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Ser a Luz do Mundo

Ser a Luz do Mundo

Mais uma vez estamos vivendo a Santa Época do Natal, tempo para darmos um passo adiante em nossa evolução. Esse é o momento mais propício para avaliarmos nossa vida, delineando um novo caminho para o ano vindouro.

O período, ora findando, por certo ofereceu-nos preciosas oportunidades de crescimento, mediante a experiência e o conhecimento adquiridos e aplicados na prática.

Somente quando o conhecimento espiritual se converte em parte integrante da vida do Aspirante é que ele se torna senhor de seu próprio templo: o Corpo Denso. Quando a Consciência Crística desabrochar e dirigir esse veículo, o Aspirante poderá sentir e compreender realmente o verdadeiro espírito do Natal. Contudo, há um pré-requisito, uma condição prévia e irrevogável para que esse processo de conscientização crística ocorra. Trata-se da erradicação do egoísmo — esse terrível flagelo. O ser humano deve cultivar primeiramente o sentimento de amor e pureza para que possa trilhar, com segurança, o caminho da vida superior.

As presentes condições em que vive a humanidade são filhas do egoísmo e perturbam sobremaneira o já frágil equilíbrio daqueles inclinados ao materialismo. Mesmo entre os estudantes de ocultismo, apesar de possuírem conhecimento sobre as verdades profundas da vida, há quem emita pensamentos críticos e destrutivos. Obtiveram conhecimento, mas ainda não permitiram à Luz do Cristo Interno iluminar e dirigir suas vidas.

Uma mudança efetiva e consciente no íntimo da pessoa deve abrir novas perspectivas de crescimento. É importante que essa mudança ocorra porque a Consciência Crística nasce do mais puro amor. Nenhuma condição inferior pode ser transmutada mediante o criticismo, essa antítese da Luz. Para a irradiação da Luz de Deus, o ser humano necessita de pensar e trabalhar construtivamente. A sabedoria divina manifesta-se unicamente no indivíduo que se converte num adequado receptáculo dessa Luz, por meio de uma vida reta.

Cristo afirmou: “Vós sois a Luz do mundo”. Cabe ao Aspirante aproveitar a vibração espiritual mais exuberante nessa época do ano para meditar sobre o privilégio de “ser a luz do mundo”. É um privilégio e responsabilidade daqueles que optaram por entrar pela “porta estreita”.

Possamos dedicar nossos esforços em irradiar essa Luz, deixando-a resplandecer em forma de simpatia e amor, para que o Cristo, assim, encontre morada em nossos corações. Toda a humanidade será beneficiada com isso e o dia de “paz e boa vontade entre os homens” encontrar-se-á mais próximo do que nunca. Uma vez isso aconteça, jamais retornaremos às limitadas condições do passado. Terá assim o Cristo Interno estabelecido uma perfeita união com o Cristo Cósmico. Estaremos preparados, então, para oferecermo-nos amorosamente a serviço da Fraternidade Universal. Que todos possam participar dessa Grande Obra, inspirados na lição que o Natal oferece a cada ano que passa.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – 12/86)

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Carta de Max Heindel: A Guerra Mundial e a Fraternidade Universal

A Guerra Mundial e a Fraternidade Universal

Em quase todas as correspondências, nós recebemos cartas comentando sobre a guerra[1], e com raras exceções, não encontramos nelas expressão de partidarismo, mostrando que os autores têm um ponto de vista mais elevado do que o inculcado pelos vários Espíritos de Raça e que, normalmente, recebem o nome de “patriotismo”. Essa é a única atitude coerente com os princípios da Fraternidade Rosacruz. Nós estamos todos unidos numa associação internacional; estamos todos procurando pelo Reino que deve substituir todas as já superadas nações, e o fato de termos nascido em diferentes partes do mundo e nos expressarmos em línguas diferentes, não revoga o mandamento de Cristo: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”, nem nos escusa por desempenharmos o papel de “ladrão”, e não de “samaritano”. Cabe a cada um de nós, na Fraternidade Rosacruz, se elevar acima das barreiras da nacionalidade e aprender a dizer o mesmo que Thomas Paine[2]: “O mundo é a minha pátria e fazer o bem é a minha religião”. Devemos deixar de ser meramente nacionalistas e nos esforçarmos para nos tornarmos universais em nossas percepções, compreensões e reações aos sofrimentos dos outros.

