila pequena, onde encontraram algumas pessoas que deram roupas para ela se vestir. Os Auxiliares Invisíveis falaram para ela procurar o Cônsul e conseguir um passaporte para voltar para casa.

Algumas noites depois um altíssimo Irmão Leigo foi até àqueles mesmos Auxiliares Invisíveis e disse para eles irem aquela vila onde levaram aquela mulher e compelir o Cônsul a dar a ela o passaporte e o dinheiro para as despesas para ela poder voltar para casa. Ele deu a Auxiliar Invisível o poder para fazer esse trabalho e disse para que ela fosse mais firme para resolver esse caso.

Quando os Auxiliares Invisíveis chegaram à vila, encontraram a pobre mulher em uma casa velha com algumas pessoas pobres. Ela vestia algumas roupas rasgadas. Quando ela viu os Auxiliares Invisíveis, implorou para que a levassem de volta à selva para seu amigo gorila e a deixasse morrer com ele, porque ele era bom para ela, mesmo de sua maneira, e a amava. Os Auxiliares Invisíveis contaram a ela que vieram para levá-la de volta para sua casa.
“Vocês não podem fazer nada por mim, já que ninguém acredita na minha história”, ela lhes disse.
Os Auxiliares Invisíveis pediram que ela os levassem ao escritório do Cônsul.

“Ele não irá recebê-los”, ela falou.

Eles foram e solicitaram ao guarda, que estava na porta de entrada, que queriam ver o Cônsul.

“Ele não está acordado’, disse o homem.

“Vá acordá-lo e diga que queremos falar com ele sobre um assunto importante, e não fique aí me olhando”, disse o Auxiliar Invisível.

O homem foi e depois de um tempo o Cônsul voltou com o homem e convidou os três estrangeiros a entrar. O Cônsul estava bravo e queria saber o que queriam com ele.

“Eu quero um passaporte e dinheiro para essa mulher poder voltar para sua casa na Europa”, disse um dos Auxiliares Invisíveis.

“Eu não a conheço e não tenho nenhum registro sobre ela”, ele disse. “A mulher que ela diz ser se perdeu há cinco anos, e nenhum dos integrantes do grupo foi encontrado”. Ele pegou seu livro de registros e perguntou à mulher para dizer o nome dos outros integrantes do grupo, onde viviam e a idade deles.

Ela fez isto e ele ficou atônito. “Eu preciso saber na cidade dela se os pais dela ainda vivem ou não”, disse ele.
“Ambos estão vivos”, disse o Auxiliar Invisível. “Escreva aos pais dela e peça a eles que escrevam uma carta, e que o Prefeito da cidade coloque um selo nela”.

O Cônsul escreveu uma carta e colocou um selo nela. Um Auxiliar Invisível contou que o outro iria entregar a carta, enquanto ele fazia o passaporte. O Auxiliar Invisível foi até a cidade onde a mulher vivia, encontrou seus pais e entregou a carta a eles.

A mãe gritou de alegria, se sentou e imediatamente começou a responder a carta. Ela contou ao estranho onde o Prefeito morava e ele foi lá para que ele carimbasse a carta. O Auxiliar Invisível gastou uns vinte minutos e quando ele voltou com a resposta, o Cônsul olhou para ela e quase desmaiou porque viu um carimbo familiar datado e carimbado no papel.

“Você é casado?”, a Auxiliar Invisível perguntou.

“Sim, eu tenho esposa”, ele respondeu.

“Chame sua esposa aqui para ajudar a essa mulher?”, disse a Auxiliar Invisível.

“Eu tenho empregados para esse tipo de serviço”, disse o homem.

“Faça como eu disse”, a Auxiliar Invisível falou com uma voz firme.

“Sim, Vossa Alteza”, o Cônsul respondeu e foi buscar sua esposa.

Ela veio correndo, mas quando a Auxiliar Invisível olhou para ela, ela parou abruptamente. “O que você quer que eu faça?”, ela perguntou.

“Limpe essa mulher e lhe dê algumas roupas para viajar”, a Auxiliar Invisível respondeu.

“Sim, Vossa Alteza”, a mulher do Cônsul falou, e levou a mulher para um outro cômodo.

Elas retornaram em meia hora e os Auxiliares Invisíveis quase não reconheceram a mulher. Seu cabelo estava penteado e ela estava muito bem vestida. Até suas unhas tinham sido feitas. Todas viram que ela estava muito linda.

O Cônsul lhe deu o passaporte e quinhentos dólares. “Temos pouco tempo para tomar o barco”, ele falou. Então, ele pediu aos Auxiliares Invisíveis para retornarem depois que a mulher tivesse partido.

Os Auxiliares Invisíveis se despediram da mulher no barco. Ela chorou e disse que não queria ir para casa, mas queria voltar para seu amigo na selva. Ela pediu aos Auxiliares Invisíveis para cuidar dele e eles disseram que fariam isto.

Os Auxiliares Invisíveis voltaram para a casa do Cônsul. Ele e sua esposa estavam no escritório e eles se ajoelharam aos pés da Auxiliar Invisível. “Senhora Anjo, eu suplico por perdão”, o Cônsul falou: “Eu não sabia quem era essa mulher, quando ela veio aqui na primeira vez.”

