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Cristo, o indivíduo do Período Solar, é o Espírito da nossa Terra? Se sim, quando o Espírito de Cristo for libertado do seu cativeiro, qual será o Espírito que habitará a Terra?

Pergunta: Cristo, o indivíduo do Período Solar, é o Espírito da nossa Terra? Se a Terra era apenas uma massa inanimada até 2.000 anos atrás, onde está o ocupante anterior? Se é apenas um Raio do Cristo Cósmico, o qual, como fonte purificadora, está trabalhando dentro e através da Terra, há outro Espírito cujo corpo seja a Terra? Quando o Espírito de Cristo for libertado do seu cativeiro, qual será o Espírito que habitará a Terra?

Resposta: A Lei da Analogia é válida em todo lugar. É a chave mestra para todos os mistérios e você verá que aquilo que se aplica ao homem microcósmico, aplica-se também ao Deus macrocósmico ou ao Poder Divino. Atualmente, animais estão sendo guiados por Espíritos de fora. Num período posterior, eles se tornarão Espíritos internos e aprenderão a guiar os seus veículos sem ajuda proveniente de qualquer fonte. Foi o que ocorreu com a Terra, como é mencionado no Conceito Rosacruz do Cosmos e em vários outros textos da nossa literatura. Até há 2.000 anos, Jeová era responsável e guiava a Terra de fora, da mesma forma que os animais são guiados pelos Espíritos-Grupos. A Terra foi mantida em sua órbita graças ao Seu poder e Ele foi o Deus Supremo até aquela época.

No entanto, após a transformação realizada no Gólgota, o Espírito de Cristo penetrou na Terra para que Ele pudesse nos ajudar a desenvolver faculdades que estavam fora das atribuições de Jeová. Esse nos deu as leis para refrear, mas o Cristo nos deu o amor. A primeira é uma força restritiva aplicada de fora; a outra é uma energia impulsora aplicada de dentro. Assim, o Cristo está hoje guiando a Terra em sua órbita, internamente, e assim continuará até que tenhamos aprendido a vibrar aquele atributo, o amor, por meio do qual seremos capazes de aplicar esse poder ao nosso próprio planeta, guiando-o em sua órbita a partir de dentro.

Cristo é o maior Iniciado do Período Solar e, como tal, Ele tem a Sua morada no Sol. Ele é o Sustentáculo e o Preservador de todo o sistema solar. Em certo sen­tido, é correto dizer que Ele more no interior da nossa Terra como um Raio, embora isso não transmita uma ideia exata do que ocorre. Talvez compreendamos me­lhor o assunto mediante uma ilustração. Comparemos o grande Espírito Solar a um refinador de metais. Ele tem sobre o seu forno vários cadinhos e os observa. O calor funde esses metais e lança suas impurezas para cima. O refinador gradualmente pule os cadinhos até que o metal esteja totalmente lim­po e brilhante a ponto de se poder ver o rosto refleti­do neles. Similarmente, podemos ver Cristo direcionar Sua atenção de um planeta a outro e, ao voltar-Se para o nosso, por exemplo, Sua imagem reflete-Se nele. Não é, contudo, uma imagem inanimada. É um ser vivo, ardente, sensível, tão cheio de vida e sentimento que nós mesmos, em nosso atual estado mortal de quem habita em corpos terrenos, não podemos ter sequer uma pequena ideia dessa faculdade de sentimento possuído pelo Espírito que mora na Terra.

Por essa razão, durante um certo período, Ele fo­caliza Sua energia sobre essa imagem como um foco e, embora estando realmente no Sol, o Cristo Cósmico sente tudo o que acontece na Terra como se Ele estivesse realmente aqui. Essa imagem interna deve ser bem compreendida, pois não é uma imagem no sentido co­mum da palavra, mas uma contraparte, um elemento do Cristo Solar e, por meio dela, Ele sabe, sente e percebe tudo que acontece na Terra como se Ele mesmo estivesse verdadeiramente presente. Note que já repeti isto, mas trata-se de um assunto que possa ser repetido inúmeras vezes até tor­nar-se inteiramente compreendido. Isso é o que realmente significa onipresença. Enquanto Cristo é o Espírito interno do Sol, Ele também é o Espírito interno da Terra e deve continuar a exercer a missão de nos auxiliar — sentindo com Sua presença real e sofrendo tudo aquilo que ocorre ou acontecerá, por nossa causa.