Contudo, há uma guerra que vale a pena lutar, uma guerra na qual podemos, legitimamente, empregar toda a nossa energia, uma guerra que devemos persistir com zelo implacável, e um dos Estudantes coloca isso tão bem que o melhor que podemos fazer é transcrever sua carta:

“Ao refletir sobre a guerra, surge esse pensamento: quando os seres humanos se cansarem da desagradável e chocante luta entre as diferentes nações vizinhas e semelhantes, largarem suas armas e a paz predominar, então a partir desse continente, sobrecarregado com o pó dos amigos e adversários, com seus rios correndo avermelhados com o melhor sangue dos impérios, surgirá uma nova Europa e uma civilização superior substituirá a destruída.

E um grande número de mortos desconhecidos, moribundos, revelará um poder muitíssimo maior para a paz mundial do que o vivido anteriormente. Assim, das paixões desenfreadas dos seres humanos, a Deidade, justa e amorosa, traz o bem final.

Se os homens e as mulheres tivessem também uma décima parte da vontade para travar uma guerra contra o seu verdadeiro inimigo, que está dentro do seu coração, ao invés de pegar em armas contra um suposto inimigo de um lado da fronteira imaginária inexistente na boa face do mundo de Deus, então o Príncipe da Paz poderia reinar. Todas as armas mortíferas seriam jogadas no limbo e a promessa gloriosa se realizaria: “Paz na Terra e Boa Vontade entre os Homens”.

E assim, por mim mesmo, resolvi não cessar com meus esforços até que o último vestígio de maldade, erro e ódio sejam eliminados, e a sublime Trindade de “Bondade, Verdade e Amor reinem sem contestação interior”. Nessa luta real, me considero um pobre soldado e, geralmente, a curso da batalha se coloca na direção errada, contudo, não importa se eu falhe dez mil vezes, a lição deve ser aprendida e será aprendida. Algum dia, com um coração robusto, uma vontade indomável e uma persistência infalível, a vitória será conquistada e a paz reinará – a paz que ultrapassa toda a compreensão.

Unamo-nos todos ao nosso irmão nessa nobre luta, recordando as palavras de Goethe:

“De todo poder que mantém o mundo agrilhoado,

o homem se liberta quando o autocontrole há conquistado”.

(Por Max Heindel – livro: Cartas aos Estudantes – nr. 48)

[1] N.T.: a Primeira Grande Guerra Mundial.

[2] N.T.: Thomas Paine (1737-1809) foi um político britânico, além de panfletário, revolucionário, inventor, intelectual e um dos Pais Fundadores dos Estados Unidos da América.

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O Vegetarianismo e a Lei do Amor

O Vegetarianismo e a Lei do Amor

O vegetarianismo é muitas vezes adotado por questões de saúde, como um regime alimentar mais saudável, mais higiênico e muito mais substancioso. Porém, o aspecto mais importante do mesmo é ser ele um modo de pensar e de sentir, visto estar profundamente ligado à ideia da Fraternidade Universal. Todos os reinos da natureza são partes de um Todo. A ciência e algumas religiões aceitam e explicam, de certo modo, a Lei da Evolução, a qual se processa através do desenvolvimento da consciência. Sendo o ser humano o ser dotado de maior consciência, é por isso mesmo de maior responsabilidade no mundo.

Por seu contínuo pensar, há de se aproximar cada vez mais das verdades proclamadas em todos os tempos por sábios, filósofos, santos e profetas. A base dessas verdades é, invariavelmente que a Lei do Amor é a única que conduzirá o ser humano a um estágio de real grandeza espiritual. Sem o amor, poderá conhecer grandes progressos materiais, mas somente com ele alcançará a verdadeira civilização, via do desenvolvimento espiritual. Ora, a Lei do Amor não pode admitir a cruel matança dos animais, como a que se executa, cada vez em maior escala.