“Levante-se”, ela falou. “Não sou um Anjo. Sou apenas uma Auxiliar Invisível da humanidade”.

“Rogo que me diga como posso fazer o que você faz e ser um Auxiliar Invisível”, ele falou. Sua esposa falou que ela também gostaria de saber e a Auxiliar Invisível contou a eles e mostrou todos os ensinamentos e o que eles deveriam fazer. Ela contou a eles que teriam oportunidades em sua posição de fazer maiores trabalhos.

“Nós faremos isto”, o Cônsul prometeu. “Se você conseguir trazer o gorila que é amigo dessa senhora, eu cuidarei dele e o domesticarei”.

A Auxiliar Invisível disse a essas duas pessoas para irem para a cama e se deitarem juntos, e que ela os levaria ao gorila. O homem e sua esposa fizeram isso, e depois que a Auxiliar Invisível os colocou para dormir os quatro foram encontrar com o gorila na selva.

Eles o encontraram morto. Ele havia retornado com frutas para a mulher, e quando descobriu que ela havia sumido seu coração se partiu. Os Auxiliares Invisíveis chamaram o Espírito-Grupo, e ele os contou o que havia acontecido.

Ele falou que esse gorila iria renascer como um menino e no futuro sua amiga iria ter a chance de ensinar a ele, porque ela seria uma verdadeira missionária para os seres humanos atrasados de todas as raças.

O Cônsul e sua esposa, em seus Corpos de Desejo, puderam ver e ouvir o Espírito-Grupo e estavam surpresos. “Com certeza eles devem ser Anjos ou Deuses, pois nenhum ser humano consegue fazer o que eles fizeram”, o Cônsul falou.

O Espírito Grupo falou que a mulher trouxe o gorila ao estágio humano com sua bondade, e ele contou sobre o destino maduro que causou seu problema. Uma vez ela havia largado umas pessoas na selva e nessa vida ela devia pagar aquela dívida, e fez isto muito bem.

Uma cobra imensa apareceu e a Auxiliar Invisível a chamou e ela se aproximou, mas o Cônsul e sua esposa se afastaram. Então os Auxiliares Invisíveis levaram o homem e sua esposa para casa.

(IH – de Amber M. Tuttle)

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O Destino e o Futuro da Fraternidade Rosacruz

O Destino e o Futuro da Fraternidade Rosacruz

A Fraternidade Rosacruz, como todo agrupamento formal de indivíduos no plano material, tem suas provações e privações. Tais dificuldades se situam na própria natureza da existência terrestre e na falibilidade humana. Estamos aqui reeditando um artigo da revista Rays From the Rose Cross sobre certas críticas sobre a Fraternidade Rosacruz precisamente para mostrar que elas são permanentes na sua natureza e amplas devido aos julgamentos humanos desequilibrados e restritos e a expectativa implausível de que toda organização satisfaz completamente as diversas necessidades e ideias de todos os seus membros. As questões colocadas nesse artigo, quando apareceram pela primeira vez em 1936, são atuais – e também o são as respectivas respostas.

Agora é o tempo de novas ideias, novos programas revolucionários e inícios de novas maneiras de agir em todo lugar e para todas as coisas. As pessoas que atacam crenças e instituições estão ocupadas, e isso é bom, porque onde há completa autossatisfação sabemos que também há sempre a crescente inércia e a crescente ineficiência.

Um estado de inteira autossatisfação é, realmente, a única coisa que nós deveríamos estar alertas. Enquanto há um espírito de questionamento, investigação e de progresso, nós sabemos que, decididamente, chegaremos a algum lugar. A Fraternidade Rosacruz, fundada por Max Heindel há 25 anos atrás sob as diretas orientações de um Mestre, um dos treze membros da Ordem Rosacruz, é alvo de uma quantidade de críticas construtivas e muitas outras destrutivas. O objetivo desse artigo é examinar os fatos desses casos e apresentar alguns pontos de vistas e expor algumas conclusões que, acredita o autor, têm uma influência vital sobre o assunto em questão.

Para começar, vamos considerar a Fraternidade Rosacruz em si mesma: ela é os Ensinamentos de Sabedoria Ocidental para as pessoas que vivem no ocidente, porque a Ordem Rosacruz, de onde ela se originou, é encarregada da evolução do ocidente. Vários ensinamentos Orientais, que surgem no continente americano, de tempos em tempos, tem seu mérito, mas eles são, particularmente, adequados para as pessoas do oriente, e não são apropriados para o tipo de Mente do ocidental. A Filosofia Rosacruz é essencialmente uma filosofia Cristã, explanando a doutrina Cristã do ponto de vista esotérico. Portanto, está melhor adaptada às necessidades do povo do ocidente. Max Heindel disse a um amigo do autor, que estava presente na primeira Escola de Verão em Mount Ecclesia em 1913, que a Filosofia Rosacruz estava destinada a, dentro de 500 anos, a se tornar a religião dominante em toda a parte ocidental. Isso gerou uma profunda impressão no autor, e à luz disso, sempre lhe pareceu particularmente valioso poder ajudar a disseminar essa Filosofia, além dos próprios benefícios derivados da aplicação dessa mesma Filosofia.