Vamos analisar, por um momento, aquilo que cha­mamos de Terra — ou seja, a sua origem. A solidificação começou no Período Solar, quando éramos incapazes de vibrar na alta frequência exigida por aí permanecermos. Deslocamo-nos, gradualmente, afastando-nos do Sol e fomos arremessados no espaço. A frequência vibrató­ria diminuiu aos poucos até a metade da Época Atlante e a Terra cristalizou-se, por assim dizer, em uma massa pétrea. Assim, nós próprios fizemos a Terra e se não tivéssemos recebido ajuda, teríamos sido incapazes de nos livrar das malhas da matéria. Jeová, de fora, procurou ajudar-nos por meio das leis. O fato de conhecer a lei e segui-la nos teria, portanto, auxiliado, desde que tivéssemos a força necessária. Mas nenhum homem é justificado pela lei e por meio dela todo espírito se torna envolvido, enredado. Por conseguinte, havia a ne­cessidade de um novo impulso que gravasse a lei dentro dos corações dos homens. Há uma grande diferença en­tre o que fazemos por sermos obrigados, pelo medo de um mestre externo que nos dê uma justa retribuição para cada ofensa, por exemplo, e o impulso interno que nos impele a agir certo porque é certo.

Reconhecemos o que é certo quando a lei está inscrita em nossos corações e obedecemos aos seus ditames sem discutir, ainda que isso faça todo o nosso ser vibrar de dor.

Desse modo, somos coletivamente os Espíritos da Terra. Algum dia, teremos de guiar o veículo que cria­mos. Jeová o guiou de fora por meio de leis. Como isso não era suficiente para nos levar ao ponto de individualização que nos tornará capazes de cuidar de nós mesmos, o Cristo veio até nós como Salvador e nos ajudará até que tenhamos desenvolvido internamente uma natureza amorosa que seja suficiente para fazer a Terra flutuar. Logo, não houve quaisquer outros Espíritos dentro da Terra. O Cristo está aqui temporariamente para nos aju­dar e, no tempo devido, será privilégio nosso rece­ber a tarefa de conduzir o nosso planeta como quisermos. O aumento da força vibratória já tornou a Terra muito menos densa, bastante mais leve e, com o pas­sar do tempo, ela se tornará novamente etérica, como já foi. Ela então cessará de estar morta no pecado, que é o ego. E se tornará viva no amor.

(Perg. 99 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz SP)

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Os animais, tanto selvagens quanto domésticos, sofrem em muitas situações, e ensinam-nos que os Espíritos-Grupo sofrem mais intensamente. Por que será? Os Espíritos-Grupos, da mesma forma que nós, sofrem as consequências de suas más ações?

Pergunta: Os animais, tanto selvagens quanto domésticos, sofrem em muitas situações, e ensinam-nos que os Espíritos-Grupo sofrem mais intensamente. Por que será? Os Espíritos-Grupo, da mesma forma que nós, sofrem as consequências de suas más ações?

Resposta: Parece muito difícil conceber que seres tão gloriosos quantos os Arcanjos — que são Espíritos-Grupo e Espíritos de Raça — possam cometer más ações, pelo menos no sentido que o nosso entendimento limitado confere a essa palavra. Cristo é o maior Iniciado dentre os Arcanjos e como sabemos que “Ele sofreu em todos os aspectos da mesma forma que nós, sendo tentado embora isento de pecado”, há evidentemente uma lei superior. Perceberemos essa lei ao considerarmos a relação dos Espíritos-Grupo com os animais de sua espécie à luz da Lei de Analogia, que é a chave-mestra de todos os mistérios.

A seguinte ilustração do “Conceito” provavelmente demonstrará com clareza a diferença entre o ser humano com seu Espírito Interno e os animais com seus Espíritos-Grupo.

Imaginemos um quarto dividido ao meio por uma cortina, um lado representando o Mundo do Desejo e o outro o Mundo Físico. Há dois homens, um em cada divisão; eles não podem ver-se nem passar para a mesma divisão. Mas, na cortina há dez furos pequenos e o ser humano que se encontra na divisão que representa o Mundo do Desejo pode meter seus dez dedos por esses furos para o outro lado que representa o Mundo Físico.

Ele pode dar uma excelente representação do Espírito-Grupo que está no Mundo do Desejo. Os dedos representam os animais pertencentes a uma espécie. Ele pode movê-los a seu gosto, mas não pode empregá-los tão livre e tão inteligentemente quanto o ser humano que se encontra na divisão física move seu corpo.

Esse último vê os dedos que atravessam a cortina e observa que todos se movem, mas não pode ver a relação que existe entre eles. Para ele todos parecem separados e distintos uns dos outros. Não pode ver que são os dedos do ser humano que, atrás da cortina, governa seus movimentos com sua inteligência. Se fere um desses dedos, não é ferido somente o dedo, mas principalmente o ser humano que está por trás da cortina. Se um animal é ferido ele sofre, mas não tanto quanto o Espírito-Grupo, pois o dedo não tem consciência individualizada.