Dizemos cruel e sobretudo inútil, porque, se é com fins de alimentação, milhões de vegetarianos em todo mundo provam que vivem em iguais ou melhores condições físicas e intelectuais que os não-vegetarianos. Se é com fins esportivos, nada pode ser mais vexatório para nosso orgulho de civilizados, de que ver alguém divertir-se matando friamente seres sensíveis. Se é com fins ornamentais, de produtos de beleza e de moda, como acontece com o uso de casacos de pele, artefatos de couro, enfeites de penas, cosméticos, xampus, etc., mais evidencia a inutilidade da matança, porque há atualmente outros tipos de produtos de beleza e higiene, vestuários, calçados, agasalhos e de enfeites, talvez mais duradouros e belos do que provenientes do sacrifício de animais.

Poucas pessoas comeriam carne se elas tivessem de matá-los, ou se assistissem aos processos clamorosamente cruéis de seu diário abate. Compreende-se que no passado o cultivo das terras era reduzido, difícil em muitas regiões, desconhecidos os grandes recursos agrícolas da atualidade, ignorado o valor alimentício de muitos produtos da terra.

Tenha-se em vista apenas os exemplos de soja e do amendoim. Hoje enriquecidos de tão grandes progressos, como explicar que ainda não tenhamos vencido essa superstição sobre o valor da carne como alimento?

Podemos cultivar o sentimento de Fraternidade Universal, aprovando, apoiando, participando da crueldade, indiferentes ao sacrifício diário de milhões desses seres?

Por outro lado, é uma incoerência comemorar datas dedicadas à seres que amaram a todos os seus irmãos, inclusive aos irracionais, como no NATAL, sacrificando em nossas mesas suas indefesas vidas.

(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – mar./abr./88)

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O Assunto Fraternidade Universal: artigos para os cestos de lixo

O Assunto Fraternidade Universal: artigos para os cestos de lixo

É interessante lembrar que o ano começa com um feriado, uma pausa para meditação sobre a Fraternidade Universal.

Contemplamos hoje uma humanidade espiritualmente adolescente, embriagada por suas realizações epigenéticas, mas também confundida num labirinto de interesses controvertidos. Ela partiu da unidade criadora para a descoberta dos valores internos e agora destina-se à reintegração consciente na unidade traçada por Cristo. Essa transição é lenta e segura, como todo processo da natureza. Começou com a vinda de Cristo e o ideal de Peixes-Virgem, aos 7 graus de Áries, com o Sol em Precessão. Foi o período do Cristianismo Popular. Agora entramos na órbita de influência de Aquário e preparamos condições para uma fase mais elevada do Cristianismo. Daí a tendência fraternal manifestada, desde meados do século passado, nas atividades humanas (cooperativismo, esperanto, escotismo, liga das nações, ONU, etc.). Daí o anseio de iniciar um novo ano dentro de um sentimento que a razão cristã e a dor decorrente de nossos erros passados apontam como um ideal futuro, de paz e prosperidade: a fraternidade universal.

O leitor poderá contestar que os movimentos apontados têm muitas falhas. Concordamos. Mas não é por deficiência do cooperativismo, do esperantismo, do escotismo e de organizações políticas unitivas, mas sim pelos interesses partidários e egoísmos pessoais que lhes dificultam a expansão e eficácia.