A Fraternidade Rosacruz foi elaborada de modo a ser o instrumento da Ordem Rosacruz e seu representante exotérico para apresentar a Filosofia ao mundo. Portanto, ela tem um grande destino, antes de que isso alcance todas as suas possibilidades. Mais do que isso, ela tem todo o aparato material e um quarto de século de experiência e treinamento, o que lhe fornece um grande impulso e a faz, particularmente, um instrumento útil para a obra a que foi designada.

Há uma grande necessidade de oferecer a Filosofia Rosacruz para toda a América e para as outras partes do ocidente. Há uma nova leva de sensitivos sendo desenvolvidos a cada ano que podem utilizar a Filosofia com grande vantagem. O mundo, atualmente, está repleto de pessoas que buscam a Luz e uma solução para os seus problemas. Elas estão prontas para a nossa Filosofia. E para servir a sua necessidade, temos, na opinião do autor, o melhor do mundo filosófico atual.

Quero considerar, brevemente, algumas das sugestões e críticas que surgiram no decorrer do ano, para a melhoria do trabalho da Fraternidade e para a eliminação das características consideradas indesejáveis. Essas críticas e sugestões serão analisadas somente com o desejo de averiguar a verdade.

Primeiro: nós ouvimos dizer, em alguns lugares, que a Fraternidade está tão cristalizada que, como qualquer outra coisa que se cristaliza a tal ponto, ela está se acabando. Contudo, a Fraternidade está, de fato, apenas em sua infância. Um movimento que está destinado a revolucionar a religião do mundo ocidental não nascerá e nem se realizará em um pequeno período de 25 anos. A Igreja Católica existe há mais de 1500 anos e não se pode dizer que está se cristalizando a ponto de se acabar. É verdade que devemos distinguir entre a Filosofia Rosacruz e Fraternidade Rosacruz; já que a Fraternidade Rosacruz foi precisamente criada para executar o trabalho pioneiro de oferecer a Filosofia Rosacruz ao mundo e estabelecer a Fraternidade Rosacruz por meio de um trabalho de base, durante esse tempo de agora, e é completamente injustificável falar sobre cristalização nessa fase. A Fraternidade Rosacruz terá seus altos e baixos, seus ciclos de fortaleza e fraqueza, como qualquer outra instituição humana. Daqui a cem ou duzentos anos as influências cristalizantes poderão até se tornar sérias a ponto de significar uma dissolução, caso em que será substituída por outro movimento melhor adaptado para continuar o trabalho. No entanto, com certeza, esse estágio ainda não foi nem remotamente abordado.

Segundo: ouvimos o desejo de muitos para termos mais ensinamentos esotéricos, além do que já nos foi disponibilizado, e a crítica de que nada de novo foi produzido pela Fraternidade Rosacruz. Isso não é verdade, pois há muitas coisas novas chegando. Contudo, de muito maior importância é o fato de que Max Heindel nos deu material de filosofia suficiente para durar por centenas de anos, sem a necessidade de se acrescentar nem uma linha a mais. Nem conseguimos começar a assimilar aquilo que nós já recebemos, então por que a demanda por mais material? A Filosofia Rosacruz, tal como nos foi fornecida, é um esboço e um tratado completo sobre: a história do Cosmos, a natureza básica do ser humano e o treinamento e desenvolvimento esotérico. Por que pedir mais além disso? Parece, ao autor, que somente os buscadores de fenômenos, que necessitam de uma sensação após outra a fim de que possam manter o interesse estimulado, fazem esse tipo de exigência. É algo como as crianças do ensino fundamental que exigem ensinos universitários, quando ainda não aprenderam suas lições básicas. O que se precisa é fornecer a essas pessoas o acesso à literatura Rosacruz já disponível. A literatura Rosacruz fará o trabalho. Nós não precisamos de fenômenos; nós não precisamos de experiências esotéricas sensacionalistas. Nós precisamos, somente, de uma apresentação clara das verdades vitais e fundamentais e que já temos. A seu tempo, conforme declarado pelo próprio Max Heindel, um Instrutor mundial aparecerá. Não sabemos quando. No entanto, não podemos esperar. Na verdade, não precisamos esperar, pois já recebemos tudo o que precisamos da Filosofia agora.

Terceiro: há e sempre houve muitas críticas sobre as pessoas que dirigem o trabalho da Fraternidade Rosacruz. Contudo, tal crítica não é muito filosófica. Ninguém é perfeito. Nenhuma pessoa, ligada à Fraternidade Rosacruz, jamais foi perfeita. Max Heindel não era perfeito. Se tivesse sido, ele não teria estado aqui. A mera presença de um indivíduo nessa esfera terrestre denuncia o fato, já de início, de que sua personalidade é imperfeita e que ele está aqui com o principal propósito de aperfeiçoá-la e desenvolvê-la. Não podemos julgar uma filosofia pelas imperfeições dos seus seguidores. Se a Religião Cristã tivesse sido julgada dessa forma, teria sido descartada do mundo há, pelo menos, mil e quinhentos anos atrás. Se todos aqueles que estão promovendo e dirigindo o trabalho de qualquer organização filosófica são honestos, devotados e consagrados ao trabalho, fazendo o melhor que podem, então logicamente, não podemos criticá-los. Só podemos ajudá-los, sempre que tivermos oportunidade, e pedirmos que Deus nos envie a ajuda necessária, já que só d’Ele pode vir o que precisamos.