O Corpo Denso, no qual funcionamos, é composto de numerosas células, cada uma tendo uma consciência celular separada, embora de uma ordem muito inferior.

Enquanto essas células fazem parte do nosso corpo, elas estão sujeitas a ser dominadas pela nossa consciência.

Um Espírito-Grupo animal funciona num corpo espiritual constituído de um número variado de Espíritos Virginais, imbuídos, por enquanto, da consciência do Espírito-Grupo. Esse último dirige-os, vigiando-os e ajudando-os a evoluir. À medida que seus protegidos progridem, o Espírito-Grupo também evolui passando por uma série de metamorfoses, de uma forma similar à de quando crescemos e adquirimos experiência, recebendo nos nossos corpos as células do alimento que ingerimos, elevando, por esse meio, a consciência delas ao dotá-las com as nossas por um tempo.

Esse Espírito-Grupo domina a ação dos animais sob sua responsabilidade até que os Espíritos Virginais tenham adquirido autoconsciência e se tornem humanos.

Então, eles manifestarão gradualmente uma vontade própria, adquirindo mais e mais liberdade em relação ao Espírito-Grupo e tornando-se responsáveis por suas próprias ações. O Espírito-Grupo continuará a influenciá-los, embora numa proporção decrescente, como Espíritos de Raça, Tribo, Comunidade e Família, até que cada um se torne capaz de agir em plena harmonia com a Lei Cósmica. Então, cada Ego será livre e independente de interferência, e os Espíritos-Grupo iniciarão uma fase mais elevada de evolução.

À luz da explicação anterior, sobre a relação entre o Espírito-Grupo e os animais, torna-se evidente que os sofrimentos experimentados de seus representantes têm a mesma finalidade que os sofrimentos experimentados por nós devido aos nossos erros diretos, isto é, ensiná-los a evitar, sempre que possível, situações indesejáveis que gerem dor. O ser humano sem uma arma vê muitos animais quando passeia pelos campos; eles refugiam-se em Mt. Ecclesia e em outros lugares onde, segundo são instruídos pelo Espírito-Grupo, estarão a salvo. O ser humano que carrega uma arma terá que caçar, sendo assim, o Espírito-Grupo previne seus protegidos de sua aproximação.

Além disso, o Espírito-Grupo reveste as suas espécies com peles ou penas com cores parecidas às da terra, das árvores ou das folhas, para disfarçá-las tanto quanto possível dos olhos de quem as caçaria e lhes causaria dor. Devido ao desejo de evitar a dor para si mesmo, ele exercita à sua engenhosidade no sentido de defender seus protegidos. No entanto, não estamos preparados para afirmar que o desejo de escapar à dor seja o motivo principal do Espírito-Grupo ao defender os seus protegidos, mas os dois estão ligados como a causa e o efeito.

E quanto aos animais abatidos para servirem de alimento, e as pobres criaturas torturadas nos infernos da vivissecção? E quanto aos pobres cavalos submetidos à fome e surrados por cavaleiros desumanos? O que o Espírito-Grupo faz para protegê-los, poupando-os da dor inerente a essa situação? Ele pode instruir os animais selvagens a salvar-se por meio de vários métodos, mas o problema que surge em função dos animais domésticos deve apresentar uma dificuldade considerável para o Espírito-Grupo. Ele tem o poder de reter o Átomo-semente necessário à fertilização para preservar a pureza de sua tribo, e é o que faz no caso dos híbridos. O propósito principal da existência é a experiência, por isso, é forçado a deixar os Espíritos sob sua guarda nascerem através de seus canais legítimos, embora fiquem mais expostos a um tratamento cruel nas mãos do ser humano. Futuramente, o ser humano deve e irá ajudar os animais para assim compensar a sua maldade atual, e terá de ajudar os atuais minerais quando eles se tornarem animais. A Lei de Consequência é justa e podemos confiar nela para equilibrar os pratos da balança. Enquanto isso, os Espíritos-Grupo estão aprendendo a possuir simpatia e compaixão. Os Espíritos de Raça estão aprendendo a mesma coisa por meio do sofrimento humano, provocado pelas contendas industriais e nacionais. Dia virá em que o leão se deitará ao lado do cordeiro, pastará junto ao boi, a criança poderá brincar com a serpente sem correr risco, quando as espadas serão transformadas em arados e as lanças em podadeiras, e haverá “paz na terra e boa vontade entre os homens”. De fato, tudo isso demandará grandes mudanças tanto mentais como morais e físicas, mas “embora os moinhos de Deus moam devagar, moem extraordinariamente bem”. O poder divino moldou o Cosmos a partir do Caos; portanto, temos razão para confiar em seu propósito benevolente e acreditar em sua onipotência ao remover todos os obstáculos para a realização do que hoje nos parece uma utopia.

 (Perg. 60 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz SP)