Max Heindel relatou que no decurso de suas conferências púbicas pelas cidades norte-americanas os jornais sempre se interessavam pelos assuntos que suscitavam curiosidade; mas quando ele tocava na questão de fraternidade universal, os seus artigos iam para os cestos de lixo, porque a humanidade comum não acredita muito em coisas altruístas e prefere considerá-las como utopia. No entanto, para nós, estudantes Rosacruzes, habituados ao estudo do Cristianismo Esotérico, convictos na visão ampla dos Irmãos Maiores da Ordem, que estudaram na Memória da Natureza os atos passados dos Egos ocidentais e determinaram, com segurança, suas tendências futuras, a Fraternidade Universal é uma realidade que vem sendo alcançada seguramente. Isto, aliás, é predito nos Evangelhos. Acreditemos ou não, é mister que os outros “cordeiros” sejam conquistados para constituir um só rebanho. As dificuldades formadas pelo egoísmo e as naturais diferenças de condições, tendo em vista a linha evolutiva de cada homem e povo, terão um denominador comum, um elemento conciliador, na fraternidade cristã.

Nesse sentido é que surgiu a Ordem Rosacruz. O ideal cristão já existia, desde a sua fundação, no século XIII. Mas a sua missão era a de conferir ao sentimento de fraternidade um sentido racional, um fundamento científico, em concordância com a vida moderna, de modo a conciliar e unir numa estrutura renovadora, os princípios oficiais da ciência, da arte, e da religião.

A Ordem Rosacruz não apresenta uma utopia. Ela parte do conhecido para o desconhecido, do concreto para o abstrato; ela toma as realidades presentes, expõe as raízes formadoras e revela, nas aparentes contradições, o ponto comum. E deste modo eleva a concepção humana, permitindo-nos olhar as coisas “de cima”, com um sentido global, a fim de que, ao descer de novo às particularidades jamais nos percamos nos detalhes. Só assim podemos conservar o sentido geral de tudo que nos rodeia, compreendendo melhor as diferenças.

Esse sentido global, sublimador, mui dificilmente podemos alcançar pelos sentidos. A ciência acadêmica baseia-se no que pode perceber com os sentidos e este lado é apenas o efeito de causas invisíveis e muitas vezes remotas. Portanto, a contribuição do ocultismo científico é precisamente oferecer o “fio de Ariadne” para conduzir-nos no labirinto da diversidade material e finalmente possibilitar-nos a comprovação lógica de tudo que ensina.

Benditos, pois, os de mente aberta, os sinceramente devotados à causa fraternal, as crianças de cabelos brancos, sem preconceitos, os pobres de espírito que humildemente estão prontos a aprender, os que têm fome e sede de justiça, porque todos eles, se não nesta vida, em futura existência, já na Época de Aquário, serão fartos e constituirão os pilares da obra cristã.

Que o dia 1º de janeiro se prolongue, em seu ideal, para cada dia do ano, até cobri-lo inteiramente com novo sentido evolucionário. E nós, conscientes e confiantes, buscaremos, pela nossa ação, abreviar esta meta, cumprindo cada um a sua parte.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de janeiro/1964)

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A União, necessária para a elevação da humanidade

A União, necessária para a elevação da humanidade

Bem sabemos que a elevação da humanidade só pode ser alcançada mediante a amizade universal. Os Irmãos Maiores não poupam esforços para mostrar, com Seus exemplos, como consegui-la.

É fácil ser amigo daqueles que amamos, o amor suaviza tudo, tornando-nos compreensivos, tolerantes, facilmente perdoando ofensas, esquecendo mágoas. A pergunta é: como poderemos construir dentro de nós essa potencialidade que chamamos amor, para abraçar tudo e a todos, sem ter em conta índole, natureza, raça ou posição social das pessoas? O Mundo do Espirito de Vida é o Mundo do Cristo, o Mundo do Amor e Sabedoria, e reflete-se em nosso Corpo Vital. Então, é no Corpo Vital, agindo sobre ele, que temos de começar nosso trabalho, formando e construindo novos hábitos, repetindo-os.

As obras desinteressadas, trabalhando para o bem-estar dos outros, já é um começo para condicionar o Corpo Vital ao trabalho proveitoso e produtivo. Devemos nos tornar sábios para praticar o bem acertadamente.