Quarto: parece que há alguma confusão, para algumas pessoas do público em geral, quanto à relativa autenticidade, profundidade, alcance e sabedoria intrínseca dos Ensinamentos Rosacruzes, tal como vemos nas obras de Max Heindel e nos ensinamentos de outros escritores metafísicos contemporâneos a ele, que se uniram em um esforço comum e em certa medida, com os escritos dele. Parece que a melhor maneira de esclarecer o assunto seria declarar a fonte e a autoridade espiritual dos Ensinamentos Rosacruzes que nos foram fornecidos por Max Heindel, e depois deixar que o leitor tire suas próprias conclusões.

Max Heindel foi um Irmão Leigo da Ordem Rosacruz, e alcançou, conforme podemos acercar em seus escritos, quatro das nove Iniciações dos Mistérios Menores. Os ensinamentos básicos, que ele incorporou no seu trabalho, foram obtidos diretamente dos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, embora, subsequentemente, ele fez muita pesquisa espiritual independente, e que aparece nos seus últimos trabalhos. No início de sua missão ele gastou um tempo considerável no lar material físico dos Irmãos Maiores na Europa central, onde eles ditaram a ele a essência da Filosofia Rosacruz como eles quiseram que fosse fornecida ao ocidente, e ele escreveu e publicou de acordo com as instruções deles.

A Ordem Rosacruz é composta de doze Irmãos Maiores com Christian Rosenkreuz, o décimo terceiro, como Responsável Máximo e Líder. Todos os treze membros da Ordem têm as nove Iniciações dos Mistérios Menores e as quatro Iniciações dos Mistérios Maiores. Portanto, eles alcançaram o estado de “super-homens”. Eles já passaram esse estágio da humanidade comum. Eles têm a sabedoria, o poder e o desenvolvimento que a humanidade alcançará no fim do Período de Vulcano, quando o atual Esquema de Evolução estará completado. Sua sabedoria está completamente além de qualquer pesquisa humana sob linhas ocultistas ou metafísicas.

Relativo ao assunto que estamos considerando, é bem evidente que eles não distribuíram dois ou três diferentes estilos de filosofia para serem disseminados ao mesmo tempo. Portanto, a conclusão é inevitável que os trabalhos de outros escritores metafísicos são o produto de suas próprias experiências ocultas independentes; pelo menos, no que diz respeito a quaisquer características Rosacruzes e, portanto, deve ser julgado de acordo com isso. Não deve, no entanto, haver nenhuma rivalidade entre diferentes linhas de pensamento filosófico. Cada indivíduo deve selecionar e seguir aquilo que o agrada como sendo verdadeiro. Além disso, não deve haver nenhum esforço para atrair ou manter os Estudantes, exceto quando são atraídos e mantidos pelo valor intrínseco da própria Filosofia Rosacruz. Max Heindel disse, em particular, que não devemos fazer o proselitismo, que devemos apresentar nossa Filosofia Rosacruz e depois deixar o restante para a orientação interna do Estudante, se a rejeitará ou a aceitará; também deixar isso para sua orientação interna se ele permanecerá na organização ou se decidirá ir para outro lugar.

A organização não tem, em si, nenhuma importância, exceto por ser um instrumento para servir. A motivação para uma organização não deve ser a de ser construída e mantida a fim de preservar sua própria reputação e prestígio.

Se essa é a motivação, tanto a organização como o prestígio estão condenados. Entretanto, se a motivação é para fornecer a verdade para aqueles que a estão buscando e manter a organização a menor possível e quase desapercebida, então essa organização será forte e se tornará o poder para o bem, porque se tornou um meio e não o um objeto.

Organizações devem, também, aprender a respeitar a lei e se libertar do medo. A lei em questão: “busque o Reino de Deus e sua justiça e o mais vos será dado por acréscimo” se aplica às organizações com exatamente a mesma força que se aplica aos indivíduos. O destino bom – gerado pelo uso sábio de todos os recursos para servir o máximo possível e vivendo pela fé na capacidade e disposição de saber que os Poderes Superiores suprirão as necessidades – demonstrará que qualquer organização, que está fazendo um trabalho verdadeiro, terá sucesso em qualquer situação que se encontrar.

A Fraternidade Rosacruz, como todos os instrumentos humanos, está em evolução; mas não devemos confundir evolução com dissolução. A Fraternidade universal, que é a razão pela qual a Fraternidade Rosacruz foi concebida e que há todos os motivos para se acreditar que ela pode cumprir, pode ser realizada muito mais por ela do que por grupos dispersos. O autor ama a Fraternidade Rosacruz. Ele é membro da Fraternidade Rosacruz e trabalhou, com o melhor que pode fazer, desde 1910 – quase desde a sua criação – tanto nos Centros Rosacruzes locais quando na Sede em Mount Ecclesia, incluindo aqui dois anos proferindo palestras. Portanto, ele teve a oportunidade especial de observar as atividades e toda a evolução da Fraternidade Rosacruz. Ele tem certeza de que ela tem um destino maravilhoso a cumprir. Exigirá autossacrifício e autodisciplina para realizar esse destino, mas estes estarão em evidência, à medida que os períodos críticos aparecerem e a necessidade exigir. Por meio do auxílio das forças ocultas que trabalham para a evolução da Fraternidade Rosacruz, seus vários problemas serão resolvidos no seu devido tempo.

Em vista do exposto, seria muito aconselhável que os amigos da Fraternidade Rosacruz não descartassem sua lealdade e seu apoio devido a informações incompletas ou defeituosas que podem lhe chegar, mas que reconheçam o grande instrumento que a Fraternidade Rosacruz pode e continuará sendo no serviço e na iluminação do ser humano; depois disso, dobre a sua lealdade, o seu apoio e o seu pensamento construtivo, de modo a ajudar o máximo possível aqueles que, a qualquer momento, são incumbidos do dever de dirigir esse trabalho.

(Traduzido da Revista Rays from the Rose Cross, de Janeiro de 1936 e depois republicado da edição de Julho-Agosto de 1998, de autoria de Joseph Darrow)

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Empenhe-se em uma Só Direção

Empenhe-se em uma Só Direção

Vagávamos, todos nós, durante longo tempo, juntamente com a humanidade comum, pelo deserto do mundo, como que perdidos, ansiando, graças a certa maturidade interna, espiritual, por algo mais elevado do que tudo aquilo que existia até então; até que, em um belo dia, tivemos a ventura de encontrar a Escola Iniciática Rosacruz, portadora de sublimes ensinamentos dados pelos Irmãos Maiores da Ordem desse nome, para eterno benefício da humanidade. Esses ensinamentos foram-nos transmitidos por seu fiel mensageiro, o iluminado mestre Max Heindel, a quem muito devemos. Esse nosso encontro com a Rosacruz foi de suma importância e ficamos maravilhados mesmo. Portanto, encontrado o caminho certo, com justa razão nos matriculamos nesta Escola, cujo curriculum consta de 7 etapas ou Cursos, que são: Preliminar, Regular, Probacionista, Discípulo, Irmão Leigo (a), Adepto e Irmão Maior, com o firme propósito de seguirmos fielmente e com toda diligência os preciosos ensinamentos por ela ministrados. Estes nos incitam, como um dos pontos FUNDAMENTAIS, A CONCENTRAR OS NOSSOS ESFORÇOS NUMA SÓ DIREÇÃO, E JAMAIS FICARMOS ZIGUEZAGUEANDO DE UM CAMINHO PARA OUTRO. Temos esses ensinamentos, já na obra básica, isto é, no “Conceito Rosacruz do Cosmos”, com o título A FRATERNIDADE ROSACRUZ, que, entre outras coisas, nos diz, expressamente, o seguinte:

“Depois de completar o Curso Preliminar, o estudante é automaticamente matriculado como Estudante Regular durante dois anos. Findos esses, caso tenha-se compenetrado da verdade dos ensinamentos Rosacruzes e preparado para cortar toda relação com qualquer outra ordem oculta ou religiosa excetuando-se as Igrejas Cristãs e ordens fraternais – pode assumir a Obrigação que o admite no grau de Probacionista. Não pretendemos insinuar, na cláusula anterior, que as demais escolas de ocultismo não servem. Longe disso; muitos caminhos conduzem a Roma, mas chegaremos com menos esforços seguindo por um deles do que ziguezagueando de um caminho para outro. Nosso tempo e energias são limitados e, além disso, reduzidos por deveres de família e sociais que não devemos descuidar para atender ao próprio desenvolvimento. A fim de evitar, no máximo, o desperdício das energias de que legitimamente dispomos e evitar a perda dos poucos momentos ao nosso dispor, os Guias insistem no corte de relações com as demais ordens”.

Os Guias, a que “O Conceito” se refere, são os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz. É lógico e coerente que devemos seguir essa segura e sábia orientação, e, se assim fizermos tornará patente estarmos com o pé na realidade, aliás sublime, portanto, libertos de imperfeições maiores, particularmente de confusão dentro de nós, como se ainda fôssemos seres indefinidos (pois a árvore se conhece por seus frutos – é um ensinamento dos Evangelhos).

Para ilustrar, ainda, o importante assunto aqui tratado, lembramos a todos que, se nos matricularmos numa Faculdade de Direito e quisermos alcançar bons resultados, temos que seguir com diligência o curriculum dela, a sua orientação, pois, se ficássemos correndo de uma faculdade a outra finalmente, não nos formaríamos em nenhuma delas. No campo espiritual a coisa é mais séria ainda. Atentemos.

Nos centros e grupos Rosacruzes, devemos transmitir os formosos ensinamentos que recebemos dos queridos Irmãos Maiores, de maneira fiel e diligente, pois, de certo modo estamos funcionando como guias de outros que estão começando, portanto, necessitam muita definição e firmeza; ademais, não temos o direito de deturpar nada, de ninguém, principalmente dos Irmãos Maiores, aos quais devemos o máximo respeito e admiração!

Neste artigo, que não passa de lembrete de pontos fundamentais da Filosofia Rosacruz, aparece o nome de quem o escreve, unicamente com a finalidade de resguardar a Fraternidade Rosacruz de qualquer falha que por ventura exista. Encerra ele, tão-somente, o pouco que o autor pôde alcançar dos ensinamentos Rosacruzes.

(De Hélio de Paula Coimbra, Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 10/77)

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Curando um homem de um tipo de cifose

Curando um homem de um tipo de cifose

Mais tarde, esses mesmos Auxiliares Invisíveis encontraram um homem na Europa que estava descendo uma rua.