Vemos a miséria humana, as lutas entre irmãos, as atrocidades, os atentados, o terrorismo que nos causam repugnância. Como então podemos ser capazes de amar, sem exceção? O único caminho é a compaixão. Max Heindel disse: “Planta-se a semente da compaixão e nela brotará o amor”. Assim começaremos a ver por outro ângulo todos aqueles que agem de uma maneira violenta e egoísta. Perceberemos que eles são cegos e ignorantes, usando a força, a potência e inteligência para o mal. Como eles trabalham para sua própria destruição! Podemos ver as penas, as consequências atrozes que atraem com os seus atos.

E nessa hora desperta, em nossos corações, a compaixão que Cristo sentia na hora da crucificação, ouvindo os insultos e sarcasmos do populacho. Ele disse: “Pai perdoa-os, que não sabem o que estão fazendo”.

E quando brotar o perdão em nossos corações, quando sentirmos compaixão, despertaremos nossa vontade de ajudar e servir amorosamente, sem esperar amor ou retribuição ou reconhecimento; despertará também nossa amizade para o todo e para com todos, porque bem sabemos, que ajudando nossos irmãos a serem melhores, aliviaremos a cruz do nosso Salvador e trabalhando com Ele ajudaremos também ao propósito de Deus de unir fundamentalmente cada um com todos, porque a fusão de todas as almas será a fusão também com Deus.

(Publicado na revista ‘Serviço Rosacruz’ – 08/86)

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A Missão Edificante e Equilibradora da Fraternidade Rosacruz

A Missão Edificante e Equilibradora da Fraternidade Rosacruz

Os que já estudaram e comprovaram o poder do pensamento e do sentimento, sabem perfeitamente o efeito que eles produzem nos planos invisíveis, difundindo-se e afetando todas as pessoas que lhes estejam sintonizadas, por mais distantes que se encontrem.

Ora, os trabalhos coletivos da Fraternidade – comum ofício devocional de poderosos efeitos, com os sentimentos e pensamentos conjugados de pessoas idealistas e amorosas – contribuem, em proporção muito maior do que se imagina, para o advento da nova Era de Aquário e estabelecimento da Fraternidade Universal. Uns poucos milhares de pessoas preparadas, trabalhando afinadas num mesmo ideal, podem mudar a história do mundo inteiro e transformar o estado de consciência humana em Consciência divina. A espiritualização da consciência humana será conseguida através de uma minoria que conhece e vive a verdade, estendendo-a da esfera individual para a da coletiva e ao mundo inteiro.

A influência de Aquário, iniciada em meados do século passado, se acentua com a descida de Éteres refinados.

Através deles Urano sensibiliza-nos a aura e nos predispõe a ideais mais avançados. Desse modo, aqueles que buscam a Luz, estão sendo incentivados pelos Guias da Humanidade e entrando num círculo cada vez mais estreito de causas e efeitos, aspirando e recebendo cada vez mais os Ideais da Nova Idade. Mas para isso deverão exercitar: receber e dar à luz e o amor divinos. Só assim poderão fazer jus ao influxo e é realmente um privilégio encontrarmos ensinamentos tais como os que se nos oferecem na Filosofia Rosacruz.

Conscientizando-os, aplicando-os com Amor, vamos seguramente transformando o ser humano velho em novo e realizando, em trabalho conjunto com os companheiros da Fraternidade, essa transubstanciação da Humanidade.

Portanto, a espiritualização começa em nosso íntimo e daí se projeta, como silenciosa pregação, ao mundo inteiro, elevando-o juntamente conosco, conforme exemplifica Max Heindel ao contar a história da pregação de São Francisco de Assis.

Feliz do indivíduo que recebe a Oportunidade de conhecer verdades espirituais tão altas e honestas; e mais feliz ainda o que toma a decisão de sobrepor-se, de superar-se, vivendo a vida espiritual, encetando a busca sincera e perseverante de Deus, em seu íntimo, buscando a Luz dentro dele, até lográ-la; o irromper da consciência divina e receber-Lhe o influxo glorioso e transformador.

Ao buscar e alcançar a própria realização, transforma-se, ao mesmo tempo, num servidor da humanidade!

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de março/1971)