Eles viram que esse homem tinha um problema nas costas que o fazia se inclinar para a frente. Os Auxiliares Invisíveis pararam na esquina e esperaram até que ele chegasse.

“Meu amigo”, disse o Auxiliar Invisível, “parece que você está mal. Você não consegue ajuda nesse imenso país?”

“Eu ainda não consegui. Eu gastei milhares de dólares, mas minhas costas só parecem piorar, então, acho que é a vontade de Deus”, disse o deficiente.

“Não, meu amigo”, respondeu o Auxiliar Invisível, “não é a vontade de Deus”.

Seu problema é devido ao que você fez na vida passada; é que você, com muita maldade, amarrou um homem, e o manteve amarrado até que suas costas se tornassem rígidas. Você deu ordens para que ele não fosse libertado até que você autorizasse. Porém, você foi embora e ele permaneceu assim por dez anos.

Quando você retornou, sua filhinha entrou no subsolo e o viu. Sua vítima parecia um homem velho devido a sua tortura. Quando ela lhe falou sobre ele, você foi vê-lo, se arrependeu e o libertou, mas o mal já havia sido realizado.

Você tentou fazer algo por ele, mas não foi o suficiente para aliviá-lo. Você está nesta condição devido ao que causou àquele homem.

O Auxiliar Invisível esfregou as costas do homem e disse-lhe para endireitar-se lentamente, e ele o fez. Ele ficou tão ereto quanto os Auxiliares Invisíveis, e ele estava cheio de alegria ao falar, e as lágrimas corriam pelo seu rosto. O Auxiliar Invisível disse a ele para ser bom a todos e respeitar as crenças religiosas, pois todas elas conduzem a Deus.

Esse homem era católico, e o Auxiliar Invisível lhe disse que os protestantes são tão bons quanto ele e que não deveria haver desavenças entre eles, mesmo que alguém dissesse o contrário. O homem prometeu que seria gentil com todos e agradeceu aos estranhos pela ajuda recebida.

O homem que estava incapacitado foi curado por meio da força de cura espiritual que vem de Deus. Os Auxiliares Invisíveis são meros servos de Deus que haviam sido enviados a ele por um Irmão Leigo ou uma Irmã Leiga.

(IH – de Amber M. Tuttle)

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Max Heindel, tal como eu o conheci

Max Heindel, tal como eu o conheci

Minha mãe foi secretária de astrologia ao tempo de Max Heindel e Augusta Foss de Heindel, no início de 1914. A Fraternidade Rosacruz era pequena em números, mas era uma família feliz e harmoniosa. Mamãe vinha a Los Angeles todos os fins de semana e numa dessas ocasiões me trouxe um volume de “O Conceito Rosacruz do Cosmos”. Eu fiquei impressionado pela apresentação clara e racional das verdades ocultas e quando Max Heindel veio ao Centro de Los Angeles, lá fui ouvi-lo. Ao nos encontrarmos, senti instantaneamente que já éramos amigos desde vidas anteriores.

Convidado a descer a Oceanside, no seguinte fim de semana, tomei o trem para Santa Fé e ao descer em Oceanside verifiquei que era uma pequena povoação, com apenas uns dois quarteirões e algumas casas dispersas. Caminhei uns dois quilômetros por uma estrada de cascalho até chegar às terras da Fraternidade Rosacruz e percebi que havia somente um edifício de administração (abrigando todas as atividades), uma pequena capela e cerca três pequenas casas.

Depois passei a frequentar Oceanside em todos os fins de semana e me familiarizei com o Senhor e a Senhora Heindel e quando havia acúmulo de trabalho no departamento astrológico eu ajudava a levantar e interpretar horóscopos, cooperando com minha mãe e a Sra. Augusta. Normalmente, depois do Serviços Matinal de Domingo, Max Heindel e eu nos sentávamos próximos ao lugar onde se encontra hoje o Emblema Rosacruz Nós conversávamos sobre várias coisas de mútuo interesse, tais como astronomia, astrologia, filosofia e ciências, entremeadas de reminiscências humanas e reconfortantes gracejos. Tempos felizes foram esses!

Um domingo de manhã, certo visitante aproximou-se de nós para mencionar que havia gostado muito do harmonium da capela. Max Heindel replicou: “Bem, harmonium é seu nome comum, porém o nome clássico é ‘venha a mim, vá a mim'”. Todos rimos cordialmente, e este incidente foi mencionado por mim várias vezes, para mostrar como a gente se prende gostosamente à Fraternidade depois que vem a conhecê-la. Um dia ajudando a Sra. Heindel, chamei-a “Tia Gussie”, o que a alegrou, pois me pediu que sempre a, chamasse assim. Disse-lhe de minha satisfação em chamá-la “tia Gussie”, acrescentando que, neste caso, para completar minha alegria, estenderia o tratamento, chamando a Max Heindel de “Tio Max”, assim foram eles para mim todo o tempo um tio e uma tia muito simpáticos.

Minha colaboração mais direta começou quando, numa viagem à Oceanside, coincidindo no mesmo dia o Serviço Devocional e o de Véspera Lunar, fui convidado a falar, cabendo a Max Heindel dirigir a reunião. Havia uma cadeira vazia à esquerda na primeira fila, e o Irmão Maior está presentemente lá.

Depois procurei o Centro de Los Angeles e comecei a ministrar aulas de Filosofia Rosacruz durante algum tempo, particularmente sobre o Esquema de Evolução. Um dia, ao me sentar ao piano para praticar, percebi, num relance, que o esquema total da evolução, tão belamente retratado no “Conceito”, se relacionava e ampliava, sob meus olhos, com o teclado do piano, mostrando o significado das cinco Hierarquias que nos deram algum auxílio e passaram depois à libertação, bem como as outras sete que trabalharam em nossa involução espiritual e evolução corporal, continuando ainda a nos ajudar na ascensão evolutiva. Tudo isto ali estava, em progressão regular, nos mais mínimos detalhes. Na viagem seguinte a Oceanside contei minha inspiração ao “Tio Max”. Isto o impressionou agradavelmente e sugeriu que eu escrevesse tudo, juntando um diagrama explicativo. Assim o fiz e publiquei o artigo no número de março de 1917 da revista “Rays from the Rose Cross”.

Eu sentia que conhecia Max Heindel melhor que outras pessoas e achava razões para isso. Quando um autor é lido e estudado, a característica predominante de sua natureza é apenas aparente, o que não sucede com as outras facetas de seu ser. Elas se encontram mais ou menos ocultas nos trabalhos em que ele se concentra. Eu tive maior oportunidade ainda: a de privar muito tempo com Max Heindel. Em uma mais íntima e pessoal convivência, outros aspectos de sua pessoa se revelam. Nós fomos capazes de examinar as aspirações reverentes e devocionais, a compreensão das culturas, da música, arte, das ciências e, o mais importante, do aspecto humano, tão essencial para um desenvolvimento equilibrado.

Max Heindel foi um exemplo vivo dos preceitos dos Ensinamentos da Fraternidade Rosacruz: “Uma Mente sã, um coração nobre, um corpo são” e da contraparte: “ser prudente como a serpente, forte como um leão, simples e inofensivo como a pomba”.

Ele sabia que os Irmãos Maiores eram contrários a tudo que parecesse organização e, portanto, e procurou cuidadosamente evitar mais do que era necessário para a administração. Além disso, ele estava profundamente ciente de que nosso progresso real no caminho da iluminação era interno – “o templo sem som de martelo”. Ele criticou qualquer forma de arregimentação, e frequentemente enfatizou que não devemos nos esforçar de forma tão brusca para nos tornar tão iluminados que perderíamos o valor da experiência do horóscopo particular que escolhemos para esse propósito.

Ele tentou, valentemente, enfatizar a natureza reverente e devocional do místico, o lado oculto da compreensão intelectual e equilibrá-los com as influências saudáveis e humanas para o desenvolvimento racional. Foi um privilégio ter trabalhado com ele.

(por Art Taylor publicado no Rays from the Rose Cross Magazine, February, 1965, p. 64, 83 – traduzido na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 03/79 – Fraternidade Rosacruz –SP)

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Assistindo a uma Irmã Leiga curar os olhos de um homem

Assistindo a uma Irmã Leiga curar os olhos de um homem

Uma noite, três Auxiliares Invisíveis estavam com uma elevada Irmã Leiga trabalhando para a humanidade. Eles estavam a acompanhando nas visitas que ela fazia nos doentes e os mais carentes que estava sob sua responsabilidade. Eles foram ver um homem nas proximidades da Arábia. Os Auxiliares Invisíveis viram o homem andando dentro de sua casa, e perceberam que estava com muita dor. Ele tinha enfrentado uma tempestade de areia e devido a isso ambos os olhos estavam cheios de areia fina e isso lhe provocava grande sofrimento. Os Auxiliares Invisíveis viram que a Irmã Leiga estava examinando seus olhos e removendo cuidadosamente toda partícula de areia existente. Os olhos do homem estavam muito inflamados, e as suas pálpebras estavam vermelhas e inchadas. Para um dos Auxiliares Invisíveis esses eram os piores olhos que ele já tinha visto em sua vida.

A Irmã Leiga disse ao homem para ir se deitar em seu quarto. Enquanto isso a Irmã Leiga fez todo trabalho de restauração nos olhos do homem. E em poucos minutos, o homem se levantou e se dirigiu até a sala. A essa altura, seus olhos estavam quase normais; o inchaço havia desaparecido e seus olhos estavam, ainda, um pouco avermelhados. O homem já podia enxergar sem dor.

Os Auxiliares Invisíveis ficaram impressionados com a maravilhosa mudança ocorrida nos olhos do homem. Este estava tão feliz e grato pela ajuda recebida que não sabia quem o tinha ajudado para agradecer.

“Eu estou quase totalmente normal, mas não entendo como eu poderia sido curado tão rapidamente”, disse ele.

(IH – de Amber M. Tuttle)

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Uma Virtude Espiritual

Uma Virtude Espiritual

Em primeiro lugar, lembremo-nos da afirmação categórica de Max Heindel: “É parte de nosso trabalho pôr em prática nossas próprias linhas de esforço tanto como indivíduos como associação”. Max Heindel mesmo, mensageiro autorizado da Ordem Rosacruz, disse que depois de ter vivido um curto tempo na Alemanha, quando recebeu as instruções básicas expostas no “Conceito Rosacruz do Cosmos”, recebeu pouca instrução de seu Mestre. Em verdade ele constantemente se perguntava se seria correto chamar de “Mestre” ao irmão Maior, já que este dava unicamente uma palavra ocasional de conselho, e na maior parte das vezes deixava-o resolver seus próprios problemas e à sua maneira. Se aconteceu a Max Heindel, quanto mais então a todos os estudantes!
Ninguém tomará decisões por nós; devemos nós próprios tomá-las, em cada trecho do Caminho. Isto significa que os Irmãos Maiores da Rosacruz deixaram a Max Heindel e aos estudantes a liberdade de levar adiante o trabalho segundo seu melhor juízo e opinião. Mais tarde, na aurora da Era de Aquário, explicou o sr. Heindel: aparecerá publicamente um Mestre para dar um novo impulso à Obra.

Entretanto, nos aproximadamente seiscentos anos que medeiam entre nós e a Era de Aquário propriamente dita, o trabalho preparatório seguirá adiante com as linhas básicas assentadas na Filosofia Rosacruz. É supremamente importante compreender que o estudante Rosacruz não está “sob obediência”, no sentido em que estão os monges da igreja e a maioria dos cultos orientais. Os Irmãos não temem nem condenam a liberdade intelectual, nem os erros que resultam de seu exercício. Por suposto, todos cometemos erros e alguns até sérios. Mas, é muito melhor cometer erros no exercício da divina liberdade do que seguir cegamente os passos do Mestre, ou instrutor – ainda que o Mestre em questão fosse um Irmão Maior da Rosacruz e sublime Hierofante dos Mistérios.

Max Heindel disse que a Fraternidade Rosacruz é uma “escola preparatória”. Obviamente chegará o tempo em que o estudante da escola preparatória se graduará entrando para um colégio ou universidade para o qual esta escola o preparou. No caso, a “universidade” é a Ordem Rosacruz nos planos internos, onde o candidato “cola grau” como lrmão ou Irmã Leiga. O sr. Heindel escreveu que a meta e o propósito do método Rosacruz de desenvolvimento é emancipar o aspirante da dependência dos demais e fortalecê-lo de tal modo que possa confiar em si mesmo e permanecer só; de outra maneira o espírito se converte em presa dos demais tão logo quando entre nos mundo invisíveis e seja abandonado a seus próprios recursos. No processo de chegar a confiar em si mesmo, um grande obstáculo é removido do caminho do progresso, de modo que seja capaz de desenvolver a maior eficiência possível no serviço à humanidade, como colaborador consciente da Ordem Rosacruz, tanto exotérica como esotericamente.
Por que devemos considerar que temos que compartilhar com nossos amigos no Caminho esse fruto espiritual à medida que vá chegando a nós? Os mais fortes têm o dever de ajudar aos que sejam débeis. Os estudantes se convertem em Mestres. Os servidos se convertem em servidores. Note-se, particularmente que o estudante NÃO SE OBRIGA NEM AINDA COM OS IRMÃOS MAIORES DA ROSACRUZ. A razão pela qual não se deve obrigar a si mesmo é para que não reduza sua própria liberdade de pensamento e ação. Se a liberdade é preciosa aos olhos dos Irmãos da Rosacruz, obviamente eles não podem ser um partido para o zelo desviado e a devoção fanática do estudante ignorante que deseja “vender-se a si mesmo” como escravo. A tal estudante o Mestre poderá unicamente responder: “Desejas vender-te a mim como meu escravo? Talvez, mas eu não desejo comprar-te. Sou um objetante consciente de toda sorte de escravidão”.

Porque, pôr-se a si mesmo sob obrigação é, em verdade escravizar-se; e, portanto, os Irmãos da Rosacruz proíbem a qualquer estudante se obrigar com Eles ou qualquer outra pessoa. Nenhum estudante, nem Probacionista ou iniciado está sob obrigação com algum Irmão Maior da Rosacruz individualmente, e nem ainda à Ordem como um todo. Todos são agentes livres. Os Irmãos Maiores nos quereriam ver rebeldes e questionantes do que inquestionavelmente obedientes. Podemos rebelar-nos, questionar; podemos desafiar e acusar. Isto não nos fará perder o amor dos Irmãos Maiores da Rosacruz. Mas, o que com toda certeza nos cortará a linha espirituais de comunicação com a Ordem é a atitude de aderência infantil e submissão irracional à autoridade dogmática. Max Heindel expõe o assunto convincentemente: “Qual é o caminho para as alturas da realização religiosa e onde podemos encontrá-lo? A resposta é: QUE NÃO SE ENCONTRA EM LIVROS. Os livros são úteis na medida que nos subministrem pábulo para a meditação sobre os temas tratados. Podemos chegar ou não às mesmas conclusões que os autores dos livros, mas, contanto que levemos as ideias apresentadas a nosso ser interno e ali as consideremos cuidadosamente e com espírito de oração, o que resultar do processo será completamente nosso, e mais próximo da verdade que qualquer coisa que pudéssemos obter de alguém mais ou em quaisquer outras formas.

Portanto, o caminho para o estudante seria: não aceitar nem desprezar e nem obedecer cegamente a nenhuma autoridade, mas, esforçar-se por estabelecer o tribunal interno da verdade.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – 7/72 – Fraternidade Rosacruz – SP)